CEE 01 apresenta “A Boitatá” na EC 18 de Ceilândia e resgata PPP afetado pela pandemia

“Atores somos todos nós, e cidadão não é aquele que vive em sociedade: é aquele que a transforma”. A frase do dramaturgo, diretor e ensaísta Augusto Boal, criador de um teatro genuinamente brasileiro e latino-americano e do teatro do oprimido, caracteriza perfeitamente a proposta interdisciplinar do Projeto Político-Pedagógico (PPP) do Centro de Ensino Especial 01 de Ceilândia (CEE 01) no campo das artes. Nesta semana, esse PPP foi aplicado na Escola Classe 18 de Ceilândia (EC 18 de Ceilândia) com a apresentação da peça teatral “A Boitatá”.

O espetáculo aconteceu na tarde de terça-feira (19/9) com a participação de toda a escola classe. Com esse PPP, a equipe do CEE 01 faz apresentações teatrais em outras escolas da rede e em espaços públicos, trabalhando vários assuntos cotidianos, como os temas do folclore, da preservação do meio ambiente e do próprio teatro como uma forma de inclusão e de incentivo para os(as) estudantes desenvolverem várias habilidades, como, por exemplo, a linguagem e a expressão corporal.

Os(as) estudantes que fazem parte do projeto são os(as) da Oficina Pedagógica. “Eles e elas saem da sua escola para apresentar a peça em outras”, explica a professora de teatro e coordenadora pedagógica do CEE 01 de Ceilândia, Patrícia Ramos de Freitas. “O espetáculo “A Boitatá” é uma das formas de o CEE 01 realizar esse atendimento interdisciplinar em artes. Construímos um PPP que nada mais é do que uma ação para trabalhar o teatro na escola a fim de que os nossos estudantes possam fazer a vivência, o compartilhamento, as experiências e a inclusão social”, complementa.

 

Angélica Gomes da Silva, diretora da Escola Classe 18 de Ceilândia que recebeu o projeto em sua escola

 

A professora conta que a apresentação na EC 18 de Ceilândia também faz parte de outro projeto que é o de resgatar esse PPP, severamente afetado pela pandemia da covid-19 entre os anos de 2020 e 2022. “Na pandemia, tivemos uma dificuldade com o fechamento de turmas desse projeto e ficamos somente com dois professores. Hoje, contamos com a ajuda do educador social e com a escola de forma geral para continuar fazendo esse trabalho de apresentar as peças nas escolas da rede e nos espaços públicos”, afirma.

Ela destaca a importância do teatro na vida acadêmica e social, bem como na formação para a cidadania. “O trabalho com a arte incentiva as potencialidades latentes de cada pessoa, pois possibilita o desenvolvimento de sua imaginação, criatividade e habilidades. Por meio da arte, a Pessoa com Deficiência (PCD) pode se expressar, socializando seu interior e demonstrando sua singularidade. No teatro, existe uma troca entre ator e espectador. Segundo Boal [dramaturgo, diretor e ensaísta brasileiro Augusto Boal, criador do Teatro do Oprimido], todo mundo é ator e espectador, todo mundo é teatro. Existe uma transformação nas relações. Uma troca de olhar, uma forma de se colocar no lugar do outro”, finaliza. Em Boal, a classe trabalhadora se apropria dos meios de produção artísticos e as fronteiras entre ator e espectador se diluem.

 

Acesse o Facebook do Sinpro-DF para ver o álbum de fotografias da apresentação na EC 18 de Ceilândia.

Feijoada solidária em Sobradinho para tratamento de professora

No próximo dia 24 de setembro, o restaurante Fogão Brasil, em Sobradinho, oferece uma feijoada solidária em prol da professora Marluce da Silva Franklin. Ela foi diagnosticada com câncer na medula. Marluce precisa de um transplante e de três remédios, dos quais um não é oferecido pelo SUS – é importado, e custa R$ 14 mil.

Para ajudá-la, seu amigo Delnilo Nogueira, também professor aposentado, abriu as portas de seu restaurante.

Quem quiser participar da Feijoada Solidária, a partir das 11h do próximo domingo, pode comprar os ingressos antecipados ou na hora, ao valor de R$ 25,00 pelos  telefones (61) 99557-0207 e (61) 98309-5761 (WhatsApp).

