UnB promove Encontro Nacional de Jogos e Atividades Lúdicas no ensino de Química, Física e Biologia

O Programa de Pós-Graduação em Pesquisa em Educação da Universidade de Brasília está promovendo o Encontro Nacional de Jogos e Atividades Lúdicas no Ensino de Química, Física e Biologia (JALEQUIM), que será realizado no Instituto de Química da UnB. O evento será realizado entre os dias 02 e 04 de novembro com diversas atividades, palestras, minicursos e apresentações de trabalhos.

O Encontro é um evento científico que teve início em 2014, em Goiânia, e vem acontecendo bienalmente com a participação de estudantes, professores(as) e pesquisadores(as) da área lúdica de todo o país. A abertura das inscrições ocorrerá no dia 13 de março, no site da UnB, com preço promocional para os(as) professores(as) da educação básica.

O JALEQUIM voltará a ser presencial depois de uma edição remota devido à pandemia. O evento visa congregar a utilização do lúdico em diversos contextos no ensino de Ciências, seja na proposição de jogos para a sala de aula, ou como campo de pesquisa, aspectos metodológicos do jogo, o lúdico na educação ambiental ou até aspectos epistemológicos do jogo. Esta edição ainda traz como novidade uma nova área temática relacionada a Gênero e Interseccionalidade.

Nota de pesar | Emília Dulce Florentino de Faria

Na madrugada deste sábado, 11 de março, a rede pública perdeu uma grande educadora: faleceu a professora Emília Dulce Florentino de Faria, aos 66 anos, vítima de câncer.

Paraibana de Campina Grande, Emília chegou ao Distrito Federal em 1979. Embora fosse também engenheira agrônoma de formação, sempre se dedicou à educação, encontrando ali sua vocação e sua paixão. Acreditava que da educação dependem as mudanças que a sociedade precisa.

Emília estava aposentada, e começou sua trajetória na Educação no DF em São Sebastião. Também lecionou no Varjão, Aspalha, Escola Classe 407 Norte e Escola Classe 411 Norte. Por onde passou, deixou amigos e sua marca de amor pelo ensino.

Deixa três filhas e o marido, Marcos Terena, líder e militante da causa indígena no Brasil.

O velório de Emília Dulce será neste sábado (11), de 16h a 18h, na capela 4 do Cemitério Campo da Boa Esperança.

A diretoria colegiada do Sinpro lamenta profundamente a perda de Emília, e se solidariza com a dor da família e dos amigos. Seu legado permanecerá forte nos corações daqueles que a conheceram.

Professora Emília Dulce: presente!

Projeto celebra o papel dos contadores de histórias e dos idosos na preservação da nossa cultura e história

O projeto Chá Literário: Cirandas e Histórias na Terra das Memórias celebra o papel dos contadores de histórias e dos idosos na preservação da nossa cultura e da nossa história. De 20 a 24 de março, na Biblioteca Nacional de Brasília (BNB), o Grupo Paepalanthus, composto por Rose Costa, Simone Carneiro, Míriam Rocha e Aldanei Menegaz, convida professores(as) e orientadores(as) educacionais a embarcarem em uma jornada literária e musical ao lado do mestre sanfoneiro Sivuquinha de Brasília.

Com esta pegada, os(as) interessados(as) serão envolvidos(as) por versos pulsantes, cirandas encantadas, contos e causos contados por mulheres, em homenagem aos valiosos guardiões da nossa cultura e história. O grupo Paepalanthus de contadoras de histórias reunirá idosos de instituições de várias cidades do DF para celebrar a literatura, a música, a cultura e as memórias. A intenção é valorizar e homenagear o papel desses indivíduos na preservação da nossa memória social.

Para Aldanei Menegaz, integrante do Grupo, “o Chá Literário é uma oportunidade de interação entre idosos em meio a magia proposta pelas histórias e cirandas, uma forma de acessar o imaginário e reviver o encantamento de forma lúdica e espontânea”, ressalta Aldanei, complementando que após a sessão de contos e cirandas os(as) idosos(as) serão convidados(as) a participar de um chá de confraternização ao som da sanfona do mestre Sivuquinha.

