“Meu menino colorido”: professora se inspira em sobrinho e lança livro sobre LGBTQIA+fobia

 

O lançamento da obra “Meu menino colorido” será neste sábado (3/6), no auditório do Centro de Ensino Médio 01 do Gama (Colégio do Gama – CG), às 20h. O livro é baseado em história real. Seu enredo ilustra um período difícil da vida de Guilherme, sobrinho da autora e professora aposentada, Zenilda Vilarins Cardozo. Ele sofreu ataques homofóbicos na escola por ocasião do Ensino Médio.

 

“O personagem “meu menino colorido” é um ser que carrega, em cada parte do seu corpo, uma cor do arco-íris, que revela o seu perfil psicológico, dotado de amor, empatia, serenidade, companheirismo. É um caleidoscópio humano”, afirma. Publicado pela LC Editorial, o livro é a terceira obra de Zenilda e está disponível do Amazon e no Instagram dela @zenildavilarins.

 

Ela diz que a inspiração para escrever esta obra veio da necessidade de falar sobre LGBTQIA+fobia de forma leve, contando uma história real que teve um desfecho feliz. “Infelizmente, não é o que se revela no cotidiano de muitas pessoas coloridas de nosso País, um país que mais mata pessoas LGBTQIA+ no mundo. A minha experiência de 34 anos no chão da escola trouxe reflexão sobre o papel das instituições e educadores nesse cenário e o fato de viver, pessoalmente, o drama concretizou a vontade de falar sobre”, afirma.

 

 

A professora lamenta o fato de que o tema LGBTQIA+ não tem espaço nas escolas. “Infelizmente, essa pauta ainda não tem abertura nas escolas e é preciso furar essa bolha. É preciso furar nas famílias também. No caso de minha família, esse tema só entrou para o debate depois dos acontecimentos com o Guilherme”, diz.

 

“Acredito que foram dados passos importantes sobre a causa LGBTQIAP+ no Brasil, mas precisamos que esse alcance chegue às instituições de ensino, à formação continuada dos docentes e, em especial e de fato, ao currículo escolar. Infelizmente, a escola se torna um ambiente hostil no que diz respeito a essa pauta e se estende também às questões raciais”, afirma.

 

A experiência de Guilherme e de outros jovens, não aceitos socialmente, a inspiraram nessa produção. “Espero que, agora, a materialização da história do meu sobrinho, hoje, adulto, possa ajudar outros jovens e outras famílias que passam pela mesma situação”.

 

Spoiler, artesanato e fotografia

O enredo é uma narrativa rimada, inspirada na literatura de cordel, que é outra paixão literária de Zenilda. “Desde a minha infância, gosto da sonoridade, da simplicidade, que parece uma música que chega aos ouvidos de forma leve e envolve o ouvinte. Os adolescentes gostam muito do rap, cujas letras são histórias reais contadas por meio da rima. Assim, o rap e o cordel têm uma conversa entre si e é possível contar e cantar a história. Isso é uma das características de todas as minhas obras”, informa.

 

Voltado para o público pré-adolescente, o enredo de “Meu menino colorido” destaca os conflitos internos de um garoto ao se descobrir diferente de outros moradores do planeta das caixinhas, feito das diversas cores. O protagonista não se sente pertencente àquele lugar que separa as pessoas em caixas de cores únicas. “O preconceito leva Guilherme, meu sobrinho, a pensar a desistir de tudo. Mas, antes disso, ele é salvo pelo amor da mãe”, revela a autora.

 

O livro traz fotografias produzidas por Yan Matos. São fotos de um boneco de pano, confeccionado, especialmente, para este projeto literário. Zenilda conta que a artesã Tiana, de São Paulo, recebeu uma fotografia de Guilherme e as orientações de cores do arco-íris para cada parte do corpo. “Ela conseguiu confeccionar um boneco apaixonante”, comenta.

 

Perfil e pautas sociais

 

Aposentada há 3 anos, Zenilda trabalhou por 34 anos no magistério. Destes, 25 anos foi na Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal (SEE-DF). A última escola em que ela lecionou foi a Escola Classe 22 do Gama (EC 22). A aposentadoria, materializada em janeiro de 2020, foi uma porta que se abriu para ela se aventurar no mundo da literatura. A verve literária foi percebida ainda no magistério, quando “eu escrevia textos que serviam de base para o meu trabalho pedagógico na sala de aula”.

