Eleito Conselho Fiscal do Sinpro-DF

Professores(as) e orientadores(as) educacionais das escolas públicas elegeram o novo Conselho Fiscal do Sinpro-DF. Marizeth Ferreira Albernaz, Monique Oliveira Mendonça, Selassie das Virgens Júnior, Wellington Nascimento dos Santos e Carlos Augusto Fernandez comporão o grupo na gestão 2025-2028.

A votação foi realizada nos dias 28 e 29 de maio, junto com as eleições da diretoria do Sinpro-DF, mas a apuração dos votos foi feita nesta quarta (11/6).

Cada eleitor(a) teve a opção de votar em até cinco dos dez candidatos.

O Conselho Fiscal atua de forma independente para fiscalizar os atos dos dirigentes e os resultados das ações.

Veja quantos votos cada candidato(a) recebeu:

Marizeth Ferreira Albernaz – 6.328 votos
Monique Oliveira Mendonça – 6.061 votos
Selassie das Virgens Júnior – 4.746 votos
Wellington Nascimento dos Santos – 4.139 votos
Carlos Augusto Fernandez – 3.985 votos
Leonardo Ferreira dos Santos – 3.053 votos
Daniel Santos de Oliveira – 2.814 votos
Felipe Sinicio de Barro – 2.659 votos
Heitor Pereira Silva – 2.464 votos
Marcello Paulino Vieira Mazzaro – 2.280 votos

> Leia também: Chapa 1 vence as eleições para diretoria do Sinpro 

 

Matéria publicada originalmente dia 11 de junho de 2025

 

MATÉRIAS EM LIBRAS

ONU recomenda fim da militarização das escolas no Brasil

O Comitê dos Direitos da Criança (CDC) da Organização das Nações Unidas (ONU) recomendou que o Brasil adote as medidas necessárias para reverter e proibir a militarização das escolas públicas em todos os estados e municípios brasileiros. A orientação corrobora a defesa do Sinpro por uma escola como espaço de respeito à liberdade, ao pluralismo de ideias, às concepções pedagógicas e à gestão democrática.

Entre outros pontos, o CDC aponta ainda que são necessárias iniciativas para fortalecer a educação inclusiva e erradicar todas as formas de preconceito nas escolas, além de aumentar o investimento em áreas essenciais, como educação, saúde, alimentação e seguridade social.

“A educação se faz com democracia, não com autoritarismo. A recomendação da ONU apenas reafirma que nossa luta pelo fim das escolas militarizadas é legítima, necessária e alinhada aos princípios dos direitos humanos”, afirma a diretora do Sinpro Márcia Gilda.

Uma promessa que não se cumpriu

Apresentada como uma solução para problemas de segurança, disciplina e desempenho escolar, a militarização das escolas públicas ganhou força nos últimos anos com o avanço de governos neoliberais em todo o Brasil, mas não trouxe avanços significativos para a educação. Pelo contrário, inúmeros são os problemas enfrentados pela comunidade escolar nas escolas onde a gestão compartilhada foi implementada.

No DF, são mais de 20 unidades escolares sob gestão cívico-militar. O modelo foi imposto de forma autoritária pelo governo Ibaneis em meados de 2019. À época, após comunidades escolares de duas escolas públicas rejeitarem a militarização por meio de votação, o governador chegou a afirmar: “quem governa sou eu. Os que estiverem insatisfeitos com a gestão compartilhada busquem a Justiça”.

Desde o início da implementação do modelo de gestão cívico-militar, o Sinpro vem denunciando que o modelo ameaça a autonomia pedagógica e a gestão das escolas pela comunidade escolar. Além disso, a militarização compromete o ensino-aprendizagem e a função social da escola ao enfraquecer a formação de cidadãos críticos e conscientes.

“A militarização não resolve os problemas da educação. Pelo contrário, silencia, oprime e exclui alunos e professores. As escolas são espaços de afeto, escuta e pensamento crítico. O querem impor é medo, hierarquia e obediência cega”, disse a diretora do Sinpro Márcia Gilda. 

A sugestão acatada pela ONU foi enviada por parlamentares do PSol, que questionam o programa de escolas cívico-militares implementado em São Paulo, pelo governo Tarcísio de Freitas (Republicanos).

Nota de pesar | Moisés Carneiro

Com profundo pesar, a diretoria colegiada do Sinpro-DF informa o falecimento do professor Moisés Carneiro da Silva, aos 64 anos, de parada cardíaca. Ele faleceu no Hospital HOME.

O velório e sepultamento serão na tarde desta quinta-feira (12), a partir das 13h30, no Templo Ecumênico 3, Cemitério Campo da Esperança na Asa Sul. O sepultamento será às 16h.

