Cultura da paz também passa pela valorização do magistério público

A falta de investimento na educação gera desgaste emocional, sobrecarga e violência estrutural, que dificultam a mediação de conflitos e o acolhimento de estudantes. No sentido contrário, escolas com profissionais respeitados e apoiados tornam-se espaços de diálogo, equidade e transformação social, onde a paz não é apenas ausência de conflitos, mas fruto de justiça e dignidade.

Desde março de 2025, esta preocupação vem sendo debatida pela Escola Classe 19 de Ceilândia, com o desenvolvimento do projeto Boneca Pacífica. Idealizado pela orientadora educacional Hellen* e pela pedagoga Cristiana*, em parceria com a direção da EC 19, o projeto foi criado devido à necessidade de aprofundar temas sensíveis em sala de aula de maneira lúdica.

 

 

A Boneca Pacífica percorre as salas junto com sua bagagem de livros e as crianças ficam responsáveis por acolher e compartilhar conhecimentos, inserir a personagem em suas atividades diárias, além de discutir, buscar soluções e abordar temas do cotidiano.

As temáticas abordadas no projeto são: respeito; comunicação não violenta; combate e prevenção à exploração sexual de crianças e adolescentes; inclusão; amizade; combate e prevenção ao bullying; educação antirracista e saúde mental.

“Hoje a gente vive um grande desrespeito em relação ao trabalho do professor, além da desvalorização contínua. Uma professora foi ameaçada e fizemos uma passeata no dia 29 de maio para denunciar e pedir respeito aos professores”, afirma a diretora da unidade Maria do Carmo. Segundo ela, a iniciativa dialoga diretamente com a luta da categoria do magistério por valorização e uma educação de qualidade, que estão entre os itens reivindicados na atual greve da categoria.

 

Além de toda preocupação com a cultura de paz no ambiente escolar, a equipe especializada de apoio e aprendizagem e a equipe diretiva na EC 19 desenvolvem a escuta ativa com os estudantes, bem como suas famílias, validando suas dúvidas e sentimentos para garantir o desenvolvimento socioemocional das crianças e dos adolescentes.

Clique aqui e confira o álbum do Facebook.

Estudantes do CED 02 Paranoá são pioneiros na exposição de peças em museu histórico de MG

De 3 a 5 de junho, o Centro Cultural Hermes de Paula, em Montes Claros (MG), receberá peças de arte de estudantes do Centro Educacional 02 do Paranoá, na exposição Memória Candanga. São cerca de 30 cartazes em papel, no estilo lambe-lambe, produzidos à mão, que trazem como tema: Brasília. Essa é a primeira vez que o museu histórico recebe trabalhos de estudantes da rede pública do Distrito Federal.

Obras feitas por estudantes do CED 02 do Paranoá são expostas no Centro Cultural Hermes de Paula, em Montes Claros (MG)  

 

A arte dos estudantes do CED 02 atravessou a divisa do Distrito Federal por iniciativa do professor Paulo Roberto, que atua na Secretaria de Educação do DF em regime de contrato temporário há três anos. “Os estudantes fizeram uma espécie de releitura da imagem da Monalisa (pintura de Leonardo da Vinci) com referência a Brasília. Então tem Monalisa na Catedral, como presidente e de várias outras formas”, explica o professor de Português da unidade escolar.

Segundo o docente, o que chamou a atenção foi a qualidade técnica e a criatividade das peças. “É um material interessantíssimo, cheio de qualidade. Eles (os estudantes) são do Ensino Médio. Então, é aquela idade de descoberta, de mente fértil”, conta Paulo Roberto.

“Sempre tem aquele aluno que gosta de desenhar, de escrever uma poesia, e esta exposição colabora para isto. Quando ele vê que a obra dele está em uma galeria, vai querer melhorar ainda mais o desenho dele. Vai querer se esforçar mais e este esforço virá através da pesquisa e do conhecimento. Isto impacta diretamente no rendimento dele enquanto aluno”, analisa o professor.

As peças artísticas irão ao Centro Cultural Hermes de Paula junto com outras 10 de artistas do Coletivo, Poesia e Arte Urbana, do qual o professor participa. O grupo existe desde 2019 e reúne artistas de Brasília e de outros estados do Brasil e do mundo, como a integrante Maiara Hanson, que mora em Kentucky, nos Estados Unidos. Os trabalhos ficarão expostos por todo o mês de junho.

O tema Monalisa foi explorado pelos alunos do Centro Educacional 02 do Paranoá sob várias temáticas

 

Artistas participantes:

Joanicy (DF)

Kal Navaez (DF)

Paulo Flyer (DF)

Maiara Hanson (Kentucky) EUA

Valdiney Carvalho (Minas Gerais)

Tércia Paiva (Valparaíso) GO

Vitelli (DF)

Curadoria: Paulo Flyer

 

Edição: Vanessa Galassi

Exposição no CEM 03 de Taguatinga faz crítica ao apagamento de mulheres na filosofia

No dia 17 de junho, a partir das 10h30, o espaço Azul, do Centro de Ensino Médio 03 de Taguatinga receberá a exposição Filosofia: Substantivo Feminino — Mulheres na Filosofia.

