Sem monitores, estudantes com necessidades educacionais especiais têm sensação de abandono

Ausência de monitores é um dos principais problemas impostos à comunidade escolar neste ano letivo. Ao mesmo tempo, 14 mil profissionais desse segmento aprovados em concurso público aguardam ser chamados. A Secretaria de Educação do Distrito Federal reconhece o déficit, os prejuízos que ele causa e concorda com as reivindicações de pais e profissionais do magistério. Mas não age. A situação imposta aos estudantes com necessidades educacionais especiais (ENEEs) e seus familiares gera uma sensação de abandono nunca antes percebida na história do DF. É o que relatam ao Sinpro-DF mães, pais e responsáveis desses estudantes.

Dados da própria SEEDF divulgados pelo portal Metrópoles dão conta de que o sistema público tem 15.927 ENEEs, que são atendidos por 571 monitores e 2.667 educadores sociais voluntários (ESVs) neste ano letivo – em 2021, eram 4.482 ESVs.

A ausência de profissionais para auxiliar estudantes leva o caos completo ao chão da sala de aula do DF. Muitas mães e pais não têm outra saída a não ser deixar os filhos em casa, o que gera perdas pedagógicas, muitas vezes, irrecuperáveis.

Numa escola de Sobradinho, uma professora temporária cuja filha, aluna na mesma escola, tem síndrome de Down conta que a direção solicitou à regional de ensino 13 monitores para cuidar de 32 crianças e jovens com necessidades educacionais especiais. A escola tem apenas três monitores, que precisam se desdobrar com tarefas como trocar fralda e fazer higienização dos alunos, acompanhar as crianças e jovens ao banheiro e dar de comer e beber. “Sou professora de classe especial que também precisa de monitor, e o monitor que atua comigo é constantemente requisitado por outras turmas”, reclama.

Embora o trabalho dos educadores sociais voluntários seja extremamente relevante no dia a dia da escola, principalmente naquelas com alunos com necessidades educacionais especiais, as famílias argumentam que o mais adequado é o acompanhamento dos estudantes por monitores.

A moradora de Sobradinho Cléo Bohn relata que os educadores sociais voluntários trabalham na escola de sua filha até as 17h, mas as aulas vão até as 18h. Nesse intervalo, a menina de 12 anos, com Down, e a coleguinha, com Down e transtorno do espectro autista, ficam sem monitoramento. “Precisamos de monitores, e não de voluntários. Os monitores criam vínculos com a escola, os alunos e as famílias”, diz Cléo.

“Os educadores sociais voluntários estão submetidos a relações de trabalho precarizadas. Eles não são remunerados, recebem apenas ajuda de custo. Não há vínculos, tampouco obrigações trabalhistas nem do empregador em relação ao empregado, nem do empregado em relação ao empregador. Se um ESV, por algum motivo, não puder ir trabalhar, a escola fica desamparada. É triste perceber que esses profissionais poderiam ser concursados e criar vínculos com escola, colegas de trabalho, estudantes e famílias. O trabalho desenvolvido por essas pessoas é essencial, mas a situação imposta a elas e, consequentemente, à comunidade escolar, é completamente inadequada”, afirma a diretora do Sinpro Luciana Custódio.

T21 desamparados
Estudantes com síndrome de Down (T21) apresentam diversos níveis de dependência de monitores. Há desde o caso de crianças muito pequenas que ainda usam fraldas e não conseguem abrir a mochila ou comer sozinhas, até os que possuem algum grau de independência.

O filho de Eliane estuda num jardim de infância do Guará. O menino tem quatro anos e está em uma turma de educação infantil superlotada, com outros 18 coleguinhas. São quase 20 alunos em sala. O filho de Eliane tem T21, e outros dois coleguinhas de turma têm transtorno do espectro do espectro autista. Na primeira semana de aula, diante do excesso de estudantes, a professora não percebeu que o menino queria ir ao banheiro, e só viu o que aconteceu quando ele já estava todo sujo.

“Meu filho voltou pra casa limpo, mas a prova do descaso do governo para com ele veio num saco plástico amarrado, dentro da mochila dele: sua calça toda suja”, reclama a mãe, que entende que o corpo docente da escola não deve ser responsabilizado pela situação: “a professora não consegue realizar um bom trabalho com as salas cheias. Ou auxilia os alunos com deficiência ou dá atenção aos outros alunos”.

TEAs sem acompanhamento
Estudantes dentro do transtorno do espectro autista estão sem monitores, e muitos se ressentem disso. É o caso do filho de Mirian Silva, aluno do ensino médio da regional de Ceilândia. “Todos os dias ele me pergunta o porquê de não ter uma pessoa para auxiliá-lo, pois não conhece ninguém.”

Mirian cobrou na ouvidoria do GDF a presença de um monitor de turma capacitado para acompanhar o filho. Na resposta, a ouvidoria não falou em monitores, mas em educadores sociais voluntários. O GDF afirma à mãe: “o quantitativo de ESV para atender aos estudantes da Educação em Tempo Integral, da Educação Infantil, do Ensino Fundamental e da Educação Especial, matriculados na Coordenação Regional de Ceilândia, é de 481. A regional de ensino é composta por 97 unidades escolares e o número de educadores não é suficiente para a demanda”.

A resposta da ouvidoria reconhece a necessidade do estudante, mas afirma categoricamente que “não tem como suprir essa necessidade em virtude de não ter banco reserva”, e que a escola do rapaz não foi contemplada “por seus estudantes não fazerem parte do público alvo” estabelecido em portaria específica.

Mirian acionou a Promotoria de Educação (Proeduc) do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), que lhe avisou que “não atua de forma individual e as questões referentes ao assunto serão tratadas no âmbito coletivo”.

Estratégia de Matrícula e consequências
Além de impor a superlotação das salas de aula, a Estratégia de Matrícula de 2022, elaborada unilateralmente pela Secretaria de Educação, não previu a destinação de nenhum profissional auxiliar (monitor ou ESV) para estudantes de ensino médio neste ano letivo. Isso exclui o acompanhamento dos estudos do Karlos Henrique, de 17 anos, que foi para o CEM 01 de São Sebastião cursar o primeiro ano do Ensino Médio, e ainda não tem monitor. Por isso, ainda não conhece a escola nova.

Karlos Henrique tem hidrocefalia e mielite. É cadeirante, tem dificuldades para escrever, e seu laudo recomenda “adequação de grande porte”. O chão defeituoso da escola faz com que a cadeira de rodas do rapaz trave numa das canaletas, o que já lhe causou uma queda. Por isso, ele se recusa a movimentar sua cadeira sem auxílio de um monitor.

A mãe de Karlos Henrique, Sinharinha Lopes, é também professora da rede pública do DF. Ela traz na ponta do lápis todas as leis que garantem os direitos de seu filho e dos outros quase 16 mil estudantes do DF com algum tipo necessidade educacional especial, o que inclui a presença de profissional especializado no suporte necessário às necessidades dos alunos.

