Sinpro é convidado para debater a educação pública na Rádio Sinttel

A Rádio Sinttel, programa criado pelo Sindicato dos Trabalhadores em Telecomunicações do DF, trará para a mesa de debate a mobilização dos(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais por reajuste salarial. Para falar sobre esta pauta foi convidada a diretora do Sinpro Luciana Custódio. O programa será nesta sexta-feira (14), às 11h, com transmitido pelas redes sociais do Sintell e reprise às 22h, na TV Comunitária.

Além da mobilização feita pela categoria magistério público, que há oito anos está com seus salários congelados, o programa também abordará a luta por melhores condições de trabalho nas escolas públicas do DF; a onda de violência praticada por terroristas em várias unidades escolares do país; além de assuntos ligados à educação pública da capital federal e do Brasil. O presidente do Sintell, Brígido Roland Ramos, afirma que o assunto é de interesse da sociedade como um todo. “Debater este tema relacionado à educação, não somente no Distrito Federal, mas em todo o Brasil, é uma prioridade da Rádio Sinttel, e por isto colocamos esta pauta no nosso programa”, ressalta.

Nota de pesar – Antônio Valdir Martins Silva

É com grande pesar e tristeza que o Sinpro informa o falecimento do educador Antônio Valdir Martins Silva, ocorrido nesta terça-feira (11). Professor de Matemática no Centro de Ensino Médio 01 de Planaltina, Antônio Valdir faleceu aos 52 anos de idade em decorrência de complicações devido à anemia falciforme.

Todo empenho e esperança trazidos por ele nos deixa a certeza de que a luta vale à pena. Sua morte deixará familiares, amigos(as) e companheiros(as) de magistério saudosos(as), mas também materializa um legado sólido pelo direcionamento de uma educação pública de qualidade para todos e todas.

O velório será nesta quarta-feira (12), na Capela Templo do Cemitério Campo da Esperança de Planaltina, das 7h30 às 9h30. O sepultamento ocorrerá às 10h.

O sindicato presta toda solidariedade aos familiares e amigos(as) neste momento de grande dor.

Antônio Valdir, Presente!

Projeto de cinema exibe quatro curtas-metragens nesta segunda (20)

O cineclube Cine Joaquim convida os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais para mais uma encontro nesta segunda-feira (10), às 20h, com a exibição de quatro curtas-metragens. O encontro será no espaço cultural Teatro dos Ventos, em Águas Claras, e a entrada é franca. Os filmes serão exibidos com legendas descritivas para os surdos e ensurdecidos.

O maior destaque da sessão será o curta Professora Domingas, um importante resgate da história desta educadora que, lecionando em Brasília em plenos “anos de chumbo”, nunca deixou de militar politicamente e chegou a sofrer represálias do governo ditatorial. Na hora do debate, o cineclube contará com a presença de Tereza Eleutério, historiadora que dirigiu a obra juntamente com IBeatriz Santana, Jorge Rodrigo e Antonio Laurindo. Também serão exibidos os filmes A Morte Branca do Feiticeiro Nefro, de Rodrigo Ribeiro-Andrade, A Voz e o Vazio: a Vez de Vassourinha, de Carlos Adriano, e República do Mangue, de Julia Chacur, Priscila Serejo e Mateus Sanches Duarte.

O Cine Joaquim é um cineclube que acontece de forma voluntária desde 2019, exibindo filmes brasileiros e do Distrito Federal uma vez por semana. Com curadoria variada e debates informais depois de cada projeção, ele é um espaço onde cinéfilos, leigos e realizadores podem se encontrar para conhecer e discutir o cinema nacional. Em 2023, o projeto conta pela primeira vez com recursos do Fundo de Apoio à Cultura e está preparando uma programação especial, com uma presença ainda maior de realizadores locais e investimentos em acessibilidade.

 

Serviço:

Mais informações: instagram.com/cinejoaquim/    

Entrada franca.

Classificação indicativa da sessão: 12 anos

Dia e horário: 20/03 (segunda-feira), às 20h.

Local: Teatro dos Ventos (Águas Claras, Rua 19 Norte, edifício Duo Mall, loja 05).

