Lançamento da Frente Parlamentar Mista pela Reestatização da Eletrobrás acontece nesta quarta (22)

A capital federal sediará o Encontro Nacional da Plataforma Operária e Camponesa da Água e Energia. Nesta terça-feira (21), os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais estão convidados(as) a participar do Encontro Nacional da Plataforma, das 8h30 às 18h, na Casa de Retiro Assunção (Quadra 611, Via L2 Norte – Asa Norte).

Já na quarta-feira (22) acontece, na Câmara dos Deputados, o lançamento da Frente Parlamentar Mista pela Reestatização da Eletrobrás. O evento será realizado no Auditório Freitas Nobre, localizado no subsolo do Anexo IV da Casa, às 17h, e tem como objetivo ampliar a discussão sobre a retomada do controle acionário da Eletrobrás pelo governo federal e garantir ao povo brasileiro segurança energética, soberania nacional e modicidade tarifária. A atividade será coordenada pelo deputado federal Alencar Santana (PT-SP) e vai contar com a presença de representantes do Coletivo Nacional dos Eletricitários (CNE), movimentos populares, entidades sindicais e trabalhadores do sistema Eletrobrás.

Participe!

 

Serviço:

Seminário: “Perspectivas da luta pela água no Brasil” e lançamento do livro: “Mercantilização da água: análise da privatização do saneamento de Teresina-PI”.

Data: 22 de março de 2023

Endereço: Auditório Freitas Nobre – Câmara dos Deputados, a partir das 8h30

Informações: _secretaria@atingidos.org

 

📲: https://www.instagram.com/p/Cp5gv-IuZi6/?igshid=YmMyMTA2M2Y=

 

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Estudante da rede pública pede ajuda para representar o Brasil no Campeonato Mundial de Cheerleading, nos EUA

A história de Vitória Passos de Souza se confunde com a de várias outras estudantes, que lutam para realizar um grande sonho. Moradora do Itapuã e aluna do Centro de Ensino Médio Setor Leste, Vitória foi convocada para representar a Seleção Brasileira de Cheerleading no campeonato mundial da modalidade, que será realizado no mês de abril em Orlando, nos Estados Unidos. Agora, ela precisa da sua ajuda para chegar lá e fazer bonito na competição.

Sem patrocínio e condições de arcar com as despesas, a estudante do ensino médio precisa comprar as passagens aéreas, além de dinheiro para hospedagem, inscrições para participar do campeonato, uniforme de competição, além de alimentação no período em que estiver participando do torneio.

Qualquer ajuda é bem-vinda e os(as) interessados(as) em colaborar podem transferir qualquer quantia pelo PIX da própria estudante (61) 99536-7666).

Circuito Patrimonial Arte e Cidade abre agendamento para escolas

Neste mês de março, professores e coordenadores do ensino básico podem inscrever turmas para o Circuito Patrimonial Arte e Cidade, que será realizado no Espaço Cultural Renato Russo (508 Sul) e na super quadra modelo 308 sul, entre os dias 04 e 30 de abril, e viver experiências na obra DE VER CIDADE, Brasília Numa Caixa de Brincar, criada pelo coletivo de artistas Entrevazios. As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas neste link aqui. A previsão de atendimento é de pelo menos 1.400 estudantes de escolas públicas.

O projeto oferece transporte para escolas que não dispõem de recursos. A experiência conta com audiodescrição da obra completa, tradução e interpretação em libras para uma visita mediada mediante agendamento, e está em local preparado para receber pessoas com mobilidade reduzida.

 

Brasília, 63 anos de história

Em 21 de abril, Brasília completa 63 anos de história e, para celebrar a capital, crianças e adolescentes podem mergulhar em uma experiência artística e educativa com as paisagens de Brasília. O Circuito Patrimonial Arte e Cidade leva o público por meio de trajetos mediados na cidade-patrimônio e de interações com uma obra de arte, estudantes de escolas públicas do Distrito Federal terão a oportunidade de conhecer a cidade e criar vínculos com os bens culturais que compõem a área de tombamento da capital. 

O evento é proposto pela Mediato, uma instituição que atua na área de mediação artística e cultural, a iniciativa tem como propósito conectar as escolas aos bens culturais da cidade. Uma equipe de educadoras guiará as turmas em um percurso criativo pela superquadra 308 Sul, momento em que os estudantes poderão conhecer a história e as curiosidades do Plano Urbanístico de Brasília. Na sequência, entrarão em contato com a obra DE VER CIDADE, Brasília Numa Caixa de Brincar, instalada no Espaço Cultural Renato Russo. A iniciativa conta com apoio do Fundo de Apoio à Cultura (FAC/DF).

