Sem auxílio emergencial o caos vai se instalar no País, afirma presidente da CUT

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Enquanto gasta quase R$ 3 bilhões com alimentação, milhões deles em leite condensado e chiclete, o presidente Jair Bolsonaro  (ex-PSL) diz que o governo não tem como continuar pagando o auxílio emergencial a trabalhadores desempregados e informais durante a pandemia do novo coronavírus.

Para desmontar os argumentos mentirosos do governo e impedir a explosão da pobreza no país, a CUT e mais de 270 entidades parceiras lançaram nesta terça-feira (2) uma campanha pela manutenção do auxílio emergencial até o fim da pandemia (veja mais informações sobre a campanha no final do texto).

O governo ignora que o Brasil voltou a registrar números vergonhosos de miséria depois de ter saído do mapa da fome durante os governos de Lula e Dilma. Atualmente, quase 40 milhões de pessoas vivem na miséria no país, com renda per capita de até R$ 89 por mês. E outros 27 milhões de brasileiros passaram a viver, desde janeiro, com menos de R$ 8,20 por dia – R$ 246 por mês.

Com o fim do auxílio emergencial, aprovado pelo Congresso Nacional depois de muita pressão da CUT, demais centrais e movimentos sociais, mais 17 milhões de brasileiros podem ser jogados para abaixo da linha da pobreza, apontou um estudo do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/ FGV).

“Vai ser um crime acabar com o benefício porque as pessoas têm que comer e viver de alguma maneira”, diz o presidente da CUT, Sérgio Nobre.

“Países tão capitalistas e neoliberais quanto o Brasil não estão colocando a iniciativa privada para resolver o problema, o Estado está investindo, rodando moeda e amparando o setor mais vulnerável”, complementa Sérgio.

“As pessoas voltaram a pedir esmolas nos faróis, nas portas dos supermercados, farmácias e se acabar o benefício vão começar a entrar nos supermercados para comer e o caos pode se instalar no país e a gente não quer isso. É por isso que é fundamental a manutenção do auxílio emergencial”, diz com veemência o presidente da CUT.

O auxílio emergencial foi a única fonte de renda para 36% dos quase 60 milhões de brasileiros e brasileiras que receberam o benefício de R$ 600 (R$ 1.200 para mães chefes de  família). Todo esse contingente de pessoas pode ficar sem renda nenhuma para sobreviver em meio a piora da crise sanitária, social e política no Brasil e o aumento do desemprego.

“Vai ser um crime acabar com auxílio emergencial porque existe recurso e dá para arrecadar mais. É fundamental manter o auxílio emergencial até o fim do ano para evitar um caos nunca antes visto no país”, disse Sérgio Nobre.

“É mentira essa história de que não tem dinheiro, de que o país vai quebrar, porque o benefício é investimento para combater a pandemia e melhorar a economia”, ressalta.

O dirigente disse que se o governo de Bolsonaro quisesse, e tem a pandemia para justificar, podia criar um imposto pontual para quem ganha mais de R$ 50.000, que é uma pequena parte da população brasileira, para manter os R$600 até o fim do ano.

“Agora tem que ter coragem pra fazer isso e nós não podemos embarcar na história que não tem dinheiro. Tem sim, só que tem que ter coragem política pra fazer os ricos contribuir”, reafirmou Sergio.

Auxílio até o fim da pandemia

Assine a petição e ajude a campanha pela manutenção do auxílio emergencial até o fim da pandemia.

“Apesar da vacinação já ter começado no Brasil, pouco mais de 2 milhões de pessoas foram vacinadas até agora e as perspectivas mais otimistas indicam que só no final do ano teremos vacinado a maioria da população. E o auxílio conseguiu garantir não só a comida no prato de milhões de brasileiros, mas também milhões de vidas, permitindo que as pessoas ficassem seguras em casa”, diz trecho do texto da campanha que a população brasileira pode ajudar assinando a petição pela continuidade do auxílio emergencial. O documento será entregue ao presidente da Câmara dos Deputados recém-eleito, deputado Arthur Lira (PP).

