Saiba se as empresas podem exigir o retorno do trabalho presencial

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Portal CUT. Escrito por: Andre Accarini

 

Empresas brasileiras estão considerando ‘vida normal’ e reconvocando trabalhadores e trabalhadoras para o trabalho presencial, apesar da média de mortes em decorrência da Covid-19 ainda estar acima de mil, dos riscos da variante Delta, mais contagiosa e agressiva, e da vacinação seguir a passos de tartaruga. Somente cerca de 19% da população está totalmente imunizada – com a dose única da Jansen ou com as duas doses das demais vacinas que estão sendo aplicadas no país – AstraZeneca, Pfizer e CoronaVac. O índice ideal para que a pandemia seja considerara controlada é de 70% da população vacinada.

É certo que muitos não têm chance ou condições para desempenharem suas funções em home-office, mas aqueles que ainda podem trabalhar em casa deveriam estar protegidos pelas empresas e pelos governos. Em São Paulo o governador João Doria (PSDB) determinou a volta do trabalho presencial para todos os servidores públicos.  Trata-se de uma questão de segurança, já que os índices de contaminação em transportes públicos e nos locais de trabalho existem – e são sérios.

E a pergunta é: já que ainda estamos longe do fim da pandemia, diante do grau de perigo de contrair Covid-19, as empresas podem exigir o retorno presencial?

Empresa pode determinar a volta do trabalho presencial?

Sim. De acordo com a advogada especialista em Direito do Trabalho, Luciana Barreto, sócia do escritório LBS Advogados, a Medida Provisória 1046 de 2021, ainda em vigor, que institui medidas para enfrentamento da emergência de saúde pública, permite alterações de regime de trabalho sem anuência do trabalhador, independentemente da existência de acordos individuais ou coletivos.

“Infelizmente, nesse momento em que a MP está vigente, o empregador pode alterar o regime de trabalho do presencial para o teletrabalho ou vice-versa, devendo apenas avisas trabalhador com antecedência de 48 horas”, explica a advogada.

O que acontece se trabalhador não voltar?

Se o trabalhador não cumprir com a exigência de voltar para o escritório, as punições podem ser advertência, suspensão com desconto dos dias parados no salário e até mesmo a demissão por justa causa.

E no caso de trabalhador com comorbidades?

Para os trabalhadores com comorbidades ou mais de 60 anos – considerados grupos de maior risco -, o empregador deve priorizar o teletrabalho. É o que diz a Portaria Conjunta n° 20 de 18 de junho de 2020, que determina ao empregador medidas de prevenção, controle e mitigação dos riscos da transmissão da Covid-19.

“No entanto, a mesma portaria flexibiliza a determinação quando não for possível a realização do trabalho de forma remota. Nesse caso, o empregador deverá priorizar o trabalho em local arejado e higienizado ao fim de cada turno de trabalho”, completa Luciana Barreto.

Trabalhadores que tiverem algum histórico médico que os avalize na reivindicação do teletrabalho, podem conseguir, inclusive na Justiça, o direito de permanecer no home-office.

Peguei Covid no trabalho, e agora?

Uma vez que, de acordo com a lei, empregadores são responsáveis pela prevenção dos riscos da Covid-19, o que inclui o trajeto de casa ao trabalho, e responsáveis também por uma eventual contaminação que ocorrer no local de trabalho, as empresas estão sujeitas a responderem judicialmente por danos morais e materiais.

Nestes casos, os trabalhadores deverão reunir provas de que foram contaminados em decorrência dos riscos oferecidos pelo trabalho presencial, para que a Justiça entenda que se trata de ‘doença do trabalho’.

Além disso, pode-se provar na Justiça eventuais negligências em relação aso equipamentos obrigatórios de proteção, ou seja se uma empresa não cumpre com protocolos sanitários como disposição adequada nos locais de trabalho, falta de máscaras, álcool gel e higienização de ambientes.

Cabe frisar, diz a advogada, que “os empregadores continuam responsáveis pelo cumprimento das medidas de prevenção, controle e mitigação dos riscos de transmissão da Cofid-19 dispostas na Portaria 20/2020, mesmo que retornem ao regime presencial apenas trabalhadores vacinados”.

Maior e vacinado

Principal dos argumentos usados para o retorno ao trabalho e para a reabertura econômica é, de fato, o parco índice de imunizados no Brasil. Especialistas em saúde reforçam que mesmo após a vacina, para que haja um avanço no controle da pandemia, ainda são necessários todos os protocolos de segurança – o trabalho remoto, inclusive.

Isso, porque mesmo totalmente vacinada, uma pessoa ainda corre o risco de contrair o coronavírus e desenvolver a Covid-19, ainda que de menor gravidade, além de contaminar outras pessoas.

Inclusive quem faz parte de grupos de risco, com morbidades ou mais de 60 anos. Luciana Barreto reforça que “essas pessoas, mesmo vacinadas, permanecem suscetíveis a complicações por Covid-19, sendo que a vacinação para esse grupo não deve ser motivo para retorno ao trabalho nos locais em que é possível o teletrabalho”.

Responsabilidades do empregador

Não é somente convocar o trabalhador e voltar ao que era antes. Luciana Barreto afirma que os empregadores devem adotar medidas para minimizar os riscos dentro dos locais de trabalho, previstas em lei, a exemplo de 14.019/020 que dispõe sobre o fornecimento de máscaras.

“Eles têm que fornecer de forma gratuita, organizar e fiscalizar o uso de máscaras adequadas pelos trabalhadores, disponibilizar álcool em gel 70%, assegurar o distanciamento social de pelo menos um metro entre trabalhadores e trabalhadores e clientes, além de estabelecer procedimentos de identificação de casos suspeitos, mantendo canal de comunicação com os trabalhadores e triagem na entrada do estabelecimento”, diz.

Sou o que se chama de empreendedor

No caso de microempreendedores individuais e autônomos, o que vai valer como regra é o que está no contrato de prestação de serviços, segundo Luciana Barreto. Para essa nova ‘leva’ de trabalhadores precarizados, não se aplicam normas da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), nem MP 1046 quanto ao regime de trabalho para essa situação.

Isso significa que a volta ao trabalho poderá ser acordada entra as partes – trabalhador e empregador. No entanto, a advogada questiona: “na prática, qual o poder de negociação de milhares de trabalhadores que vendem suas horas de trabalho para o capital?”.

  • Edição: Marize Muniz

Fonte: CUT

Taxa de desemprego é de 14,6% e atinge 14,8 milhões de trabalhadores

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Portal CUT. Escrito por: Redação CUT

 

A taxa de desemprego do trimestre fechado em maio foi de 14,6%, o que significa que 14,8 milhões de trabalhadores e trabalhadoras estavam procurando emprego no Brasil. Foi a segunda maior taxa da série histórica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), iniciada em 2012 – nos dois trimestres móveis anterioes, fechados em março e abril, a taxa bateu recorde (14,7%).

No mesmo período, a taxa de informalidade foi de 40,0%, o que equivale a 34,7 milhões de pessoas fazendo bicos no país, e a de subutilizados foi de 29,3%, atigindo 32,9 milhões de pessoas no trimestre até maio.

Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad), do IBGE, divulgados nesta sexta-feira (30).

Menos da metade população em idade para trabalhar está ocupada no mercado de trabalho brasileiro, segundo o IBGE, que registrou nível de ocupação de 48,9% no trimestre encerrado em maio.

