Participe do Seminário Internacional de Formação de Professores UnB+Escola dias 28 e 29
Jornalista: Alessandra Terribili
O Seminário Internacional de Formação de Professores UnB+Escola acontecerá dias 28 e 29 de setembro, como parte da programação da Semana Universitária da UnB deste ano (SU 2023). O evento visa à promoção da formação docente inicial e continuada, e busca integrar as licenciaturas da UnB e a comunidade em geral para debater questões atuais relacionadas à formação de professores, às políticas educacionais em âmbito nacional e internacional e os projetos desenvolvidos na UnB (Licenciaturas em Ação, Pibid, Residência Pedagógica).
As palestras que compõem o seminário são:
Palestra: Teorias da Aprendizagem e Teorias Psicológicas, com Prof. Dr. Fernando Sousa, da SEEDF
🗓️ 28 de setembro de 2023
⏰ Das 14h às 18h.
🏛️ UnB, Campus Darcy Ribeiro, ICC, Anfiteatro 10.
Palestra: A formação de professores e o desenvolvimento no Brasil: tensões e possibilidades, com o Prof. Dr. Daniel Cara, da Faculdade de Educação da USP
🗓️ 29 de setembro de 2023
⏰ Das 9h às 17h.
🏛️ UnB, Campus Darcy Ribeiro, ICC, Anfiteatro 10.
O evento é organizado pela Diretoria de Planejamento e Acompanhamento Pedagógico das Licenciaturas do Decanato de Ensino de Graduação da UnB (DEG/DAPLI).
Haverá declaração de participação. Para inscrever-se, clique no link abaixo:
Prorrogado! | E-book coletivo: chamada para submissão
Jornalista: Letícia Sallorenzo
Dois grupos acadêmicos ligados a instituições baianas estão produzindo um e-book com cartas para Paulo Freire, bel hooks e Frantz Fanon, e chamam professores da educação básica a produzirem os textos e submeterem os trabalhos. Houve prorrogação do prazo final para envio dos textos para o dia 2 de outubro (segunda-feira que vem).
O projeto é uma parceria entre o Grupo de Estudo e Pesquisa em Linguagens e Educação, vinculado ao Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia (Geline/IFBA) e o Marginais: Grupo Interdisciplinar de Pesquisa sobre Minorias e Exclusão, vinculado à Universidade Federal do Oeste da Bahia (Marginais/UFOB), e da Academia Barreirense de Letras (ABL).
O material deve ser enviado até segunda-feira, 2 de outubro. Serão textos em homenagem a três grandes autores/as do pensamento crítico – Paulo Freire, bell hooks e Frantz Fanon – por meio da produção de cartas reflexivas, autorais e criativas.
Cartas especiais
Freire, hooks e Fanon deixaram legado incomensurável no campo das Ciências Humanas e Sociais, contribuindo para o desenvolvimento do pensamento crítico e revolucionário e para as lutas sociais. A escrita de cartas foi uma prática constante na vida desses/as autores/as, inclusive com publicações que se tornaram bastante conhecidas, como Cartas a Guiné-Bissau (FREIRE, 1975) e a Carta à juventude africana (FANON, 1959). Por isso a escolha do gênero textual, profundamente dialógico, para homenageá-los/a e para compor os capítulos do e-book.
O lançamento desse livro eletrônico está previsto para o primeiro semestre de 2024, por editora especializada, sem nenhum custo para as pessoas que inscreverem sua carta reflexiva no processo de submissão. A ideia é incentivar o exercício da reflexão crítica, da imaginação, da criatividade, da escrita colaborativa e do diálogo transgressivo para a transformação social.
“Propomos o convite à escrita de cartas com vistas ao compartilhamento de leituras, práticas, experiências que problematizem/combatam sistemas de opressão relacionados à raça, etnia, classe, gênero, corporalidade, nacionalidade, geração, entre outros marcadores sociais. Acreditamos que o pensamento crítico e decolonial é um caminho viável para construirmos e vislumbrarmos práticas de resistência, de reexistência, de (auto)cuidado, do bem viver e do bem comum”, explica o professor Atauan Soares de Queiroz, um dos coorganizadores da obra.
No PDF abaixo você encontra as instruções para envio dos textos. Mas corra, o prazo final é segunda-feira que vem.
É com enorme pesar que o Sinpro informa o falecimento da professora aposentada Cléria Pereira da Costa. Após lutar bravamente contra um câncer, ela deixou saudades no dia 22 de setembro.
