Cine Brasília recebe Festival de Curtas do CEF 602 do Recanto das Emas

Cerca de 400 estudantes das turmas do 6º ao 9º Ano do Centro de Ensino Fundamental (CEF) 602 do Recanto das Emas participaram, nessa segunda-feira (1º/11), da cerimônia de exibição e premiação do 5º Festival de Curtas do CEF 602, realizado Cine Brasília. Os(as) participantes receberam troféus e lembrancinhas. A edição está disponível no canal “Arte no CEF 602” no YouTube no link https://www.youtube.com/c/ArtenoCEF602.

Idealizado e coordenado pelo professor de artes Edmar de Oliveira Moreira, na edição deste ano, a revelação, segundo o professor, foi o filme “O Sol e a Lua”, dos estudantes Laís Marques e Paulo Victor, ganhadores da categoria Melhor Filme. “Eles produziram a animação “O Sol e a Lua” com ilustrações realizadas pela Laís, que é uma grande artista”, destaca Edmar Moreira. Confira no link: https://youtu.be/UjiNO7i45yE

Ele disse ao Sinpro que, sobre as revelações artísticas, gostaria de destacar, além de Laís e Paulo, mais dois estudantes. “Sobre as revelações artísticas deste ano gostaria de destacar também Marcos Vinícius, premiado com o filme “O privilégio” na edição de 2018, e premiado nos Festivais de Curtas das Escolas Públicas de Brasília em 2018 e 2020, que se destacou pela produção de uma animação que abordava o tema corrupção”, informou.

Ele aponta também outros estudantes como revelações, como “Warlison e Victor Kaynã, que participaram das primeiras edições do festival e hoje seguem na área de audiovisual. Ambos foram monitores e jurados nessa edição. Atualmente, Victor é estudante do curso de Comunicação Social – Audiovisual, na Universidade de Brasília (UnB)”, disse.

Nesta edição, a escola trouxe, em suas modalidades, curtas-metragens, releituras de videoclipes e animação. Além da exibição das produções, o Festival de Curtas do CEF 602 contou com apresentações de dança dos estudantes e sorteio de brindes. Além de estudantes do CEF 602, o festival deste ano contou com a participação de ex-alunos convidados do CEM 804 do Recanto das Emas.

O projeto

O Festival de Curtas do CEF 602 é um projeto desenvolvido na escola desde 2016, quando o professor de artes Edmar Moreira ingressou na unidade para fazer parte da equipe de professores. No decorrer dos bimestres, durante as aulas de arte, os estudantes são apresentados à linguagem audiovisual, conhecendo elementos importantes relacionados à produção de roteiros, planos e enquadramentos, etapas de produção audiovisual, além da apreciação e debates de cenas e filmes.

Participam do projeto as turmas do 6º ao 9º Ano, cerca de 400 estudantes. O projeto é dividido por categorias: 6º Ano – Animação em flipbook; 7º ano – Animação em flipbook e stop motion, releitura de videoclipe; 8º e 9º Anos – curta-metragem. Apesar de elaborado e desenvolvido nas aulas de arte, o projeto conta com o apoio de alguns professores durante as etapas de produção. “Temos professores de Língua Portuguesa que auxiliam na produção de roteiros, outros professores que participam como atores”, conta Moreira.

Atualmente, a escola conta com alguns equipamentos, como câmera e microfone, adquiridos recentemente por meio do Edital Realize do deputado distrital Fábio Felix (PSOL). Além desses equipamentos, os(as) estudantes gravam os filmes com o próprio celular. “Inclusive o festival surge dessa proposta inicial de que eles e elas possam identificar o celular como importante ferramenta na produção de conteúdos”, afirma o professor.

Moreira conta que vários(as) estudantes já produzem conteúdos para a Internet, o que torna a atividade mais interessante ainda. “Assim que entrei na escola, em 2016, percebia que muitos professores reclamavam da utilização do celular em sala de aula e via o quanto os estudantes eram criativos e tinham interesses em canais do YouTube. E a partir do conteúdo de cinema, começamos a produzir o Festival. O projeto acontece na escola desde 2016 e conta com produções audiovisuais realizadas pelos estudantes dos Anos Finais do Ensino Fundamental”, finaliza.  Disponível no canal “Arte no CEF 602” no YouTube pelo link a seguir: https://www.youtube.com/c/ArtenoCEF602

UnB retoma Programa de Extensão Formancipa

A Universidade de Brasília (UnB) está retomando, a partir deste semestre, o Programa de Extensão Formancipa (Formação Integrada e Emancipadora de Acesso à Educação Superior) em formato presencial, na UnB. Às 9h deste sábado (05) serão realizadas aulas integradas na Faculdade de Educação, com apresentação do programa e de encaminhamentos. Docentes e gestores da Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF), de Institutos Federais e um representante do Sinpro, além de estudantes da UnB, também participarão do evento.