O Restaurante Fogão Brasil fica na área comercial do condomínio Vivendas Beija Flor, em Sobradinho, na altura do KM 5 da DF-150 (clique aqui para ver no mapa).

Mostra coletiva Depois da Cidade estreia no Centro Cultural TCU

Pensar a memória, a paisagem, o cotidiano e o futuro a partir de uma reflexão sobre um mundo em colapso devido à pandemia. A partir daí, uma reflexão sobre a resistência e a esperança. São essas as questões trazidas pela mostra Depois da Cidade, que será inaugurada nesta quinta-feira, 21 de setembro, a partir das 19h, na Galeria Marcantonio Vilaça do Centro Cultural TCU, em Brasília. A entrada é gratuita e a classificação é livre.

A exposição apresenta obras produzidas individual e coletivamente em escultura, instalação, fotografia, vídeo e vídeo-projeção, tendo como pano de fundo e personagem central a Cidade Estrutural, comunidade construída ao longo de décadas ao redor de um aterro sanitário localizado a 15km do Palácio do Planalto e desativado em 2018.

As obras que compõem a mostra são de Abadia Teixeira, César Becker, China, Lara Ovídio, Luciana Paiva, Ludmilla Alves, Maria Eugênia Matricardi, Thales Noor e convidados com curadoria de Atila Regiani e Gisele Lima. Curadoria de Atila Regiani e Gisele Lima.

A visitação é de segunda a sexta, das 9h às 18h. Visitas de escolas são realizadas entre segunda e quarta, e é necessário agendamento. A mostra fica em cartaz até 3 de fevereiro de 2024. O Centro Cultural do TCU fica no Setor de Clubes Esportivos Sul Trecho 3. Mais informações pelo número: (61) 3316-5327.

 

Professora aposentada luta para realizar o sonho de ser modelo e atriz

O glamour das passarelas e o sucesso no teatro, nas TVs e cinemas nem sempre são compatíveis com a vida real das modelos e atrizes iniciantes. As dificuldades e os desafios, muitas vezes, são tão grandes que muitos talentos ficam para sempre escondidos no mundo dos sonhos.

A professora aposentada da Secretaria de Estado da Educação (SEE-DF), Rosângela Alves Pereira Ventura, que esperou 26 anos para materializar o sonho de criança de ser modelo e atriz, corre o risco de devolver seu projeto de vida ao mundo das quimeras por falta de patrocínio. Atualmente, ela está nas passarelas, mas luta por um patrocínio para continuar desfilando e atuando, caso contrário terá de abandonar, mais uma vez, o seu desejo.

Quando tinha 15 anos, ela tentou seguir essa carreira, mas o pai proibiu. Aos 27 anos, tentou fazer o curso de modelo, mas não tinha tempo hábil para se dedicar em razão da atuação no magistério. Tornou-se professora efetiva da SEE-DF. Hoje, aos 53 anos, é a falta de dinheiro que tenta impedi-la de prosseguir. Alguns meses depois de se aposentar, ela mostrou aos(às) colegas que aposentadoria não é fim de linha. Pelo contrário, pode ser um novo recomeço.

No sábado (16), por exemplo, ela participou de um workshop com o ator Wellington Fagner e apresentou um monólogo que o ator passou para ela estudar. “Foi uma oportunidade de estar em contato com o diretor e o produtor de eventos Felipe Ventura”.

A professora diz que a aposentadoria foi um estímulo para ela se lançar no mundo da moda e realizar seu desejo ser uma modelo e atriz. Hoje, ela está na passarela e, ao mesmo tempo, correndo atrás de patrocínio. Viu a oportunidade de ser modelo no Instagram, clicou no anúncio, fez a inscrição e começou a estudar e a desfilar.

Parecia que, agora sim, havia emplacado o sonho de criança. A quantidade de eventos e premiações que participou deu a ela a esperança de ver sua luz brilhar nas passarelas e nas artes cênicas. Mas do que a realização de um sonho, o novo ofício passou a ser um projeto de complemento de renda para dar vida melhor a sim mesma e a seus 18 animais de estimação.

“Vi no Instagram uma agência pedindo novos modelos e fui lá, me inscrevi e tive a oportunidade de participar do Fashion Week, em julho deste ano. Vai acontecer novamente entre novembro e dezembro. A partir dessa agência, comecei a ser agenciada por outras. Hoje sou agenciada pelo Forum e Portal Dilson Staen, que realizará um evento em dezembro deste ano em São Paulo. Também me agenciei pela Rosana Gusmão, na qual fui classificada como Miss Brasília – Categoria Sênior”, conta.