Só cresceu trabalho por contra própria

A população na força de trabalho – soma dos que estão procurando emprego e os que estão trabalhando – cresceu 1,2 milhão, puxada pelo contingente de ocupados (86,7 milhões), que subiu em 809 mil, um aumento de 0,9%, na comparação com o trimestre anterior.

A analista da pesquisa, Adriana Beringuy, explica que essa expansão da ocupação reflete o avanço dos trabalhadores por conta própria, única categoria profissional que cresceu no período.

“Esses trabalhadores estão sendo absorvidos por atividades dos segmentos de informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas, que cresceu 3,9%, o único avanço entre as atividades no trimestre até maio”, diz a analista.

O trabalho com carteira assinada no setor privado ficou estável (29,8 milhões) no rmestre terminado em maio. Já na comparação anual houve uma redução de 4,2% ou menos 1,3 milhão de pessoas. A categoria dos trabalhadores domésticos foi estimada em 5,0 milhões de pessoas, ficando estável nas duas comparações. O mesmo aconteceu com os empregados do setor público (12,0 milhões).

Também ficou estável o trabalho no setor privado sem carteira assinada (9,8 milhões). Em relação ao mesmo trimestre do ano anterior, porém, foi registrado um crescimento de 6,4%, com mais 586 mil pessoas.

Subocupados por insuficiência de horas atingem recorde de 7,4 milhões

O contingente de pessoas subutilizadas, que são aquelas desocupadas, subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas ou na força de trabalho potencial, foi de 32,9 milhões no trimestre até maio (29,3%).

Já os trabalhadores subocupados por insuficiência de horas trabalhadas atingiu o contingente recorde de 7,4 milhões, um aumento de 6,8%, com mais 469 mil pessoas.

Os desalentados, que desistiram de procurar trabalho depois de muito procurar e não conseguir, somaram 5,7 milhões de pessoas, ficando estáveis em relação ao trimestre anterior, mas cresceram 5,5% frente ao mesmo período de 2020 (5,4 milhões).

Fonte: CUT

Confira as 7 principais mentiras do governo Bolsonaro sobre a reforma Administrativa

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Portal CUT. Escrito por: Redação CUT

 

Para aprovar no Congresso Nacional a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 32, da reforma Administrativa, mais um ataque do governo de Jair Bolsonaro (ex-PSL) à classe trabalhadora e ao povo, o presidente e ministros vêm apresentando argumentos falsos para convencer a sociedade de que a medida é urgente e necessária. Confira as principais mentiras contadas sobre essa reforma e apoie a luta pelo serviço público e de qualidade no país.

A reforma Administrativa, ao contrário do que diz o governo, pode aumentar casos de corrupção, autorizar políticos a contratar um milhão de amigos e parentes e acabar com o serviço público.

Mas, para enganar a população, o governo diz que a reforma vai “modernizar o estado” e “combater privilégios”. Modernização, para eles, é retirada de direitos tanto de quem usa o serviço público quanto dos servidores municipais, estaduais e federais. Já o tal combate aos privilégios é outra enganação, pois a reforma não afeta militares, magistrados, políticos e procuradores da República, os verdadeiros privilegiados do país com altissimos salários e dezenas de benefícios.

Leia mais: Servidores de todo país param dia 18 em defesa do serviço público, contra a PEC 32

A verdade é que o governo quer transferir para a iniciativa privada o que hoje é responsabilidade do Estado. Dessa forma, empresários apoiadores ou financiadores poderão lucrar sobre as necessidades da população em áreas como saúde e educação, onde tudo pode ser pago.

Ao invés de valorizar o que é público, que é para todos, o governo de Jair Bolsonaro pretende beneficiar unicamente quem já é privilegiado.

Confira as sete principais mentiras sobre a PEC 32, da reforma Administrativa

1 – Reforma não combate supersalários

Quem propagandeia a reforma costuma dizer que servidores públicos no Brasil ganham demais, e que é preciso combater “supersalários”. Isso é mentira.

Metade dos servidores públicos do país recebem até três salários-mínimos. São professores, profissionais da saúde, assistentes sociais, policiais e bombeiros e muitos outros, que compõem mais de 60% do serviço público brasileiro.

Dados do Atlas do Estado Brasileiro do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) mostram que a média salarial dos servidores federais, estaduais e municipais é de apenas R$ 2.727 porque a maioria é formada por profissionais que atuam nos municípios onde são pagos os mais baixos salários do setor.

Leia mais: Funcionalismo público do país ganha menos de R$ 3 mil, revela estudo do Ipea

2 – Supersalários não são afetados pela reforma

Os “supersalários” do serviço público são uma exceção, e não a regra. E é justamente essa exceção que vai ficar de fora da reforma. São os juízes, desembargadores, promotores, procuradores, políticos e militares. Eles possuem salários mais altos, alguns recebem também outros benefícios. Mas o governo de Jair Bolsonaro resolveu não “provocá-los” com a reforma Administrativa.

O Atlas do Estado Brasileiro do IPEA revelou que os mais altos salários, acima de R$ 30 mil, são pagos a 2,56% dos servidores do Judiciário Estadual e a 1,34% do Federal. 

Apesar do teto de R$ 39,2 mil, o  Conselho Nacional de Justiça (CNJ) reconhece que a média salarial dos juízes está em R$ 52.445 mil com os “penduricalhos” composto por  diárias, indenizações, gratificações e auxílios.

3 – Férias

A reforma Administrativa vai acabar com as férias de mais de 30 dias no serviço público, dizem os defensores da PEC 32. O que eles não dizem é que políticos e magistrados (juízes, desembargadores e ministros) possuem férias superiores a 30 dias. Mas a reforma NÃO irá atingi-los neste item também. Todos os  privilégios desses servidores do alto escalão foram mantidos.

Professores também possuem férias mais longas, mas isso porque a profissão é considerada extremamente desgastante e extenuante. Esses sim, que já enfrentam adoecimento constante, serão prejudicados.

E servidores da saúde, que operam direta e permanentemente com Raios X ou substâncias radioativas possuem direito a 40 dias (20 por semestre), por motivos óbvios. Eles também serão penalizados pela reforma.

4 – Aposentadoria compulsória

Outro ponto mentiroso propagandeado pelo governo e seus aliados é o falso combate às chamadas “aposentadorias compulsórias”, isto é, quando algum servidor comete alguma falta grave e sua punição é o afastamento definitivo das funções, mas não sua demissão.

Só magistrados (juízes, desembargadores e ministros) têm direito à aposentadoria compulsória. Mas repetindo: eles NÃO serão atingidos pela reforma Administrativa.

5 – Fim da estabilidade e qualidade dos serviços

A reforma Administrativa (PEC 32) quer atacar a estabilidade no serviço público sob o argumento que isso traria mais dinamismo e facilitaria a demissão de servidores com “mau desempenho”. Não custa repetir: isso é outra mentira.

Se a reforma for aprovada pelo Congresso Nacional, o efeito da medida que consta no texto da PEC 32 será exatamente o inverso. Sem a estabilidade, o servidor será, muitas vezes, coagido para atender interesses particulares e de políticos. Quer um exemplo?

Com o fim da estabilidade, políticos corruptos poderão demitir funcionários de carreira de órgãos de investigação e colocar no lugar amigos e apadrinhados para poupá-los de acusações.

Outro risco: servidores serão coagidos a agir sob o mando de governantes corruptos para beneficiar empresários ou grupos econômicos que financiam suas campanhas ou que lhes pagam propina.

6 – Corrupção

O governo finge que combate a corrupção, apesar das denúncias de compra superfaturada de vacinas contra a Covid-19 – feitas por um servidor público – terem escancarado os mal-feitos da turma, e fala que a reforma vai combater a corrupção. Mentira.