Mãe de Cinthia e Juliana, e avó de Maria Luíza e Arthur Gabriel, professora Cléria trabalhou em várias escolas de Brazlândia. Em todas elas, trocou sabedoria e amor com quem por ali passava.
O Sinpro-DF deseja força aos familiares e amigos neste momento de despedida. Temos a certeza de que professora Cléria estará sempre presente no coração de todos e todas nós.
Lançamento da 3ª edição “Mestres Cobogós” revive Dulcina para público infanto-juvenil
Jornalista: Maria Carla
Nesta quarta-feira (27/9), o Beirute de Entrequadra (EQ) 109 Sul será o palco de lançamento da obra “Dulcina de Moraes”, das escritoras Ana Maria Lopes e Marcia Zarur. O evento irá acontecer entre 17h e 22h. A obra é o terceiro volume da coleção “Mestres Cobogós” e se trata de uma biografia da atriz Dulcina de Moraes dedicada ao público infanto-juvenil. Com conteúdo didático-literário, a produção pode ser usada em sala de aula.
Nos últimos meses, o nome de Dulcina de Moraes voltou à cena brasileira. Várias manifestações em prol da permanência do teatro que leva seu nome no local para o qual foi concebido: o Teatro Dulcina de Moraes. Dentre as várias ações em prol da valorização do legado de Dulcina, o lançamento desse livro sobre a vida e a obra da atriz é mais uma forma de prestigiar e valorizar a arte brasileira e suas protagonistas.
O livro, cujo valor monetário é R$ 75,00, traz, de forma lúdica e poética, a vida e a obra de Dulcina, que nasceu aplaudida, revolucionou a carreira dos atores e das atrizes brasileiros(as) e trouxe do Rio de Janeiro para Brasília a Fundação Brasileira de Teatro. A coleção Mestres Cobogós, escrita por Ana Maria Lopes e Marcia Zarur, pretende dar visibilidade a personalidades que, como Dulcina, ajudaram a construir Brasília.
As escritoras mostram que a nossa arte, cultura e seus(as) elaboradores(as) são relegados(as) ao esquecimento, muitas vezes, propositadamente pelos poderes públicos. Elas destacam que não é incomum, ao andar pela capital do País, as pessoas não saberem quem são os autores que contribuíram para a riqueza e beleza artística, arquitetônica e urbana do centro de Brasília. O primeiro volume da coleção foi dedicado a Glenio Bianchetti e, o segundo, a Athos Bulcão. Agora, o terceiro livro é sobre essa pioneira das artes que escolheu Brasília para viver.
A obra, segundo as autoras, tem projeto gráfico esmerado de Beatriz Socha, com o qual as fotos de Dulcina ganham vida nas páginas vermelhas, como o batom que ela gostava de usar. Os livros da coleção possuem um encarte elaborado pela psicopedagoga Solange Cianni, também integrante do Coletivo Maria Cobogó. No material, há sugestões de como trabalhar o conteúdo do livro com os pequenos leitores em casa ou em sala de aula. Há também, em cada livro, material interativo para estimular a imaginação e a criatividade das crianças.
Participe! Vá a essa festa das artes e a esse ato em defesa de Dulcina de Moraes!
SERVIÇO:
Lançamento do livro Dulcina de Moraes, das escritoras Ana Maria Lopes e
Marcia Zarur – uma biografia infanto-juvenil da atriz
Artigo | Educação e consciência negra: para além do 20 de novembro
Jornalista: sindicato
Leia artigo da professora Mariana Almada sobre a importância de se fortalecer a consciência negra dentro das escolas todos os dias do ano.
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Educação e consciência negra: para além do 20 de novembro
* Por Mariana Almada
Uma consciência negra e educativa é possível todos os dias? Pensemos no diálogo saudável ao trazer às reflexões, por um lado, a educação e, por outro, o seu poder de abrir caminhos trilhados há — pelo menos — 18 anos da Lei nº 10.639/03. Se uma lei controla, impõe ou obriga, ela também legitima e conforta um determinado segmento social e, posteriormente, surge uma diretriz para orientar ou estabelecer ações sobre a referida norma.
Em 2004, foram publicadas as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana. Conforme o documento, é preciso “salientar que tais políticas têm como meta o direito de os negros se reconhecerem na cultura nacional, expressarem visões de mundo próprias, manifestarem com autonomia, individual e coletiva, seus pensamentos” (pg. 10). Frente a esse documento, o que temos a oferecer como profissionais da educação ao olhar para o sujeito que possui sua história, suas marcas e seu cotidiano, no que tange à consciência negra?
