Entre os dias 22 e 29 de novembro, acontece a já tradicional Semana da Música no auditório da Escola Parque Anísio Teixeira (EPAT), de Ceilândia. O evento se realiza desde 2015, e é a atividade de culminância das oficinas de música oferecidas na escola.
A data não é escolhida ao acaso: dia 22 de novembro é o dia do músico. Participam do evento estudantes matriculados nas oficinas de canto, teclado, violão, guitarra e violino. Neste semestre, o tema que norteia as apresentações é sonhos, dando ao evento o título: “Sonhar, a magia do tempo”.
O professor Gilson Cezzar, supervisor pedagógico da escola, conta que a Semana de Música acontece dentro do Festival de Artes da EPAT. “O festival inclui apresentações de teatro, artes visuais e dança, e acontece anualmente ao final do semestre letivo”, diz ele. O festival, que contempla todas as culminâncias, integra o plano político-pedagógico da escola.
O evento é aberto ao público, mas as vagas para assistir são limitadas. Confira abaixo a programação da Semana da Música da EPAT.
Professora aborda a prevenção do abuso sexual infantil por meio da literatura
Jornalista: Luis Ricardo
A literatura foi a forma utilizada pela professora da rede pública de ensino do Distrito Federal, Rosa Quezia Aguiar da Costa, para abordar o tema do abuso sexual infantil. Por meio da obra Meu corpo não é brinquedo, a educadora relata, de forma sensível e educativa, os riscos que este crime pode gerar na mente e na vida do(a) menor, assim como as formas possíveis para se identificar quando estão sendo abusadas, capacitando as crianças a estabelecer limites saudáveis e a falar sobre seus próprios sentimentos.
Ao longo da história, ilustrada com delicadeza e escrita com linguagem apropriada, os(as) menores(as) aprendem que o corpo é seu e de mais ninguém, e que é importante estabelecer limites. Eles(as) descobrem a importância de dizer “não” quando se sentem desconfortáveis, mesmo que seja um adulto conhecido. Para a educadora, este livro é uma ferramenta indispensável para pais, educadores(as) e profissionais da área, para iniciar conversas importantes sobre proteção e segurança desde cedo.
Pedagoga e psicóloga, Rosa Quezia explica que já viu muitos casos de abuso sexual serem revelados na escola e no consultório, e que ainda vê muito tabu associado ao tema, falta de informação adequada e pouca prevenção e cuidado neste sentido. “Percebo que as famílias precisam ampliar esta discussão e desenvolver mais ferramentas preventivas com as crianças. Sei o quanto o abuso sexual na infância pode ser devastador e acredito que a família e a escola precisam investir na educação preventiva”, salienta a professora da Sala de Apoio à Aprendizagem SAA/SEAA do Polo da Escola Classe 01 de Sobradinho.
Os(as) interessados(as) podem adquirir o livro clicando aqui.
Projeto da EC 111 de Samambaia mostra que a escola é lugar de construção de pensamentos e ideias
Jornalista: Luis Ricardo
A Escola Classe 111 de Samambaia promoveu, no último sábado (18), a culminância do projeto Ler, ouvir, sentir e se reconhecer – Aprendendo por meio das emoções e sentimentos, atividade que evidenciou o processo de construção de conhecimento emocional através da literatura. Durante todo o ano os(as) estudantes trabalharam com as cinco emoções base (alegria, tristeza, raiva, medo e nojo), entendendo o que são emoções e sentimentos, compreendendo que cada um deve sentir e acolher cada emoção, aprendendo a gerenciar os sentimentos decorrentes.
O Projeto surgiu da necessidade de se falar sobre emoções e sentimentos, e como a escola é lugar de construção de pensamentos e ideias. Diante disto a EC resolveu abordar esse tema trabalhando com os(as) estudantes a importância de nomear as emoções, sentir, se acolher e descobrir o que fazer com essas emoções. Os(as) alunos(as) também perceberam que é sempre importante validar as emoções do outro, com respeito, empatia e cuidado, assim como é preciso compreender o que se quer comunicar e como comunicar.