Professor da rede concorre ao Prêmio Ibest de maior criador de conteúdo educacional

O que começou como um suporte para os(as) alunos(as) do Centro Educacional Incra 8, com aulas práticas e objetivas de gramática e redação, ficou sério e se transformou em uma plataforma com mais de 110 mil inscritos no Youtube. O sucesso do canal Gramática com Laércio colocou o professor, agora lotado no CEF 25 de Ceilândia, Laércio Ferreira dos Santos, como um dos indicados ao Prêmio iBest na categoria de maiores criadores de conteúdo educacional.

O educador, mestre em Educação e Tecnologia pela Universidade de Brasília (UnB), explica que em 2018 criou o canal e com o tempo a plataforma foi crescendo bastante. Hoje, além dos alunos do DF, vários outros países passaram a assistir às aulas disponibilizadas pelo Youtube.  Com esse crescimento Laércio foi chamado pelo Youtube Brasil e pelo Google para fazer parte dos Edutubers (grupo de professores(as) que ajudam alunos(as) por meio de vídeo-aulas na plataforma).

Laércio Ferreira explica que o canal ajuda diversos(as) alunos(as) de escolas públicas a estudarem conteúdos de maneira prática e objetiva. “Durante a pandemia, várias escolas utilizaram os meus vídeos nas plataformas educacionais para ajudarem os alunos. Além dos alunos, vários professores pedem ajuda em relação aos conteúdos de gramática e redação e também dicas de como gravar aulas para ajudar seus estudantes”.

Os 114 criadores de conteúdos educacionais estão concorrendo ao Prêmio Ibest e a categoria pode ajudar o professor a conquistar este prêmio. Para votar basta clicar aqui e escolher a Gramática com Laércio como melhor plataforma de conteúdo educacional. As votações se encerram em maio.

 

 

Eduardo Heringer: adolescente, autista e compositor

Na semana em que celebramos o dia mundial de consciência do autismo, o Sinpro traz a história de Eduardo Heringer. Ele tem 17 anos e é aluno do segundo ano do ensino médio do CEM 804 do Recanto das Emas.

Eduardo é autista. E artista. Se hoje ele tem um canal no youtube onde compartilha suas composições, o caminho até aqui foi bem difícil. “Eu não conseguia falar com ninguém, e hoje estou aqui num palco cantando”, afirma Eduardo. confira o vídeo abaixo.

A mãe de Eduardo, Nádia Heringer, conta que o filho falou aos 4 anos. Também demorou a andar, foi alfabetizado mais tarde, e desde cedo, junto com o diagnóstico de autismo, os médicos lhe diziam que seu filho dificilmente iria progredir nos estudos, pois teria uma limitação muito grande, então não conseguiria acompanhar as atividades, não teria vida social, seria um menino que precisaria do apoio dela para sempre, pois não conseguiria ter autonomia.

Ela sempre estimulou o filho a se superar. Recentemente, foi com o filho ao jogo do Vasco da Gama no estádio Mané Garrincha.  Aguentou firme o incômodo com altura e com o excesso de barulho, e aprendeu que, uma vez superado o medo, vem a diversão e o prazer de ver o time do coração em campo.

Ele é vascaíno, foi ao Mané Garrincha assistir ao jogo do Vasco. Ele estava com medo de altura e da multidão, mas ao lado da mãe ele conseguiu.

O estímulo da mãe encontrou eco na Sala de Recursos do CEM 804, para onde Eduardo foi cursar o ensino médio, no ano passado.

“Eduardo chegou na escola muito acuado e amedrontado. Uma de suas características é a insegurança com o excesso de barulho. Mas nós percebemos seu talento musical”, conta a professora da sala de recursos do CEM 804 Silvana Cristina Vieira.

Os professores Renato Ribeiro, de Educação Física, e Guilherme Freitas, de inglês, criaram um grupo de música na escola. Foi Silvana quem levou o tímido Eduardo do primeiro ano a participar com os meninos, que na maioria estavam no terceiro ano. “Ele não tinha nem coragem de falar com os colegas. Mas a evolução ao longo dos meses trouxe um entrosamento muito especial entre os membros da banda, que concorreu no festival de música da regional de ensino e ganhou um prêmio”, lembra Silvana.

