FUP: Bolsonaro está prestes a enfrentar a maior greve dos petroleiros da história

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Portal CUT. Escrito por: Redação CUT

Os petroleiros estão preparando e podem deflagrar a maior greve da história, caso o presidente Jair Bolsonaro (ex-PSL) leve adiante seu plano de privatização da Petrobras, como vem anunciando. 

Afirmação foi feita pelo Coordenador-Geral da Federação Única dos Petroleiros (FUP), Deyvid Bacelar, durante participação no quadro “Embarque Imediato”, do programa Central do Brasil, da Rede TVT.

“Bolsonaro está prestes a enfrentar a maior greve da história da categoria petroleira. Não deixaremos que a Petrobras seja retirada das mãos do povo brasileiro”, alertou o líder sindical, na edição ao vivo do programa desta quinta-feira, 28, que foi ao ar às 19h30, pelo Youtube no canal 44.1 HD da região metropolitana de São Paulo.

Deyvid afirmou que os trabalhadores petroleiros irão realizar “uma greve histórica”, caso o governo Bolsonaro e o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), “tenham a ousadia, a audácia” de levarem adiante a ideia de um projeto de lei que autoriza a União a entregar ao mercado financeiro as ações que ainda restam sob controle do Estado brasileiro. 

Confira a íntegra da entrevista

Preparação da greve

Em reunião realizada no último dia 21, o Conselho Deliberativo da FUP aprovou uma agenda de ações para construir a resistência à privatização da Petrobras. 

Os sindicatos estão realizando assembleias setoriais em todas as bases para discutir com os trabalhadores e trabalhadoras o indicativo de greve nacional, caso o projeto de privatização da empresa seja de fato pautado no Congresso Nacional.

As setoriais serão realizadas até o dia 12 de novembro e, na sequência, será realizado um novo Conselho Deliberativo para a FUP e os sindicatos avaliarem as propostas discutidas nas bases e definir os próximos passos da mobilização.

Com apoio da FUP

Fonte: CUT

No Dia do Servidor Público Sérgio Nobre convoca o apoio de toda classe trabalhadora

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O presidente nacional da CUT, Sérgio Nobre, conclamou toda a classe trabalhadora e movimento sindical a apoiar e se engajar na luta dos servidores e servidoras públicos contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 32, da reforma Administrativa, em tramitação no Congresso Nacional. “Essa luta é de todos nós, porque o serviço público é de todos e tem de ser defendido por todos os brasileiros e brasileiras, afirmou Sérgio Nobre durante ato em Brasília no final da manhã desta quinta-feira.

LEANDRO GOMESLeandro Gomes

Neste 28 de outubro, Dia do Servidor Público, as entidades e sindicatos que representam o setor nas três esferas (municipal, estadual e federal) realizaram atos, manifestações, mobilizações, assembleias em todos os estados em protesto contra a PEC 32, “proposta do governo criminoso de Bolsonaro, que tem o objetivo de desmontar e entregar o serviço público e acabar com os direitos dos servidores”, como afirmou Sérgio Nobre.

Em Brasília, o ato começou às 9h, com caminhada do Espaço do Servidor até o Ministério da Economia, local onde, a partir das 11h30, dirigentes sindicais da CUT e de outras centrais falaram à militância e saudaram o dia e a luta permanente travada pela categoria contra a reforma administrativa.

“É simbólico e importante que o nosso ato de hoje aqui em Brasília tenha sido realizado em frente ao Ministério da Economia, que tem um banqueiro como ministro, que leva sua fortuna para fora do país; em qualquer outro lugar do mundo, ele já estaria fora do governo”, disse o presidente nacional da CUT se referindo a Paulo Guedes, que no início do governo, chamou os servidores de parasitas.

Sérgio Nobre destacou a importância da unidade do movimento sindical ante à conjuntura do país e, especialmente, na luta contra a reforma Administrativa e aproveitou para ressaltar o trabalho da CPI da Covid. “Esse governo, como já denunciamos desde o início, tem um presidente criminoso, o que ficou escancarado pela CPI da Covid; o presidente tem uma dezena de crimes nas costas e cada dia que ele permanece no governo, impõe mais morte, sofrimento e desemprego ao nosso povo”, afirmou Sérgio Nobre.

Com a PEC 32, complementou o presidente nacional da CUT, “esse governo incompetente e genocida quer desmantelar o serviço público para introduzir formas precárias de contratação, que retiram direitos dos servidores, quer bancar apadrinhamentos e acabar com as carreiras”.

Para Sérgio Nobre, “o povo brasileiro está consciente e sabe o quanto os servidores e serviços públicos são importantes ao país, para a educação, a saúde, importância que ficou ainda mais evidente na pandemia de Covid-19, com o trabalho inestimável do SUS [Serviço Único de Saúde]. Educação e saúde no Brasil, não podem prescindir, jamais, do serviço público”, aponta o presidente nacional da CUT.

O dirigente também voltou a denunciar “o desmonte que Bolsonaro tenta impor às estatais, tentando vender a Petrobras, a Caixa, o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). “O Brasil nunca viveu na sua história momento de crescimento que não tenha sido dirigido pelo Estado, com planejamento e investimento do Estado, que não tenha sido por meio das nossas estatais”, afirmou Sérgio Nobre. “Portanto, privatizar essas empresas é acabar com o futuro do nosso país”, complementou.

