O espetáculo ‘Quarto de Sonhar: Carolina Maria de Jesus’ está de volta

Quer se encantar e conhecer a história de luta e sobrevivência de uma das maiores escritoras da literatura brasileira e mundial? O espetáculo Quarto de Sonhar – Carolina Maria de Jesus está de volta em uma única apresentação no dia 26 de novembro, às 19h, no Teatro Galpão Hugo Rodas (Espaço Cultural Renato Russo – 508 Sul). O valor dos ingressos será de R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia), e contribuirá com o pagamento dos custos logísticos e técnicos necessários para a apresentação dos(as) estudantes.

A peça é uma celebração do legado e da história de uma das maiores escritoras da literatura brasileira. Além de apresentar trechos emblemáticos da sua mais célebre obra, o livro Quarto de Despejo: diário de uma favelada, o espetáculo levará ao palco algumas composições musicais de Carolina. Um espetáculo que fala de um país marcado pela injustiça social e pelo racismo estrutural, sem deixar de esperançar e sonhar um futuro mais digno para todas as humanidades desse mundo.

Dirigida por Wellington de Oliveira, a peça é um encontro com Carolina Maria de Jesus nos convidando a sonhar um sonho que emancipa a alma, a dignidade, a poesia, a vida. “Você vai se emocionar com a força de uma mulher que escrevia a realidade e o cotidiano da favela, publicados no conhecido livro Quarto de Despejo: diário de uma favelada. Um espetáculo para homenagear as muitas Carolinas desse mundo e celebrar as vozes que abriram tantos caminhos para um mundo com mais justiça e dignidade”, explica Wellington.

A produção é da Cia do Imaginário, grupo composto por estudantes de diversas escolas de Planatina-DF, acompanhados pela Sala de Altas Habilidades em Artes Cênicas.

 

SERVIÇO:

🎭Quarto de Sonhar: Carolina Maria de Jesus.

Direção e encenação: Wellington de Oliveira

Dramaturgia: Jonathan Andrade

🗓️ 26 de novembro.

⏰19 horas (única apresentação)

 

🎫Ingressos: R$ 20 (inteira) R$ 10 (meia entrada) + taxa do Sympla. O valor dos ingressos contribuirá com o pagamento dos custos logísticos e técnicos necessários para a apresentação dos estudantes.

 

📍TEATRO GALPÃO HUGO RODAS – ESPAÇO CULTURAL RENATO RUSSO – 508 Sul

 

Ingressos pelo Sympla: https://www.sympla.com.br/evento/quarto-de-sonhar-carolina-maria-de-jesus/2252602

 

 

VEJA O ÁLBUM

 

 

Professor aposentado pede ajuda para custear cirurgia

Ruberval Glória Batista tem 67 anos, é professor aposentado desde 2014. Lecionou em algumas escolas do DF, principalmente no CEM 01 de Sobradinho (Ginásio) por 25 anos, nas disciplinas matemática (inicialmente) e depois química.

Atualmente, Ruberval mora em Couto Magalhães (TO), está enfrentando graves problemas cardíacos e não tem plano de saúde. Após exames e uma cirurgia recentemente realizada, foi constatado que 99% da artéria direita está entupida, sendo necessária uma intervenção cirúrgica já agendada na clínica Interv Center Soluções Cardiovasculares, em Palmas (TO).

“A internação está marcada para o dia 29 de novembro (quarta-feira), com a cirurgia sendo realizada no dia seguinte, na quinta-feira (dia 30) e o valor estimado se tudo ocorrer dentro do previsto é de R$30 mil e eu não tenho essa quantia, é um custo muito alto”, afirma.

Ruberval lamenta que ainda não tenha recebido os precatórios do GDF. “Nós, aposentados temos preferência no recebimento, né? Esse dinheiro poderia me ajudar neste momento”, diz.

O aposentado ressalta que o valor estimado de R$30 mil é caso tudo ocorra dentro da normalidade. “Se tudo der certo, em quatro ou cinco dias eu tenho alta e estes são os custos, é para uma situação que eles chamam de preliminar. Agora, se durante o procedimento precisarem realizar algo inicialmente não previsto, o valor aumenta”. Doe, ajude!

Doações via pix:

CPF: 155.384.191-34

Ruberval Glória Batista

CEF 214 Sul celebra Dia da Consciência Negra

Cerca de 180 alunos dos oitavo e nono anos do turno matutino participaram dos eventos que celebraram o Dia da Consciência Negra no CEF 214 Sul. Na verdade, tudo o que ocorreu na segunda-feira, 21 de novembro, foi apenas a culminância de uma série de ações que a escola desenvolve por todo o ano, como explica Luciane Gomes, professora de história uma das organizadoras ao lado de Gilva Martins, professora de português.