 

Assista a uma ação do Circuito Patrimonial Arte e Cidade:

 

SERVIÇO

Agendamento Circuito Patrimonial Arte e Cidade

Data: de 15 de março até esgotarem as vagas

Link para inscrição: https://www.mediato.art.br/agendamento

Informações: @mediato.art  (no Instagram)

Diálogos entre Psicogênese, Alfabetização e Ludicidade

A CRE Sobradinho e professores(as) de diversas escolas da região participaram de um evento denominado “Diálogos entre Psicogênese, Alfabetização e Ludicidade”, nessa quinta-feira, dia 16. O projeto busca, através de estudos e criação de recursos didáticos, promover a alfabetização das crianças como meta para reduzir as desigualdades educacionais.

O encontro ofereceu um percurso formativo que busca potencializar o planejamento educacional das escolas, contribuindo com ações focadas na redução de desigualdades educacionais. Professores e professoras dialogaram sobre aprendizagens, acolhimento, avaliação diagnóstica, psicogênese, ludicidade e eixos integradores do BIA (Bloco Inicial de Alfabetização), com o objetivo de recompor e acompanhar a aprendizagem das crianças.

No evento, a Escola Classe Córrego do Arrozal disponibilizou estratégias lúdicas para fortalecer o atendimento das crianças em sala de aula. Foi uma troca de experiências muito rica, com vistas a garantir o direito à aprendizagem de todos os estudantes, pautando-se pelo currículo em movimento da SEDF.

O encontro aconteceu no teatro de Sobradinho, e contou com a presença da professora Anete Cardoso, especialista em alfabetização, ludicidade e letramento. Veja abaixo algumas fotos do encontro.

 

Fotos: Deva Garcia

Estudante da Sala de Recursos do CEM 01 do Guará lança “Simulacra – O livro”

Gabriel Dionísio, estudante que escreveu o livro. Foto: Arquivo pessoal/Divulgação

 

Gabriel Dionísio Cravo venceu muitas barreiras que se interpuseram em seu caminho para traçar uma trajetória acadêmica. Apesar dos empecilhos, ele passou pelas dificuldades com tanto esmero que conseguiu expressar seu talento ao escrever um livro. Estudante da rede pública de ensino do Distrito Federal, ele é atendido na Sala de Recursos do Centro de Ensino Médio 01 do Guará (CEM 01) porque é diagnosticado como pessoa com TEA (Transtorno do Espectro Autista).

 

 

Gabriel Dionísio, estudante que escreveu o livro, e a professora de português Rita de Cássia. Foto: Arquivo pessoal/Divulgação

Com o apoio da escola, dos(as) professores(as) e da família, Gabriel superou limitações e, no auge de sua adolescência, com seus 16 anos, escreveu seu primeiro livro, intitulado “Simulacra – O livro”. Com 139 páginas, a história é baseada em jogo homônimo da websérie de Rafael Lange (Cellbit). Na obra, o estudante do 3º Ano do Ensino Médio trabalha com os gêneros literários terror e suspense de investigação.

Conta a história de uma personagem principal que encontra um celular de alguém na porta de seu apartamento e resolve olhar o conteúdo do telefone. Com isso, depara-se com um vídeo estranho por meio do qual descobre que o celular pertence a uma mulher cujo nome é Ana e que ela manda uma mensagem estranha, pedindo para não irem ao encontro dela.

 

Isso desperta a curiosidade da personagem principal, que passa a acessar os aplicativos do aparelho para encontrar pistas sobre o local em que Ana se encontra e outras informações sobre ela. “Ana é personagem secundária, porém, é ela que dá mote à história. Ela traz toda a temática da perseguição e da descoberta de todos os dados”, explica a professora Rita de Cássia de Almeida Rezende, a Ritinha, professora de português, que revisou a obra.

 

 

 

Mestra e doutoranda em Educação, a professora Ritinha colaborou com a produção de Gabriel e conta que o objetivo do conteúdo é proporcionar o prazer da leitura e o gosto pelo desvendamento de mistérios. “Gabriel é brilhante,  sabe se posicionar sobre os assuntos do mundo e tem uma criticidade gigantesca. Como TEA, ele tem suas limitações, mas estas não o impediram de escrever um livro. Ele gosta também da parte técnica das produções de filmes e séries”, conta.

