Cemab comemora dia da pessoa com altas habilidades / superdotação
Jornalista: Letícia Sallorenzo
No próximo dia 23, tem exposição no Centro de Ensino Médio Ave Branca (Cemab), em Taguatinga. A escola vai celebrar o dia distrital da pessoa com altas habilidades e superdotação com uma exposição dos trabalhos desenvolvidos pelos e pelas estudantes da escola.
“São pinturas, desenhos e esculturas que nossos e nossas jovens fizeram ao longo ano ao letivo de 2023. Nem todos os trabalhos serão expostos, os próprios estudantes fizeram a seleção do que estará em exposição”, explica a professora Letícia Vila Verde, que trabalha na sala de altas habilidades / superdotação, nas aulas de artes, junto com o professor Fábio Travassos.
A exposição será no dia 23 de novembro, a partir das 17:30, no auditório da escola.
Professora da rede pública do DF ganha prêmio FAC Mulher, da Secretaria de Cultura
Jornalista: Alessandra Terribili
A professora Luciany Osório, que desde 2017 atua na Sala de Recursos de Altas Habilidades/Superdotação de Brazlândia – atualmente lotada no CEM 02 -, recebeu o prêmio FAC Mulher da Secretaria de Cultura. O reconhecimento se deu pela trajetória e contribuição da professora para o desenvolvimento da arte e da cultura no Distrito Federal.
O interesse de Luciany pela produção cultural surgiu em 2018, quando ela desenvolveu um projeto com seus alunos-artistas que resultou na exposição coletiva Diáspora – Sentir o Outro. De lá pra cá, foram muitos projetos culturais pensados em função do trabalho de potencialização das habilidades de seus estudantes.
Em 2020 e 2021, durante o período de ensino remoto que tomou lugar por conta da pandemia da covid-19, o Projeto Conexão Artística, realizado com estudantes do atendimento de Altas Habilidades de 12 das 14 regionais de ensino, levou a professora a cursar mestrado em Artes Visuais pela UnB. Sua pesquisa era baseada na análise dos desdobramentos poéticos produzidos por seus alunos-artistas durante o projeto. Daí em diante, os projetos de Luciany extrapolaram os limites da SEEDF e se voltaram para um público mais amplo – sem excluir os jovens das escolas públicas do DF e de outros estados.
Em 2022, o projeto Conexão Artística recebeu o Prêmio Conectando Saberes, da Fundação Lemann, sendo reconhecido como uma das 10 melhores práticas de ensino do país em 2021.
Seu projeto mais recente, realizado em parceria com Artur Cabral, o Arte no Totem já levou duas web-exposições que problematizam questões ligadas ao Cerrado, a escolas de Brazlândia, Gama e Goiânia.
Por projetos como esses e tantos outros realizados ao longo dos últimos 6 anos, Luciany Osório recebe, juntamente com outras mulheres fazedoras de arte, o Prêmio FAC Mulher no último dia 8 de novembro, em cerimônia no Cine Brasília.
O Sinpro-DF parabeniza a professora e destaca que os profissionais de educação da rede pública são motivo de orgulho do Distrito Federal!
Escola Classe Basevi mostra que leitura é coisa séria
Jornalista: Luis Ricardo
A literatura tem o poder de proporcionar momentos de reflexão, conhecimento, fazendo com que o(a) leitor(a) se encontre no texto. É, de fato, um dos mecanismos mais importantes na vida do(a) estudante e tem sido explorado pela Escola Classe Basevi, em Sobradinho. Implantado pela escola em 2018 e inserido no Projeto Pedagógico desde então, o projeto de leitura Espaço Literário busca atender o viés do letramento que perpassa o Currículo de Educação Básica da Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF).
O projeto se propõe a atender a comunidade da Escola Classe Basevi, trabalhando com o enfoque de que todos(as) são leitores, mas que alguns não encontraram seu livro preferido. Assim, surge a ideia de implantar um espaço fora da sala de aula, ainda que ao ar livre, para que os pequenos leitores desfrutem da companhia de grandes nomes da literatura brasileira. O principal objetivo do projeto é estreitar a distância entre o livro na estante e o colo da criança, de maneira que essa relação fique cada vez mais próxima e significativa para o(a) aluno(a) leitor(a).