A aprovação da reforma vai facilitar, e muito, a prática de atividades ilícitas. Afinal, as principais denúncias de corrupção no setor público envolvem apadrinhados políticos que recebem cargos sem passar por concursos e possuem compromisso apenas com quem os indicou, e não com a população.

Dificilmente isso acontece com servidores concursados e de carreira. E a reforma quer inverter a lógica, dando prioridade para indicações políticas, inclusive, possibilitando a ocupação de mais 100 mil cargos na esfera federal sem concurso, para funções de “liderança e assessoramento” em todo o país. Será caminho aberto para corrupção, coronelismo, clientelismo e rachadinha de salários. Com os cargos comissionados que já têm direito, somarão um total de cerca de um milhão de cargos para amigos e parentes.

Leia mais: PEC 32 abre a porta para casos de corrupção

7 – Servidores atuais

Outro argumento enganoso é que a reforma só afetaria os futuros servidores.

Se a proposta for aprovada, de imediato teríamos uma queda da qualidade dos serviços públicos porque ela atinge diretamente os servidores da ativa, que praticamente perderiam a estabilidade e desde já ficariam fragilizados diante de governantes corruptos e de chefias assediadores.

Os prejuízos começariam já, com impactos duradouros na vida da população que precisa do serviço público e de qualidade.

Saiba mais assistindo o vídeo abaixo:

 

Com apoio do APP-Sindicato (Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Paraná).

Fonte: CUT

Servidores de todo país param dia 18 em defesa do serviço público, contra a PEC 32

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Portal CUT. Escrito por: Andre Accarini e Marize Muniz

 

Greve no dia 18 de agosto. Essa é uma das propostas do Fórum das Centrais Sindicais para combater a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 32, da reforma Administrativa, mais um ataque do governo de Jair Bolsonaro (ex-PSL) à classe trabalhadora e ao povo.

Nesta quinta-feira (29) e sexta-feira (30), um encontro virtual nacional será realizado, com a participação de trabalhadores do setor público das três esferas – federal, estadual e municipal – para debater e organizar a paralisação e mobilizações nos redutos eleitorais dos parlamentares, onde vão pressioná-los para que não aprovem a proposta, que é ruim para o Brasil e para os brasileiros.

“Vamos discutir todo o processo de mobilização, tanto a greve como a pressão a parlamentares para que votem contra a PEC 32, além de reforçarmos as discussões nas câmaras municipais e assembleias legislativas nos estados”, explica Pedro Armengol, diretor executivo da CUT e secretário de Finanças da Confederação Nacional dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef).

“A expectativa é de que, ao final do encontro, no dia 30, tenhamos como resolução a greve nacional do setor público no dia 18 de agosto”, complementa o dirigente.  

A mobilização dos servidores contra a reforma Administrativa, que pode aumentar casos de corrupçãoautorizar políticos a contratar amigos e parentes e acabar com o serviço público,  já vem sendo feito por meio de várias frentes como a pressão junto aos paramentares em suas bases, que já teve início em alguns municípios, como Santa Rosa, no RS, onde houve pressão no reduto do deputado Osmar Terra (MDB) e da  ferramenta Na Pressão, da CUT, que possibilita a todos os brasileiros, enviar mensagens diretamente aos parlamentares exigindo o ”não” à PEC.

Para o encontro, o dirigente explica que a convocação foi feita por meio das entidades representativas dos servidores, organizada pelo Fórum das Centrais. Um portal na internet foi criado para detalhar os motivos pelos quais a PEC deve ser combatida. É neste site onde são feitas as inscrições para o encontro.

A página “Contra a PEC 32”, traz ainda links para grupos de WhatsApp por onde são divulgados conteúdos sobre a ameaça que a reforma Administrativa representa, além de notícias e vídeos com debates sobre o tema. O objetivo é ter um espaço onde se diga a verdade sobre a PEC e ainda conscientize todos a lutar contra a medida, diz Armengol.

Não à PEC 32

Depois do recesso parlamentar, que acaba no dia 1º de agosto, a PEC volta a ser analisada por uma comissão especial da Câmara.

A proposta é o eixo principal da luta dos servidores porque não só destrói as carreiras dos trabalhadores como destrói o serviço público em si, afetando toda a população, em especial a mais pobre, que depende dos serviços públicos.

A reforma acaba com a estabilidade dos trabalhadores e trabalhadoras do setor, amplia a possibilidade de contratação em cargos comissionados e abre caminho para a prestação de serviços pela iniciativa privada em áreas essenciais como saúde, educação, segurança e saneamento, que deveriam ser prestados pelo Estado.

De acordo com Armengol, “a intenção principal da PEC 32 é tirar pessoas – os pobres – do orçamento, com o argumento de que é necessário ‘desinchar o Estado’, mas que na verdade, só reduz a capacidade de investimento em políticas públicas voltadas às áreas essenciais, justamente as que mais a população precisa”.

Os neoliberais que defendem a proposta, tanto no governo quanto entre o empresariado que o apoia, prossegue o dirigente, na verdade querem transferir esses serviços para o setor privado, obrigando a sociedade a ‘bancar’ os custos. “Deixa uma grande parcela da população desamparada, porque não tem como pagar por esses serviços”.

Neoliberais são adeptos de uma doutrina econômica que defende a absoluta liberdade de mercado e uma restrição à intervenção estatal na economia, só devendo esta ocorrer em setores imprescindíveis e, ainda assim, num grau mínimo. “É uma falta de humanidade quer impor essa doutrina em um país com milhões de desempregados, outros milhares sem ter sequer o que comer ou onde morar”, acrescenta Armengol.

Outro argumento dos que querem tirar tudo do povo é de que a máquina pública tem servidores em excesso. Uma mentira facilmente desmentida. A própria pandemia provou o contrário, em especial, no setor de saúde, onde o atendimento às vítimas da Covid-19 ficou prejudicado justamente por falta de servidores. A fila de espera no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), provocada pelo sucateamento do órgão que teve início depois do golpe de 2016, é outra mostra de que o argumento é mentiroso.

 “A reforma Administrativa é muito mais danosa à população do que aos próprios servidores. Ela aponta, em sua essência, a perspectiva de não ter mais o Estado com sua responsabilidade social”, alerta Armengol, que considera um dever da sociedade lutar contra a PEC 32 pelo bem da população que mais precisa dos serviços públicos.

O dirigente diz ainda que o Brasil, onde os trabalhadores no setor público são 12% da força de trabalho, é um dos países que menos têm servidores no mundo. Ele cita como exemplo a superpotência capitalista – os Estados Unidos – onde para cada 100 trabalhadores do setor privado, há mais de 20 do setor público. Na Inglaterra a proporção é a mesma. Na Itália e na França são 30% e na Nova Zelândia, são mais de 40%.

Marajás

Outro aspecto rechaçado pelos servidores públicos é o de que os servidores são ‘marajás’, ganham altos salários.

A média salarial da maioria dos ‘supostos marajás’ é de R$ 2.800,00. E são esses os trabalhadores que serão mais atacados pela reforma Administrativa, que não mexe com os chamados “Cargos de Estado” – juízes, promotores, militares – que têm altos salários, ressalta o dirigente da CUT.

Politização e corrupção

Outro aspecto apontado pelo dirigente é a mudança de foco de trabalhadores que sejam eventualmente contratados para prestar serviços. São chamados de funcionários de governos, já que atenderiam aos interesses de uma gestão específica, seja um governo municipal, estadual ou federal. Ao contrário, um servidor concursado exerce suas funções em prol da sociedade. “A sociedade é seu patrão e não um governante”, diz Armengol, explicando que desta forma, se combate a corrupção.

