Acusado do assassinato de Carlos Mota vai a júri popular
Jornalista: sindicato
O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios negou o recurso de Gilson de Oliveira, mantendo a sentença de pronúncia que levará o réu a júri popular no Tribunal do Júri de Sobradinho, em data a ser divulgada. Gilson é acusado de ter planejado o assassinato do professor Carlos Mota em junho de 2008.
Os outros três acusados, Benedito Alexandre do Nascimento, Carlos Lima do Nascimento e Alessandro José de Sousa, já foram julgados e condenados no começo deste ano. Gilson será julgado separadamente por força do recurso contra a sentença de pronúncia.
De acordo com a acusação, Carlos Mota teria sido assassinado por combater o tráfico de drogas no Centro de Ensino 04 do Lago Oeste, onde era diretor. Na delegacia, todos os acusados exceto Gilson admitiram o crime, embora tenham voltado atrás e negado a autoria durante o julgamento.
A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) promoverá, às 15h do dia 27 de novembro, uma audiência pública para debater o tema “A Educação Integral no âmbito do Distrito Federal”. A educação integral, construída dentro de um tempo ampliado e organizado para atender todas as necessidades da criança, é desenvolvida a partir da tomada de consciência da importância de se articular uma parceria entre o estado e a sociedade civil na busca por uma escola pública de qualidade, formadora de cidadãos preparados para a vida. A audiência pública tem como objetivo colocar em pauta uma discussão entre a sociedade e os deputados distritais a respeito de um modelo completo de educação no Distrito Federal. Participe desta discussão.
Projeto sobre violência nas escolas é discutido no Congresso
Jornalista: sindicato
Apesar da escola ser um lugar para aprender, crescer e evoluir, os casos de agressão entre alunos e também de alunos com os professores são cada vez mais frequentes. Por isso, o Senado estuda um projeto para punir os estudantes violentos. O projeto dá poderes aos juízes para mudar de turma ou mesmo de escola o aluno que ameaçar ou cometer violência contra um professor. Os juizes poderiam até exigir que o estudante mantenha uma distância mínima da vítima. O projeto surgiu a partir de uma pesquisa realizada por professores e alunos no Rio Grande do Sul. O levantamento concluiu que: – 58% dos professores não se sentem seguros no trabalho; – 87% não se consideram amparados pela lei quando são vítimas; – e em caso de violência, hoje escolas se limitam a chamar os pais do agressor.
Entre os exemplos de agressão está o sofrido por uma professora de Ribeirão Preto, interior de São Paulo, no ano passado. De forma covarde a professora foi agredida por um aluno com socos e chutes. “Primeiro ele deu um soco na minha boca. Eu corri dele e ele me deu uma rasteira e me jogou no chão. Eu gosto do que faço, mas numa situação dessas a gente perde a emoção, perde o encanto de dar aula”, relata. O projeto ainda está sendo discutido no Congresso Nacional.
Globo humilha negros na semana da consciência negra
Jornalista: sindicato
Quando a novela Viver a Vida estreou na Rede Globo, muitos de nós – ativistas da luta contra a discriminação racial – ficamos contentes. O fato de ter como protagonista uma mulher negra, bonita, inteligente e bem sucedida profissionalmente parecia-nos um importante passo da televisão brasileira. A personagem de Taís Araújo poderia estar colocando um ponto final nos quase cinqüenta anos de estereótipos depreciativos na mídia brasileira, em especial quanto às mulheres negras, condenadas a representarem papéis em que eram estigmatizadas como profissionais da cozinha ou da cama.
Relevamos o fato de que, nas raras vezes em que homens ou mulheres negros aparecem com algum destaque, necessariamente têm um parceiro, ou parceira, branco, como se a ascensão social de negros no mundo ficcional global necessitasse de um “fiador” para se consumar. Ingenuamente acreditamos que, finalmente, a maior rede de televisão do Brasil, percebera que somos um país com enorme pluralidade étnica e, portanto, não seria mais aceitável que nas telas dos lares brasileiros aparecessem apenas brancos em papéis importantes.
Supomos, inclusive, que a Globo tinha feito autocrítica e mudado de rumos após o vexame de ter colocado a primeira e única família rica da história da televisão, na novela A Favorita, de maneira tão negativa que chegava a assustar. Naquela novela, o pai era um deputado corrupto, envolvido com o tráfico de armas, a filha (a mesma Tais Araújo), uma desajustada e devassa e o filho um alcoólatra que só se “encontrou” quando foi trabalhar como porteiro num hotel.