De fato, não é por falta de lei que estudantes brasileiros não são amparados. Da Constituição Federal até o Plano Nacional de Educação, passando pela Lei Brasileira de Inclusão, pelo Estatuto da Criança e do Adolescente e pela Lei de diretrizes e bases da educação nacional (LDB), toda a legislação brasileira ampara e garante ao(à) estudante brasileiro(a) com necessidades educacionais especiais uma série de direitos de inclusão e socialização. Mas a Secretaria de Educação do Distrito Federal parece ignorar a lei. Por isso, Sinharinha diz que é “lei morta”. “As aulas começaram dia 14 de fevereiro, e meu filho ainda não conhece sua escola nova. Não posso enviá-lo para a aula sem monitor”.

Esforço sobre-humano
A Secretaria de Educação do DF aponta carência de 3 mil monitores nas salas de aula do DF, mesmo com 14 mil monitores aprovados em concurso público, válido até 2023, aguardando convocação.

Diante do cenário, professores de Salas de Recurso são obrigados a se dividir entre duas escolas. É o caso de Jessika Valentine, que trabalha na regional de Planaltina. De manhã, ela responde pela Sala de Recursos do CEF Rio Preto, onde cuida de nove alunos até as 11h30. Às 12h30 começa seu turno como professora de Artes do CEF São José, que fica a 20 Km do Rio Preto. Jessika deve percorrer 20 Km e almoçar em menos de uma hora. “Como profissional da Sala de Recursos, eu deveria ficar na escola à tarde para ajudar os professores em coordenação com adaptação de atividades e adequação curricular, por exemplo, mas sou obrigada a me deslocar a outra escola”, reclama.

O cenário dramático que prejudica o conjunto de estudantes com necessidades educacionais especiais e suas famílias é condenado pelo Sinpro-DF. A diretora do sindicato Luciana Custódio lembra que “a legislação garante a inclusão e a socialização de todos e todas, mas a Secretaria de Educação parece não entender isso”. “Aos estudantes, resta a sensação de abandono; aos profissionais concursados, resta o esgotamento físico e mental com a sobrecarga de trabalho. Aos pais e mães, fica o desalento e o desamparo do poder público”, lamenta.

Assembleia
O Sinpro-DF continua insistindo com o governador Ibaneis Rocha a apresentação de soluções aos problemas da educação, como o déficit de monitores. Esse e outros temas, como a recomposição salarial, a superlotação das salas de aula, a realização de concurso público para a carreira do magistério e a insuficiência do número de escolas serão tratados em assembleia geral com paralisação no dia 27 de abril, com possibilidade de antecipação.

 

Jovens têm até 4 de maio para tirar o título de eleitor para poder votar este ano

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Portal CUT – Escrito por: Redação CUT/Texto: André Accarini | Editado por: Marize Muniz

 

Termina no dia 4 de maio o prazo para os jovens de 15 a 17 anos tirarem o título de eleitor para poder escolher e votar em seus candidatos nas eleições do da 2 de outubro quando serão escolhidos deputados estaduais e federais, governadores, e o presidente da República.

Para os jovens brasileiros, de 15 a 17 anos o voto é facultativo, mas eles representam parte significativa da população brasileira. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os jovens entre 15 e 29 anos correspondem a 23% da população brasileira, somando mais de 47 milhões de pessoas.

Essa população é impactada diretamente por políticas públicas controversas ou prejudicais para o futuro dos jovens adotadas por governos como o de Jair Bolsonaro (PL), em áreas como a educação, e também pela falta de políticas para geração de emprego e renda do que precisam entrar no mercado de trabalho porque se formaram ou porque precisam ajudar no orçamento familiar.

Escolher candidatos com propostas que contemplem suas demandas é sobretudo um ato de luta e resistência, apontam campanhas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que alertam os jovens sobre a importância de participar do processo democrático das eleições.

Personalidades do meio artístico, político e acadêmico e, em especial, os influenciadores da internet se engajaram na campanha para estimular os jovens que são, inclusive, o grupo que mais se manifesta contra os desmandos do governo Bolsonaro em shows e eventos públicos, a tirar o título de eleitor. Não adianta só xingar, dizem uns, têm de escolher, votar para transformar.

No dia 16 de março, o movimento começou no Twitter e contou com a adesão de milhares de usuários. O resultado foi que a mensagem atingiu mais de 88 milhões de pessoas num único dia.

Até Mark Ruffalo, ator dos Estados Unidos, conhecido por papéis como o Huck de “Os Vingadores”, entrou na campanha.

 

Na semana do dia 16, chamada de “Semana do Jovem Eleitor”, organizada pelo TSE, foram emitidos 96.425 novos títulos em todo o Brasil e no exterior para jovens com 15 a 18 anos. E a adesão não parou de crescer. Segundo os dados da Justiça Eleitoral, até o dia 21 de março, 854.685 jovens de 15 a 18 anos já haviam solicitado a emissão do primeiro título de eleitor. Esses novos eleitores representam quase dois terços do total de inscritos durante todo o ano de 2020. Prova de que a mobilização popular funciona.

A cantora Anitta, que recentemente se tornou a primeira brasileira mais ouvida em todo o mundo com sua música “Envolver” na plataforma Spotify, ferrenha crítica ao presidente, utilizou sua influência para também chamar os jovens à responsabilidade de mudar o país.

 

Zeca Pagodinho, Whindersson Nunes, Juliette (ex-BBB) e vários dos artistas que se apresentaram no festival Lollapaloosa, que além de ter uma grande concentração de jovens, teve ampla divulgação pela mídia, participaram da campanha fazendo com que o estímulo aos jovens para tirar o título ganhasse ainda mais força. 

 

Quero votar

O prazo para tirar, regularizar ou transferir o título de eleitor termina no dia 4 de maio. Para os jovens de 16 e 17 anos, o voto não é obrigatório, portanto, tirar o título também é facultativo. Quem tem 15 anos, mas terá 16 até o dia 2 de outubro, já pode providenciar o documento.

O que precisa para tirar o título?

Com o avanço da tecnologia, o passo a passo ficou mais confortável, já que o processo pode ser feito pela internet no site Título.Net, onde o passo a passo está explicado. Portanto, leia atentamente as instruções.

O primeiro dos procedimentos, vale ressaltar, é digitalizar documentos, o que pode ser feito tirando fotos pelo celular, por exemplo. Faça também uma selfie segurando, ao lado de sua face, o documento oficial de identificação, mostrando o lado da foto.

De cara limpa: o TSE proíbe adereços, vestimentas ou aparatos, como óculos e bonés, que impossibilitem a completa visão da face. As imagens dos documentos também devem estar totalmente legíveis, sob pena de indeferimento do requerimento. O tamanho máximo por arquivo é de 10 MB e os formatos aceitos são PNG, PDF e JPG.

Os documentos são:

  • Documento oficial de identidade com foto (frente e verso).
  • Comprovante de residência recente (no caso de transferência, prazo mínimo de três meses de residência no novo endereço).
  • Comprovante de pagamento de débito com a Justiça Eleitoral (quando houver débito).
  • Comprovante de quitação do serviço militar, para o alistamento, sendo o requerente do sexo masculino (exigência a partir de 18 anos até 31 de dezembro do ano que completar 45 anos).