E olhando para o Ministério da Economia avisou ao governo: “A classe trabalhadora tem tradição de luta, e vocês [Bolsonaro, Guedes, governo] não vão destruir os serviços públicos nem entregar as estatais. Bolsonaro não tem autoridade mais para governar a o nosso país”, afirmou Sérgio Nobre.

O presidente nacional da CUT, por fim, saudou à categoria e exaltou “a resistência e luta exemplar que os servidores e servidoras públicos de todo o país, em todas as esferas, vem travando de forma organizada e unitária.

“Quero parabenizar a todos pela bela manifestação que fizeram em todo o pais conclamar a seguir nessa luta exemplar no nosso pais organizada em todos os níveis, municípios, estado, em âmbito federal”.

Há sete semanas seguidas, os servidores(as) públicos fazem protestos e atos concentrados contra a PEC 32 em todo o país e, especialmente, em Brasília. Nos aeroportos, montam vigílias para recepcionar os parlamentares e avisar que “se votar (a favor da reforma) não volta”. Cobram dos deputados que votem em defesa dos serviços públicos e denunciam a política de privatização e destruição dos direitos por parte de Bolsonaro.

O movimento tem garantido que a PEC não tenha votos suficientes para a aprovação e, por isso, ainda não foi colocada em votação no plenário pelo presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL).

Confira a íntegra da fala de Sérgio Nobre, hoje, em Brasília

Mitos e fake news

Segundo dados do Ipea e IBGE, há cerca de 12 milhões de servidores e servidoras públicos, somando os trabalhadores (as) municipais, estaduais e federais, nas três esferas de poder – Executivo, Legislativo e Judiciário. Dados do Banco Mundial indicam uma participação de 12% do emprego público no total de ocupações do Brasil, ou seja, está nas últimas colocações no ranking, formado por 39 países.

Uma das principais armas do governo Bolsonaro para tentar emplacar a reforma administrativa no imaginário popular (e na mídia) é a mentira. Ele utiliza-se de mitos e dissemina fake News para afirmar que há excesso de servidores, que salários são altos e exalta privilégios que só pequeno percentual da categoria tem, a maior pare no Judiciário.

Como afirmam economistas, falar em supersalários de servidores é manipulação discursiva. As despesas com servidores subiram de 9,5% para 10,4% do PIB, de 2011 a 2017.

Metade (50%)  dos servidores públicos no Brasil ganhava, em 2018, até 3 salários mínimos (R$ 2,9 mil à época), enquanto 3% ganhava acima de 20 salários mínimos, R$ 19,1 mil (Ipea). A elite do funcionalismo público, que ganha os maiores salários, fica fora da Reforma.

A média de países da OCDE, segundo dados da organização, gasta em termos absolutos mais que o dobro (2,2 vezes) com servidores públicos do que Brasil, em relação à população. Desde 1996, os gastos com pessoal tiveram quedas consecutivas quando analisados em relação ao PIB potencial do Brasil.

Conforme dados do IPEA (Instituto de Pesquisas Econômicas e Aplicadas), órgão do governo federal, ao longo dos últimos 15 anos, o nível de gastos com salários se manteve praticamente estável ao redor de 10% do PIB.  Já a OCDE informa que o gasto com serviços públicos por brasileiro representa apenas 45% do que é gasto pela média dos países da OCDE.

Em 2006, o gasto com funcionalismo representava 9,77% do PIB. Em 2017, passou a representar 10,74%, um aumento de cerca de um ponto percentual ao longo de 11 anos.

O Brasil precisa de mão de obra no serviço público, precisa de quem dê a vacina, alfabetize as crianças, faça a segurança das escolas. Com a reforma administrativa, o governo praticamente acaba com os concursos para contratações.

Já vem fazendo isso, desde 2019. Para comparar: nos oito anos de Lula (2003-2010) houve 155.334 contratações no setor, de FHC (1995-2002), foram 51.613. Já o governo Bolsonaro reduziu em 44 mil o número de servidores públicos federais (7%).

Live a partir das 19h, hoje

Para fazer uma avaliação e balanço dos atos desta quinta (28) e saudar o Dia do Servidor e Servidora Público, a CUT e entidades que representam os trabalhadores e trabalhadoras do setor público municipal, estadual e federal e convidados do mundo do trabalho farão um programa especial, em formato virtual.

A live será transmitida pelas redes da CUT Brasil. Terá saudação de Sérgio Nobre e participação de sindicalistas e parlamentares, que vão denunciar a PEC 32, como mais uma das inúmeras ações do governo Bolsonaro para acabar com direitos trabalhistas de servidores e destruir a proteção social apela Constituição de 1988.

Os deputados federais Rogério Correio (PT-MG); Erika Kokay (PT-DF) e Marcelo Freixo (PSB-RJ), que é líder da minoria na Câmara, estarão na bancada da live. O coordenador-técnico do Dieese, Fausto Augusto Jr, também será entrevistado e falará sobre as mentiras de Paulo Guedes.