“Durante o ano todas as questões relacionadas ao racismo/preconceito/baixa autoestima dos estudantes negros são tratadas pelas disciplinas, mas no mês de novembro são realizados os trabalhos práticos e as exposições/desfile”.

Foram realizadas as seguintes exposições: máscaras africanas (8°anos), fotos dos(as) alunos(as) sobre os símbolos adinkra (8° e 9° anos), quadros/fotos (classe especial), mural mulheres que marcaram a história, fotos com as pinturas tribais africanas (9° anos), desfile tribal fashion (9° anos) e varal de poesias (8° e 9° anos).

A professora diz o quão vital é este projeto para os(as) alunos(as). “Desde 2019 eu trabalho com a produção de fotos junto com a professora de português, e percebo que essa ação é muito importante para os alunos. Além da pesquisa sobre as pinturas tribais africanas, eles precisam escolher uma roupa, fazer a pintura, para em seguida realizar a foto. Muitos alunos não se reconhecem na foto realizada, pois não se consideram bonitos ou fotogênicos, e o elogio feito por outros alunos e pelos funcionários da escola ajuda a mudar essa percepção”. 

Luciane diz que “nesse ano realizamos pela primeira vez o desfile chamado ‘Tribal Fashion’, onde eles utilizaram roupas e pinturas tribais africanas como inspiração. Foi um momento muito importante no qual eles precisaram trabalhar em grupo para se arrumarem para o desfile. Quem ia desfilar foi arrumado(a) pelos integrantes do seu grupo e isso ajudou a fortalecer o trabalho em equipe e as relações de amizade. Foi um momento de união de toda escola, todos ficamos encantados com as produções feitas pelos próprios alunos”. As pinturas tribais foram realizadas pelos próprios estudantes, sob orientação das duas professoras.

Todos os trabalhos continuam expostos na escola até o fim deste mês de novembro.

Para ver as fotos do álbum do Facebook do Sinpro clique aqui.

Evento antirracista no CILC Ceilândia celebra mês da consciência negra

No último dia 18 de novembro, o Centro Interescolar de Línguas de Ceilândia (CILC) de Ceilândia também fez seu evento de celebração do mês da consciência negra. O evento foi realizado na escola de línguas a partir de sugestão da professora Amanda de Paula Alves, ainda na semana de coordenação pedagógica.

“Nos preparamos para este evento a partir de uma coordenação pedagógica coletiva, e organizamos inclusive uma palestra da EAPE sobre o tema”, conta Amanda.

O evento foi aberto à comunidade, e contou com rodas de conversas, oficinas e apresentações de dança e de música.

“Trabalhei com minhas turmas de 6º ano a série afrofuturista Kizazi Moto, da Disney, que conta a história da África, e discutimos questões de racismo no esporte, como os fatos ocorridos com o jogador de futebol Vinicius Junior, que joga no Valencia, time espanhol”, conta Amanda.

A professora também trabalhou em sala de aula a letra da música “que quede claro”, do grupo de hip hop cubano Orishas. A música, que foi tema de uma questão do Enem deste ano, retrata um caso de racismo ocorrido no metrô de Barcelona contra uma mulher negra equatoriana. “A partir dessa letra, fizemos um mural com rostos de personalidades negras aplicando a técnica pontilhada, muito usada pelo artista plástico dominicano (e negro) Cándido Bidó”, explica a professora, que trabalhou ainda, com sua turma, biografias de personalidades negras.

Antes da culminância do projeto, houve também um ensaio fotográfico, em outubro, denominado Cresp@s e Cachead@s, originalmente realizado no CEM 02 de Ceilândia e que foi levado para o CILC. O ensaio visa ao empoderamento da comunidade negra e da exaltação do cabelo crespo e cacheado.

Houve também oficina de charme, com o Periféricos no Topo, oficina de arte negra com a artista Lara Sales, Oficina de turbantes com a Professora Joana Darc e a professora Waneska Gomes, oficina de tranças com a professora Samara Melo.

O evento antirracista do dia 18 contou com a participação de vários ativistas (muitos ex-alunos da escola). Houve apresentações de batalha de rima, oficina de bonecas abayomi (técnica desenvolvida pela artesã Lena Martins na década de 1980, no Rio de Janeiro), oficina de maquiagem e bijuterias. Também teve oficina de Fit Hit, nova modalidade de dança/exercício em Brasília, cujo criador é o Professor Patrício Figueiredo.   A convidada a executar a oficina foi a professora e personal trainer Lene Launé.

