Já está disponível o 6º volume da Coleção Transição Agroecológica
Jornalista: Luis Ricardo
A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) disponibiliza o sexto volume da Coleção Transição Agroecológica, fruto da parceria da Embrapa com a Associação Brasileira de Agroecologia (ABA-Agroecologia). Intitulado Agroecologia e Povos Tradicionais na América Latina e Caribe, o livro corresponde ao compromisso de difundir os princípios da Agroecologia, mantendo a dinâmica de promoção e socialização de trabalhos de pesquisa da Embrapa e parceiros, com a melhoria da qualidade de vida no campo e na cidade.
A obra tem o objetivo de contribuir para o diálogo entre conhecimento tradicional e científico a partir de reflexões sobre experiências agroecológicas vividas por agricultores familiares, povos e comunidades tradicionais da América Latina e Caribe, particularmente pelas mulheres agricultoras, em universos culturalmente distintos. Todas têm em comum práticas que objetivam a conservação da sociobiodiversidade associada à produção de alimentos saudáveis referenciados regionalmente.
São muitos os desafios a serem superados, e o compromisso da Embrapa é contribuir para a construção de uma ciência que seja inclusiva. Diante disto a Embrapa assegura, na sua programação, espaço para o desenvolvimento de projetos nas áreas de Sistemas de Apresentação Produção de Base Ecológica, Inovação Social e Alimentos com foco em segurança, nutrição e saúde.
O lugar da Pedagogia e do currículo nos cursos de Pedagogia no Brasil é retratado em livro
Jornalista: Luis Ricardo
A indagação de qual é espaço ocupado pela pedagogia nas universidades federais do Brasil foi retratada pelo professor Dr. Francisco Thiago Silva, da Faculdade de Educação/UnB, no livro O lugar da Pedagogia e do currículo nos cursos de Pedagogia no Brasil: reflexões e contradições. O educador lança a obra no dia 02 de dezembro, a partir das 17h, no restaurante Le Jardim Bistrot (CLSW 301, Bloco A, loja 66, fundos, Ed. Espaço VIP, Sudoeste).
O livro traz como questão motivadora, qual é o espaço ocupado, ou não, pela pedagogia e pelos estudos curriculares nos editais de concurso público docente para provimento de vaga da disciplina currículo no curso de graduação em Pedagogia e a relação nas prescrições legais (Projetos Pedagógicos de Cursos – PPCs e fluxogramas) em universidades federais do Brasil.
O pressuposto é de que há, ainda, uma marginalidade acerca da própria pedagogia e do campo do currículo nos espaços destinados para a formação inicial de pedagogos(as), e esse fenômeno pode acarretar uma insuficiente e frágil constituição da identidade laboral desses(as) futuros profissionais. O autor relata que o fenômeno pode estar ocorrendo durante a seleção pública dos(as) futuros docentes para atuarem na licenciatura, haja vista o requisito básico para ingresso na carreira exigir cada vez menos a graduação em Pedagogia.
A obra é indicada para estudantes de graduação e de pós-graduação e para profissionais da educação que estejam envolvidos em qualquer prova virtual editora dialética nível, etapa ou modalidade, e ainda nas esferas gerenciais desses processos educativos, sobretudo os que demandam conhecimento nos campos da pedagogia, do currículo e da formação de professores(as).
Local: Le Jardim Bistrot (CLSW 301, Bloco A, loja 66, fundos, Ed. Espaço VIP, Sudoeste).
Projeto fotográfico do CEF 02 de Ceilândia expôs novo olhar sobre o ambiente escolar
Jornalista: Maria Carla
A fotografia é arte? De vez em quando essa pergunta é ressuscitada e levanta a velha discussão dos primórdios da invenção da fotografia sobre se ela é arte ou não. Trata-se de um tema tão pulsante que sempre retorna à pauta de debates conceituais sobre artes. Quando a fotografia foi apresentada à Academia Francesa de Ciências, em 1839, o debate sobre se é arte ou não tomou o mundo da arte. A polêmica foi tão forte que o Vaticano, autoridade máxima do mundo ocidental na época, se reuniu para decidir se a recém-inventada fotografia era ou não uma forma de pecado.