O fato é que a escola começa a ter consciência da lei e a agir. Componentes curriculares de história, geografia, artes trazem a questão e a África “passou” a ser mais conhecida. Para além do continente, era preciso um outro tipo de consciência, a negra. E como pensar a consciência negra no contexto escolar? Eis que surge um desafio: é preciso transcender os livros escritos e chegar até a alma, conforme Rubem Alves (2015): “Os livros escritos com sangue mexem com o corpo e a alma. Os outros mexem só com a cabeça”.
Então, vem mais um passo. Sair dos livros e ir para a vida. A arte, em sua linguagem específica, vem fazendo essa jornada por meio das músicas, teatros em forma de psicodramas e imagens. Em relação a estas últimas, Nelson Inocêncio enfatiza: “Sem minimizar a cultura escrita, a imagem orienta por uma intenção ou uma reflexão inicial” (2001). Surgem, frente à organização dos trabalhos escolares, as catarses, a coletividade, e com esses, as transferências, recalques, atos falhos e as necessidades das escutas pedagógicas sensíveis.
Como nos diz Franz Fanon (2008): “Em toda sociedade, em toda coletividade existe, deve existir um canal, uma porta de saída, pela qual as energias acumuladas, sob forma de agressividade, possam ser liberadas”. São essas forças de trabalho na escola, enquanto retomada de uma consciência negra, que vão abrir as possibilidades de os estudantes buscarem suas subjetividades, suas histórias e, consequentemente, uma escuta generosa e solidária. Ao mesmo tempo, qualificar as pessoas envolvidas com a educação para escutas qualificadas, não do lugar de psicólogos ou psicanalistas, mas do lugar delas mesmas, de modo a estarem sensíveis a isso, significa buscar qualidade de saúde mental para essas pessoas, por meio de políticas que vislumbrem um trabalho de qualidade.
Para tanto, é preciso criar uma identidade própria, onde mulheres e homens negros possam alcançar, como diria Stuart Hall, um “fortalecimento das identidades locais”, e a comunidade escolar é um excelente começo. Desta forma, Dias da Consciência Negra acontecerão, com tomadas de consciência de si, do outro ser humano e dos seus desafios. Cada pessoa se sentindo pertencente ao grupo e ao todo, em espaços de trocas e em seus lugares de falas e escutas.
Acabado o 20 de novembro, passaram-se as lives, os teatros, os cartazes, as pessoas da comunidade escolar voltam para aulas comuns. Onde estão os estudantes que participaram desses eventos? Saíram dos seus lugares de protagonismo e viraram novamente os meros espectadores ou vítimas do racismo? Vão-se os cartazes para o lixo, os teatros e as lives para os canais on-line… e você, criança, jovem, pessoa adulta negra que se envolveu no processo, onde está?
A pergunta do divã é: o que nós faremos com isso? A questão que fica é a seguinte: para a próxima sessão, se as pessoas voltaram aos seus comportamentos racistas e você ficou sem vez de fala e escuta. Qual a interpretação que você faz disso? Qual o sentimento de não pertencimento, de não reconhecimento, de não conexão? Bem-vindo, bem-vinda ao dia de amanhã, quando se encerraram as atividades alusivas ao 20 de novembro, mas não acabam aqui, há 365 dias pela frente para somar forças, porque o racismo não dá trégua.
E, para você, que leu e trouxe para si essa reflexão, deixo aqui, parafraseando Carl Jung: você pode sublimar suas ações e seus sentimentos, pode recalcá-los, esquecê-los ou torná-los simbólicos, mas frente às consciências necessárias para uma sociedade em equidade, seja apenas uma alma humana.
* Mariana Almada é professora da SEEDF, arte-educadora, fotógrafa e psicanalista.
Alunos da Sala de Recursos do Cesas fazem exposição de artes
Jornalista: Letícia Sallorenzo
O Centro de Educação de Jovens e Adultos Asa Sul (Cesas), escola de Jovens e Adultos no início da Asa Sul, produziu uma miniexposição com seus estudantes da Sala de Recursos. Segundo o diretor Reus Antunes de Oliveira, cerca de 230 alunos com necessidades especiais participaram do projeto, parceria entre Cesas e Associação de Pais, Amigos e Pessoas com Deficiência, de Funcionários do Banco do Brasil (Apabb).