Zenilda optou por uma literatura que contempla pautas sociais urgentes por entender que a educação precisa trabalhar em e para os direitos humanos e atualizar suas pautas e ações, trazendo para o centro do debate as causas sociais urgentes com vistas, realmente, para a formação do(a) cidadão(ã) de fato. “Falo de racismo, de violência contra a mulher, de representatividade feminina em espaços de poder e de LGBTQIA+fobia, que é o caso deste meu último trabalho”, finaliza.

Última semana para aproveitar o Circuito Arte e Cidade

O Circuito Arte e Cidade chega na sua última semana de apresentações e os(as) professores(as) ainda podem agendar a visita de sua escola. O circuito acontecerá até o dia 4 de junho. As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas pelo link: https://conecta.mediato.art.br/. A previsão de atendimento é de mais 1.400 estudantes de escolas públicas. Na primeira etapa do projeto, realizada em abril, foram atendidos 1.432 alunos(as) de 24 escolas de 13 regiões administrativas do Distrito Federal. A iniciativa oferece transporte para escolas que não dispõe de recursos.  

Durante o circuito os(as) estudantes terão oportunidade de mergulhar em uma experiência artística e educativa com as paisagens da capital. Serão conduzidos em um trajeto mediado, que propõe a descoberta da Unidade de Vizinhança (superquadra modelo 308 Sul) como parte das escalas do Plano Urbanístico da cidade. O passeio chega até o Espaço Cultural Renato Russo (508 Sul), onde será possível interagir com a obra DE VER CIDADE, Brasília Numa Caixa de Brincar, criada pelo coletivo de artistas ENTREVAZIOS, que consiste em uma série de 20 blocos interativos que remetem a uma maquete da cidade e recria, de forma lúdica, as escalas do Plano Urbanístico da cidade-patrimônio Brasília: monumental, gregária, residencial e bucólica. A obra propõe diferentes formas para a criança se (re)conhecer e brincar com a cidade. Este será o momento para a composição de narrativas sobre Brasília, sob o olhar e a autoria do participante. 

Por meio de atividades lúdicas, os(as) participantes serão conduzidos pela descoberta dos jardins de Burle Marx, dos blocos residenciais e das áreas de convivência e lazer. Também serão instigados a experimentar jogos sonoros na praça dos cogumelos, a apreciar as carpas do espelho d’água e a conhecer a Igrejinha Nossa Senhora de Fátima, que carrega os primeiros azulejos do artista Athos Bulcão instalados na capital.

 

Inclusão

Para que a experiência alcance a todos(as), há diversas ações de acessibilidade, como a audiodescrição da obra completa, e uma visita com interpretação em libras. O local também é preparado para receber pessoas com mobilidade reduzida. Para participar da visita traduzida é necessário fazer o agendamento pelo Instagram @mediato.art.  

 

Educação e cultura

Desenvolvido pela Mediato, instituição que atua na área de mediação artística e cultural, a iniciativa tem como propósito conectar as escolas e cidadãos aos bens culturais da cidade. Durante a semana, as visitas serão realizadas com turmas de escolas públicas agendadas previamente. A previsão é de que mais de 1.500 estudantes passem pela experiência. A iniciativa conta com apoio do Fundo de Apoio à Cultura (FAC/DF).

 

SERVIÇO

Agendamento Circuito Arte e Cidade

Data: Até esgotarem as vagas

Link para inscrição: https://conecta.mediato.art.br/

Informações: @mediato.art

 

Visitas mediadas Circuito Arte e Cidade

Data: Até 4 de junho terça a domingo, das 10h às 20h

Sábado e domingo, as visitas saem com público espontâneo: às 10h e 15h 

(Grupos de até 20 pessoas e não há necessidade de agendamento)

Local: Espaço Cultural Renato Russo (508 Sul)

Entrada: franca

Informações: @mediato.art

Agendamento: https://conecta.mediato.art.br/

 

MATÉRIA EM LIBRAS

Taguatinga recebe festival e mostra competitiva de cinema

O 17º Festival Taguá e a Mostra Competitiva do Festival de Cinema de Taguatinga acontecem de 7 a 10 de junho no Sesc Taguatinga e no hotel Go Inn. Durante o feriado de Corpus Christi, toda a riqueza do cinema brasileiro estará em exibição em mais de 500 curtas, 23 produções na Mostra Competitiva, além de debates, festas, shows, oficinas e muito mais. O festival é totalmente gratuito, e a programação completa pode ser conferida no site oficial do evento.

Nesta 17ª edição, o Festival apresenta desde obras criadas no contexto da pandemia a filmes que celebram o novo Brasil, o resgate da Democracia e que mostram a importância do resgate de programas sociais e políticas públicas para o fortalecimento da Arte e a Cultura no País – eixos fundamentais para trazer senso crítico à sociedade – valores que desde sempre permearam nosso evento.

