Estudantes da EC Santa Helena lançam livro inspirado em obra de Ivan Zigg

Toda criança sonha e concretiza sonhos. É nesta realidade e na alegria da arte e da literatura, que os estudantes da Escola Classe Santa Helena, localizada no núcleo rural de Sobradinho I, lançaram o livro  Toda Criança Sonha, com orientação e supervisão da professora Márcia Ramos. Fruto de um trabalho desenvolvido durante a Jornada Literária, da Associação Cultural Jornada Literária do DF, onde os estudantes apresentaram releituras das obras de João Bosco Bezerra Bonfim e Ivan Zigg, a obra teve como objetivos promover o protagonismo, a criatividade, linguagem oral e escrita, e sobretudo, o gosto pela leitura.

Passada a etapa de leitura, interpretação e ilustração do livro, foi realizada uma roda de conversa, onde as crianças relataram os seus sonhos, que foram registrados em forma de poema. A partir daí, se iniciou a etapa de ilustração. Os próprios estudantes do 2º ano escolheram, por meio de uma votação, quem seriam os ilustradores. “Quando o livro ficou pronto, os estudantes gritavam e aplaudiam, tamanha era a euforia. Jamais me esquecerei daqueles olhinhos brilhando e daquelas boquinhas dizendo: que lindo, ficou o nosso livro!”, ressalta a professora Márcia.

Diante do entusiasmo com o resultado, e com todo o processo de construção coletiva, as crianças manifestaram o desejo de divulgação e publicação do livro e, durante a Jornada Literária, fizeram questão de presentear Ivan Zigg com o livro escrito e ilustrado por elas. Para a professora Márcia Ramos, que ama trabalhar com as séries iniciais, não há nada mais gratificante do que alfabetizar uma criança e contribuir para que se torne uma leitora e escritora proficiente. “A experiência de produzir um livro, despertou ainda mais nos estudantes, o prazer de ler e escrever. A oportunidade de compartilhar a própria produção com um escritor e ilustrador renomado como Ivan Zigg, contribuiu para melhorar a autoestima deles, os fazendo acreditar ainda mais em seus potenciais e na possibilidade real de se realizar sonhos”, enfatiza.

 

Onde encontrar
Toda Criança Sonha está disponível gratuitamente em versão digital.

Clique aqui e baixe a sua versão.

 

Confira a versão em vídeo – Toda Criança Sonha

 

Fotos: Arquivo pessoal / Márcia Ramos

 

 

8º Festival Chica de Ouro do CED São Francisco – São Sebastião

Após uma paralisação de dois anos devido à pandemia de Covid-19, o Centro Educacional São Francisco, em São Sebastião, retomou um projeto exitoso na escola: o Festival Chica de Ouro. Em sua oitava edição, o CED promoveu o Festival de Cinema, onde os(as) estudantes(as) puderam produzir curtas metragens sobre temas relevantes para a sociedade, exemplo do debate sobre movimento negro, pessoas com deficiência, causas LGBTQIA+, arte e protagonismo.

O festival premiou como melhor filme Um sonho (IM) possível, que retrata a vida de uma estudante pobre e com vários problemas, mas que consegue superar as dificuldades e se tornar professora do ensino médio. Foram dez premiações para melhor filme, melhor diretor, atriz, ator, roteiro, entre outros, além de três premiações para as 3 melhores fotografias no Concurso de Fotografia. O professor e ex-diretor do Sinpro, Gabriel Magno, eleito deputado distrital, participou do evento como convidado.

Jorge Oliveira, coordenador pedagógico da escola, explica que o filme vencedor trata da questão da desigualdade social, de uma estudante extremamente pobre, com uma série de problemas em casa, como violência doméstica, automutilação, vulnerabilidade alimentar, e que apesar de tudo isto, a sua dedicação aos estudos fez com que ela superasse todas essas barreiras e se tornasse professora de Artes do ensino médio. “O valor pedagógico deste projeto é altamente relevante, porque desenvolve a capacidade de trabalho em conjunto, a capacidade da resolução de problemas, do desenvolvimento da autonomia e principalmente a libertação em relação a várias questões sensíveis, que são sempre temas do nosso festival, como movimentos LGBTQIA+, negros, igualdade racial e desigualdade social”, diz o professor, enfatizando que o projeto é feito por muitas mãos, exemplo da coordenadora Fabíola Lima.

A diretora do Sinpro Leilane Costa ressalta que o projeto é extremamente relevante para a comunidade escolar. “O projeto é muito importante para a comunidade escolar, principalmente para os estudantes, pois São Sebastião é uma regional carente de espaços culturais, como teatros, cinemas, e ter uma escola de ensino médio que disponibiliza um projeto como este é aumentar a inserção cultural desses estudantes. De alguma maneira eles conseguem ter acesso a estes mecanismos culturais”, finaliza Leilane.

