ACP Sindicato manifesta apoio à greve da educação do DF
Jornalista: Letícia Sallorenzo
A ACP (Sindicato Campo-grandense dos Profissionais da Educação Pública) publicou em seu site apoio à greve da educação do Distrito Federal. O sindicato do Mato Grosso do Sul aponta que “a pauta do Sinpro-DF expressa um clamor que ecoa em todo o país — por respeito, justiça e compromisso com a educação pública”.
A ação da ACP fortalece a lista de entidades de todo o Brasil que se solidarizam à categoria do magistério do DF.
A ACP afirma que a luta do Sinpro-DF não é isolada e reconhece suas próprias reivindicações na pauta do sindicato brasiliense: “conhecemos de perto os desafios enfrentados pela categoria: salários defasados, condições de trabalho precárias e a constante desvalorização da carreira docente.”
O texto encerra com o veemente repúdio a qualquer tentativa de criminalização do movimento grevista.
CSP-Conlutas divulga moção de apoio à greve da educação
Jornalista: Leandro Gomes
A greve do magistério público do DF continua recendo apoio. As manifestações criticam a tentativa de criminalização do movimento por parte do governo Ibaneis-Celina e reafirmam que a paralisação é legítima, necessária e amparada pela lei.
A seguir, moção de apoio da Central Sindical e Popular – Conlutas, que destaca a importância da mobilização e coloca sua militância e estrutura a serviço do fortalecimento da luta da educação.
Leia o texto completo:
Todo apoio à greve dos professores e orientadores educacionais do Distrito Federal.
Na assembleia do dia 27 de maio de 2025 foi deflagrada a greve da categoria que terá início na segunda-feira dia 02 de Junho.
A pauta de reivindicações é a campanha salarial de 19,8%-rumo meta 17 e pela reestruturação da carreira.
O governador Ibaneis de forma ditatorial e arbitrária entrou na justiça contra o movimento grevista. A desembargadora Lucimeire Maria da Silva estabeleceu o corte de ponto dos professores e a aplicação de multa de R$1 milhão de reais ao Sindicato dos Professores (SINPRO-DF). O SINPRO recorreu na justiça.
A categoria não tem se intimidado com as ameaças, têm se mobilizado para fechar 100% suas escolas, e já enviou recado para a comunidade escolar da importância da greve, além de melhoria salarial a greve exige respeito aos professores e orientadores educacionais do DF.
A CSP-CONLUTAS apoia esta luta e coloca sua militância e estrutura a serviço do fortalecimento e vitória dos trabalhadores e trabalhadoras da educação do DF.
ASSINAM:
CSP-CONLUTAS – CENTRAL SINDICAL E POPULAR
SINDICATO DOS METALURGICOS DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS E REGIÃO/SP
SINDICATO DE TRABALHADORES/AS QUÍMICOS/AS DE SJC E REGIÃO/SP
SINDICATO DOS TRABALHADORES DO JUDICIÁRIO FEDERAL NO ESTADO DE SÃO PAULO
SINDICATO DOS TRABALHADORES NO SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL NO ESTADO DE SÃO PAULO
SINDICATO DOS TRABALHADORES DA USP – UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO/SP -SINTUSP
SINDICATO DOS TRABALHADORES NA EMPRESA DE CORREIOS E TELÉGRAFOS DO VALE DO PARAIBA/SP
SINDICATO DOS SERVIDORES DO PODER JUDICIÁRIO FEDERAL EM ALAGOAS
SINDICATO DOS TRABALHADORES DO JUDICIÁRIO FEDERAL E MPU NO MARANHAO
SINDICATO DOS TRABALHADORES NA INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO E DO MOBILIARIO DE BELEM/PA