“É o presidente da Câmara dos Deputados quem escolhe os projetos que serão votados. Precisamos mostrar ao novo presidente que queremos a volta do auxílio emergencial de R$600 até o fim da pandemia”, diz outro trecho do texto da campanha pelo auxílio emergencial até o fim da pandemia.

*Edição: Marize  Muniz

Fonte: CUT

Restrição no acesso à água em regiões do DF dificulta o combate à covid-19, aponta projeto

Medidas como lavar as mãos com água e sabão têm sido uma das principais orientações para evitar a disseminação do vírus Sars-Cov-2. Apesar da ênfase em ações de higiene pessoal, nem toda a população vive em um contexto que permita essa fazê-lo com a frequência adequada. A falta de acesso à água por parte da população em vulnerabilidade socioeconômica do Distrito Federal (DF) chamou a atenção de professores da UnB para desenvolver o projeto Vida e Água para ARIS (Área de Regularização de Interesse Social). O objetivo é fortalecer redes de movimentos populares do DF e Entorno engajados em campanhas de acesso à água potável. 

O projeto é uma das iniciativas de combate à covid-19 que foram aprovadas pelo Comitê de Pesquisa, Inovação e Extensão de combate à Covid-19 (Copei). Inicialmente chamado de Enfrentando o Covid-19 e suas relações socioambientais: empoderamento de Redes Locais para acesso à água como direito nas ARIS do DF, ficou conhecido como Vida e Água para ARIS após a intensificação dos diálogos com as redes de movimentos sociais.

O grupo tem trabalhado com o conceito de sindemia, que evidencia como problemas de saúde se agravam em populações de acordo com seu contexto social e econômico, e como esse mesmo contexto agrava os problemas de saúde. Assim, o enfrentamento à covid-19, nesse projeto, se dá sob a perspectiva de diferentes áreas das ciências humanas, que se articulam entre pesquisa, inovação e extensão fazendo uso das novas tecnologias de informação e comunicação. Dessa forma, movimentos sociais e a Universidade unem-se para tornar mais visíveis as demandas e contradições acerca da crise de abastecimento de água potável nas ARIS (Área de Regularização de Interesse Social).

“Foi o despertar de um sujeito coletivo em torno da questão social relacionada ao impacto da covid-19 no DF”, destaca Perci Coelho, professor do Departamento de Serviço Social (SER/UnB) e coordenador do projeto. Ele explica que a situação que ensejou a mobilização foi revelada por uma pesquisa aproximativa vinculada ao projeto de extensão O Grito Social das Águas.

 Na pesquisa, o engenheiro sanitarista formado pela UnB Adauto Santos revelou que moradores de 39 ARIS do DF não tinham acesso à água potável. Foi possível identificar mais de 200 mil pessoas fora do sistema de abastecimento direto da Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb). Áreas passíveis de regularização fundiária desde 2009, até hoje essas localidades não possuem um sistema que possibilite o atendimento pela rede da Caesb.

Mapa disponibilizado pela Agência de Fiscalização do DF (Agefis) mostra a ARIS Primavera, localizada na Região Administrativa III, Taguatinga. Imagem: Agência Brasília

 

MOBILIZAÇÃO – Desde abril de 2020, o projeto vem realizando reuniões, encontros remotos e lives, que contam com a participação de entidades representativas da sociedade civil organizada do DF e Entorno. Os vídeos podem ser encontrados em canais de diversos parceiros do grupo, como o da UnBTV, o do Centro de Estudos Avançados Multidisciplinares (Ceam/UnB), e do Sindicato dos Professores do Distrito Federal (Sinpro-DF) na plataforma YouTube.

A iniciativa protocolou um abaixo-assinado junto à Casa Civil do DF em defesa das famílias sem acesso à água potável da Caesb. Para 2021, está prevista a primeira audiência pública em defesa do direito à água das ARIS na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF).

Outro desdobramento dessas ações foi a inauguração da Casa Vida e Água para ARIS, na Cidade Estrutural. Na ocasião, mais de 150 cestas de alimento foram doadas pelo Sinpro-DF às ARIS do Sol Nascente e Pôr do Sol. Para o futuro, há ainda a intenção de produzir um mapa multitemático, que pode ajudar a aumentar a visibilidade da situação socioambiental desses locais.