Para nossa surpresa e decepção, presenciamos uma cena num capítulo recente de Viver a Vida que nos remete a clássicos da dramaturgia brasileira no reforço da humilhação das personagens negras. Helena, interpretada por Taís Araújo, sentindo-se culpada pelo acidente que sofreu Luciana, personagem de Aline Moraes vai desculpar-se com a mãe desta, Tereza, representada por Lília Cabral.
Na cena, de joelhos, Helena pede perdão pelas conseqüências de um acidente pelo qual não era responsável. Tereza a quem o desespero por ver a filha paralisada somava-se à raiva por seu marido tê-la trocado por Helena, não a perdoa e desfere-lhe um tapa no rosto.
O reforço da idéia da mulher negra como permissiva e disponível, que levaria os homens (brancos) a cometerem loucuras e a extrema humilhação de Helena na cena, faz acreditar que o autor e a Globo resolveram punir a personagem, colocando-a no “seu lugar”, ou seja, de uma pessoa inferior que merece ser surrada a critério daqueles que, efetivamente, são cidadãos plenos de direitos.
Todo o bem que a personagem de Tais Araújo pode ter feito para a auto-estima dos nossos meninos e meninas negros das periferias das grandes cidades e dos sertões deste Brasil afora, onde mais de 80 milhões de pessoas assistem a TV Globo, foi enterrado naquela cena. Mais uma vez a personagem negra sofre humilhação, não reage e aceita a violência, acreditando ser merecedora dela.
É sintomático que a mesma rede de televisão que nos seus telejornais faz campanha contra as cotas e o Estatuto da Igualdade Racial, coloque no ar uma cena tão repulsiva e humilhante para homens e mulheres negras.
O Brasil, nos últimos sete anos teve avanços significativos na promoção da igualdade racial. Pela primeira vez na história tivemos quatro ministros de Estado e um ministro do Supremo Tribunal Federal negros. A Lei 10.639 inclui a história da África e dos negros no Brasil nos currículos escolares, o 20 de novembro está oficializado como o Dia Nacional da Consciência Negra e em várias cidades é feriado. Vemos em propagandas homens, mulheres e crianças negras vendendo cartões de crédito, roupas, veículos, cosméticos, eletrodomésticos móveis e imóveis. Neste 20 de novembro o presidente Lula vai dar título de posse a 3.600 famílias de quilombolas.
Esse avanço, entretanto, parece que não atingiu certos setores da mídia, ou o que é pior, atingiu e contribuiu para que radicalizassem concepções racistas e manifestassem esse pensamento na sua dramaturgia. O fim dos castigos corporais a negros (resquício de três séculos e meio de escravidão) só foi possível graças a uma rebelião de marinheiros em novembro de 1910. Quase cem anos depois, autores e direção da Rede Globo continuam achando legítimo o espancamento de negros.
A Conferência Nacional de Comunicação, que está sendo organizada pelo Governo Federal e a sociedade civil organizada, debaterá a linha editorial dos jornais escritos, falados e televisionados, a independência e neutralidade da imprensa, a questão do direito de resposta e diversos outros temas relevantes. Acredito, porém, que nada é mais importante para se debater do que o conjunto de valores que a mídia tem passado para nossa juventude, a concepção de certo e errado, a valorização ou desvalorização de segmentos da nossa sociedade.
Rever a maneira como a população negra, nos seus aspectos econômicos, sociais, políticos e culturais, tem sido apresentada na mídia brasileira me parece ser um resultado importante a ser esperado desta Conferência. Para que, às portas do 20 de novembro de 2010, não tenhamos que nos indignar novamente diante da tela da televisão que apresenta como natural que uma mulher negra seja esbofeteada em horário nobre. (Escrito por Maria Júlia Nogueira, Secretária Nacional de Combate ao Racismo da CUT Nacional).
O Centro de Ensino Médio do Setor Oeste realizou, na manhã desta quinta-feira, 19 de novembro, uma série de atividades voltadas para a conscientização de alunos, professores e comunidade em relação à violência que cada vez mais se aproxima das escolas. Um debate reuniu todos os estudantes, que também apresentaram números musicais e participaram do concurso de redação promovido pelo Sinpro sobre o tema. A atividade faz parte da campanha “Quem bate na escola maltrata muita gente”, lançada pelo Sinpro para reunir diferentes iniciativas de combate à violência nas escolas.
Dimas Rocha, diretor do Sinpro, alerta sobre a necessidade de que o debate envolva toda a comunidade: “no momento, a violência não é gerada dentro das escolas, precisamos buscar a origem do problema”. Nesse ponto, o debate público e aberto é de fundamental importância para motivar a reflexão por parte de todos. “Precisamos discutir as regras de convivência, e quais valores e princípios queremos ver refletidos na nossa sociedade”, disse Rocha.
