Geraldo Azevedo faz a festa na 2ª edição do Festival Canto a Canto

A Segunda Edição do Festival Canto a Canto será realizada em grande estilo na Casa do Cantador/Ceilândia e receberá, a partir das 15h deste domingo (18), o pernambucano Geraldo Azevedo e diversos artistas locais e nacionais para show gratuito. Também estarão presentes a dupla de repentistas Chico de Assis e João Santana, além de grandes nomes da cena musical, como Luarau, Singelo e Madin, 2 timbres, Amor Maior, Teresa Lopes, Fuzuê Candango e Caco de Cuia.

Divulgando a efervescência cultural e diversidade de ritmos e tradições existentes no Distrito Federal, o Festival tem a proposta de abrir seu palco para atrações culturais de diferentes estilos e para todas as idades e públicos. A iniciativa reúne distintas expressões culturais existentes nos quatro cantos capital federal, se transformando em sinônimo de descentralização cultural e formação de novos públicos, por meio de fruição artística de qualidade. O evento também celebra a retomada ao formato presencial, após ter sido realizado de modo remoto, no auge da pandemia.

O Festival, que envolve economia criativa e atrações culturais, pretende ser um lugar de encontros, com comida, bebida, moda, arte, comércio e cultura popular. A intenção é estimular a ocupação dos espaços públicos, a noção de pertencimento à cidade, o desenvolvimento do comércio local, as práticas saudáveis, o consumo consciente e a responsabilidade socioambiental.

Participe!

Espetáculo conta história de luta e sobrevivência de Carolina Maria de Jesus

Estudantes da Escola Técnica de Planaltina/Sala de Recursos de Altas Habilidades apresentam o espetáculo Quarto de Sonhar – Carolina Maria de Jesus. A peça será exibida no dia 14 de dezembro, às 15h e 20h, no Complexo Cultural de Planaltina (Avenida Uberdan Cardoso, St. Administrativo, Lote 02). Os Ingressos serão vendidos a R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia-entrada).

A obra conta a história de luta e sobrevivência de Carolina Maria de Jesus, uma das mais importantes escritoras brasileiras. No processo de criação da peça descobrem fatos interessantes sobre a vida da autora, cantora e poetisa, abordando os processos de apagamento da sua obra e o silenciamento de uma voz que denunciava o sofrimento e a miséria que marcavam a realidade da favela.

O espetáculo fala de um país marcado pela injustiça social e pelo racismo estrutural, sem deixar de esperançar e sonhar um futuro mais digno para todas as humanidades desse mundo. Quarto de Sonhar se coloca como um encontro com Carolina de Jesus, nos convidando a sonhar um sonho que emancipa a alma, a dignidade, a poesia, a vida.

A peça conta com um elenco de 30 estudantes de diversas escolas públicas, encaminhados para o atendimento especializado de Altas Habilidades por apresentarem notório potencial artístico no campo das Artes Cênicas.

 

Serviço:

ESPETÁCULO QUARTO DE SONHAR – CAROLINA MARIA DE JESUS

– Complexo Cultural de Planaltina

(Av. Uberdan Cardoso, Setor Administrativo, Via WL 02, Lote 02):

– Dia 14 de dezembro, apresentações às 15h e 20h.

– Ingressos R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia-entrada).

– Livre para todos os públicos.

– Informações: 61 998216-0481.

– Instagram: @ciadoimaginario

 

Ficha Técnica

Direção e encenação: Wellington de Oliveira

Dramaturgia e provocação cênica: Jonathan Andrade

Elenco: Alice Andries, Ana Beatriz Alves Figueredo, Ana Beatriz Sotéra, Anna Luiza di Pierro, Arthur Amaral, Beatriz Brito, Beatriz Kauane, Caline Fernandes, Eduarda Marra, Esther Louise, Gabriela Lourenço, Henrique Mendes, Iasmin Oliveira, Isabella Lemes, Isaque Abreu, Letícia Natally, Letícia Bezerra, Lis Maria, Manu Machado, Mayra Elloá, Natália Melo, Nathalya Isis, Naylla Loiola , Pedro Henrique Gomes, Rhafaela Vilela, Sara Bazilio, Thay Dantas, Tiago Januário.