Dirigentes sindicais d a Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef), Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal (Confetam), Federação Nacional dos Servidores Públicos (Fenasepe), Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Confederação Nacional dos Trabalhadores em Seguridade Social (CNTSS) e da Federação de Sindicatos de Professores e Professoras de Instituições Federais de Ensino Superior e de Ensino Básico Técnico e Tecnológico. (Proifes) também falarão sobre os retrocessos da reforma Administrativa.

Confetam, Fenasepe, Condsef, CNTE, CNTSS e Proifes são as entidades que formam a Aliança das três esferas da CUT, Junto com sindicatos e servidores e demais centrais sindicais têm se mantido firmes na luta pela derrota da PEC 32, fazendo pressão aos parlamentares para que sejam contrários à PEC 32.

Fonte: CUT

No Dia do Servidor, Sinpro e movimentos sindicais realizam ato contra a PEC 32

Nesta quinta-feira (28), Dia do Servidor Público, o Sinpro, movimentos sindicais e trabalhadores(as) realizaram um ato contra a PEC 32. A manifestação faz parte da programação de lutas contra a reforma Administrativa de Bolsonaro/Guedes, que tem o objetivo de desmontar e entregar o serviço público, além de acabar com os direitos dos(as) servidores(as).

Durante a manhã, diretores(as) do Sinpro, professores(as) e orientadores(as) educacionais que puderam participar e entidades que representam o setor nas três esferas (municipal, estadual e federal) se reuniram no Espaço do Servidor e em seguida caminharam até o Ministério da Economia, local onde Paulo Guedes, mentor da PEC, fica. “É simbólico e importante que o nosso ato de hoje, aqui em Brasília, tenha sido realizado em frente ao Ministério da Economia, que tem um banqueiro como ministro, que leva sua fortuna para fora do país. Em qualquer outro lugar do mundo, ele já estaria fora do governo”, disse Sérgio Nobre, presidente nacional da CUT, se referindo a Paulo Guedes, que no início do governo, chamou os(as) servidores(as) de parasitas.

Na tentativa de aprovar, a todo custo, a reforma Administrativa, Jair Bolsonaro e sua tropa tentam comprar o voto dos(as) parlamentares. A moeda de troca vai desde o Auxílio Emergencial, o fim de programas sociais a chantagens feitas pelo governo federal. “É inadmissível que além de tentar acabar com um serviço público, com o bem-estar da população, principalmente a mais carente, o governo federal tente comprar o voto dos parlamentares de uma forma tão absurda. Nós não aceitaremos esta tentativa absurda de retrocesso. Nossa luta vai até o fim contra a PEC 32”, afirma a diretora do Sinpro, Rosilene Corrêa.

Agora, mais do que nunca, é importante mostrar aos(às) parlamentares que se eles(as) votarem a favor da PEC 32/2020, não voltam para o Congresso Nacional nem nas eleições de 2022 e nem nunca mais. O objetivo dessa PEC não é uma reforma Administrativa para melhorar o atendimento do Estado de bem-estar social e a capacitação dos(as) servidores(as), mas demolir e privatizar os serviços públicos. Essa PEC é o “marco legal” da corrupção.

Participe nas redes digitais com a hashtag #PEC32vaiCair e pressione os(as) deputados(as) federais a votarem contra essa proposta. Acesse Educação Faz Pressão e pressione.

O Sinpro lembra que a vigília permanente e o movimento no aeroporto e no Anexo II da Câmara dos Deputados permanecerão enquanto a PEC não cair. Continuaremos convidando todos(as) que puderem participar para que possam engrossar a luta contra mais este retrocesso.

 
 

MATÉRIA EM LIBRAS

Servidores farão protesto contra a reforma Administrativa em Brasília, nesta quinta

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Portal CUT. Escrito por: Andre Accarini

 

O dia 28 de outubro é o dia em que se celebra o Dia do Servidor Público, mas a categoria não tem nada o que comemorar. Pelo contrário, a data será marcara por luta contra uma proposta de devastação tanto da carreira e da estabilidade dos servidores como do serviço público do país, mais um ataque do governo de Jair Bolsonaro (ex-PSL) à categoria e ao povo brasileiro.

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC 32), da chamada reforma Administrativa, está em tramitação no Congresso e servidores de todo o país estão mobilizados para que ela não seja aprovada. E isso interessa a todos os brasileiros que podem ficar sem serviços público gratuito e de qualidade.

“Essa reforma é uma tragédia não só para os servidores, mas para todos os brasileiros”, alerta o presidente nacional da CUT, Sérgio Nobre, que participará do ato na capital federal. O dirigente ainda ressaltou a luta da categoria.

Pressão, resistência, luta e todo reconhecimento e respeito à categoria, essencial para um país mais igual e justo

– Sérgio Nobre

Dia de luta

A luta no Dia do Servidor Público começa cedo, às 9h da manhã desta quinta-feira, será realizado um ato em Brasília, no Espaço do Servidor – bloco C da Esplanada dos Ministérios. Outros atos, paralisações e protestos também serão realizados em várias cidades do país.

Mobilização da categoria

As entidades nacionais ligadas à CUT, que defendem o serviço público estão em campo para pressionar deputados a votarem contra a reforma Administrativa. Nas últimas semanas, em todas as terças, quartas e quintas-feiras, Condsef, Confetam (serviço público municipal), CNTSS (seguridade social), Proifes (ensino superior), CNTE (trabalhadores em educação), entre várias outras ocupam os aeroportos tanto de Brasília como de outras cidades que são as bases dos deputados.