“A maior riqueza não está visível nas ações, mas no processo de articulação de forças e empoderamento de cada sujeito, individual e coletivo”, opina Perci. Para ele, o critério de eficácia e eficiência da pesquisa-ação conduzida pelo grupo é diferente de pesquisas tradicionais. “Não é mensurado só do ponto de vista do mérito acadêmico em stricto sensu, mas na avaliação de resultados de dimensões que vão além do padrão quantitativo”, completa.

  

 Saiba mais sobre o lançamento da primeira Casa Vida e Água para ARIS no vídeo da UnBTV:

 

 

 

Professor Hélvio, presente!

O Caic Santa Maria está em luto. Nessa terça (26), o professor Hélvio Carneiro Gonçalves faleceu após uma parada cardíaca, aos 59 anos.

Profissional dedicado, responsável e atencioso, Hélvio sempre foi um exemplo para seus colegas de trabalho e alunos. Admitido em 2007 na Secretaria de Educação do DF, o professor de Atividades desempenhou seu trabalho por 14 anos. 

Lamentamos imensamente a perda do professor e nos solidarizamos com a família. Os ensinamentos de Hélvio Carneiro se mantêm vivos.

 

Hélvio Carneiro, presente!

BRUMADINHO: DOIS ANOS DE UM CRIME QUE AFOGOU VIDAS

Um dos maiores crimes ambientais já registrados no país, completa hoje dois anos. O rompimento da barragem da Vale, em Brumadinho, Minas Gerais, deixou sequelas por todos os lados. Ao todo, 270 vítimas fatais, e danos irreparáveis ao meio ambiente.  O rompimento causado  em janeiro de 2019, despejou 12 milhões de metros cúbicos de rejeitos da mineração na bacia do rio Paraopeba. Toda a lama, percorreu mais de 300km, afetando 18 municípios e atingindo 944 mil pessoas, deixando um enorme estrago por todos os lados.  De acordo com informações, até hoje o corpo de bombeiros opera buscas na região para tentar encontrar os corpos de 11 soterrados. Mais de 600 mil pessoas tiveram o abastecimento de água comprometido em 8 municípios onde o Paraopeba é responsável pelo abastecimento, inclusive da Região Metropolitana de Belo Horizonte.

A cidade de Brumadinho, onde fica o distrito de Córrego do Feijão, convive com sete das 46 barragens com elevada probabilidade de ruir, segundo dados da Agência Nacional de Mineração (ANM).

A barragem que se rompeu não recebia mais rejeitos desde 2015. Em dezembro de 2018, porém, após a Vale solicitar uma licença de operação, a Câmara de Atividade de Minerária do Conselho Ambiental de Minas Gerais permitiu que a empresa recuperasse o minério de ferro disposto entre os rejeitos.

Cidades do entorno na região, convivem com a esperança de dias melhores. Além do trauma causado por toda a situação, os moradores sofrem com a falta de água potável  e a escassez do plantio na cidade, cenário causado pela devastação no dia 25/01/2019. Para muitos moradores da cidade, há falta de renda, acelera à pobreza e desigualdade, prejudicando a reconstrução do distrito.  

 

INJUSTIÇA

Todo o desastre ambiental foi  de responsabilidade da empresa Vale, que segue impune. A dimensão do crime cometido pelo descaso e negligência do alto escalão da mineradora, deveria obrigar uma reparação plena e íntegra aos atingidos, o que não aconteceu até hoje, mas ela segue lucrando. No período entre 2008 e 2017, acumulou um lucro aproximado de US$ 57 bilhões, quase R$ 220 bilhões. Ao longo dos últimos meses, mesmo no contexto da pandemia, os atingidos estiveram em luta em frente ao Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) para cobrar justiça e participação social em meio a negociações em que a Vale, mesmo sendo ré, permanece ditando as regras perante o governo do estado.

A Fundação João Pinheiro, órgão oficial de pesquisa e estatísticas do Estado, estima em R$ 26 bilhões as perdas econômicas com o rompimento da barragem e R$ 28 bilhões para o pagamento de indenizações às famílias das vítimas e demais atingidos. 