Esse volume de eventos, no entanto, não é sinônimo de sucesso e dinheiro. Ela precisa de receber patrocínio para seguir representando o Distrito Federal no mundo das artes cênicas e das passarelas da moda. Para ser modelo e atriz é preciso muito investimento financeiro, o que não é compatível com a sua aposentadoria. Ela está numa situação que precisa investir dinheiro em cursos e participações em eventos para ser vista e reconhecida e, com isso, adquirir um patrocínio das instituições da capital do País.  

 “Muitas modelos do Rio e São Paulo conseguem apoio das Prefeituras de suas cidades ou das Assembleias Legislativas ou Câmaras Municipais. Essas modelos já conseguiram ser homenageadas com uma simples solenidade nos Poderes Legislativo e Executivo porque estão representando a cidade. Eu não consegui nada. Já fui falar pessoalmente com os deputados e até hoje não recebi nenhuma resposta e nem sequer consegui tirar uma foto com o governador Ibaneis”, lamenta.

 

Para entrar em contato com de Rosângela, basta ligar para o número (61) 993811285 ou enviar mensagem para o e-mail: zanzaventura@gmail.com. Nas redes sociais, ela atende nos endereços: @Rosangela Alves Pereira V  

 

Uma história de amor à arte

Rosângela conta que fez o curso de modelo aos 27 anos “porque sempre foi meu sonho ser modelo e mais nova meu pai não deixou. No ano passado eu já queria ter me engajado na profissão e realizar meu sonho de desfilar, passarela, trabalhos, até mesmo com o objetivo de angariar um pouco mais de dinheiro porque sou protetora de animais e tenho 18 animais, que dependem de mim para tudo”.

Atualmente, a professora é agenciada pela Mega Model e Diva City e ela investe seu salário de aposentada nas formações e participações. “Não é fácil. Sou atriz iniciante também, que não é fácil e é um campo muito concorrido como qualquer outros que a pessoa queira se aperfeiçoar. Fui convidada para desfilar, em novembro, em Curitiba, pela agência Zoom. O que dificulta é o capital para a gente se deslocar e investir nessas oportunidades. Isso é o mais difícil para qualquer pessoa que queira se envolver na moda”, desabafa.

Ela também conta que “o curso da Agência Forum é maravilhoso. Sempre venho buscando”. Todavia, a participação dela em tudo isso corre o risco de acabar porque depende de suas condições financeiras. “De acordo com o meu perfil, é muito fácil eles me aceitarem como modelo da agência, apesar de a moda hoje não ter mais padrão: a moda hoje é diversidade. Mas o retorno financeiro é muito difícil. Parei de me agenciar por causa disso”.

CUT-DF realiza seminário sobre financiamento sindical, nesta terça (26)

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A sustentação financeira das entidades sindicais será discutida nesta terça-feira (26), em seminário realizado pela CUT-DF. Com o tema: “A Contribuição Assistencial e o Financiamento Sindical”, a atividade acontece partir das 9h, na sede da Central. O objetivo é elucidar a discussão em torno do assunto, que está rodeado de inverdades por parte da grande mídia.

Mariel Angeli, economista e supervisora do escritório regional do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Bruno Rocha, da assessoria jurídica da CUT-DF, e Neuriberg Dias, analista político e diretor de Documentação do Diap, serão os debatedores.

A mediação ficará por conta da secretária de Relações do Trabalho da CUT-DF, Helane Kauffmann, e da secretária de Assuntos Jurídicos da Central, Tatiane Santos Lopes.

No encontro, será discutida a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que, no dia 11 de setembro, declarou constitucional a contribuição assistencial sindical por parte de filiados e não filiados, com o objetivo de possibilitar a continuidade das atividades de negociação coletiva dos sindicatos em benefício da categoria representada.

O Projeto de Lei 4310/2023, iniciativa do deputado federal Kim Kataguiri (UNIÃO-SP),também será pautado no seminário. Apresentado logo após o STF validar a assistência às entidades sindicais, o PL visa criar um mecanismo eletrônico para o trabalhador optar por não pagar a contribuição destinada a sindicatos.