Preparadora musical: Caroline Bessoni

Coreografias: Lehandro Lira

Músicos: Gamaliel Ghuelli, Igor Vinicius, Nick Die.

Designer: Cleyton Santos

Projeções: Robertson Oliveira

Psicóloga: Luanna Moura

Professora itinerante das Altas Habilidades: Francinéia Soares

 

 

IFB divulga vagas para pós em Docência para Educação Profissional e Tecnológica

O Instituto Federal de Brasília (IFB) divulga a Chamada Pública de vagas para o curso de Especialização em Docência para Educação Profissional e Tecnológica. Estão sendo oferecidas 19 oportunidades para o Polo Samambaia, 43 vagas para Recanto das Emas e 43 vagas para São Sebastião.

Por se tratarem de vagas remanescentes, a matrícula é imediata, por ordem de inscrição, via formulário eletrônico, das 9h do dia 12 de dezembro às 20h do dia 16 de dezembro, ou até preencherem as vagas. As aulas têm início previsto para o dia 19 de dezembro. As matrículas podem ser feitas pelo link dos Polo Recanto das Emas, Polo Samambaia e Polo São Sebastião.

 

O Curso

A Especialização em Docência na Educação Profissional Tecnológica tem duração de 480h, será realizado na modalidade de Educação a Distância e tem o objetivo de capacitar profissionais da educação para atuar nas ofertas da Educação Profissional e Tecnológica, especialmente para os cursos técnicos de nível médio; estimular a produção e difusão de conhecimento sobre a Educação Profissional e Tecnológica como campo de estudos; e promover a Educação a Distância como estratégia educativa, especialmente na Educação Profissional.

Para fazer o curso é preciso ser profissional da educação; atuar na Educação Profissional e Tecnológica (EPT); e ter diploma em curso de graduação (licenciatura, bacharel e/ou tecnólogo) de qualquer área de conhecimento, cujo diploma seja devidamente reconhecido, validado ou revalidado por órgão competente do Ministério da Educação (MEC) ou designado por este.

Clique aqui e faça já a sua matrícula.

Festival de cinema estimula criatividade e pesquisa entre os estudantes

Escolas do Cruzeiro promoveram uma grande festa entre os dias 6 a 8 de dezembro, no auditório do Centro de Ensino Médio Integrado do Cruzeiro. Com o objetivo de oportunizar o uso de celulares como recurso acessível para o estímulo à criatividade, pesquisa e organização, estudantes realizaram o 7º Curta um Curta, que este ano trouxe como proposta o tema Como se faz um bom vídeo?.

O Festival foi criado a partir do projeto Cine Com Ciência, implantado no Centro de Ensino Fundamental 1 do Cruzeiro e conduzido pelo professor Erizaldo Cavalcanti Borges (Zaldo). O Curta um Curta surgiu em 2015, quando o CEF 1 do Cruzeiro começou a trabalhar a oficina com aulas semanais em 18 turmas. Ao estudar as técnicas e a arte da linguagem cinematográfica, estimulando os(as) estudantes a criarem suas próprias histórias, surgiu a produção audiovisual. Com a quantidade de vídeos produzida veio a ideia de criar um festival de curtas. “É um projeto pedagógico, social e cultural, que chama a atenção dos alunos, falando uma língua significativa aos jovens e adolescentes. Oportuniza debates necessários, de maneira plural, progressista, o que traz esperança de maior valorização dessa política cultural do audiovisual e nos dá a certeza do bom trabalho realizado na Rede, sempre na construção de uma educação de qualidade”, enfatiza a diretora do Sinpro Regina Célia.

Os grandes vencedores deste ano foram O rebatedor das sombras (6º E); O cachorrinho preto (7º B); Pânico… de novo! (8º A); Consciência negra (9º B); e Sobre o autismo (Ensino Médio). “Este festival veio a coroar um período em que a gente esteve à frente deste projeto, que chamamos de Cine Com Ciência, que fez parte de uma pesquisa de doutorado que tive na Faculdade de Educação na UnB. Este festival mostrou várias técnicas, como desenho animado, stop motion, dramatização, documentário, comédia, terror. Os meninos foram bastante versáteis e com isto mostramos que é possível ter um trabalho como este difundido em todas as escolas”, ressalta o professor Erizaldo.