Laedy M. Ribeiro, professora e coordenadora do projeto literário, lembra que a escola não tem uma biblioteca formada e as obras literárias ficavam embaladas em caixas, fora do alcance das crianças. A princípio foi criado um espaço com uma pequena estrutura para possibilitar o acesso das crianças a uma pequena parte do acervo literário. Hoje, o Projeto funciona como um pequeno espaço literário dentro da sala de aula, e os livros são levados para casa semanalmente a fim de serem lidos por alunos(as) e suas famílias.
A culminância do Projeto Espaço Literário foi realizada no dia 11 de novembro, na própria escola. “O projeto surgiu do coração e desejo de uma professora recém readaptada, que se viu diante de livros maravilhosos, mas que estavam longe das crianças. Faltava uma biblioteca ou uma sala de leitura. Resolvemos então criar vários “espaços literários” enviando os livros para casa de forma sistemática, cada turma com seus livros. O projeto se consolidou e a cada ano vejo professores e alunos extremamente empolgados e zelosos com o desenrolar e preparação de atividades. Nossos alunos leem clássicos, cantam e dançam muito bem, e conquistamos este Espaço para a Arte, Cultura e Educação”, comemora Laedy Ribeiro.
Domingo: Debate Da Revolta da Chibata aos Dias de Hoje
Jornalista: Alessandra Terribili
A Secretaria e o Coletivo de Combate ao Racismo da CUT-DF promovem o encontro Novembro Negro – Da Revolta da Chibata aos dias de hoje, próximo domingo, dia 19, no Eixão Norte 208, a partir das 9h.
O evento tem o objetivo de debater a resistência e luta do povo negro por direitos sociais, econômicos, condições de trabalho e direito à vida ao longo da história.
A CUT-DF convida todos e todas a levarem seu lanchinho, seu isopor, e participarem fortalecendo esta luta!
É com imenso pesar que o Sinpro-DF noticia o falecimento do professor Robson Lincoln Pinheiro, aos 54 anos, ocorrido nessa segunda-feira (13/11). O professor deixa ex-mulher e dois filhos. A família informa que o velório e sepultamento serão, nesta quarta-feira (15/11), na Capela 05 do cemitério Campo da Esperança de Taguatinga. O velório será das 8h às 10h e, o sepultamento, às 10h30.
“Ele era paraibano de Catolé do Rocha, porém, no documento de nascimento está registrado como natural de João Pessoa”, informa Caio Lincoln, filho de Robson. O professor residia há muito tempo no Distrito Federal, local em que formou família e seguiu a carreira do Magistério Público. Ele era professor de matemática e, atualmente, lecionava no CEM 804 e no CEM 111, ambos do Recanto das Emas. Atuou em várias outras unidades escolares da rede pública de ensino, como, por exemplo, no CEF 802 do Recanto das Emas, em que foi professor da EJA e coordenador. Também foi vice-diretor do CEF 104 e ocupou cargos na CRE, todos no Recanto das Emas.
O professor Robson era uma pessoa especial. Ele tinha uma variação congênita que o colocava em uma condição rara chamada citus inversus totalis. Seus órgãos internos eram invertidos, inclusive o coração. As válvulas do coração, no entanto, eram posicionadas para o lado correto, e isso dificultava o bombeamento do sangue. Com o tempo, áreas do coração começaram a falhar. No último mês, uma pneumonia não tratada a tempo se tornou uma sepsia pulmonar, que se espalhou pela corrente sanguínea. Com isso, a condição cardíaca piorou. Ele foi entubado na madrugada do dia em que chegou ao hospital. A situação dele ficou cada vez mais grave, até o óbito, nessa segunda-feira (13).
O Sinpro se solidariza com seus familiares, amigos(as) e colegas e reitera seu profundo respeito ao professor, desejando que ele descanse em paz e a família encontre resiliência para seguir em frente. Professor Robson, presente!
CEF Caseb terá grande apresentação de capoeira na sexta (17)
Jornalista: sindicato
O projeto de introdução à capoeira para as turmas de 9º ano do CEF Caseb (909 Sul) chega ao ápice na sexta-feira (17) às 10h, quando mestres de capoeira irão até ao ginásio da escola para uma roda de conversa e claro, para que os estudantes que durante o semestre possam mostrar para todo o colégio o que aprenderam, jogando capoeira com grandes nomes de Brasília. O Mestre Ligeirinho, irá coordenar a roda de manejo do berimbau.
“É um projeto de introdução à capoeira nos seus aspectos históricos, culturais, também como dança e luta para os estudantes. Assim, demonstrando a negritude da capoeira e sua importância na brasilidade de nossa nação, pois ela é patrimônio imaterial, representa resistência e resiliência da cultura negra na história do Brasil” conta o professor Alisson Lopes, que está à frente do projeto ao lado do professor Gabriel Schuls.