Nesta semana, a pressão aumentou ainda mais já que os trabalhos no Congresso voltaram a ser presenciais.

Tramitação

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), aliado ao (des)governo Bolsonaro tenta manobrar com deputados para colocar a PEC em votação. Ciente de que não tem os 308 votos necessários, nos bastidores tenta convencer aliciar parlamentares que que votem a favor da PEC.

Mas a pressão das entidades tem feito parlamentares que votariam a favor, entenderem que o povo brasileiro vai se lembrar deles nas eleições do ano que vem como traidores do Brasil e agentes da destruição dos serviços públicos – saúde e educação, por exemplo, que são essenciais à população, em especial, aos mais pobres. É o “se votar, não volta”.

Live dos servidores

Também nesta quinta-feira, as entidades representativas dos servidores públicos e a CUT Brasil se unirão em uma live que denunciará mais uma vez os prejuízos que serão causados aos serviços públicos e aos servidores caso a PEC 32 seja aprovada, além de fazer um balanço das atividades nos estados e no Distrito Federal contra a PEC 32.

Participam:

▶Sergio Nobre – Presidente da CUT Nacional

▶Rogerio Correia – Deputado Federal (PT/MG)

▶Marcelo Freixo – Líder da Minoria na Câmara (PSB/RJ)

▶Erika Kokay – Deputada Federal (PT/DF)

▶Fausto Augusto Junior – Coordenador-Técnico do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (DIEESE)

 

Edição: Marize Muniz

Fonte: CUT

Brasil tem 13,7 milhões de desempregados e 73,2 milhões com trabalho precário

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Portal CUT. Escrito por: Marize Muniz

 

Com aumento da informalidade, trabalho por conta própria e sem carteira assinada, portanto, sem os direitos previstos em lei, a taxa de desemprego recuou para 13,2% no trimestre encerrado em agosto, atingindo 13,7 milhões de trabalhadores e trabalhadoras, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad), divulgada nesta quarta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

precariedade dos empregos gerados contribuiu para a queda do rendimento real dos trabalhadores (R$ 2.489) em -4,3% em relação ao trimestre anterior e -10,2% se comparado a igual período de 2020. Já a massa de rendimentos (R$ 219,164 bilhões) – soma de todos os rendimentos das pessoas ocupadas pesquisadas – ficou estável. 

A taxa de informalidade passou de 40% no trimestre encerrado em maio para 41,1%, no trimestre encerrado em agosto, totalizando 37 milhões de trabalhadores e trabalhadoras.

O IBGE considera informais os trabalhadores sem carteira assinada (empregados do setor privado ou trabalhadores domésticos), sem CNPJ (empregadores ou empregados por conta própria) ou trabalhadores familiares auxiliares.

trabalho por conta própria bateu novo recorde e soma 25,4 milhões de pessoas – aumento 4,3% (mais 1 milhão de pessoas) em 3 meses. Em relação ao mesmo trimestre do ano passado, o contingente avançou 3,9 milhões, alta de 18,1%.

O número de trabalhadores sem carteira assinada, portanto, sem direitos, aumentou 10,1% na comparação com o trimestre móvel anterior e 23,3% na comparação anual, somando 10,8 milhões de pessoas.

Já a taxa de trabalhadores com carteira de trabalho assinada no setor privado (exclusive trabalhadores domésticos) subiu 4,2%, totalizando milhões de pessoas, frente ao trimestre anterior e 6,8% (2,0 milhões) ante o mesmo trimestre de 2020.

desalento – pessoas que desistiram de procurar trabalho depois de muito tentar e não encontrar – atingiu 5,3 milhões de trabalhadores – redução de 6,4% em relação ao trimestre encerrado em maio e de 8,7% em 1 ano.

A taxa composta de subutilização (27,4%) caiu 1,9 p.p. no trimestre e recuou 3,2 p.p na comparação anual e atinge 31,1 milhões de pessoas.

Já  a população subocupada por insuficiência de horas trabalhadas cresceu 4,7%, atingindo 7,7 milhões de pessoas – mais 343 mil pessoas – no trimestre e subiu 29,2% no ano.

Ocupados são 90,2 milhões

Com isso, o número de trabalhadores ocupados foi estimado em 90,2 milhões, o que representa um aumento de 4% em relação ao trimestre móvel anterior. Ou seja, mais 3,4 milhões de pessoas ocupadas.

Segundo o IBGE, o nível de ocupação subiu 2 pontos percentuais para 50,9%, o que indica que mais da metade da população em idade para trabalhar está ocupada no país.

Em um ano, o contingente de ocupados avançou em 8,5 milhões de pessoas, sendo que desse contingente 6 milhões eram trabalhadores informais.

Mais informações no site do IBGE.

Fonte: CUT

Guedes mente sobre Auxílio Brasil para tentar emplacar reforma Administrativa

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Portal CUT. Escrito por: Andre Accarini

 

Em uma nova tentativa de emplacar a reforma Administrativa, o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou no último domingo (24) que a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 32 garante a fonte de recursos para bancar o programa Auxílio Brasil, substituto do Bolsa Família e do Auxílio Emergencial. Em entrevista coletiva à imprensa, Guedes disse que a reforma economizaria R$ 30 bilhões nos próximos anos e assim, o presidente Jair Bolsonaro (ex-PSL) “teria os R$ 30 bilhões para continuar cuidando dos vulneráveis”.