O Formancipa é um programa de democratização do acesso à educação superior resultante da parceria entre o Serviço de Paz, Justiça e Não Violência do Pedregal (SERPAJUS) e a Universidade de Brasília, que desenvolve um processo de formação integrada, emancipadora e gratuita aos estudantes da fase final ou egressos do Ensino Médio no município do Novo Gama. O projeto é conduzido diretamente por estudantes de graduação da UnB, sob a supervisão e orientação do Prof. Dr. Erlando Rêses, coordenador do Programa. A interdisciplinaridade ocupa um lugar central neste projeto, onde as diferentes áreas do conhecimento interagem para o desenvolvimento das aulas.

A proposta procura avançar no rompimento com o paradigma tradicional da construção das aprendizagens. Acontece sob a lógica de temas e conteúdos em diferentes níveis de complexidade e aprofundamento. O estudante beneficiário do projeto é estimulado a exercer o autodidatismo, a partir dos elementos fundantes e centrais de cada área do conhecimento.

EC São Bartolomeu promove medicina tradicional por meio de projeto pedagógico

A Escola Classe São Bartolomeu, em São Sebastião, tem apostado na medicina tradicional para levar mais saúde tanto aos(às) estudantes quanto para a comunidade escolar. Aproveitando toda riqueza e diversidade que a natureza tem para oferecer, a unidade escolar desenvolve o projeto Horta Medicinal com o objetivo de oferecer tratamento fitoterápico por meio da utilização de plantas com cunho medicinal e terapêutico.  

Segundo a vice-diretora da escola, Francisca de Oliveira Andrade Cordeiro, a atividade faz parte do projeto Viva Verde Vida, que mostra a preocupação da escola em assumir sua identidade como uma escola do campo, no campo e para a comunidade do campo. “A intenção inicial deste projeto é receber as crianças na educação infantil e que a cada ano elas passem por um projeto diferente. Durante este período os alunos passam por projetos diferentes, tendo contato com as formas mais diversificadas possíveis, como plantas medicinais, algumas que servem como remédio, outras comestíveis. Quando elas entram no 1º ano, entram em contato com a cura vinda da natureza. A possibilidade de não precisar ir a uma farmácia para obter a cura de determinada doença, como gripe, verme, asma, bronquite e até mesmo o piolho, que é comum em crianças na idade escolar”, explica.

Por conta de todos os anos trabalhando este projeto, a escola se tornou referência nos saberes tradicionais por meio da utilização de plantas com cunho medicinal e terapêutico.

Dentre os cultivos feitos pelos(as) próprios(as) estudantes destaca-se o guaco, planta importante para o tratamento de gripes, tosses e resfriados. “Para se ter uma ideia, com a volta às aulas após a pandemia da Covid-19 a comunidade local procurou a escola para obter informações sobre o uso das plantas medicinais e assim tratar uma gripe, por exemplo”, ressalta Francisca de Oliveira, complementando que além do cultivo de plantas e ervas medicinas, a escola trabalha atividades com jardins sensoriais por meio de trilhas interpretativas, que são realizadas na escola.

Nota de pesar – Sônia Barbosa de Andrade

É com grande tristeza e pesar que o Sinpro informa o falecimento da professora aposentada Sônia Barbosa de Andrade. A educadora de Atividades faleceu nesta sexta-feira (28), aos 74 anos, deixando familiares, amigos(as) e companheiros(as) de magistério saudosos(as).

Durante sua trajetória no magistério público Sônia usou a educação como um importante instrumento de generosidade. Como professora do Centro de Ensino 01, na Asa Sul, tinha um tratamento com os(as) alunos(as) que ia além das quatro paredes da sala de aula. Nutria o desejo de ensinar, de repassar o conhecimento na esperança de que o conteúdo ajudasse seus estudantes a chegarem longe na vida. Nunca se furtou a mostrar a luta por uma educação pública de qualidade e acessível a todos(as), deixando como legado uma história de muita força, amor e conquistas.

O velório será realizado nesse sábado (29), na Capela 3 do Cemitério Campo da Esperança (Asa Sul), de 8h30 às 11h. O sepultamento ocorrerá em seguida.

O sindicato presta toda solidariedade aos familiares e amigos neste momento de dor.

Sônia Barbosa de Andrade, Presente!