SINDICATO SERVIDORES DA SAÚDE DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE
SINDICATO DOS MUNICIPÁRIOS DE STA BARBARA DO SUL/RS
SINDICATO DOS EMPREGADOS NO COMERCIO DE PASSO FUNDO/RS
SINDICATO DOS EMPREGADOS NO COMERCIO DE SANTA CRUZ DO SUL
SINDICATO DOS TRABALHADORES NAS IND. DE CIMENTO, CAL, GESSO E CERÂMICA DO MUNIC. DE ARACAJÚ/SE
SINDICATO DOS MUNICIPAIS DE STA BÁRBARA, BARÃO DE COCAIS E CATAS ALTAS (SINDICABASA) MG
SINDICATO DOS SERVIDORES PÚBLICOS DE MONTE CARMELO E REGIÃO MG
SERVIDORES PÚBLICOS DE SANTA CRUZ MG
SINDICATO DOS TRABALHADORES EM EDUCAÇÃO DA REDE PÚBLICA MUNICIPAL DE BH (SINDREDE BH)/MG
SINDSAÚDE – SUBSEDE CONTAGEM/MG
SINDICATO DOS SERVIDORES ATIVOS E INATIVOS DE TRÊS PONTAS/MG
SINDICATO DOS TRABALHADORES EM EMPRESAS DE ASS. PESQ. PER. INF E CONG DE MG (SINTAPPI)
SINDICATO DOS TRABALHADORES EM SEG SOCIAL, SAÚDE, PREV, TRAB E ASS SOCIAL EM MG (SINTSPREV)
SINDICATO DOS SERVIDORES PÚBLICOS MUNICIPAIS DE BETIM (SINDSERB) MG
SINDICATO DOS TRABALHADORES NAS INDÚSTRIAS DE CARNES. DERIV. CONG NO EST. DE MG
FEDERAÇÃO SINDICAL E DEMOCRÁTICA DOS TRABALHADORES METALÚRGICOS DE MINAS GERAIS MG
SINDICATO DOS TRABALHADORES NAS INDÚSTRIAS GRÁFICAS DE JORNAIS E REVISTAS NO EST DE MG (STIG)
SINDICATO DOS TRABALHADORES DA SAÚDE DE BH E REGIÃO (SINDEESS)/MG
SINDICATO DOS TRABALHADORES DA SAÚDE DE DIVINÓPOLIS/MG
SINDICATO DOS TRABALHADORES DA SAÚDE DE FORMIGA/MG
SINDICATO DOS TRABALHADORES DA SAÚDE DE ITAJUBÁ/MG
SINDICATO DOS SERVIDORES PÚBLICOS MUNICIPAIS DE JUAZEIRO DO NORTE/CE
SINDICATO DOS METALÚRGICOS E OF. MECÂNICAS E MAT. ELÉTRICO DE ITAÚNA E REGIÃO/MG
SINDICATO DOS METALÚRGICOS E OF. MECÂNICAS E MAT. ELÉTRICO DE PIRAPORA/MG
SINDICATO DOS METALÚRGICOS E OF. MECÂNICAS E MAT. ELÉTRICO DE SÃO JOÃO DEL REI/MG
SINDICATO DOS METALÚRGICOS E OF. MECÂNICAS E MAT. ELÉTRICO DE GOV VALADARES/MG
SINDICATO DOS METALÚRGICOS E OF. MECÂNICAS E MAT. ELÉTRICO DE ARAXÁ/MG
SINDICATO DOS METALÚRGICOS E OF. MECÂNICAS E MAT. ELÉTRICO DE BARÃO DE COCAIS/MG
SINDICATO DOS METALÚRGICOS E OF. MECÂNICAS E MAT. ELÉTRICO DE DIVINÓPOLIS E REG/MG
SINDICATO DOS METALÚRGICOS E OF. MECÂNICAS E MAT. ELÉTRICO DE ITABIRA/MG
SINDICATO DOS METALÚRGICOS E OF. MECÂNICAS E MAT. ELÉTRICO DE ITAJUBÁ E REG/MG
SINDICATO DOS METALÚRGICOS E OF. MECÂNICAS E MAT. ELÉTRICO DE OURO PRETO/MG
SINDICATO DOS METALÚRGICOS E OF. MECÂNICAS E MAT. ELÉTRICO DE PATOS MINAS/MG
SINDICATO DOS METALÚRGICOS E OF. MECÂNICAS E MAT. ELÉTRICO DE VÁRZEA PALMA/MG
SINDICATO METABASE INCONFIDENTES/MG
SINDICATO DOS TRABALHADORES INDÚSTRIA CERÂMICAS MONTE CARMELO/MG
SINDICATO DOS TRABALHADORES TÊXTEIS DE SÃO JOÃO DEL REI/MG
SINDICATO DOS TRABALHADORES TÊXTEIS DE PIRAPORA/MG
SINDICATO DOS TRABALHADORES PÚBLICOS MUNICIPAIS DE JACAREÍ/SP
SINDICATO DOS TRABALHADORES DA INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO CÍVIL E DO MOBILIÁRIO/RR
SINDICATO DOS TRABALHADORES DO SERVIÇO PÚBLICO MUNICIPAL DE ALAGOINHAS/BA
SINDICATO DOS TRABALHADORES NA INDÚSTRIA DO PETRÓLEO/PA, AM, MA, AP
SINDICATO DOS TRABALHADORES NA INDÚSTRIA DO PETRÓLEO/AL, SE
FEDERACAO DEMOCRATICA DOS AGRICULTORES FAMILIARES E EMPREENDEDORES RURAIS/PE
FEDERAÇÃO DOS EMPREGADOS RURAIS/PE
SINDICATO INTERMUNICIPAL AGENTES COMUM. SAÚDE COMBATE ÀS ENDEMIAS DA REG MATO GRANDE/RN
