Reunida para um Encontro Nacional, entre os dias 10 e 12 de maio, na UnB, a Associação Nacional pela Formação dos Profissionais da Educação (ANFOPE) lançou uma nota de apoio à greve da Educação.
No texto, a entidade repudia a ação do governo Ibaneis Rocha em judicializar a greve – direito constitucional dos trabalhadores – sem escutar e abrir para o diálogo com a categoria organizada que reivindica direitos.
Ao final, a ANFOPE enfatiza que “reiteramos nosso apoio aos professores/as e orientadores/as da Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal, nos somando à luta pela valorização profissional, e esperamos que o governo de Ibaneis Rocha atenda as reivindicações da categoria”.
Sinpro convida para sessão solene em homenagem à 7ª Marcha das Margaridas
Jornalista: Maria Carla
O Sinpro convida a todos e todas para participarem da sessão solene em homenagem à 7ª Marcha das Margaridas, a ser realizada nesta sexta-feira (19), às 19h, no Plenário da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF).
A sessão solene foi convocada pelos deputados distritais Chico Vigilante (PT), Gabriel Magno (PT) e Ricardo Vale (PT) e visa a comemorar a 7ª Marcha das Margaridas, prevista para ocorrer nos dias 15 e 16 de agosto deste ano.
A Marcha das Margaridas é uma das mais importantes atividades dos movimentos de mulheres na América Latina. A primeira edição ocorreu em 2000 e permanece, anualmente, sempre na defesa da maior visibilidade, reconhecimento político e social, cidadania e autonomia econômica das mulheres.
Esse movimento também faz parte da luta por igualdade e liberdade e destina-se, também, a denunciar a exploração, a violência e o machismo nas sociedades do mundo inteiro. Para homenagear a 7ª Marcha das Margaridas, os três distritais petistas explicam que a Marcha das Margaridas merece homenagem porque é um processo de formação importante e contínuo.
“O movimento nas ruas de Brasília que destaca para o governo e sociedade a pauta que as mulheres do campo, água e floresta necessitam para os quatro futuros anos de governo”, justificam os parlamentares no Requerimento 514. Confira no link: https://ple.cl.df.gov.br/#/proposicao/12811/consultar?buscar=true
Câmara dos Deputados debate escolas cívico-militares nesta segunda, 22
Jornalista: sindicato
A Câmara dos Deputados realiza nesta segunda-feira (22) uma audiência pública para debater o Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares. De iniciativa do deputado Pedro Uczai (PT-SC), o evento será às 14h, no Plenário 10 da Câmara.
O assunto é controverso. Há apoiadores, mas muitos rejeitam a ideia de uma escola “compartilhada”, onde a área pedagógica está a cargo de professores(as) e orientadores(as) educacionais; e a disciplina fica na responsabilidade da Polícia Militar
O Sinpro-DF tem manifestado preocupações em relação às escolas cívico-militares, pontuando que elas interferem na autonomia pedagógica das escolas e no papel dos(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais, além de questionar a eficácia dessa abordagem educacional.
De acordo com o professor e deputado distrital Gabriel Magno, “escola é lugar de democracia, cultura, de aprendizagem, de debate, de formação, de liberdade para pensar. Estudantes não são soldados. Precisam de acolhimento e estrutura para desenvolverem seus talentos. O principal problema das escolas não é a falta de disciplina, mas a desvalorização dos profissionais combinada com a falta de investimentos”.
Na mesma linha, defesa de mestrado em Educação na UnB, realizada pela professora Janyla Martins de Sousa, aponta para a influência do ideário conservador no trabalho pedagógico e na avaliação concebida e praticada na escola devido à presença dos militares, antagônica à organização em ciclos e aos processos avaliativos formativos do trabalho pedagógico.
Serviço
Audiência pública para debater o Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares
Segunda-feira (22), às 14h, no Plenário 10 da Câmara dos Deputados
Professora pede ajuda para salvar a vida do filho, diagnosticado com Adrenoleucodistrofia
Jornalista: Luis Ricardo
Jaqueline de Araújo Silva, professora do CAIC Santa Maria, corre contra o tempo para salvar a vida do filho. Diagnosticado com Adrenoleucodistrofia (ADL), doença genética, que apesar de rara, é considerada de caráter degenerativo e incurável, Isaac Brunno Passos Araújo Silva, de 10 anos, precisa urgentemente realizar um tratamento de REAC (Conversor Radio-Elétrico Assimétrico) na Itália.
