O grupo Elos, de Gays, Lésbicas e Simpatizantes convida para a 1ª Parada da Diversidade LGBT de Ceilândia no próximo domingo, dia 23. A concentração será no estacionamento do metrô, Ceilândia Centro, às 14h, com saída às 17h. O Sindicato dos Professores no Distrito Federal (Sinpro-DF) reforça o convite para além das pessoas inseridas na causa: todos os que torcem por um mundo sem preconceitos e pela busca de direitos iguais, participem da festa!
No dia 26 de julho Sobradinho receberá sua primeira Parada da Diversidade de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais. Marcada para começar às 14h no estacionamento do estádio Augustinho Lima, a parada relembra os 40 anos da Rebelião de Stonewall, quando o bar LGBT Stonewall Inn, em Nova Iorque, foi alvo de uma batida policial e vários de seus frequentadores foram presos (na época, homossexualismo era considerado um crime nos Estados Unidos), causando a revolta de cerca de 400 pessoas e um confronto com os policiais. A rebelião é considerada um marco na luta pela defesa dos direitos LGBT. Um ano após o incidente, foram realizadas as primeiras Paradas do Orgulho Gay, em Los Angeles e Nova Iorque.
Fique de olho nas datas das próximas Paradas LGBT do DF:
16/08 – Taguatinga
30/08 – Parada Lésbica
13/09 – Gama
27/09 – Recanto das Emas
11/10 – Paranoá
A Secretaria para Assuntos de Raça e Sexualidade convida todos/as os/as participantes do Encontro Educação e Homofobia para a primeira reunião do Fórum Permanente de Discussão, Formação e Combate à Discriminação por Orientação Sexual, no próximo dia 18 de maio, segunda-feira, às 19h, no auditório do SINPRO/DF.
Além de debater como se dará a atuação desse fórum, cuja criação foi decidida no referido encontro, o Sinpro irá distribuir no dia da reunião o DVD do filme “Para que time ele joga?” e o texto da palestra de Rogério Junqueira – Doutor em Sociologia e pesquisador do INEP/MEC – DF.
Compareçam! Sua participação é importante nesse debate, que tem por objetivo combater a discriminação e o preconceito no interior das escolas.
Iracema Bandeira da Silva – Coordenadora
Misael dos Santos Barreto
Rosemeire do Carmo Rodrigues – diretores da secretaria.
A criação de um Fórum Permanente de Discussão, Formação e Combate à Discriminação por Orientação Sexual foi a principal deliberação do Encontro Educação e Homofobia, realizado pelo Sinpro no último dia 21 de março. Os professores interessados em participar desse espaço de debate podem comparecer a sua primeira reunião, marcada para o dia 16 de maio, sábado, às 9h, na sede do Sindicato.
A partir de agora o telefone 0800 606 0505, implantado pelo Sinpro para denúncias a respeito de violência nas escolas, poderá ser usado também para denunciar toda forma de preconceito ou homofobia no interior dos estabelecimentos de ensino. Se você for vítima de preconceito ou presenciar qualquer ato que possa ser classificado como preconceito sexual, denuncie!
Cerca de 130 pessoas participaram durante todo o dia das discussões sobre as diretrizes pedagógicas do MEC no combate à homofobia, sobre a tipificação do que seja discriminação sexual, entre outros temas. Na abertura a diretora do Sinpro Iracema Bandeira fez uma espécie de desafio: pediu que todos fechassem os olhos e depois abrissem e observassem se havia alguma pessoa igual entre os presentes. “Podemos perceber que somos todos diferentes, não existe nenhuma pessoa igual a outra. Nós somos diferentes, mas não podemos ser indiferentes”, afirmou ela.
Para o diretor Misael Barreto, o interesse demonstrado pelos professores mostra que há uma preocupação com a busca de solução para a crescente intolerância que tem havido dentro das escolas com professores, funcionários e alunos que expressam sua orientação sexual. “Ninguém mais indicado para reverter essa realidade que o educador, que tem o dever de defender a diversidade e combater o preconceito e a discriminação”, afirmou ele.
A CUT-DF decidiu acionar o Ministério Público solicitando investigação para saber se a Secretaria de Educação do DF está cumprindo as diretrizes definidas pelo Ministério da Educação no que diz respeito ao combate à homofobia. A decisão foi uma reação às declarações preconceituosas emitidas pelo secretário de Educação ao apoiar a decisão de não renovar o contrato do professor Márcio Barrios de Brazlândia.