 

Serviço:

Chá Literário – Cirandas e Histórias na Terra das Memórias

Local:  Biblioteca Nacional de Brasília – BNB (Complexo Cultural da República – próximo à Rodoviária)

Data: 20 a 24/03, segunda a sexta, às 10h e 14h30 (20/03 – às 14h30, 21/03 – às 10h e 14h30, 22/03 – às 14h30, 23/03 – às 10h e 14h30 e 24/03 – às 10h)

Entrada franca.

Classificação indicativa livre.

Informações: Simone Carneiro (61) 996496422 – Aldanei Menegaz (61) 98419-9203.

Ampliação da licença paternidade deve ser uma luta de todos os homens

Criada em 1943 pelo então presidente Getúlio Vargas, a Licença Paternidade dava ao pai direito a 1 dia de recesso remunerado após o nascimento do filho. Passados 45 anos, este direito foi atualizado junto com a Constituição Cidadã de 1988, passando agora para os atuais 5 dias corridos. Mesmo diante desta conquista, a ampliação da licença paternidade deve ser uma luta de todos os homens, além de outros grupos que, hoje, são esquecidos pela justiça.

No artigo Ampliação da licença paternidade deve ser uma luta de todos os homens o professor da rede pública de ensino do DF Guilherme Amorim aborda esta questão, que merece um debate mais aprimorado e um acirramento na luta pelo respeito a este direito, que é constitucional. Esta pauta também faz parte da luta travada pelo Sinpro no decorrer dos anos, a exemplo da reivindicação da licença maternidade para as professoras em contrato temporário.

O sindicato, por meio da Secretaria de Assuntos Jurídicos, já recorreu à justiça para reverter casos de professores temporários que tiveram o direito a licença paternidade negado. Faz parte da luta do Sinpro a judicialização de casos como este, com o objetivo de garantir o respeito ao direito do servidor, quer seja ele efetivo ou temporário.

Para tentar avançar ainda mais, o Sinpro tem solicitado que professores recorram à justiça para ampliar a quantidade de dias deste benefício, assim como com os casos de licença maternidade do contrato temporário e com a estabilidade provisória das professoras temporárias.  

Confira abaixo o artigo na íntegra:

 

Ampliação da licença paternidade deve ser uma luta de todos os homens

 

Por Guilherme Amorim

 

A licença paternidade tem sua origem em 1943, quando o então presidente Getúlio Vargas havia criado a CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas) e junto com ela, uma variedade de leis que “protegiam” o trabalhador. Segundo a referida lei, o pai teria direito a 1 dia de[1] recesso remunerado após o nascimento da criança. Lembremos que antes da CLT não havia nada que assegurasse pelo poder do Estado proteção à mãe, pai ou recém-nascido, salvo pequenas exceções de categorias profissionais que conquistaram convenções coletivas a parte.

Passados 45 anos, a licença paternidade foi “atualizada”, junto com a Constituição Cidadã de 1988 passando agora para os atuais 5 dias corridos[2]. Um verdadeiro ganho para a época, acompanhado com outras conquistas sociais importantes para o conjunto da classe trabalhadora.

Avaliamos que leis tratados e acordos representam os costumes e a ideologia de um tempo e espaço. Nesse sentido, não é segredo que os cuidados com filhos historicamente recaem sobre a responsabilidade da mãe, auxiliada, por vezes pela vó, tias, primas, enfim as mulheres. E o papel do homem se restringe ao de provedor do lar. Alimentando o infinito ciclo do machismo

Por outro lado, felizmente nossa sociedade vem dando passos firmes no sentido da inclusão, do diálogo e combate a práticas discriminatórias e machistas. Nesse sentido se faz urgente que os tratados e legislações sejam atualizados ou avancem em questões que priorizem o aumento da qualidade de vida em todos os aspectos.

