Papai Noel de moto faz um Natal Radical em duas escolas de Samambaia

No dia 9 de dezembro Papai Noel foi até a Escola Classe 111 e a Escola Classe Guariroba, ambas de Samambaia, montado na garupa de uma moto e acompanhado de uma galera bem radical. É o Natal Radical, evento organizado por voluntários, dentre os quais a professora aposentada Suely Lucena do Brasil e vários motoclubes da Capital Federal.

Há nove anos, a turma do Natal Radical se junta para dar uma festa inesquecível para crianças carentes. Conta com 15 organizadores, 30 colaboradores e cerca de 80 participantes, todos voluntários, que buscam escolas de periferia, com crianças carentes e em situação de vulnerabilidade social, ainda no início do ano. As escolas são escolhidas a partir de dois critérios: atender o máximo de crianças carentes e ter estrutura para comportar o evento no final do ano.

Uma vez escolhidas as escolas, o grupo faz a visita às crianças “à paisana”, logo no início do segundo semestre. Vão em suas motos, conversam com as crianças e pedem que elas escrevam uma cartinha para o Papai Noel, em que elas pedem que o Bom Velhinho realize um desejo de natal.

“Então, nós temos quatro meses para acionar nossa rede de colaboradores e doadores, para que se tornem padrinhos das crianças, e correr atrás de patrocínios para montarmos uma festa radicalmente inesquecível na escola”, conta a professora Suely.

No mês de dezembro são realizados os eventos nas escolas. O Natal Radical chega às escolas com brinquedos infláveis, futebol de sabão, lanches à vontade, pipoca, algodão doce, oficinas de pintura de rosto, cabelo legal e bichinhos de balão. “Um dia de alegria completa para a criançada, que se diverte à vontade”, conta orgulhosa a professora.

Papai Noel chega à escola na garupa de uma das motos, cercado de vários(as) motociclistas vestidos(as) a caráter, levando os presentes de cada criança.

“As crianças ficaram muito contentes em agosto. Fizeram as cartinhas e aguardaram ansiosas o mês de dezembro. Poucos dias antes do evento, fui às salas perguntar: ‘Quem escreveu cartinha pro Papai Noel? Tá chegando o dia da visita!’, e eles ficaram muito animados. Dava pra ver a felicidade nos olhinhos brilhando”, conta a diretora da EC 111, professora Fernanda dos Anjos Vieira.

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Livro “A Cápsula do Tempo da Pedra Fundamental” foi lançado no CED Stella dos Cherubins

Na terça-feira (12/12), no CED Stella dos Cherubins em Planaltina, ocorreu o lançamento do livro “A Cápsula do Tempo da Pedra Fundamental do DF: Uma Mensagem para o Futuro”. 

Este projeto se iniciou ano passado, quando a cápsula do tempo foi enterrada na Pedra Fundamental, em Planaltina, no dia 07/09/2022 quando a mesma completou 100 anos, para ser desenterrada daqui a exatamente 100 anos. Nela, estão fotos, documentos, textos, pen drive com cantos de passarinhos, dentre outros itens.

“Registramos as comemorações durante todo o ano do centenário da Pedra Fundamental e dos lugares históricos de Planaltina. Foi desenvolvido um trabalho dos professores junto aos alunos da escola, aliás há um capítulo todo do livro para o CED Stella”, diz Mara Müller, coordenadora da escola.

O evento contou com cerca de 150 pessoas, dentre eles professores, alunos, deputados e funcionários da regional de ensino. Três comendas foram entregues.

E foi apresentada uma outra cápsula do tempo, em alusão à que está enterrada, de um trabalho desenvolvido pelo professor de história com os estudantes.

O livro

A obra, organizada por Iassana Rodrigues e Robson Eleutério, interdisciplinar e transversal, conta com a apresentação do jornalista Bartolomeu Rodrigues e prefácio do historiador regional Ramir Curado. O professor Robson Eleutério fala de história; a professora Iassana Rodrigues de geografia e cultura; o professor Raul Torres sobre turismo; a ambientalista Mara Moscoso sobre meio ambiente; os professores Mara Müller, Jhenifer, Geraldo Ramiere aceitaram a execução do projeto Baú das Artes no CED Stella dos Cherubins e dessa experiência surge o capítulo final do livro.