E para exemplificar, basta lembrar do caso do servidor do Ministério da Saúde, Luís Miranda, que ao se deparar com irregularidades no contrato de compra da vacina Covaxin, teve como conduta a denúncia. “Se não há um servidor, há sérias chances de a corrupção acontecer livremente”, diz Armengol.

Fonte: CUT

Escolas da rede de educação do RJ ficam vazias no primeiro dia de volta às aulas

Duzentas e cinquenta e nove escolas do estado do Rio foram autorizadas a voltar às aulas com capacidade limitada nesta segunda-feira (26). No entanto, não foram encontrados alunos nas unidades nesta manhã – os pais ficaram confusos porque o Estado não explicou direito quais colégios funcionariam.

O Colégio Estadual Herbert de Souza, no Rio Comprido, Zona Norte do Rio, estava com o portão fechado.

Não muito longe dali, na Praça da Bandeira, o Colégio Estadual Antonio Prado Júnior também não abriu. Uma funcionária falou que os professores estavam em reunião e que não poderia falar mais nada.

Depois do recesso, as aulas na rede estadual do Rio voltaram nesta segunda, mas o segundo semestre começa sem grandes mudanças em relação ao primeiro – o ensino híbrido continua na maior parte das escolas e o número de alunos no presencial ainda será decidido pela classificação das bandeiras que estipulam o risco de contaminação por Covid.

No último Mapa de Risco divulgado pelo Governo do Estado na última quarta-feira (21), a capital, que faz parte da Região Metropolitana 1, está na bandeira laranja, com risco moderado de contaminação. O mesmo ocorre no Noroeste Fluminense.

 

O mapa mais recente divulgado pelo Governo do Estado aponta risco de contaminação moderado na capital e no Noroeste Fluminense. — Foto: Reprodução/TV Globo

 

O mapa mais recente divulgado pelo Governo do Estado aponta risco de contaminação moderado na capital e no Noroeste Fluminense. — Foto: Reprodução/TV Globo

Na bandeira laranja, as turmas de ensino fundamental podem funcionar com 50% da capacidade. As de ensino médio, com 40%.

A Secretaria Estadual de Educação informou que as escolas de 33 cidades continuarão com o ensino exclusivamente a distância.

Na capital, 259 unidades estão autorizadas a abrir.

O RJ1 pediu a lista dessas escolas, mas a secretaria disse que não tinha o levantamento das unidades que o próprio órgão autorizou a abrir.

O Sindicato dos Professores do Rio de Janeiro (Sepe-RJ) disse que faltou fiscalização nos colégios para o retorno às aulas.

“A gente já coloca uma preocupação muito grande na questão estrutural das escolas, na medida que a maioria delas não recebeu nenhum tipo de vistoria de vigilância sanitária ou de qualquer outro órgão”, o professor e representante do Sepe-RJ, Luiz Guilherme dos Santos.

No Leblon, Zona Sul, a Escola Estadual André Maurois passou a manhã com os portões abertos, mas sem alunos.

“Meu marido passou aqui na sexta (23) e eles comunicaram. Mas eu quis ter certeza”, disse a mãe de um aluno do colégio.

Até a publicação deste texto, a Secretaria Estadual de Educação ainda não havia se posicionado.

Fonte: G1

 

STJ define regra que aumenta o valor dos atrasados do auxílio-acidente

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Portal CUT. Escrito por: Redação CUT

Milhares de trabalhadores e trabalhadoras que entraram com ação contra o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) cobrando valores atrasados do auxílio-acidente têm, enfim, uma boa notícia.

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou que o segurado do INSS tem direito a receber o auxílio-acidente a partir da data em que terminar o benefício do auxílio-doença. O INSS queria pagar apenas a partir da data em que o segurado entrou com processo no órgão, reivindicando o benefício como auxílio-acidente.

Com esta decisão, os processos sobre este tema que estavam suspensos até a definição do STJ, podem voltar a ser analisados nos demais tribunais. A previsão é de que pelo menos 14.500 pessoas que entraram com ações na Justiça, terão direito a receber retroativamente os atrasados.

A ministra Assusete Magalhães, do STJ, relatora do “recurso repetitivo tema 862”, que trata do caso, também alterou a decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), que havia considerado como marco inicial do pagamento do auxílio-doença a data da citação do INSS, ou a data do pedido administrativo.

Para chegar à conclusão favorável aos segurados do INSS, segundo o jornal Agora São Paulo, a ministra levou em consideração os pedidos de dois trabalhadores. Um deles sofreu um acidente em setembro de 1988, que deixou sequelas no ombro esquerdo. Seu auxílio-doença terminou em outubro do mesmo ano e ele entrou com pedido de auxílio-acidente. Mas, a perícia só foi feita 18 anos depois, em 2016, por determinação judicial, que comprovou seu direito. Agora, este trabalhador terá direito a receber seu benefício retroativamente desde outubro de 1998.

O outro caso foi de um trabalhador que sofreu um acidente de trabalho em  agosto de 1995 e teve que amputar o terceiro dedo da mão esquerda e mais uma vez a  perícia demorou e só foi realizada 17 anos depois, em 2012.

Um dos pontos principais da decisão é a prova incontestável, por meio de perícia-médica e laudos, de que a incapacidade parcial que dá direito ao auxílio-acidente tem relação com o acidente que gerou o auxílio-doença no passado.

A ministra do STJ levou em conta o texto da lei 8.213, de 1991, sobre as regras de concessão do benefício, que no seu artigo 86, determina que o auxílio-acidente deve ser pago na sequência do auxílio-doença.

Segundo a assessoria do INSS, a repercussão da decisão do STJ, no momento, é de competência da Advocacia-Geral da União (AGU). A reportagem do jornal Agora São Paulo, diz que procurou a AGU para saber qual será a ação do governo diante da definição do STJ sobre o benefício, mas o órgão não respondeu.

Fonte: CUT

Artistas e intelectuais convocam o povo para os atos do #24JForaBolsonaro

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Portal CUT. Escrito por: CUT-RJ

 

Em nova campanha pelo impeachment de Jair Bolsonaro (ex-PSL) e para bombar os atos deste #24JForaBolsonaro, a CUT-Rio está publicando em suas  redes sociais vídeos de artistas e intelectuais convocando o povo para as mobilizações deste sábado (24) em o país e no mundo. 

Confira aqui a lista de atos em todo o pais.

Gravaram mensagens artistas Tico Santa Cruz, Lucélia Santos, Paulo Betti, Osmar Prado, e intelectuais como a doutora em direito e professora da UFRJ Carol Proner e o teólogo Leonardo Boff convocando o povo para os atos no Rio, mas as mensagens servem para estimular os brasileiros do país inteiro e também dos que vivem no exterior. 

Assista e confira, a resposta ao questionamento que todos se fazem nesse momento crucial desse desgoverno é: Por que Bolsonaro não deve continuar na presidência? está nas falas.

Osmar Prado é enfático, “simplesmente porque ele é uma mentira”.

Para Paulo Betti “é preciso ir para as ruas para enfraquecê-lo e para derrubá-lo”.

É o que também acredita Lucélia Santos, que defende sua saída da presidência pela “insensibilidade no caso da pandemia e corrupção”. 

E Cristina Pereira completa “pela irresponsabilidade por não comprar vacinas a tempo e pelo descontrole da pandemia”. Já Nando Cunha acredita que Bolsonaro não tem capacidade para gerir nem um boteco.

