XII Circuito de Ciências das escolas públicas do DF

Escolas da rede pública de ensino do Distrito Federal participaram do XII Circuito de Ciências, que contempla os ensinos fundamental e médio, e 11ª Plenarinha, apenas para educação infantil. A atividade foi realizada no dia 03 de outubro, na Escola Classe 502 do Itapoã. Ao todo, 42 projetos foram inscritos.

O Circuito de Ciências das Escolas Públicas do DF é uma importante política pública educacional de incentivo à produção e à divulgação científica, tecnológica e cultural. Constitui-se como atividade pedagógica com significativo potencial inovador do ensino, do desenvolvimento crítico e criativo, da aprendizagem e da compreensão da prática científica no ambiente escolar.

Professora de Atividades e atuando no apoio pedagógico da Escola Classe 502 do Itapoã, Márcia Abreu explica que o Circuito tem o objetivo de promover e difundir a cultura científica mediante estímulos à iniciação científica, tecnológica e inovação. Dessa forma, estimula a percepção da escola a manter uma relação dialógica com a sociedade. “Igualmente, constitui oportunidade de aprendizagem e entendimento sobre as etapas de construção do conhecimento científico mediante planejamento, elaboração e desenvolvimento de projetos com embasamento científico. Promove, ainda, o incentivo à cultura investigativa, à criatividade, à reflexão, à capacidade inventiva e desperta vocações”.

 

Plenarinha

Os(as) alunos da educação infantil e do 1º ano do ensino fundamental também participaram do XII Circuito de Ciências. A Plenarinha ocorreu no dia 03 de outubro, na Escola Classe 502 do Itapoã, onde várias escolas públicas se reuniram para expor os trabalhos.

Este ano o tema trabalhado foi Identidade e Diversidade na educação infantil, sou assim e você como é?, um tema de grande relevância, uma vez que no DF é presente a mistura de várias regiões brasileiras. Cada professor(a) trabalhou a diversidade nas áreas artística, musical, alimentícia e fotografia. “O projeto Um mar de Aventuras possibilitou aos estudantes conscientização a respeito da preservação do meio ambiente, e as formas conscientes que as pessoas podem utilizar a natureza em seu cotidiano. Foi possível alcançar uma aprendizagem efetiva com o uso de um filme, que pertence ao repertório cultural dos alunos. Por meio de atividades práticas e em equipe, os alunos utilizaram materiais recicláveis para confeccionar animais marinhos, barcos, bússola, etc. Além disso, foi possível trabalhar com conteúdos que fazem parte do momento de vida escolar dos estudantes e prepara-los para atividades que demandem desenvoltura em equipe e em público”, explica a professora Ana Karolina dos Anjos Braga.

Na área artística o auto desenho foi trabalhado no intuito da criança identificar suas características pessoais e perceber que cada um tem o seu jeitinho. Na musical as cantigas de roda contribuíram para o aprendizado da cultura popular presente nos estados brasileiros.

“Também foi trabalhada a diversidade em diferentes alimentos que tem diversos nutrientes que o nosso corpo precisa. O livro “Lápis cor de pele” também teve espaço, levando as crianças a perceberem que cada pele tem sua cor, rompendo as barreiras do preconceito; os olhos de algumas crianças foram fotografados, fazendo com que elas percebessem as diferenças até em nosso olhar; e pinturas de telas com crianças de mãos dadas foram produzidas, representando a união contra qualquer tipo de descriminação”, finaliza a professora da Escola Classe 502 do Itapoã Parque, Pablyne Samara Barbosa Gobira.

Passeio Ciclístico e Caminhada da EC 04 do Cruzeiro ensina a paz no trânsito

No último sábado de setembro, dia 30, os(as) estudantes das turmas de 1º a 5º Anos e Classes Especiais da Escola Classe 04 do Cruzeiro (EC 04 Cruzeiro) tiveram uma aula prática sobre a paz no trânsito. Participaram desta edição do “Passeio Ciclístico e Caminhada Pintando o 4 com paz no trânsito” em várias ruas. “O tema do passeio veio complementar um trabalho sobre o conhecimento das regras de trânsito”, informa Simone Alves Cardozo Martins, professora de Atividades e, atualmente, diretora da escola.