O coletivo conta com personagens da sociedade civil organizada, com objetivo de serem ouvidos pelo poder público. Uma dessas reivindicações culminou na importante defesa de que o território necessita: a preservação do cerrado e toda a cultura cerratense que o rodeia.

A transversalidade está no depósito da cápsula do tempo e a participação de ações pedagógicas com a escola CED Stella dos Cherubins de Planaltina.

 

Professora aposentada pede ajuda com doação de sangue

O Sinpro pede aos(às) professores(as) e orientadores(as) educacionais que ajudem a professora aposentada Lidia Maria Noleto, que precisa urgentemente de doação de sangue. Para participar desta campanha basta levar um documento com foto e realizar a doação em nome de Lidia Maria Noleto no Hemocentro do Centro Médico Brasília (SHIS QI 15 do Lago Sul).

As doações podem ser feitas de segunda a sexta-feira das 8h às 16:30, e aos sábados das 8h às 12h.

Segundo o Hemocentro, os estoques estão críticos e é preciso aumentar o número de doações e, consequentemente, o estoque de sangue para continuar salvando vidas. Participe desta campanha do bem!

Mais informações pelos telefones (61) 3773-6222 e (61) 98199-6716.

Campeonato de skate agitou CEF Zilda Arms

Na pista de skate do CEF Zilda Arms no Itapoã, no dia 9 de dezembro, ocorreu um campeonato, com a participação de 20 skatistas entre 12 e 16 anos de idade. A organizadora, Ana Catarina Cantanhede Felinto, é estudante de licenciatura da UnB (Planaltina) e explica que esta iniciativa consta no PIBID (Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência) em que está inserida.

“Esta iniciação é feita conosco nas escolas públicas. Tem um professor que coordena a gente em cada escola. Aí eu fui lá pro CEF Zilda Arms no Itapoã pra começar o PIBID. E lá tem uma pista de skate, na minha família algumas pessoas já andaram de skate e eu também já andei e me interessei bastante pela pista. E a professora que me coordena me designou para fazer um projeto por lá, que se chama “Os Conceitos de Física Aplicados no Skate”, eu tenho que dar uma aula sobre isso, que ainda estou formulando para dá-la”.

Ela conta que com o dinheiro arrecadado de patrocínio, no campeonato “conseguimos premiar os 10 primeiros colocados. Eram rodinhas, meias, lixas, e blusas. Os prêmios principais eram o shape e truck (partes do skate) para os dois mais bem pontuados”, diz Ana Catarina.

Ela ressalta que no momento de avaliar as manobras de cada participante, apesar de entender do esporte, por já ter andado de skate, também teve ajuda de alunos e ex-alunos da própria escola que andam de skate por lá.

A organizadora aponta que o “projeto é aberto, não é apenas para quem é da escola, mas para toda a comunidade. E foi muito legal o resultado, eu gostei muito. E todos perceberam que não é fácil organizar algo para um esporte que não tem tanta visibilidade, como o skate”.

 

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Estudantes da EC Cachoeirinha autografaram livros que produziram

A EC Cachoeirinha, em São Sebastião, promoveu no dia 9 de dezembro uma manhã de autógrafos com a participação de 119 alunos(as) dos ensinos infantil e anos iniciais da educação fundamental, na presença de cerca de 250 pessoas.

“Eles realizaram um projeto baseado na ‘Estante Mágica’, no qual os estudantes escrevem o seu próprio livro. Após as 122 obras ficarem prontas eles organizaram uma manhã de autógrafos. Os estudantes entraram com seus livros impressos e autografaram. Foi um momento bem interessante, a comunidade escolar participou”, diz Leilane Costa, diretora da Secretaria de Assuntos Culturais do Sinpro, que esteve presente no evento.

“O projeto foi executado pela primeira vez na escola. Foi realizado o reconto de alguns livros e outras turmas produziram suas próprias histórias. Os desenhos foram feitos pelos estudantes e no dia do evento eles autografaram os livros”, relata Evani Soares dos Santos, coordenadora da escola.