Em novembro de 2008, quando ainda fazia parte do quadro de professores de uma escola em Brazlândia, com contrato temporário, o professor Márcio decidiu utilizar a música “Kissed a girl” (Eu beijei uma garota), da cantora americana Katy Perry, para exemplificar conjugação verbal no tempo passado. Sua atitude contrariou uma orientação da direção da escola, que julgou o conteúdo da música inadequado para a faixa etária dos alunos (12 a 14 anos). Acusado de fazer apologia ao uso de álcool e ao homossexualismo, o professor foi afastado de sua função e não teve seu contrato renovado para 2009.
O professor de inglês Márcio Barrios decidiu usar uma música da cantora e compositora americana Katy Perry em uma das aulas. Na letra ela conta a história de uma garota que depois de beber beijou outra garota. “Eu beijei uma garota só para experimentar. Espero que meu namorado não se importe. Eu beijei uma garota e gostei do gosto de cereja do batom dela”, diz a letra. O professor afirma que a aula era sobre verbos no tempo passado e que a música, um sucesso, seria um bom exemplo.
O Secretário de Educação do Distrito Federal – José Luiz da Silva Valente – ao manifestar-se sobre o caso alegou que a atitude do professor “reflete um comportamento inadequado”, motivo pelo qual a SEDF apóia a decisão da escola.
Entendemos que a orientação pedagógica da escola – cuja direção afirma ter sido contrariada pelo professor, deve estar subordinada às diretrizes fixadas pelo Ministério da Educação para a rede pública de ensino no Brasil. E a proposta do MEC é investir na capacitação de professores da rede pública para o combate à homofobia, justamente para que situações como a de Brazlândia não volte a ocorrer.
O grupo de trabalho responsável pela elaboração desta política no MEC é consensual quanto à necessidade de se tratar o tema da diversidade sexual nas escolas, pois a invisibilidade e a falta de informação levam à reprodução de atitudes homofóbicas.
A palavra homofobia vem do grego e significa medo da homossexualidade. Expressa a criação e consolidação de um conjunto agressivo de referências contra gays, lésbicas, transgêneros e transexuais, que passam a ser taxados como perigosos, ridículos, anormais e doentes. O preconceito homofóbico pode incitar ódio, violência, difamação, injúria, perseguição e exclusão, prejudicando a imagem das pessoas e interferindo no aprendizado e na evasão escolar, por isso é tão importante que as escolas enfrentem o debate da diversidade sexual e do uso de álcool e drogas por adolescentes, dentre tantos outros.
Não é invisibilizando os problemas que vamos enfrentá-los. Portanto, o professor Márcio deve ser parabenizado pela coragem de denunciar, pois vários casos semelhantes permanecem no anonimato.
A declaração do próprio professor, que é homossexual e alega ter sido vítima de preconceito na escola, corrobora a tese de que a questão ultrapassa razões administrativas ou pedagógicas, denunciando um caso inequívoco de preconceito institucional, que deve ser tratado como tal.
Ao contrário do que declarou o Secretário de Educação do DF de que “não interessa a opção de ninguém. Interessa que as pessoas que estão ali com a responsabilidade de educar os nossos jovens, os eduquem de acordo com a orientação pedagógica da escola”, defendemos que a orientação das pessoas deve sim interessar a todos. Deve interessar a ponto de ser discutida em sala de aula, nos sindicatos, nas ruas, no parlamento e em todo lugar, para que seja submetida a contradições e opiniões distintas, fazendo-se reconhecer e respeitar. Neste sentido, reafirmamos nosso compromisso com a aprovação do PL 122/2006, que está em tramitação no Senado Federal e tem como objeto a criminalização da homofobia.
Noutro extremo do DF já temos um exemplo de como enfrentar essa questão: o Projeto Planaltina de Mãos Dadas com a Diversidade sem Discriminação vem sendo desenvolvido com 120 professores em 39 escolas da cidade e envolve pelo menos 15 mil estudantes do ensino fundamental, além da comunidade.
A Central Única dos Trabalhadores do DF lamenta as declarações do Secretário de Educação do DF e solidariza-se com o professor Márcio e com tanto/as outro/as educadores e educadoras anônimos que trabalham cotidianamente por uma educação emancipadora e não discriminatória.