A atividade faz parte do Projeto Vivência, Projeto Político-Pedagógico (PPP) da escola, que, este ano tem como tema “Pintando o 4”. Simone explica que, com o tema central do projeto “Pintando o 4”, a escola trabalhou as quatro artes: música, dança, literatura e artes visuais. E destaca o fato de que o diferencial deste ano foi a realização, no dia 30/9, do passeio ciclístico e caminhada como abertura das comemorações do Dia das Crianças [12 de outubro], buscando uma integração maior entre família, estudante e escola.

“Essa é uma atividade tradicional na E.C. 04 do Cruzeiro que, devido à pandemia da covid-19, foi suspensa, mas, este ano, retornamos. O Passeio Ciclístico é um momento de união, cidadania, incentivo ao esporte e uma prática de pertencimento à comunidade do Cruzeiro, sempre levando o nosso Projeto Vivências, que este ano tem como tema: “Pintando o 4”, para conhecimento da nossa comunidade”, afirma.

Simone informa que “um dos principais objetivos do ‘Passeio Ciclístico e Caminhada’ é desenvolver nos estudantes a importância da atividade física, o conhecimento sobre as regras de trânsito, buscando sempre conscientizar para o respeito e a paz. Assim, oportunizando vivenciar o que foi aprendido em sala de aula”.

Inclusão

Simone informa que, “infelizmente, entre os 270 estudantes matriculados, nem todas as crianças têm bicicleta, por isso mudamos o nome do evento para ‘Passeio Ciclístico e Caminhada’ para que as crianças que não têm bicicleta, participem caminhando, juntamente com os servidores da escola”.

Na EC 04, o trabalho de inclusão é realizado diariamente. “Ao desenvolverem um trabalho com as crianças em sala de aula sobre as regras de trânsito, os professores reforçam a importância à acessibilidade, principalmente, para as Pessoas com Deficiência (PCD). Neste trabalho, os estudantes confeccionaram cartazes para levar no dia do passeio”, diz a direção.

As mães, pais e responsáveis por estudantes também participam e, segundo a direção, eles e elas sempre ficam ansiosos(as) para participar desses momentos. “É um momento de Vivência sobre o que é aprendido na escola e sempre buscamos a parceria dos pais para a formação integral dos nossos estudantes. A família é símbolo de referência na vida da criança é de extrema importância integrá-los nesses momentos”.

Após o passeio teve almoço comunitário com galinhada vendida na escola e uma dinâmica de dança. “O Passeio Ciclístico e Caminhada da EC 04 é acompanhado por este sindicato desde a sua primeira edição, em 2010, sempre muito bem organizado, pautado nas vivências e projetos da escola, bem como no Currículo em Movimento da Secretaria da Educação. Traz consigo parte da história da escola e integra a história da comunidade do Cruzeiro Novo”, finaliza a diretora do Sinpro, Regina Célia Pinheiro.

Curta documental “Contra o Golpe” será exibido sexta (06) na Mostra Sesc

Era 11 de agosto de 2022, e diversos setores da sociedade brasileira se manifestaram em defesa da democracia e contra o golpismo de Bolsonaro e seus seguidores. Foi esse movimento que os irmãos Lucas e Gabriel Mesquita registraram no curta documental “Contra o Golpe”, que será exibido nesta sexta-feira, 6 de outubro, às 19h, na unidade do Sesc da 504 Sul, pela 6ª Mostra Sesc de Cinema.

O filme foi baseado nos atos pela democracia que aconteceram na Faculdade de Direito da USP. Na ocasião, foi lida a “Carta às brasileiras e aos brasileiros em defesa do Estado Democrático de Direito”, assinada por mais de 1 milhão de brasileiros. A forte adesão ao documento impulsionou a atos em todo o Brasil, que também são retratados no curta.

O filme foi inteiramente gravado dias 10 e 11 de agosto de 2022, proporcionando farto material dos bastidores da organização do evento à movimentação de rua ao longo do dia, até a manifestação dos movimentos sociais na Avenida Paulista. O curta apresenta depoimentos de personalidades envolvidas no protesto, como o escritor Marcelo Rubens Paiva, a advogada Sheila de Carvalho e o diretor da Faculdade de Direito da USP, Celso Campilongo. “O objetivo foi registrar a importância histórica da data e dos atos pela democracia”, afirma Lucas Mesquita.

A produção contou com o apoio do Grupo Prerrogativas.

A 6ª Mostra Sesc de Cinema começou dia 2 de outubro e vai até sábado, 7, sempre no Sesc da 504 Sul. Confira abaixo a programação completa do evento.