Os trabalhos estão em exposição na própria escola, em celebração ao dia nacional de luta das pessoas com deficiência (21 de setembro). Uma das obras é um desenho feito pelo professor Carlos Henrique Rufino, da Apabb, que foi pintado por todos os alunos.
Há ainda vasos feitos em argila ou papel machê e uma série de pinturas inspiradas em obras de James Pollock.
Professor realizará protesto para que BRB libere documento que autoriza cirurgia
Jornalista: Alessandra Terribili
O professor Perci Coelho de Souza enfrenta uma dura batalha contra um câncer que já está em estágio avançado. Há quase um mês, ele se encontra na lista de espera por uma cirurgia eletiva, decisiva para seu tratamento. Porém, sua espera esbarra num processo burocrático do BRB.
O banco é responsável por liberar verbas para procedimentos cirúrgicos, mas ainda não anexou o documento necessário para a realização da operação. Pelo protocolo do Inas (Instituto de Assistência à Saúde dos Servidores e Servidoras do DF), a carta precisa ser aprovada e assinada pelo banco para que a cirurgia seja agendada. Uma simples carta separa Perci do procedimento que pode ser decisivo para sua cura.
Perci foi informado pela ANS (Agência Nacional de Saúde) que essa instituição, que regula planos de saúde, não pode intervir em casos de plano de saúde governamental. Por isso, o professor convida aqueles e aquelas que puderem se unir à sua causa – e de outras pessoas que se encontrem na mesma situação – a manifestarem sua indignação ao lado dele em um protesto na frente do Edifício Sede do BRB, que fica no Centro Empresarial CNC – SAUN (Quadra 5, Lote C, 7º andar, Asa Norte).
O protesto acontecerá neste domingo (24) a partir de 15h. Estão convidados todos e todas que puderem ir manifestar sua empatia com o professor, em defesa de que a justiça e o respeito à saúde se sobreponham à burocracia desumana do BRB.
Família Hip Hop realiza formação popular e antirracista em Santa Maria
Jornalista: Maria Carla
O Coletivo Núcleo de Formação Popular Família Hip Hop realiza um seminário, neste sábado (23), das 14h às 16h, com painéis sobre o racismo religioso e experiências de promoção de educação antirracista nas cidades-satélites do Gama e Santa Maria.
O seminário será realizado na EQ 304/307 – Conjunto C – Lote 01 – Santa Maria – Espaço Moinho de Vento, atrás do CAIC. Os(as) organizadores(as) informam que a atividade é voltada para a comunidade e também para professores(as) e orientadores(as) educacionais da rede pública de ensino do Distrito Federal que desenvolvem projetos de promoção de educação antirracista. A iniciativa conta com o apoio do Sinpro-DF.
O Coletivo Família Hip Hop atua na Região Administrativa (RA) de Santa Maria há mais de 20 anos, buscando transformar o movimento hip hop em um meio de integração social, visando, por meio da educação popular, estimular o diálogo e a participação comunitária e, com isso, busca também possibilitar uma melhor leitura da realidade social, política e econômica da região, do País e do mundo.
“Santa Maria é um território de história e resistência negra e, para fortalecer esse movimento, convidamos a comunidade, professoras, professores, orientadores e orientadoras educacionais, bem como entidades de territórios tradicionais, de órgãos de defesa de direitos, a estar presentes para debater temas importantes para que possamos descolonizar nossa história e partilhar as ações de enfrentamento ao racismo. Juntas, juntos e juntes somos mais fortes!”, convida o coletivo.
Confira a programação
Coletivo Núcleo de Formação Popular Família Hip Hop
Sábado – 23 de setembro – Entrada gratuita
14h | Painel – Enfrentamento ao racismo religioso
15h | Painel – Experiências de Promoção de uma educação antirracista em Gama e Santa Maria
16h | Distribuição dos doces – Festa de Cosme e Damião
Os estudantes dos oitavos anos do Centro de Ensino Fundamental 18 (CEF 18) de Ceilândia produziram o livro Tempos de luta: histórias do período regencial. Fruto do trabalho realizado ao longo de 2022 pelas turmas com a professora Fabiana Macena, de História, a publicação reúne histórias em quadrinhos elaboradas a partir de pesquisa e análise das revoltas populares do período regencial (1831-1840), com ênfase na participação política de pessoas excluídas de direitos políticos, sociais e civis.
Ao produzirem narrativas sobre esses movimentos, os estudantes construíram outras explicações possíveis, ao destacar, por exemplo, a participação de homens e mulheres pobres, escravizados e indígenas. Dessa forma, os jovens também inventam novas formas de ser/estar no mundo e se tornam agentes do processo de produção do conhecimento.