 

Relembre o caso. 

 

Com informações: Midia Ninja

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ENEM 2020: UM MASSACRE PARA OS CANDIDATOS

Diante do caos causado pela pandemia da covid-19, muitos candidatos que estavam na corrida se preparando para a realização do Exame Nacional do Ensino Médio-ENEM, viram que o zelo e o respeito pela vida, não estão nas prioridades do governo federal. Prova disso, foi o descaso com milhares de candidatos na primeira fase do exame realizada no último dia 17/01, que resultou numa onda de reclamações pelos estudantes e candidatos que sentiram na pele o descaso diante do caos. 

Na primeira etapa da aplicação, cerca de 5,8 milhões de candidatos foram inscritos para fazer as provas, porém, somente 2.680.697 candidatos fizeram o exame– 48,5% dos inscritos. Mesmo com os protocolos de segurança divulgado pelo Inep, muitos candidatos se sentiram inseguros com a logística adotada durante o exame. Na web, é possível encontrar candidatos insatisfeitos com a forma escolhida para a aplicação das provas. Segundo o INEP, o índice  de abstenção em todo o país  na primeira fase do exame, foi de 51,5%, o maior de  abstenção em toda a história do Enem. O maior índice havia sido registrado em 2009, com 37,7%. Em 2019, o índice do primeiro dia ficou próximo a 23%,  de acordo com o ministro da educação, Milton Ribeiro. 

Como se não bastasse o alto índice de reclamações e insatisfações na primeira etapa do exame, o MEC insistiu em dar continuidade à segunda fase da prova. No último domingo (24), o índice nacional de abstenção do Enem 2020, subiu no segundo dia de prova e atingiu 55,3% do total de candidatos confirmados. Este é o maior índice de toda a história do Enem. De acordo com o balanço do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), 2.470.396 pessoas compareceram às provas (44,7%) deste domingo e 3.052.633 (55,3%) faltaram. Ao todo, eram esperados 5,5 milhões de candidatos.

Retrato de um governo egoísta, genocida e sem políticas públicas para gerir situações emergenciais. Enquanto líderes mundiais estão na corrida para evitar a propagação do vírus, no Brasil, o então presidente Jair Bolsonaro ( sem partido), luta contra a ciência e tenta a todo momento brincar com a vida de milhares de estudantes em todo o país. Além de negar estudos científicos que certificam as vacinas contra o coronavírus, o presidente em exercício, parece estar imerso ao mundo contrário com a atual realidade. 

Para o diretor do Sinpro-DF Hamilton da Silva Caiana,  o fato do Inep comemorar o número de candidatos que realizaram a prova, é comemorar o retrocesso, uma vez que a edição de 2020, foi histórica; o maior número de abstenção em toda a história do Enem, criado em 1998 e reformulado em 2009 durante a gestão do ministro da Educação Fernando Haddad no governo de Lula. “ Isso demonstra a fragilidade do governo e a falta de seriedade. Além do Enem, a pandemia mostrou como o governo lida com a minoria, tivemos um aumento de pobreza no país. O governo atual está sucateando diferentes áreas, a educação é uma delas, temos que cobrar políticas públicas e defender o básico”, afirma o diretor. 

Com a pandemia da Covid-19, em 2020, foi anunciado pelo Inep, a aplicação do ENEM DIGITAL, um projeto piloto que atenderá 95 mil candidatos, uma forma encontrada pelo órgão para tentar minimizar os estragos causados durante o exame.

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Enem: candidatos relatam nas redes que o distanciamento social não foi respeitado

Como previsto por entidades como UNE e Ubes, relatos mostram que o domingo foi de aglomeração de estudantes pelo país

 

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A primeira etapa do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) foi marcada por aglomerações e desrespeito às normas sanitárias para prevenir a disseminação da covid-19. Após concluírem a prova, neste domingo (17), milhares de estudantes foram às redes sociais para denunciar que o distanciamento social não foi respeitado em seus locais de prova.