SINDICATO DOS SERVIDORES PUBLICOS FEDERAIS EM TRABALHO, SAUDE, PREVIDÊNCIA/PR
SINDICATO DOS SERVIDORES PÚBLICOS MUNICIPAIS DE CAPELA/SE
ADMAP – ASSOCIAÇÃO DEMOCRÁTICA DOS APOSENTADOS E PENS. DO VALE DO PARAÍBA/SP
FETEERJ se soma à luta em defesa da greve da educação
Jornalista: Luis Ricardo
A Federação dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino do Estado do Rio de Janeiro (FETEERJ) e os Sindicatos dos Professores (Sinpros) manifestam total apoio à greve dos(as) profissionais da educação das escolas públicas do Distrito Federal. Em uma atitude típica de governos autoritários, o Governador do Distrito Federal (GDF) recusou-se a negociar com o sindicato e, ainda antes do início da greve, acionou o Tribunal de Justiça para declarar a paralisação ilegal e impor multa ao Sinpro. A Justiça local acatou o pedido e determinou uma absurda penalidade de R$ 1 milhão por dia de greve — uma decisão desproporcional e intimidatória.
Para a FETEERJ e os Sinpros, a greve no Distrito Federal é legítima e necessária, uma resposta à política de abandono da educação pública.
Articulação Sindical do Rio divulga nota de apoio à greve
Jornalista: Maria Carla
A Articulação Sindical do Rio de Janeiro (ArtSind) divulgou nota em que manifesta seu apoio à greve dos professores(as) e orientadores(as) educacionais do Distrito Federal. Na nota, a entidade reconhece que, diante do cenário de desvalorização da educação e de ataques aos direitos trabalhistas, os(as) profissionais(as) da educação resistem com coragem diante das medidas autoritárias do Governo do Distrito Federal (GDF) e afirma que a mobilização revela a urgência de um diálogo sério e respeitoso com a categoria.
Apoios como este fortalecem o movimento paredista, ampliam sua legitimidade e ajudam a consolidar uma rede de solidariedade nacional. Esses apoios mostram também que a luta por uma educação pública de qualidade e por condições dignas de trabalho não pertence apenas a professores(as) e orientadores(as) educacionais do DF — é uma luta de toda a sociedade brasileira, comprometida com o futuro do país. Confira a nota a seguir:
NOTA DE APOIO DA ARTICULAÇÃO SINDICAL DO RIO DE JANEIRO AOS PROFESSORES EM GREVE DO DISTRITO FEDERAL
A Articulação Sindical do Rio de Janeiro vem a público manifestar total apoio e solidariedade à greve dos professores e professoras do Distrito Federal, que enfrentam com coragem e firmeza o descaso do Governo do Distrito Federal (GDF) para com a educação pública e seus trabalhadores.
Antes mesmo de a greve começar, em 2 de junho, o GDF, em uma atitude autoritária, recorreu ao Tribunal de Justiça, que declarou a ilegalidade do movimento e impôs ao Sinpro-DF uma multa absurda de R$ 1 milhão por dia — uma decisão desproporcional e intimidatória.
No entanto, o Sinpro-DF obteve no Supremo Tribunal Federal (STF) a suspensão da multa, em decisão do ministro Flávio Dino, que afirmou: “A imposição de penalidade nesse patamar configura violação ao entendimento firmado pela Suprema Corte na ADI nº 5.941.”
Nós, da Articulação Sindical do RJ, repudiamos a criminalização da luta justa dos trabalhadores. É inaceitável que educadores — pilares da formação cidadã e social — sejam tratados com desprezo, tenham salários congelados, enfrentem condições precárias de trabalho e lidem com um governo que se recusa ao diálogo.
