Todos às ruas contra a corrupção do governo Arruda

Mobilizar a população e ocupar as ruas. Na reunião realizada na CUT na tarde desta segunda-feira, parlamentares, representantes de movimentos sociais e dirigentes sindicais concordaram que somente a indignação popular poderá dar força ao movimento de varrer de Brasília a corrupção. O primeiro ato convocado será na Câmara Legislativa, na quarta-feira (2/12), às 14h. O grupo, que recebeu o nome de “Movimento contra a corrupção”, pedirá a instauração do processo por crime de responsabilidade, que pode levar ao impeachment do governador José Roberto Arruda e seu vice, Paulo Otávio, além da punição dos demais envolvidos no escândalo de arrecadação e recebimento de propina no GDF. Já no dia 9 de dezembro, às 10h, os manifestantes se reunirão na Praça do Buriti para realizar ato unificado contra a corrupção.

Todas as intervenções na reunião chamaram a atenção para a necessidade de dar corpo à indignação que tomou conta da população brasiliense. “Somente com o povo nas ruas será possível fazer frente a essa corrupção que tomou de assalto as instituições públicas no DF”, afirmou Rejane Pitanga, presidente da CUT-DF.

A diretoria do Sinpro, que esteve presente à plenária, declarou seu apoio total a esse movimento cívico. E, neste sentido, convoca os professores a assumirem sua responsabilidade histórica neste momento: cabe a nós dizer à Câmara Legislativa e à Justiça que não aceitaremos mais engodo, mentira, prevaricação. Nós, que sempre estivemos na vanguarda das denúncias dos desmandos desses senhores, devemos comparecer em peso às manifestações. Devemos conversar com os nossos alunos, mobilizar a sociedade e restituir a Brasília a dignidade e o respeito que ela merece.
Também convocamos todos e todas a comparecerem à nossa assembleia no próximo dia 3, às 15h, no Buritinga, quando outras deliberações tomadas pelo movimento de combate à corrupção serão repassadas aos professores. Chega de corrupção! Não podemos nos omitir nesse momento!

Agenda:

Ato público e protocolação de impeachment contra Arruda e Paulo Octávio

Dia: 2 de dezembro, quarta-feira

Horário: 14h

Local: Câmara Legislativa do DF

Ato unificado contra a corrupção

Dia: 9 de dezembro, quarta-feira

Horário: 10h

Local: Praça do Buriti

Começa plenária contra a corrupção no GDF

Neste momento a Central Única dos Trabalhadores do Distrito Federal (CUT-DF) junto com parlamentares, sindicatos e representantes de movimentos sociais estão reunidos em uma plenária para encaminhar ações contra os envolvidos no esquema de arrecadação e distribuição de propina no governo do Distrito Federal, encabeçado pelo governador José Roberto Arruda. A reunião está ocorrendo na sede da CUT-DF.

Brevemente daremos mais detalhes.

OAB pedirá impeachment de Arruda e Paulo Otávio

A OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) decidiu nesta segunda-feira (30) apresentar um pedido de impeachment contra o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda e Paulo Otávio, ambos do DEM, por crime de responsabilidade. O governador e seu vice estão sendo acusado de participação em um esquema de pagamento de propina a deputados distritais e aliados.

O pedido ainda deverá ser analisado pelos 45 conselheiros da seccional do Distrito Federal, que devem se manifestar sobre o assunto na próxima quinta-feira, quando haverá reunião do conselho pleno. Caso a proposta seja aprovada, o pedido de impeachment será encaminhado à Câmara Legislativa.

A decisão foi tomada em reunião realizada nesta manhã, entre o presidente da entidade, Cezar Britto e a presidente da seccional da OAB do DF, Estefânia Viveiros. “Esse é um assunto que não diz respeito apenas ao Distrito Federal, mas que tem repercussão nacional”, disse Estefânia, acrescentando que buscará o apoio dos conselheiros para a iniciativa.