Os relatos mais comuns, sobre vários locais diferentes pelo Brasil, indicam que: a distância entre as mesas dos candidatos era menor que o recomendável; não havia álcool em gel disponível na entrada de todas as salas de aula; algumas salas sequer tinham janelas.

Problemas gerais de organização também foram relatados. Durante a tarde, a União Brasileira de Estudantes Secundaristas (Ubes) alertou para casos de estudantes, em Santa Catarina, Paraná e São Paulo, que não puderam fazer as provas porque os locais de prova já estavam lotados. Nesses casos, os candidatos foram informados de que farão a prova nos dias 23 e 24 de fevereiro, mesma data prevista para aplicação do exame no Amazonas, onde a realização foi adiada em função do colapso sanitário da última semana.

Para se ter uma ideia de como as reclamações eram recorrentes, na rede social Twitter, houve pelo menos 5 postagens por minuto com menções às palavras Enem e distanciamento, no final da tarde deste domingo. Centenas de candidatos chamaram atenção para o fato de que, em seus locais de prova, o distanciamento só foi garantido porque parte significativa dos candidatos não compareceu, deixando as salas parcialmente vazias.

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pelo exame, ainda não se pronunciou sobre as reclamações nem divulgou quantos dos 5,7 milhões de inscritos compareceram para realização da prova. O ministro da Educação, Milton Ribeiro, visitou um dos locais de prova e informou apenas que a pasta teve conhecimento dos relatos e vai “averiguar” a situação.

A primeira etapa do Enem foi realizada em plena segunda onda da covid-19, em que o Brasil registra as piores médias de mortes desde agosto. 

Brasil de Fato selecionou, em um intervalo de cinco minutos, alguns relatos que mostram por que entidades como a União Nacional de Estudantes (UNE) e a Ubes tentaram, até a última hora, adiar a aplicação das provas.

 

Reprodução: CUT 

2021 cheio de esperanças

Destaque site 2021 esperança

2020 foi um ano difícil. Mas nas dificuldades encontramos união, força e resistência. Estivemos vigilantes, mobilizados e prontos para a luta. Vencemos importantes batalhas e saímos certos de que o caminho para buscar dias melhores é seguir contando com todos aqueles que acreditam em um futuro melhor para a nossa educação.

De todas as lições aprendidas neste ano desafiador, uma certeza fica: saímos fortalecidos para o futuro e ainda mais dispostos a lutar por tudo o que acreditamos e defendemos.

Que venha 2021, que venham novos sonhos, novos objetivos e que tenhamos a coragem e a braveza para conquistar mais vitórias para a educação.

A CNTE deseja boas festas!

“Não sei se chego com saúde e renda”: o ano novo de quem perde o auxílio emergencial

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Mais de 126 milhões de brasileiros receberam o auxílio emergencial. As parcelas pagas, segundo estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV), fizeram com que mais de 15 milhões de pessoas saíssem da extrema pobreza, uma queda de 23,7% até agosto de 2020. Na região Nordeste, a redução da pobreza chegou a 30,4%. 

Com o encerramento do benefício – mesmo com alto índice de contágios e mortes pela pandemia – e a falta de iniciativas de suporte concretas por parte do governo federal, milhões de pessoas perderão sua principal fonte de renda do último período.

O torneiro mecânico Carlos Freitas é um dos desempregados da região do Cariri que se desloca cotidianamente à Juazeiro do Norte (CE) em busca de trabalho. Freitas percorre os 87 km que separam Juazeiro de Jati, onde reside com a esposa e três filhos em idade escolar.

“Estava conseguindo me manter aos poucos com esse dinheiro do auxílio, mas agora com essa suspensão, tenho que ficar atrás de trabalho em todo lugar. Às vezes consigo um pouco de dinheiro, mas os gastos com as viagens acabam por não me dar muito lucro, então apenas estou sobrevivendo.” 

“Sinceramente, não sei como vai ser meu fim de ano, nem se chego com saúde e renda em janeiro”, desabafa Carlos.

Sem renda e sem trabalho

A estudante Ravena Alves vive com companheiro há algum tempo. Como ambos recebem o auxílio, têm conseguido pagar as contas do mês. “O auxílio é o que mantêm a gente bem”, conta.

