A próxima sexta-feira (25) marca mais uma comemoração pelos 40 anos da Central Única dos Trabalhadores (CUT). A partir das 17h, em frente à sede da CUT-DF (SDS Edifício Venâncio V LJS 4, 14 e 22 – Asa Sul), a Festa Sextou traz várias apresentações culturais, com a presença de René Bomfim, Tropicaos e Marcelo Café.
A criação da CUT desafiou a legislação sindical da década de 1980, que proibia a organização dos(as) trabalhadores(as) de diferentes categorias em uma só entidade e, mesmo assim, foi a primeira central sindical criada após o golpe de 1964 e a primeira no país a ser lançada pela base. Essa história começou em um 28 de agosto de 1983 e, pela voz e voto de mais de cinco mil trabalhadores e trabalhadoras vindos de todas as regiões do país, nascia a CUT.
Nos trilhos da viagem: o transporte ferroviário na EC 27 de Ceilândia
Jornalista: Letícia Sallorenzo
A Escola Classe 27 de Ceilândia recebeu no dia 17 de agosto a peça infantil “Nos Trilhos da Viagem”. O espetáculo demonstra as vantagens do transporte ferroviário (trem e metrô), a segurança desse modal de transporte e os aspectos ambientais de se priorizar o deslocamento por ferrovias.
O espetáculo conta a história do menino Caio que ouve muitas histórias da avó. Com essas histórias, ele acaba descobrindo o quanto o transporte ferroviário é importante, seja ele trem metrô.
Financiado pela Lei de Incentivo à Cultura, o projeto “Nos Trilhos da Viagem” tem a produção da AF dos Santos, com apoio da Incentivar Produções e Sancell Produções e patrocínio do Banco CNH Industrial, Case IH e Case Construction Equipment e realizado pelo Ministério da Cultura, Governo Federal. A apresentação é da Cia Metrópole de Teatro.
EMB Solidária trará Camerata Brasília em prol do tratamento oncológico de professor
Jornalista: Alessandra Terribili
Nesta quarta-feira (23) às 20h, professores(as) e estudantes da Escola de Música de Brasília (EMB) estarão mobilizados para uma causa nobre: o Concerto EMB Solidária trará a Camerata Brasília e vários convidados(as) especiais numa ação para arrecadar fundos para o custeio do tratamento oncológico do guitarrista e professor de guitarra da escola Ricardo Baptista, mais conhecido como Ricardo Bap. O concerto acontece no Teatro Levino de Alcântara, da Escola de Música (SGA 602 Sul)
O repertório, escolhido a dedo pelo maestro Joaquim França – responsável pela regência da noite – traz linda e equilibrada convergência entre o erudito e o popular. Chico Buarque, Tom Jobim e João Bosco caminham lado a lado com peças líricas. O concerto contará com a participação de Érika Kallina, Janette Dornellas, Ariadna Moreira, Myrlla Muniz, Vilma Bittencourt e Albeto Sales.
Para participar desse belo espetáculo, compre seu ingresso no site da Bilheteria Digital(meia-entrada a R$10,00). Quem não puder ir ao evento mas quiser contribuir, envie seu pix para (61) 99963-4022, em nome de Ricardo Baptista da Silva.
Revista da ANPEGE aborda a desigualdade racial no Brasil
Jornalista: Luis Ricardo
A última edição da Revista da ANPEGE (Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Geografia) traz uma análise sobre o resultado do Censo Demográfico do IBGE de 2022, que revelou um aumento significativo da população brasileira que se autodeclara preta (+32%) ou parda (+11%).
Ao longo da década de 2010, pretos e pardos deixaram de representar 53% da população total para representar 56,1%. Na contramão desse movimento, a população que se autodeclara branca diminuiu de 46,3% para 43%. O Censo revela, também, o total da população quilombola do país: 1.327.802 pessoas.
Mesmo sendo perceptível que a maioria absoluta da população do país é negra, autodeclarar-se como tal sempre foi um grande desafio em função do racismo estrutural e da branquitude. Porém, nas décadas recentes, especialmente ao longo do século XXI, percebe-se avanços na educação para a questão, associadas a políticas públicas de reparação histórica, como é o caso das cotas, com reflexos na cultura da sociedade.
Com o passar dos séculos, os quilombos assumiram novas formas e conceitos e encontram-se hoje presentes nas cidades e nos campos, nos lares e nas redes sociais, nas políticas públicas e nas escolas. Mas como é possível identificar essa realidade? A materialidade da vida cotidiana corresponde com esse novo imaginário coletivo sobre ser negro? Como se manifesta a desigualdade racial no Brasil?
Essas e outras questões são abordadas nesta edição, que traz junto aos artigos do fluxo contínuo a Sessão Temática Geografias Negras, organizada pelos professores Alex Ratts (UFG) e Manoel Santana (UERJ-FFP).