Tico Santa Cruz acha lamentável ter que fazer um vídeo Fora Bolsonaro, já que o certo seria nem tê-lo como presidente do Brasil. “Bolsonaro é um produto da antipolítica brasileira que surfou na onda do antipetismo e na onda da criminalização da política, na criminalização dos setores progressistas, que sistematicamente se declarou contra a democracia, a favor da tortura, a favor de regimes autoritários, a favor da ditadura militar. O Bolsonaro é um produto do ódio”.

O teólogo e professor Leonardo Boff conclui “Bolsonaro ama mais a morte do que a vida. Bolsonaro não tem Deus no coração”.

A doutora em direito e professora da UFRJ Carol Proner explica que as ruas devem ser ocupadas porque nossa democracia está ameaçada com Bolsonaro no poder.

Confira a campanha completa nas redes sociais da CUT-Rio (Facebook, Instagram e Youtube). Compartilhe, curta, opine. Vamos juntos nessa luta.

Fonte: CUT

Número de servidores tem redução recorde e isso é ruim para o país e para o povo

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Portal CUT. Escrito por: Rosely Rocha e Marize Muniz

Desde que assumiu a presidência da República, o governo de Jair Bolsonaro (ex-PSL) “economizou” R$ 2 bilhões ao não recompor os salários dos servidores públicos, congelados desde 2017, e ao não repor os trabalhadores  que se aposentaram ou saíram do serviço público. Este desmonte, iniciado no governo de Michel Temer (MDB-SP), com a implantação do Teto de Gastos Públicos, reduziu o número de servidores de 331,1 mil, em 2007 (governo Lula) para 208 mil, neste ano, e trouxe de volta problemas como a fila do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), a redução da fiscalização e das multas por crimes contra o  meio ambiente, sonegação de tributos e segurança do trabalho, entre outras áreas prejudicadas. Veja no final do texto os órgãos públicos que mais vêm sofrendo desmontes.

E a situação deve piorar porque 70% dos servidores podem se aposentar nos próximos cinco anos, se a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 32, da reforma Administrativa for aprovada no Congresso Nacional, alerta o secretário de Finanças da Confederação Nacional dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef) e diretor executivo da CUT, Pedro Armengol.

Para o dirigente, a não reposição dos servidores aposentados é um dos maiores entraves para um bom atendimento do serviço público. Nos últimos sete anos, se aposentaram 42,3 mil servidores. O total de inativos saltou de 384,2 mil para 426,5 mil, diz ele.

Nos próximos cinco anos, 70% dos servidores deverão se aposentar, e sem reposição da mão-de-obra haverá um impacto muito grande nas ações efetivas para a população

– Pedro Armengol

Sem a recomposição do quadro, ficam sobrecarregados os demais servidores que fazem o trabalho de dois, três, porque  as demandas só aumentam, até por que a população cresce, acrescenta o secretário-geral da Condsef , Sérgio Ronaldo.

Tiro de misericórdia

Proposta de Emenda à Constituição (PEC ) nº 32, da reforma Administrativaque ataca, principalmente, a estabilidade dos servidores e abre brecha para a contratação de um milhão de amigos de políticos, sem compromisso com o serviço público, pode prejudicar ainda mais o país e o povo, é tratada como o tiro de misericórdia no serviço público pelos dirigentes sindicais. Eles  ressaltam a importância da estabilidade, uma garantia de que o servidor não será demitido se não se deixar pressionar pelos políticos de plantão.

A estabilidade é uma prerrogativa dos servidores para que eles não se submetam a chefes de plantão. Governos são passageiros. Já o nosso compromisso é com a população e com a lei

– Sergio Ronaldo

Ao citar a lei, o dirigente se refere aos servidores Luís Ricardo Miranda, do Ministério da Saúde, que denunciou esquema de corrupção na compra da vacina indiana Covaxin, e ao delegado Alexandre Saraiva, que denunciou a suposta venda ilegal de madeira, intermediada pelo ex-ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles. Nenhum dos dois pode ser demitido pelo governo porque têm estabilidade. E denunciaram porque têm compromisso com o país, ressaltou o secretário-Geral da Condsef.

A estratégia do governo, prossegue o dirigente explicando o ataque ao serviço público, é dizer que o serviço público é ineficaz, criando uma ira da população contra a categoria, dizendo que tem quase 2 milhões de pessoas na fila do INSS, mas não diz que reduziu em 50% o quadro de servidores do órgão, o que sobrecarrega os demais trabalhadores.

Os dirigentes da Condsef ressaltam que este desmonte tem um impacto muito forte nas ações efetivas, como já vem sendo observadas na maioria das unidades de conservação sob proteção do Ibama.

Dado de levantamento do Centro de Sensoriamento Remoto e do Laboratório de Gestão de Serviços Ambientais da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), publicado pelo jornal O Estado de São Paulo, mostra que caiu 93%, a média de processos com multas pagas por crimes que envolvem a vegetação nos estados da Amazônia Legal, em 2019 e 2020 (gestão do ex-ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles), em comparação com a média dos quatro anos anteriores.

“Tem área de conservação que é do tamanho da Suécia e tem apenas um fiscal para a proteção do local. E não é só lá, na área trabalhista não tem fiscais suficientes para fiscalizar o cumprimento da segurança do trabalho. Em todas as áreas da administração pública federal o aprofundamento da desconstrução do Estado, prejudica demandas importantes do ponto de vista social para a população”, conclui Pedro Armengol.

A volta da fila de espera do INSS que tinha acabado com Lula e Dilma

A população é que sente na pele a falta de pessoal para o atendimento. O INSS, é um exemplo. Nos governos dos ex-presidentes Lula e Dilma Rousseff, que valorizaram o servidor e melhoraram a prestação dos serviços públicos, os jornais pararam de dar manchetes sobre as filas enormes nas portas das agências do INSS com pessoas doentes, de muletas e com outros problemas esperando atendimento que nunca vinha.

Com Bolsonaro, a fila de espera por pedidos de benefícios voltou a atinge 1,8 milhão de pessoas.

Apesar de todo esse estrago para o povo e para o país, neoliberais comemoram a “economia” feita com a redução do quadro de serviços. O argumento falacioso é o de que os servidores ganham acima do que pagam as empresas privadas, fato já desmentido pelo Portal CUT, em reportagem que mostra que a média salarial da categoria, gira em torno de menos R$ 3 mil. 

Servidores não são marajás

O Banco Mundial, segundo reportagem da Folha de São Paulo, admite que o Brasil não apresenta um número excessivo de funcionários públicos na comparação internacional, mas entra no jogo mentiroso de que o “problema” são as “vantagens” que eles têm em relação aos demais trabalhadores

“Estamos há cinco anos com salários e benefícios congelados, a inflação já bateu nos últimos 12 meses 8,5%. A média salarial no SUS é de R$ 4 mil a R$ 5 mil, e ninguém fala que o servidor não tem FGTS”, diz o dirigente comparando os tais benefícios ressaltados pelas instituições financeiras e mídia tradicional.

O fato, segundo todas as avaliações de servidores e seus representantes, é que o governo Bolsonaro vem a cada dia destruindo o serviço público com imensos prejuízos à população. Seu governo tem prejudicado deliberadamente  pesquisas científicas essenciais; destrói a educação e a ciência, deixando universidades sem verbas para as contas básicas; acaba com o meio ambiente, não dando condições mínimas para o combate aos incêndios florestais; dificulta a fiscalização do Ibama e não deu verba neste ano, para a realização do Censo, responsável por pesquisas que norteiam as políticas públicas.  Essas são apenas algumas das barbaridades cometidas por este governo em nome de uma política neoliberal econômica, com projeto privatista e que tira dos pobres e dá mais aos ricos.