Engenheiro eletricista, Moisés era professor Escola Técnica de Brasília Águas Claras e era um esposo, pai e avô carinhoso e cuidadoso.

O Sinpro expressa suas condolências à família e aos amigos do professor Moisés.

Professor Moisés, presente!

Nota de Pesar | Mara Lúcia

Com profundo pesar, a diretoria colegiada do Sinpro-DF informa o falecimento da professora Mara Lúcia, aos 70 anos. O velório e sepultamento aconteceram na manhã desta quinta-feira, dia 12, no Cemitério Campo da Esperança na Asa Sul.

Mara era professora aposentada. Lecionou no CEM Paulo Freire, onde é lembrada com muito carinho por colegas e por aqueles e aquelas que foram seus alunos.

Dedicou-se à militância em defesa da escola pública, especialmente nos anos 80 e 90. Foi na luta do Sinpro que conheceu o professor Hermenegildo, com quem se casou. O filho deles, Heitor Bastos, também é professor.

O Sinpro expressa suas condolências ao professor Heitor, a toda a família e amigos da professora Mara Lúcia.

Professora Mara Lúcia: presente!

FDDPI amplia rede de apoio pela valorização de professores e orientadores educacionais do DF

O Fórum Distrital da Sociedade Civil em Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa (FDDPI) manifestou total apoio à greve dos(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais de escolas públicas do DF. A moção de solidariedade foi aprovada por unanimidade no dia 7 de junho, durante a V Conferência Livre da entidade.

Em carta o Fórum direciona seu apoio ao movimento grevista dos(as) profissionais da educação do Distrito Federal, que lutam pela valorização da carreira dos(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais, e pela melhoria de condições de trabalho nas escolas. O documento também ressalta o posicionamento contra o sucateamento da educação pública e repudia as ações governamentais que visam impedir o exercício do direito à greve. 

Clique aqui e confira a nota na íntegra.

CSB se une à categoria e declara apoio total à greve

A Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB) apoia a greve dos(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais da rede pública de ensino do Distrito Federal. Na nota divulgada nas redes digitais, a central sindical repudia veementemente as práticas autoritárias adotadas pelo governo Ibaneis Rocha e Celina Leão, que incluíram a imposição de multas milionárias ao sindicato, já derrubadas no Supremo Tribunal Federal (STF) por uma ação do Sinpro, e o corte de ponto dos grevistas, além de outras medidas que visam a criminalizar e a enfraquecer o movimento sindical.

A central ressalta que as ações do governo Ibaneis-Celina contra a categoria “ferem o direito constitucional à greve e demonstram uma postura antissindical e antidemocrática por parte do governo, não atoa o Governo do Distrito Federal (GDF) entra para o rol dos governos denunciados na OIT”.

Confira a nota na íntegra a seguir:

Nota da CSB | CSB manifesta apoio à greve dos professores e trabalhadores da educação pública do DF

A Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB) manifesta seu apoio à greve dos professores e trabalhadores da educação da rede pública do Distrito Federal, organizada pelo Sindicato dos Professores do Distrito Federal (Sinpro-DF). A paralisação, iniciada em 2 de junho de 2025, é uma resposta legítima à falta de diálogo e ao descaso do Governo do Distrito Federal (GDF) com a educação pública e seus profissionais.

A CSB repudia veementemente as práticas autoritárias adotadas pelo Governo Ibaneis Rocha e Celina Leão, que incluem a imposição de multas milionárias ao sindicato e o corte de ponto dos grevistas, medidas que visam criminalizar e enfraquecer o movimento sindical. Tais ações ferem o direito constitucional à greve e demonstram uma postura antissindical e antidemocrática por parte do governo, não atoa o Governo do Distrito Federal entra para o hall dos governos denunciados na OIT.

É inadmissível que, em pleno século XXI, profissionais da educação enfrentem salários defasados, falta de investimentos nas escolas e ausência de políticas públicas que valorizem a carreira docente. A luta dos educadores do DF é também a luta por uma educação pública de qualidade, pela valorização do magistério e pelo respeito aos direitos dos trabalhadores.

A CSB apoia que o GDF retome as negociações com o Sinpro-DF, buscando soluções que atendam às justas reivindicações da categoria. Reiteramos nossa solidariedade aos professores e orientadores educacionais em greve e reafirmamos nosso compromisso com a defesa da educação pública e dos direitos dos trabalhadores.