Estudantes de Planaltina falam de Carolina de Jesus em espetáculo teatral
Jornalista: Vanessa Galassi
Nos dias 31 de agosto e 1º de setembro estudantes de altas habilidades/superdotação de Planltina-DF apresentarão o espetáculo “Quarto de Sonhar: Carolina Maria de Jesus”. Acompanhados da Sala de Recursos de Altas Habilidades/Superdotação do CEP Escola Técnica da cidade, o grupo forma a Cia do Imaginário, e traz aos palcos a história de luta e sobrevivência de uma das mais importantes escritoras brasileiras.
“O espetáculo fala de um Brasil marcado pela injustiça social e pelo racismo estrutural sem deixar de esperançar e sonhar um futuro mais digno para todas as humanidades desse mundo”, apresenta o Cia do Imaginário. A direção e encenação do espetáculo são de Wellington de Oliveira; dramaturgia de Jonathan Andrade.
Os estudantes que integram o grupo são encaminhados de diversas escolas para o Atendimento Educacional Especializado em Altas Habilidades. A proposta de criar o grupo surgiu como possibilidade de abrir espaços de investigação, expressão, experimentação artística e desenvolvimento das habilidades dos estudantes. A iniciativa de um laboratório de altas habilidade em Artes Cênicas é inédito no Brasil.
Carolina de Jesus
Carolina Maria de Jesus (1914-1977) foi uma escritora brasileira, considerada uma das mais importantes escritoras negras do Brasil. Ela nasceu em Sacramento, Minas Gerais, e mudou-se para São Paulo em 1947, onde viveu em uma favela.
De Jesus começou a escrever em 1958, quando ela tinha 44 anos. Ela escrevia em cadernos que ela encontrava no lixo e, em 1960, seu primeiro livro, Quarto de Despejo, foi publicado. Quarto de Despejo é um diário em que De Jesus relata sua vida na favela, suas lutas para sobreviver e suas observações sobre a sociedade brasileira.
O livro foi um sucesso imediato e foi traduzido para mais de 40 idiomas. Ele tornou De Jesus uma celebridade internacional e ela foi aclamada como uma voz importante da comunidade negra brasileira.
De Jesus escreveu mais quatro livros, incluindo Casa de Alvenaria, Um Caderno de Recordações, Diário de Bitita e Antologia Poética. Ela morreu em 1977, aos 63 anos.
A obra de De Jesus é importante porque oferece uma perspectiva única sobre a vida das mulheres negras pobres no Brasil. Ela escreve de forma honesta e sem filtros sobre suas experiências, e sua obra é um testemunho da força e da resistência do povo negro.
A obra de De Jesus continua a ser lida e estudada hoje em dia. Ela é uma inspiração para muitos escritores e artistas, e sua obra é um importante documento histórico da sociedade brasileira.
“O futuro é nosso”: documentário mostra a anatomia do mundo do trabalho
Jornalista: Maria Carla
O documentário “O Futuro é Nosso”, recém-lançado pelo cineasta Silvio Tendler, aborda a reforma trabalhista, a robotização e a inteligência artificial. No filme, ele revela que os ataques ao sindicalismo e ao movimento sindical têm como alvo principal a organização dos(as) trabalhadores(as) na luta contra o capitalismo predador, que lucra com a exploração da classe trabalhadora.
Feito em parceria com o Sindicato dos Professores do Município do Rio de Janeiro (Sinpro-Rio), o filme é uma radiografia do mundo do trabalho atual, com retratos sobre o passado do sindicalismo e uma projeção do que pode vir a ser no futuro. Aborda também a reforma trabalhista, com a qual a classe trabalhadora perdeu muitos direitos porque a reforma revogou ou extinguiu ou, ainda, modificou para pior mais de 200 artigos da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e fortaleceu a informalidade (trabalhadores sem direitos).
O documentário é um longa-metragem (1h30) com depoimentos de trabalhadores, dirigentes sindicais, cientistas políticos, economistas, jornalistas, dentre outros, que atestam as conquistas na luta e os ataques contra o sindicalismo. Entre os depoimentos, do cineasta britânico Ken Loach, que abordou a questão da precarização do trabalho em seu filme “Você Não Estava Aqui”, e do professor português Boaventura de Sousa Santos, diretor do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra.
As gravações começaram no início da pandemia de Covid-19 e a finalização foi realizada logo após a posse do presidente Lula para o seu terceiro mandato. “É a nossa aposta em um futuro melhor para os trabalhadores”, diz Tendler na apresentação do documentário.
Tendler é autor, dentre outros, de “Os anos JK – Uma trajetória política”, “O Mundo Mágico dos Trapalhões”, “Jango” e “Ibiúna”. Clique no link a seguir e assista o documentário na íntegra pelo canal do Sinpro-Rio no YouTube: https://www.youtube.com/watch?v=-Xn9T1Q8H7U
Seminário Mulheres Visíveis, da OAB/DF, lembrará 17 anos da Lei Maria da Penha
Jornalista: Alessandra Terribili
Dia 21 de agosto, às 9h, a OAB/DF promove o seminário Mulheres Visíveis: 17 anos da Lei Maria da Penha. O evento abordará a violência contra mulheres, lembrando que todas podem ser vítimas: crianças, adolescentes, idosas, pretas, brancas, portadoras de deficiências, LGBTQIA+.