Além da leitura de livros sobre valores, emoções e sentimentos, foram desenvolvidas diversas ações, tais como rodas de conversas com os estudantes a fim de que tenham um momento de fala; releitura colaborativa; caixa das emoções; história de empatia; quadro dos sonhos; e pote da gratidão. “No desenvolver do projeto foi possível perceber e sentir o quanto é necessário falar desse tema. As nossas crianças tiveram oportunidade de falar sobre suas emoções através do trabalho realizado com os livros da autora Késsia Oliveira, que são leituras inclusivas, que permitiram as crianças falarem sobre perdas, gratidão, saciedade, crianças atípicas, etc. Tivemos mudanças de comportamentos, e na Culminância as famílias vieram agradecer à escola por abrir espaço para falar sobre sentimentos e emoções”, explica a diretora da escola, Fernanda Cristine Martins dos Anjos Vieira.
O projeto foi um dos premiados no edital sobre Saúde Mental, uma iniciativa da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF).
Coletivo da Chapada pede ajuda para o natal do vilarejo São Jorge
Jornalista: Letícia Sallorenzo
O Coletivo Natal da Chapada pede ajuda para a 27ª edição do Natal da Chapada. É uma ação voltada para as diversas famílias em situação de vulnerabilidade social, que moram na comunidade do vilarejo de São Jorge.
O coletivo Natal da Chapada leva apresentações artísticas para crianças e adultos, distribui lanches, roupas e brinquedos e faz o tradicional cortejo de natal, com um Papai Noel especial que só tem na Chapada. Neste ano, a festa foi antecipada para o dia 2/12.
Para isso, pede o máximo possível de ajuda. Além das doações de roupas e brinquedos, é possível fazer doações também em dinheiro, de forma a viabilizar os custos básicos da equipe de voluntários que conta com mais de 60 pessoas.
Veja o vídeo feito especialmente para o Sinpro:
Doações em dinheiro
Quem quiser contribuir em dinheiro, é possível efetuar depósito na conta do BRB Ag.: 148 Conta: 14805727-7
A chave Pix é o e-mail: nataldachapada@gmail.com
Doação de brinquedos e roupas
As doações de brinquedos e roupas são recebidas em três pontos:
Asa Norte/408 – Bar Vale da Lua
Sobradinho – Condomínio Recanto dos Nobres, Módulo B, casa 11
Fórum Distrital de Educação repudia ampliação do programa de militarização de escolas públicas no DF
Jornalista: Letícia Sallorenzo
O Fórum Distrital de Educação (FDE), órgão colegiado formado por representantes do Estado e por 20 (vinte) representantes de movimentos sociais de educação no DF, divulgou nesta segunda-feira (20) nota de repúdio veemente à ampliação do programa de militarização de escolas públicas da rede de ensino do DF, anunciada pelo governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, no dia 14 de novembro de 2023.
Esta é a terceira nota de repúdio contra a ampliação do programa de militarização de Ibaneis.
A nota do Fórum Distrital de Educação afirma que o projeto de militarização das escolas públicas afronta uma série de dispositivos legais, desde a Constituição Federal até a lei Federal 147.644, passando pela lei de Gestão Democrática, a lei 4.751/2012.
O FDE argumenta ainda que o projeto de militarização é excludente, por não atender à Educação de Jovens e Adultos, tendo fechado várias turmas ao longo da implementação do programa, além de promover a exclusão racial de indígenas e africanos e de estudantes LGBTQIAPN +.
Na conclusão o Fórum Distrital de Educação alega que “a militarização de escolas públicas aponta para a constante disputa política e ideológica, ameaça à gestão democrática e insere-se em um projeto de gestão pública, pautada pela defesa da privatização, livre mercado, competitividade, parcerias público-privadas, descentralização, contratos de gestão, produtividade, terceirização.”