6 de junho de 2025

Flávio Werneck
Presidente da Central dos Sindicatos Brasileiros do Distrito Federal (CSB-DF)

Antonio Neto
Presidente Nacional da Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB)

 

 

Em cordel, professor relata desrespeito do GDF com a educação e os educadores

Em onze tópicos, um professor da rede pública de ensino, que prefere não se identificar, utiliza dos versos, da poesia e do humor para mostrar a indignação e a revolta da categoria do magistério público com a falta de respeito do governo Ibaneis-Celina GDF com os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais.

Entre as denúncias em versos de cordel, estão a postura coronelista, autoritária e desrespeitosa de Ibaneis com a educação pública; a atuação do governo para colocar a sociedade contra os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais; a necessidade de convocação de novos(as) educadores(as) para a rede; o sucateamento na rede pública de ensino; e a tentativa de terceirização da educação no Distrito Federal.

Clique aqui e confira a revistinha de cordel.

Assejus defende que categoria do magistério deve ser respeitada

A diretoria executiva da Associação dos Servidores da Justiça do Distrito Federal (Assejus) manifesta seu total apoio à greve dos(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais da rede pública do DF, deflagrada no dia 2 de junho, após esgotadas todas as tentativas de diálogo com o Governo do Distrito Federal (GDF).

A Assejus reforça sua solidariedade à categoria do magistério público e ao Sinpro, e se soma a todas as vozes que exigem o imediato respeito à liberdade sindical, a abertura de um canal de negociação e a revogação das penalidades judiciais injustas.

Clique aqui e confira a nota na íntegra.

Campanha de doação de sangue para Rosa Maria da Rocha

A professora Rosa Maria da Rocha Oliveira está precisando urgentemente de doações de sangue tipo B-, e o Sinpro recorre à solidariedade de professores(as) e orientadores(as) educacionais neste momento difícil.

Rosa Maria é professora do Centro de Educação Infantil 02 de Taguatinga e está internada no Hospital Brasília para tratamento oncológico.

 

Como doar:

  1. Leve um documento com foto;
  2. Informe o código 4.024489;
  3. Realize a doação em nome de Rosa Maria da Rocha Oliveira no Centro Médico de Brasília (SHLS 716, Bloco C, Asa Sul).

Horário: das 7h às 12h

 

Obs.: Doadores de todos os tipos sanguíneos são bem-vindos, desde que cumpram os critérios habituais para doação.

 

Informações: 

Telefones: (61) 98595-3332 | (61) 99652-6243

Do rio ao mar, Palestina viverá — pela libertação dos ativistas detidos e pelo fim da barbárie em Gaza

O Comando de Greve da Educação, que representa professores e professoras, orientadores e orientadoras educacionais da rede pública de ensino do Distrito Federal, declara total apoio aos(às) ativistas pelos direitos humanos e integrantes da Flotilha da Liberdade, embarcação humanitária que levava alimento e solidariedade ao povo palestino, atacada pelo Estado de Israel.

Repudiamos o ataque do governo de Israel à embarcação e exigimos a imediata e incondicional libertação dos membros da Flotilha da Liberdade, sequestrados no domingo (8/6), em águas internacionais, pelo Estado de Israel, incluindo aí o brasiliense Thiago Ávila; a ativista ambiental sueca, Greta Thunberg; e demais ativistas integrantes da embarcação — garantindo a todos e todas segurança e repatriação, sem qualquer tipo de represália ou agressão.

Reforçamos nosso compromisso com a justiça e os direitos humanos, denunciamos o genocídio do povo palestino pelo Estado de Israel sob a salvaguarda do governo estadunidense e exigimos o fim do massacre em Gaza. Defendemos o rompimento das relações diplomáticas e comerciais do Brasil com Israel e o reconhecimento formal do Estado da Palestina.

Entendemos que, diante da reincidência do governo de Israel em violar o direito internacional, cometer crimes contra a humanidade e perpetuar o massacre em Gaza, é urgente que o governo brasileiro rompa imediatamente com todo e qualquer tipo de relação com o Estado de Israel. A manutenção de tais relações equivale a uma cumplicidade inaceitável com as atrocidades cometidas.

Conclamamos o governo federal a denunciar formalmente o genocídio em Gaza em todas as instâncias internacionais, incluindo a Organização das Nações Unidas (ONU), o Tribunal Penal Internacional (TPI) e a Corte Internacional de Justiça (CIJ), buscando a responsabilização dos(as) perpetradores(as) e o fim imediato da ofensiva militar israelense contra a população palestina.

Instamos o governo brasileiro a intensificar seus esforços para garantir a entrada irrestrita de ajuda humanitária em Gaza por meio de todos os canais diplomáticos e logísticos existentes, e a condenar qualquer impedimento israelense à distribuição dessa ajuda.

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