Além da manhã de autógrafos, também ocorreu uma feira, com produtos orgânicos, artesanato, tudo produzido pela própria comunidade.

“A EC Cachoeirinha, que é uma Escola do Campo, exerce um papel fundamental na comunidade, que é bastante participativa e nós do Sinpro sempre procuramos estar presentes”, afirma Leilane.

 

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CED 08 do Gama mostra a voz e a expressão dos estudantes

Quando o assunto é o incentivo para que os(as) estudantes busquem o protagonismo, o Centro Educacional 08 do Gama tem propriedade. Com o objetivo de estimular e desenvolver o protagonismo estudantil, a escola realizou o projeto Lélia González, atividade realizada dentro da culminância dos conteúdos produzidos pelos(as) alunos(as) durante o ano letivo.

O projeto se coloca em um contexto multiseriado via referências interseccionais e transdisciplinares nas áreas de artes, filosofia e literatura. Em um trabalho intercalado entre a leitura dos livros Erguer a voz e Tudo sobre o amor e experimentações de som e movimento, o que entra em tela é a própria interpretação dos estudantes sobre temáticas raciais, de gênero e classe a partir de seus próprios corpos. Vale lembrar que alguns ainda manifestam os efeitos da reclusão da pandemia, tais como crises de ansiedade, depressão e agravamento de transtornos.

Os resultados das oficinas foram apresentados na Semana da Consciência Negra do CED 08 e no XIII Fórum da Orientação Educacional do DF. O projeto foi coordenado pela orientadora educacional Meiriellen Bastos Monteiro e pela professora de Filosofia Rebecca Reseck Dias. Também integraram o apoio as coordenadoras Raquel Ornelas e Laíse Santos.

Movimentos negro e antirracista apoiam apresentação do CED 310 de Santa Maria

A culminância do mês da Consciência Negra no CED 310 de Santa Maria, realizada no dia 24 de novembro e uma segunda apresentação no dia 5 de dezembro, contou com o apoio de membros do movimento negro e antirracista. O evento, que celebrou os 20 anos da promulgação da Lei 10.639, de 9 de janeiro de 2003, que incluiu no currículo oficial da Rede de Ensino a obrigatoriedade da temática “História e Cultura Afro-Brasileira”, contou com a presença de membros da OAB e do Conselho de Umbanda e Candomblé. Um dos resultados desses trabalhos foi a performance Alá de Oxalá, que surgiu da vontade de alguns alunos que pertencem à Tradição de Matriz Africana.

A performance Alá de Oxalá reúne o Panteão dos Orixás. Com esse tema, foi possível tratar da quebra de vários tabus sociais. “Além da performance Alá de Oxalá, tivemos trabalhos que construíram colares afro de parede, remo indígena, pintura corporal, fotoperformance, memorial aos indígenas e indigenistas assassinados e estátuas vivas indígenas”, recorda a professora de artes da escola Lidi Leão. Vários outros trabalhos foram desenvolvidos dentro dos conceitos estéticos de performance ou de instalação, que integram a linguagem da arte contemporânea.

 

Intolerância religiosa e racial

No dia 24 de novembro, uma postagem de um suposto site de notícias no Instagram (que, ao contrário do perfil do Sinpro, não foi desativado) acusava a escola de proselitismo religioso ao “obrigar” os alunos a participar de atividades ou cerimônias religiosas – sem informar que o trabalho valia nota para a disciplina de Artes. O perfil acrescentou a um breve vídeo (que mostrava estudantes vestidos com a estética diaspórica africana) o áudio da música tema do seriado Arquivo X, de forma a associar religiões afro com coisas desconhecidas e sobrenaturais – em suma, racismo religioso.

“Trata-se de uma ação pedagógica artística, não deve ser comparada a um culto religioso. O que se trabalhou em classe foi o tema Tradições de Matriz Africana, e não de “Religare” (a palavra “religião” deriva do latim religare, religar, voltar a ligar) – afirma a professora de Artes do CED 310, Lidi Leão.