Após a digitalização é preciso acessar o link “iniciar seu atendimento â distância” (está no fim da página), selecionar a opção “não tenho” na guia “Título de eleitor” e preencher todos os campos indicados com os dados pessoais, como nome completo, e-mail, número do RG e local de nascimento.

O processo será analisado pelo TSE após o envio da documentação e preenchimento de dados e, então, o título estará pronto. Para acessá-lo é necessário instalar em seu dispositivo (celular) o aplicativo E-Título, disponível para Android e IOS.

Presencial

Outra opção é ir munido de todos os documentos mencionados ao cartório eleitoral mais próximo de sua casa. Endereços podem ser consultados nos Tribunais Regionais Eleitorais. Na barra de endereços de seu navegador, digite www.tre.(sigla do seu estado).jus.br.

Exemplo:

Acre: www.tre-ac.jus.br

Bahia: www.tre-ba.jus.br

Ceará: www.tre-ce.jus.br

São Paulo: www.tre-sp.jus.br

Brasília: www.tre-df.jus.br

E assim por diante.

Outras dúvidas:

Já fiz 18 anos: em 4 de maio também vence o prazo para solicitar o título

Tenho mais de 18, mas estou em débito com a Justiça eleitoral: para poder votar ou tirar o título é preciso regularizar as pendências no site do TSE. (www.tse.jus.br)

Perdi o prazo: quem não tirar ou regularizar o título até 4 de maio, não poderá votar em outubro deste ano. Somente após as eleições, os Tribunais Regionais retomam os trabalhos de emissão e regularização.

Tirei o título. Onde eu voto? Consulte os locais de votação, de acordo com a zona eleitoral de sua região consultando neste link site do TSE

E tal Biometria?  Quem ainda não fez não deve se preocupar neste momento já que o cadastro deste formato continua suspenso em razão da pandemia. De acordo com o TSE, as regras para biometria ainda não estão definidas e, quando houver essa definição, serão amplamente divulgadas .

Perdi o título: pode votar mesmo assim. É só levar um documento com foto, mas é necessário saber em qual seção e zona você vota.

Fonte: CUT

Governo pagar R$ 50 por análise de aposentadoria é desfaçatez, diz Marinho

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Portal CUT – Escrito por: Rosely Rocha | Editado por: Marize Muniz

 

Sem um projeto de melhoria das condições de trabalho e renda, muito menos de reestruturação do atendimento a aposentados, pensionistas e beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) o governo de Jair Bolsonaro (PL) quer diminuir a fila de espera pagando um bônus para os servidores de R$ 50 por cada análise de requerimentos de aposentadoria e auxílios-doença  ou invalidez.

A ideia é tentar diminuir a fila virtual de cerca de 2,8 milhões de trabalhadores e trabalhadoras que esperam pelo pagamento de benefícios – 1,8 milhão  que poderiam já estar recebendo a aposentadoria ou auxílios, mas estão na fila de espera há quase dois anos; e 1 milhão que aguardam análise de recursos e revisão.

A proposta, divulgada na quinta-feira (30) pelo novo ministro do Trabalho e Previdência, José Carlos Oliveira, foi duramente criticada pelo ex-ministro da Previdência Social, Luiz Marinho, que considerou uma desfaçatez o governo oferecer um bônus depois de destruir todas as áreas de proteção social, desvalorizar os servidores e servidoras e não investir em infraestrutura e concursos públicos para manter o atendimento de qualidade nas agências implementadas durante os governos do PT.

“Hoje nada funciona no país”, disse Marinho, acrescentando: “Quando deixei o Ministério a fila de espera era de 30 dias e o ex-ministro Carlos Gabas conseguiu diminuir ainda mais, para apenas 30 minutos”.

“Por quê antes funcionava e agora não? questiona Marinho. Segundo ele, “quando Lula assumiu a Presidência, o setor estava desmantelado, com imensas filas de pessoas reivindicando o direito de se aposentar. Eu e os ministros que me antecederam e que me sucederam no cargo cumprimos um plano, a pedido de Lula, de investimentos em tecnologia e pessoal para resolver a questão das filas”, recorda Marinho.

Para Lula, era uma humilhação o trabalhador ter de esperar dois anos pelo direito de se aposentar. Por isso, assumimos o compromisso de resolver o problema da fila e resolvemos

– Luiz Marinho

Para o presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Seguro Social no Estado de São Paulo (SINSSP), Pedro LuisTotti, a proposta do bônus tem o objetivo de esvaziar o movimento da categoria que está em greve desde o dia 23 de março reivindicando reajuste de 19,99%, pelo fim das metas abusivas e pela abertura de concursos públicos, entre outras reivindicações.

Se essa for a ideia do governo, diz Totti, a chance de sucesso é remota. Isso porque, a adesão ao movimento grevista tem aumentado, os servidores não aguentam mais tanta pressão e salários baixos.

Leia mais: Servidores do INSS entram em greve por reposição salarial nesta quarta-feira (23)

De acordo com ele, o governo até pode diminuir a fila da aposentadoria, mas ao custo do sangue e suor do servidor que já vem cumprindo metas abusivas, e para ganhar R$ 3 mil ao mês a mais vai trabalhar nos horários de folga e finais de semana.

Além disso, para o dirigente, a proposta é um engodo, já que se metade dos 10 mil servidores que analisam aposentadorias fizer em média 60 análises por dia, em seis meses a tarefa termina e o salário volta ao mesmo valor.

“O custo para o governo é muito menor do que se der reajuste referente a carreira, por que é pago por um período. Já fizemos isso no passado, há cerca de um ano, e não resolveu o problema da espera na fila do INSS. Precisamos é de reposição de servidores para o setor que há mais de cinco anos não realiza um concurso público. O quadro de pessoal caiu de 33 mil em 2016 para 23 mil.

Leia mais: 10 mil servidores deixam instituto e sucateamento aumenta fila do INSS

O ex-ministro Luiz Marinho recorda que em sua gestão, o número de servidores do INSS chegava a 44 mil e funcionava como um “relógio”.

“Nós criamos a escola previdenciária, com o apoio da CUT; fazíamos reuniões pela TV, com gerentes das agências do INSS, num convênio com o Banco do Brasil, para capacitá-los a atender a população”, diz Marinho.

Além da capacitação, o governo Lula, modernizou e ampliou o número de agências, valorizou a prestação do serviço nas cidades, territórios e regiões.

“O golpe de 2016 veio de forma cadenciada, num processo de desmonte do serviço público, da legislação trabalhista. Nós, pelo número de telefone 135, fizemos muito mais do que o atual governo que tem todo um aparato e condições tecnológicas melhores do que tínhamos há anos”, afirma o ex-ministro do Trabalho e Previdência.

Ainda de acordo com Marinho, o governo Bolsonaro agora quer dar uma resposta à população por cobrança política em ano eleitoral, mas não reestrutura o trabalho do INSS.