O educador ainda comenta que, em 2017, o projeto ganhou o prêmio Professores do Brasil, como a melhor prática pedagógica no ensino fundamental da Região Centro-Oeste, e passou a ser referência nacional. “A escola de qualidade que tanto buscamos não se consegue com uma ação pedagógica única, mas com uma série de acertos, e um deles, sem dúvida, é a produção audiovisual a partir dos celulares”, enfatiza.

40ª edição do Programa Descomplicando comemora 2 anos da campanha Tributar Super-Ricos

Em comemoração aos dois anos da campanha Tributar os Super-Ricos, o Programa Descomplicando realiza sua 40ª edição nesta quarta-feira, dia 14 de dezembro, às 17h, no Facebook. Com a participação especial de Rosilene Correa (diretora da CNTE) e do cartunista Renato Aroeira, o programa traz como tema 2 anos da campanha Tributar os Super-Ricos e da sua mascote Niara.

A programação especial terá o comando de Dão Real Pereira dos Santos, auditor fiscal, presidente do Instituto Justiça Fiscal (IJF) e integrante do Coletivo Auditores Fiscais pela Democracia. Ele também faz parte da coordenação da Campanha Tributar os Super-Ricos, que apresenta uma linguagem simples e popular para qualquer um entender como funciona a tributação no país e o que precisa mudar para termos justiça fiscal.

A programação é exibida quinzenalmente, nas quartas feiras. A transmissão é feita pelo Facebook da Campanha Tributar os Super-Ricos e na página oficial do Sinpro. A iniciativa é uma parceria da Rede Soberania, Brasil de Fato RS, Instituto Justiça Fiscal, Democracia e Direitos Fundamentais e a Campanha Tributar os Super-Ricos, e conta com o apoio do Sinpro e entidades.

 

Conheça a campanha:

facebook.com/tributar.os.super.ricos

@tributar.os.super.ricos

@ostributar

ijf.org.br/tributar.os.super.ricos

 

#TributarOsSuperRicos #TributarAGORA

EC 47 de Ceilândia realiza culminância de projeto com Noite de Autógrafos

A Escola Classe 47 de Ceilândia realiza, nesta quinta-feira (15), às 18h, a Noite de Autógrafos e lança 14 novos escritores mirins com idades entre 10 e 11 anos. As “Estrelas Literárias” são estudantes do 4º Ano A do Ensino Fundamental, que produziram seus próprios livros com narrativas que vão da não ficção até ficção, com histórias de vida reais ou imaginárias.

 

O tema livre e a produção espontânea resultaram em obras literárias que fazem parte de um projeto da escola inspirado em outro realizado numa das escolas de Luziânia, Goiás. Outros dois projetos desenvolvidos no decorrer do ano letivo culminam no Projeto Estrela Literária: Projeto de Leitura e o Projeto Gentileza.

 

“No Projeto de Leitura, a criança leva um livro com o caderno de atividades para casa toda semana, faz a leitura do livro, realiza as atividades no caderno e retorna com a pasta desse material no dia marcado pela professora. Na escola, ela tem atividades em sala de aula sobre o livro.  Já no Projeto Gentileza, a escola trabalha valores, respeito, empatia, sentimentos. Essas atividades resultam (culminam) no Projeto Estrela Literária, em que a criança produz seu próprio livro”, explica Selma Nunes de Andrade, pedagoga, idealizadora do projeto e professora do 4º Ano A do Ensino Fundamental I, Séries Iniciais, da EC 47 do P Sul, Ceilândia.

 

Para conhecer o projeto, vale a pena prestigiar o lançamento dos 14 livros e participar da Noite de Autógrafos, quando cada autor(a) irá autografar sua própria obra. Os livros têm seis páginas de desenhos e, seis, de texto. Em cada página de texto, há um desenho para ilustrar a história contada. Um dos desenhos é a capa.