Diante desses aspectos, é inaceitável a ampliação do programa como mecanismo de garantir a segurança na escola e no seu contexto e reafirma-se a gestão democrática do sistema público de ensino como princípio inegociável.
Confira, a seguir, a íntegra do documento
AMPLIAÇÃO DO PROGRAMA CÍVICO-MILITAR EM ESCOLAS PÚBLICAS DO DISTRITO FEDERAL: AFRONTA À GESTÃO DEMOCRÁTICA
O Fórum Distrital de Educação (FDE), órgão colegiado formado por representantes do Estado e por 20 (vinte) representantes de movimentos sociais de educação no DF, entre outras entidades e/ou conselhos com atividades correlacionadas à educação, repudia veementemente a ampliação do programa de militarização de escolas públicas da rede de ensino do DF, anunciada pelo governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, no dia 14 de novembro de 2023.
O repúdio se assenta nos seguintes argumentos:
a) Do ponto de vista legal, há total incompatibilidade do Programa de militarização com a Lei de Gestão Democrática, Constituição Federal, Plano Nacional de educação, Plano Distrital de Educação.
b) O modelo de gestão escolar militarizado, pautado em aspectos disciplinares rigorosos, confrontam o disposto no art. 206 da CF de 1988, que aponta a liberdade de divulgar o pensamento e a gestão democrática como princípios basilares para o ensino. Professores afirmam que o ambiente é hostil, que são coagidos e que há intervenção e ingerência dos profissionais militares no trabalho pedagógico.
c) A gestão das escolas da rede pública de ensino do Distrito Federal é normatizada pela Lei 4.751/2012, cuja finalidade é garantir a centralidade da escola no sistema e seu caráter público quanto ao financiamento, à gestão e à destinação, pautada em princípios que devem ser respeitados (participação, respeito à pluralidade e diversidade, autonomia das unidades escolares, transparência na gestão, garantia de qualidade social, democratização das relações na escola, valorização dos profissionais da educação).
d) O modelo de gestão escolar militarizado contraria, frontalmente, a recente Lei Federal n. 14.644 de 02 de agosto de 2023.
e) A Portaria Conjunta n.º 22, de outubro de 2020, especifica a gestão do Projeto Político-Pedagógico a cargo da Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal e a gestão disciplinar a cargo da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal, indicando a esta a responsabilidade por coordenar atividades extracurriculares e disciplinares. Fragiliza-se, assim a integração do trabalho de todas as esferas escolares.
f) A ampliação do Programa ocorre em um contexto de ausência do Estado no cumprimento de acordos com a categoria docente, firmados em greve de 2023, como a contratação de professores concursados. Revela assim, a inabilidade do Governo em promover políticas públicas para a educação.
g) Enquanto isso, delega-se a profissionais da segurança que não têm formação específica e pedagógica para atuação junto aos estudantes. Acreditamos que o espaço de trabalho da força de segurança são as ruas, combatendo a violência que está na sociedade e arredores das escolas, junto ao Batalhão Escolar. Ainda mais quando existe um déficit de cerca de sete mil policiais no efetivo do DF.
h) É importante destacar que esse modelo de escolas militarizadas não atende à Educação de Jovens e Adultos, tendo fechado várias turmas ao longo da implementação do programa, além de promover a exclusão racial de indígenas e africanos, de estudantes LGBTQIAPN +.
i) A militarização de escolas públicas aponta para a constante disputa política e ideológica, ameaça à gestão democrática e insere-se em um projeto de gestão pública, pautada pela defesa da privatização, livre mercado, competitividade, parcerias público-privadas, descentralização, contratos de gestão, produtividade, terceirização.
Diante desses aspectos, é inaceitável a ampliação do programa como mecanismo de garantir a segurança na escola e no seu contexto e reafirma-se a gestão democrática do sistema público de ensino como princípio inegociável.