“Na próxima quinta-feira, a OAB convencerá a si mesma a entrar nessa luta. Todos sabem da gravidade das denúncias contra o governador Arruda, envolvendo vários de seus secretários, de seus parlamentares. Diante de tais denúncias não poderíamos ter como resposta o silêncio, a inércia. Por isso a solicitação do apoio do conselho federal a essa nova marcha cívica, com o apoio do conselho federal”, afirmou o presidente Britto.

Na reunião de quinta-feira, os conselheiros podem decidir ampliar o pedido de afastamento. “O processo será amplo, porque não envolve apenas a figura do governador, mas toda uma estrutura de governo”, disse Britto.

Em um eventual afastamento de Arruda, o primeiro a substituí-lo no cargo seria o vice-governador, Paulo Octávio (DEM). As investigações, no entanto, apontam que ele também estaria envolvido no esquema de propina, assim como o presidente da Câmara Legislativa, Leonardo Prudente (DEM). Caso o envolvimento dos dois fique comprovado, resta ainda a possibilidade de o presidente do Tribunal de Justiça do DF assumir o posto, até a realização de novas eleições.

A OAB também realizará uma marcha cívica “para demonstrar a indignação da sociedade” com as denúncias, de acordo com o presidente nacional da entidade. Ele avalia que da mobilização da população dependerá o acatamento do pedido de impeachment e o prazo para sua análise. “O prazo depende da mobilização popular, da indignação da sociedade”.

Questionado sobre o fato de o eventual pedido de impeachment ser analisado por uma Câmara Legislativa presidida por alguém que estaria envolvido nas denúncias, Britto disse que o pedido “é institucional, não pessoal”. “Por isso o pedido não é feito ao presidente da Câmara, mas ao Parlamento”. Claudia Andrade, do UOL Notícias
Em Brasília

Comprar panetones? Fala sério!!!

Era só o que faltava! A população brasiliense, que desde ontem está chocada e abismada com os resultados de investigação da Polícia Federal que apontam o governador Arruda como chefe do esquema de corrupção em seu governo, teve que ouvir na noite deste sábado que os R$ 100 mil recebidos pelo governador eram para comprar panetones. Só por esse verdadeiro escárnio com a opinião pública, José Roberto Arruda deveria ser banido da política para sempre.

Acreditamos que o mínimo que o governador e seu vice devem fazer é renunciar ao mandato, diante das tristes e contundentes imagens divulgadas em cadeia nacional. Caso isso não ocorra, estaremos juntos com entidades como a OAB no exercício da prerrogativa constitucional de pedir o impeachment de Arruda.

O nome da operação brilhantemente conduzida pela PF não poderia ser mais apropriada. Há tempos o Sinpro desconfiava que ao se abrir a Caixa de Pandora do governo Arruda muitos males seriam descobertos e espalhados aos quatro ventos.

Há tempos alertamos para a forma como tem sido conduzido o governo, em especial em relação aos contratos firmados sem licitação na área da educação. Projetos como o Ciência em Foco, Aceleração de Aprendizagem, distribuição de Correio Braziliense às escolas são firmados sem discussão político-pedagógica e sem licitação.

Da mesma forma acontece na área da saúde, basta ver a terceirização do Hospital de Santa Maria, a falta de medicamentos, de equipamentos. Em Brasília há o maior índice de mortalidade de mulheres com câncer de mama no país. Não porque aqui as mulheres sejam mais atingidas pela doença, mas porque não conseguem detectar e tratar a doença a tempo de vencê-la.

As obras apressadas e faraônicas que se espalham pela cidade, vemos agora, dava os recursos necessários para que ele fizesse aprovar o Plano de Ordenamento Territorial (PDOT) do Distrito Federal , que entregará extensas áreas de preservação para a especulação imobiliária. Não é possível que a população brasiliense aceite impávida a esse verdadeiro conluio e prevaricação. Se preciso, sairemos às ruas para restituir a Brasília a dignidade necessária para que possamos comemorar os seus cinqüenta anos. Brasília merece mais respeito!