“É essencial esse auxílio pra nossa renda, visto que eu e meu companheiro estamos sem trabalhar, ele terminou a graduação agora e está desempregado e eu estou cursando ainda.”

Para a artesã Darla Natanaele Barbosa, a situação é parecida. Ela tinha como principal fonte de renda a venda de seus trabalhos artesanais em feiras e praças da região do Cariri. Com a pandemia, a trabalhadora teve que suspender suas vendas e passou a depender da renda do auxílio.

“Fiquei sem ter como manter em dia todas as contas, como aluguel, feira, contas de água e luz e outras necessidades básicas. Com o auxílio, eu consegui me manter, mesmo com dificuldade, mas garantindo o básico para a sobrevivência”, explica Darla.

O estudante fortalezense Felipe Chaves é um dos mais de 14 milhões de brasileiros desempregados. “As ofertas de emprego parecem que estão diminuindo, com a falência de muitas empresas, grandes e pequenas. A manutenção do auxílio é interessante para as pessoas que não têm uma renda fixa como é o meu caso”, diz Felipe.

Fonte: CUT

A convite da CUT, pela democracia e contra autoritarismo, Arce e Evo virão ao Brasil

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Sérgio Nobre reuniu-se em La Paz com o presidente Luis Arce e, em Cochabamba, com Evo Morales

O ano de 2021 começará, para a CUT, como terminará 2020: com a certeza de que haverá muita luta frente aos desafios já em curso e aos persistentes ataques aos direitos da classe trabalhadora por parte do governo criminoso de Bolsonaro, que afundou o país em uma crise econômica e social sem precedentes. Mas o novo ano também se iniciará com a palavra e a presença no Brasil, a convite da CUT, de lideranças que venceram o autoritarismo, levaram seu país a retomar o caminho da democracia e hoje são esperança e exemplo de resistência e luta para trabalhadores e trabalhadoras de toda a América Latina.

Luis Arce, recém-eleito presidente boliviano; Evo Morales, que presidiu a Bolívia de 2006 a 2019, e o líder da maior central sindical boliviana, Juan Carlos Huarachi, virão ao Brasil logo no início do ano que vem, virtual e fisicamente. Eles aceitaram convite feito pessoalmente pelo presidente nacional da CUT, Sérgio Nobre, e o secretário de Relações Internacionais, Antonio Lisboa, que retornaram de agenda na Bolívia neste domingo (20).

“Arce, Evo e Huarachi vão falar à nossa militância, aos bolivianos que vivem no Brasil, ao campo progressista como e o quanto foi importante a experiência vitoriosa da esquerda na Bolívia, que acabou com o golpe pela via democrática do voto popular”, afirma Sérgio Nobre. Precisamos ouvi-los, continua o dirigente cutista, porque como os bolivianos e os argentinos, temos de vencer a extrema-direita no Brasil em 2022”.

Aos líderes bolivianos, Sérgio Nobre reforçou porque o genocida Bolsonaro é um governante inescrupuloso, criminoso, que ataca a classe trabalhadora, as organizações sindicais e os movimentos sociais, que está “destruindo e envergonhando a história do nosso país.”

Eleito pelo MAS (Movimento ao Socialismo) e candidato de Evo, Lucho Arce, como é chamado pelo povo boliviano, colocou-se à disposição da CUT para “todos os momentos em que for convidado a participar de atos e campanhas em defesa do restabelecimento da democracia brasileira e de um governo popular”.

ARCE: CONTEM COMIGO

Como primeira tarefa, Arce, ex-ministro da Economia de Evo Morales, puxará uma grande atividade virtual, que será realizada pela CUT já em meados de janeiro, para debater as questões da Região e os desafios da classe trabalhadora e da esquerda para o próximo período. Luis Arce foi eleito presidente em outubro passado, menos de um ano após o golpe que forçou Evo Morales a renunciar e se exilar na Argentina, sob ameaça de morte.

Arce também acenou com a vinda ao Brasil, ainda no primeiro semestre de 2021, para falar com a comunidade boliviana que vive aqui, em atividade a ser realizada pela CUT. Essa agenda presencial, porém, dependerá das condições sanitárias e do controle da pandemia, com a vacinação.