A fotografia foi uma das invenções espetaculares do século 19 que veio para mudar conceitos. Por exemplo, ela, praticamente, retirou das artes aquele estigma de que a produção artística é uma atividade restrita a pessoas iluminadas e, seu o produto, um objeto caro para deleite apenas das elites do mundo. A fotografia nega essa mercantilização da inteligência e sensibilidade humanas. Ela popularizou a habilidade das pessoas de qualquer classe social produzirem conteúdos e formas, voltada para a materialização de um ideal de beleza, harmonia ou expressão de sua da subjetividade.
Tanto é que, enquanto as elites se debatiam sobre se é arte ou não, a fotografia se consolidou como arte, técnica e disciplina escolar, fazendo parte dos currículos do Ensino Fundamental ao Superior. Hoje, mais democratizada do nunca por causa do avanço e da popularização das novas tecnologias, ela é reconhecida como uma das sete artes digitais e está na mão, ao alcance de qualquer pessoa: está no celular. Esse novo argumento foi comprovado pela exposição “Ambiente escolar: um novo olhar”, do Centro de Ensino Fundamental 02 de Ceilândia (CEF 02 de Ceilândia).
Exposição “Ambiente escolar: um novo olhar”
Essa breve história foi contada para mostrar como o CEF 02 de Ceilândia utilizou a fotografia e o celular para reforçar o viés democrático das artes e o uso das tecnologias como instrumento pedagógico. A escola superou a velha discussão filosófica secular sobre o que é arte e apresentou o ambiente escolar como local de inspiração artística e o aparelho celular como instrumento pedagógico. Mas não ficou presa aí. A escola foi mais longe e transformou o olhar dos(as) estudantes em expressão artística, ou seja, em arte.
O projeto é da professora de artes Érika Guedes que, no primeiro semestre, finalizou o conteúdo da sua disciplina com a mostra “Ambiente escolar: um novo olhar”. A exposição foi instalada na própria escola e na EAPE. As fotografias desse trabalho foram produzidas por mais de 150 estudantes de cinco turmas do 9º Ano, que se organizaram em grupos de até quatro pessoas para que cada grupo pudesse ter pelo menos um celular que possibilitasse a participação de todos e a revelação das fotos não ficasse muito cara.
Com o projeto “Ambiente escolar: um novo olhar”, Érika contemplou os ideias do Currículo em Movimento, da Secretaria de Estado da Educação (SEE-DF), e ensinou a importância do ambiente escolar para todos(as). “Decidi fazê-lo este ano para que os estudantes pudessem utilizar o celular como meio pedagógico. Além disso, o projeto contempla o conteúdo do Currículo em Movimento, que trabalha da técnica da fotografia, abordando o tipo de imagem, o ângulo, as cores, a luminosidade dentre outras. Foi também uma forma de os estudantes respeitarem o ambiente e se sentirem pertencentes. Com o novo olhar sobre o ambiente escolar, os detalhes passaram a fazer parte dos momentos deles”, explica a professora.
A pedagogia do método
“Primeiramente, é importante destacar que o conteúdo “fotografia” está no currículo da disciplina artes. Depois, o projeto envolve fotografias tiradas de celulares. Durante as aulas de artes, os estudantes receberam orientações sobre os tipos de fotografias. Nos 15 minutos finais de cada aula de artes, eles foram liberados para fotografarem a escola. A partir dos objetos escolhidos, fui orientando quanto ao ângulo e à luminosidade. Eles tiveram total autonomia para se deslocarem no ambiente escolar e escolherem o que gostariam de fotografar”, explica.
A exposição fechou o conteúdo do primeiro semestre de artes e esteve disponível nos murais da escola até o início de novembro, quando foi retirada para dar espaço à culminância dos trabalhos referentes ao Mês da Consciência Negra. “O projeto ‘Ambiente escolar: um novo olhar’ mexeu com os conceitos acerca da escola entre os estudantes. No início, eles tiveram muita dificuldade em olhar a escola como ambiente com potencial artístico. Mas, depois, passaram a perceber os detalhes de objetos que eram apenas funcionais para o dia a dia”, conta.
Embora seja novo no CEF 02 de Ceilândia, esse projeto já foi feito pela professora Érika em outras escolas em que ela atuou. Além disso, trata-se de um projeto individual da disciplina artes e ainda não está previsto no Projeto Político-Pedagógico (PPP) da escola. “Talvez, em 2024, ele seja um dos tópicos para a Semana Pedagógica. Este ano, de forma indireta, toda a escola e as disciplinas estiveram envolvidas. Direção e professores apoiaram o projeto e foram bem flexíveis quanto aos estudantes andando nos corredores e pedindo permissão para entrarem e outras salas para fotografar”, finaliza.