“O Brasil tenta espantar o fantasma do autoritarismo que insiste em nos assombrar, mas vejo a Cultura e o Cinema como uma ferramenta mágica; uma espada de fogo que corta a ignorância e projeta luz nos caminhos. Por tudo isso, esse ano, nossa expectativa para o festival é muito grande”, elucida William Alves, idealizador do Festival.

 

Homenageado: Gerson Deveras

Figura icônica de Taguatinga, contribui e transforma a Arte e a Cultura da cidade.

A cena artística de Taguatinga não seria a mesma se Gerson Deveras tivesse nascido em outro lugar. “Fazedor multiarte” (é cantor, compositor, artista-plástico, cineasta, performer, poeta, DJ e VJ), é idealizador do projeto Taguatinga tem Concerto e um dos fundadores da banda Os Cachorros das Cachorras, quando cantou e recitou Taguá em suas músicas e poesias, com seu jeito irreverente e transformador.

William Alves, idealizador do FestTaguá, conta que, também por seu ativismo nas questões políticas da região administrativa, será uma honra poder homenagear Gerson Deveras na 17a edição do festiva

 

Confira a programação do FestTaguá:

7/6 – quarta-feira

19:00   Mostra Taguá VR (Sesc Taguatinga Norte)

19:00   Feira de Economia Criativa, Gastronomia e Parque DiverSom (Sesc Taguatinga Norte)

19:00   Dj Savana (Sesc Taguatinga Norte)

20:00   Mostra Competitiva Programa 1 (Sesc Taguatinga Norte)

22:30   Apresentação Sambadeiras de Roda (Sesc Taguatinga Norte)

23:30   Show Mato Seco (Sesc Taguatinga Norte)

 

8/6 – quinta-feira

09:30   Teatro Infantil com Trevo (Sesc Taguatinga Norte )

10:00   Mostra Infantil (Sesc Taguatinga Norte)

10:00   Debate com realizadores (Hotel Go INN Taguatinga Centro)

11:00   Teatro Infantil com Miqueias Paz (Sesc Taguatinga Norte)

15:00   Mostra Azul (Sesc Taguatinga Norte)

15:00   Oficina Imersão para Incorporar Virtualidades (Sesc Taguatinga Norte)

17:00   Oficina Viés Ideológico (Sesc Taguatinga Norte)

19:00   Mostra Taguá VR (Sesc Taguatinga Norte)

19:00   Feira de Economia Criativa, Gastronomia e Parque DiverSom (Sesc Taguatinga Norte)

19:00   Dj Gerson Deveras (Sesc Taguatinga Norte)

20:00   Mostra Competitiva Programa 2 (Sesc Taguatinga Norte)

23:30   Show Gaivota Naves (Sesc Taguatinga Norte)

 

9/6 – sexta-feira

09:00   Oficina de Produção de Podcast (Sesc Taguatinga)

09:30   Teatro Infantil com Trevo (Sesc Taguatinga Norte)

10:00   Mostra Infantil (Sesc Taguatinga Norte)

11:00   Teatro Infantil com Miqueias Paz (Sesc Taguatinga Norte)

14:00   Masterclass: O Fazer Coletivo do Cinema Indígena (Sesc Taguatinga Norte)

15:00   Mostra Paralela_ Cinema de Confluência_ Sessão 1 (Sesc Taguatinga Norte)

15:00   Oficina Cultura Acessível – construções possíveis (Sesc Taguatinga Norte)

19:00   Mostra Taguá VR (Sesc Taguatinga Norte)

19:00   Feira de Economia Criativa, Gastronomia e Parque DiverSom (Sesc Taguatinga Norte)

19:00   Dj Karla Testa (Sesc Taguatinga Norte)

20:00   Mostra Competitiva Programa 3 (Sesc Taguatinga Norte)

22:30   Show Margaridas (Sesc Taguatinga Norte)

23:30   Show Cachorro das Cachorras (Sesc Taguatinga Norte)

 

10/6 – sexta-feira

14:00   Dinâmica Labcine – Realização coletiva de audiovisual (Sesc Taguatinga Norte)

15:00   Mostra Paralela_ Cinema de Confluência_ Sessão 2 (Sesc Taguatinga Norte)

17:30   Show Iara Gomes DF instrumental FEST (Sesc Taguatinga Norte)

18:25   Show Aiure DF instrumental FEST (Sesc Taguatinga Norte)

19:00   Mostra Taguá VR (Sesc Taguatinga Norte)

19:00   Feira de Economia Criativa, Gastronomia e Parque DiverSom (Sesc Taguatinga Norte)