Estudante autista e servidora da SEEDF lançam livro nesta segunda

A estudante Yasmin Anita e a escritora Andréia Nayrim lançam, nesta segunda (12/12), às 18h30, na Escola Classe 405 Norte, o livro intitulado 2030 – O Despertar de Urihi. A obra conta as aventuras no Ártico e na Amazônia Brasileira, desenrolando uma narrativa emocionante sobre o encontro entre duas garotas totalmente diferentes que desejam apenas cuidar do que mais amam.

 

Educação inclusiva

Para a escritora e servidora da SEEDF, Andréia Nayrim, esse é um projeto que facilitou a expressão artística da estudante Yasmin Anita, que é uma criança negra autista. “Vocês fazem ideia do quanto isso é importante? Esse é um momento histórico na vida dessa menina, de sua família e da comunidade em que ela está inserida!”, enfatizou. 

 

Para Andréia, a coletividade é a responsável por viabilizar a publicação dessa obra artística e inclusiva. “Sabemos da dificuldade de se levantar verba para a arte independente. Mas a união faz a força e a coletividade é marca registrada das minorias e das periferias, quando se trata da realização de sonhos”, enfatiza. Para a autora, a educação pública é a responsável por favorecer o desenvolvimento inclusivo. “Cabe salientar que enquanto algumas escolas particulares vêm desprezando crianças e adolescentes autistas, a escola pública favorece o desenvolvimento de suas habilidades. Tenho orgulho de ser educadora pública e inclusiva”, afirma.

 

Onde encontrar

A obra 2030 – O Despertar de Urihi, da Editora Literando, pode ser adquirida no valor de R$ 20 (vinte reais), na noite de lançamento. Maiores informações, entre em contato com Andréia Nayrim pelo seu perfil no Instagram. Clique aqui.

 

Serviço

Lançamento do livro 2030 – O Despertar de Urihi 

Data: 12 de dezembro

Horário: 18h30

Local – Escola Classe 405 Norte (Asa Norte)

Narrativas decoloniais: intercâmbio de saberes entre professores

De 5 a 7 de dezembro, o auditório da Associação dos Docentes da Universidade de Brasília (AdUnb) e a Faculdade de Educação da UnB receberam o III Narrativas Interculturais Decoloniais e Antirracistas em Educação. O evento reuniu professores e professoras do ensino superior, da educação básica e em processo de formação, educadores(as) populares, mestras e mestres do conhecimento tradicional, artistas, pesquisadores (as) e intelectuais de dentro e de fora da academia, para o intercâmbio de saberes e práticas educativas de forma intercultural, decolonial e antirracista.

O evento tem se consolidado como um espaço de valorização de conhecimentos contra-hegemônicos – especialmente aqueles provenientes da tradição oral e das zonas periféricas do mundo –,  e de reconhecimento e visibilização positiva dos sujeitos que os produzem, dentre os quais se destacam intelectualidades negras, quilombolas, LGBTQIA+, indígenas, crianças e pessoas com deficiência.

A Profa. Dra. Ana Tereza Reis da Silva (Gpdes/UnB), junto com seu grupo de pesquisa, é a coordenadora geral do evento e conta, para esta edição, com a parceria de redes de pesquisa da UnB – (Imagem (e)m Cena (IDA/UnB), Afeto (UnB), GECRIA (IL/UnB/CNPq), Semillero Brasil (FE/UnB), Mespt/UnB – e de outras universidades do Brasil e do exterior  – GIASE/UV/México, Núcleo Takinahak/UFG, GEPHADA /UFS. Conta também com a colaboração de várias outras entidades, dentre elas o Sinpro-DF.

 

Confira as imagens do evento:

     

 

    

 

    

 

Exposição debate o preconceito contra as comunidades LGBTQIA+

O recorte contra o preconceito sexual, principalmente em relação às comunidades LGBTQIA+, sempre foi uma preocupação do professor da Unidade de Internação de Brazlândia, Thiago Magalhães (thiagoaraujoclaus). Propondo este debate, o educador convida os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais para conferirem a exposição Eu não procuro, eu encontro, dia 17 de dezembro, a partir das 12h, no Estúdios Bar Tradicional – Brazlândia.