Terça-feira, 03 de outubro, 18 horas
Sessão “A arte é uma arma maravilhosa, sem arte não há vida.” (98 min)

1. Memórias de Saudade (10 min); Curta metragem realizado na Oficina Básica de Documentário – Registro da Diversidade
2. O que trago na memória está gravado na história (08 min); Curta metragem realizado na Oficina Básica de Documentário – Registro da Diversidade
3. Dessa arte eu sei um pouco (80 min).

Quarta-feira, 04 de outubro, 19 horas
Sessão “A memória guardará o que valer a pena.” (147 min)

1. Foi um tempo de dor (10 min);
2. Desamor (25 min);
3. Virada de jogo (30 min);
4. Dia de folga (82 min).

Quinta-feira, 05 de outubro, 19 horas
Sessão “A memória não perde o que merece ser salvo.” (116 min)

1. Paisagem em chamas (6 min);
2. O afeto das trancinhas (11min);
3. Cavalo Marinho (25 min);
4. Profissão livreiro (74min).

Sexta-feira, 06 de outubro, 19 horas
Sessão “A memória sabe de mim mais que eu.” (126 min)

1. Contra o golpe (17 min);
2. Manual do pós-verdade (28 min)
3. Lucinda (81 min).

Sábado, 07 de outubro, 15 horas
Sessão “No dia em que não houver lugar no mundo para o índio, não haverá lugar no mundo para mais ninguém.” (com acessibilidade, 52 min)

1. Amazônia XXI (6 min);
2. Terra Livre (16min);
3. Levante pela terra (30 min).

Sábado 07 de outubro 19 horas
Sessão “No dia em que não houver lugar no mundo para o índio, não haverá lugar no mundo para mais ninguém.” (52 min)

1. Amazônia XXI (6 min);
2. Terra Livre (16min);
3. Levante pela terra (30 min).

Projeto Taguatinga Plural na luta contra a discriminação racial

A Escola Classe 41 de Taguatinga promoveu, no dia 30 de setembro, a culminância do projeto Taguatinga Plural – Educação antirracista na prática. A atividade, realizada há vários anos, está no dia a dia pedagógico das escolas da rede pública de ensino do Distrito Federal e salienta a importância da representatividade, da diversidade e da luta contra a discriminação racial.  

Durante o ano, várias escolas realizam o projeto, que tem como objetivo subsidiar o planejamento e a execução de projetos pedagógicos e ações educativas nas unidades escolares (educação infantil, ensino fundamental e médio) vinculadas à Coordenação Regional de Ensino de Taguatinga, que reconheçam o papel da educação na superação do racismo.

Utilizando como base legal o Artigo 26-A da LDB, a proposição possui como eixos o reconhecimento do racismo como ideologia e prática amparadas em aspectos sociais, culturais, históricos, científicos e religiosos; fortalecimento da diversidade e representatividade negra e indígena nos muros e painéis escolares; desenvolvimento das competências socioemocionais previstas na BNCC para subsidiar o trabalho de práticas antirracistas; reconhecimento e valorização da contribuição da população negra na formação sócio-histórica e desenvolvimento da RA Taguatinga; reconhecimento e valorização da diversidade dos grupos sociais presentes no ambiente escola; aquisição de percentual significativo de livros de literatura com a temática, bem como os de autoria de escritores negros(as).

As atividades do projeto são construídas coletivamente em reuniões entre os(as) professores(as) das escolas que aderiram à iniciativa. “Este projeto não é feito apenas na semana do Dia da Consciência Negra. São várias atividades integradas que debatem a educação antirracista com textos, pinturas em tela, contação de histórias, palestras, confecção de bonecas negras, grafite, oficinas, trabalho com as crianças, histórias desenvolvidas, entre outras”, destaca Murilo Marconi, coordenador da CRE de Taguatinga.

VEJA O ÁLBUM com as imagens tiradas durante o projeto. 

Projeto do CEF 27 de Ceilândia mira no reconhecimento da potência do povo preto

O desejo de um coletivo de professores do CEF 27 de Ceilândia de abordar a temática racial ao longo do ano com estudantes deu origem ao projeto “Isso é Coisa de Preto”. O objetivo é resgatar o orgulho negro e valorizar o protagonismo desse povo, que no curso da história teve sua potência atacada, sua cultura explorada e sua religião-filosofia marginalizada pela colonização europeia.