Enquanto rebate as mentiras do ministro, os sindicalistas mantém uma agenda de mobilizações no Congresso Nacional e nas bases dos deputados. Confira agenda da mobilização no final deste texto.

“Discurso mentiroso e eleitoreiro para manipular a opinião pública – fazer a sociedade acreditar que se não houver a reforma, não haverá o Auxílio”.

Foi assim que Pedro Armengol, diretor executivo da CUT e Secretário de Finanças da Confederação Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras no Serviço Público Federal (condsef) se referiu ás declarações de Guedes e reforçou a chamada para os servidores das três esferas – munIcipal, estadual e federal – continuarem a participar das mobilizações contra a PEC 32.

“É uma mentira inclusive do ponto de vista técnico. Os impactos fiscais só começariam a aparecer no ano posterior à aprovação e para o que ele quer, somente depois de três ou quatro anos”, diz o dirigente, com base em análises técnicas feitas pelo Dieese sobre o tema.

Armengol ainda reforça que a solução mais adequada tanto para programas sociais como para o Brasil, neste momento, é a revogação da Emenda do Teto dos Gastos que, explica, é uma regra imposta pelo mercado ao governo do golpista Michel Temer (MDB-SP) que penaliza a população brasileira que mais precisa de políticas públicas, que vêm sofrendo cortes de recursos desde que foi aprovada.

E seria mais uma vergonha para o país se, na pior das hipóteses, a PEC 32 for aprovada e o governo pagar o Auxílio Brasil com o que – segundo o ministro – se economizaria com a reforma. “Acabariam com o serviço público, fundamental para os mais vulneráveis para pagar o benefício. É dar com uma mão e tirar com outra”, complementa Armengol.

Na mesma entrevista Guedes ainda cita o Brasil como um dos países que mais investiram em políticas sociais durante a pandemia, o que para o dirigente da CUT e da Condsef é outra grande mentira. O ministrou afirmou que país investiu duas vezes mais que os países emergentes e 10% mais do que ‘economias avançadas’.

“Pelo contrário, na maioria das políticas públicas houve redução em relação ao que foi aprovado no orçamento do ano passado. A única em que houve um incremento foi a área da saúde, mas foi por causa da pandemia e por pressão da oposição. Se dependesse de Bolsonaro não haveria”, diz Armengol.

Defensores do teto do gastos (Emenda Constitucional 95, aprovada em 2017, que limita os gastos públicos por 20 anos) , Guedes e Bolsonaro além de não aumentaram o orçamento da União ainda manobram os recursos entre as áreas cumprir com políticas públicas.

No caso da saúde, Armengol lembra que o governo remanejou recursos de áreas como educação, infraestrutura e reforma agrária. Sobre o orçamento, o dirigente diz ainda que desde 2017 o Brasil não executa o que é aprovado pelo Congresso no ano anterior.

“O orçamento de 2021, aprovado em 2020, por exemplo, prevê 54% para gastos com a dívida pública, que hoje, em outubro já chegou a um valor correspondente a 56% do orçamento. Para isso, pelo visto, não tem teto. Já para as demais áreas, há sempre contingenciamento de recursos”, explica Armengol, citando que o interesse do governo, de fato, é com o rentismo do sistema financeiro, destino do pagamento da dívida pública,

Mais mentiras

Outra forma de tentar enganar a sociedade sobre a reforma é de que ela não afetaria os servidores públicos atuais e sim os futuros. É uma forma leviana de falar sobre os prejuízos à categoria, de acordo com Armengol.

“A reforma atinge tanto os futuros quanto os atuais servidores porque congela as perspectivas de reposição salarial, de estrutura de carreira. A reforma coloca os atuais servidores concursados em processo de extinção”. Guedes chegou a citar o termo meritocracia para se referir aos futuros servidores, sinalizando que a carreira via concurso público está fadada ao fim.

Projeto de desgoverno

Além de destruir a carreira de servidores concursado, cuja responsabilidade e o compromisso é com a população e não com o governante da vez, com a reforma Administrativa, Bolsonaro e Guedes pretendem promover uma devastação no setor público, abrindo caminho para a privatização de serviços essenciais.

Pedro Armengol lembrou uma frase de 2019, dita por Bolsonaro, em um jantar com representantes da extrema direita no Estados Unidos. “Eu não vim para construir nada, estou aqui para destruir e há muita coisa para ser destruída do Brasil”, disse o presidente.

E a destruição do Brasil é algo latente nos dias de hoje, diz o dirigente. “O que vemos é aumento da concentração de renda. Os resultados do PIB, que não chegará a 5%, têm mão certa. É o capital e o sistema financeiro que enriquecem com a pobreza da maioria da população”, diz Armengol.

Agenda de mobilização contra a reforma

As entidades nacionais ligadas à CUT, que defendem o serviço público estão em campo para pressionar deputados votarem contra a reforma Administrativa. Nas últimas semanas, ‘religiosamente’ todas as terças, quarta e quintas-feiras, Condsef, Confetam (serviço público municipal), CNTSS (seguridade social), Proifes (ensino superior), CNTE (trabalhadores em educação), entre várias outras ocupam os aeroportos tanto de Brasília como de outras cidades que são as bases dos deputados.