A exposição terá fotografias em backlight, pinturas, desenhos e souvenirs, sempre remontando à luta contra todo e qualquer tipo de preconceito. “A violência que ressoa em corpos, as farpas, ficam presentes na gravura com o estudo de linhas que apontam para o centro com a tarja vermelha. Há também uma pesquisa perceptível de grafismos indígenas e minimalismo”, comenta Guto Valentin, professor de Artes do Centro de Ensino Médio 01 de Brazlândia.

card-exposição-thiago-magalhães.jpg

Lançamento do livro “Dispositivo Amoroso: um guia de autoconhecimento e sobrevivência para mulheres”

O Sinpro convida a todos e todas para o lançamento do livro “Dispositivo Amoroso: um guia de autoconhecimento e sobrevivência para mulheres”, no Carpe Diem CCBB,  na sexta-feira (16/12), das 16h às 20h. Em fevereiro, a autora estará no Sinpro para falar das suas obras literárias.

“Dispositivo Amoroso: um guia de autoconhecimento e sobrevivência para mulheres” é um livro de tirinhas baseadas no capítulo sobre o dispositivo amoroso do livro “Saúde mental, gênero e dispositivos”.

Valeska Zanello, professora-doutora do Instituto de Psicologia da Universidade de Brasília (UnB) e autora do livro, explica que, na obra, ela elencou “todos os gatilhos desse dispositivo e escolhi as histórias prototípicas que recorrentemente ouvi de mulheres (ao longo de 25 anos na clínica ou em pesquisas do meu grupo), para exemplificar esses gatilhos”.

Com ilustrações de Priscilla Miranda, o livro é psicoeducativo. “Com certeza, vai ajudar demais as mulheres a identificarem suas vulnerabilidades identitárias no amor e a se protegerem dos perebados e das relações abusivas”, afirma Valeska.

A psicóloga do Sinpro, Luciane Kozicz, aconselha a leitura, afinal, “a violência contra as mulheres além de afetar a saúde física, pode causar adoecimento psíquico, o qual tem sido muitas vezes psiquiatrizado. Ou seja, são tratados apenas os sintomas. Um livro que traz a palavra das mulheres que sofreram abusos em relacionamentos, um guia de autoconhecimento e sobrevivência”, finaliza.

Sinpro realiza Assembleia de Previsão Orçamentária nesta quinta-feira (8/12)

A Assembleia Geral Ordinária de Previsão Orçamentária acontece nesta quinta (08/12), no Auditório Paulo Freire, na sede do sindicato do Setor de Indústrias Gráficas (SIG) – Quadra 6 – Lote 2.260. A primeira chamada será às 18h30 e a segunda ocorre 30 minutos depois, às 19h. A pauta é a deliberação sobre a previsão orçamentária para o ano 2023. Fique atento(a)! Apesar da sede do Sinpro-DF (SIG) está fechada para atendimento, não haverá mudanças no agendamento da assembleia. O Sinpro orienta o cumprimento dos protocolos de segurança sanitária.  Participe. Sua participação é o que fortalece a sua entidade sindical!

 

Confira o edital a seguir:

 

Edital de convocação

 

CED 104 do Recanto das Emas realiza 4º Festival de Dança

 

O Centro Educacional 104 do Recanto das Emas  (CED 104), que atende a estudantes do Ensino Médio, tornou-se um tablado de dança para a comunidade escolar. O IV Festival de Dança anual da escola ocorreu no dia 29 de novembro, contou com a participação de todos(as) os(as) estudantes e teve como tema a consciência negra.

 

“Um mês antes a gente passa o tema e aí os estudantes elaboram sozinhos a coreografia de cada uma das turmas”, explica Felipe Renier Maranhão Lima, professor de física e diretor da escola.

 

 

A partir do tem da consciência negra, a escola orientou os(as) estudantes a pesquisarem os ritmos afro que têm alguma relação com o povo negro. A partir dessa pesquisa, cada turma escolheu o seu ritmo e o desenvolveu para a apresentação. Havia ritmos como Kuduro, congada, dance hall dentre outros.

 

“A partir dessa pesquisa sobre ritmo e coreografia, eles tinham aula de educação física, artes e outros, como com os professores conselheiros, tudo para focar no desenvolvimento da apresentação coreográfica”, contou o diretor.

 

 

Ele explica que essa atividade curricular faz parte do Projeto Político-Pedagógico (PPP) da escola. Ao todo, 38 turmas participaram do projeto. Nas fotos do Sinpro-DF, de autoria do fotógrafo Deva Garcia, aparecem somente as apresentações das 20 turmas do turno matutino, mas o projeto é realizado também pelas turmas do turno vespertino.

 

Felipe diz que os(as) professores(as) atuam apenas na mediação, verificando se o ritmo está correto, dentre outras coisas relacionadas à pesquisa. “A coreografia foi totalmente elaborada pelos meninos e meninas”. Essa é a quarta edição do Festival de Dança.