A professora completa o raciocínio: “Não há como falar de arte Africana sem contar as suas fontes; quando falamos de arte medieval, ou dos vitrais nas igrejas católicas, ou ainda se falamos de Michelangelo, ao puxarmos o fio da origem, infalivelmente chegaremos em alguma fé religiosa. A fonte africana é, também, a sua fé, sua forma de ver, sentir, se comunicar com o que acreditam e vivem.”

 

Comunidade unida contra o preconceito

Face à provocação da postagem racista e sensacionalista realizada no Instagram, a comunidade escolar se mobilizou e apoiou a apresentação dos Orixás. “O corpo discente, docente e gestão democrática da escola deram uma resposta a esse comportamento racista em nossa comunidade, e promovemos duas apresentações da performance Alá de Oxalá”, conta a professora de artes. Uma delas foi o trabalho valendo nota; a outra apresentação valeu cidadania, e contou com a participação de estudantes de outras turmas, turnos e semestres, que pediram para participar, bem como dos professores Franco Adriano dos Santos e José Nildo de Souza, que já trabalharam no CED 310 de Santa Maria e voltaram à escola para apoiar e prestigiar a atividade.

Além da presença da comunidade escolar, a apresentação extra da perfomance Alá de Oxalá foi prestigiada pelo presidente do Conselho de Umbanda e Candomblé, Rafael Moreira, e o diretor do Conselho, Laércio de Oliveira e Silva; pelo líder dos Defensores do Axé e Foafro-DF, Ògan Luiz Alves; João Batista Pereira de Souza, presidente da comissão de igualdade racial da OAB do Gama e Santa Maria, de assessores da deputada federal Erika Kokay e do diretor do Sinpro Levy Porto.

“O que foi ofertado para a comunidade escolar na performance no CED 310 corrobora com o que está inserido na lei e em vários documentos relativos à educação. Devemos compreender o espaço da escola pública como a maior expressão democrática da diversidade cultural, religiosa, ideológica e em todos os aspectos. Na escola pública deve caber todo mundo e, através da educação crítica e reflexiva, possibilitar aos estudantes uma formação que o respeito às diferenças deve sempre prevalecer”, aponta Levi.

 

Educação antirracista o ano inteiro

A vivência dos 20 anos da Lei 10.639/03 integra o projeto 365 dias de Consciência Negra, desenvolvido no CED 310 desde 2018 por iniciativa e colaboração da professora Margareth Alves, com apoio dos gestores(as) e professores(as). Durante todo o ano letivo, várias ações aconteceram na escola. “No primeiro semestre recebemos na escola o projeto África é nós, patrocinado pelo Fundo de Apoio à Cultura, com várias atividades e um desfile final”, conta a professora Lidi.

“Realizamos também uma Vivência Cultural Indígena, em que levamos 80 estudantes para percorrer exposições culturais, conhecer o Museu dos Povos Originários e participar de atividades junto à comunidade Guajajara acampada no Território dos Pajés no Setor Noroeste”, completa. Lidi explica que, na aldeia do Território dos Pajés, os e as estudantes tiveram a oportunidade de conhecer indígenas e suas lutas diárias. Depois comeram uma tapioca coletiva, ouviram os cantos e as crianças Guajajara.

Veio o segundo semestre e outro Circuito Vivencial Cultural foi realizado, desta vez para conhecerem quatro espaços culturais em Brasília e o Atelier do Artista Plástico Ricardo Stumm.

Houve todo um planejamento didático ao longo do ano letivo. Da mesma forma que contemplamos a visibilidade dos estudantes que antes não tinham voz nem vez, para expressar as suas tradições milenares advindas da raiz que forma o povo brasileiro.

Darcy Ribeiro tem uma frase épica : “O Brasil, último país a acabar com a escravidão tem uma perversidade intrínseca na sua herança, que torna a nossa classe dominante enferma de desigualdade, de descaso.” Os resíduos deste período escravocrata persistem em todos os ataques que a cultura africana sofre em pleno século XXI.

Não é mais cabível nenhuma forma de demonização ou de qualquer preconceito acerca do tema. O povo brasileiro precisa expurgar tais perseguições à cultura que forma a identidade do seu povo.