Sem condições de arcar com os custos do tratamento, a educadora pede ajuda para arrecadar R$ 65 mil, valor do tratamento. “Nós descobrimos a doença do Isaac há um ano e agora surgiu a possibilidade de leva-lo para um tratamento regenerativo na Itália. Este método não cura, mas retarda o avanço da doença e ele ganha em mais qualidade de vida”, explica Jaqueline, complementando que o tratamento é de dez dias e o valor é apenas para os custos com o hospital.
Ajude o Isaac a alcançar esse valor compartilhando e fazendo sua parte. As doações podem ser enviadas via PIX para o celular 61 98320-4954 (Jaqueline de Araújo Silva).
Hoje é o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes
Jornalista: sindicato
O dia 18 de maio entrou para o calendário nacional da forma mais assombrosa possível. Nesta data, em 1973, a menina Araceli Crespo, de oito anos, foi sequestrada, violentada e brutalmente assassinada, em Vitória (ES).
No ano 2000, a Lei Federal nº 9.970 transformou o 18 de maio em Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes.
A data tem como objetivo mobilizar a sociedade brasileira e convocá-la a participar da luta contra a violência sexual infantojuvenil, por meio da conscientização e do engajamento de governos, instituições e da população em geral.
O Sinpro-DF ressalta que a violência sexual contra crianças e adolescentes é um crime hediondo, que causa traumas profundos e pode afetar o desenvolvimento físico, emocional e social das vítimas. “Portanto, a denúncia de casos de abuso ou exploração sexual é fundamental para a proteção e o cuidado dessas pessoas vulneráveis”, enfatiza a coordenadora de Assuntos e Políticas para Mulheres Educadoras do sindicato, Mônica Caldeira.
O Disque 100, serviço de denúncias do governo federal, é um canal de comunicação que recebe denúncias de violações de direitos humanos, incluindo casos de abuso e exploração sexual contra crianças e adolescentes. O serviço é gratuito e funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana.
A professora Celina Cassal Josetti lança a segunda edição de seu livro Letras & Pedagogia das 9 às 12h no Livreiro da 214 norte, que fica no Bloco C lj 64 – subsolo.
A data foi escolhida a dedo: em 20 de maio, comemora-se o dia do(a) pedagogo(a) e, no dia seguinte, celebra-se o dia do(a) profissional de Letras.
O livro reúne artigos da professora Celina em que ela analisa alguns aspectos teóricos formulados por pensadores e pesquisadores a respeito da relação autor/texto/leitor.
O material é indicado para formação continuada de professores da educação básica, que, ao dispor desse instrumental, poderão melhor compreender a complexidade do fenômeno da leitura e, assim, criar estratégias para a promoção do encontro entre o leitor e o texto na sala de aula.
O prefácio da obra foi escrito pelas também professoras Micheline Madureira Lage e Marla Cristina Leles Pereira, cuja contribuição à pesquisa e à formação de professores é inestimável para a educação brasileira.
Família de estudante atropelada ao sair da escola pede ajuda para enterro
Jornalista: Luis Ricardo
A família da estudante Samara Silva Sousa pede ajuda para pagar os gastos com o enterro da adolescente, atropelada no início da noite da última terça-feira (16) na BR 080, no trecho que liga Brazlândia a Taguatinga. A aluna do Centro de Ensino Fundamental INCRA 07, de apenas 13 anos, descia do ônibus e ao atravessar a rodovia, para encontrar o pai que a aguardava do outro lado da pista, foi surpreendida por um veículo e morreu na hora.
Abalados, familiares pedem ajuda para realizar o enterro da jovem, algo em torno de R$ 8 mil. As contribuições podem ser feitas por PIX para o CPF: 07291405122 – Michelline Silva Barros.