 

 

Ritinha afirma que a escola pública do DF representa papel preponderante nesse enredo de vida de desafios de Gabriel Dionísio porque “a escola pública é acolhedora e valoriza as potencialidades dos estudantes de um modo geral e, quando são atendidos nas Salas de Recursos, o trabalho feito com os estudantes ajuda, ainda mais, o desenvolvimento deles e delas”.

 

A mãe de Gabriel tentou fazer uma vaquinha para promover a publicação do livro. Mas não conseguiu. Atualmente, a escola e a família do estudante procuram parceria para a publicação da obra.

 

 

Brasília, Brinquedo de Ler leva arte-educação a escolas do Guará e Taguatinga

Um núcleo de arte-educadores vai oferecer na EC 07 do Guará, na EC 42 de Taguatinga e na EC 19 de Taguatinga uma experiência divertida, instigante e cidadã com a apresentação do espetáculo “Brasília, Brinquedo de Ler”. A Expedição Brinquedo de Ler é um projeto artístico multilinguagem que reúne teatro, arte-educação e artes gráficas, que será desenvolvido para estudantes do Ensino Fundamental 1.

A partir da poética da expedição, que vai da preparação até a imersão em uma aventura, três trilhas contemplarão o público participante: a Trilha da Fruição, Trilha da Experienciação e a Trilha da Materialização. O projeto acontece dentro das escolas e essa “viagem” se dá entre o espaço real e o espaço inventado durante a aventura lúdica.

Trilha da Fruição – A ideia aqui é desfrutar, de ter prazer de uma apreciação significativa sobre as artes em suas multilinguagens. É aqui que se dá uma investigação, já desdobrada pela Tríade Brinquedo, sobre as estratégias de encantamento do público, sempre convidado a confiar (fiar juntos) nas poéticas estruturantes da Expedição. Nesta etapa o projeto contará com apresentações mediadas do espetáculo autoral da Tríade, “Brasília, Brinquedo de Ler”, que traz na sua história reflexões e imaginações sobre a criação de uma cidade. São dois personagens: Lucito e Leleta, que vão brincar com seus sonhos e inventar uma cidade nova. Todas as apresentações serão antecedidas e precedidas por mediações em arte educação com as artistas e arte-educadoras do projeto.

Trilha da Experienciação – É o encontro da equipe de artistas e arte-educadoras do projeto com estudantes e a comunidade escolar para viver experiências coletivas e dinâmicas de conhecer, contemplar, aventurar, inventar, sentir, registrar, memorizar os espaços, lugares e pessoas da escola. Serão realizados jogos de artes gráficas com cartazes e pistas espalhados por toda a escola, além de caminhada guiada pelos próprios alunos para identificar os espaços, memórias, sentimentos que cada cantinho da escola tem. Desse modo, será possível conhecer as histórias que habitam esses cantos, conhecer as pessoas que trabalham na escola, ouvir suas histórias e trocar ideias para expressar sobre tudo isso. Com os olhos instigados para ver e ler o mundo, serão renomeados os lugares e inventar novas organizações espaciais e afetivas na oficina Brinquedo de Ler a Escola.

Trilha da Materialização – Este caminho indica as materialidades produzidas durante toda a expedição. Tudo que se pode registrar, guardar e tocar, enquanto matéria, se dá neste espaço. Nessa fase haverá a criação de um produto audiovisual em curta metragem, bem como mapas afetivos, obras criadas coletivamente com as crianças durante as oficinas e imersões nas escolas. Esses mapas serão uma expressão em artes gráficas dos olhares dos estudantes sobre as escolas que moram na escola: uma síntese imagética lúdica da pluralidade dos afetos das crianças sobre esses territórios públicos de educação.

Todos os locais da escola vão fazer parte da brincadeira: bibliotecas, salas de aula, auditório, quadras de esportes, cozinha e corredores poderão ser utilizados para que a trilha seja divertida e repleta de aprendizado e todos os sujeitos do ambiente escolar (professores, estudantes, funcionários da limpeza, da segurança, da cozinha, coordenadores e diretores) podem ser personagens da aventura, afinal, a Expedição Brinquedo de Ler nas escolas usa os verbos trilhar, brincar e criar como ponto de partida!