E, nesta semana, a pressão aumenta ainda mais já que os trabalhos no Congresso voltam a ser presenciais. Nesta quarta, no Anexo 2 da Câmara haverá um ato das entidades em protesto contra a PEC 32. Na quinta-feira, dia 28 – Dia do Servidor Público, a CUT e centrais sindicais também farão um ato no Congresso Nacional, além de uma live organizada pelas entidades, a ser transmitida pelas redes sociais.

Para Pedro Armengol a PEC ainda não foi colocada em votação porque o presidente da Câmara, Deputado Artur Lira (PP-AL), não tem os 308 votos necessários para aprovação.

“Avaliamos que muitos votos estão sendo mudados. Eles não colocaram em votação porque não têm os 308 votos e isso é fruto da nossa organização. Mesmo eles ‘jogando dinheiro de emendas parlamentares aos deputados’, ainda não conseguiriam aprovar”, afirma o dirigente.

 

Edição: Marize Muniz

Fonte: CUT

Petroleiros preparam greve nacional contra projeto de privatização da Petrobras

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Portal CUT. Escrito por: Redação CUT

 

Os sindicatos filiados à Federação Única dos Petroleiros (FUP) iniciam nesta semana assembleias setoriais em todas as bases para discutir com os trabalhadores o indicativo de greve nacional contra o projeto de privatização da Petrobras, anunciado pelo presidente Jair Bolsonaro (ex-PSL) e pelo ministro da Economia, Paulo Guedes.

A dupla disse que a privatização da Petrobras está “no radar” e preparam, a portas fechadas, um projeto de lei que autoriza a União a entregar ao mercado financeiro as ações que ainda restam sob controle do Estado brasileiro.

Ou seja, para acelerar a privatização da maior empresa nacional, o governo Bolsonaro quer alterar a Constituição, com o aval da Câmara e do Senado, como está fazendo com os Correios e como já fez com o Sistema Eletrobrás, denuncia a direção da FUP, alertando que “os trabalhadores darão uma resposta à altura”.

O Conselho Deliberativo da Federação, em reunião no último dia 21, aprovou uma agenda de ações para construir a resistência à privatização da petroleira brasileira, caso o projeto de privatização da empresa seja de fato pautado no Congresso Nacional.

As assembleias setoriais serão realizadas até o dia 12 de novembro e, na sequência, será realizado um novo Conselho Deliberativo para a FUP e os sindicatos avaliarem as propostas discutidas nas bases e definir os próximos passos da mobilização.

“O legado de gerações de trabalhadores que deram a vida pela Petrobras está sob ataque e, mais do que nunca, é fundamental que os atuais petroleiros e petroleiras da ativa e aposentados se somem a esta luta”, diz trecho de nota publicado no site da FUP.

“O que está em risco é o futuro do Brasil enquanto nação. Todos perdem com a privatização da Petrobrás e os petroleiros, mais do que ninguém, sabem disso”.

A nota diz ainda que, “além de construir no dia a dia as riquezas geradas pela empresa, a categoria petroleira sempre esteve na vanguarda da luta para que a Petrobras cumpra o seu papel público e social, garantindo o abastecimento da população, com preços justos, e o desenvolvimento nacional, com geração de empregos e riquezas para o povo brasileiro. Não à toa, as greves petroleiras são um marco na história de resistência da classe trabalhadora”.

“Mais uma vez, a categoria apontará, com luta e organização, o caminho do enfrentamento. Se não fosse a resistência dos petroleiros, o processo de privatização da Petrobras estaria muito mais avançado”, afirma o coordenador-geral da FUP, Deyvid Bacelar.

“Não vamos aceitar de forma alguma calados esse projeto de privatização. A maior empresa do Brasil e da América Latina está sendo esquartejada por esse mesmo governo que beija a mão daqueles que lucram com o desmonte da Petrobras, enquanto o povo paga preços exorbitantes para os combustíveis”, diz o dirigente.

Leia mais: Petrobras reajusta gasolina mais uma vez e alta acumulada só este ano é de 73,4%

PPI faz cinco anos acumulando alta dos combustíveis muito acima da inflação, em todas e quaisquer comparações, desde a sua implantação

“Eles estão enfrentando a nossa resistência, nas tentativas de privatização da Petrobras, por isso querem impor um projeto de lei que acabe de vez com qualquer possibilidade de reconstrução da estatal. Não vamos permitir isso. A categoria petroleira vai responder à altura e a luta vai ser grande”, avisa Deyvid Bacelar, convocando os trabalhadores e trabalhadoras a participar ativamente das setoriais.  

Com FUP

Fonte: CUT

Debandada: quatro secretários pedem exoneração do Ministério da Economia

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Portal CUT – Escrito por: Cristiane Sampaio Brasil de Fato | Fortaleza (CE)

 

Quatro gestores ocupantes de cargos subordinados ao ministro da Economia, Paulo Guedes, pediram exoneração nesta quinta-feira (21). Foram eles: secretário especial do Tesouro e Orçamento, Bruno Funchal; secretário do Tesouro Nacional, Jeferson Bittencourt; secretária especial adjunta do Tesouro e Orçamento, Gildenora Dantas; e secretário-adjunto do Tesouro Nacional, Rafael Araujo.