Nós vamos ter de reconstruir Brasil, o serviço público. Dilma tinha razão quando disse que o golpe não era contra ela, mas contra a classe trabalhadora e o povo pobre brasileiro e isto se confirmou com requintes de crueldade

– Luiz Marinho

Grevistas têm reunião com governo dia 5

Sobre a greve dos servidores do INSS, o presidente do SINSSP diz que a categoria em nível nacional terá uma reunião, na próxima terça-feira (5) com representantes dos Ministérios da Economia (ME) e do Trabalho e Previdência Social (MTP),em Brasília, a partir das 15 horas.

A participação do MTP é apenas representativa, por que a questão financeira das reivindicações dos servidores tem de ser atendida pelo Ministério da Economia.

Além da greve dos servidores do INSS, cerca de 3 mil dos 4 mil médicos peritos entraram também em greve na última quarta-feira (30/3) e deve impactar diretamente no atendimento das agências, de acordo com Luis Totti.

Fonte: CUT

Abertas as inscrições para o XII Concurso de Redação e Desenho do Sinpro

“Semana de Arte Moderna: 100 anos depois – O 22 de agora é mais que eu, somos nós” é tema do XII Concurso de Redação e Desenho do Sinpro-DF. A atividade, direcionada a estudantes da rede pública de ensino, é gratuita. As inscrições já estão abertas pelo link https://sinpro25.sinprodf.org.br/xii-concurso-de-redacao-e-desenho-do-sinpro-df/

Nesta edição, é feita a reflexão de que o movimento artístico que rompeu com a formalidade e deu um grito por liberdade centrado no “eu” agora é contextualizado com o “nós”. O 22 de hoje traz a arte-resistência que transpõe a estética e se enraíza no social; realizada na periferia, pelo povo pobre, preto, marginalizado.

“A arte é uma das maneiras mais eficazes de denunciar a opressão, os interesses escusos de governos, as atrocidades feitas com um povo. Ao mesmo tempo, a arte também é uma das principais ferramentas de conscientização da população que, a partir do lúdico, pode compreender definitivamente a atuação das classes dominantes”, analisa a coordenadora de Imprensa e Divulgação do Sinpro-DF, Letícia Montandon.

Ela explica que o espaço da escola é determinante para que a arte-resistência seja valorizada e visibilizada. “A partir das redações e desenhos queremos despertar nos estudantes e nas estudantes da rede pública de ensino a importância da arte e da cultura na construção de uma sociedade justa, plural; democrática. No centenário da Semana de Arte Moderna, queremos ressaltar que o hoje quer a periferia em vez de elitismo, o protagonismo do povo preto em vez de racismo; as mulheres organizadas em vez de machismo, o povo indígena em vez de latifúndio, a comunidade LGBTQIA+ em vez de preconceito; a juventude afrontosa em vez de autoritarismo. E é a educação libertadora que traçará esse destino”, diz a sindicalista.

O Concurso de Redação e Desenho do Sinpro-DF integra a campanha “Quem bate na escola maltrata muita gente”.

Inscrições

Podem participar do XII Concurso de Redação e Desenho do Sinpro-DF “Semana de Arte Moderna: 100 anos depois – O 22 de agora é mais que eu, somos nós” os estudantes de escolas públicas do ensino regular, ensino especial, Altas Habilidades e EJA (Educação de Jovens e Adultos), incluindo estudantes do Sistema Socioeducativo ou do Sistema Prisional. As inscrições vão de 4 de abril a 10 de junho.

>> ACESSE AQUI O REGULAMENTO DO XII CONCURSO DE REDAÇÃO E DESENHO DO SINPRO-DF 

Embora as inscrições só possam ser feitas pela internet, a entrega do trabalho poderá ser feita digital ou presencialmente, na sede ou em uma das subsedes do Sinpro-DF.

O trabalho deve ser entregue em folha específica disponível para download no site do Sindicato, junto com autorização para utilização do trabalho concorrente em qualquer peça de comunicação do Sinpro-DF. O modelo de autorização também está disponível no link da inscrição.

O regulamento do concurso divide a apresentação de trabalhos em sete categorias, nas modalidades redação/poesia e desenho. Para cada faixa etária/segmento há regras específicas, como, por exemplo, quantidade mínima e máxima de linhas para a redação.

Premiação
Nesta edição, serão premiados os três primeiros lugares de cada categoria. Em todas elas, o 1º lugar receberá um aparelho celular Samsung Galaxy A12 64GB; o 2º será premiado com um aparelho tablet Samsung Galaxy Tab A7 lite 32GB 4G; e o 3º lugar leva um aparelho celular Samsung Galaxy A02 32GB. Estudantes do Sistema Socioeducativo ou do Sistema Prisional poderão ter o prêmio convertido em dinheiro.

Também serão contemplados professores(as) ou orientadores(as) indicados(as) pelos(as) estudantes vencedores(as) de cada categoria, com premiações de R$ 1.200 para o 1º lugar, R$ 500,00 para o 2º lugar e R$ 300 para o 3º lugar.

Professores de todo Brasil lutam pelo pagamento do reajuste de 33% do piso nacional

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Portal CUT – Escrito por: Rosely Rocha | Editado por: Marize Muniz

 

Professores e professoras de diversos estados do país estão se mobilizando, realizando greves, como é o caso dos educadores de Minas Gerais, paralisações ou atos de rua, pelo pagamento do reajuste de 33,24% do piso nacional do magistério de 2022, que eleva o valor do salário da categoria em média para R$ 3.800. Na redes municipais de ensino, a luta já garantiu o pagamento do reajuste, como é o caso de mais de cem cidades do Ceará. Na rede estadual também. O Rio Grande do Norte, por exemplo, a lei de pagamento do reajuste já está em vigor.

Apesar de o presidente Jair Bolsonaro (PL) anunciar o reajuste como um “presente” para os professores, o piso nacional é definido por lei aprovada pelo Congresso Nacional, a partir dos valores do novo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), que foi uma luta da categoria, mas encontra resistência de governadores e prefeitos que querem arrochar salários. A luta é pelo cumprimento da lei.

O valor do piso nacional do magistério é calculado a partir de uma fórmula que considera a inflação. Quanto mais alta, maior o reajuste. Portanto, seriam este ano os 33,24% com qualquer presidente no comando do país.

Confira como estão as mobilizações pelo país

Minas Gerais

Na tarde dessa quinta-feira (31) milhares de professores e professoras de Minas Gerais decidiram em assembleia manter a greve da categoria que teve início em 9 de março. 

 

O governo de Romeu Zema (Novo) se nega a negociar, mesmo após tentativa de conciliação pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJ-MG). Já a Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) aprovou no último dia 30, em 2º turno, o Projeto de Lei (PL) nº 3.568/22,  que originalmente concede revisão salarial de 10,06% para todos os servidores públicos civis e militares do Poder Executivo.

Em defesa do piso nacional do magistério, que ainda não é pago em Minas Gerais, foi aprovado um substitutivo que estabelece o percentual adicional de 33,24% à recomposição salarial dos grupos de atividades da educação básica e superior, índice equivalente ao reajuste do piso divulgado pelo governo federal.