Houve rodas de conversas com convidados realizadas em português, inglês, francês e espanhol. Como convidados para essas rodas de conversa, a jornalista da CNN Basília Rodrigues, o rapper X do grupo Câmbio Negro, a professora Daniela Pessoa, e os professores do IFB Francisco e Marcos, que fizeram rodas de conversa em inglês e em espanhol, respectivamente.

A roda de conversa em francês foi com o dono da empresa Afrikanus, René Mapouna, que comercializa moda africana. Ele é professor de francês e falou sobre o lado desconhecido do continente africano.

O evento se encerrou com um show de talentos dos próprios estudantes do CILC Ceilândia.

A professora Amanda conta que foi um grande desafio preparar um evento antirracista dentro de um Centro de Línguas:

“Ainda que a educação antirracista seja lei, vemos as instituições com muita dificuldade de trabalhar o tema, não só no mês da consciência negra, como também ao longo do ano. O debate está mais distante dos centros de línguas, por serem centros voltados ao ensino de línguas, mas acho que demos conta do desafio”, explica.

 

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Nota de pesar: Márcia Alves Ferreira

Com imenso pesar, o Sinpro-DF informa o falecimento da professora Márcia Alves Ferreira, aos 77 anos. O velório será nesta quarta-feira (22), a partir das 16h, na Capela 02, do Campo da Esperança da Asa Sul. O corpo da professora será cremado com a participação somente da família.

 

Márcia foi professora de Língua Portuguesa no CEM Setor Oeste, na Asa Sul. Ela lutou com bravura contra um câncer de pulmão. Sempre presente nas lutas da categoria e por uma sociedade mais justa, a professora é uma daquelas pessoas que, para sempre, fará falta nas atividades do nosso sindicato.

 

O Sinpro se solidariza com familiares, amigos(as) e colegas e reitera seu profundo respeito à professora, desejando que ela descanse em paz e a família encontre resiliência para seguir em frente. Professora Márcia, presente!

 

CED 08 Incra celebra Consciência Negra com diversas apresentações

Alunos(as) do CED Incra 08 apresentaram no último sábado (18/11) os trabalhos realizados em comemoração ao mês da consciência negra.

O evento contou com uma série de apresentações que exaltavam a cultura negra, como um poema sobre Iemanjá, representação das religiões de matriz africana, exposições sobre personalidades negras da música brasileira e sobre cientistas negros e varal com histórias de cordel, visões sobre o continente africano.

Os 50 anos do movimento hip hop também foram lembrados, e houve uma série de apresentações de dança, capoeira, oficinas de brincadeiras de origem africana e criação de bonecas de pano e muito mais.

“Os alunos e as alunas ficam muito entusiasmados(as) nos dias de evento, ainda mais quando é aberto à comunidade, como foi no último sábado.  A ansiedade e empolgação era evidente”, conta a professora Macilea Bastos, do 8ºA, que fez o varal de cordel com a turma.

Confira no link abaixo o álbum com as fotos do evento

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Mostra Cultural investe em conhecimentos e valores indissociáveis à socialização do estudante

O espaço para o questionamento, pesquisa e formulação de diferentes hipóteses de resposta foi uma das tônicas da Mostra Cultural, atividade promovida pela Escola Classe 512 de Samambaia no último sábado (18). Partindo deste princípio, os(as) estudantes realizaram uma série de trabalhos demonstrando e exercendo o domínio do código científico e de suas linguagens nas diversas áreas do conhecimento, deixando claro que o indivíduo não apenas deve interpretar a realidade, mas interagir com ela de forma consciente, crítica e produtiva.

Segundo a professora da EC Elaine Amâncio, a utilização de estratégias didático-pedagógicas deve ser desafiadora e provocativa, levando em conta a construção dos(as) estudantes, suas hipóteses e estratégias na resolução de problemas apresentados. “Consideramos também um ambiente educativo com recursos variados, materiais didáticos atrativos e diversificados, e situações problematizadoras que contemplem todas as áreas do conhecimento disponibilizadas aos estudantes”, explica a educadora, complementando que “para que os estudantes alcancem os objetivos de aprendizagem, é fundamental que o Currículo seja vivenciado e reconstruído no cotidiano escolar, sendo, para tanto, imprescindível a organização do trabalho pedagógico da escola“.