O seminário acontecerá no mezanino da OAB/DF (veja endereço abaixo), e contará com a participação das palestrantes Flávia Dias Amaral (presidenta da comissão dos direitos da pessoa com autismo da OAB/DF); Maria Helena Moreira Madalena (presidenta da comissão de defesa dos direitos dos idosos da OAB/DF); Cíntia Cecílio Amaral (presidenta da comissão de diversidade sexual da OAB/DF); e Ana Cristina da Silva Souza (advogada e conselheira seccional da OAB/DF). A mediação ficará por conta de Cristina Alves Tubino, presidente da comissão de combate à violência doméstica e familiar da OAB/DF.
As inscrições podem ser feitas pelo site da OAB/DF. O seminário oferecerá certificado de participação para as inscritas. Para mais informações, envie e-mail para eventos@oabdf.com.
O OAB-DF está localizada na SEPN 516 Bloco B Lote 7, S/N, na Asa Norte.
Rifa On-line para o estudante Samuel participar do Campeonato Brasileiro de Judô
Jornalista: Maria Carla
Samuel é estudante do CEF 02 do Guará e precisa de sua ajuda para participar do Campeonato Brasileiro de Judô, em Curitiba, no fim de setembro e início de outubro deste ano. A família dele está sorteando uma Alexa Geração 5 para arrecadar fundos para a viagem.
Para ajudá-lo, basta clicar no link, a seguir, e comprar um dos 100 números: https://rifa321.com/rifa/campeonato-samuel-curitiba. Cada número custa R$ 30,00, mas, comprando dois números, paga-se R$ 50,00. O sorteio será realizado ao vivo na Academia Shima Dojo, no dia 26 de setembro, às 19h
Atleta esforçado e filho de uma Educadora Social Voluntária, ele foi classificado entre os dois primeiros lugares da categoria SUB 13, no Campeonato Brasiliense de Judô, uma eliminatória para o campeonato nacional. No entanto, sem patrocinador e sem condições financeiras de bancar uma viagem para a capital do Paraná, a família pede ajuda para realizar o sonho da criança de ser um judoca e, um dia, representar o Brasil nas Olimpíadas.
Participe! Ajude Samuel a representar o Distrito Federal no Campeonato Brasileiro de Judô. Assista ao vídeo da luta, realizada em julho, no Ginásio da Candangolândia, quando ele foi classificado: https://x.gd/3OJEl
Professores(as) do CED 11 de Ceilândia divulgam em outdoor matrículas a qualquer tempo da EJA
Jornalista: Alessandra Terribili
Engajados na busca ativa de estudantes para a Educação de Jovens e Adultos (EJA), professores e professoras do CED 11 de Ceilândia, mais uma vez, desenvolvem diversas ações para alcançar a população e divulgar as vagas abertas.
O diretor da escola, Kico Gadelha, destaca que a matrícula na EJA pode ser feita a qualquer tempo, e que a busca ativa é parte fundamental do processo: “Nossos professores e professoras fazem campanha de divulgação nas redes sociais e estão nas ruas, distribuindo panfletos em feiras e outros espaços que potencialmente reúnem trabalhadores e trabalhadoras com ensino médio incompleto e que querem concluir o ciclo educacional”, diz ele.
O envolvimento com a causa é tanto, que professores e professoras do CED 11 fizeram uma “vaquinha” para pagar um outdoor e ampliar a divulgação das turmas de EJA da escola.
Embora a busca ativa devesse ser responsabilidade da Secretaria de Educação (SEEDF), infelizmente, a realidade é que as escolas precisam se movimentar sem apoio do GDF para manter abertas as turmas de EJA. O baixo número de matrículas é reflexo do não investimento em divulgação e da proposta de sucateamento que vemos em curso.
Pesquisa quer identificar aspectos editoriais relevantes nos livros didáticos
Jornalista: Luis Ricardo
O grupo de pesquisa Materiais didáticos em perspectiva, do Instituto Federal do Paraná (IFPR), está aplicando um questionário voltado a professores(as) da Educação Básica para identificar temas importantes para contextualização e aspectos editoriais relevantes nos livros didáticos. O objetivo é dar continuidade a pesquisas anteriores e permitir comparações da percepção do livro didático ao longo do tempo e entre as várias áreas do conhecimento. A coordenação é do Prof. Dr. Alysson Ramos Artuso.
Não há nenhum risco envolvido com a participação na pesquisa. Por outro lado, os benefícios em participar e expressar sua opinião estão na construção do conhecimento científico para o relevante tema das políticas públicas de educação. Os(as) interessados(as) podem responder ao questionário como docente aqui. O tempo estimado de resposta é de 12 minutos e se trata de uma pesquisa de opinião pública sem identificação. A participação neste estudo é voluntária.
Mesmo não tendo benefícios diretos em participar, indiretamente você estará contribuindo para a compreensão do fenômeno estudado e para a produção de conhecimento científico.