O texto aprovado pelos parlamentares ainda garante a anistia das ausências ao trabalho dos servidores da educação básica do Estado, não cabendo qualquer tipo de penalidade, em razão de participação em movimento grevista neste ano. A proposta segue agora para sanção do próprio governador.

“A votação foi uma vitória da categoria e de uma luta coletiva. Vamos seguir na pressão pela sanção das emendas aprovadas. Caso o governador vete as emendas, nós vamos trabalhar para derrubar este veto”, disse a coordenadora-geral do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG), Denise de Paula Romano.

São Paulo

Desde 2017 o governo paulista comandado por tucanos se recusa a reajustar o piso. Naquele ano, o índice era de apenas 10,5%, mas o estado recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF), após o Sindicato dos Professores do Estado de São Paulo (Apeoesp) ter ganho ações em tribunais inferiores. A ministra Carmen Lúcia, então presidenta do STF, acatou um recurso e suspendeu o pagamento. Até hoje essa ação está parada no Supremo e os professores de São Paulo estão ganhando abaixo do piso nacional.

O último reajuste da categoria foi de 7% em 2018. Por isso, que a Apeoesp vem reivindicando o reajuste de 33,24% para todos, inclusive aos aposentados.

Como o governo de João Doria (PSDB), que renunciou ao mandato ontem para concorrer à Presidência da República, deixando  outro tucano em seu lugar – Rodrigo Garcia -, conseguiu aprovar na  Assembleia Estadual na última terça-feira (29) um reajuste de apenas 10% para os professores.

A categoria vai realizar uma assembleia no próximo dia 8 de abril para decidir se entra em greve. Antes, porém, haverá uma série de mobilizações, a partir deste 1º de abril. Clique aqui e confira.

Para a presidenta do Sindicato dos Professores do Estado de São Paulo (Apeoesp), deputada estadual pelo PT, professora Bebel, é absurdo que qualquer ente federado pague a professores menos que o piso nacional, ainda mais quando se trata do estado mais rico da federação.

“Desde 2016, São Paulo paga salários iniciais menores que o piso e lutamos incessantemente contra isso. Para tentar ludibriar a sociedade, paga um abono complementar apenas para os professores que ganham menos que o piso. Não aceitamos essa manobra. O correto é reajustar os salários na base com repercussão em toda a carreira, ou de nada vale termos um plano de carreira. Por isso, estamos outando pelo reajuste de 33,24% para todas e todos, inclusive aposentados”, diz.

Rio Grande do Sul

Os professores gaúchos vão às ruas na tarde desta sexta-feira (1º), a partir das 14 horas. Eles farão uma assembleia e em seguida irão em caminhada até o Palácio Piratini (sede do governo local) para denunciar Eduardo Leite (PSDB), que também renunciou ao mandato ontem para se candidatar a presidente, ainda não se sabe como já que o partido tem candidato aprovado em prévias, como o governador mais mentiroso do estado e fazer o “Bota fora Leite”.

Os dirigentes sindicais protestam ainda contra o que chamam de “matemática ultra moderna”. Ele pagou o piso usando nossos triênios que estavam numa parcela de irredutibilidade.

“Somente os professores nomeados em 2013, 2014 e os contratados ganharam os 32% e Leite apresentou um projeto oferecendo mais 6%, que deve ir à votação na próxima semana. 86% da categoria tiveram seus triênios usados e ganharam de aumento real de 5,53% até 20%, diz Helenir Aguiar Schürer, presidente do Centro dos Professores do Estado do Rio Grande do Sul (CPERS).

SERGIPE 

Os professores da capital Aracaju (SE) devem realizar um ato seguido de paralisação no próximo dia 13 de abril, em frente à prefeitura, em protesto pelo não pagamento reajuste do piso nacional.

Segundo Obanshe Severo, presidente do Sindicato dos Profissionais do Ensino do Município de Aracaju (Sindipema), a prefeitura não cumpre a Lei do Piso desde 2017. A última atualização salarial foi em 2016.

O dirigente denuncia ainda que o prefeito Edvaldo Nogueira (PDT), também costuma não investir o percentual mínimo de 25% em Educação e que existem sobras que nunca foram reprogramadas como mostram o extrato da conta do Fundeb de dezembro de 2021 com R$ 22 milhões, bem como os dados do Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos em Educação (Siope), do 6º bimestre de 2021, com apenas 18,95% de aplicação em Manutenção e Desenvolvimento do Ensino (MDE) sobre a receita de impostos.

Recentemente a prefeitura iniciou a negociação com a categoria e propôs a quebra da paridade entre ativos e aposentados, alegando impacto na previdência.

Em todo o estado de Sergipe, dos 74 municípios filiados ao Sintese, 47 ainda não pagam a atualização do piso de 2022. No município de Nossa Senhora da Glória para pagar o percentual a prefeita Luana Oliveira reduziu percentuais de mudança de nível (por formação acadêmica), no plano de carreira.

Rio Grande do Norte

Diferentemente dos seus colegas de Aracaju, os professores da rede estadual de ensino do Rio Grande do Norte comemoraram a aprovação por unanimidade, na última terça (29), na Assembleia Legislativa do estado, do reajuste salarial dos cargos públicos de provimento efetivo de professor e dos especialistas em educação da rede estadual, de acordo com o novo piso do magistério, após uma greve da categoria iniciada em 14 de fevereiro e encerrada em 04 de março.

A lei com o reajuste de 33,24% foi sancionada pela governadora Fátima Bezerra (PT), na última quarta-feira (30), que garantiu ainda a linearidade e paridade entre ativos e aposentados. Fátima sancionou a lei antes de renunciar ao cargo para se candidatar à reeleição.

Já os professores da capital Natal, decretaram greve na última segunda-feira (28/3), por tempo indeterminado. Isto porque o prefeito Álvaro Dias (PSDB), não negocia ou sequer informa professores e professoras da rede municipal de ensino sobre o pagamento do reajuste do piso do magistério.

Houve uma reunião no último dia 30, entre representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do RN (Sinte-RN) e da Secretaria Municipal de Educação de Natal (SME). No entanto, nenhuma proposta de pagamento do reajuste foi apresentada na reunião e a greve continua. 

Goiás

Os trabalhadores e as trabalhadoras da Rede Municipal de Educação de Goiânia, deflagraram greve em assembleia realizada no dia 15 de março, nos Centros Municipais de Educação Infantil (Cmeis) e nas escolas da prefeitura de Goiânia (GO), pela aplicação do pagamento do reajuste do piso nacional do magistério de 2022.

Na última reunião, dia 28, entre a prefeitura de Goiânia e o Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego), as partes discutiram a elaboração de novas propostas e o fim das paralisações.