O Sinpro parabeniza a professora Lidi, todo o corpo discente do CED 310 de Santa Maria e todas as outras escolas que realizaram eventos antirracistas com culminância no mês da consciência negra. Parabenizamos toda a categoria de professoras, professores, orientadoras e orientadores educacionais que cumprem com sua função social não só com relação à Lei 10.639/03, como também o trabalho contra todo tipo de preconceitos.

“É na escola onde devemos plantar, irrigar e cuidar da semente de uma sociedade sem racismo, e sem preconceitos de gênero, religião, orientação sexual, ou de capacitismo. É na escola que surge a sociedade com cidadãos tolerantes e capazes de conviver com o outro, com o diferente, com respeito e civilização. Nossos parabéns a todos e todas as profissionais da educação que não fogem à luta diária de cuidar do surgimento de uma sociedade plural”, afirma a diretora de imprensa do Sinpro, Letícia Montandon.

 

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Nesta quinta (14) começa exposição de estudantes da Escola Parque 308 Sul

O 1°Museu de Arte Infantil de Brasília no Alameda Shopping (Taguatinga) recebe a partir desta quinta-feira (14/12) às 20h até fevereiro, mais de 100 produções artísticas de alunos(as) entre 6 e 11 anos da Escola Parque 308 Sul feitas durante o ano letivo de 2023, é a exposição “Registros Escolares: Memórias Infantis”, que faz parte das comemorações dos 63 anos da escola, completados dia 20/11.

Esta mostra é um painel do universo educacional de artes visuais compreendido na escola, com o envolvimento de todos os(as) professores(as) (Cirilo Quartim, Cleber Cardoso Xavier, Filipe Alves, Flávia Mota, Gabriela Guimarães Starling, Gil Cunha, Glória Maria Calafange, Kassandra Castro, Marina Moyle, Isabela Barbalho, Rosa Madalena) que disponibilizaram os trabalhos de seus estudantes. 

“As produções artísticas exibidas são resultados das ações pedagógicas desenvolvidas ao longo do ano de 2023 e contextualizadas a partir do Currículo em Movimento que norteia o processo de ensino que vivenciamos nesta unidade escolar, que há 13 anos tem como gestor o professor Paulo César Valença”, diz o Dr. Cleber Cardoso Xavier, professor de artes visuais e curador da mostra.

Ele explica que na mostra, “são exibidos trabalhos que fazem uso de diversas técnicas, como: pintura com tintas aquarela, acrílica, guache, nanquim; cerâmica, desenho manual e a partir do uso do computador. Ainda são desenvolvidas técnicas de papel machê, pintura mural, recorte e colagem, pintura em diversos suportes, como: papel, papelão, madeira e tela”.

Sobre realizar a curadoria, Cleber aponta que “é uma seleção, uma mostra de um todo que nem sempre é possível exibir. O espaço ofertado em parceria com o Alameda Shopping não comportaria todas as produções realizadas ao longo de um ano letivo. Assim, foi selecionado um recorte a partir de técnicas e contextos desenvolvidos pelos docentes em sala de aula, tendo em vista a singularidade da realidade de cada turma e cada estudante. Temos, por exemplo, a produção artística de estudantes autistas, com déficit de atenção, hiperatividade, dentre outras singularidades do cotidiano escolar. Buscamos exibir a qualidade do ensino e não a qualidade estética, mesmo que esta se faça presente. 

O foco principal da curadoria é proporcionar ao espectador a compreensão da variedade e diversidade do nosso universo escolar. O desafio maior é proporcionar ao estudante que não teve o seu trabalho exibido, a compreensão de que ele está ali representado na presença do trabalho de seu colega, provocando assim o sentimento de compreensão, coleguismo, cooperação e alegria mediante a alteridade. Viver em sociedade é compreender que o outro e nós somos parte de um todo”.

Sobre a escola

A Escola Parque 308 Sul “é a primeira Escola Parque de Brasília e têm em si a expressão clara do projeto educacional de Anísio Teixeira para a Capital Federal. Nela são oferecidos dois componentes curriculares: Arte e Educação Física. Os demais componentes são trabalhados no âmbito da Escola Classe. Assim, a criança perpassa 10 horas diárias no sistema educacional, atualmente. Por meio de aulas-passeio, os estudantes visitam espaços urbanos e culturais de Brasília, desenvolvendo o sentimento de pertencimento e compreendendo melhor o que é a educação patrimonial e a cidadania”, diz Cleber.