Todos juntos contra o desmonte

Esse desmonte, que será ampliado se PEC nº 32 for aprovada, é um dos temas que serão debatidos no Encontro Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Setor Público Municipal, Estadual e Federal, nos dias 29 e 30 de julho. Serão ainda discutidas estratégias e formas de organizar uma mobilização nacional para derrotar a reforma Administrativa.

Uma das ações que os organizadores do encontro querem ampliar e espalhar por todo o país é ações como as que servidores do Rio Grande do Sul, já deram início. Eles estão realizando protestos contra a proposta da PEC 32, nas bases eleitorais dos deputados federais que são a favor e também dos que estão em cima do muro. O primeiro a ser exposto foi Osmar Terra (MDB), mais conhecido pelo negacionismo com relação a pandemia do novo coronavírus.

Levantamento mostra sucateamento dos serviços públicos

O Painel Estatístico de Pessoal (PEP), do governo federal mostra que ministérios, fundações e agências reguladoras, além de órgãos como INSS, IBGE, Ibama e Incra, entre outros, têm a menor taxa histórica de reposição de funcionários que se aposentam. Na média dos últimos três anos, apenas 11,6 mil novos servidores foram contratados.

Com base nesses dados e da Secretaria do Tesouro Nacional, reportagem do jornal Folha de São Paulo,  mostra que os gastos com salários e encargos com servidores federais ativos e inativos caiu para R$ 335,4 bilhões – R$ 2 bilhões a menos do que o início do seu governo.

Mas esta “economia” que começou há sete anos, fez o Ministério da Saúde, INSS, IBGE e Ibama perderam entre um terço e a metade dos servidores.  Confira:

O INSS está com menos 50% de servidores;

O Ibama está com menos 40%;

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), menos 30%;

As universidades e institutos técnicos perderam 10% de seus quadros;

O IBGE não consegue concursados para áreas estratégicas, e desde 2018, a direção tenta abrir concurso para preencher 1800 vagas, sem sucesso.

Fonte: CUT

Mais de 200 atos “Fora Bolsonaro” foram confirmados no Brasil e exerior neste sábado

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Portal CUT. Escrito por: Redação CUT

Já tem mais de 200 atos pelo “Fora, Bolsonaro” marcados para o próximo sábado (24) em 23 capitais, no Distrito Federal, em cidades do interior do Brasil e também de países como Alemanha, Estados Unidos, Portugal, França e Canadá. Confira abaixo onde tem atos e participe.

Com 54% dos brasileiros a favor da abertura do processo de impeachment de Jair Bolsonaro (ex-PSL), segundo o Datafolha, que também revelou que a população considera o presidente desonesto, falso, despreparado e  pouco inteligente, os atos pela destituição de Bolsonaro continuam sendo confirmados e vão crescer ainda mais.

A pauta do dia nacional de mobilização, além do impeachment já, é também contra o desemprego e a fome; pelo auxílio de R$ 600 até o fim da pandemia; vacina já para todos e todas e contra a reforma Administrativa e as privatizações.

Preserva a vida

A CUT orienta a todos que participarem dos atos usar máscara, levar e usar álcool em gel, manter distanciamento, evitar aglomerações, e seguir os protocolos sanitários, como fez a imensa maioria nas manifestações anteriores.

Confira onde já tem atos marcados

Alagoas

Maceió – às 9h tem concentração na Praça Multieventos

. Arapiraca – às 9h, na Praça da PAroquia Sagrado Coração de Jesus

. União dos Palmares – às 9h, na Rua XV de Novembro (semáforo Globo)

. Delmiro Gouveia –  às 9h, na Praça do Coreto

. Palmeira Dos Índios – às 9h, na Praça da Igreja São Cristovão

Amapá

Macapá – às 16h, na Praça da Bandeira

Bahia

Salvador – às 10h tem início uma passeata em Campo Grande rumo Praça Castro Alves.

. Feira de Santana – às 9h, em frente à Prefeitura

. Ilhéus – às 9h, panfletagem ao lado do BIG-Meira no Malhado (entrada na Feira Popular) e às 12h30, caminhada Praça da Irene (Av. Soares Lopes)

. Itabuna – às 9h, no Jardim do Ó

. Paulo Afonso – às 9h, na Igreja N.Sra do Perpétuo Socorro

. Serrinha – às 9h, na Praça Centenário

Ceará

Fortaleza – às 15h, tem ato na Praça Portugal

. Baturité – às 8h, na Praça da Matriz

. Caucaia – às 8h, na Praça da Matriz

. Crateús – às 17h30, carreata pela ruas da cidade

. Iguatu – às 16h, na Praça das Crianças

. Itaiçaba – às 9h, no Mercado Público

. Juazeiro do Norte – às 8h, na Região do Cariri – Rua São Pedro

. Maracanaú – às 16h, na Praça da Estação

. Nova Morada – às 7h30, na Praça Eduardo Girão (Girilândia)

. Pentecoste – às 17h30, na Praça do CSU

Distrito Federal

Brasília – às 15h, concentração, no Museu da República, e, às 16h, marcha rumo ao Congresso Nacional

Espírito Santo

. Vitória – às 14h, na Praça Jucutuquara (IFES de Vitória)

Goiás

Goiânia – às 9h tem ato na Praça do Trabalhador       

. Catalão – às 9h, na Praça Getúlio Vargas

. Cidade de Goiás – às 9h30, carreata na Praça do Chafariz

Maranhão

. São Luís – às 9h tem ato na Praça Deodoro

Mato Grosso

. Barra do Garça – às 8h30, na Praça Sebastião Jr.

Mato Grosso do Sul

Campo Grande – às 9h, na Praça do Rádio

. Aquidauana – às 9h, na Praça dos Estudantes

. Corumbá – às 9h, na Praça Central

. Ponta Porã – às 8h, no Minhocão (Antiga Praça Lício Borralho)

Minas Gerais

Belo Horizonte – às 13h30, na Praça da Liberdade

. Alfenas – às 9h, na Praça Getúlio Vargas

. Araguari – às 8h30, na Praça Farid Nader

. Araxá – às 9h, no Estádio Fausto Alvim

. Barbacena – às 10h, na Praça do Rosário

. Betim – às 8h30, no Viaduto Jacintão

. Brumadinho – às 9h, na Av. Vigilato Braga esquina com Quintino Bocaiúva

. Campo Belo – às 10h, na Praça dos Expedicionários

. Cataguases – às 8h30, na Praça Catarina

. Conselheiro Lafaiete – às 13h, na Prefeitura

. Divinópolis – às 9h, na Rua São Paulo

. Extrema – às 11h, na Praça Getúlio Vargas

. Itaúna – às 9h, na Praça da Matriz

. Jampruca – às 9h, na Igreja Católica

. Juiz de Fora – às 10h, na Parque Halfeld

. Mariana – às 9h, no Centro de Convenções

. Muriaé – às 11h30, na Antiga Prefeitura

. Ouro Preto – às 9h30, no Alto da Cruz

. Passos – às 16h30, na Estação Cultura

. Ponte Nova – às 9h, na Praça Palmeiras

. Raposos – às 19h, na Praça da Estação

. Ribeirão da Neves – às 9h30, na Praça de Neves

. São Sebastião do Paraíso – às 16h, na Casa da Cultura

. São João del Rei – às 10h, na Praça Matozinhos

.  São Lourenço – às 17h, na Praça Brasil

. Sete Lagoas – às 9h, na Pça Tiradentes

. Timóteo – às 8h30, na Fundação Aperam

.  Tumiritinga  às 9h, na- Praça da Igreja matriz

. Uberaba – às 10h30, na Praça Rui Barbosa

. Uberlândia – às 9h30, na Praça Ismene Mendes (Antiga Tubal Vilela)