A expectativa é de que uma nova reunião aconteça nos próximos. A Prefeitura garantiu que cumprirá de forma integral o piso atualizado em 2022 pelo Governo Federal, com reajuste de 33,24%, e para os professores que já recebem acima do piso, o aumento salarial proposto pelo município é de 7,5%,

A possibilidade do reajuste vem a partir das manifestações do Sintego que realizou junto com a categoria panfletagens em terminais de ônibus, feiras livres, atos no Paço Municipal, Ministério Público, SME, Instituto Municipal de Assistência à Saúde dos Servidores de Goiânia (IMAS), Câmara dos Vereadores, Tribunal de Contas do Município (TCM) e em todas as regiões da capital com as caravanas passando por CEMEIs e escolas.

Ceará

No Ceará, mais de 100 municípios já conquistaram o pagamento dos 33,24% do piso nacional do magistério, incluindo a capital Fortaleza, a primeira cidade do pais onde os professores e professoras saíram vitoriosos. Segundo a Federação dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal do Estado do Ceará (Fetamce), os municípios  e Itapipoca e Independência continuam em greve.

Leia mais: Servidores de Beberibe (CE) são as novas vítimas de práticas antissindicais 

Fonte: CUT

Bolsonaro disse mais de 4 mentiras por dia em 3 anos e 3 meses de governo

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Portal CUT – Escrito por: Redação CUT | Editado por: Marize Muniz

 

Desde que assumiu a presidência da República, em 1º de janeiro de 2019, até esta quinta-feira (31), portanto com 1.185 dias de governo, o presidente Jair Bolsonaro (PL), mentiu – ou deu declarações distorcidas – 5.145 vezes, o que dá uma média de mais de 4,35 lorotas presidenciais por dia.

O levantamento, atualizado periodicamente, foi feito pelo Aos Fatos, site jornalístico independente de verificação de fatos, criado em julho de 2015 com o objetivo de verificar o que é falso e o que é real em discursos políticos.

Neste 1º de abril, conhecido como dia da mentira, os internautas estão lotando as redes sociais com comentarios sobre o tema associado a hashtag #BolsonaroDay. No Twitter, o assunto ficou entre os mais comentados na manhã desta sexta-feira.

Confira aqui algumas publicações selecionadas pela equipe da RBA.

Qual a maior mentira de todas?

A mentira sobre o fim da corrupção no governo é a primeira no ranking das inverdades ditas pelo presidente desde janeiro de 2019, quando tomou posse, segundo o site Aos Fatos. 

Esta semana, depois da explosão do escândalo de cobrança de propina e até ouro em troca de verbas para o ensino no Ministério da Educação (MEC), Bolsonaro repetiu pela 191ª vez a mentira de que no seu governo não tem corrupção.

Ele chegou a dizer que colocaria não apenas a mão, mas a cara no fogo pelo ministro-pastor Milton Ribeiro, que acabou pedindo demissão do cargo. E após a exoneração do amigo, continuou mentindo.

“Tenho certeza que cada vez mais estaremos levando o Brasil para aquilo que é certo. Acabou o tempo da demagogia, da mentira e da corrupção”, disse nesta quarta-feira.

O site lembra alguns casos de corrupção de Bolsonaro, govenro e familia, confira:

. o caso de sua funcionária fantasma Wal do Açaí, que levou o O Ministério Público Federal a entrar com uma ação na Justiça contra o presidente por improbidade administrativa

. denúncias foermais contra todos os familiares do presidente, inclusive de formação de quadrilha.

. Denúncias de corrupção contra ministros e aliados.

Analistas afirmam que Bolsonaro trabalha para interferir na autonomia das instituições, como a Polícia Federal (PF), e enfraquecer os órgãos de controle como a Controladoria Geral da União (CGU), criada pelo ex-presidente Lula.

O Conselho de Controle das Atividades Financeiras (Coaf), por exemplo, registrou no ano passado, o menor porcentual de demandas feitas pelos órgãos de controle para o tema corrupção ante outros ilícitos na comparação com dados desde 2014, quando teve início a série histórica, segundo o jornal O Estado de S Paulo.

E no ano passado, diz a Folha de S. Paulo, Bolsonaro cortou verba que seria destinada pelo Coaf à modernização do seu principal instrumento de identificação de crimes como corrupção lavagem de dinheiro.

Fonte: CUT

SINPRO LANÇA XII CONCURSO DE REDAÇÃO E DESENHO DIA 4 DE ABRIL

“Semana de Arte Moderna: 100 anos depois – O 22 de agora é mais que eu, somos nós” é tema do XII Concurso de Redação e Desenho do Sinpro-DF. A atividade, direcionada a estudantes da rede pública de ensino, é gratuita e será lançada na próxima segunda-feira, dia 4 de abril.

Nesta edição, é feita a reflexão de que o movimento artístico que rompeu com a formalidade e deu um grito por liberdade centrado no “eu” agora é contextualizado com o “nós”. O 22 de hoje traz a arte-resistência que transpõe a estética e se enraíza no social; realizada na periferia, pelo povo pobre, preto, marginalizado.

“A arte é uma das maneiras mais eficazes de denunciar a opressão, os interesses escusos de governos, as atrocidades feitas com um povo. Ao mesmo tempo, a arte também é uma das principais ferramentas de conscientização da população que, a partir do lúdico, pode compreender definitivamente a atuação das classes dominantes”, analisa a coordenadora de Imprensa e Divulgação do Sinpro-DF, Letícia Montandon.

Ela explica que o espaço da escola é determinante para que a arte-resistência seja valorizada e visibilizada. “A partir das redações e desenhos queremos despertar nos estudantes e nas estudantes da rede pública de ensino a importância da arte e da cultura na construção de uma sociedade justa, plural; democrática. No centenário da Semana de Arte Moderna, queremos ressaltar que o hoje quer a periferia em vez de elitismo, o protagonismo do povo preto em vez de racismo; as mulheres organizadas em vez de machismo, o povo indígena em vez de latifúndio, a comunidade LGBTQIA+ em vez de preconceito; a juventude afrontosa em vez de autoritarismo. E é a educação libertadora que traçará esse destino”, diz a sindicalista.

O Concurso de Redação e Desenho do Sinpro-DF integra a campanha “Quem bate na escola maltrata muita gente”.

Inscrições

Podem participar do XII Concurso de Redação e Desenho do Sinpro-DF “Semana de Arte Moderna: 100 anos depois – O 22 de agora é mais que eu, somos nós” os estudantes de escolas públicas do ensino regular, ensino especial, Altas Habilidades e EJA (Educação de Jovens e Adultos), incluindo estudantes do Sistema Socioeducativo ou do Sistema Prisional. As inscrições vão de 4 de abril a 10 de junho.

>> ACESSE AQUI O REGULAMENTO DO XII CONCURSO DE REDAÇÃO E DESENHO DO SINPRO-DF

Embora as inscrições só possam ser feitas pela internet, a entrega do trabalho poderá ser feita digital ou presencialmente, na sede ou em uma das subsedes do Sinpro-DF.

O trabalho deve ser entregue em folha específica disponível para download no site do Sindicato, junto com autorização para utilização do trabalho concorrente em qualquer peça de comunicação do Sinpro-DF. O modelo de autorização também está disponível no link da inscrição.