 

“Esse festival, por si só, tem uma importância muito grande porque tem os aspectos de entrosamento das turmas, além de fomentar o debate sobre os temas escolhidos”, diz o professor.

 

O primeiro festival teve também o tema da consciência negra. Já o segundo, teve como tema o cinema, cuja dança era feita a partir da escolha de uma cena de um filme que tinha coreografia. Os(as) estudantes trouxem cenas de filmes como o Grease, nos temos da brilhantina, As branquelas entre outros, tanto filmes novos como velhos.

 

O terceiro foi sobre os estados brasileiros. No terceiro, os estudantes dançaram as danças típicas dos estados brasileiros. “Agora, nesta quarta edição, voltamos com o tema da consciência negra não só por causa da questão racial, mas também por conta do calendário apertado.

 

Confira o álbum de fotografias no Facebook do Sinpro.

VIDEO | Clara Marinho fala sobre capacitismo no CED 16 de Ceilândia

Neste 3 de dezembro, em que se comemora o dia Internacional da Luta das Pessoas com Deficiências, o Sinpro lança o vídeo da palestra que Clara Marinho, estudante de Letras da Universidade de Brasília, deu para estudantes e professores(as) do CED 16 de Ceilândia, no último dia 18 de outubro.

Clarinha, como é conhecida, tem paralisia cerebral e faz sucesso na Internet.  Aos 21 anos, ela tem parte dos movimentos e a fala limitados devido à paralisia, mas desde o início da pandemia publica vídeos falando sobre a sua rotina, dando dicas e conselhos e lições de auto aceitação. O exemplo dela motivou a direção do Centro Educacional 16 de Ceilândia a promover uma programação sobre Capacitismo – Inclusão em debate.

“Quando eu era estudante do ensino fundamental, percebia que nenhum palestrante tinha deficiência. Eu não me via representada. Então, quando você se sente único, é sinal de que falta gente que nem você ocupando os espaços”, aponta Clarinha.

Durante a palestra, a estudante expôs sua vida, o que aprendeu com a deficiência, trouxe exemplos do que já viveu e ressaltou sobre a necessidade da política de cotas e da oportunidade para todos.

“O capacitismo é um tema novo para debate nas escolas, ainda que seja uma forma de preconceito que acontece há muito tempo. Por isso convidamos a Clarinha para falar na escola. A fala dela para nossos alunos e alunas, e também para nós docentes é combater o preconceito e nos ajudar a adotar a postura correta diante dos vários estudantes com deficiência que temos no CED 16, que tem classes especiais e EJA interventiva”, comenta a pedagoga Fernanda Fantini Vieira.

Os alunos se sentiram representados e contemplados com a palestra de Clara Marinho e perceberam o quanto é difícil um PCD conseguir um espaço dentro da nossa sociedade.

Veja o vídeo.

https://youtu.be/6lL5xJo2bkU

MATÉRIA EM LIBRAS

V Fórum de Formação Inicial de Professores que Ensinam Matemática no DF 

 

Entre os dias 25 e 26 de novembro, a Sociedade Brasileira de Educação Matemática Regional do Distrito Federal, com apoio da Universidade de Brasília (UnB), realizou o V Fórum de Formação Inicial de Professores que Ensinam Matemática do Distrito Federal. Esta edição foi realizada no Prédio de Ciência da Computação e Estatística (CIC/EST) e as oficinas, que ocorreram no dia 25 de manhã, no ICC – Norte, no Campus Darcy Ribeiro (UnB).

 

O Sinpro fez a cobertura fotográfica e, para ver as fotografias, basta acessar as redes sociais do sindicato. Com o tema o “Desafios práticos das licenciaturas na contemporaneidade”, o fórum também voltou, este ano, a ser presencial. Os organizadores informam que os objetivos da iniciativa foram, a saber: debater a formação de professores(as) nos cursos de Licenciatura em Matemática e Pedagogia do Distrito Federal; refletir sobre políticas e práticas de formação de professores(as); e formular e comunicar propostas junto à Secretaria de Educação do DF (SEEDF), ao Ministério da Educação e à sociedade.

 

O evento tem como objetivos debater a formação de professores(as) nos cursos de Licenciatura em Matemática e Pedagogia do Distrito Federal; refletir sobre políticas e práticas de formação de professores(as); bem como formular e comunicar propostas junto à Secretaria de Educação do DF (SEEDF), ao Ministério da Educação e à sociedade.

 

Fotos: Deva Garcia/Sinpro-DF

Acessar o conteúdo