 

O projeto está no segundo ano. Oficina de batalha de rap, rodas de conversa, palestras, grafite foram algumas das dinâmicas já aplicadas.

Neste ano, no final de agosto, o grupo de professores(as) trouxe para a roda de debates dos estudantes personalidades negras em diversas áreas da sociedade. Maria Carolina de Jesus, na literatura; Marielle Franco, na política; Rebeca Realleza, na música; Milton Santos, nas Ciências Sociais; Ruth de Souza, no teatro, cinema e TV; e Rafaela Silva, no esporte, foram os nomes destacados.

Como parte do projeto, as personalidades foram grafitadas no muro interno do CEF 27 de Ceilândia para lembrar, diariamente, que negritude é potência.

A atividade mais recente do “Isso é Coisa de Preto” trouxe para a escola, entre outros nomes, Mc Dudu e a advogada, musicista, produtora cultural e rapper Rebeca Realleza, um dos nomes de destaque da cultura hip hop nacional.

“A frase ‘isso é coisa de preto’ é vista atualmente de forma negativa. Na escola mesmo, é muito comum ter um certo receito de usar o termo preto ou negro. Então a gente trouxe essa expressão para dar a ela um caráter positivo, mostrando que pretos e pretas estão na política, na ciência, na arte e em todos os lugares. Mostrar isso possibilita que os estudantes comecem a ter essa mudança de paradigma, de como a negritude é vista”, explica o professor de Artes Danilo Andrade, um dos idealizadores do projeto, junto com a professora Kelly Cardoso e os professores Tiago Alexandre e Amanda de Azevedo, que eram do CEF 27, mas agora estão na Secretaria de Educação de Goiás.

Um dos desejos do professor Danilo é dar continuidade ao projeto e fazê-lo expandir para que outros estudantes negros “olhem para si próprios com maior apreço”. Entretanto, um dos maiores empecilhos para isso, segundo o professor, é a condição de professor em regime de contratação temporária.

“Eu fui aprovado no último concurso. Estou no cadastro reserva. E estou aguardando a nomeação”, conta Danilo. “Como professor em regime de contrato temporário, a gente tem essa incerteza do amanhã, do ano que vem, e isso é muito limitante nas nossas ações, nas nossas expectativas. Saber se estarei na escola no que vem acaba determinando a minha prática docente”, explica o professor.

Como todas as ações que miram no reconhecimento da potência negra, “Isso é Coisa de Preto” é resistência, assim como todos e todas aquelas que idealizam e colaboram com o projeto que faz da escola um espaço de transformação social.

 

Acesse AQUI o álbum da ação mais recente do “Isso é Coisa de Preto” que, entre outros nomes, trouxe Rebeca Realleza para o CEF 27 de Ceilândia.

 

 

CEF 04 do Gama comemora aniversário de 50 anos com encontro literário

Ana Alice (professora aposentada), Neilan (orientador), Raquel (orientador), Luciana (orientadora), Michael (itinerante altas habilidades), Rhomy (professora aposentada) e Alexandre Dias (diretor do CEF 04), além dos(as) estudantes, todos no auditório. Foto: Arquivo do CEF 04

 

A última sexta-feira (29/9) foi um dia de festa no Centro de Ensino Fundamental 04 do Gama (CEF 04 Gama), momento em que ex-alunos(as), professores(as) e orientadores(as) aposentados(as) e da ativa se reuniram para comemorar os 50 anos da escola com um grande encontro literário. O diretor do Sinpro, Carlos Fernandes, conta que teve a honra de representar o sindicato no evento.

“Tive a oportunidade de participar, representando o Sinpro, das comemorações dos 50 anos do CEF 04 do Gama. Foi uma festividade muito interessante e impactante porque se teve uma percepção de como é que se deve homenagear uma escola com 50 anos”, declara Carlos Fernandez, diretor do Sinpro.

Fernandes fez parte de uma Mesa de Debate com quatro professores(as) que formaram o primeiro corpo docente do CEF 04. “Isso, para mim, foi um momento de muita felicidade porque vi o que aconteceu, por intermédio desses professores, naquela época, como era a escola, como foi a vida deles até chegar aos dias atuais”.