Parabéns ao Eduardo, à mãe do Eduardo e a todos os profissionais da educação do CEM 804 do Recanto das Emas, que juntos atuam na formação de cidadãos para a sociedade brasileira.

A rede distrital de educação é repleta de histórias que refletem a competência e o preparo dos e das profissionais de nossa categoria na formação de cidadãos e cidadãs capazes e conscientes. Você tem uma história assim? Envie para imprensa@sinprodf.org.br que a gente publica!

Confira o canal do Eduardo Heringer no Youtube 

Documentário mostra sofrimento e luta do povo palestino

A Federação Árabe Palestina do Brasil (FEPAL) promoveu, no dia 30 de março, no auditório do Sinpro (SIG), a exibição do documentário Palestina – Fragmentos de uma história, produzido por Marcelo Freire, Waldson Almeida, Jean Carlos e Christian Rizzi, e a exposição do repórter fotográfico Christian Rizzi. As fotos e as filmagens foram colhidas durante o período em que eles estavam na Palestina, em 2019.

A atividade, que celebra o Dia da Terra Palestina, teve como objetivo pressionar pelo fim das atividades do Fundo Nacional Judeu. Em 1948, quando 750 mil palestinos foram expulsos de suas casas por milícias sionistas, formadas por estrangeiros recém-chegados à Palestina, para que Israel pudesse nascer, suas propriedades foram transferidas para esse fundo, que desde então financia a venda de terras exclusivamente para judeus. Todos os anos esta data é relembrada em atos, por palestinos e defensores dos direitos humanos, para reforçar o repúdio à ocupação e para defender o Boicote, Desinvestimento e Sanções (BDS). Como o nome já diz, este é um movimento que pressiona o mundo todo e os organismos internacionais a bloquearem investimentos em Israel, a exemplo do que levou ao fim do regime de segregação racial na África do Sul, conhecido como Apartheid, investimentos que, invariavelmente, acabam financiando a violência de Estado.

Segundo a FEPAL, o povo palestino está sofrendo, isolado pela ocupação, refém de um bloqueio econômico que impede a entrada de recursos e fragiliza seu sistema de saúde interno. “E é em um momento de calamidade como esse, em que todos os povos civilizados estreitam seus laços de solidariedade, que fica ainda mais evidente a brutalidade do isolamento e do apartheid”.

Confira abaixo algumas fotos e vídeos tirados durante o evento.

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Sinpro promove seminário de formação antirracista

No dia 11 de abril, às 19h, a sede do Sinpro recebe o primeiro Seminário de Formação do caderno É Preciso Ser Antirracista, lançado em novembro do ano passado e disponível em PDF aqui.

As inscrições para o Seminário de Formação já estão abertas e vão até o dia 10 de abril. CLIQUE AQUI PARA FAZER A INSCRIÇÃO. O seminário é voltado exclusivamente para sindicalizados(as). “Formação antirracista é o que determinam as diretrizes da lei 10.639/2003 – que inclui o ensino de história e cultura afro-brasileiras nos currículos oficiais”, lembra a coordenadora da secretaria de raça e sexualidade do Sinpro, Márcia Gilda.

A formação será realizada pelos organizadores do caderno, o professor Adeir Ferreira Alves e as professoras Aldenora Conceição de Macedo e Elna Dias Cardoso.

O caderno “É Preciso ser antirracista: caderno de apoio para práticas pedagógicas de enfrentamento e combate ao racismo na escola” traz informações importantes, como:  dispositivos legais que respaldam, orientam e determinam o trabalho antirracista na escola; datas importantes para a luta antirracista; expressões racistas que devem ser extintas; e conceitos importantes dos estudos antirracistas.