 

Seminário “A Contribuição Assistencial e o Financiamento Sindical”
Quando: Terça, 26 de setembro
Onde: Sede da CUT-DF
Horário: 9h

 

Escrito por: Leandro Gomes – Arte: JEAN MACIEL

Saiba como foi o Festival de Cultura Japonesa do CILC

No último sábado, 16 de setembro, o Centro Interescolar de Línguas de Ceilândia (CILC) promoveu a 7ª edição de seu Festival de Cultura Japonesa. O evento acontece anualmente desde 2014, sempre com uma temática pedagógica que valoriza a língua e a cultura japonesas.

A programação do festival foi composta por oficinas, jogos, apresentações, exposições e concursos. Havia stands de comidas típicas e de venda de souvenirs. O festival teve ampla participação dos estudantes da unidade, e contou, inclusive, com a presença de representantes da Embaixada do Japão.

O CILC oferece o ensino de japonês desde 2011.

Clique AQUI para ver o álbum completo no facebook.

Inscrições abertas para o VIIIº Encontro de Terapias Integrativas

Educadores(as) aposentados(as) irão promover o VIIIº Encontro de Terapias Integrativas, nesta segunda-feira (25), das 9h às 12h, na sede do Sinpro (SIG). As vagas são limitadas e as inscrições podem ser feitas, antecipadamente, clicando aqui. Confira também a programação completa no final desta nota.

Há algum tempo, um grupo de educadores(as) aposentados(as) tem promovido, de forma autônoma, encontros de terapias integrativas para professores(as) e orientadores(as) educacionais aposentados(as). A atividade é realizada na sede do Sinpro no Setor de Indústrias Gráficas (SIG). Além do bem-estar dos(as) participantes, as práticas realizadas por esses(as) educadores(as) visam a fundamentar uma luta por políticas públicas por terapias integrativas para pessoas aposentadas e idosas.

 As terapias integrativas são várias combinações de terapias que se integram a um determinado tratamento. Elas são indicadas de maneira coordenada com o tratamento tradicional. As Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS) são recursos terapêuticos que buscam a prevenção de doenças e a recuperação da saúde, com ênfase na escuta acolhedora, no desenvolvimento do vínculo terapêutico e na integração do ser humano com o meio ambiente e a sociedade.

As práticas foram institucionalizadas por meio da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no SUS (PNPIC), se destacando a Medicina Tradicional Chinesa/Acupuntura; Homeopatia; Plantas Medicinais e Fitoterapia; automassagem; Lian Gong 18 terapias; Yi Qi Gong; Biomagnetismo; Elementoterapia Magnética; Arteterapia; Biodança; Dança Circular; Meditação; Musicoterapia; Osteopatia; Quiropraxia; Reflexoterapia; Reiki; Shantala; Terapia Comunitária Integrativa; Yoga; Aromaterapia; Bioenergética; Cromoterapia; Iridologia  e Terapia de Florais.

 

Confira a programação:

 

9h Automassagem

 

9h30 Os enigmas do cérebro humano

 

10h10 Lanche compartilhado

 

11h10 Roda de Terapia Comunitária

 

12h10 Avaliação geral

 

Clique aqui e faça a sua inscrição:

 

Inscreva-se

As reflexões provocadas pelo chão de Auschwitz

No dia 21 de setembro, quinta-feira, a partir das 19h, o Museu Nacional da República inaugura a mostra “Do chão para o chão”, com curadoria de Renata Azambuja e expografia de Gero Tavares. Nessa exposição inédita, a artista visual Helena Lopes apresenta sua mais recente produção que reúne imagens digitais, impressões em fine art, vídeoprojeção e textos, em um desdobramento de sua pesquisa sobre os processos de gravura e impressão.

Na abertura, artista e curadora participam de uma roda de conversa e conduzem a visita do público à exposição, com direito a tradução para Libras.

A mostra estará em exposição até o dia 19 de novembro, sempre de 3ª a domingo das 9 às 18:30h, e conta com o patrocínio do Fundo de Apoio à Cultural do Distrito Federal (FAC-DF).

 

A exposição

Do Chão Para o Chão deriva de questões relacionadas à viagem que Helena Lopes fez em uma reflexão sobre as suas raízes, a sua ancestralidade, sobre colocar-se no lugar do outro. Em sua visita a Auschwitz, ela imaginou como deveria ter sido a vida naquelas condições. Chão craquelado, com fendas, com diversas colorações. Identificou personagens e imaginou histórias, estabeleceu paralelos com a história de sua família, que migrou para o Brasil ainda na primeira metade do século 20.