A greve é legítima! É a resposta à negligência, à desvalorização e ao ataque sistemático a direitos conquistados após décadas de luta. Educação não é gasto: é investimento. E não há futuro sem quem educa!
Ilegal não é a greve dos educadores, que lutam por uma educação pública de qualidade — como garante a Constituição Federal, a educação é um direito de todos e todas! Ilegal é a política de governos neoliberais, como o GDF, contra o ensino público e seus professores.
Neste momento, cada ato de resistência dos professores do DF ecoa por todo o país. Sabemos que nenhuma conquista veio sem luta — e é com unidade, combatividade e mobilização que venceremos.
Do Rio de Janeiro, nos unimos ao coro que exige:
✔ Negociação já! ✔ Valorização dos profissionais da educação! ✔ Respeito aos trabalhadores e à escola pública!
Seguiremos firmes! Porque lutar não é crime — é um dever de quem não aceita a injustiça.
Articulação Sindical do Rio de Janeiro Junho de 2025
Aula pública no Congresso debate financiamento e justiça racial dia 10/6
Jornalista: sindicato
Na próxima segunda-feira, 10 de junho, às 16h, o Plenário das Comissões da Câmara dos Deputados será palco de uma aula pública que coloca em debate um dos temas mais estratégicos — e pouco compreendidos — da política brasileira: o financiamento da educação pública. Com o título “Educação no Brasil: quem decide, como funciona e como é financiada”, a atividade integra o terceiro módulo do curso “Educar para Reparar”, iniciativa que une formação cidadã, incidência política e combate às desigualdades raciais.
A aula será ministrada pela professora Olgamir Amância Ferreira, da Universidade de Brasília (UnB), referência nacional em educação e direitos humanos. O evento marca um momento raro em que o Congresso Nacional será ocupado por vozes comprometidas com a justiça social e racial, reunindo educadores, gestores públicos, parlamentares e representantes de movimentos sociais.
“Compreender os mecanismos de financiamento é fundamental. A primeira questão é que não é uma escolha aleatória e, sim, feita a partir de uma intencionalidade, de uma definição política que está diretamente relacionada a uma concepção de educação”, explica Olgamir Amância.
Uma questão de intencionalidade
Para Olgamir, o debate sobre orçamento público não pode ser dissociado das lutas por direitos. Segundo ela, a maneira como os recursos são alocados na educação brasileira revela intencionalidades históricas de exclusão.
“Há uma intencionalidade de manter as desigualdades sociais e raciais. Isso confirma, eu diria, a afirmação do Darcy Ribeiro de que a crise da educação brasileira não é uma crise, é um projeto”, reforça a pesquisadora, citando o educador e político brasileiro que foi um dos responsáveis pela criação da Universidade de Brasília, na década de 1960, tendo sido seu primeiro reitor.
A frase de Darcy Ribeiro resume uma crítica contundente: o investimento aquém do necessário, destinado a quem mais precisa da educação pública, ou seja, as populações negras e pobres, não se dá por acaso.
“Os investimentos em educação no Brasil, ao longo da história, são sempre muito menos que os necessários para a implantação, a manutenção e o desenvolvimento do sistema educacional. As pessoas que acessam essa educação recorrentemente são os setores sociais menos abastados, são os filhos e as filhas dos trabalhadores e trabalhadoras, alijados da sociedade e pauperizados. Também são setores marcadamente formado por pessoas negras, porque a pobreza no Brasil tem cor”, completa Olgamir Amância.
Educação e combate ao racismo: uma pauta urgente
Além de discutir o orçamento, a aula pública irá reforçar a importância de uma Educação Antirracista como estratégia estruturante para enfrentar desigualdades.
“Não basta negar o racismo. É preciso combatê-lo. E isso começa por uma educação que desnaturalize suas estruturas e valorize os saberes afro-brasileiros e afrodiaspóricos no currículo escolar”, defende Olgamir.
Para a professora, promover uma educação antirracista é também reconhecer a potência do conhecimento produzido por populações historicamente marginalizadas, colocando essas epistemes no centro da formação de todos os brasileiros.