Meu primeiro livro – Conhecimentos que viram histórias

Os conhecimentos acumulados por estudantes da Escola Classe Vila Buritis (Recanto das Emas) ao longo de sua trajetória de vida têm se traduzido em obra literária. Por meio do projeto Meu primeiro livro, alunos(as) de todos os quintos anos utilizam o conteúdo sobre a língua portuguesa para contar suas próprias histórias. Sem um tema específico, cada estudante cria seu texto de maneira livre e autoral.

O projeto surgiu em 2014 com alunos(as) do segundo ano e em 2018 virou um projeto exclusivo do 5º ano. Segundo o coordenador da EC Vila Buritis, Robson José Ribeiro, cada estudante cria sua própria história de maneira livre, sendo o papel do docente limitado a orientar estrutura, coerência e coesão do texto. “Todo processo se inicia em fevereiro e se conclui em novembro, com orientações constantes e semanais, sempre partindo das habilidades e capacidades de cada estudante. Assim, é natural que alguns livros cheguem ao final com alguns equívocos ortográficos, alguns com uma história mais curta, outros com uma história mais complexa, pois a ideia é que o próprio estudante corrija seus próprios erros e assim vá evoluindo no processo de escrita, e temos consciência que esse processo não finda no 5º ano, é longo, e se estende até o doutorado e pós-doutorado”, sinaliza.

O projeto não se restringe a desenvolver a escrita, mas, também, outras habilidades, como leitura, pesquisa e oralidade. “Ao invés de ensinar repetindo e repassando conteúdos de forma bancária, a ideia é que os alunos se utilizem dos conhecimentos estudados no ano e assim produzam seu primeiro livro”, finaliza Robson José.

Sexta-feira (04) tem festa à fantasia na APCEF

Os(as) amantes de festa à fantasia tem uma programação mais que especial no dia 04 de novembro. Pela primeira vez na APCEF, o Halloween – Festa à Fantasia estará aberto à comunidade. Os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais são convidados(as) a participar desta programação, que acontece às 21h, no Salão Nobre do clube.

Os ingressos podem ser adquiridos na secretaria do clube ou na bilheteria digital (clique aqui) pelo valor de R$ 10 (Sócio) e servidores(as) da Secretaria de Educação do DF, ou R$ 30 (Não sócio).

Venha a caráter ou todo preto e dance ao som dos DJs Bob Bruno e Léo Alves. Os ingressos são limitados.

Novembro começa com o 5º Festival de Curtas do CEF 602 do Recanto das Emas

Depois de quase um ano de trabalho, estudantes dos anos finais do CEF 602 do Recanto das Emas apresentarão suas produções no 5º Festival de Curtas. A cerimônia será no dia 1º de novembro, às 9h, no Cine Brasília, quando também serão premiados os melhores trabalhos.

Nesta edição, o festival traz em suas modalidades curtas-metragens, releituras de videoclipes e animação. O projeto é idealizado pelo professor de Arte Edmar Oliveira, e coleciona prêmios de outros festivais do DF, como o Festival de Curtas das Escolas Públicas do Distrito Federal, Festival de Cinema do Paranoá e Festival Taguatinga de Cinema.

“O Festival se tornou um grande evento que envolve a comunidade escolar e proporciona aos estudantes o conhecimento em relação à linguagem audiovisual, tão presentes no nosso dia-a-dia. Além disso, apresenta outras possibilidades de campos de trabalho. Temos ex-alunos que estão seguindo carreira no audiovisual, que cursaram o ensino técnico no IFB do Recanto das Emas e, posteriormente, buscaram formação acadêmica na área e estão na UnB”, conta o professor Edmar Oliveira.

O projeto é realizado desde 2016. No decorrer dos bimestres, os estudantes são apresentados à linguagem audiovisual, conhecem elementos relacionados à produção de roteiros, planos e enquadramentos e etapas de produção audiovisual. No processo, ainda são realizadas exibições de filmes e debates. Na fase final, cada grupo de estudantes produz o seu próprio curta-metragem.

TV Sinpro mostra como foi o Diálogos Contemporâneos com Zélia Duncan, no CEM de Taguatinga Norte

A cantora, compositora e escritora Zélia Duncan foi a convidada do Diálogos Contemporâneos realizado no Centro de Ensino Médio de Taguatinga. O evento foi no último dia 17 de outubro, e teve participação do Sinpro-DF.

Autora de “Benditas coisas que eu não sei – músicas, memórias, nostalgias felizes”, Duncan falou da afetividade na tradição musical e a literatura brasileira. “É muito bom saber que a escola está preocupada com esse andamento do Brasil. É importante para que eles consigam dar sentido às coisas e valorizar a educação da forma como é necessária”, disse a artista.