. Viçosa – às 09h30, na 04 pilastras da UFV | 09h30

. Visconde do Rio Branco – às 10h, na Praça 28 de setembro

Pará

Belém – às 8h, na Praça da República

. Altamira – 08h, em frente a Celpa Equatorial

. Bragança – às 08h, na Praça das Bandeiras

. Capanema – às 8h, em frente à agência bancária do BASA

 Paraíba

. João Pessoa – às 09h, carreata e caminhada do Mercado Público de Mangbeira até a Praça da Paz 

. Campina Grande – às 8h30, na Praça da Bandeira

. Patos – às 8h, na Praça João Pessoa (CEPA)

. Sousa – às 9h, caminhada e carreata na Praça da Estátua (Rua Cônego José Viana, Estação)

Paraná

Curitiba – às 14h, na Santos Andrade, com arrecadação de alimentos

. Apucarana – às 10h, na Av. Curitiba

. Cascavel – às 14h30, em frente a Catedral

. Dois Vizinhos – às 16h, na Praça Ari Muller

. Foz do Iguaçu – às 11h30, na Praça da Paz

. Francisco Beltrão – às 9h, na Praça Central

. Guarapuava – às 10h30, na Praça Cleve

. Irati – às 15h, no Parque Aquático

. Maringá – às 14h, na Praça Raposo Tavares

. Londrina – às 15h, no Teatro Ouro Verde

. Matinhos – às 14h, na Rotatória (com arrecadação de alimentos)

. Paranaguá – às 14h, na Praça dos Leões (Centro)

. Pontal do Paraná – às 10h, carreata Pontal do Sul em direção à praia de leste

. Pinhais – às 15h, na frente da Prefeitura

. Umuarama – às 15h, na Praça Arthur Thomas

Piauí

Teresina – 8h tem concentração na Praça Rio Branco

. Picos – às 7h30, na Praça Félix Pacheco (Centro)

Pernambuco

Recife – às 10h, cocentração no Derby, às 11h tem inicio a caminhada em direção a Avenida Guararapes

. Arcoverde – às 9h, na Praça da Bandeira 

. Bezerros – às 9h, no Anfiteatro atrás da Igreja da Matriz

. Caruaru – às 9h,  (*Aguardando informações)

. Garanhuns – às 9h, na Fonte Luminosa

. Goiana – às 7h, na Igreja dos pretos velhos

. Palmares – às 9h, na Praça Paulo Paranhos

. Petrolândia – às 7h30, no Polo e SRT

. Petrolina – às 9h, na Praça da Catedral

. São José do Egito – às 8h, Ato unificado Sertão do Pajeú na Feira Livre Central

. Serra Talhada – às 10h, no Pátio da Feira

.  Vitória de Santo Antão – às 9h30, em frente ao Banco do Brasil | 9h30

Rio de Janeiro

. Rio de Janeiro, às 10h, concentração no Monumento Zumbi dos Palmares, no centro da cidade, depois caminhada pela Avenida Presidente Vargas até a Candelária.

. Angra dos Reis –  às 10h, na Praça do Papão, Centro

. Barra do Piraí – às 9h, na Praça Nilo Peçanha

. Búzios – às 16h, na Praça da Escola Nicomedes (Em frente ao Porto da Barra)

. Cachoeiras de Macacu – às 9h, passeata Praça Duque de Caxias (Caixa Econômica) em direção à Prefeitura

. Angra dos Reis – Praça do Papão no Centro | 10h       

. Campos – às 10h, na Praça  São Salvador

. Macaé  às 9h30, na- Praça Veríssimo de Melo

. Miguel Pereira Centro, às 12h, em frente à Fornemat

. Nova Friburgo – às 14h, na  Praça Getúlio Vargas

. Nova Iguaçu – às 15h30, na Praça Rui Barbosa (Em frente ao Banco do Brasil) – Ato em 23/07.

. Paty dos Alferes – às 10h, na Praça do Fórum

. Petrópolis – às 11h, na Praça da Inconfidência

. Resende – às 10h, no Mercado Popular

. Rio das Ostras – às 8h, carreata Escola Municipal Cidade Praiana e, às 10h, ato na  Praça Bangu

. São Fidélis, às 10h, na Praça Guilherme Tito de Azevedo

. Teresópolis, às 9h, concentração na Praça do Sakura, depois passeata na Calçada da Fama

. Três Rios – às 16h, na São Sebastião

. Valença – às 09h30, no Jardim de Cima

. Vassouras – às 10h, na Praça Eufrásia Teixeira Leite

Rio Grande do Norte

. Natal – às15h, na Midway

. Caicó – às 7h30, na Praça da Alimentação

. Extremoz – às 5h30, ato em frente a Câmara Municipal na sexta, 23

. João Câmara – às 8h, na Praça Baixa-Verde

. Macau – às 8h, no Mercado Público

. Mossoró – às 8h, na Arte da Terra até a Praça do Pax

. Parnamirim – às 9h, aguardando informações

. Pureza – às 9h, no Distrito de Bebida Velha (1º/8) e às 19h, na Comunidade de Olho Dágua, às 19h (Ato em 31/07)

Rio Grande do Sul

Porto Alegre – às 15h, Marcha dos 100 mil, com concentração no Largo Glênio Peres.

. Camaquã – às 9h30, na Esquina Democrática

. Caxias do Sul – às 13h30, na Praça das Feiras

. Novo Hamburgo – às 10h, na Praça do Imigrante (Centro)

. Pelotas – às 10h30, caminhada Mercado Público

. São Borja – às 15h, na Praça XV

Rondônia

Porto Velho, às 8h30 tem ato na praca CEU (Centro de Esportes e artes unificado), Rua Antônio Fraga Moreira 8250, em frente à escola Daniel Néri. E,  às 16h, tem ato no Campo Florestão, Avenida Jatuarana

. Guajará-Mirim – às 9h, no Parque Circuito

. Ji-Paraná – às 8h30, na Casa do Papai Noel

Roraíma

Boa Vista – às 9h, na Praça Germano Sampaio (Pintolândia)

Santa Catarina

Florianópolis – às 13h, no Largo da Alfândega

. Araranguá – às 10h, no Relógio do Sol

. Blumenau – às 15h, na Praça Dr. Blumenau

. Balneário Camboriú – às 15h, na Regional – Praça Almirante Tamandaré

. Brusque  – às 10h, na Ponte Estaiada

. Chapecó – às 14h, em frente à Catedral

. Criciúma – às 9h30, na Rua da Arquibancada (ao lado do Parque das Nações)

. Garopaba – às 15h, na Rua Álvaro E. dos Santos

. Jaraguá do Sul – às 9h, na Praça Ângelo Piazera

. Joinville – às 9h30, na  Praça da Bandeira

. Lages – às 10h,  na Praça João Costa, no Calçadão

. Rio do Sul – às 9h30, na Praça da Catedral

. São Francisco do Sul – às 14h30, em frente à Igreja Matriz

. São Miguel do Oeste – às 10h, no Trevo de acesso a Maravilha

. Tubarão – às 14h, na Praça da Igreja (Matriz das Oficinas)