Com mais de 30 anos de trajetória em Ensino de Ciências, Olgamir Amância Ferreira foi decana de extensão da UnB e liderou fóruns nacionais como o Forproex e o COEX/Andifes. Autora e organizadora de diversas obras sobre educação, ciência e direitos humanos, como “Extensão Universitária e Direitos Humanos no Brasil” (Editora Habitus, 2024) e “Mulheres e Meninas na Ciência” (FAU, 2024), entre outros livros e dezenas de artigos. É também líder do Grupo de Pesquisa “Insurgências”, que investiga práticas pedagógicas emancipatórias.
Formação cidadã com incidência política
Realizado pelo Grupo de Pesquisa Pensamento Negro Contemporâneo (UFSB) e pela UNEGRO – União de Negros e Negras pela Igualdade, com apoio da SECADI/MEC, o curso Educar para Reparar oferece uma formação gratuita e online voltada a cidadãos, educadores e gestores públicos interessados em atuar por uma educação com justiça racial. Além dos conteúdos digitais, encontros presenciais vêm sendo realizados em diferentes cidades do país, como Porto Alegre, São Paulo e, agora, Brasília. As próximas serão Salvador e Porto Seguro, no Sul da Bahia.
“Educar para Reparar é um curso para ensinar o Brasil a ser justo”, afirma o professor Richard Santos, da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), coordenador do projeto. “Nosso objetivo é formar cidadãs e cidadãos que compreendam como o dinheiro público é planejado, aplicado e fiscalizado, e como essa compreensão pode se converter em ação transformadora”, revela Santos.
Para Richard, o curso responde a uma urgência histórica: “No Brasil de 2025, país marcado por desigualdades históricas e profundas, o projeto surge como uma iniciativa inédita e urgente. É uma resposta à necessidade de transformar a educação em ferramenta concreta de justiça, democracia e cidadania”, destaca.
O professor ressalta ainda que o racismo atua também como força estruturante nas decisões orçamentárias. “O racismo não é apenas uma violência simbólica. É um sistema que organiza o orçamento público, que distribui (ou nega) direitos e que naturaliza o abismo social brasileiro. Por isso, Educar para Reparar nasce da urgência de fazer da educação um instrumento de reequilíbrio das contas históricas de um país que foi fundado sobre a injustiça”, afirma Richard Santos.
A formação, segundo ele, alia teoria crítica, escuta comunitária, rodas de diálogo e letramento orçamentário popular, buscando romper com a lógica que fala ‘sobre’ os sujeitos populares, mas não ‘com’ e ‘a partir’ deles. “Nosso curso reconhece o Brasil como um território em disputa, e entende que disputar o orçamento é disputar o futuro. Munidos de conhecimento, podemos tensionar a lógica excludente das políticas públicas e construir alternativas baseadas na equidade, na dignidade e na justiça”, espera o coordenador.
A expectativa é que a aula no Congresso reforce o diálogo entre sociedade civil e poder público. Estão previstas as participações de figuras como o ministro da Educação, Camilo Santana, a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, e a deputada federal Sâmia Bomfim (PSOL-SP), titular da Comissão de Educação da Câmara.
Cultura como resistência
A programação contará ainda com uma apresentação da Batalha da Escada, iniciativa criada na UnB em 2015, que se tornou a maior batalha de RAP em universidades do país. A batalha é reconhecida como projeto de extensão e disciplina universitária, simbolizando a força da cultura hip hop como ferramenta pedagógica e política da juventude negra.
O Sindicato dos Trabalhadores em Telecomunicações do Distrito Federal (Sinttel-DF) também manifestou total apoio aos(às) professores(as) e orientadores(as) educacionais da rede pública de ensino, em greve desde o dia 2/6. Em nota pública, o sindicato lembra das lutas da categoria magistério público, que reivindica a reestruturação da carreira, aumento do salário base, melhores condições de trabalho nas escolas, tudo em busca de uma educação pública de qualidade.
O Sinttel ainda lembra que o momento é de união e apoio aos(às) educadores(as) da capital federal e à educação pública.
O Sindicato das Professoras(es) e Funcionárias(os) de Escola do RS (CPERS) manifestou apoio à greve da educação do DF. Em nota publicada na quarta-feira, o sindicato gaúcho expressa apoio irrestrito ao movimento paredista brasiliense, ao mesmo tempo em que repudia as tentativas do governo Ibaneis-Celina de intimidar a categoria com judicialização e multas absurdas.
A nota do sindicato conclui afirmando que “O CPERS caminha lado a lado com o SINPRO/DF, em cada sala de aula fechada em resistência, em cada ato público, em cada voz que se levanta por uma educação pública de qualidade e pelo reconhecimento efetivo de quem faz a educação acontecer.”