Além do valor pedagógico, a circulação desse trabalho leva o conhecimento desde a sala de aula para além dos muros da escola: “O livro é também uma forma de publicizar a produção do saber histórico escolar, ressaltando o protagonismo dos estudantes na elaboração de conhecimento”, aponta a professora Fabiana.
O livro Tempos de luta: histórias do período regencial foi publicado pela Editora Paruna, e pode ser acessado gratuitamente através do link abaixo.
Professora da SEE-DF ganha concurso de ensaios acadêmicos da UnB
Jornalista: Maria Carla
Aldenora Conceição de Macedo, professora da Secretaria de Estado da Educação do Distrito Federal (SEE-DF), e doutoranda em Educação na Universidade de Brasília (UnB), foi a ganhadora do II Concurso de Ensaios, promovido pela Editora da UnB, como parte de seu projeto cultural de 2023, sob o eixo temático “Pensadoras e autoras negras brasileiras: uma reescritura do Brasil”. A premiação fez parte das atividades de abertura da 1ª Festa do Livro da UnB, que começou dia 19 e terminou no dia 21 de setembro.
Aberto à comunidade em geral, a Festa do Livro tem o objetivo geral de promover a reflexão sobre o papel das intelectuais negras brasileiras na produção cultural da história do País. A divulgação do resultado do concurso aconteceu na terça-feira (19/9), durante a cerimônia de abertura da 1ª Festa do Livro da UnB. A professora Aldenora foi ganhadora na categoria de Pós-Graduação, mas o concurso contou com outras três: Graduação; Técnico-administrativo; e Docentes.
Os ensaios deveriam, obrigatoriamente, versar sobre o tema do concurso, dentre outras regras científicas para trabalhos acadêmicos, e foram avaliados por uma comissão constituída por docentes da UnB, principalmente mulheres negras. O ensaio escrito pela professora teve como título “Interpretar a realidade, reescrever a história e construir a utopia: um diálogo em ‘pretuguês’ com Lélia González e Carolina Maria de Jesus”.
Ela explica que buscou demonstrar, com o texto, “a importância que as interpretações feministas negras têm para uma compreensão mais fidedigna da realidade brasileira, e assim, realizou um diálogo entre as duas pensadoras para desvelar, por meio de suas semelhanças e diferenças, que gênero e raça, no contexto social de desigualdade estrutural brasileiro, são condicionantes sociais”. Diz ainda que “é possível concluir que as releituras e reescrituras realizadas por elas configuram-se subsídios concretos para uma compreensão realista e atemporal da conjuntura brasileira, sobretudo, politicamente, pois expõem caminhos possíveis à promoção de uma mudança radical, que poderia permitir a construção de um Brasil mais justo e equânime”.
O texto de Aldenora e dos demais ganhadores ainda não estão disponíveis para leitura porque farão parte de uma coletânea de ensaios, a qual será publicizada em edição única e digital, de acesso aberto, e que ficará disponível no Portal de Livros Digitais da Universidade de Brasília. A previsão é a de que isso ocorra no início de 2024.
A professora Aldenora tem um histórico formativo, acadêmico e profissional de comprometimento com a perspectiva emancipatória da educação. É graduada em pedagogia e, além do doutoramento em curso, é mestra em Educação em Direitos Humanos e Cultura de Paz. Também é especialista em Gestão de Políticas Públicas em Gênero e Raça; e especialista em Gestão Escolar, ambas pela UnB; e é especialista em Direitos Humanos da Criança e Adolescente e especialista em Educação para a Diversidade, Cidadania e Direitos Humanos pela Universidade Federal de Goiás (UFG).
Com diversos escritos, como artigos científicos e livros (coletânea e autoral) versando sempre sobre educação, diversidade e direitos humanos, em 2021, ela recebeu o prêmio “Igualdade de Gênero na Educação Básica”, pela ONG Ação Educativa, com seu projeto intitulado “Juntes: relações saudáveis na adolescência”. Fez parte da concepção e do comitê científico do “Projeto Cidade Cor”, atual “Taguatinga Plural: Educação Antirracista na Prática”, da CRE de Taguatinga, de 2021 até 2022, e é idealizadora do Projeto “É preciso ser antirracista”, em parceria com o Sinpro-DF, e autora do material com o mesmo nome, já divulgado em nossas redes, para apoio às práticas pedagógicas de enfrentamento e combate ao racismo na escola.