Em tempo:

Panetones? Fala sério!!! Quem eles pensam que somos? Assim que o Jornal Nacional divulgou essa “pérola” do advogado, o twitter foi inundado por mensagens indignadas. Veja algumas delas, postadas menos de 3 minutos depois.

“Eles riem de nós inventando qualquer mentira…Panetones para os pobres??? Não brinquem com a minha inteligência”.

“ ADVOGADO DO ARRUDA DISSE QUE DINHEIRO FOI USADO PRA COMPRAR PANETONES PRA COMUNIDADES CARENTES DO DF. HAHAHAHAHAHA”

” A defesa, ridícula, alega que o dinheiro era para comprarpanetones!!!!! #foraarruda!”

“ CAMARADA tem a PACHORRA de dizer q o dinheiro era pracompra de PANETONES pra familias carentes..!

Corrupção no governo Arruda: diretoria do Sinpro discute ações

A diretoria do Sinpro está reunida neste momento para discutir como a entidade e os professores deverão se engajar no movimento da sociedade brasiliense para exigir a punição de todos os responsáveis pela corrupção generalizada registrada em vídeos e diálogos do governador Arruda, de membros do alto escalão do governo e dos seus aliados na Câmara Legislativa. Brevemente daremos mais informações.

Ellen Oleria na luta contra a AIDS

Neste primeiro de dezembro, Dia Mundial de luta contra AIDS, a cantora Ellen Oléria juntamente com Célio Maciel, Paula Zimbres, Rodrigo Bezerra e Felipe Viegas unem forças com o Sesi Cultural de Taguatinga Norte na luta contra a AIDS. A cantora de Brasília realiza show às 20h desta terça-feira no Centro Cultural Sesi e o ingresso será 1kg de alimento não-perecível que será doado às instituições Vida Positiva, que cuida de crianças soropositivas.
Divulguem aos seus contatos!