A ação do CPERS fortalece a lista de entidades de todo o Brasil que se solidarizam à categoria do magistério do DF.
Em mais uma manifestação de solidariedade e apoio que o Magistério público do DF recebe, a APP Sindicato, do Paraná, expressou total apoio à greve da rede pública de educação do DF. O Sindicato dos(as) professores(as) e funcionários(as) de escola do Paraná.
A nota do sindicato paranaense lembra que a decisão do magistério do DF pela greve é “medida necessária para defender seus direitos diante da omissão do governo no atendimento às reivindicações por salário, valorização e melhorias na educação pública.”
A nota afirma ainda que “A truculência do governo é acentuada quando decide pela proibição do exercício do direito à greve, por meio de judicialização e imposição de multas e penalizações à categoria e ao Sindicato. Uma afronta ao direito de organização sindical”.
Leia a íntegra da nota do APP Sindicato
A APP-Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Paraná expressa total apoio à greve das professoras e dos professores da rede pública de Educação do Distrito Federal, iniciada no dia 2 de junho de 2025, categoria representada pelo SINPRO-DF.
Ao decidir pela realização da greve, a categoria a faz como medida necessária para defender seus direitos diante da omissão do governo no atendimento às reivindicações por salário, valorização e melhorias na educação pública.
A greve é direito assegurado na Constituição Federal, que também garante à classe trabalhadora a livre a associação profissional e sindical como instrumento de luta e defesa de seus interesses frente às arbitrariedades do Estado.
A truculência do governo é acentuada quando decide pela proibição do exercício do direito à greve, por meio de judicialização e imposição de multas e penalizações à categoria e ao Sindicato. Uma afronta ao direito de organização sindical.
As perdas impostas aos trabalhadores e às trabalhadoras da Educação são consequência de medidas governamentais de descumprimento de direitos legalmente instituídos como fruto de lutas históricas em todo o País. Passam pela campanha salarial, carreira, condições de trabalho e de resistência da própria Educação Pública.
A APP-Sindicato manifesta apoio e solidariedade à categoria no DF, com o desejo de que a greve e as negociações garantam o atendimento da pauta e fortalecimento da Educação Pública.
O Sindicato dos trabalhadores de empresas e órgãos públicos e privados de processamento de dados, serviços de informática, similares e profissionais de processamento de dados do DF (SINDPD-DF) publicou em seu site nota de apoio à greve da educação do DF.
A nota, que se soma às várias manifestações de apoio à categoria do Magistério no DF, abre lembrando que “quando direitos são desrespeitados, a educação é sucateada e o diálogo é ignorado, a greve se torna um ato de coragem e compromisso com o futuro.”
O texto do SINDPD-DF aponta o governador Ibaneis Rocha e a vice-governadora Celina Leão como os verdadeiros culpados pela greve da educação, que “ainda tentam criminalizar um movimento legítimo e amparado pela Constituição.”
Na nota, o sindicato afirma entender que “a luta por educação pública, gratuita e de qualidade é também nossa luta. Somos profissionais de TI, muitos de nós com filhos nas escolas públicas, com familiares na rede de ensino, com consciência de que sem educação, não há futuro, nem progresso tecnológico, nem justiça social.”
SindMetrô/DF envia à diretoria do Sinpro carta de apoio à greve da educação
Jornalista: Letícia Sallorenzo
Após manifesto em sua conta do Instagram, a diretoria do SindMetrô/DF, o sindicato dos metroviários do Distrito Federal enviou carta em solidariedade à diretoria do Sinpro-DF.
A carta de solidariedade, assinada por Renata Campos Strafacci, da Secretaria de Relação sindical, lembra que não tem sido fácil conseguir valorização do governo Ibaneis-Celina, e que os funcionários do Metrô/DF “tem vivido já em condições difíceis por falta de investimentos para melhorar a qualidade dos serviços prestados pelo Distrito Federal, seja ele na educação, transporte, saúde, entre outros.”
Na conclusão, a diretoria do SindMetrô/DF se põe à disposição do Sinpro e manifesta apoio ao movimento paredista, “reforçamos que a luta de vocês é justa e sensata”.
As manifestações de apoio do SindMetrô somam-se à corrente de solidariedade de inúmeras entidades sindicais e da sociedade civil para o movimento paredista do magistério público distrital.