Assista ao vídeo

Esta foi a 5ª edição do Diálogos Contemporâneos, que teve início no dia 19 de setembro e realizou o último bate-papo nesse 25 de outubro. Além de Zélia Duncan, participaram do evento Juca Kfouri, Patrícia Campos Melo, Jurema Verneck, Marcelo Rubens Paiva, Heloísa Starling, Jorge Caldeira e Itamar Vieira Junior.

Nesta edição, os encontros foram realizados no Auditório do Museu Nacional da República e em universidades e escolas públicas, que receberam antes a obra do convidado para poderem debater sobre o tema.

“Convidamos escritoras e escritores brasileiros cujas obras refletem ou revelam os processos de construção histórica do Brasil para mediar nossa percepção e ampliar o diálogo necessário para o aprofundamento da democracia em nosso país”, afirma Marconi Scarinci, presidente da Associação Amigos do Cinema e da Cultura.

 

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Debate “Balanço das eleições no Brasil: democracia e conservadorismo”

Hoje (27/10), o ObsEB da UnB (Observatório da Educação Básica da Faculdade de Educação da Universidade de Brasília) realiza o debate “Balanço das eleições no Brasil: democracia e conservadorismo”. A atividade será on-line, às 18h30. Transmissão pelo canal do ObsEB no Youtube.

Participará do debate o professor Dr. Ivo Tonet, da Universidade Federal de Alagoas. A mediação será feita pela professora Dra. Edileuza Fernandes, da Faculdade de Educação da UnB.

O segundo turno das eleições 2022 será realizado no dia 30 de outubro. Além de governadores que não pontuaram o suficiente para ganhar em primeiro turno, Lula e Bolsonaro disputam a presidência da República do país. Pela primeira vez em décadas, está em xeque não só a principal cadeira do Executivo federal, mas a própria democracia.

ObsEB
O Observatório da Educação Básica da Faculdade de Educação da UnB é um espaço democrático de articulação com a sociedade, que oportuniza o diálogo com profissionais da Educação Básica e Superior; pesquisadores(as) da UnB e de outras instituições de educação superior; entidades representativas de estudantes e professores(as); associações de pais, mães e responsáveis; e diversas organizações ligadas à educação.

Livro sobre escolas militarizadas é tema de bate papo, nesta quinta (27)

O livro “A escola do medo – vigilância, repressão e humilhação nas escolas militarizadas do jornalista pernambucano”, de Dioclécio Luz, é tema do Dialogando com Paulo Cannabrava, da TV Diálogos do Sul. O bate papo será nesta quinta-feira (27/10), às 17h, pelo link https://www.youtube.com/watch?v=44mZo89iRo8

A obra é resultado de quatro anos de pesquisa e, em forma de ensaio jornalístico, aponta o fracasso do modelo e os riscos trazidos para a formação de crianças e adolescentes. “Exigir das crianças a submissão a esse regime disciplinar é cruel, humilhante, uma afronta ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Essas escolas também afrontam o Art. 5º da Constituição ao invadir a seara da privacidade e intimidade do outro, e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação”, afirma o autor.

Com Bolsonaro, as escolas militarizadas passaram a existir em praticamente todas as unidades federativas. Implantada no DF via decreto do governador Ibaneis Rocha, o modelo não apresenta resultados positivos, soma denúncias e teve a legalidade revogada pelo MPDFT (Ministério Público do Distrito Federal e Territórios). Mesmo assim, a ampliação da militarização é um dos principais pontos do plano de governo de Ibaneis Rocha.

O autor
Dioclécio Luz é pernambucano. Mora em Brasília há mais de 30 anos. Tem formação em engenharia elétrica (UFPE) e mestrado em Comunicação (UnB). Já atuou como repórter, fotógrafo, dramaturgo, agricultor, radialista, roteirista de vídeo, professor de matemática, escritor e jornalista. Por quase 20, anos trabalhou na Câmara dos Deputados, na assessoria técnica de alguns parlamentares.

É autor de uma dezena de livros, abordando os mais diversos temas: reportagens (“Roteiro mágico de Brasília”), rádios comunitárias (“O radiojornalismo nas rádios comunitárias”), meio ambiente (“A máfia dos agrotóxicos e a agricultura ecológica“), contos (“O diabo modernista”), crônicas (“Vida e obra do acaso), memória (“Memória da semente”), entre outros. Faz rádio (programa “Canta Nordeste”) e mantém um podcast sobre literatura (“Livraria da praça”).

*As informações sobre o autor são da TV 61.

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