 

 

“Não podia ser mais nem menos páginas. Mas, além do conteúdo produzido pelo(a) estudante, o livro tem ainda a biografia, a mensagem da professora, capa, contracapa”, informa a professora. Ela informa ainda que os(as) próprios(as) estudantes fizeram a checagem depois que o livro chegou da gráfica. Os livros são publicados pela plataforma Estante Mágica, totalmente gratuito. A única coisa que o(a) estudante paga é a impressão.

 

Participe! A Noite de Autógrafos acontecerá, nesta quinta-feira (15/12), às 18h, na EC 47 de Ceilândia. O evento conta com o apoio do Sinpro-DF, Garotas Fashion e Auto Mecânica Rafael e Yara.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Confira nos links alguns livros:

https://familias.estantemagica.com.br/magic_pass/HGA3TMR

https://familias.estantemagica.com.br/magic_pass/YJW7QRK

https://familias.estantemagica.com.br/magic_pass/ITY5KMY

https://familias.estantemagica.com.br/magic_pass/IRV6LSG

https://familias.estantemagica.com.br/magic_pass/ANM9IWR

 

Pesquisa mostra que militarização fragmenta gestão democrática

A curiosidade de entender quais os desdobramentos da militarização de uma escola pública na gestão democrática levou o professor Afrânio de Sousa Barros a pesquisar cientificamente o tema. De acordo com o estudo, que será submetido à defesa de mestrado, a gestão militarizada fragmenta a gestão democrática, sobretudo quanto à questão disciplinar.

Professor Afrânio conta que o interesse em pesquisar o tema veio por identificação, já que foi gestor eleito, tendo participado ativamente da construção da Lei da Gestão Democrática (Lei 4.751/2012). No estudo de caso, ele utilizou a abordagem qualitativa, com a realização de entrevistas e observação dos processos escolares. Como método de compreensão, foi feita análise de conteúdo, como a própria Lei da Gestão Democrática, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional e o Projeto Político Pedagógico da escola.

O trabalho se centrou em três questionamentos: quais as concepções de gestão expressas pelos diretores, tanto civil quanto militar; como os gestores atuam no Projeto Político Pedagógico da escola; e qual a influência da gestão militarizada sobre a gestão democrática.

Entre os desafios do professor-pesquisador, esteve o próprio acesso ao espaço escolar. Segundo ele, a escola pública militarizada é “um espaço que nem sempre é fácil conseguir investigar”. Na primeira tentativa, a burocracia apresentada pelo gestor militar emperrou o processo de pesquisa. Foi necessário trocar de unidade escolar para que o estudo pudesse ser realizado.

Nas entrevistas e nos processos de observação, professor Afrânio constatou que o militar tem visão hierarquizada, verticalizada de gestão. “Há uma visão gerencialista da parte deles. Dessa forma, se enfatiza a disciplina por meio dessa relação verticalizada de gestão”, conta, e comenta: “o estudante não aperta a mão do militar, ele bate continência”.

Segundo ele, durante o processo de pesquisa, ainda foi possível observar que, quando o tema é disciplina, “há um código elaborado de comunicação”, e “o comportamento do quartel é transferido para o ambiente escolar”. Professor Afrânio diz que comandos como “sentido”, “sentado” e “descansar” já foram absorvidos pelos estudantes.

Dessa forma, a pesquisa do professor Afrânio diagnostica que a “militarização rompe, tira da gestão pedagógica a questão disciplinar”. “Não há mais a possibilidade de construir junto normas, de pactuar e de, inclusive, utilizar as situações de indisciplina no interior da escola para, dentro de um processo democrático e educativo, levar o estudante a refletir sobre sua atitude. A militarização rompe, fragmenta a gestão democrática”, conclui.

O pesquisador explica que “a disciplina não está separada da dimensão pedagógica”. “Nós, educadores, entendemos que é necessário pactuar a disciplina com os estudantes. São os chamados ‘combinados’. Temos que pactuar com os sujeitos que estão no processo educativo o que pode e o que não pode. É algo construído junto, como parte de um processo formativo, democrático; um processo de escuta, e que leva à participação de todos os atores”, reflete.