Por isso, propomos que as autoridades, órgãos competentes revejam a atual legislação sobre o tema e considere os seguintes pontos:

1º A OMS (Organização Mundial da Saúde) recomenda que; “o estado possibilite Total apoio à Criança e mãe nos cuidados de saúde, entre outras recomendações incentivo ao envolvimento do parceiro participando de consultas, por exemplo além de dar apoio a mulher e cuidar do recém-nascido fechar “.[3]

2º Os atuais 5 dias são insuficientes para que o pai possa minimamente auxiliar a esposa em caso de parto por cesárea, visto que a recuperação mínima varia de 10 a 15 dias. Neste intervalo de tempo, os movimentos da mulher ficam restritos. Resultando novamente na necessidade de recorrer a auxílios de terceiros, muitas vezes de outras mulheres.

3º Estudos médicos apontam que até os 6 anos de vida, as crianças estão em pleno desenvolvimento psicossocial, neste sentido, a presença paterna é fundamental para um melhor aprendizado de questões afetivas. Cuidados na primeira infância garantem jovens e adultos melhores.

4º Segundo estudos do IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) [4]cerca de 48% das famílias brasileiras são chefiadas por mulheres. Isso quer dizer que, em algum momento estas mulheres passaram por um divórcio, separação ou simplesmente os companheiros abandonaram a família – o chamado aborto parental -. Nestes casos, negligenciar a licença paternidade só reforma a cultura dos cuidados maternos e femininos.

Por fim, as reflexões aqui apresentadas demonstram, de forma simplificada que, nossa sociedade necessita revisitar alguns aspectos da legislação trabalhista, pois desde sua primeira versão, o mundo e nosso país passaram por grandes e intensas transformações. Parte considerada destas mudanças foram protagonizadas por homens e mulheres que ousaram em contestar o status quo de seu tempo e propuseram o que parecia difícil ou impossível. Cabe a nós, ousarmos também e encampar essa importante mudança para o bem e progresso de nossa sociedade.  

[1] https://www.guiatrabalhista.com.br/tematicas/Licenc-pater-e-ferias.htm

[2] https://www2.camara.leg.br/legin/fed/conadc/1988/constituicao.adct-1988-5-outubro-1988-322234-publicacaooriginal-1-pl.html

[3] https://www.paho.org/pt/noticias/30-3-2022-oms-pede-atencao-qualidade-para-mulheres-e-recem-nascidos-nas-primeiras-semanas

 

[4]https://www.google.com/search?q=lares+brasileiros+sao+chefiados+por+mulheres&rlz=1C1GCEA_enBR983BR983&oq=lares+brasileiros+sao+chefiados+por+mulheres&aqs=chrome..69i57.7377j0j7&sourceid=chrome&ie=UTF-8

Nota de falecimento – Anna Paula Carvalho

A educação pública do Distrito Federal perdeu uma de suas grandes entusiastas. É com grande tristeza e pesar que a diretoria do Sinpro informa o falecimento da professora Anna Paula Carvalho nesta quinta-feira (09), aos 50 anos de idade.

Professora por muitos anos do Jardim de Infância da 312 Norte, Anna Paula havia acabado de se aposentar e deixa como legado o amor incondicional pelo magistério, da luta incessante por uma educação de qualidade, além do vazio no coração de familiares, amigos, colegas e de milhares de estudantes. Todos os anos, pais e mães perguntavam se a professora Paulinha daria aulas para seus filhos, tamanho era o amor que os(as) alunos(as) tinham por ela. Doce, alegre, forte, sensível, amiga, profissional e dona de um comprometimento com o outro e com a educação, ela era exemplo por onde passava.

A educação pública perde uma lutadora, mas ficam os exemplos e toda a história que ela plantou em anos de magistério, além do carinho enraizado em corações e mentes de tantos brasilienses.

A educadora será cremada e tão logo tenhamos o dia e o horário da cerimônia, informaremos em nossa página e nas redes sociais do sindicato.

O Sinpro se solidariza com os familiares e todos que fizeram parte da vida desta guerreira neste momento de tanta dor.

Anna Paula Carvalho, presente!

 

Brasília reunirá profissionais da Educação de todo o país em encontro; inscreva-se

Os interessados em participar da “V Conferência Nacional de Alternativas para Outra Educação (Conane) – A Conane da Esperança” têm até esta sexta-feira (10) para realizar a inscrição. O evento ocorre até domingo (12) na Faculdade de Educação da Universidade de Brasília (UnB), em Brasília-DF. Acesse conanenacional.com.br/conane2023 e garanta a inscrição.