 

Os guias da trilha

O projeto “Expedição Brinquedo de Ler” é desenvolvido pela Tríade Brinquedo, uma parceria entre as artistas Ana Flávia Garcia, Elisa Carneiro e Gabriel Guirá, que criaram o coletivo a partir do encontro de suas investigações e interseções em diferentes linguagens, pelas quais compartilham desde 2016.

Ana Flávia Garcia é artista cênica, jogadora-criadora-criatura em palhaçaria, atuação, direção, encenação, dramaturgia e produção. Ativista de longa data em arte-educação, formada em Licenciatura em Artes Cênicas pela UnB, é pesquisadora e desenvolvedora de projetos, ações, mediações e metodologias na tríade arte/política/filosofia com olhos muito atentos às complexidades sociais para compor ações multilinguagem.

Elisa Carneiro é atriz e palhaça natural de Brasília, formada em Bacharelado em Artes Cênicas pela UnB. É uma pesquisadora inquieta, apaixonada e incansável das linguagens e possibilidades da comicidade, buscando desvendar os caminhos da fisicalidade para causar o riso e tocar o coração das pessoas. É uma fera da mímica corporal dramática e suas derivações. Uma das tantas características potentes de seu trabalho é a multiplicidade e versatilidade, transitando entre diversos coletivos e mergulhando em diferentes linguagens, sendo o humor o grande fio condutor dessa trajetória.

Gabriel Guirá é artista gráfico, cênico e literário de Sobradinho, Distrito Federal. Seu trabalho autoral é comumente movido pelas poéticas dos sonhos, memórias e infâncias. De suas criações, destaca-se, pela Tríade Brinquedo, o espetáculo “Brasília, Brinquedo de Ler”, com dramaturgia de sua autoria; obra estreada em 2018 por meio de uma ocupação do Centro Cultural Três Poderes, e selecionada para eventos e publicações, como o Catálogo Dramática Iberoamericana para Infância e Juventude, da Argentina, o 1º Festival de Teatro e Arte-Educação do DF e o 20º Assitej World Congress, em Tokyo.

Este projeto é patrocinado pelo FAC – Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal da Secretaria de Cultura e Economia Criativa – GDF.

 

 

Como baixar o informe de rendimentos no portal do servidor

Já está disponível no portal do Servidor do Governo do Distrito Federal o informe de rendimentos para o preenchimento da sua declaração de imposto de renda. É fácil baixar o documento.

(Dica: abra este post no computador em que você vai fazer a sua declaração, ou num computador que lhe permita imprimir o informe de rendimentos, e siga o passo-a passo)

1) Entre no portal do servidor do DF. –> www.gdfnet.df.gov.br

2) Digite seu CPF e sua senha

 

3) Ao entrar no portal, no menu à esquerda você vai ver a opção “Comprovante de rendimentos”, escrita duas vezes. Clique no link de baixo.

 

4) Clique em “Consultar”.

 

5) Uma nova aba vai se abrir no seu navegador. Nessa aba, estará o documento com o seu informe de rendimentos. Clique em imprimir ou em salvar como PDF.

 

MATÉRIA EM LIBRAS

Professora lança livro e exposição poética no mês de março

Lúcia Boonstra é professora aposentada, formada em Letras e especialista em atendimento aos superdotados. Participou de diversas coletâneas e foi premiada por duas delas (Sem Fronteiras Pelo Mundo – volumes 6 e 7); acaba de lançar o livro Soprados das Gavetas e está em cartaz no foyer da Câmara Legislativa do DF com a exposição Simbiose, em parceria com a fotógrafa Ana Carvalho. É sim uma escritora, uma poetisa, mas é ainda mais: “Sou uma curiosa das palavras e dos sentimentos humanos”, diz.

A exposição Simbiose é composta de 4 poemasfoto e 4 fotospoema, cumprindo o desafio de somar emoções e sensações através da inter-relação entre linguagens artísticas: são fotos inspiradas em poemas e poemas inspirados em fotos. A data de exibição foi prorrogada, e a exposição permanecerá em cartaz até 30 de março. A entrada é gratuita.

Simbiose esteve presente na coletiva do Festival Ouvirandô-Horizontes Vivos/2022, realizada no Consulado Geral do Brasil nos Países Baixos, no Festival de Literatura do mesmo evento, e na Ramsés Shaffi Huis em Amsterdam.