O presidente boliviano admitiu indignação, mas não surpresa, com o desrespeito de Bolsonaro, único governante sul-americano a não cumprimentá-lo pela vitória nas eleições de outubro. O governante brasileiro finge ignorar que a vizinha Bolívia cresce 5% ao ano impulsionada por estatização e investimento público, ao contrário do Brasil, que privatiza e desmonta os serviços públicos, conforme destacou Sérgio Nobre na sua conversa com Arce.

Na análise do presidente nacional da CUT, “as conversas que tivemos com as lideranças e governantes bolivianos só comprovam que o desafio, tanto da classe trabalhadora como dos governos progressistas da região da América Latina, é se unir para retomar a democracia e o caminho do desenvolvimento, com igualdade, justiça social e sustentabilidade”.

“Esse tema é muito importante para o Brasil, porque haverá eleições daqui a dois anos e já temos de ampliar e fortalecer a campanha, interna e internacionalmente, para derrotar a extrema direita que hoje governa o nosso país”, avalia o presidente nacional da CUT. Por isso, complementa, temos total interesse em ampliar o diálogo, a cooperação, o intercâmbio, apoio e a integração entre os governos de esquerda da América Latina e organizações como a COB (Central Obrera Boliviana), para crescer na construção dessa campanha rumo a vitória de um governo popular no Brasil, em 2022”.

PACERIA COM A COB

Também em La Paz, Sérgio Nobre e Antonio Lisboa reuniram-se com o ministro das Relações Exteriores da Bolívia, Rogélio Mayta, para discutir e propor ações conjuntas de apoio e proteção dos imigrantes bolivianos que trabalham no Brasil. Ficou acertada uma parceria entre a CUT e o ministério para montar estrutura de assistência e acompanhamento dos trabalhadores e trabalhadoras egressos da Bolívia.

 “Essa parceria inédita será muito importante, porque mais de 300 mil imigrantes bolivianos vivem no Brasil, 80 mil somente na cidade de São Paulo, e grande parte dessa população trabalha em condições precárias e até mesmo análogas à escravidão”, disse Sérgio Nobre ao ministro.

Os imigrantes bolivianos que vivem e trabalham no Brasil foram também o tema da conversa, em La Paz, com Juan Huarachi, líder e secretário-executivo da COB, a maior e mais combativa central daquele país, com quase 70 anos de história. Dessa conversa também saiu uma parceria inédita entre a CUT e a COB.

Antes, Sérgio Nobre traçou um breve panorama à direção da Central Obrera sobre a conjuntura que o Brasil enfrenta por conta do negacionismo criminoso do governo Bolsonaro e os ataques aos direitos da classe trabalhadora. Diante desse cenário, o presidente da CUT destacou ao boliviano ser imprescindível ampliar e fortalecer a unidade das organizações que representam os trabalhadores das nações da América do Sul, por meio de parcerias e intercâmbio.

 “Fechamos uma parceria inédita e histórica com a Central Obrera Boliviana para proteção e assistência dos migrantes bolivianos no Brasil. Também acertamos a vinda de uma delegação da COB, em março próximo ao nosso país, para atividade da CUT a ser realizada em São Paulo, logicamente, observando, até lá, os protocolos e as condições sanitárias relativas à pandemia de Covid-19”, disse Sérgio.

O dirigente boliviano recebeu de Antonio Lisboa a bandeira da CUT, imediatamente empunhada, e o livro “Outras Américas”, de Sebastião Salgado, também presenteado ao presidente Arce e ao ministro Mayta.

“Ficamos muito felizes com a vitória do povo boliviano, uma conquista que nos enche de esperança de que em 2022, assim como aconteceu na Bolívia, a nossa luta, a nossa gente recupere o caminho da democracia e tire Bolsonaro do governo”, disse o presidente da CUT ao líder da COB. Huarachi foi perseguido, processado e criminalizado pelo governo golpista de Jeanine Áñez (que se autoproclamou presidente da Bolívia) por liderar os trabalhadores na resistência contra o golpe.