São Paulo

São Paulo, às 15h, tem ato na Avenida Paulista, em frente ao MASP

. Araraquara, às 10h, na Praça Santa Cruz e às 14h, na Praça Scalamandré Sobrinho

. Araçatuba – às 10h, na Praça Ruy Barbosa

. Barueri – às 13, no Boulevard de Barueri

. Bauru – às 9h, passeata Praça Rui Barbosa | 9h

. Botucatu – às 15h, em Emílio Pedutti

. Campinas – às 10h, no Largo do Rosário

. Carapicuíba – às 10h, na Cohab II, Feira da Av. Brasil com Escola Edgar de Moura Bitencourt

. Cotia – às 13h, na Praça Joaquim Nunes (ao lado do Cemitério)

. Cunha – às 10h, na  Praça do Rosário

. Indaiatuba – às 14h, na Av. Francisco de Paula Leite em frente ao Portão 4 SESI

. Ilha Bela – às 15h, na Praça da Mangueira

. Itanhaém – às 10h, no Calçadão da Praça Narciso Andrade

. Itapeva – às 10h30, na Praça Anchieta

. Itaquaquecetuba – às 10h, na Praça Padre João Alvares – centro

. Jacareí – às 9h30, no Pátio dos Trilhos

. Jaguariúna – às 10h, na Praça da Matriz

. Jandira – às 10h, na Estação de Trem de Jandira

. Jundiaí – às 9h30, em frente à Câmara Municipal

. Hortolândia – às 9h, em frente à delegacia (Pq dos Pinheiros)

. Lorena – às 9h, na Praça Arnolfo Azevedo

. Mairiporã – às 10h, na Praça do Rosário

. Marília – às 9h, tem bicicletada na Praça da Emdurb e, às 10h, ato na ilha da Galeria Atenas

. Osasco, às 12h30, no Largo do Osasco em frente à Estação CPTM

. Pindamonhangaba – às 9h, na Praça 7 de Setembro (Com arrecadação de alimentos e agasalhos)

. Ribeirão Preto – às 9h, na Esplanada Teatro Pedro II

. Salto – às 9h30, na Praça XV | 9h30

. Santos – às 16h, ato Unificado Baixada Santista Pça Independência

. São Bernardo – às 10h, na Praça da Matriz

. São Carlos – às 10h, no Mercadão

. São José do Rio Preto – às 15h, na Avenida Andaló (em frente à Prefeitura)

. São Sebastião – Em frente ao Santander (*Aguardando Infos)

. Suzano – às 10h, na Rua Emília Barradas Simões, 33 – Cidade Miguel Badra (próximo ao mercado Pacheco)

. Taubaté – às 9h, na Av. do Povo (Bolsão – com arrecadação de alimentos e roupas)

. Ubatuba – às 16h, na Estátua do Caiçara-Trevo

Sergipe

Aracaju, às 14h, na Praça do Conjunto Leite Neto, vizinho ao Palácio do Governo (Avenida Hermes Fontes)

Tocantins

Palmas – às 8h, no Posto Trevo (Taquaralto)

Atos no Exterior

Alemanha

. Frankfurt am Main – Römer | 16h

. Freiburg im Breisgau – Caminhada pelo centro Augustinerplatz (início)– Grünwälderstraße – Kajo – Gerberau – Augustinerplatz (Show de encerramento) | 13h (horário local)

Canadá

. Montreal – Monumento à Georges-Etienne Cartier | 15h (horário local)

. Canadá – Toronto – City Hall | 15h (horário local)

Estados Unidos

. Newark – Ferry St&Wilson St – Ironbound | 12h  (horário local)

. Boston – Parkside Sq Subway Station | 13h  (horário local)

. Los Angeles – Grand Park (ao lado do playground) | 11h (horário local)

. Nova York – Union Square | 16h  (horário local)

França

. Paris – Place de la République | 17h  (horário local)

Portugal

. Braga –  Praça da República (frente ao chafariz) | 18h

. Lisboa – Rossio (Praça D. Pedro IV) | 18h  (horário local)

. Porto – Centro Português de Fotografia (Largo Amor de Perdição) | 16h30 (horário local)

Reino Unido

. Londres – Parliament Square (estátua de Nelson Mandela) na marcha “Reclaim Pride” | 13h (horário local)

. Londres – na Embaixada do Brasil em Londres | 15h (horário local)

Fonte: CUT

Situação econômica dos brasileiros piorou na pandemia, confirma Datafolha

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Portal CUT. Escrito por: Redação CUT

Quase a metade dos brasileiros sentiu que a vida piorou na pandemia. Para 45,6% da população, a situação financeira ficou mais difícil; outros 41,7% mantiveram o mesmo padrão e apenas 12,6% afirmam que houve uma melhora em seus rendimentos. Os dados são da pesquisa Datafolha, realizada nos dias 7 e 8 de julho.

Para analistas, a crise sanitária, a redução para menos da metade do auxílio emergencial durante a pandemia do novo coronavírus, a diminuição no número de pessoas atingidas pelo programa, a inflação nos preços dos alimentos, das tarifas de energia e dos combustíveis, além do índice de desemprego que atingiu 14,7% da população são os principais motivos que levaram os brasileiros a ter a vida financeira deteriorada sob o governo de Jair Bolsonaro (ex-PSL).

O Datafolha mostra ainda que a piora na vida tem cor e estrato social. Os não brancos tiveram maiores perdas financeiras, assim como os mais pobres. A crise atingiu em maior escala os brasileiros de cor amarela (56%), preta (51%) e parda (46%) do que branca (42%).

Entre os que têm renda familiar de até dois salários mínimos (R$ 2.200), 54% afirmam que a situação financeira piorou. Esta percepção diminui para 37%, dos que ganham de dois a cinco salários mínimos (R$ 5.500). Para os que ganham até 10 dez salários mínimos (R$ 11.000), a vida ficou mais difícil para 25%. Já os que têm renda acima de 10 dez salários mínimos, 22% dizem que sua situação piorou.

Quem não se abateu na crise foram os mais ricos. Para 59% deles nada mudou, mas para outros 19% a situação financeira até melhorou, o que confirma outras pesquisas que mostram que a desigualdade social cresceu na pandemia com o aumento da concentração de renda

Nordeste é a região mais atingida pela crise

Por regiões do país, os nordestinos foram os mais atingidos negativamente pela crise. A piora na situação financeira foi sentida por 49% dos moradores,  seguido pela população do Sudeste (46%) e da região Sul (45%). Nas regiões Centro-Oeste e Norte, predominam os entrevistados que dizem não ter sentido mudanças (46%).

Desempregados e com pouco estudo, os mais atingidos

Sete em cada 10 brasileiros desempregados afirmam que a situação está mais difícil do que antes da pandemia. Para quem tem pouco estudo se a situação já estava difícil, com a crise da covid, piorou.

Dos que têm estudo até o fundamental, 51% sentem que a situação financeira  se agravou. Entre os que têm ensino superior isto é percebido por 40% dos pesquisados.

Mesmo para quem não está desempregado a sensação de piora na vida é alta. Ela é sentida por 51% dos autônomos e donas de casa ; 46% dos estudantes e por 44% de quem desistiu de buscar emprego.

Auxílio emergencial

Entre os 2.074 brasileiros pesquisados pelo Datafolha, 39% disseram ter recebido o auxílio emergencial no ano passado. Mas neste ano, apenas 58% dos que foram contemplados em 2020 continuaram a receber o benefício, com valor reduzido.

A pesquisa Datafolha tem margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Fonte: CUT

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