O livro Soprados das Gavetas foi lançado em março pela editora In-Finita, e reúne poemas escritos por Lúcia ao longo de anos. Para adquirir um exemplar, a pessoa interessada deve procurar a autora pelas redes sociais (instagram e facebook), através de mensagens privadas, no perfil @luciaboonstra.

Leia abaixo a entrevista que Lúcia Boonstra concedeu ao Sinpro sobre sua trajetória e sua arte.

 

1- Professora, a senhora se define não como uma escritora ou poetisa, mas sim, como uma curiosa das palavras e dos sentimentos humanos. Aonde essa curiosidade já lhe levou, e onde você espera chegar?

Lúcia: Interessante pergunta. Inclusive, acredito que preciso reescrever esse trecho da minha bio. É preciso lembrar que venho de uma família mineira muito simples, meu pais chegaram a Brasília em 1961 em busca de melhores condições de vida, assim como tantos outros candangos. A educação da época era diferente, principalmente para as meninas.

Nas últimas semanas, tenho me surpreendido com outras leituras, escritoras negras, feministas, ativistas que buscam ser reconhecidas dentro das suas raízes, dentro das suas histórias; com suas denúncias, dores e anseios. Aliadas a essas leituras, venho fazendo outras que promovem o autoconhecimento. Resultado disso é que descubro que há em mim um certo sentimento de desvalorização, um medo de me assumir capaz de ser Escritora, de ser Poetisa!

Entretanto, após o lançamento e a recepção positiva do Soprados das Gavetas posso mudar esta afirmativa. Continuo sendo uma curiosa das palavras, das emoções e dos sentimentos humanos. E, naturalmente, essa curiosidade já me proporcionou experiências interessantes; porque é através dela que vou sendo impulsionada a ler mais, a descobrir o valor das palavras para as pessoas, a forma como elas as usam e, acima de tudo, com quais sentimentos as usam ou quais emoções as palavras suscitam em nós. Todo texto, de alguma forma, tem que nos tocar, principalmente a poesia.

Aonde eu espero chegar? Quero continuar estimulando as pessoas com as palavras… trazendo-lhes reflexões ou despertando emoções. Quero publicar o próximo livro, que será de mini contos. Um misto de histórias engavetadas renovadas.

2- Pode nos contar um pouquinho sobre seu recém-lançado livro Soprados das Gavetas?

Com muito prazer. Durante a pandemia, em 2021, recebi um convite para participar de uma coletânea, Sem Fronteiras pelo Mundo. Como estava trancada em casa e não havia muito o que fazer, decidi participar. Enviei dois poemas que há muito havia escrito. Para minha surpresa, um deles foi agraciado com uma Honra ao Mérito. Fui então entrevistada pela presidente da Rede Sem Fronteiras, responsável pelo projeto editorial da mencionada coletânea e, durante a entrevista, ela reiterou diversas vezes que eu era uma escritora sim. Escritora de gaveta; e que precisava tirar meus escritos de lá. Era uma verdade. Escrevo desde a adolescência, tinha papéis espalhados nas gavetas, dentro de livros e em outros cantos.

Dyandréia Portugal é jornalista e presidente de uma entidade que promove e fomenta a cultura lusófona e a língua portuguesa em mais de 20 países, portanto, eu não tinha como duvidar dela. Passei a ser convidada para participar de outras coletâneas e, então, reuni os poemas engavetados. Hoje eles estão sendo Soprados das Gavetas para o mundo, com muito apreço e carinho. Será lançado na Feira do livro de Lisboa, ainda este ano.

E, no ano passado, convidei uma fotógrafa portuguesa, que reside em Amsterdam, e realizamos a exposição “Simbiose: Poemasfoto e Fotospoema” em dois espaços em Amsterdam: Ramses Shaffi Huis e no Consulado Geral do Brasil. Aqui, em Brasília, convidei a escritora e amiga Almerinda Garibaldi para enriquecer esta amostra, que agora está no foyer da CLDF até dia 30 de março. São 16 quadros, onde as palavras abraçam a imagem e vice-versa. Emoções e palavras em perfeita simbiose. Inclusive, agradeço a Dyandréia Portugal e a todas as colegas da Rede Sem Fronteiras, especialmente aquelas que se fizeram presentes no lançamento do Soprados das Gavetas, no dia 08 de março na CLDF; momento em que celebramos a finissage da Simbiose. Depois, o prazo foi prorrogado e ficará até dia 30 deste mês.