Corrupção documentada

PF grava Arruda negociando pagamento de propina a deputados. A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira a Operação Caixa de Pandora , que investiga um esquema de arrecadação de propina no governo do Distrito Federal para distribuição a integrantes da base aliada na Câmara Legislativa. O inquérito aponta José Roberto Arruda , único governador do DEM, como beneficiário e responsável pelos desvios, e cita gravações de áudio e vídeo nas quais ele recebe e detalha a distribuição da verba ilegal. Segundo o inquérito, há indícios da prática dos crimes de formação de quadrilha, peculato, corrupção ativa e passiva, fraude de licitação e crime eleitoral.
Em uma das principais gravações da investigação, o governador aparece oferecendo parte da propina ao secretário de Relações Institucionais de seu governo, Durval Barbosa Rodrigues, que atuava como colaborador nas investigações da PF e portava um aparelho de escuta ambiental, durante um encontro em 21 de outubro.
– Deixa eu te perguntar, nesse valor aqui de nove, novecentos… novecentos e noventa e quatro, você já pegou sua parte? – pergunta Arruda.
– Não, eu… Eu só pego quando cê acerta. Só para pagar advogado – responde Durval.
– Não. Mas tem que pegar sua parte, ué. Nós combinamos é…
– Não, mas e o advogado?
– Advogado é outra coisa. Isso nós vamos pagar de qualquer jeito, ué. Isso aí – responde o governador.
Após esse encontro, Durval repassou o dinheiro à PF “para fins de registro”. O dinheiro foi retornado ao esquema “para seguir o destino apontado por Arruda”, isto é, para ser repassado ao chefe da Casa Civil do governo, José Geraldo Maciel, para posterior “pagamento da base aliada”.
Em outro trecho, o diálogo ocorre no momento em que Arruda recebe de Durval dinheiro, que, segundo a PF, seria da parte da propina:
– Deixa eu pegar um negócio aqui antes que eu me esqueça – diz Durval, que se levanta do sofá, pega o dinheiro e entrega ao governador. – Você lembra disso aqui?
– Ah! Ótimo. Você podia me dar uma cesta, um negócio aqui – responde Arruda.
Durval se levanta e vai até sua mesa. O governador prossegue:
– Eu tô achando que você podia passar lá em casa, porque descer com isso aqui é ruim.
Em outro momento da conversa com Durval, já na presença do secretário José Geraldo Maciel, eles passam a tratar do pagamento mensal de dinheiro a deputados.
– Aquela despesa mensal com político sua hoje tá em quanto? – pergunta Arruda a José Geraldo.
A partir dessa prova, a PF cumpriu 16 mandados de busca e apreensão em empresas, em gabinetes e em casas de secretários de Estado, assessores do governador e deputados distritais, para rastrear o dinheiro que seria distribuído e coletar provas.
Em seu depoimento inicial à PF, em setembro, Durval relatou que o dinheiro do esquema era entregue a Arruda por um emissário e que, em uma ocasião, o governador teria pedido “um adiantamento de R$ 50 mil”. Segundo Durval, o governador “sempre pediu que reservasse uma quantia mensal para suas despesas pessoais”. O secretário diz que os pedidos do governador “ocorriam mais ou menos de 15 em 15 dias” e que o vídeo que consta do processo “mostra Arruda recebendo os R$ 50 mil”.
Arruda não foi alvo direto da operação de busca e apreensão, mas a PF esteve na residência oficial do governo para vistoriar a sala de seu novo chefe de gabinete, Fábio Simão (que é presidente da Federação Brasiliense de Futebol e responsável pelos preparativos do DF para a Copa). Conforme o inquérito, o governador solicitou uma cópia do processo em 9 de novembro. A subprocuradora-geral da República, Raquel Dodge, estranhou que o pedido era detalhado até com o número do inquérito, e decidiu que o acesso às informações só seria concedido após a realização da operação.
Propina chegaria a R$ 600 mil
De acordo com o inquérito, cerca de R$ 600 mil em propina seriam distribuídos a políticos aliados e pelo menos quatro empresas teriam colaborado na arrecadação: Info Educacional, Vertax, Adler e Linknet. Todas têm contratos com o governo do Distrito Federal. A construtora Conbral S.A. também foi alvo de busca e apreensão. A investigação cita pelo menos três vias de arrecadação. Há indícios de que a Linknet repassou R$ 34 mil a Durval após um reconhecimento de crédito do valor de R$ 34 milhões perante o governo.
Além disso, o secretário de Educação de Brasília, José Luiz Valente, supostamente recebeu R$ 60 mil da Info Educacional. E, por último, Domingos Lamoglia, ex-chefe de gabinete de Arruda e hoje integrante do Tribunal de Contas do DF, também seria um dos arrecadadores. A PF acredita que Lamoglia era “o operador” do esquema no governo do Distrito Federal em 2002, na gestão de Joaquim Roriz (ex-PMDB, atual PSC).
“A autoridade policial noticia haver o colaborador Durval Rodrigues repassado ao DPF, para fins de registro, a soma de R$ 400 mil, valor que a ele, Durval, retornará para seguir o destino apontado por Arruda: entrega a Maciel para pagamento da base aliada”, diz o texto da autorização judicial para as buscas. Outros R$ 200 mil também teriam o mesmo destino.
Segundo o STJ , Durval poderá agora ingressar no programa de proteção de testemunhas, do Ministério da Justiça. Ele foi exonerado por Arruda nesta sexta-feira . A PF informou que 150 agentes participaram da operação e que, ao todo, R$ 700 mil foram confiscados. Há no inquérito uma foto da maleta repleta de dinheiro levada por Durval para a PF. Nas empresas, foram apreendidos também cópias de contratos com o governo do Distrito Federal, servidores de e-mail e documentos fiscais e contábeis. Do site do Globo, reportagem de Leila Suwwan, Evandro Éboli e Jailton de Carvalho