Além disso, o caderno traz diversas sugestões para se trabalhar o combate ao racismo dentro das salas de aula, nas diversas disciplinas; e orientações para desenvolver práticas pedagógicas de reconhecimento e valorização das contribuições da população negra. “Os objetivos desse trabalho são: oferecer uma ferramenta didática; ser um suporte teórico-conceitual; atender à lei 10.639/2003 como instrumento de capacitação; e oferecer conteúdo qualificado com linguagem acessível”, explica o professor Adeir Ferreira Alves, um dos autores da publicação. “Quero agradecer, em nome da equipe técnica, pela parceria com a Secretaria de Raça e Sexualidade do Sinpro-DF, pela oportunidade de propor uma prática de educação antirracista e de combate ao racismo institucional”, ele destaca.

MATÉRIA EM LIBRAS

Debate sobre reciclagem, geração de emprego e renda acontece hoje (31)

Para debater o tema “Reciclar gera emprego e renda”, Rosilene Corrêa (TVCom-DF) recebe Aline Sousa (que esteve presente na posse e entregou a faixa presidencial ao presidente Lula), presidenta da Cencoop-DF; Márcia Kumer (Observatório de Inclusão); Gilza Lúcia (Sinpro-DF) e Eduardo Araújo (Bancários-DF). O debate acontece hoje (31), ao vivo, às 18h.

 

 

Publicada a circular da SEE-DF com orientações para reposição do dia 14

Foi publicada no dia 24 de março a circular nº 24/2023 SEE/GAB/AESP, com orientações sobre a reposição da paralisação do dia 14 de março.

Assinado pelo secretário executivo da SEE-DF, Isaías Aparecido, o documento informa os dias disponíveis no calendário escolar para reposição das aulas: 1º/4, 15/4, 6/5, 20/05, 27/05, 03/06, 17/06 e 24/06. As unidades escolares devem escolher uma dessas datas e oferecer atividades presenciais aos estudantes.

As CREs devem encaminhar à SUPLAV/DIAC/GPOF, impreterivelmente até o dia 31/3 a relação das unidades escolares que realizarão a reposição do dia letivo, e qual a data escolhida para tal.

A circular é resultado da negociação entre a comissão do Sinpro e a SEE-DF, confirme informado na última sexta-feira.

Qualificação de Doutorado debate o Novo Ensino Médio em três regiões do Brasil

A professora doutora Edileuza Fernandes Silva convida os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais para apresentação da qualificação do projeto de doutorado de Maria Alessandra Moulin nesta quinta-feira (30), às 14h, na Faculdade de Educação (Sala Atos). A doutoranda trabalha com o tema (Re)Configurações curriculares para a oferta de itinerário formativo no Novo Ensino Médio em redes de ensino públicas das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste do Brasil, e a banca será realizada, também, de forma virtual pelo link https://conferenciaweb.rnp.br/webconf/sala-de-reuniao-01-do-nte (senha: 8e80flcc). 

O projeto de pesquisa, sob a orientação da Profª Drª Edileuza Fernandes, orienta-se pelo objetivo de analisar as propostas para os IF do Novo Ensino Médio (NEM) contemplados nas propostas curriculares das redes de ensino públicas destas três regiões, tendo o intuito de ampliar o debate e contribuir para maior compreensão sobre a Reforma do Ensino Médio e a política que o embasa. As pesquisadoras ressaltam que essa etapa da educação básica ainda carece de uma identidade que considere o protagonismo dos(as) jovens e uma proposta curricular mais integrada e articulada aos interesses e necessidades desses sujeitos.

No campo político, o ensino médio tem sido foco de políticas governamentais, muitas ligadas ao currículo e na busca de atender à perspectiva mercadológica. Pretende-se, com o estudo, realizar uma análise crítica que abarque as prescrições curriculares planejadas pelas redes de ensino, procurando desvelar as articulações entre o plano micro (visão dos sujeitos envolvidos) e o plano macro (a política que fundamenta o currículo, sua construção e sua execução).

O projeto integra o conjunto de produções científicas em desenvolvimento no Grupo de Estudos e Pesquisa sobre Trabalho Docente, Didática e Organização do Trabalho Pedagógico (Prodocência), no âmbito do Programa de Pós-Graduação da Faculdade de Educação da Universidade de Brasília (UnB), na Linha de Pesquisa: Profissão Docente, Currículo e Avaliação (PDCA).

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