A diretora do CEF, Cristiane Milani, lembra que Samara é a segunda vítima de atropelamento no trecho da BR 080 que vai para Brazlândia em menos de um mês, que carece de duplicação urgente.
Comissão de Educação da Câmara dos Deputados promove debate sobre o novo ensino médio
Jornalista: sindicato
A Comissão de Educação da Câmara dos Deputados realiza um seminário para discutir os desafios do novo ensino médio, que prioriza a flexibilização da grade curricular, a articulação com a educação profissional e a educação integral com apoio financeiro do governo federal.
Deputados do PT, Rogério Correia (MG) e Pedro Uczai (SC), afirmam que a mudança foi aprovada sem amplo debate e participação social.
No mês passado, o governo suspendeu a implementação do novo cronograma por 60 dias. Críticas incluem a carga horária mínima dos estudantes, que aumenta apenas de 800 para 1.000 horas anuais, e a exclusão de escolas de dois turnos.
A reforma não aborda os problemas estruturais que geram desigualdades educacionais, diz a deputada Alice Portugal (PCdoB-BA).
As mudanças são combatidas por entidades estudantis, sindicatos de professores e movimentos sociais, enquanto a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e o Conselho Nacional de Educação (Consed) as elogiam.
Deputados enfatizam a importância de um ensino médio atrativo, inclusivo, diversificado, com melhor infraestrutura e formação dos profissionais da educação.
O seminário está sendo realizado no auditório Nereu Ramos, nesta quarta-feira (17), das 9h às 17h.
Audiência pública no Senado debate Violência nas Escolas
Jornalista: Luis Ricardo
O Senado Federal é mais um ator público a entrar no combate à violência nas escolas. Nesta terça-feira (16), às 14h, a Comissão de Assuntos Sociais da Casa realiza uma audiência pública para debater as políticas necessárias à prevenção e à repressão da violência em estabelecimentos de ensino.
Dentre os convidados(as) estão Yann Evanovick Leitão Furtado, Coordenador-Geral de Políticas Educacionais para a Juventude da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (SECADI); um representante do Ministério da Educação; Eloa Moraes, Coordenadora-Geral de Política para Comunidades Tradicionais; um representante do Ministério da Igualdade Racial; Carolina Ricardo, Diretora-Executiva do Instituto Sou da Paz; e um representante do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed).
É muitas vezes na escola que as violências sofridas em casa ou na comunidade são percebidas pela primeira vez. E a escola também é, justamente, um espaço oportuno e que tem a obrigação de fortalecer meninas e meninos em competências, habilidades e em fatores que são decisivos para romper com a violência. Desde 2003 o Sinpro tem realizado projetos e atividades, exemplo do Quem Bate na Escola Maltrata Muita Gente, para lutar contra todo e qualquer tipo de violência, e trabalha incessantemente para que o ambiente escolar seja um espaço de construção de uma educação de qualidade e de segurança.
A edição 56 do jornal Sinpro Cidadão é especial para os estudantes. Totalmente voltado para alunos e alunas da rede distrital de educação, a publicação explica os motivos da greve da educação, e por que a greve também tem a ver com estudantes.
O jornal lembra das turmas superlotadas que prejudicam o processo educativo; lembra da irregularidade na oferta de merenda e como isso é prejudicial para os e as estudantes que só se alimentam adequadamente na escola por falta de recursos das famílias ou por falta de tempo, pois são jovens ou adultos trabalhadores. Também aborda da questão da violência contra as escolas e a quantidade excessiva de profissionais em contrato temporário de trabalho, o que gera uma rotatividade nas escolas que também prejudica o andamento das matérias.
Também são mencionadas as questões de Novo Ensino Médio (cujo objetivo é bem claro: dificultar o acesso de estudantes de escolas públicas à universidade), a questão da retomada pedagógica pós-pandemia, a falta de assistência adequada aos e às estudantes com necessidades educacionais especiais.
Todas essas questões têm relação direta com a qualidade do ensino que chega até os e as estudantes da rede distrital de educação. É por tudo isso que estamos em greve. É pelos nossos ganhos, mas é também pela qualidade do ensino que os e as estudantes recebem. Em outras palavras: a luta da greve da educação também é dos e das estudantes.