Serviço:

Exposição “Registros Escolares: Memórias Infantis”

Curadoria de Cleber Cardoso Xavier sobre produções artísticas de estudantes atendidos na Escola Parque 308 Sul

Docentes de Artes Visuais: Cirilo Quartim, Cleber Cardoso Xavier, Filipe Alves, Flávia Mota, Gabriela Guimarães Starling, Gil Cunha, Glória Maria Calafange, Kassandra Castro, Marina Moyle, Isabela Barbalho, Rosa Madalena.

Abertura: 14/12 às 20h

De 14/12/2023 a 14/02/2024

1º Museu de Arte Infantil de Brasília – Alameda Shopping – Piso 1 

(CSB 02, Lote 01/04, Taguatinga)

Segunda a sábado, 9h às 21h; domingo 11h às 18h

Entrada franca

Professora aposentada aborda machismo estrutural em livro

A vivência como professora e a preocupação com o machismo estrutural motivaram a educadora aposentada Mágda Oliveira a escrever seu primeiro livro. Intitulada Donatello, o menino que mudava de cor, a obra conta a história de um menininho tão tímido que mudava de cor e será lançada pela Editora Avá no próximo domingo (17), das 10h às 13h, na Oficina de Arte da 104 Norte.

Em sua atuação como professora do Ensino Fundamental há 25 anos, Mágda pôde notar que as meninas normalmente expõem seus sentimentos e emoções, inclusive umas com as outras, ao contrário dos meninos. Desde muito cedo eles carregam um estigma social reforçado pelo machismo estrutural de que meninos não choram. O livro, com ilustrações de Ana Feliz, convida seus pequenos leitores(as) a pensarem e agirem para transformar essa realidade. “A leitura é muito importante na fase infantil, porque estimula a imaginação, cria vínculos, ajuda a ter empatia, estimula o senso crítico, aumenta o vocabulário. Nos dias atuais, de tantas telas, o livro desacelera o pensamento e envolve a criança no mundo da criação e da sensibilidade diante dos desafios da vida. Ler é abrir a janela da alma e deixar fluir novos olhares”, salienta.

O evento de lançamento ainda contará com shows de música ao vivo, apresentação do grupo de percussão Batalá, aula de desenho e lanche a ser vendido no local, pelo café da oficina.

Mostra contempla produções e conquistas de estudantes de altas habilidades de Ceilândia

O Atendimento Educacional Especializado de Altas Habilidade de Ceilândia realizou uma mostra onde foi possível contemplar as produções e conquistas dos(as) estudantes atendidos por este segmento do Ensino Especial. Na Mostra, realizada sempre aos finais de cada ano, foram apresentados trabalhos nas áreas acadêmica e artística, e este ano teve como tema Vem, vou te contar!.

Os trabalhos mostraram uma história criada e ilustrada por uma estudante de 9 anos, projetos acadêmicos, premiações em diversas olimpíadas de conhecimento, além de exposição artística com pintura a tinta acrílica, giz pastel, lápis de cor, esculturas e arte com base sustentável.

Professora itinerante do Atendimento de Altas Habilidades de Ceilândia, Gizelle Pires Ferreira Mendes explica que a Mostra não é bem um projeto, mas a culminância das atividades desenvolvidas ao longo do ano, com atividades de enriquecimento escolar propostas pela metodologia do atendimento especializado. “É um atendimento ofertado pela Secretaria de Educação do DF a estudantes de escolas públicas e particulares, da Educação Infantil ao Ensino Médio, com o objetivo de ampliar, aprofundar, enriquecer e estimular o potencial dos alunos. As famílias são convidadas a participar e prestigiar esse momento junto aos filhos e tudo se torna um momento de trocas emocionantes”.

O pólo de atendimento ao estudante com Altas Habilidades em Ceilândia fica na Escola Classe 64.

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