O encontro reúne profissionais da Educação de todo o país. A programação conta com lançamento de livros, exibição de filmes, sarau cultural, apreciação de projetos, apresentações culturais, palestra e rodas de conversa.

Entre os temas debatidos estão Inclusão e Anticapacitismo nas Escolas, Educação Antirracista, A Educação Básica no Brasil: presente e futuro e De mãos dadas a esperançar, Jornada da individuação e educação, Rede de proteção escola-comunidade, Cultura de paz nas escolas, Aprendizagem com a natureza, Cursinho popular – alternativas para uma educação transgressora e outros.

Os 50 primeiros estudantes de Pedagogia da UnB ficam isentos da taxa de inscrição. A gratuidade vale também para os estudantes de Ensino Médio, aos que recebem o benefício de Assistência Estudantil e ao responsável por Projeto Educacional selecionado.

Há ainda descontos para demais grupos. Os valores cobrados são apenas para custear as despesas do evento.

Serviço:
V Conferência Nacional de Alternativas para Outra Educação
Data: 10 a 12 de março
Local: Faculdade de Educação – Universidade de Brasília (UnB) – Brasília/DF
Inscrições: conanenacional.com.br/conane2023

EAPE oferece curso sobre Cidadania Digital na Educação

A Subsecretaria de Formação Continuada dos Profissionais da Educação (EAPE) está abrindo o prazo para inscrição no curso Cidadania Digital na Educação. O curso é voltado para professores(as), orientadores(as) educacionais e servidores(as) não docentes, com carga horária de 180h, composto de 09 encontros ao longo do ano e atividades assíncronas via plataforma Moodle. As inscrições podem ser feitas até o dia 13 de março pelo site www.eape.se.df.gov.br.

Cidadania digital é o uso da tecnologia de forma responsável. Envolve os direitos e os deveres de todos aqueles que navegam no mundo virtual, além de ser direito e dever de todos(as) saber usar corretamente as inovações tecnológicas que surgem ao nosso redor. Portanto, é fundamental que essa discussão chegue à escola, a fim de que os(as) estudantes passem utilizar as tecnologias de maneira ética e segura, compreendendo as relações assimétricas que as grandes empresas de tecnologia adotam, como modelo de negócio, atualmente via plataformas digitais “gratuitas”.

Entre os tópicos que serão debatidos estão ciberativismo; cyberbullying; direitos autorais; fake News; Inteligência Artificial; modulação comportamental algorítmica; segurança de dados; racismo algorítmico; plataformas digitais; sextorsão e estupro virtual, além do fomento a utilização de softwares livres e recursos educacionais abertos. Neste sentido, a proposta da formação Cidadania Digital na Educação traz luz a esse debate por meio de debates, textos, documentários e atividades que fomentam a discussão dessas temáticas entre a comunidade escolar.

Inscrições abertas para o projeto Maria da Penha Vai à Escola

Já estão abertas as inscrições para o projeto Maria da Penha Vai à Escola, atividade desenvolvida pela Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF) em parceria com o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) e a Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus). Os(as) interessados(as) em participar do programa podem se inscrever até o dia 13 de março pelo site https://sigeape.se.df.gov.br/app_Login/.  

O objetivo do projeto é proporcionar formação continuada a professores(as), orientadores(as) educacionais e interessados(as) a fim de produzir e compartilhar conhecimento nas áreas de combate/prevenção à violência doméstica e familiar contra as mulheres, Lei Maria da Penha e encaminhamento à rede de proteção. Durante a programação, serão abordados temas sobre A Lei Maria da Penha: aspectos gerais, âmbito de atuação e medidas protetivas de urgência; A rede de proteção às mulheres em situação de violência doméstica e familiar; O papel da escola no combate às violências de gênero e Violência Doméstica e Familiar contra as mulheres; e Teorias de gênero e violência contra as mulheres.