Secretário de Educação é afastado do cargo

A imprensa acaba de noticiar que o governador José Roberto Arruda já afastou oficialmente o secretário de Educação, José Luiz Valente, o secretário-chefe da Casa Civil, José Geraldo Maciel, o chefe de gabinete Fábio Simão e o assessor de imprensa do GDF, Omézio Pontes, todos eles objetos de investigação da Polícia Federal acerca de um esquema de repasse de dinheiro a aliados do governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (DEM).
Durante as buscas realizadas nesta sexta-feira (27) em Brasília, Goiânia e Belo Horizonte foram apreendidos R$ 700 mil em dinheiro. A PF fez buscas na residência oficial do governador, em casas e gabinetes de secretários do governo, de deputados distritais e em empresas.
A PF não informou se o dinheiro foi apreendido em apenas um dos locais de buscas. No total, os mandados de busca e apreensão eram para 21 pontos no Distrito Federal, dois em Belo Horizonte e um em Goiânia.
De acordo com o inquérito a que o G1 teve acesso, o suposto repasse de dinheiro aos aliados de Arruda era feito por meio de pelo menos quatro empresas que prestam serviço ao governo do DF. O documento não identifica todos os beneficiários do esquema –um secretário é citado por ter supostamente recebido R$ 34 mil de uma das empresas, que teve reconhecido um crédito a receber do governo de R$ 34 milhões.
O governo do Distrito Federal informou ao G1 que ainda não tinha conhecimento do objetivo da operação da PF e, por essa razão, não se pronunciaria sobre o caso. De acordo com a assessoria de Arruda, o governo vai colaborar com as investigações.
O secretário de Relações Institucionais do DF, Durval Barbosa, ex-delegado da Polícia Civil, concordou em colaborar com a PF, em troca de delação premiada. Ele teria gravado conversas com o próprio Arruda. O teor das gravações não foi divulgado.
A PF rastreia R$ 600 mil. Um dos repasses, de R$ 400 mil, teria sido recebido pelo secretário, que supostamente repassou o valor ao chefe da Casa Civil do DF. “O valor era dissipado em diversos pagamentos menores a pessoas ainda não identificadas”, diz o inquérito, que tramita no Superior Tribunal de Justiça (STJ).
De acordo com o STJ, as buscas e apreensões foram autorizadas após pedido do Ministério Público Federal. Até o momento, ninguém foi preso nem denunciado, porque o inquérito ainda está em fase de investigação.
As buscas e apreensões realizadas visaram localizar provas da participação de agentes políticos, servidores e empresários suspeitos de desviar recursos públicos para benefício próprio e também no propósito de identificar a natureza do vínculo existente entre os participantes do esquema
“As buscas e apreensões realizadas visaram localizar provas da participação de agentes políticos, servidores e empresários suspeitos de desviar recursos públicos para benefício próprio e também no propósito de identificar a natureza do vínculo existente entre os participantes do esquema”, diz nota divulgada pela Procuradoria-Geral da República (PGR).
Segundo o órgão, “a notícia dos fatos delituosos foi encaminhada à PGR por membros do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios, em decorrência de indícios de participação de autoridade com prerrogativa de foro no STJ”. G1

Esperamos que os fatos sejam divulgados com absoluta transparência, as irregularidades sejam apuradas e seus responsáveis punidos.

Sinpro oferece atendimento psicológico aos professores(as)

Começou no dia 26 o atendimento psicológico aos associados do SinproDF, um serviço de atenção à saúde dos professores sindicalizados. O trabalho em grupo será realizado por uma psicóloga e tem como missão promover o desenvolvimento de ações de melhoria da qualidade de vida dos professores e contribuir para o seu bem-estar físico, mental e social.
O objetivo é criar um espaço coletivo para discutir as situações que geram mal-estar no trabalho dos professores, construir ações preventivas, e complementar qualitativamente a pesquisa sobre trabalho e riscos de adoecimento realizada pelo Sindicato em 2008.
“Queremos que o professor saiba que ele não está só. Como ele, ou ela, vários companheiros adoecem por estresse e sofrimentos diretamente relacionados a questão do trabalho. Esperamos com essa ação ter mais subsídios para fortalecer as negociações da categoria em termos de melhorias das condições de trabalho que provocam sofrimento e adoecimento, influenciando de modo mais fundamentado na prevenção e nas políticas de saúde para os professores” afirma Maria José Barreto, a Zezé, coordenadora da Secretaria de Saúde do Sinpro.
Brevemente disponibilizaremos em nossa página uma ficha para inscrição para os próximos grupos, mas por enquanto os professores interessados devem se inscrever com Edna 3343- 4212, Maria de Jesus 3556-9105, Sirlene 3388-5144 e Shirlei 3562-4856. As vagas são limitadas.