O regulamento do concurso divide a apresentação de trabalhos em sete categorias, nas modalidades redação/poesia e desenho. Para cada faixa etária/segmento há regras específicas, como, por exemplo, quantidade mínima e máxima de linhas para a redação.

Premiação
Nesta edição, serão premiados os três primeiros lugares de cada categoria. Em todas elas, o 1º lugar receberá um aparelho celular Samsung Galaxy A12 64GB; o 2º será premiado com um aparelho tablet Samsung Galaxy Tab A7 lite 32GB 4G; e o 3º lugar leva um aparelho celular Samsung Galaxy A02 32GB. Estudantes do Sistema Socioeducativo ou do Sistema Prisional poderão ter o prêmio convertido em dinheiro.

Também serão contemplados professores(as) ou orientadores(as) indicados(as) pelos(as) estudantes vencedores(as) de cada categoria, com premiações de R$ 1.200 para o 1º lugar, R$ 500,00 para o 2º lugar e R$ 300 para o 3º lugar.

 

Recadastramento poderá ser feito pelo aplicativo do Sinpro

O Sinpro-DF continua com a campanha de recadastramento dos(as) sindicalizados(as), mas agora com uma novidade: os(as) interessados(as) poderão fazer o procedimento pelo aplicativo do sindicato. Para se recadastrar basta seguir este passo-a-passo:

 

1) Acesse http://recadastro.sinprodf.org.br/recadastro;
2) Instale ou acesse o APP Sinpro-DF na área de trabalho (você pode optar por uma destas duas opções. Não é obrigatória a instalação do APP);
3) Clique em Criar Login;
4) Preencha a matrícula da secretaria e todos os outros campos (Somente os(as) professores(as) do contrato temporário ativam a chave);
5) Envie;
6) Criou o login ou já tem login? Agora, digite seu Código ou matrícula e a senha;
7) Logo após criar seu login e acessar o aplicativo, clique em Atualizar Cadastro, observando se seus dados estão corretos. Caso não estejam, preencha com seus dados atuais e clique em Salvar.

 

Feito este passo-a-passo, um link será enviado para o seu e-mail confirmando seu cadastro.

Se em algum momento você fez o recadastramento do Sinpro, entre no aplicativo e analise se as suas informações estão corretas. 

Manter seus dados atualizados nas plataformas do Sinpro-DF é muito importante para receber informações e atualizações sobre sua carreira profissional, seus direitos trabalhistas e sociais, seu salário e sobre todas as lutas diárias do sindicato. Lembramos que muitas informações do sindicato, necessárias para sua atuação na defesa dos interesses da categoria, estão defasadas. Os Correios devolvem muitas correspondências enviadas e alguns números de telefones mudaram de proprietário. Por isto a importância de se recadastrar!

 

MATÉRIA EM LIBRAS

Professores de Fortaleza usam redes sociais para mobilizar e garantir conquistas

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Portal CUT – Escrito por: Andre Accarini | Editado por: Marize Muniz

 

Fortaleza foi a primeira cidade do país a cumprir a Lei do Piso Nacional da Educação, pauta da luta das professoras e professores em todo o Brasil, que estão em greve ou fazendo atos para receber o pagamento com reajuste do piso do magistério de 2022, de 33,24%.

Mas esse pioneirismo só foi possível por causa da estratégia adotada pelas dirigentes do Sindicato União dos Trabalhadores em Educação de Fortaleza (Sindiute), focada na comunicação eletrônica, com o apoio de um enorme grupo de trabalhadores, alunos e pais, prontos para atuar nas redes sociais e pressionar as autoridades locais.

Para a presidenta do Sindiute, Ana Cristina Guilherme, o que fez a capital cearense ser a primeira a pagar o piso a organização da categoria e a permanente mobilização. Segundo ela, toda a mobilização pelo pagamento do reajuste do piso do magistério foi feita a partir das redes sociais, em especial pelo WhatsApp, além de meios de comunicação, com participação em massa dos quase 10 mil profissionais das quase 600 escolas da rede de ensino municipal, além dos próprios alunos e seus pais.

A pressão exercida sobre o prefeito José Sarto Nogueira (PDT), no período que antecedeu o início das aulas, em fevereiro deste ano, foi tão forte que fez o chefe do executivo se mexer rapidamente, disse Ana Cristina. “Dois dias antes de uma assembleia que seria realizada pela categoria, ele anunciou o reajuste determinado pela lei”, explicou. 

Essa pressão, com postagens, mensagens marcações com hashtags em perfis de políticos, começou, afirma a presidenta, ainda em novembro quando houve o indicativo do índice de reajuste. “Começamos a investir nisso, em comunicação com a categoria e com os pais de alunos, falando sobre a realidade dos professores e que se não houvesse o reajuste, o ano letivo não teria início”, ela conta.

Foi o combustível para que a sociedade se mobilizasse para cobrar o poder púbico. “Houve pressão da categoria e dos pais pela solução do impasse e a pressão pelo desgaste político do prefeito, ainda mais em ano eleitoral”, diz Ana Cristina.

Para ela, essa vitória tem um “gostinho especial” para toda a categoria, já que foram anos de articulação para que a estratégia chegasse a tal nível de eficiência. Além disso, ela prossegue, “ter um reajuste como esse é como se todos os meses os professores tivessem um abono de férias. E não é fácil conquistar um reajuste assim na conjuntura que vivemos.

E a dirigente, mais uma vez, credita a vitória à estratégia de comunicação, com informação real e imediata, capaz de “em uma hora, por exemplo, mobilizar toda a categoria”.

Ferramentas

Para contar sobre a estratégia atual de mobilização da categoria, Ana Cristina volta oito anos no tempo, quando os primeiros passos foram dados. A direção do Sindicato União dos Trabalhadores em Educação da cidade (SindiUte), filiado à CUT, passou a entender que a tecnologia e a comunicação seriam os fios condutores de qualquer ação de mobilização.

“Tínhamos que nos preparar para um tempo em que não haveria mais visitas aos locais de trabalho. Por mais que isso seja necessário, é impossível estar nas 600 unidades escolares para organizar uma mobilização. Você tem que conversar com os trabalhadores em horários diferentes e isso leva tempo. A gente demoraria um ano para fazer uma mobilização com participação total da categoria, o que hoje é feito de forma imediata”, explica dirigente reforçando o tão exigido dinamismo da informação nos dias de hoje.

Por isso – e tratada como prioridade para o sindicato – a comunicação recebe cerca de 30% da arrecadação total da entidade. O resultado prático, segundo Ana Cristina, é a categoria participando das atividades e decisões do sindicato, ativamente.

“Aqui, temos cerca de 97% categoria sindicalizada. Tanto os professores como a própria sociedade passaram a entender o papel do sindicato na defesa dos trabalhadores e participar das lutas”, ela conta.

“Nossa categoria criou uma confiança e cumplicidade grande. Eles estão vendo que a contribuição está sendo investida em ganhos. Todos têm noção do quanto significa o investimento em comunicação e há uma resposta positiva”, diz a dirigente.