Encerramento do Cara e Cultura Negra com show no Conic
Jornalista: sindicato
Programa imperdível para o 20 de novembro, Dia da Consciência Negra: sexta-feira, a partir das 17h, na praça Zumbi dos Palmares no Conic, show com Pegada Black, Luciana Oliveira, Ellen Oléria e Sandra de Sá, no encerramento do Festival Cara e Cultura Negra, projeto que teve o patrocínio do Sinpro e que levou aos alunos da rede pública a discussão sobre a cultura africana. Durante a apresentação os organizadores pretendem fazer um ato para defender que o 20 de novembro seja feriado, como já é em vários estados brasileiros. Para assistir aos shows basta retirar o ingresso, gratuitamente na sede do Sinpro no Setor de Indústrias Gráficas ou na Berlim Discos, Setor de Diversões Sul, Conic, e levá-lo com um quilo de alimento no dia do show. Ingressos limitados.
Os professores do Centro de Ensino Médio do Setor Oeste (Cemso) realizarão, a partir das 9h desta quinta-feira (19), uma manifestação pedagógica contra a violência nas escolas. O evento acontecerá durante todo o dia e será uma resposta a série de agressões verbais dirigidas por um aluno do 3º ano a alguns professores. A direção do colégio convida toda a imprensa a cobrir esta manifestação e ajudar a colocar um fim em casos de violência no ambiente escolar. Maiores informações com o diretor do Sinpro-DF, Dimas Santos: 9987-8315
Grupo teatral do Gisno é convidado para encontro internacional
Jornalista: sindicato
A parceria entre a teoria e a prática tem feito a diferença em muitas escolas do Distrito Federal. No caso do Colégio Gisno (907 Norte), um trabalho realizado pela professora Glória Teixeira já rende resultados positivos. O grupo de teatro Giz-no, formado por 28 alunos dos primeiros anos do ensino médio, foi convidado a participar do Encontro Internacional de Teatro Popular Latino Americano, que será realizado de 10 a 30 de janeiro de 2010 em Santiago, no Chile. Dirigido pela professora Glória, o grupo foi reconhecido com o selo Cultura Viva – concedido pelo Ministério da Cultura – e acaba de retornar de um festival de teatro no México. De acordo com a professora o objetivo do projeto é debater assuntos diversos e transforma-los em produtos culturais. “Fazemos leituras de jornais e revistas, debatemos os assuntos que mais chamam a atenção e depois transformamos este debate em produtos culturais”, explica Glória, ressaltando que o resultado são peças teatrais, músicas, performances cênicas e apresentações. O grupo Giz-no já se apresentou em oito festivais estudantis, aberturas de congressos e até mesmo em festivais internacionais. Os ensaios e debates realizados pelos estudantes são feitos fora do horário escolar. Falta de patrocínio – Apesar do convite recebido pelo grupo teatral para o encontro internacional, Glória Teixeira revela que dificilmente todos os alunos terão a oportunidade de viajar para o Chile. Segundo ela a organização do Encontro conseguiu todas as despesas em hospedagem, alimentação e transportes para o Giz-no, mas mesmo assim é preciso o dinheiro para as passagens aéreas. “Como é muito difícil levar todos os alunos, estamos pensando em ir apenas os dois alunos que tocam viola e violão, e que fazem apresentação de músicas caipira e sertanejas. Mesmo assim solicitamos que aqueles que puderem ajudar que o façam”, pede Glória. Quinze alunos que já fizeram parte do grupo teatral estão concluindo o curso de artes cênicas da Universidade de Brasília (UnB). “Isto mostra que associar a teoria à prática traz benefícios à vida do estudante. É assim também nas artes”, finaliza a professora.
Os professores do Centro de Ensino Médio do Setor Oeste (Cemso) realizarão, a partir das 9h desta quinta-feira (19), uma manifestação pedagógica contra a violência nas escolas. O evento acontecerá durante todo o dia e será uma resposta a série de agressões verbais dirigidas por um aluno do 3º ano a alguns professores. A direção do colégio convida toda categoria a participar desta manifestação e ajudar a colocar um fim em casos de violência no ambiente escolar.
Cerca de 40 professores participam da etapa distrital da Conferência Nacional de Educação (Conae), que começa hoje, a partir das 19h, e prossegue até o dia 19 na Academia de Tênis de Brasília. O tema central dos debates será “Construindo o Sistema Nacional Articulado de Educação: Plano Nacional de Educação, Diretrizes e Estratégias de Ação”. As discussões foram divididas em seis eixos temáticos que tratam do papel do Estado na garantia de um ensino de qualidade, gestão democrática e avaliação, educação e trabalho, formação e valorização dos profissionais, democratização do acesso e sucesso escolar.