Cerca de 150 alunos(as) se envolveram nesta iniciativa e Alisson percebeu que “alguns estudantes começaram a praticar capoeira em suas comunidades, a participação nas aulas aumentou e também cresceu o interesse deles na cultura brasileira. O envolvimento de todos e todas foi expressiva”, comemora.
EC 18 do Gama mostra que histórias são brinquedos feitos com letras, sabores e emoções
Jornalista: Luis Ricardo
As histórias têm um efeito importantíssimo na vida das crianças, ajudando no desenvolvimento de formas de lidar com dificuldades, sentimentos e emoções, além de aguçar a criatividade. Com este intuito em mente, a Escola Classe 18 do Gama realizou o projeto Alfaletrar no último sábado (11), mostrando que histórias são brinquedos feitos com letras, sabores e emoções.
Durante todo o ano letivo os(as) alunos(as) são incentivados à leitura e à escrita, na perspectiva de colaborar com o processo de alfabetização, apresentando os diversos gêneros textuais, produções de texto, contato com autores das mais variadas literaturas, numa temática específica, com trabalhos de sequências didáticas, produções artísticas e outros elementos que colaboram para o processo de ensino aprendizagem. Este ano o trabalho teve como tema Solo fértil para uma educação afetiva, com a realização do 1° concurso de produção textual, desenho e artes plásticas da escola, que teve o apoio do Sinpro. Nele também perpassa o trabalho de Educação Transformadora e Antirracista realizada na unidade escolar.
Thiago Pereira Paz, diretor da EC 18 do Gama, explica que o projeto é um dos alicerces da escola. “Nele nos dedicamos durante todo ano letivo a promover a cultura do letramento por meio do incentivo à leitura e à escrita, e neste ano, em especial, nos dedicamos a produção de textos, no intuito de desenvolver cada vez mais a criatividade, a ludicidade e o alcance dos nossos estudantes na alfabetização plena através do suporte vivenciado nesta pratica pedagógica. Estamos muito felizes com o resultado alcançado e com os elogios recebidos da comunidade pelo trabalho”, ressalta.
Professoras da SEE-DF premiadas em Congresso Internacional de Neurociências
Jornalista: Letícia Sallorenzo
As professoras Cristina Leite, Simone Moura e Maria das Graças, da SEE-DF, receberam o prêmio máximo da categoria “Relato de Experiência” durante o 8º Congresso Internacional de Neurociências e Aprendizagem, ocorrido em Faro (Algarve-Portugal) entre os dias 2 e 4 de novembro.
O trabalho premiado é o “Histórico de atuação dos Centros de Vivências Lúdicas Oficinas Pedagógicas da SEE-DF na formação continuada de docentes da Educação Especial”, orientado por Luciana Hartman.
As três professoras são formadoras nos Centros de Vivências Lúdicas – Oficinas Pedagógicas da SEE-DF. Cristina Leite, atualmente afastada para estudos de doutorado na UnB, já atuou na Oficina Pedagógica de Ceilândia, Brazlândia e Samambaia. Simone Moura atua na Oficina Pedagógica do Núcleo Bandeirante e a professora Maria das Graças, hoje aposentada, atuou na Oficina Pedagógica de Brazlândia. A orientadora do trabalho, professora Luciana Hartmann, é professora titular no Departamento de Artes Cênicas da UnB.
O Congresso Internacional de Neurociências tem o apoio do projeto Erasmus+, a Associação OMNES PRO UNO e o Agrupamento de Escolas João de Deus em Portugal e, no Brasil, do Instituto Professora Ângela Mathylde Soares- IPAM e da Clínica Aprendizagem & Companhia – Saúde Integral.
“Poder apresentar o trabalho das Oficinas Pedagógicas do DF em um congresso internacional e receber este reconhecimento é muito importante, pois é um trabalho que existe na rede desde 1986, sempre na perspectiva de auxiliar o professor e a professora da Educação Básica em sua atuação em sala de aula, por meio de propostas lúdicas, criativas, permeado por várias linguagens artísticas”, comemora a professora Cristina Leite. “Estamos muito felizes com o prêmio, principalmente por saber que, além de enriquecer a nossa própria carreira, coloca em evidência o trabalho das Oficinas Pedagógicas, que é tão importante para a rede e merece e precisa receber esta visibilidade. São mais de 300 cursos ministrados em quase 4 décadas de história. Temos orgulho em fazermos parte desta história”, completa.