Declarada a anistia ao educador Paulo Freire, com pedido de perdão

Em julgamento nesta quinta-feira, 26, durante o Fórum Mundial de Educação Profissional e Tecnológica, que acontece em Brasília desde a segunda-feira, foi declarada a anistia do educador Paulo Freire. A Comissão de Anistia do Ministério da Justiça, que analisou o requerimento feito pela viúva Ana Maria Freire, em 2007, sob a ótica da perseguição política sofrida pelo educador à época da ditadura, também pediu desculpas pelos atos criminosos cometidos pelo Estado.

“Esse pedido de perdão se estende a cada brasileiro que, ainda hoje, não sabe ler sua própria língua”, disse o relator do processo, Edson Pistori. Para ele, a perseguição a Paulo Freire pela ditadura se traduz no impedimento à alfabetização de milhares de cidadãos e, principalmente, à conscientização de cada um deles sobre a própria condição social.

Paulo Reglus Neves Freire nasceu em Recife, em 1921, e morreu em São Paulo, em 1997. Ficou conhecido pelo empenho em ensinar os mais pobres e se tornou uma inspiração para gerações de professores. Freire desenvolveu um método inovador de alfabetização, a partir de suas primeiras experiências, em 1963, quando ensinou 300 cortadores de cana a ler e a escrever em 45 dias. O educador sofreu perseguição do regime militar (1964-1985), ficou preso por 70 dias e foi exilado por 16 anos, considerado traidor.

Em 1967, durante o exílio, no Chile, escreveu o primeiro livro, Educação como Prática da Liberdade. Em 1968, publicou uma de suas obras mais conhecidas, Pedagogia do Oprimido. Freire retornou ao Brasil em 1980, com a anistia que permitiu o retorno dos exilados, e foi nomeado secretário de educação da cidade de São Paulo, cargo que exerceu até 1991.

“Resolvi fazer o requerimento para resgatar a cidadania de meu marido e atestar que ele é um verdadeiro brasileiro. Assim como muitos, ele lutou por um Brasil mais bonito e mais justo”, disse Ana Maria Freire. A reparação econômica concedida pela comissão de anistia à viúva de Paulo Freire será de 480 salários mínimos, não excedendo o teto estipulado de R$ 100 mil, pagos em parcela única.

Comissão — A Comissão de Anistia do Ministério da Justiça existe desde 2002. Até agora, 64 mil requerimentos com pedido de anistia foram protocolados. Destes, 47 mil foram julgados — 30 mil deferidos, 12 mil dos quais com reparação econômica, além do pedido oficial de desculpas do Estado.

Para revelar à população de todo o país os fatos arbitrários praticados durante o regime militar e pedir desculpas, publicamente, às pessoas que resistiram à ditadura e sofreram os atos de violação dos direitos humanos feitos pelo Estado, a comissão criou a Caravana da Anistia. Desde 2008, o projeto visitou 16 estados e está na 31ª edição. Mais de 500 processos já foram julgados.

O projeto é realizado por meio de parceria entre a Comissão de Anistia do Ministério da Justiça, o Instituto Paulo Freire, o Ministério da Educação, as comissões de educação da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, a Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco), a Associação dos Juízes para a Democracia, o Instituto Catarinense de Aprendizagem e Educação Infantil (Icae), o Movimento dos Sem-Terra (MST), a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e a Associação Brasileira de Ensino do Direito (Abedi).

No Fórum Mundial de Educação Profissional e Tecnológica, que será encerrado nesta sexta-feira, 27, há também uma exposição fotográfica sobre Paulo Freire.

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