“Entendemos que o processo de formação humana é muito mais amplo e complexo. Ele leva à criticidade, a entender o ser humano como um ser social, único, com suas complexidades e individualidades, que devem ser respeitadas e promovidas no processo de formação”, analisa o professor Afrânio Barros.

A pesquisa do docente, intitulada “Militarização de uma escola pública do DF e seus desdobramentos na gestão democrática”, será defendida nesta quinta-feira (15/12), às 14h, na Sala de Atos da Faculdade de Educação da UnB. A apresentação poderá ser acompanhada também virtualmente, pelo endereço http://conferenciaweb.rnp.br/webconf/sala-de-reuniao-01-do-nte, senha: 8e80f1cc.

 

Formação docente e subjetividade: Teorias, possibilidades e desafios

A preocupação com a utilização do espaço da coordenação pedagógica motivou o professor Elias Batista dos Santos a abordar a temática em seu doutorado. A pesquisa resultou no lançamento do livro Formação docente e subjetividade: Teorias, possibilidades e desafios, que trabalha o desenvolvimento do sentimento de pertencimento, a abertura ao diálogo e a formação continuada.

Professor da Coordenação Regional de Planaltina desde 1986, Elias diz que a ideia do livro é abordar de maneira reflexiva e crítica a temática da formação continuada de professores(as) sob a perspectiva da Teoria da Subjetividade, especialmente a partir da análise dos processos de constituição de dois grupos de trabalho formados por educadores(as) do ensino médio de duas escolas públicas do DF. “As análises desses processos permitem ressaltar a importância de se considerar, no processo de formação continuada, a relação simbólico-emocional que constitui as interações estabelecidas entre os docentes e que favoreceu ou não a construção de uma ambiência fértil em possibilidades formativas e de desenvolvimento profissional no espaço-tempo destinado às atividades pedagógicas dos grupos de trabalho”, explica.

O educador lembra que a análise sobre o tema começou ainda no início de seu caminho como educador. “Quando cheguei à escola, no primeiro dia, uma das coisas que mais chamou a atenção foi a questão do espaço da coordenação pedagógica, que seria um espaço de diálogo entre professores. Fiquei esperando este momento na coordenação e quando chegou o dia, o tempo acabou sendo ocupado por questões administrativas e burocráticas. A partir dali comecei a estudar sobre este tema”.

A obra pode ser adquirida no site https://www.editoracrv.com.br/ e outras plataformas de vendas de obras literárias.

Nota de pesar | Regina Sonia Mello

O Sinpro informa, com muito pesar, o falecimento da professora Regina Sonia Mello, aos 63 anos, nesse domingo (11/12). Solteira e sem filhos, a professora faleceu por causa de um Acidente Vascular Cerebral Hemorrágico (AVCH). O velório do corpo de Regina será nesta terça-feira (13), entre 8h e 10h,  na Capela 3, do Campo da Esperança da Asa Sul. O sepultamento será às 10h30.

Regina era professora formada pela escola Normal de Brasília. Trabalhou na Escola Canarinho. Formou em matemática pelo CEUB e foi concursadas da Secretaria de Estado da Educação (SEE-DF). Trabalhou também Setor Leste, no CESAS e em outras escolas. Segundo contam os(as) colegas e amigos(as), ela era uma pessoa apaixonada pela profissão e adorava lecionar,  além de ser uma pessoa muito alegre, líder muito prestativa. “Quem não a conhecia tinha a impressão de ser muito brava, mas a bondade prevalecia”, diz a sua irmã Eliza Mello. A diretoria colegiada do Sinpro se solidariza com os(as) familiares, amigos(as) e colegas neste momento de dor. Professora Regina, presente!

 

EC 64 de Ceilândia encerra PPP do 4º Ano com o tema “E se fosse comigo essa fraternidade?”