Peça premiada antirracista da EPAT se apresentou na FUP
Jornalista: sindicato
O Auditório Augusto Boal, do campus da UnB de Planaltina (FUP) recebeu na última segunda-feira (13) a premiada peça “Pequeno Manual Antirracista”, composta por 26 estudantes entre 15 e 18 anos da Escola Parque Anísio Teixeira, de Ceilândia. Apesar do nome da obra de Djamila Ribeiro, o livro é apenas uma referência e toda uma dramaturgia foi criada. Inclusive a construção da peça é coletiva, como explica Melissa Naves, coordenadora das artes na escola e produtora da montagem.
“A peça é um processo criativo que foi feito pela professora de teatro juntamente com os estudantes. A professora (Alana de Azevedo, que dirigiu toda a peça) faz um evento antes do festival chamado Vitrine e lá cada aluno traz uma cena de uma temática que queira falar e dentre essas cenas que eles trazem, a gente vai costurando e formando a dramaturgia. Portanto, eles compuseram essas cenas, também são autores da peça junto com a diretora”, diz.
Esta montagem foi apresentada originalmente ano passado (cerca de cinco atores prosseguem atualmente) no EPAT em Cena, que é a principal mostra de teatro de escola. Isso após uma audição que é feita entre os(as) alunos(as) da própria oficina de teatro e quatro meses de ensaios.
Sobre a mudança de postura nos adolescentes, Melissa é enfática. “A mudança de pensamento é nítida. A partir do momento em que o aluno entra na Escola Parque ele começa a ter uma postura diferente, então a gente tem uma possibilidade de abordagem maior sobre certos temas, porque nós não temos um currículo engessado como numa escola regular, reforçamos essa formação que faz parte dos parâmetros curriculares que a gente tem, os eixos transversais”.
Prêmio
A peça se inscreveu no FESTA (Festival Estudantil de Teatro Amador de Brasília), concorrendo com montagens de escolas públicas e particulares do DF. Ela foi indicada em sete categorias (melhor direção, melhor ator, melhor atriz coadjuvante, melhor ator coadjuvante, melhor trilha sonora, melhor concepção visual e melhor direção) e ainda venceu em duas: melhor dramaturgia original e na principal, melhor espetáculo.
A montagem, com cerca de 1h de duração, já recebeu vários convites para se apresentar em outros locais, dentre eles na UnB campus Ceilândia e no IFB de Taguatinga (provavelmente em fevereiro), mas ainda não confirmou as datas, pois é preciso alinhar com as agendas de outras oficinas da escola em que os próprios estudantes também participam.
O grupo de teatro da escola criou um perfil no Instagram para facilitar a divulgação: é o @grupoepateatro .
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O Festival Estudantil de Teatro Amador (FESTA) foi realizado no último dia 23 de outubro no Teatro dos Bancários. Na ocasião, um grupo de estudantes do CEM 804 do Recanto das Emas apresentou o espetáculo O agora é tudo o que temos, para conscientizar as pessoas com relação ao racismo e à opressão a partir dos relatos em que os estudantes foram vítimas ou tiveram acesso a preconceitos em suas mais diversas formas: racial, de gêneros, como LGBTQIAPN+ e mulheres.
O Centro de Ensino Médio 804 do Recanto das Emas tem inovado quando o quesito é incentivar os(as) estudantes a conhecerem o mundo das artes, contextualizando suas vivências em nome da luta contra qualquer tipo de preconceito. E o trabalho tem colhido frutos positivos, já que o grupo Formigueiro de Teatro, formado por estudantes e ex-alunos(as) do CEM está entre as escolas públicas que participaram do 8° Festival Estudantil de Teatro Amador – FESTA. O Festival aconteceu no dia 23 de outubro, no Teatro dos Bancários.