O Museu Estadual de Auschwitz-Birkenau, que Helena visitou, fica no local onde até 1945 funcionou o campo de concentração de Auschwitz, na Polônia. O local inclui o campo de concentração principal de Auschwitz I e os restos do campo de concentração e extermínio de Auschwitz II-Birkenau. O museu da memória é um lugar de reflexão, de pensar sobre sua existência.

“Em “Do chão para o chão”, Helena Lopes reúne realidade e ficção”, afirma a curadora Renata Azambuja. “Com dois tipos de narrativas, a visual de fotografias e vídeo e a dos textos manuscritos tirados de anotações de viagem, a artista imagina e inventa as histórias sobre a família dela e inventa as imagens a partir das fotografias do chão que fotografou”, continua a curadora. Desde os anos 1970, Helena Lopes trabalha com a gravura em metal como seu meio e o papel como suporte. Nos últimos anos, ela tem explorado novas modalidades de trabalhar a imagem pela impressão. “Helena é uma artista visual que se apropria da mídia digital, do uso do computador como suporte para transformar o seu frame na imagem final”, afirma a curadora.

Em 2019, Helena Lopes fez uma viagem com as irmãs para Budzyñ, Polônia, cidade onde sua mãe nasceu em 1918. A cidade a leste de Varsóvia é o lugar da memória da sua origem. “Por dias viajamos pelo território, e paramos num museu, Auschwitz, um antigo campo de concentração da 2ª Guerra Mundial. Um lugar de terra morta, de ar rarefeito. Acompanhei a visita e não consegui prestar atenção nas explicações do guia. O lugar estava muito cheio e as pessoas tinham que caminhar em fila. Aquilo me causou constrangimento. Sem querer olhei para baixo e vi o chão estupendo, não restaurado e os buracos preenchidos com o cimento. Disso formou-se uma cartografia visualmente incrível. Minhas pesquisas posteriores indicaram que há ali três cores de chão e que são referentes a três momentos da história desse lugar. A branca foi a primeira, seguida a vermelha e por último a de concreto, quando o espaço foi transformado em museu. O chão é todo rachado como se ele estivesse querendo se abrir para respirar outro ar. A energia saí daquele lugar e, assim, vai criando desenhos e mais. Fotografar foi muito difícil, porque as filas eram muitas e todos praticamente seguindo um guia. Restou-me praticamente a possibilidade de me abaixar e fotografar o espaço reduzido à frente dos meus pés”, diz Helena.

Ao retornar para o Brasil e para o seu ateliê, Helena começou a ver as imagens que produziu durante a viagem. Passou a transformá-las, manipulando-as com o Photoshop. Foi alterando a experiência original e reinventando as imagens, que se conectaram com os escritos relacionados às suas visões sobre o que viu e sentiu. “Só fui entender o circuito que fiz quando cheguei em casa. Surgiram os personagens mentais que se tornaram meus guias, aos quais depois dei nomes. Trabalhei os personagens mentalmente como se eu fosse uma arqueóloga que descobriu o objeto e cautelosamente vai retirando a Terra que está ao redor”, completa.

Helena Lopes passa a examinar as imagens e a dialogar com o “personagem” agora materializado na imagem formada pelas manchas e rachaduras do chão por onde passou. ”Esse personagem me conduziu na leitura das fotos e me acompanhou no editor de imagens, na decupagem das fotografias e nas inúmeras camadas existentes nelas, como uma arqueóloga que vai descobrindo os segredos guardados naquele chão”, completa.

Programação

Durante o período da mostra, serão realizadas rodas de conversa com artistas e curadores que se relacionam com a produção de Helena Lopes. No dia 21 de setembro, na abertura da mostra, Helena Lopes e Renata Azambuja realizam uma conversa seguida de uma visita à mostra. No dia 7 de outubro, a conversa acontece com Ralph Gehre, seguido de Sérgio Fingermann, 20 de outubro, e Christus Nóbrega, em 11 de novembro de 2023. Com entrada gratuita, todas a rodas de conversa terão tradução em Libras.

A programação da mostra estará disponível no instagram @helenalopes, @atelierhelenalopes e @museunacionaldarepublica.