Além disto, os(as) educadores(as) poderão analisar o papel da escola na rede de proteção às mulheres e no atendimento inicial aos casos de violência doméstica e familiar contra as mulheres; conhecer a legislação de proteção às mulheres, inclusive as Medidas Protetivas de Urgência, e suas aplicabilidades nos casos concretos identificados no ambiente escolar; conhecer as principais teorias de gênero e de violência doméstica e familiar contra as mulheres e o papel da escola no reconhecimento, prevenção e combate destas violências; conhecer as redes de proteção às mulheres no DF, em especial aquelas relacionadas com o ambiente escolar da SEEDF; e conhecer e aprofundar-se na Lei Maria da Penha e seu histórico no contexto da luta dos movimentos feministas.

A carga horária será de 90h, com 14 encontros presenciais + síncronos, sendo 18 horas indiretas e 30 horas online.

 

Confira abaixo a programação completa:

 

23/03  

Encontro 01 – Apresentação do curso, da formadora e da turma (síncrono)

30/03  

Encontro 02: Aula: Gênero e Violência contra as mulheres. (síncrono)

13/04

 

 

Encontro 03: Gênero e currículo em movimento. Apresentação da Proposta de Prática Reflexiva da Aprendizagem Desenvolvida –PRAD e questões administrativas e pedagógicas/AVA (presencial)

20/04

 

 

Encontro 04: Aula: Lei Maria da Penha” (síncrono).

 

27/04

 

 

Encontro 05: Lei Maria da Penha: aspectos gerais e medidas protetivas de urgência (síncrono)

 

04/05

 

 

Encontro 06: Lei Maria da Penha e o currículo em movimento. (presencial)

 

11/05

 

 

Encontro 07: Aula  O papel dos profissionais de educação na rede de proteção do DF” (síncrono)

 

18/05

 

 

Encontro 08: Acompanhamento da Prática Reflexiva da Aprendizagem Desenvolvida – PRAD (síncrono)

 

25/05

 

 

Encontro 09: A rede de proteção às mulheres: a violência contra mulheres sob a perspectiva do modelo ecológico (presencial)

 

01/06

 

 

Encontro 10: Semana Maria da Penha na EAPE: Proteção para adolescentes e jovens. (síncrono).

 

15/06

 

 

Encontro 11 – Violência contra mulheres: o papel da escola (presencial)

 

22/06

 

 

Encontro 12 Aula A Lei Maria da Penha e práticas educativas.

 

29/06

 

 

Encontro 13 – Apresentação das Práticas de Reflexão das Aprendizagens desenvolvidas – PRAD (presencial)

 

06/07

 

 

Encontro 14 – Encerramento do curso (síncrono)

 

Projeto Vivências Tecno-criativas oferece residência criativa para jovens da rede pública de ensino

A disponibilidade de uma residência criativa para jovens com vulnerabilidade social da rede pública de ensino na cidade do Gama chega à terceira edição, agora com o apoio do Rotary Club do Gama. O projeto Vivências Tecno-criativas tem como foco oferecer a estes(as) jovens conhecimento em ferramentas tecnológicas de novas mídias com o objetivo de entrarem no mercado de trabalho. Os(as) interessados(as) podem se inscrever pelo site https://vivencias-tecno.gitlab.io/. O projeto é gratuito e as inscrições estarão abertas até o dia 31 de março.

O projeto será realizado em duas etapas. Na primeira, os(as) jovens residentes passarão por processos formativos, por meio de oficinas, mentorias e consultorias, a fim de desenvolver habilidades técnicas em novas tecnologias computacionais de mídia, como fotografia e vídeo, e tecnologias emergentes, como impressão 3D, corte a laser e eletrônica. Na segunda etapa os participantes terão uma imersão criativa com o objetivo de organizar uma intervenção criativa e coletiva no espaço público da cidade do Gama.

As atividades do projeto acontecerão de forma híbrida, com encontros presenciais totalizando 8 horas semanais e algumas atividades remotas para completar a carga horária semanal de 10 horas. O projeto pretende atuar em uma escala micro, atendendo apenas seis jovens, sendo duas vagas exclusivas para candidatos(as) autodeclarados(as) pretos(as) que se encontram em situação de vulnerabilidade social. Para esses(as) candidatos(as), haverá ajuda de custo para transporte e alimentação.