A pasta afirmou, em nota oficial, que as demissões teriam ocorrido por razões pessoais. “Os pedidos foram feitos de modo a permitir que haja um processo de transição e de continuidade de todos os compromissos”, disse o ministério por meio de sua assessoria.

A saída dos quatro gestores dos cargos surge após também vir à tona, nos últimos dias, a disputa interna enfrentada pelo governo no que se refere ao chamado “Auxílio Brasil”, programa que deve substituir o Bolsa Família.

A política seria apresentada na quarta (20), mas teve o lançamento adiado cerca de 30 minutos antes de o evento começar por conta de divergências internas relacionadas ao valor do benefício.

O governo iria anunciar parcelas mensais de R$ 400 até o final de 2022, com o orçamento ficando dentro do Teto de Gastos até o valor de R$ 300. O restante ultrapassaria a marca estabelecida pelo ajuste fiscal para os investimentos públicos, o que gerou forte reação do mercado financeiro, um dos setores que orbitam em torno do Ministério da Economia e que têm forte influência com Guedes.

Programa

A iniciativa de lançamento do novo programa é vista nos bastidores de Brasília como um aceno de Bolsonaro para concorrer à reeleição em 2022. A tentativa de colher dividendos políticos vem no momento em que o presidente enfrenta queda na popularidade – pesquisa Datafolha feita em meados de setembro identificou 53% de reprovação – enquanto o governo segue afundado em escândalos.

O último deles atingiu exatamente a área econômica, com a revelação de que o ministro da Economia é sócio de offshores (empresas sediadas em países que oferecem benefícios tributários para atrair capitais) nas Ilhas Virgens Britânicas, conhecido paraíso fiscal de milionários.

A maior parte dos beneficiários da atual rodada do auxílio emergencial recebe uma fatia mensal de R$ 150. Segundo os dados oficiais, são cerca de 19,9 milhões de famílias que, juntas, respondem por 43,6% do contingente atendido hoje pelo programa.

A ideia do governo seria não renovar a política, cuja última parcela está sendo liberada este mês, para iniciar o Auxílio Brasil na sequência, em novembro. O adiamento do anúncio de lançamento do novo programa deixou incertezas no ar.

Teto dos gastos

Instituído durante o governo Temer e defendido pela gestão Bolsonaro, o Teto de Gastos engessou os investimentos públicos por um período de 20 anos, estabelecendo rígidos limites para a política fiscal.

O teto se tornou, ao longo dos últimos anos, o principal alvo de parlamentares de oposição e especialistas da sociedade civil que defendem programas sociais mais robustos e efetivos. Com o conflito em torno do valor do Auxílio Brasil, o arrocho fiscal volta, mais uma vez, ao centro da pauta política.

Defensores das políticas de redução do Estado, representantes do mercado financeiro pedem que sejam feitos mais cortes em outras áreas para custear o novo programa em vez de se furar o teto. A proposta é vista com maus olhos pelos setores que demandam um programa voltado aos mais pobres.

A ideia de novos cortes na máquina é impopular, e o governo enfrenta críticas desde 2019 por conta da crescente asfixia orçamentária imposta a diferentes áreas da administração pública, com destaque para saúde, educação e ciência.

Fonte: CUT
 

Bolsonaro é reprovado por 53,9% dos brasileiros, revela pesquisa Exame/Idea

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Portal CUT – Escrito por: Marize Muniz

 

O trabalho de Jair Bolsonaro (ex-PSL) como presidente é avaliado como ruim ou péssimo por 53,9% dos brasileiros; outros 23% aprovam a gestão pessoal do mandatário. Já a gestão do governo é reprovada por 52,8% – 23,4% aprovam. Os dados são da pesquisa EXAME/IDEIA, divulgada nesta sexta-feira (22).

Reeleição cada vez mais distante

A um ano do primeiro turno das eleições de 2022, a conversão de avaliação negativa em positiva tende a ser muito mais difícil, diz Maurício Moura, fundador da IDEIA.

Segundo ele, na série histórica, a parcela da população que avalia Bolsonaro como regular – mais propensa a mudar de opinião – vem caindo desde o começo do ano.

“Bolsonaro tem duas variáveis bastante preocupantes para uma possível reeleição: forte rejeição refletida na avaliação ruim, e baixa aprovação”, explica avalia Maurício Moura.

Maior reprovação entre as mulheres

A reprovação à gestão de Bolsonaro é maior entre as mulheres (60%), na maioria das casas as responsáveis por controlar o orçamento familiar fazendo as compras do mês e, desde a campanha, as mais críticas as propostas e ao comportamento do atual presidente.

E as consequências da inflação de dois dígitos nas famílias mais vulneráveis podem dar pistas sobre pelo menos uma das razões da desaprovação recorde de Bolsonaro entre as mulheres.

. 68% dos entrevistados disseram que mudaram hábitos de consumo por causa da inflação;

. 74% disseram que estão comendo menos carne;

. 61% acreditam que os preços vão continuar subindo nos próximos seis meses;

. 45% culpam Bolsonaro pela disparada da inflação.