19:15   Show Duo Alvenaria DF instrumental FEST (Sesc Taguatinga Norte)

20:00   Mostra Competitiva Programa 4 (Sesc Taguatinga Norte)

22:30   Show Esdras Nogueira DF instrumental FEST (Sesc Taguatinga Norte)

23:00   Premiação (Sesc Taguatinga Norte)

23:30   Show Passo Largo – DF instrumental FEST (Sesc Taguatinga Norte)

 

Mostra Competitiva

Este ano, foram mais de 500 inscrições para a Mostra Competitiva do Festival Taguatinga de cinema, dos quais 23 filmes foram selecionados. As produções não selecionadas estão disponíveis para serem assistidas e votadas na categoria Seletiva Popular. O filme mais votado será exibido na Mostra Competitiva e concorre a quatro prêmios em dinheiro, sendo três no valor de R$ 2.500,00 – para cada uma das três obras escolhidas pelo Júri Oficial do Festival – e um prêmio no valor de R$1.000,00 para o filme escolhido pelo Júri Popular.

 

Estes são os 23 filmes selecionados para a Mostra Competitiva:

A Nossa Festa Já Vai Começar, de Cadu Marques

Ana Rúbia, Diego Baraldi; Íris Alves Lacerda

Big Bang, de Carlos Segundo

Busca, de Rodrigo Sousa & Sousa

Ela Mora Logo Ali, de Rafael Rogante e Fabiano Barros

Filhos da Noite, de Henrique Arruda

Grito do Coletivo, de Vinícius de Oliveira e Thiago Nunes

Jussara, de Camila Cordeiro Ribeiro

Levante Pela Terra, de Marcelo Cuhexê

Manual da Pós-Verdade, de Thiago Foresti

Mergulho, de Marton Olympio e Anderson Jesus

Morro do Cemitério, de Rodrigo R. Meireles

Nem o Mar Tem Tanta Água, de Mayara Valentim

Nossa Mãe era Atriz, de André Novais Oliveira e Renato Novaes

Nossos Passos Seguirão os Seus…, de Uilton Oliveira

Nunca Me Perguntaram Nada, Gabrielle Souza

Quebra Panela, de Rafael Anaroli

Rua Dinorá, de Natália Maia e Samuel Brasileiro

Silêncio dos Homens, de Gabriel Duarte

Último Domingo, de Renan Barbosa Brandão, Joana Claude

Um Transe de Dez Milésimos de Segundos, de Jamile Cazumbá

Uma Paciência Selvagem me Trouxe Até Aqui, de Érica Sarmet.

Xixiá – Mestre dos Cânticos Fulni-ô, de Hugo Fulni-ô

 

Da região Norte, há um filme do Maranhão e um de Rondônia; do Centro Oeste, dois filmes do DF e um do Mato Grosso; do Nordeste, dois filmes da Bahia e um da Paraíba, dois de Pernambuco e um do Ceará.

Já do Sudeste, são três produções de Minas Gerais, quatro do Rio de Janeiro e duas obras de São Paulo. Cinco realizadoras são mulheres, quinze são homens e três obras foram realizadas em direção mista.

Especialização em Metodologias de Ensino em Matemática

A Universidade de Brasília (UnB), por meio do Instituto de Ciências Exatas (IE) e da Coordenação Institucional do Sistema Universidade Aberta do Brasil (UAB), com apoio operacional do Centro de Educação a Distância (CEAD), lançou o edital para especialização em Metodologias de Ensino em Matemática, ofertada na modalidade de Educação a Distância (EaD), no âmbito do Programa UAB. O curso é direcionado a professores(as) em exercício, com prioridade para os(as) da Educação Básica (Matemática, Pedagogia, Ciências Naturais e áreas afins) e conta com fomento da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), contemplando vários munícipios nos estados do Acre, Goiás, Espírito Santo, São Paulo e Tocantins, além do Distrito Federal.

O objetivo do curso é promover o desenvolvimento profissional de educadores(as) que ensinam Matemática na Educação Básica pela vivência de situações didático-pedagógicas que abordam aspectos teóricos, metodológicos e epistemológicos da Educação Matemática, e os conteúdos matemáticos como uma produção histórico-cultural da humanidade.

As inscrições poderão ser feitas até o dia 15 de junho clicando aqui. Para mais informações, acesse o edital.

MATÉRIA EM LIBRAS

Sessão solene em memória da Nakba palestina na CLDF

Uma sessão solene em memória da “Nakba” – a catástrofe (ou desastre) palestina – será realizada, nesta sexta-feira (26), às 19h, no Plenário da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF). Convocada pelos deputados distritais Gabriel Magno, Chico Vigilante e Ricardo Vale, todos do PT, a sessão solene visa relembrar o êxodo em massa que mudou o destino e a tentativa de destruição da nação e do Estado palestinos.