Veja o vídeo:
No ano passado o grupo realizou o espetáculo Sabe por quê tu não deu bola?, a partir dos relatos em que os estudantes foram vítimas ou tiveram acesso. A temática central parte do racismo contra os diversos gêneros, como LGBTQIAPN+ e mulheres, além de retratar diversas formas em que colocam as pessoas pretas/negras em condição de subalternidade. Além de debater esta temática tão atual e necessária, o espetáculo traz um grande repertório musical dando visibilidade aos artistas pretos brasileiros. O método utilizado para a construção deste espetáculo foi o do teatrólogo Augusto Boal, a partir da técnica Cena Fórum do Teatro do Oprimido.
Tiago Borges Leal, professor de Artes da Secretaria de Educação do DF, comenta que o grupo Formigueiro de Teatro tem o objetivo de elevar e ampliar a cultura no cenário brasiliense. “Através do contato com a arte podemos proporcionar o acesso à cultura, ampliação de debates e formação crítica e social. Além disso, muitos estudantes estão no cenário artístico em busca de oportunidades e este grupo, que atua com diversas temáticas desde 2018 nas comunidades do Recanto das Emas e do Riacho Fundo 2, contribui muito para que outras pessoas vejam o trabalho desses artistas”, explica o professor, agradecendo o apoio das professoras Rosa Vasconcelos, Raíssa Costa, Juliana Soares e Fabiana Rodrigues.
Estudantes do CEF 03 de Sobradinho se apresentam em duas peças teatrais
Jornalista: sindicato
Instituído no ano passado, a Educação Integral no CEF 03 de Sobradinho conta com 100 alunos(as) dos anos finais do Ensino Fundamental. E eles precisam desenvolver e apresentar os projetos (o prazo varia). Na escola são desenvolvidas oficinas de agrofloresta/horta, capoeira, desenho, pintura, teatro, audiovisual, ioga, dança e tecnologia. E sim, teatro.
E o momento final deste processo (que neste caso, se desenvolveu por todo o ano) ocorreu na última segunda-feira (13), no Teatro de Sobradinho, que mesmo no início da tarde de um dia útil, recebeu um ótimo público para acompanhar as duas peças, dos alunos de sexto e sétimos anos, do Ensino Integral da escola: “O Mágico de Oz” e “Pinóquio no Sertão”.
Wagner Odara, professor de história e coordenador do projeto da Educação Integral, dá mais detalhes. “Aceitei a organização da coordenação da Integral com o propósito de desenvolver um projeto de escola de tempo integral dentro da produção de conteúdo para arte e cultura, que é uma das áreas que eu trabalho sempre. Dentro das oficinas, fica instituído que os alunos precisam desenvolver os seus projetos. Eles aprendem todas as manifestações artísticas, culturais, midiáticas e baseado nisso, eles vão produzir seus próprios projetos”, diz.
Segundo o professor, “o aluno fica seis meses numa oficina e aí ele apresenta o projeto. Ele fica na integral apenas praticando o projeto dele. Por exemplo, na pintura, os alunos vão fazer em fevereiro uma exposição coletiva em uma galeria daqui de Sobradinho chamada Van Gogh. No teatro acontece a mesma coisa. Ano passado apresentamos três peças. Neste ano, são essas duas peças e tem uma terceira, ‘Os Três Porquinhos’, que apresentamos em escolas de ensino especial daqui da cidade”.
Portanto, não há seleção de elenco. Se o(a) aluno(a) quiser, ele participa, mesmo sem ter experiência. “Ano passado tivemos algumas dificuldades como o aluno ‘travar’ no palco, com o nervosismo. Neste ano, nós tivemos um grupo que já atuou em 2022 e alguns estudantes foram calouros. Tivemos agora menos alunos nervosos, porque os veteranos apoiaram demais os novatos. E tivemos calouros que arrebentaram, com grandes atuações”, relata.