Projeto Anjos Cênicos, do CED Stella Querubins, completa 20 anos
Jornalista: Letícia Sallorenzo
O CED Stella dos Querubins realiza nesta semana mais uma edição do projeto Anjos Cênicos. Desta vez, as apresentações teatrais das turmas do CED Stella ocorrem nos dias 21, 22 e 24 de novembro.
O projeto Anjos Cênicos são apresentações teatrais de várias turmas com textos montados pelo professor Donne Pitalurgh, que realiza o projeto há 20 anos. O projeto interdisciplinar envolve vários professores de diversas matérias.
A proposta pedagógica desse projeto insere o teatro (e as artes cênicas de maneira geral) como mediador da interdisciplinaridade no cotidiano escolar do CED Stella Querubins desde 2003. “O projeto começa a ser elaborado ainda na semana pedagógica, quando os professores de várias disciplinas discutem comigo temas geradores, textos, imagens, músicas e ideias que são trabalhadas nas aulas regulares de Arte com o intuito de se criar um processo de encenação baseado no modelo da colagem cênica”, explica o idealizador do projeto, o professor de artes do CED Stella, Donne Pitalurgh.
O trabalho parte de poemas, músicas, dança, esquetes, teatro de sombras e outras linguagens para abordar temas sugeridos pelas disciplinas parceiras como Língua Portuguesa, História, Sociologia etc. Os últimos trabalhos também conseguiram estabelecer parceria com as aulas de matérias exatas, como Matemática e Química, e também com as aulas de Espanhol.
“O projeto Anjos Cênicos procura valorizar o diálogo entre as várias áreas de conhecimento e foca no protagonismo juvenil, pois busca aproveitar as habilidades que os estudantes trazem de sua vida cotidiana, como canto, dança, artes marciais, folia de Reis, hip hop, mas sempre associadas a algum conteúdo da grade curricular”, completa Donne.
O universo do teatro ajuda na autoestima dos e das adolescentes, que aprendem a falar em público com mais firmeza, e passam a se comunicar de forma mais clara e menos inibida.
Professora aposentada é uma das premiadas do FAC Mulher
Jornalista: Letícia Sallorenzo
A professora aposentada da rede distrital Janilce Rodrigues é uma das 10 agraciadas com o prêmio FAC Mulher, concedido pela Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal (Secec). Ela concorreu na modalidade acima de 60 anos.
O certame premiou, no total, 50 agentes culturais mulheres relevantes ou que tenham desenvolvido, no Distrito Federal, ações artísticas e culturais em benefício da sociedade, que comprovassem atuação direta ou indireta no enfrentamento, prevenção ou combate à violência contra mulheres por meio da cultura.
Janilce recebeu o prêmio por suas ações em trabalhos voluntários e comunitários. Com o apoio do Ministério Público de Sobradinho, ela organizou na cidade um programa de acolhimento para mulheres em situação de violência doméstica, intitulado “Conversando com meus botões”, que envolvia rodas de conversa e oficinas de costura para essas mulheres.
“Nesse programa nós fazíamos o acolhimento dessas mulheres, com roda de conversa ou jogos cênicos, a depender do planejamento. A seguir, oferecíamos agulha, linha e tecido para aprenderem bordado em tecido xadrez. Algumas mulheres não sabiam como mexer com linha e agulha, e nós as auxiliávamos nesse processo. Também levamos alguns tecidos para que elas trabalhassem livremente com o material. Algumas aprenderam o bordado e começaram a vender produtos de bordados e ensinar bordado para outras mulheres. Houve ainda, dentre as mulheres acolhidas, as que faziam apliques de crochê nos bordados, e também compartilharam essa técnica com o grupo.”
Janilce também criou e coordenou o Canto Coral Popular, com a regente Sara Landum: “Conversei com o presidente do Lyons clube, que disponibilizou o espaço do clube para os ensaios. Conseguimos reunir cerca de 15 pessoas e fizemos algumas apresentações do coral de MPB em Sobradinho. Apresentamos na praça e na feira de Sobradinho. O projeto durou cerca de um ano.”
O prêmio FAC Mulheres concedeu um total de R$ 800 mil reais em prêmios a mulheres e entidades geridas por mulheres. Metade dos prêmios foram destinados a mulheres negras. Havia também as categorias indígena, quilombola, mulheres com deficiência e mulheres acima de 60 anos – categoria em que Janilce concorreu.