Uma cena da história após a guerra áreabe-israelense de 1948 e pós-Segunda Guerra Mundial, que registra a expulsão de centenas de milhares de suas casas e seus territórios. A Nakba palestina ocorreu há 75 anos, no dia 15 de maio de 1948.”A luta do povo palestino é uma luta de libertação e de emancipação nacional. Também é uma luta por direitos físicos, direitos humanos e direitos políticos. O povo palestino precisa de nossa solidariedade política para que seja um Estado Palestino Laico e Democrático em toda a Palestina Histórica, onde possam viver cristãos, muçulmanos, judeus, ateus, etc., sem racismo, sem colonialismo, sem imperialismo. Sejamos solidários e unidos em nossa luta por um mundo justo e pacífico”, explica o deputado em sua justificativa no Requerimento 552, aprovado pelos(as) parlamentares.

No documento, os parlamentares apresentam um breve resumo da opressão histórica ao povo palestino e a disputa pelos territórios na Faixa de Gaza, Cisjordânia e Jerusalém Oriental ganhou um novo capítulo brutal no dia 15, quando o mundo lembrou mais um ano da Nakba, os 75 anos da tragédia Palestina.

A Mesa do evento conta com a presença do próprio deputado Gabriel Magno, da deputada federal Erika Kokay (PT-DF); Ibrahim Mohamed Khalil Alzeben, embaixador da Embaixada da Palestina; Ahmed Fakri Said Alasaad, ministro conselheiro Vice-Chefe da Missão Diplomática da Embaixada do Estado da Palestina no Brasil – Representando o Embaixador.

Também estarão presentes Qais Marouf Kheiro Shqair, embaixador da Liga dos Estados Árabes no Brasil; Fátima Ali, vice-presidenta da Federação Árabe Palestina do Brasil (FEPAL); Emir Mourad, secretário-geral da Confederação Latino-Americana e do Caribe (COPLAC); Sayid Marcos Tenório, vice-presidente do IBRASPAL – Instituto Brasil-Palestina.

Uma breve história do que foi a Nakba e por que é uma data importante

No Requerimento 552, o deputado Gabriel Magno conta um pouco do que foi a Nakba, “catástrofe”. A palavra “Nakba”, em árabe, refere-se à expulsão violenta promovida por Israel após sua autoproclamação como Estado. Estima-se que cerca de 750 mil palestinos tenham fugido ou sido forçados a deixar suas casas e 418 vilas árabes foram destruídas pela ocupação israelense em 1948.

Segundo o site DW, até o fim da Primeira Guerra Mundial, o território palestino estava sob domínio turco, como parte do Império Otomano. Com a partilha dele após o fim do conflito, a Palestina passou a ser controlada pelo Reino Unido, no chamado Mandato Britânico da Palestina. A administração civil britânica operou de 1920 a 1948. Nesse período, um número crescente de judeus de todo o mundo se mudou para a região por considerá-la sua pátria ancestral.

Após o horror do Holocausto na Alemanha nazista, um plano de partilha da Palestina foi aprovado pela Assembleia Geral das Nações Unidas, em 1947, prevendo a criação de dois Estados: um judeu e, outro, palestino. A Liga Árabe rejeitou o plano, enquanto a Agência Judaica (autoridade para a comunidade judaica na Palestina antes da fundação do Estado de Israel) o aceitou. Em 14 de maio de 1948, o Estado de Israel foi proclamado.

Em reação, uma coalizão de cinco Estados árabes declarou guerra, mas acabou sendo derrotada por Israel em 1949. Antes do conflito, entre 200 mil e 300 mil palestinos fugiram ou foram forçados a deixar suas casas. Durante os combates, outros 300 mil a 400 mil foram deslocados. O número total é estimado em mais de 700 mil palestinos expulsos de seus territórios.

Magno destaca o fato de que “a Nakba aponta ainda para o problema de que muitos refugiados palestinos no exterior permanecem apátridas até hoje”, afirma.  Segundo a Resolução 194 da Assembleia Geral das Nações Unidas, de 1948, e a Resolução 3.236, de 1974, bem como a Convenção da ONU relativa ao Estatuto dos Refugiados, adotada em 1951, os palestinos têm o “direito de retorno”. Os palestinos reivindicam que Israel acate as decisões da ONU e retroceda às linhas de 1948, e que tenham direito de andar livres nas ruas do seu Estado sem serem barrados, fichados, presos ou mortos pelo exército israelense.