“Enquanto a cor da pele for mais importante do que o brilho dos olhos haverá guerra”. Com essa frase estampada em um dos murais multicoloridos e antirracistas pregado em uma das paredes da unidade escolar, a Escola Classe 64 da Ceilândia (EC 64) finalizou seu Projeto Político-Pedagógico (PPP) de 2022 no dia 7 de dezembro com o tema foi “E se fosse comigo? Se fosse comigo essa fraternidade?”

 

Rodrigo Mesquita Sales, professor de Atividades e coordenador da escola, explica que o PPP “E se fosse Comigo? Se fosse comigo essa fraternidade?” ocorre durante todo o ano com envolvimento de todas as disciplinas com a temática principal e subtemas por bimestre e atende às crianças com idade entre 9 e 13 anos.

 

“O projeto é muito importante e positivo em todos os sentidos porque engloba questões antirracistas, respeito ao próximo, valorização das questões etnicorraciaisdo Brasil e maior socialização entre os(as) estudantes, professores(as) e demais profissionais da escola”, avalia o Sales.

 

Ele contou ao o tema do PPP foi escolhido no início do ano letivo e, como a escola é de educação infantil até o 5º Ano do Ensino Fundamental 1, em cada bimestre os segmentos da Educação Infantil, 1º, 2º, 3º, 4º e 5º Anos ficaram com uma subtemática para desenvolver o tema.

 

“Uns falaram sobre respeito, outros falaram sobre fraternidade, e, no caso nosso, do 4º Ano, eu sou coordenador dos 4º e 5º Anos, elaboramos e executamos uma atividade baseada no antirracismo porque temos aqui o professor Marcos Reis, muito engajado na luta antirracista, com vários livros já publicados, e ele é quem coordena essa atividade baseada no tema do antirracismo”, conta.

 

Ele disse que com a obra “Tirinha vermelha e o povo mau”, de autoria do professor Marcos Reis, os 4º e 5º Anos tiveram como projetos o tema do antirracismo. Essa atividade teve como foco a dança que “fala” sobre o antirracismo. “Em cada uma das danças era desenvolvida dentro de uma temática e, ao final, apresentada à escola.

 

“É importante destacar que este projeto é um sucesso também por causa do apoio que recebemos da direção da escola e dos demais professores e coordenadores. Sem esse apoio, jamais alcançaríamos nossos objetivos”, afirma Sales.

 

Professor Marcos Reis e sua obra literária

 

Com vários livros publicados, o professor Marcos Reis também é escritor e sua obra, geralmente, é voltada para o público infantil com a temática étnicorracial, diversidade, respeito ao próximo.

 

“Já publiquei dois livros, o “Lápis cor de pele” – trata da opção pela cor de pele que as crianças fazem e do preconceito que as pessoas fazem com a história do lápis cor de pele – e o “Tirinha vermelha e o povo mau” – é uma história de uma criança negra, empoderada, que defende sua cultura e origem”, informa Reis.

 

Ele conta que a cada 2 anos publica um livro de histórias. O próximo que irá publica se chama “Roda o mundo, gira pião”, que trata da questão da diversidade no Brasil. Reis tem 40 histórias infantis nessa temática antirracista e tem publicado de forma independente e divulga nas escolas.  “E faço esse corre, divulgando minha obra nesse formato independente que o povo negro faz para divulgar sua obra”.

 

Ele diz que, na EC 64, ele trabalha seus livros com as crianças. “Trabalho minhas históricas com livros em PDF e slides com desenhos que meu irmão e outro desenhista fazem para mim”. A presença de Marcos Reis é tão importante na escola que a Sala de Leitura leva seu nome e lá tem livros dele que ele mesmo doou para a unidade escolar.

 

A ideia é trabalhar o tema do antirracismo durante todo o ano letivo. “A gente sabe que a Lei nº 10.639 não é uma lei apenas para dedicar o dia 20 de novembro à consciência negra, mas é uma lei para os 200 dias letivos do ano. Se a gente quer uma sociedade antirracista, temos de trabalhar no cotidiano e não somente em datas comemorativas”, diz o professor.

 

Confira as fotos da culminância do PPP nas redes digitais do Sinpro-DF.

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