Estudante da UnB concorre a embaixadora da América Latina do programa Seeds for the Future
Jornalista: Luis Ricardo
Uma graduanda de Relações Internacionais na Universidade de Brasília (UnB) está concorrendo a Embaixadora da América Latina do programa Seeds for the Future, da multinacional chinesa Huawei. Até o final desta quinta-feira (23) os(as) interessados(as) poderão votar na estudante Cintia Lucena por meio de uma enquete na rede social X/Twitter. Qualquer pessoa, por meio de qualquer conta, pode participar. Basta ter uma conta na rede social, acessar este link e clicar no nome Cintia Lucena.
Cintia pesquisa a Agenda 2030 e os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável há alguns anos, e também tem se dedicado a estudar a relação Brasil-China para buscar soluções tecnológicas no sul-global.
Lançado em 2008, o Seeds for the Future faz parte de uma plataforma ainda mais abrangente da Huawei, chamada Tech4All, que pretende ajudar mais de 500 milhões de pessoas a se beneficiarem da tecnologia digital nos próximos cinco anos. O programa já capacitou mais de 30 mil estudantes, de 126 países. No Brasil, cerca de 150 alunos(as) já participaram do programa desde que foi lançado em 2015, em cooperação com o MCTIC e o Ministério da Educação.
Programa global de intercâmbio cultural e profissional, que tem como objetivo inspirar jovens talentos a ingressarem no mercado de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC), o programa une jovens de diversas áreas de conhecimento, e do mundo todo, para mostrar as oportunidades que o setor de tecnologia oferece para o desenvolvimento de suas carreiras. O Seeds for The Future é uma experiência que traz uma visão mais ampla para quem busca conhecimento na área de tecnologia da informação. O programa mostra o compromisso da empresa em oferecer conhecimento e promover o desenvolvimento de talentos para o mercado futuro.
Sinpro soma na caminhada pela vida das mulheres, dia 25
Jornalista: Vanessa Galassi
No Dia Internacional para a Eliminação da Violência Contra as Mulheres, 25 de novembro, o Sinpro se soma a diversas organizações na Caminhada pela Vida de Todas as Mulheres e Meninas. A atividade será de 9h às 12h, no Taguaparque, em Taguatinga.
Além da caminhada, o evento também terá plantio de árvores, feirinha e serviços diversos. “Toda nossa categoria está convidada a participar. Vamos juntas e juntos defender a vida de todas as mulheres e meninas, nas ruas, nas escolas e em toda parte”, diz a diretora do Sinpro-DF Mônica Caldeira.
O dia 25 de novembro marca mundo afora o início da Campanha 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência Contra as Mulheres. No Brasil, a campanha começa antes, no dia 20 de novembro, Dia da Consciência Negra, somando 21 dias de ativismo. Isso porque, aqui, é considerado essencial lembrar que as mulheres negras são as principais vítimas da violência de gênero.
2ª Feira Cultural da EC 28 de Ceilândia traz à tona herança cultural e civilizatória do povo negro
Jornalista: Luis Ricardo
A Escola Classe 28 de Ceilândia trouxe à tona a herança cultural e civilizatória dos antigos reinos e impérios africanos (Mali, Gana e Angola), além das tecnologias e invenções ancestrais durante a 2ª Feira Cultural. O evento, realizado no último sábado (18/), mostrou todo protagonismo dos povos originários, trabalhado pelos(as) estudantes através das culturas dos povos Yanomamis e Pataxós.
Os(as) estudantes participaram da produção dos materiais expostos na Feira, bem como fizeram apresentações de músicas, danças, jograis e encenações. O material produzido partiu das temáticas sugeridas para cada segmento e de leituras trabalhadas no projeto de leitura da escola.
Mariana de Carvalho Rodrigues da Silva, supervisora pedagógica da EC 28, explica que a escola tem o compromisso antirracista como premissa descrita no projeto político pedagógico, e dessa forma promove ações interdisciplinares durante o ano a fim de contribuir com a subjetividade, auto estima e valorização das crianças negras.
CED 01 do Itapoã evidencia a cultura negra por meio da arte
Jornalista: Luis Ricardo
A influência negra no Brasil é constatada em diversos aspectos da nossa cultura, tais como a língua, culinária, as danças, as músicas, algumas religiões e vários outros costumes dos diversos grupos vindos do continente africano. Em comemoração ao Dia da Consciência Negra, o Centro Educacional 01 do Itapoã promoveu, no último sábado (18), uma grande festa entre estudantes, professores(as), funcionários da escola, comunidade escolar e o grupo teatral Solos Negros nas Escolas.