“Pela primeira vez em sua história, a Assembleia Geral da ONU rememorou o Dia da Nakba – termo em árabe traduzido como “catástrofe”, como os palestinos descrevem a criação do Estado de Israel, mediante limpeza étnica, em 15 de maio de 1948. Foi uma ocasião para reafirmar que o nobre objetivo de justiça e paz requer reconhecer a história e a realidade do povo palestino e garantir que seus direitos inalienáveis sejam respeitados”, escrevem os parlamentares na justificativa da sessão solene.

PDT-DF manifesta total apoio à greve da Educação

A Executiva do PDT do Distrito Federal emitiu nota oficial de total apoio à greve da Educação.

Em certo trecho, o PDF-DF enfatiza que “recorrer à justiça para condenar a ação dos professores é recurso corriqueiro de quem tem pouco apreço pelo diálogo. O resultado desta prática é, quase sempre, a radicalização e mais prejuízos ao corpo docente e mais ainda ao corpo discente provocando a ampliação dos problemas para as famílias do DF, que são obrigadas a improvisar em sua rotina diária para minimizarem os impactos da falta de diálogo”.

“É bom lembrar que a categoria sofre com salas de aula superlotadas, com crianças com necessidades especiais sem monitor, e vem, desde 2015, sem reajustes e tentado negociar com o governo”, afirma a nota.

Clique aqui e leia a íntegra da nota do PDT-DF

MEC realiza debate online sobre proteção e segurança na escola nesta terça (23)

O Sinpro convida a categoria a participar do debate intitulado “Proteção e segurança na escola: questões de segurança e de convivência escolar”, nesta terça-feira (23), às 19h, pelo canal do Ministério da Educação (MEC) no YouTube @ministeriodaeducacao_MEC. Aberto ao público, o debate faz parte do quarto encontro da série de Diálogos Formativos. Confira o link de acesso no final desta nota.

Nesta penúltima edição, o tema será mediado pelo coordenador-geral de Políticas Educacionais para a Juventude, da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (Secadi), Yann Evanovick, e contará com a participação de Victor Grampa, do Governo de São Paulo; Miriam Abramovay, da Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso); e Marivaldo Pereira, Secretário de Acesso à Justiça do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Diálogos Formativos – ao todo, serão realizados cinco encontros formativos, todos com transmissão pelo canal do MEC no YouTube. A série de debates teve início em abril e faz parte do programa de formação para implementação das recomendações de proteção e segurança no ambiente escolar, que será disponibilizado na plataforma de formação Avamec. A formação conta terá um total de 40 horas e é direcionada para toda a comunidade escolar: secretarias estaduais e municipais, regionais de ensino, gestores escolares, professores, estudantes, pais, entre outros agentes.

 

SERVIÇO

Diálogos Formativos | Proteção e segurança na escola: questões de segurança e de convivência escolar

Data: terça-feira, 23 de maio

Horário: às 19h (horário de Brasília)

Local: Canal do MEC no YouTube  https://www.youtube.com/watch?v=O7r24DW8_qs

#MECaoVivo https://www.youtube.com/hashtag/mecaovivo

 

Com informações do site do MEC

Peça teatral Umbigo do Infinito faz circuito por bibliotecas públicas do DF

Uma moça procura ajuda: qualquer truque para enfrentar uma doença misteriosa. Sente sintomas nunca antes sentidos, a sensação de estar acompanhada, mesmo estando sozinha. Em sua busca por algum alívio das dores, alguma trégua nas tonturas, alguma esperança de cura, ela se depara com estranhas criaturas… Todas de olhos muito compridos para essa sensação que incha seu umbigo.

Essa é a trama de “Umbigo do Infinito”, espetáculo que vai circular por bibliotecas de Santa Maria e Núcleo Bandeirante, sempre aos sábados e domingos, sempre às 19h.

O espetáculo será apresentado nas áreas externas das bibliotecas públicas e possui classificação indicativa livre, para que o público espontâneo possa ver o teatro movimentando a cidade. Este projeto conta com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal.

O projeto foi elaborado com o pensamento de poder contemplar uma rede de artistas e afetos que supostamente estariam dispostas e que contariam histórias semelhantes a das que dentro do nosso caminho já estão sendo traçadas. Histórias de pessoas periféricas, pessoas racializadas, pessoas transgêneros. Nascido dessa vontade dos artistas Similião Aurélio e Ana Matuza de produzir arte e cultura em seus territórios de maneira descentralizada e afetiva, a ação chega à fase de apresentação de um produto artístico gratuito ao público do DF.