Trazendo como tema central a Sustentabilidade, os(as) alunos(as) expuseram trabalhos produzidos durante o ano, todos relacionados ao projeto central: Um mundo de todos para todos. Os trabalhos versaram sobre cuidados com o planeta e com as pessoas que nele habitam; reciclagem, passando pelas características culturais do nosso país, enfatizando regionalismos, preconceitos e direitos humanos. A marca do projeto foi criada pela aluna Isabella Lima, vencedora do Concurso de Desenho, e a escola premiou os(as) estudantes vencedores(as) da OBMEP MIRIM e do Soletrando.

Com a presença da comunidade escolar, a Mostra Cultural mostrou o valor da escola e a importância dos(as) professores(as) para o desenvolvimento de uma sociedade plural e igualitária. “A Escola Classe 512 de Samambaia acredita que deve ofertar e garantir a aprendizagem de habilidades, conhecimentos e valores indissociáveis à socialização do indivíduo. Dessa forma os eixos integradores do nosso currículo foram vivenciados no decorrer do projeto, uma vez que não apenas foi proporcionado acesso, mas a apropriação do conhecimento, dando espaço para que estudantes questionem, pesquisem, formulem diferentes hipóteses de respostas, sendo os protagonistas dos próprios conhecimentos”, finaliza Elaine Amâncio.

Até quando as mulheres serão vítimas de feminicídio?

Estudantes, servidores(as) e professores(as) do Centro de Educação Profissional – Escola Técnica de Planaltina (CEP-ETP) fizeram uma manifestação durante a tarde desta terça-feira (21) após o sepultamento de Brenda Almeida Michnik, de 20 anos. A estudante do CEP foi mais uma vítima de feminicídio após ser covardemente esfaqueada pelo companheiro no último sábado (18), em Planaltina. Este é o 32º feminicídio na capital federal este ano e Brenda é a segunda vítima somente esta semana.

Com sentimento de revolta e perplexidade, colegas de sala, educadores(as) e amigos(as) realizaram uma caminhada do cemitério, passando pela avenida da Feira de Planaltina até o CEP Saúde. Os(as) estudante também fizeram murais na escola em homenagem a Brenda com pedido de paz e contra a violência e o feminicídio. “Infelizmente vemos mais uma vida jovem e com todo futuro ser retirada de forma brutal por esse problema social tão complexo que é a violência contra a mulher. Enquanto sociedade é inadmissível que a gente não se manifeste e inicie discussões sobre como a escola pode contribuir nesse debate e mudança no caminho da promoção da cultura de paz. Mas sabemos que esse é um problema intersetorial de enorme complexidade e que o estado e a sociedade como um todo precisam sair desse lugar de inércia”, ressalta a coordenadora do curso de enfermagem, Helen Fernanda Barbosa Batista.

Todos os dias mulheres são assassinadas no Brasil, sempre revelando um rastro de sofrimento, humilhação e dor que vem crescendo ano após ano. A sociedade patriarcal obrigou as mulheres ao enclausuramento do ambiente doméstico e da procriação, negando direitos e liberdades que o próprio capitalismo defendia aos homens. Esta “prisão” era sentida das mais variadas formas e abrangiam violência moral, intelectual, patrimonial, psicológica e política, além da violência física.

Embora a luta através dos séculos tenha garantido várias conquistas, casos como o de Brenda evidenciam que precisamos avançar. Quando o sofrimento e a violência superam o diálogo e o respeito, é preciso gritar basta!

 

Exposição mostra os 63 anos de história da Escola Parque 308 Sul

A primeira Escola Parque de Brasília completou 63 anos na última segunda-feira (20), com um legado de grandes ações para a educação e para a comunidade. Em comemoração a esta data tão significativa, a Escola Parque 308 Sul preparou uma série de atividades com o objetivo de mostrar um pouco da história desta unidade escolar, que em muito se confunde com a história da capital federal.

As comemorações foram abertas nesta terça-feira (21) com a exposição Tempo: Perspectivas em arte educação, com trabalhos artísticos dos(as) atuais estudantes na Galeria de Arte da Biblioteca Central da Universidade de Brasília, com curadoria do professor Dr. Cleber Cardoso Xavier. A exposição vai até o dia 15 de dezembro. As festividades também foram marcadas por uma mostra de dança que envolveu todas as Escolas Parque do DF (cinco do Plano Piloto e as de Ceilândia, Brazlândia e Núcleo Bandeirante) e continuam com uma exposição no dia 7 de dezembro, no Alameda Shopping, com trabalhos de turmas de todos(as) os(as) docentes em artes visuais da EP 308 Sul.