O Brain Connection é um evento educacional que reúne profissionais de renome nas áreas de educação e saúde.
Educação linguística e práticas de linguagem na aula de português
Jornalista: Letícia Sallorenzo
O V Ciclo do Grupo de Estudos de Língua Portuguesa da Universidade Federal de Campina Grande (Gelp – UFCG) encerra as palestras de 2023 no dia 30 de novembro (quinta-feira), às 19h com a palestra “Educação Linguística e Práticas de Linguagem na aula de português”, com a Profa. Dra. Regina Lúcia Péret Dell’Isola, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). A palestra será transmitida no canal youtube do Gelp (clique aqui), e confere certificado.
Quando entendida como ação pedagógica de linguagem, a aula de português é um dos espaços onde práticas de construção do conhecimento ultrapassam os limites da escola. Pensar em educação linguística envolve uma série de atividades cujo fim é conduzir pessoas a interagir em sociedade. Para isso, é preciso levar os alunos e as alunas a pensar, a criticar, a opinar e respeitar a opinião do outro, a saber se comunicar, a acessar e a disseminar informações confiáveis, a resolver problemas e a exercer protagonismo e autoria na vida pessoal, por meio de práticas de linguagem significativas.
Nesta última palestra do ano, serão abordadas as práticas dos eixos leitura, produção escrita e sistematização gramatical que, hoje, desafiam o corpo docente interessado em trazer a vida para dentro da escola, envolvido com a educação de qualidade em nosso país.
Professor da rede conquista prêmio internacional de literatura infantil
Jornalista: Luis Ricardo
Desde as eras mais antigas, a relação entre música e literatura é limítrofe, se enraizando na própria natureza da expressão artística. As duas formas de arte se influenciam mutuamente, culminando em manifestações culturais ricas e complexas que às vezes podem até gerar espanto, mas no final produzem obras primas. Este poderia muito bem ser um resumo da vida de Marcelo Capucci, vencedor de um prêmio internacional de literatura infantil.
Professor da rede pública de ensino do Distrito Federal desde 2007, Capucci divide seu tempo no magistério com a bateria da banda de rock Plebe Rude. Além de todo sucesso na música, o educador é bicampeão do International Latino Book Awards com o livro Mayra e a floresta viva, premiado em 2023 pela Empowering Latino Futures (EUA), obra escrita juntamente com Adriana Kortlandt e Marcos Linhares, além do ilustrador André Cerino. A primeira conquista de Capucci foi em 2016, quando recebeu o reconhecimento da ELF pela obra Faço, separo, transformo.
Mayra e a floresta viva conta a história de duas meninas de origens diferentes, uma moradora de uma floresta e outra de uma grande metrópole, que se encontram e aprendem a resolver preconceitos e mal-entendidos, além de entender como a vida na floresta e na cidade podem coexistir harmoniosamente e em desenvolvimento mútuo. “É um texto sobre encontros, harmonia entre diferentes, coexistência de saberes modernos e ancestrais, antirracismo, etc”.
Em entrevista concedida ao Sinpro, o músico e educador Marcelo Capucci fala sobre seu interesse pela literatura infantil, como é dividir seu tempo entre o magistério e a música, e sobre a importância da educação para o futuro do cidadão e de um país.
Como surgiu o interesse pela literatura infantil?
Desde criança gostava de escrever, desenhar. Foi só ingressar à Secretaria de Educação do DF, em 2007, e ter contato com os estudantes, que me interessei pelo registro e publicação.
E os temas, como eles vêm à mente? Como é feita esta escolha sobre a temática?
No caso de “Mayra e a Floresta Viva”, escrito a 6 mãos entre eu, Adriana Kortlandt e Marcos Linhares, a ideia é levar o leitor a uma reflexão sobre a necessidade de coexistir como seres humanos, como sociedade. Com as ilustrações de André Cerino, acredito que temos alcançado nossos objetivos de escrever de forma leve, sobre temas controversos ou do dia-a-dia, para crianças e adolescentes. As temáticas simplesmente surgem. Não temos pautas ou encomendas, pelo menos por enquanto.
Como é aglutinar a vida de músico e educador? Um segmento inspira o outro?