“Não é difícil encontrar por aí histórias de artistas brasilienses moradores das periferias do Distrito Federal que fizeram e fazem percursos semelhantes. O trajeto periferia-centro em sua maioria é exaustivo dentro da perspectiva de encontros onde parceires de trabalho e de criação não possuem a jornada de trabalho que outros possuem. Entretanto, sempre há contradições em todos os caminhos. Somos feitas de contradições e contrariedades”, comenta a diretora geral e atriz Ana Matuza.

 

CONFIRA A PROGRAMAÇÃO

CIDADE: Santa Maria

LOCAL: Biblioteca Monteiro Lobato – EQ 215/315, Lote A (ao lado do CAIC)

DATAS: 27 e 28 de Maio

HORÁRIOS: 19 HORAS

 

CIDADE: Núcleo Bandeirante

LOCAL: Biblioteca Vó Philomena – SOPI AE 3 – Núcleo Bandeirante

DATAS: 03 e 04 de Junho

HORÁRIOS: 19 HORAS

Sinpro participa de discussão sobre LDO 2024

Nesta segunda-feira (22), o Sinpro-DF participará da reunião da Comissão de Educação, Saúde e Cultura da Câmara Legislativa do DF que discutirá a Lei de Diretrizes Orçamentárias do Distrito Federal (LDO) para o exercício financeiro de 2024. A atividade será às 16h, na Sala de Comissões Pedro de Souza Duarte da Casa.

“É essencial que nós da educação participemos da discussão da LDO, afinal, educação deve ser uma das prioridades do governo. Isso deve, inclusive, ser indicado em leis. Caso contrário, a educação pública estará fadada ao retrocesso, ao desmonte”, afirma a diretora do Sinpro-DF Luciana Custódio.

A LDO estabelece metas e prioridades, e orienta o orçamento do governo para o ano seguinte. A LDO indica a economia que deve ser feita, traça limites para despesas e, entre outras coisas, autoriza aumento de despesa com pessoal.

 

Artigo – O dever da esperança na Educação

A greve dos(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais da rede pública de ensino do Distrito Federal completa, nesta sexta-feira (19), dezesseis dias de luta pela valorização desta categoria tão importante e necessária para o futuro do Brasil e do mundo, e pela educação, setor tão desvalorizado pelo Governo do DF e pelo governo de Jair Bolsonaro. Durante o movimento paredista os(as) educadores(as) têm mostrado à sociedade a necessidade de refletir não somente sobre a necessidade dos profissionais da área obterem ganhos financeiros, conquista justa pela importância que têm e por todas perdas que tiveram ao longo dos últimos anos, mas, também, e principalmente, sobre qual educação queremos para as próximas gerações.

Uma educação pública de qualidade se constrói com investimento, com o GDF elencando o setor como uma prioridade, fatores que não têm ocorrido. Além disto, é preciso reconhecer a importância que os(as) educadores(as) têm neste processo, oferecendo melhorias nas condições de trabalho, na formação de professores(as) e orientadores(as) educacionais, na valorização social e profissional da profissão docente, além de acabar com a precarização das relações de trabalho que atingem direta e indiretamente a categoria, como evidenciado pela lida diária de educadores(as).

Em artigo publicado no jornal Correio Braziliense, o professor de educação básica da Secretaria de Educação do DF e Doutor em geografia pela Universidade de Brasília (UnB), Rodrigo Capelle Suess, ressalta a justa luta da categoria por uma melhoria da qualidade de vida, na redução de suas perdas e da necessidade de se colocar a educação como uma prioridade.

Confira o artigo na íntegra:

 

ARTIGO

O dever da esperança na educação

O que reivindicam os professores do Distrito Federal não são privilégios corporativistas, mas reposição salarial e reestruturação de carreira para que possam viver dignamente

 
Rodrigo Capelle Suess*
postado em 28/04/2023 19:49 / atualizado em 29/04/2023 19:50

 

Rodrigo Suess, doutor em geografia e professor de educação básica do DF - (crédito: Arquivo pessoal)
Rodrigo Suess, doutor em geografia e professor de educação básica do DF – (crédito: Arquivo pessoal)

No dia 25 de abril meus colegas professores votaram pela adesão à greve como estratégia de luta diante do ponto de inflexão entre a classe trabalhadora docente e o Governo do Distrito Federal. Sobre essa questão, tomo a liberdade de expressar aquilo que sinto, vivo e pesquiso por meio deste texto.