Ele destaca que a comemoração de 50 anos de uma escola da rede pública de ensino não é qualquer coisa. “Cinquenta anos que, se a gente se lembrar bem, a Região Administrativa do Gama era uma cidade-adolescente, quando a escola foi criada. Ou seja, havia muita coisa para se fazer naquela época e essa escola com seu corpo docente é uma das pioneiras do Distrito Federal”.

“Como eram os estudantes, os professores e a vida das pessoas, a cidade do Gama, o comércio naquela época? Isso tudo foi resgatado nas várias oficinas que teve na escola e, dentre elas, tinham brinquedos da época que as crianças que estudaram no CEF 04 usaram: muito diferentes das crianças de hoje. Eram brinquedos de uma sociedade que nem sequer imaginava a existência de um telefone celular, um game, Internet. Era outra realidade, outra vida”, informa Fernandes.

Ele conta que as oficinas trouxeram à lembrança que, apesar de a escola ter 50 anos e o Gama ter um pouco mais idade do que isso, ela é uma Região Administrativa (RA) muito jovem e muito há o que se fazer pela cidade. “O que estamos fazendo é contar a história viva e participar dessa história dessa RA”.

Disse também que uma das apresentações interessantes foi o “Chá literário”, com várias atrações e manifestações. Foi uma apresentação com registros da cultura regional. Ou seja, falando da diversidade, da questão ecológica e de problemas atuais, mas, ao mesmo tempo, resgatando a cultura da região como um todo.

“Foi uma grande oportunidade de apresentar o Sinpro e gostaria de, mais uma vez, parabenizar o pessoal do CEF 04, o diretor Alexandre Dias e demais integrantes da direção, supervisores, coordenadores, pessoal da secretaria, bem como os e as estudantes, principalmente, que fizeram essa festa maravilhosa. Acho que todas as escolas que fizerem isso, que resgatarem a sua própria história está no caminho certo porque quem não conhece a sua história não entende o presente”, declara o diretor do Sinpro.

Poliana Diniz, professora de ciências, atualmente supervisora pedagógica do CEF 04 do Gama, atua na escola desde o ano 2000. Ela explica que o tema principal da edição deste ano do Encontro Literário deste foi o aniversário de 50 anos do CEF 04. “Durante o encontro, os estudantes participaram de várias oficinas. Uma delas foi no auditório, com a participação de professores aposentados, ex-alunos e ex-diretores que foram entrevistados e contaram para os estudantes as experiências vividas no CEF 04”, explica a professora .

Segundo ela, estiveram presentes a ex-aluna Silvana Pereira, que foi a Rainha da Primavera de 1974; a professora Edna, que também foi aluna, em 1973; o senhor Neir, ex-estudante, em 1973, que se casou com a Rainha da Primavera; o professor e ex-diretor do CEF 04, Enóquio.

Também participaram da festividade, a ex-diretora Maria Valdinei e os(as) professores(as) aposentados(as) Neuton , Rhomy, Ivonete, Nágila, Yara , Penha, Arleth, Ana Alice, Osvaldo, Yolanda, que conversaram com os(as) atuais estudantes em evento realizado no auditório.

Poliana também cita a presença de ex-alunos(as) que prestigiaram o evento. “Contamos com a presença da ex-aluna Loane, que hoje é jornalista e produtora musical; a Letícia, recordista da Olimgama; Érica, formada em TI e mãe de três filhos que frequentam as altas habilidades do CEF 04; e Ryan Balbino, cantor e compositor de rap. Também estiveram presentes os orientadores Neilan e Jaqueline, que vieram também nos prestigiar”.

Ela informa que o Encontro Literário ofereceu momentos ímpares para a comunidade escolar com recitais de poesias, paródias produzidas pelos estudantes do CEF 04. O evento aconteceu nos dois turnos. Os(as) estudantes receberam um passaporte com o qual eles(as) tinham de participar, obrigatoriamente, de três oficinas.

“Em cada oficina, o passaporte era carimbado e assinado. No fim de cada turno, cantamos parabéns com os(as) estudantes que participaram e,  em seguida, fizemos um lanche coletivo. Também foi oferecido um coquetel para os(as) convidados(as). Foi um evento bem organizado e feito com muito amor. E foi um sucesso”, afirma.

Um Baile no Etarismo

Por Edna Rodrigues Barroso*

Existem corpos que não pretendem parar de dançar, de se movimentar, de se divertir, de cantar, mesmo que alguém lhes declare que já não têm a mesma flexibilidade, a mesma leveza, a mesma agilidade.