Preços que mais subiram

. 43% afirmaram que os preços que mais subiram foram os dos combustíveis;

. 40% acham que foram os dos alimentos e bebidas; e,

. 11% energia elétrica.

Metodologia da pesquisa

Foram entrevistadas 1.295 pessoas por telefone, com ligações tanto para fixos residenciais quanto para celulares.

A pesquisa foi realizada entre os dias 18 a 21 de outubro.

A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos.

Confira aqui a íntegra da pesquisa.

Fonte: CUT

Servidores denunciam: governo quer comprar votos para aprovar PEC 32

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Portal CUT. Escrito por: CUT-RS com Sintrajufe-RS

Os arredores do Anexo 2 da Câmara dos Deputados, em Brasília, foram palco, na tarde desta quarta-feira (20), de mais uma forte e contundente manifestação contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 32, da chamada reforma Administrativa, que ameaça o serviço púbico gratuito e os dideitos dos servidores.

“Notas” de 200 laranjitos com imagens em referência a Jair Bolsonaro (ex-PSL), ao ministro da Economia, Paulo Guedes, e ao presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL) foram utilizadas em uma ação de denúncia, realizada por servidores públicos municipais, estaduais e federais de diversos estados.

Eles repudiaram a tentativa do governo de comprar votos para aprovar a reforma Administrativa. R$ 20 milhões em emendas seria o valor prometido a cada deputado que votar a favor da proposta, que acaba com os serviços públicos no Brasil.

A Frente dos Servidores Públicos (FSP-RS), integrada pela CUT-RS, estava presente, através de representantes de várias entidades, como do Sindicato dos Trabalhadores do Judiciário Federal e Ministério Público da União (Sintrajufe-RS). Após uma caminhada, o protesto se concentrou junto ao Anexo 2 da Câmara. Em meio a falas de dirigentes sindicais e parlamentares, uma encenação foi realizada: munido de “notas” que simulavam cédulas, um boneco que representava Guedes, oferecia dinheiro a atores que se passavam por deputados.

Além disso, foi feita uma “chuva de dinheiro”, com as “notas”, que somavam fictícios R$ 20 milhões, voando ao vento forte que soprava na Capital. No verso da “cédula” tinha um aviso: “Atenção, esta cédula só serve para comprar votos de maus deputados na PEC 32, da reforma administrativa”.

Durante o ato, as centenas de manifestantes, representantes de sindicatos das três esferas de servidores de todo o país, entoaram cânticos, denunciando a reforma e exigindo a sua derrubada na íntegra. “Não tem emenda, não tem arrego, se votar na PEC acabou o seu sossego”, cantaram.

Também entoaram a palavra de ordem que tem marcado os protestos contra a proposta. “Quem votar, não volta”, gritaram em uníssono, advertindo os deputados de que quem votar contra os serviços públicos não retornará à Câmara após as eleições do ano que vem.

R$ 20 milhões em emendas parlamentares

Desde o início deste mês, o Sintrajufe-RS vem denunciando que o governo está oferecendo R$ 20 milhões em emendas do relator para cada parlamentar que votar a favor da PEC 32, gerando um custo de mais de R$ 6 bilhões aos cofres públicos para aprovar a destruição dos serviços públicos – justamente sob o pretexto de “corte de gastos”.

Com dificuldades para obter os votos de que necessitam, Bolsonaro, Guedes e Lira apelam para todos os recursos – seus e da população brasileira.

Por outro lado, a mobilização dos servidores nos estados e em Brasília vem impedindo a votação, apesar da tentativa de compra de votos.

Em protestos nas ruas, campanhas de mídia e em ações nas redes sociais, as centrais e os sindicatos vêm lembrando aos parlamentares que o povo não quer e não irá aceitar a destruição dos serviços públicos. É justamente essa mobilização um dos principais fatores que tem causado dificuldades ao governo. Essa mobilização, assim, precisa continuar até que a PEC 32 esteja enterrada.

Para o diretor da CUT-RS e do Sintrajufe-RS Marcelo Carlini, que está em Brasília e participou das atividades desta quarta, “é certo que nossa mobilização está crescendo. A pressão sobre os parlamentares, a crise do governo na ameaça de desembarque de parte da equipe econômica, a crise social, e a indignação da população com Bolsonaro é o que impede que Lira reúna os 308 votos necessários”.

“Contudo, os episódios desta terça e quarta (teto de gastos e Auxílio Brasil) mostraram quem manda: é a banca financeira, que é a verdadeira fiadora do governo, são os mesmos que querem aprovar a PEC. Portanto, nada está resolvido, a pressão para derrotar a PEC deve seguir. Se o governo não se preocupa com milhões de brasileiros jogados à fome, por que desistiria de liquidar os serviços públicos? Segue a luta contra a PEC e pelo fim deste governo, não dá para esperar 2022”, frisou Carlini.

Envie mensagens a deputados e deputadas

Se você não enviou, envie. Se já fez, envie novamente. A luta contra a PEC 32 precisa ser intensificada, pois a proposta pode ser votada no plenário da Câmara em outubro. Para aprovação, o governo precisa de 308 votos (três quintos) e vai fazer de tudo para conseguir.

Acesse o site Na Pressão.

Fonte: CUT

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