3- Como sua experiência como professora da rede pública, sobretudo na Sala de Recursos, lidando com estudantes superdotados, contribuiu para sua prática de poetisa?

Vou responder a esta pergunta narrando sobre o texto de apresentação do Soprados das Gavetas, que foi escrito por Bruna Ferreira, coordenadora editorial do IPHAN. Ela conta que, quando foi minha aluna, realizou um projeto fotográfico das árvores do Gama. Com as fotos espalhadas na mesa, eu a questionei sobre o nome que daríamos àquela amostra. Ela, com 8 anos, respondeu impetuosamente “Galho para todo lado”. Eu prontamente redargui: Onde está a poesia neste título?

Cada um dos meus alunos contribuiu para a minha construção como pessoa que sou, e é esta pessoa que foi capturando fragmentos de histórias, de alegrias, de tristezas, de decepções e de tantas outras emoções e transformando-as em poesias. É o que faço até hoje. Conheço pessoas, me relaciono com elas, procuro vê-las e, então, escrevo.

Falando ainda da minha relação com os alunos, não posso deixar de mencionar que o capista e diagramador, criador de toda a arte do Soprados das Gavetas e as demais a ele relacionadas, é um ex-aluno, também da Sala de Recursos. Sávio Gerardo, publicitário, coordenador de marketing. Aproveito o ensejo para agradecer a ele e a Bruna Ferreira pelo carinho e atenção que me prestaram nesse percurso do Soprados das Gavetas.

EC 10 de Planaltina realiza a Semana da Inclusão

Ampliar o conhecimento dos funcionários e corpo docente da escola, promover o respeito e a diversidade no ambiente escolar, combater a discriminação e a intolerância e também promover o debate na comunidade para assegurar a consolidação da Educação Inclusiva. A Escola Classe 10 de Planaltina trabalhou todos esses aspectos com toda a comunidade durante a Semana Distrital de Conscientização e Promoção da Educação Inclusiva em Alunos com Necessidades Educacionais Especiais (ANEEs), de 6 a 10 de março.

Ao chegarem à escola no começo da semana especial, os estudantes e os pais de alunos foram recebidos com uma faixa na entrada onde se lia o slogan do evento: “Sou diferente, sou…somos iguais em nossas diferenças!”. A professora Rosa Calazans, da sala de recursos, e a equipe gestora da escola, também receberam a todos.

O corpo docente da EC10 de Planaltina participou de formação com professoras da SEE-DF sobre Deficiência Visual e Transtorno do Espectro Autista (TEA) e a prática em sala de aula.

No dia 8 de março, dia Internacional da Mulher, sob o tema Empoderamento Feminino de pessoas com deficiência “MULHER DEFICIENTE”, o evento contou com a participação da mãe cadeirante de uma aluna, que conversou com as crianças e respondeu às perguntas feitas por elas. 

Todas as atividades pedagógicas foram elaboradas e desenvolvidas para trabalhar a conscientização dos estudantes de forma lúdica. Houve exibição de filmes, rodas de conversa, entrevistas, contação de histórias e confecção de cartazes e murais. Na conclusão da Semana da Inclusão, alunos, professores, servidores, pais e responsáveis e ainda algumas professoras da CRE de Planaltina participaram do Abraço AMAR. A coordenadora da regional de ensino de Planaltina, professora Raíssa, também participou desse abraço à escola.

Pai de professora da rede pública precisa de doadores de sangue com urgência

A doação de sangue é um gesto de amor e salva muitas vidas diariamente. O Sinpro vem a público pedir à categoria a doação de sangue para o pai da professora Adriana, da Sala de Recurso da Escola Classe 09.

Internado na UTI e fazendo tratamento oncológico, o pai de Adriana está com hemorragia interna, precisando, urgentemente, de 17 doadores de sangue de qualquer tipo sanguíneo. Os(as) doadores(as) precisam ser aptos(as) para doação e, ao fazerem o gesto de solidariedade, devem dizer o nome do paciente que precisa do sangue. No caso, o sangue é para Benedito Xavier dos Santos.

A doação é feita entre 7h e 12h30, no Banco de Sangue de Brasília, localizado à SGAS 915 – Asa Sul, 2º Subsolo. Centro Clínico Advence – Sala 22 – Rua da LBV (próximo ao Hospital DF Star). O telefone de lá é (61) 3011-7531 / (61) 996323648.

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