“As filiações só aumentam e a expectativa é de que este ano, 100% da categoria esteja filiada”, acrescenta.

Será uma resposta de que estamos no caminho certo, de que estamos na disputa de narrativa e publicitária com as mesmas forças dos opositores

– Ana Cristina Guilherme

MATEUS DANTASMateus Dantas

Motores

Ponto importante para a estratégia é a linguagem e material humano utilizados para que a experiência de mobilização seja exitosa. O sindicato investiu em mão de obra especializada em comunicação para fazer parte da equipe que impulsiona as ações.

“Temos profissionais especializados em redes sociais, em jornalismo, em lives para as redes sociais e uma empresa de consultoria em comunicação que fala nossa língua [da esquerda brasileira, dos trabalhadores], que são fundamentais. Nosso jornalista, por exemplo, é presidente de um sindicato, ou seja, é gente nossa, fazendo comunicação para a sociedade”, ela afirma.

O investimento em comunicação e em profissionais é fundamental, ela reforça.

É motivo de comemoração a compreensão de que precisamos dos profissionais de comunicação. Comunicação é poder e se as pessoas não entenderem isso, a luta não funciona. E, no geral, essa compreensão precisa sair do discurso. É preciso investir, de fato

– Ana Cristina Guilherme

Reflexo na sociedade

A formação política também faz parte da atuação do sindicato que, além de manter uma escola de formação, periodicamente realiza atividades como congressos e encontros que trazem personalidades para dialogar com professores e professoras, criar novas consciências na categoria, e multiplicar conhecimentos sobre o papel de cada um na sociedade.

A partir disso e da participação de pais e alunos nas redes do sindicato, avalia Ana Cristina, é possível formas uma nova consciência de classe, “onde os trabalhadores entendam que detêm o poder, tenham consciência da desigualdade que vivemos e de que é possível mudar esse mundo”.

E campanhas pontuais são realizadas para auxiliar nessa estratégia de politização. Exemplo recente foi, aos mesmo moldes de mensagens de personalidades do meio artístico, a ação de professores que gravaram vídeos para seus alunos, incentivando-os a tirarem o título de eleitor e votar conscientemente nas próximas eleições, com o olhar da classe trabalhadora.

E campanhas assim, explica a presidente do Sindiute-Fortaleza, ganham visibilidade à medida em que são trabalhadas nas redes sociais da entidade. Somente no Facebook, o sindicato tem cerca de 14,5 mil seguidores, número superior ao total de professores da base, o que indica que a sociedade também participa da vida do sindicato.  

Ao citar que o sindicato ‘ocupa os espaços’ de comunicação para fazer valer sua palavra, Ana Cristina Guilherme, afirma que governos passaram a respeitar mais a entidade dada a força de sua mobilização. “Eles sabem que somos fortes”, diz a dirigente.

TARCÍSIO AQUINO FILHOTarcísio Aquino Filho

Pautas

Além da conquista do pagamento do reajuste do piso do magistério, mais outros quatro pontos de pauta ainda fazem parte da luta dos professores. Um deles, a realização de concursos públicos deve ser anunciada em breve, de acordo com a dirigente. Nos próximos meses, a mobilização pressionará por direitos aos professores aposentados que tiveram prejuízos com a reforma da previdência e o pagamento dos precatórios do Fundeb, luta que envolve a categoria em nível nacional.

 

Fonte: CUT

Bolsonaro muda uso dos tíquetes-refeição e direito a almoço no trabalho pode acabar

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Portal CUT – Escrito por: Rosely Rocha | Editado por: Marize Muniz

 

Se o Congresso Nacional aprovar a Medida Provisória (MP) nº 1.108/22 do governo de Jair Bolsonaro (PL), trabalhadoras e trabalhadores de empresas que fornecem refeições podem perder esse benefício.

A MP muda as regras para o uso dos tíquetes, ou vales, refeição e alimentação com o aparente objetivo de evitar que sejam destinados a outras formas de consumo que não seja a alimentação. Mas, o que deveria ser apenas um controle maior no uso desse benefício, na verdade, embute uma nova perda de direitos ao trabalhador.

Entenda por quê

O governo incluiu um dispositivo na Lei nº 6.321/76 que abre uma brecha para o fim do benefício fiscal do Programa de Alimentação ao Trabalhador (PAT) às empresas que produzem e fornecem refeições em seus próprios refeitórios, deixando o trabalhador na mão, caso esse benefício não esteja incluído no Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).

“A empresa não é obrigada a oferecer refeição, nem os vales, se não estiver no ACT, mas na hora de renovação este será um item que terá de ser negociado novamente”, explica o secretário de Assuntos Jurídicos da CUT Nacional, Valeir Ertle.

O dirigente acredita que até os empresários são contra o fim das refeições nos locais de trabalho por pelo menos duas razões. “A primeira é que muitas empresas ficam longe dos centros urbanos e o trabalhador utiliza sua hora de almoço entre a refeição e um breve descanso antes de voltar à sua atividade“.

“A segunda razão é que este benefício é importante porque a empresa reduz integralmente o valor gasto com refeição aos trabalhadores no Imposto de Renda. Se tirar esse benefício fiscal, as empresas vão cortar do trabalhador”, ressalta Valeir.

Segundo o dirigente, a CUT vai “brigar” na próxima reunião do Conselho Nacional do Trabalho (CNT)  para que o governo faça emendas que retirem o risco de perda do benefício. Ainda não há uma data para a reunião, mas ela deve ocorrer até maio.

“Vamos ter que clarear essa questão, pois antes nós tínhamos o controle dos gastos das empresas com este benefício quando havia o Conselho do PAT, do qual a CUT também fazia parte, que Bolsonaro encerrou quando assumiu o governo em 2019”, conclui Valeir.

O que diz a MP sobre o uso dos vales alimentação e refeição

Analisando o texto da MP, os advogados do Escritório LBS, que atendem a CUT Nacional, explicam que a norma estabelece que o auxílio-alimentação apenas deve ser gasto com refeições em restaurantes e estabelecimentos similares ou para aquisição de gêneros alimentícios em estabelecimentos comerciais como supermercados, por exemplo.

Na hipótese de utilização equivocada do auxílio-alimentação, é cabível aplicação de multa aos empregadores ou empresas emissoras dos tíquetes/cartões alimentação.

Há ainda a possibilidade de multa, inclusive se houver credenciamento de estabelecimento que comercializa produtos não relacionados à alimentação do trabalhador.

Além da previsão de multas, as empresas poderão ter cancelada a inscrição de pessoa jurídica beneficiária ou do registro das empresas vinculadas aos programas de alimentação do trabalhador no Ministério do Trabalho e Previdência (MTP) e a perda do incentivo fiscal.

A MP tem validade por 60 dias e pode ser prorrogada por mais 60 dias. Caso não seja votada por deputados e senadores, dentro do prazo ela caduca.

Leia mais: Regras do teletrabalho de Bolsonaro prejudicam trabalhador. Entenda por quê

Fonte: CUT

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