Existem corpos que não pretendem parar de militar, de se envolver, de se posicionar, de reivindicar, mesmo que alguém lhes afirme que o mundo mudou, a sociedade mudou, a categoria mudou.

O menosprezo aos envelhecimentos tem se mostrado um preconceito crônico, especialmente no caso brasileiro. É uma subestimação que pode assumir contornos paternalistas, como a infantilização, e/ou inadmissíveis, como o desrespeito.

Por isso, cada vez mais, o Estado e a sociedade civil têm o dever de elaborar e adotar políticas públicas e ações que venham contrapor-se ao etarismo e às suas múltiplas e complexas manifestações, tendo o bom senso de nem romantizar e nem dramatizar o envelhecimento. Porque, como cantou Juca Chaves: “Idade não é culpa; Velhice não é desculpa; Nem mesmo a juventude é profissão”.

O Bailes das(os) Aposentadas(os) do Sinpro-DF é um exemplo da força e da mobilização daquelas e daqueles que se dedicaram ao magistério e à militância sindical e hoje usufruem de um direito social: a aposentadoria.
Direito esse (re)conquistado com muita luta por quem estava a bailar.
Ainda que haja a crítica de que a iniciativa possa parecer segregacionista, é preciso entender que a categoria é numericamente grande e que aposentadas(os) e não aposentadas(os) são segmentos distintos que formam uma única base.

Vendo e participando do Baile, é impossível não se emocionar ao ver tantos e tantas que consagraram (e ainda o fazem) parte significativa do seu cotidiano para causas coletivas. E como disse Gonzaguinha: “E eu não quero esquecer; Essa legião que se entregou por um novo dia.”
Nosso Baile é um contraexemplo ao etarismo, ao capacitismo, ao preconceito de gênero. As mulheres marcaram presença majoritariamente, retratando a categoria, quantitativa e qualitativamente. São mulheres que não se intimidam em dançar sozinhas ou acompanhadas das amigas, riem em grupo, cantam em coro e se alegram em encontrar as companheiras e companheiros de profissão, arrumam-se e perfumam-se para si, ou ignoram o “dress code”. Pessoas que vivem plenamente, em par ou ímpar.

Nosso Baile é, antes e acima de tudo, um espaço/tempo de celebração coletiva e de prazeres compartilhados. Sem saudosismos, mas com reverência a todas e todos que alimentaram (e alimentam) o “fogo da esperança” por dias melhores.

Agradecemos à Secretaria de Assuntos de Aposentados e Aposentadas pelo Baile de 2023. Que nosso sindicato esteja atento ao fato de que uma entidade classista constitui-se de razão e emoção.

Que venham outras e novas ações que promovam os interesses desse segmento da categoria, articulando-os aos que ainda não se aposentaram.
Aposentadoria sim! Inatividade nunca! Segue o baile.

*Edna Rodrigues Barroso é professora aposentada da SEEDF

 

Professor da SEEDF é bicampeão em duas modalidades em Meeting Paralímpico

O professor Jailson Kalludo foi bicampeão nas duas modalidades que disputou no Meeting Paralímpico Loterias da Caixa 2023 em Brasília. Ele foi medalha de ouro em arremesso de peso 6 kg e na corrida de 400m, categoria T45, pelo segundo ano consecutivo.

Jailson tem agenesia congênita nos dois braços e pratica atletismo há mais de 5 anos. Praticante também de para-capoeira, já participou de competições em diversas cidades brasileiras, como São Paulo, Belo Horizonte e Salvador. Neste mês de outubro, ele vai disputar o Meeting de Porto Alegre.

Perguntado sobre a importância da inspiração que seu trabalho pode ter para outras pessoas, Jailson afirma que ter foco nos objetivos é fundamental: “Eu sempre carreguei isso comigo. As pessoas precisam ter oportunidades para conquistar seu espaço”, diz ele.

Com quase 30 anos de SEEDF, Jailson faz parte do coletivo de pessoas com deficiência no Sinpro, na CUT-DF e no PT. Sempre ativo na militância como na sua profissão, ele também faz parte da AEEP-DF (Associação Educação-Esporte das Pessoas com Necessidades Educativas Especiais & Amigos).

 

Meetings das Loterias Caixa

O Meeting Paralímpico Loterias Caixa aconteceu em Brasília no dia 16 de setembro, com disputas em três modalidades. Foi a quinta etapa do evento na temporada de 2023, e teve provas de atletismo, halterofilismo as natação.