“O Mágico de Oz” durou 51 minutos e “Pinóquio do Sertão”, 37 minutos. Alguns atores de uma peça participaram da outra, como corpo de dança ou coral. “A plateia adorou, interagiu, participou. Os alunos também, as peças são como uma formatura para eles”, conta Wagner.
Portanto, elas não prosseguirão sendo apresentadas. Não exatamente iguais como foi em 2023, mas outras oficinas, outros projetos, outras peças com os mesmos e também outros estudantes vão ocorrer. E serão ensaiadas, apresentadas e aplaudidas. Como estas foram.
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CEM 9 de Ceilândia evidencia os Caminhos da Beleza Negra
Jornalista: Luis Ricardo
Em meio à luta pelo fim do apartheid e por uma sociedade mais justa e igualitária, Nelson Mandela dizia que “ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, por sua origem ou ainda por sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender, e se podem aprender a odiar, elas podem ser ensinadas a amar”. Para que a teoria se transforme em realidade, este trilhar deve ter início na escola, responsável por inserir o(a) aluno(a) em uma realidade onde a opção religiosa, sua posição social ou a cor de sua pele não sejam parâmetros para medir um nível de importância ou gerar preconceitos ou quaisquer tipos de injustiças.
Propondo esta reflexão não somente para estudantes, mas, também, à toda comunidade escolar, o Centro de Ensino Médio 9 de Ceilândia promoverá no dia 20 de novembro, a partir das 8h, o Dia da Consciência Negra e Desfile “Caminhos da Beleza Negra”: Celebrando a História e a Identidade no CEM 9 de Ceilândia. Além da celebração pela consciência negra, o evento também celebrará o Dia Nacional de Zumbi, com a apresentação de um desfile com a participação de 40 alunos(as) negros(as), com o objetivo de destacar a importância histórica deste dia, bem como promover reflexões sobre o racismo e a desigualdade no Brasil.
O Dia da Consciência Negra é uma data significativa que nos convida a refletir sobre a história do Brasil, reconhecendo a contribuição fundamental da população negra na construção do país. O evento no CEM 9 abordará temas relevantes, como racismo e desigualdade, proporcionando um espaço de diálogo e conscientização, exaltando e celebrando a beleza negra dos(as) educandos, promovendo o empoderamento e combatendo estereótipos prejudiciais.
A mobilização envolverá toda a escola, com turmas explorando diversos temas relacionados à cultura afro-brasileira. O evento culminará às 11 horas com o desfile “Caminhos da Beleza Negra”, uma expressão artística que une ancestralidade e visões futurísticas. O evento ainda promove a cultura, a identidade e a igualdade. A beleza e a diversidade negra serão celebradas com música, comidas típicas, dança, exposições e, principalmente, através das roupas inspiradas no Afrofuturismo.
Confira a programação de fim de ano da EPAT, de Ceilândia
Jornalista: Letícia Sallorenzo
O fim de ano está bem agitado na Escola Parque Anísio Teixeira (EPAT), de Ceilândia. Na semana de 22 a 29 de novembro, ocorre a semana de música. São apresentações resultantes do trabalho realizado durante todo o ano letivo, nas oficinas de canto, teclado, violão, guitarra e violino. No dia 24 de novembro, será inaugurada a exposição de artes plásticas, e no dia 8 de dezembro, às 19h, haverá as apresentações das coreografias do espetáculo de dança. Os dois eventos ocorrem no auditório da escola.
Ao longo da semana musical, haverá apresentações musicais individuais ou em grupo, sempre no auditório da escola. A apresentação das coreografias são a conclusão das atividades e processos realizados na Oficina de Dança. As danças trazem os elementos, estilos e composições executados ao longo do semestre, com elaboração e composição de cenários e figurinos. A exposição de artes plásticas abarca a produção do ano letivo de desenhos, pinturas, esculturas e colagens.
Confira abaixo a programação completa da Semana de Música da EPAT.