As comemorações do aniversário, que aconteceram no sábado (18), contaram com distribuição de bolo, cantoria, musicalidade e diversas produções artísticas.

 

Patrimônio cultural e educacional

A infraestrutura da EP 308 Sul foi um alento nos primeiros anos de Brasília, sendo o seu teatro o único equipamento formal de cultura nos primeiros cinco anos da cidade inaugurada. Por ali passaram grandes nomes da música e da cena brasileira, bem como os eventos sociais e comunitários da cidade que estava surgindo.

Anísio Teixeira instalou no Distrito Federal o conceito que havia germinado no Rio de Janeiro na década de 1930 com a escola Playground e a Escola Parque de Salvador – Centro Educacional Carneiro Ribeiro. Tendo a democracia como base para a educação e a educação como fomento para a prática da democracia, Teixeira acertou em cheio na decisão de provocar no cerrado uma estratégia de educação integral como exemplo para o restante do país.

À frente da escola por 13 anos, o professor Paulo César explica que as comemorações também abrangem os 13 anos de existência do projeto PreservArtePatrimônio, consagrado neste ano com Moção de Louvor pela Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) e reconhecimento no 1º prêmio Paulo Freire da CLDF. “Tivemos uma matéria no canal Arte1, participação no evento de educação patrimonial do Iphan nacional e, principalmente, a conscientização dos discentes quanto a conservação e cuidado com o seu patrimônio mais importante: a escola”.

Para conhecer mais sobre a Escola Parque 308 Sul e sobre o conceito de Escola Parque, clique aqui e confira pesquisas recentes sobre o assunto e imagens da escola da década de 1960.

 

Livro de professor e estudantes da EC 206 de Santa Maria é lançado

Tudo começou no ano passado, através do projeto da Consciência Negra do professor Jaconias Nunes da Silva, quando os alunos do 4º ano da EC 206 de Santa Maria foram visitar a cidade histórica de Luziânia, no Entorno. Então surgiu a ideia de escreverem um livro sobre tudo o que viram. A cidade goiana foi escolhida por conter diversas construções feitas no período escravista e que hoje são patrimônios históricos.

Quinze alunos (quatorze escrevendo e um estudante TEA com grande facilidade para desenhar, ficou por conta das ilustrações) e o professor Jaconias construíram o livro “O Historiador”, que foi lançado oficialmente apenas na quinta-feira, 16 de novembro de 2023 para cerca de 60 estudantes dos quarto e quinto anos da escola. “O projeto se desenvolve ao longo do ano, está previsto no nosso PPP. A culminância só aconteceu agora pois havíamos tido a promessa (por parte da Secretaria de Cultura de Luziânia) que ganharíamos a impressão do livro, fato esse que não aconteceu e ficamos aguardando. Então resolvemos custear a impressão na gráfica com nossos próprios recursos”, diz Elzeni Feitosa, supervisora pedagógica da escola, editora e revisora do livro.

A obra conta a experiência do estudante Gabriel, que “ao visitar a cidade de Luziânia ficou encantado com as evidências encontradas de um período longínquo. Porém, ao se dar conta de que tudo aquilo foi construído com o trabalho de um povo escravizado, sentiu-se triste. Mas entendeu que a preservação das memórias de um povo precisam ser preservadas e que a luta por respeito e valorização da cultura negra devem ser constantes”, afirma Elzeni.

“Foi um projeto que para nós teve grande importância, uma vez que pudemos proporcionar aos estudantes a oportunidade de serem protagonistas da aprendizagem. Queremos, com a continuidade desse projeto, desenvolver o gosto de nossos estudantes pela leitura e escrita, transformando-os em leitores críticos”, conta a supervisora. De acordo com ela, “os estudantes sentiram-se orgulhosos em participar do projeto e ver uma obra escrita por eles nascer em forma de livro. Ficaram empolgados e agradecidos”.

Jaconias, o idealizador do projeto e um dos autores do livro afirma que o sentimento é “de acreditar na educação pública de qualidade. Produzindo oportunidades através do processo de inclusão social com os alunos da Escola Classe 206”. O projeto é importante para “a valorização da cultura afro-brasileira e repudiando a cultura escravocrata vivida à época e o alinhamento de temas importantes como inclusão dos alunos autistas e negros na escola. Com espaço de fala, com vez e voz”, ressalta.

Para ver as fotos do álbum do Facebook do Sinpro clique aqui.

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