Sobre a artista

Especialista em gravura, Helena Lopes é pintora, gravadora e professora. Graduada em Artes Plásticas pela Universidade de Brasília (UnB), ela participou da fundação do Ateliê de Gravuras da UnB, posteriormente chamado de Núcleo de Gravura do Instituto de Artes. Realizou o projeto Fonte Geradora de imagens em Gravura em Metal (1980). Participou de inúmeras exposições nacionais e internacionais em 40 anos de carreira artística. Hoje, explora as possibilidades da arte digital e desenvolve em seu ateliê em Brasília cursos de formação de artistas.

Sobre a curadora

Renata Azambuja é historiadora da arte, curadora e arte-educadora. Licenciada em Artes Plásticas pela UnB, Mestre em Teoria e História da Arte Moderna e Contemporânea pelo City College/City University of New York e doutora em Teoria e História da Arte pela UnB, realizando uma pesquisa em torno dos modos de produção de conhecimento da curadoria, tendo a residência como foco. É professora da SEEDF desenvolvendo, atualmente, ações sobre Educação Patrimonial nos Territórios Culturais.

Serviço:

Do chão para o chão
Mostra individual de | Helena Lopes
Fotografias, vídeo projeção e manuscritos

Curadoria | Renata Azambuja
Expografia | Gero Tavares

Abertura | 21/09 às 19h com roda de conversa e visita guiada com artista e curadora
Onde | Galeria 2 do Museu Nacional da República
Visitação | até 19/11, de 3ª a domingo das 9 às 18:30
Entrada | Gratuita

Classificação indicativa | Livre para todos os públicos
Instagram | @helenalopes, @atelierhelenalopes e @museunacionaldarepublica

Dia D dos PCDs acontece amanhã (20) na Eape

 

Amanhã (20), às 9h, acontece o Dia D dos PCDs. O evento será realizado presencialmente na Subsecretaria de Formação Continuada dos Profissionais da Educação (Eape). Na ocasião, será lançado o Guia de Orientação para os servidores com deficiência da SEEDF e seus gestores. Professores, equipes gestoras, servidores readaptados ou aposentados podem participar, basta fazer a inscrição. Acesse o botão abaixo e garanta a sua vaga.

 

INSCREVA-SE

 

Confira a programação:

• 9h – Recepção / Coffee Break

• 9h30 – Abertura

• 9h40 – Apresentação Cultural

(Professora Sônia Maria Ramalho da Silva Mota e alunos do CEI 304 – CRE Recanto das Emas);

• 9h30 – Ativação Corporal

• 10h – Palestra (Professora Andreia Costa) / Sorteio de Brindes

• 11h20 – Apresentação do Guia de Orientação dos PcD

• 11h30 – Encerramento

 

Guia de Orientação para os servidores com deficiência da SEEDF e seus gestores

ELABORAÇÃO

Carreira Magistério

Adriana Gomes Batista
Denise Lúcia Braga Melo
Fernando Rodrigues
Jane Aparecida Matos Ferreira
Maria Denise de Souza Figueiredo
Peterson Trindade dos Santos
Rosane Piemonte Tufenkjian

Carreira Assistência

Carlos Alberto Menezes de Sousa
Fabia Ramalho de Rezende Lourenço
Fernando Andrade da Silva
Heloísa de Abiahy Carneiro da Cunha Vieira
Luana Carolina Corrêa Santos Martins
Manoel Cosme Rosa Figueiredo
Roberto Galletti Martinez
Tiago Leandro Minervino Galisa

Nota de pesar | Bilia

A diretoria colegiada do Sinpro lamenta o falecimento do músico José Maria da Silva, o Bilia, que marcou a vida artística do Distrito Federal com iniciativas, composições e parcerias de tanta relevância cultural. Bilia partiu no último domingo, 17 de setembro.

Lembrado pelos amigos e amigas como alegre, inteligente e criativo, Bilia foi fundador do grupo musical performático Natyê, nos anos 1990. Ele também era um militante das causas da liberdade e da justiça social, bandeiras que empunhava também através de sua arte.

O Sinpro se solidariza com amigos e com a família de Bilia, que deixa cinco filhas e cinco netos. Nosso abraço fraterno especial à sua esposa Rejane Pitanga, professora aposentada da SEEDF, ex-dirigente do Sinpro, ex-presidenta da CUT-DF e ex-deputada distrital, com quem Bilia esteve casado por 28 anos.

Bilia: presente!

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