Para o secretário de Relações Internacionais da CUT, Antônio Lisboa, “o resultado desse giro da CUT pela Bolívia foi muito importante porque “tomamos iniciativas concretas para fortalecer a situação dos trabalhadores/as migrantes bolivianos aqui no Brasil, algo que a CUT já vem fazendo, mas agora tem o compromisso de participação e ajuda da COB e do Ministério das Relações Exteriores”.

Lisboa destaca ainda que os encontros com Arce e Evo reforçam o momento de retomada da integração dos governos de esquerda e dos povos das nações latino-americanas, “que vinha num crescimento muito forte no início do século 21, mas teve um recuo grande com o avanço da direita na região”.

EVO MORALES E O POVO

A reunião com o ex-presidente Evo Morales, líder indígena popular que virou presidente da República reconhecido mundialmente pelo êxito de seus governos democráticos, não poderia acontecer em um lugar mais emblemático à democracia e à região: a sede da UNASUL (Parlamento da União de Nações Sul-Americanas). Erguido no munícipio de San Benito, o espaço fica a uma hora do centro de Cochabamba, região símbolo da luta do povo indígena daquele país.

“Pintada” pelas cores do awiphala (emblema oficial de estado boliviano que simboliza os povos indígenas dos Andes), a sede da UNASUL recebeu nos dias 18 e 19 o 1º Encontro de Povos e Organizações de Abya Yala, que reuniu 1.200 bolivianos e convidados de dez países do continente sul-americano. Antes da reunião com Evo, Sérgio Nobre falou aos delegados e delegadas no auditório, durante a mesa de abertura do encontro, e almoçou com o ex-presidente e dirigentes sindicais de centrais de diversos países.

Na reunião privada, a pauta foi resistência e luta contra os governos autoritários do Brasil e região. O ex-presidente boliviano disse que, sim, virá ao Brasil participar de atividades realizadas pela CUT, pela esquerda e por todos aqueles que já estão em campanha para que, em 2022, os brasileiros possam voltar a ter um governo democrático e popular, livrando-se de Bolsonaro.

Evo, que, lógico, perguntou ao presidente da CUT sobre os companheiros Lula e Dilma, aceitou participar de atividade presencial, com público, que será realizada em março pela CUT, voltada não só à militância, mas a todo campo progressista brasileiro. “Porque para nós e para ele (Evo), é imprescindível ampliar e reforçar campanha e luta, além das fronteiras brasileiras, para tirar Bolsonaro do governo em 2022 e eleger um presidente que recoloque o Brasil no caminho da democracia e do crescimento com igualdade”, afirmou o presidente nacional da CUT.

“A experiência da Bolívia com a eleição de Arce e a volta de Evo Morales (que foi recebido do exílio, no aeroporto de Chimoré por 400 mil pessoas, vindas de todas as partes daquele país) são exemplos e inspiração a serem seguidos pelo Brasil e toda nação e povo que estejam sob mando de governantes autoritários, que atacam a democracia e os direitos dos trabalhadores, como faz Bolsonaro”, afirmou Sérgio Nobre.

Que venham nossos irmãos da Bolívia, da Argentina, do Chile…

 

Fonte: CUT

Ministério da Saúde não tem plano para enfrentar a pandemia, aponta TCU

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O Tribunal de Contas da União acompanha desde março as ações do Ministério da Saúde frente à crise do coronavírus. Nove meses depois, conclui que ainda não há um plano estratégico para o enfrentamento da pandemia. Segundo o tribunal, falta um planejamento “minimamente detalhado”.

Ainda persistem falhas na entrega de equipamentos de proteção individual, respiradores, kits de testes, além de irregularidades em contratos. 

Também preocupa o descompasso entre o calendário de vacinação e a entrega das seringas e agulhas. Conforme os auditores,o ministério abriu contratação para 300 milhões de unidades do material, mas 11 estados também já informaram terem iniciado o processo para 150 milhões de unidades dos mesmos itens.

O resultado foi apresentado no dia 8 de junho. As informações são da Folha de S. Paulo.

Fonte: CUT

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