Para obter mais informações sobre o projeto e as edições passadas, visite o site https://vivencias-tecno.gitlab.io/.

Graça Ramos lança o livro “O Apagamento de Volpi: presença em Brasília”

Fatos importantes e relevantes sobre o desaparecimento dos afrescos de Alfredo Volpi na Igrejinha de Fátima, na 308 Sul, motivaram a historiadora da arte e jornalista Graça Ramos a escrever o livro O Apagamento de Volpi: presença em Brasília. A obra, fruto de grande investigação, será lançada pela escritora no dia 14 de março, a partir das 18h, no Gentil Café (CLS 410, Bloco B, loja 36).

Por meio de uma extensa pesquisa em acervos públicos e privados sobre os primeiros anos da capital federal, Graça joga luz sobre os fatos que antecederam e levaram ao desaparecimento dos afrescos pintados por Alfredo Volpi nas paredes da Igrejinha de Fátima da 308 Sul. O evento retratado no livro envolveu o arquiteto Oscar Niemeyer, o ex-presidente Juscelino Kubitschek e a Igreja Católica.

Apenas quatro anos após serem feitos, os afrescos pintados por Alfredo Volpi nas paredes da Igrejinha foram lixados e as paredes receberam uma camada de tinta, em 1962. Desaparecia ali a obra concebida pelo pintor que ousou transgredir os cânones da Igreja Católica e colheu, em troca, o apagamento de sua arte. A publicação, que consolida a trajetória de Graça Ramos como pesquisadora da história da capital federal, destaca o papel cumprido pela Igreja Católica nesse enredo que levou à raspagem da pintura de Volpi das paredes da edificação inovadora projetada por Oscar Niemeyer.

As vozes religiosas que se insurgiram contra o traço volpiano, tachando-o de infantil e transgressor, pesavam no ambiente político da época. Juscelino Kubitscheck desdobrava-se em gestos de cordialidade com os líderes católicos para fazer avançar o processo construtivo de Brasília. Com uma rica coleção de imagens históricas que iluminam um recorte pouco conhecido da obra de Volpi, a publicação surpreenderá os leitores com a reprodução de fotogramas do documentário “Brasília – A cidade da Alvorada”, dirigido por Torgny Anderberg, com fotografia de Kalle Bergholm. É o resgate possível dos afrescos idealizados pelo pintor que se consagraria nas décadas seguintes.

A curadora e pesquisadora da arte Fernanda Lopes, que assina o prefácio da publicação, ressalta que o livro abre um novo flanco de investigação e reflexão sobre a obra de Volpi, bem como a de uma rede mais complexa e menos oficiosa sobre a criação de Brasília. “Um trabalho fundamental para todos aqueles pesquisadores, estudiosos e interessados não só na história das artes visuais no Brasil, como também na maneira como um debate estético e histórico se estabelece, em suas revelações e apagamentos, entre os agentes do campo, suas instituições, os críticos e o público”, afirma em seu texto a historiadora.  E completa: “É importante chamar atenção para o retrato mais amplo, em suas dimensões política e social, que Graça habilidosamente constrói a partir de sua investigação sobre Volpi”.

O arquiteto e professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de Brasília Eduardo Pierrotti Rossetti analisa que Graça Ramos “articula questões da história de Brasília, de sua arquitetura e de suas memórias”. Em seu texto da contracapa do livro, o professor ressalta que a autora “recupera fatos e movimenta uma trama entre Volpi, Niemeyer, JK e tantos outros personagens para revelar a complexidade da Igrejinha.”

 

Serviço:

O apagamento de Volpi: Presença em Brasília

De | Graça Ramos

Lançamento do livro com sessão de autógrafos

Quando | 14 de março, terça-feira

A partir das 18h

Onde | Gentil Café

Endereço | CLS 410, Bloco B, loja 36 – Brasília – DF

Reserva de mesa | (61) 3546.8651

Número de páginas | 240

ISBN | 978-65-89210-01-6

Preço | R$ 65,00

Editora | Tema Editorial (www.temaeditorial.com.br)

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