A música é minha válvula de escape. Tenho atuado em muito mais horas da minha semana como vice-diretor de escola pública do que como baterista de uma banda de rock ou autor infanto-juvenil. Mas as ações acabam se somando e a diversão, as responsabilidades e a dedicação têm sido garantidas em todos os lugares.
O que você aborda no livro Mayra e a floresta viva? Quais meios você utiliza para ganhar a atenção do público infanto-juvenil?
É um texto sobre encontros, harmonia entre diferentes, coexistência de saberes modernos e ancestrais, antirracismo, etc.
Então você propõe um debate sobre a importância de coexistir em um mundo de pensamentos, opões, ideologias diferentes?
Não entramos no debate ideológico. Quando se quer salvar alguém em um acidente não se pergunta sua ideologia política ou religiosa. Simplesmente se salva!
Passamos por um período onde a educação deixou de ser prioridade e o educador não tinha o respeito que merecia. Como você vê a educação como um importante degrau para o crescimento e para o futuro de um país e de sua população?
Acredito que somente a formação de professores inspiradores pode ser eficaz na atuação junto a estudantes dessa geração – que muitas vezes são subestimados e procuram respostas nas redes sociais, se afastando da escola como a conhecemos – será capaz de alavancar a educação no nosso país e, por conseguinte, contribuir para o aprimoramento da mão de obra e para o surgimento de novos talentos em todas as áreas.
O desafio é enorme porque não vemos investimentos em infraestrutura para que as escolas sejam o lugar de produção de conhecimentos, encontros e acolhimentos que deveria ser. Ma, não devemos baixar a guarda, nunca, e como professores e formadores de opinião, podemos transformar essa realidade.
Como você vê a educação pública da capital federal? O que é preciso mudar para que cheguemos a uma educação de qualidade?
Podemos nos considerar um dos melhores corpos docentes do país. Mas, esse grupo precisa ser reconhecido, valorizado e ter seu acesso à cultura e informação facilitados, por exemplo. É inacreditável pensar que um professor ou professora precisem gastar 300, 400 reais por mês para ter internet em sua casa/dispositivos. É dramático ver que esses profissionais colocaram seus equipamentos para movimentar a escola online, na quarentena, na pandemia, e que muitos deles ainda nem conseguiram fazer upgrade em seus equipamentos porque não tiveram condições financeiras palpáveis vindas do governo e dos políticos que tanto reconhecem os professores em seus discursos.
Acredito que investimentos em infraestrutura e tecnologia devam ser pilares para a construção de uma proposta pedagógica sólida e que realmente traga os professores e os estudantes para um ambiente de ensino-aprendizagem produtivo e conectado com seu tempo e espaço.
Quais as principais carências da rede pública de ensino do DF? De que forma isto afeta na educação dos estudantes?
Acredito que devamos olhar para o futuro, com escolas conectadas, equipamentos de última geração, piscinas, quadras cobertas, pistas de atletismo, estúdios de fotografia, música, laboratórios de informática, ementas que visem a profissionalização dos educandos, ambientes temáticos, enxadrísticos e para iniciação científica, etc, etc, etc. Dê isso aos professores do DF e do Brasil e teremos, com certeza, um país mais justo, competitivo e com uma categoria de educadores (talvez a principal das categorias) menos adoecida e mais satisfeita com seu trabalho.
Vencer pela segunda vez o International Latino Book Awards na categoria literatura infantil com certeza é um sinal que você está no caminho certo. Quais são os próximos passos? Podemos aguardar uma continuação do livro?
É muito gratificante participar deste prêmio porque ele está embebido em um viés acadêmico, e isso é significativo para quem frequenta escola todos os dias. Os textos, ano a ano, são analisados pelos curadores da Empowering Latino Futures (ELF), sediada na Califórnia/USA, onde inclusive estive em 2016 com o “Faço, Separo, Transformo” e essa curadoria endossa nosso material no que tange a qualidade de nossa escrita em Língua Portuguesa, esse incrível idioma falado em 9 países e por mais de 230 milhões de pessoas mundo afora.
Nossos próximos passos envolvem a continuação da história, pois temos um compromisso com nossa Editora, a Trilha Educacional, de São Paulo, e com nossos leitores em entregar uma série de 6 volumes com as aventuras de Mayra. Temos muitas surpresas por revelar ainda.
Para comemora a conquista do prêmio internacional de literatura infantil, os autores convidam a categoria para uma comemoração na próxima segunda-feira (11), às 19h, no Bar Beirute (107 Norte). O livro pode ser adquirido clicando aqui.