Ao considerar essa questão estrutural, gostaria de tecer alguns comentários sobre a questão posicional do professor de Educação Básica da rede pública de ensino do Distrito Federal. Reconhece-se que o Distrito Federal possui vantagens competitivas em relação à considerável parcela das redes públicas de outras unidades da federação. Entretanto, não o suficiente para romper com o subdesenvolvimento do sistema educacional brasileiro.

Sabe-se, assim, que podemos ser mais do que aquilo que estamos sendo nesta conjuntura social. Tomada essa consciência, independente do espectro político, a única direção plausível para o nosso corpus social é o olhar para frente: pensando no presente, na melhoria da qualidade de vida da população, na redução de seu sofrimento e no respeito à sua dignidade humana; pensando no futuro, no conjunto de possibilidades e disponibilidade de condições que se tem para a realização e desenvolvimento do país.

Trata-se, ainda, de desvelar aquilo que todos os professores vivenciam nas escolas públicas do Distrito Federal. Se, por um lado, a estrutura física das escolas têm melhorado, por outro lado, ainda pouco contempla a execução de processos mais complexos, criativos e emancipatórios em prol da comunidade escolar. Soma-se a essa base material outros problemas que envolvem as condições de trabalho, a formação de professores, a valorização social e profissional da profissão docente, além da latente precarização das relações de trabalho que atingem direta e indiretamente à classe trabalhadora brasileira, como evidenciado pela lida diária do professor e diversas pesquisas científicas realizadas nos últimos anos.

Soma-se, ainda, a esse montante a previsão inflacionária de 6,01% para o ano de 2023, de acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), realizado pelo IBGE, além do aumento da alíquota previdenciária sofrido recentemente. Assim, registra-se estagnação na perspectiva profissional e salarial do professor nos últimos anos.

Em termos relacionais, a situação mostra-se preocupante se comparada com outras categorias de nível superior do Governo do Distrito Federal, a classe dos professores é a mais desvalorizada em termos salariais e em desacordo com o Plano Distrital de Educação – 2015-2024, que, em sua meta 17, prevê a equiparação salarial com outras carreiras equivalentes do serviço público do Distrito Federal, a um ano de seu vencimento, nenhuma medida governamental foi tomada para o cumprir seus dispositivos.

Nesse aspecto, não se considera adequado e justo o discurso retórico e simplista que prega isonomia salarial entre as carreiras, enquanto existirem expressivas assimetrias entre elas. Nesse caso, o adequado seria a igualdade entre as profissões que desenvolvem atividades de complexidade semelhante e possuem importância estratégica para o desenvolvimento do Distrito Federal, o que não ocorre. Sabe-se que a formação integral do ser humano, por meio do processo de ensino-aprendizagem nas escolas, é da mais elevada complexidade e exige condições de trabalho adequadas, formação permanente e dedicação exclusiva. Desse modo, a luta da categoria visa uma reparação histórica diante de uma desigual e injusta estrutura hierárquica profissional.

Desse modo, o que reivindicam os professores do Distrito Federal não são privilégios corporativistas, mas reposição salarial e reestruturação de carreira para que possam viver dignamente, com o devido reconhecimento social, profissional e salarial. Relacionam-se, também, às questões apresentadas, melhores condições de trabalho nas escolas e trabalhistas para os professores temporários, isonomia entre os professores que se encontram na ativa e os aposentados e incorporação de gratificações.

Nesse caminho, conta-se com a compreensão da sociedade da importância e função social do professor para o desenvolvimento sustentável, justo e solidário do Distrito Federal. Em respeito ao Estado Democrático de Direito e como integrantes dele, conta-se, ainda, com o diálogo aberto e franco entre os professores, o Governo do Distrito Federal e a Câmara Legislativa do Distrito Federal para que juntos possam pensar numa solução plausível de reparação das disparidades de condições de trabalho e remuneração salarial entre os professores e os demais servidores públicos do DF, com o devido reconhecimento dos profissionais da educação.

O nosso dever enquanto classe profissional, que dispõe de compromisso social com as classes populares e médias, afetadas intensamente pela crise econômica e pandêmica nos últimos anos, é o da esperança, sem a qual a educação não existiria, segundo Paulo Freire. A educação é, portanto, uma causa indissociável de nossa natureza e de nossa construção social, nos cabendo deixar como herança para as novas e futuras gerações condições melhores e compreensões mais lúcidas do que recebemos, nos comprometendo com o desenvolvimento contínuo de um mundo melhor. Assim, a luta pela educação para todos e de qualidade não é uma luta apenas dos professores, mas de toda a sociedade.

*Doutor em geografia pela Universidade de Brasília (UnB), Rodrigo Capelle Suess é professor de educação básica na carreira de magistério público do Distrito Federal

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