A competição na capital federal recebeu 250 inscrições de atletas de nove estados e do DF; com o objetivo de desenvolver o paradesporto em todo o território nacional, com a participação de novos talentos e atletas de elite. É idealizada e organizada pelo Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) desde 2021, como uma atualização dos tradicionais Circuitos Loterias Caixa, que já eram realizados desde 2005.

Palestra foca em acessibilidade linguística para estudantes surdos

Garantir acessibilidade linguística no contexto educacional para estudantes surdos que não frequentam escolas bilíngues de surdos. Esse foi o objetivo central da palestra “A relação entre o professor regente e o intérprete educacional”, realizada por professores(as) do Atendimento Educacional Especializados lotados nas escolas polos de Estudantes Surdos/com Deficiências Auditivas do Gama. O evento fechou o mês do Setembro Azul.

Com o apoio da Coordenação Intermediária de Educação Inclusiva da CRE do Gama e do Sinpro-DF, a formação foi realizada junto a gestores e professores(as) das escolas EC 09, EC 12, CEF 08, CEF 11 e CEM 01 do Gama. Para abordar o tema, foram convidadas a coordenadora da Escola Bilíngue Libras e Português Escrito de Taguatinga, Andréa Belém; e a intérprete de Libras da Diretoria de Acessibilidade da UnB Dannia Esteves.

Professor itinerante de Surdos/com Deficiência Auditiva do Gama Marcilene Carvalho, afirma que “essas ações coletivas são essenciais para incentivar a cultura colaborativa entre os profissionais do Atendimento Educacional Especializado nas escolas polos para estudantes surdos e com deficiência auditiva”. “O objetivo é propor atividades que rompam com o preconceito imposto pela categorização do conceito da surdez na perspectiva clínica de deficiência, além de pensar nas barreiras linguísticas e pedagógicas que interferem no desenvolvimento dos estudantes surdos. Essas ações formativas são importantes para incentivar o repensar pedagógico de todos os profissionais que atuam na educação de surdos”, diz.

Durante o evento, alunos(as) surdos das escolas públicas do Gama realizaram apresentações. Estudantes da EC 09 do Gama apresentaram o Hino Nacional Brasileiro em Libras e o estudante do CEF 08, José Manuel, com apoio dos colegas surdos, apresentou a releitura da poesia “A dor do silêncio”, de Renata Freitas. O poema aborda o direito linguístico da pessoa surda, em que num determinado período histórico, foi proibida comunicar em Libras, sendo obrigada a utilizar a oralidade no processo de comunicacional.

O evento ainda contou com exposição de desenhos do estudante surdo Maycon Santos, do CEM 01, e com relato da estudante surda Lorrane Flaira, egressa das escolas polos de estudantes surdos do Gama, que abordou suas perspectivas futuras após sua formação na educação básica.

Invisibilizados | debate e workshop dia 4 de outubro às 19h

Na próxima quarta-feira, 4/10, às 19h, o auditório do Sinpro no Plano Piloto recebe um workshop com o fotógrafo brasiliense Marco Mota, que desde o dia 24 de agosto expõe as fotos da mostra Invisibilizados no saguão da sede do sindicato. O evento é aberto a professores(as) e orientadores(as) educacionais, da ativa ou aposentados(as), e também a assinantes do jornal Correio Braziliense.

Na ocasião, Mota irá falar sobre suas fotografias e as técnicas empregadas em cada um dos quadros em exposição – numa visita guiada à exposição. O debate também contará com a participação do professor Luis Guilherme Baptista, coordenador do projeto Re(vi)vendo Êxodos.

A exposição Invisibilizados exibe até o dia 5 de outubro no saguão do Sinpro uma coleção com 21 fotografias autorais, tratadas em múltiplos processos de sobreposição de imagens, colagens e intervenções digitais. Desse total, 14 delas têm como base reproduções de registros históricos digitalizados e disponibilizados pelo Arquivo Público do DF e pelo Instituto Moreira Sales. “Os trabalhos têm como objetivo principal ampliar o debate sobre temas ainda tão presentes em nossa sociedade, e retratam situações de preconceito, privação de direitos, falta de acesso e de exclusão, em diferentes momentos da nossa história”, afirma Marco Mota.

Acessar o conteúdo