Durante todo o dia os(as) alunos(as) realizaram uma série de atividades, mostrando toda riqueza da cultura negra no nosso país. Com o objetivo de reconhecer a cultura negra que permeia nossos dias por vezes despercebida ou até desvalorizada, por meio da vivência em oficinas, palestras e peça teatral, os(as) alunos participaram de teatro, oficina de poemas, street dance, capoeira, batalha de rimas e oficina de tranças e turbantes. Os(as) presentes ainda tiveram a oportunidade de participar de terapia comunitária, debates sobre preconceito racial e roda de conversas.
Professora de contrato temporário, Fernanda Buarque Bandeira comenta que o CED é uma escola militarizada, sofrida e sucateada, com falta de efetivo policial e funcionários para atender uma comunidade difícil e com muitas vulnerabilidades, mas mesmo diante de tantas dificuldades, projetos como este auxiliam os(as) alunos(as) na questão pedagógica e em suas vidas. “Este projeto amplia a consciência coletiva e a visão sobre o papel do povo negro na construção do nosso país. Também favorece a reflexão sobre a necessidade de combater o racismo, valorizar e fortalecer a cultura Afro em nosso meio, ampliando a identidade cultural e a integração”, salienta.
O projeto foi previsto no início do ano e o tema trabalhado pelos(as) professores(as) no decorrer de 2023.
Projeto Consciência Negra do CED 07 de Ceilândia homenageia Carolina Maria de Jesus
Jornalista: sindicato
Executado há 4 anos, o Projeto Consciência Negra do CED 07 de Ceilândia em 2023 ocorreu nos dias 18 e 20 de novembro para 25 turmas (oitavo e nono anos e classes especiais). O tema deste ano foi “Carolina Maria de Jesus – Uma referência para a literatura brasileira”, que foi “trabalhado durante todo o mês de novembro. Em sala os professores, conselheiros de cada turma foram desenvolvendo temas no decorrer das suas aulas: poesia, literatura, tudo o que estavam ligados com o tema principal, a Carolina”, diz a professora Joana Darc do Carmo Alves Cruz, organizadora do evento.
No sábado (dia 18), o evento começou com a exposição dos trabalhos e encerrou com batalha de rimas e a escola de samba Capela Imperial, de Taguatinga.
Já na segunda-feira, foram diversas oficinas: tranças e penteados; samba e pagode; jogos de tabuleiro; oficina de artes; mandalas; reflexão/dinâmicas; culinária; bonecas e just dance. Ao final, o desfile “A Beleza da Diversidade” com alunos do Ensino Fundamental e Ensino Especial.
“As transformações que nós observamos nos alunos é deixá-los à vontade para escolher em qual espaço ele quer estar na escola naquele momento, porque na sala de aula o professor explica o conteúdo, mas nós vamos estar revelando novos talentos da escola, onde a gente vê a questão da dança, da pintura, dos desenhos, das reflexões e vamos aproveitar e não ficar só nisso. Vamos fazer destes novos talentos, dar espaço e momentos, como intervalos culturais, para eles terem o momento deles mostrarem para os professores e para os próprios colegas do que são capazes”, afirma Joana.
No dia seguinte ao evento, foi realizada uma avaliação, “perguntando ao aluno o que ele achou do projeto. O resultado foi que acharam maravilhoso, que deveria se repetir, então isso nos motiva cada dia dentro da escola, com os alunos mostrando suas culturas, suas identidades, e nós valorizando cada um daqueles estudantes”,diz a professora.
A importância do projeto para a educadora é enorme. “Existe uma Lei, a número 10.639/2003, que torna obrigatório o ensino da história e cultura afro-brasileira e africana nos estabelecimentos de ensino fundamental e médio nas escolas públicas e particulares. E o espaço privilegiado de construção e transmissão do saber e da cultura desse resgate é na escola. Nós precisamos estar trabalhando nisso, porque a educação é o principal agente transformador e o papel dela é estimular valores, hábitos, comportamentos que respeitem as diferenças. Dentro das escolas nós temos a diversidade e por isso que não existe espaço melhor para trabalhar essa cultura do que nas escolas”.
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