Idealizada e coordenada pelo professor Cesar de Paula, docente de Filosofia da unidade escolar, a mostra tem como objetivo dar visibilidade ao protagonismo feminino ─ historicamente silenciado ─ no campo da filosofia.

A seleção das filósofas e pensadoras apresentadas na mostra é resultado do trabalho de pesquisa realizado por estudantes do 3º ano do Ensino Médio, sob a orientação e supervisão do professor Cesar de Paula.

Além de homenagear filosofas invisibilizadas ao longo da história, a exposição enfatiza o papel da mulher na Filosofia e sua contribuição para o desenvolvimento do pensamento filosófico e científico, mesmo com inúmeras barreiras impostas.

“Filosofia: Substantivo Feminino” é um ato de resistência, um exercício pedagógico e uma celebração das mulheres que desafiaram os limites de seu tempo e deixaram marcas indeléveis no pensamento humano.

Serviço

 O que: Exposição Filosofia: Substantivo Feminino — Mulheres na Filosofia

Onde: Espaço Azul, CEM 03 Taguatinga

Quando: 17 de junho

Horário: 10h30

Nota de solidariedade à deputada estadual Bia de Lima

O Sinpro expressa seu total apoio e indignação diante dos ataques machistas e misóginos sofridos pela deputada estadual Bia de Lima (PT-GO) durante as sessões da Assembleia Legislativa de Goiás. Tais agressões, inadmissíveis e covardes, ferem não apenas a parlamentar, mas todas as mulheres que lutam por justiça e igualdade.

Bia de Lima é uma referência na luta pelos direitos sociais – educadora, sindicalista e militante dedicada à causa trabalhadora. Sua trajetória inclui passagens pela direção do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego) e da CUT Goiás, onde sempre combateu com coragem em defesa da educação pública, dos direitos das mulheres e da democracia.

O Sinpro condena veementemente as tentativas de desqualificar sua atuação política por meio de violência de gênero. Discursos misóginos e agressivos não têm lugar no espaço público e devem ser punidos com rigor. É inaceitável que uma parlamentar comprometida com os direitos do povo seja alvo de ataques por exercer seu mandato com integridade.

O Sinpro reafirma seu compromisso com uma sociedade igualitária, livre de opressão, e continuará ao lado de Bia de Lima na defesa da democracia, da educação pública e dos direitos da classe trabalhadora.

Nenhum passo atrás na luta por respeito e dignidade!

Curso online ensina a trabalhar poesia na sala de aula

A Casa Tombada, de São Paulo, oferece com desconto para professores(as) filiados(as) ao Sinpro o curso Como Trabalhar Poesia na Sala de Aula, ministrado pela professora aposentada e coordenadora de oficinas de poesia Telma Braga. As aulas são online, sempre às terças-feiras, das 19h30 às 21h30, de 27 de maio a 17 de junho, com emissão de certificado.
No ato da inscrição, informe o cupom

Sinpro20

para obter o desconto.

 

https://cursos.acasatombada.com.br/curso/como-trabalhar-a-poesia-na-sala-de-aula?_ga=2.123198987.145880970.1747861280-867812623.1747861280
A ideia do curso é propiciar uma formação direcionada à leitura e à mediação de poemas no ambiente educativo, como explica a professora Telma: “Poetas e crianças estão muito mais próximos do que se possa imaginar: seus olhos veem o mundo de forma original, percebem a grandiosidade das miudezas, amam descobrir sonoridades, brincar com a língua e provar o sabor das palavras. Mas a poesia anda meio afastada dos projetos de leitura em bibliotecas, das nossas estantes de casa e, lamentavelmente, da própria sala de aula. E ainda quando presente, muitas vezes é usada como um mero trampolim para outros conteúdos, negando-lhe sua própria essência.”

O curso, com certificado de 8 horas, será oferecido em quatro aulas inteiramente on-line, às terças-feiras, de 27 de maio a 17 de junho. As aulas serão das 19h30 às 21h30, e ficarão disponíveis na plataforma por 3 meses.

Mais informações sobre o curso no link https://cursos.acasatombada.com.br/curso/como-trabalhar-a-poesia-na-sala-de-aula?_ga=2.123198987.145880970.1747861280-867812623.1747861280

 

Encontro 1 – 27/5/25:

Nós e a poesia: memórias e arrepios;

No mundo “tudo fala”: ouvir o mundo para ampliar a palavra poesia;

Poesia e poema; poesia e poesia para as infâncias;

Por onde anda a poesia na escola?

Encontro 2 – 3/6/2025:

A leitura como performance: abrir os poros para ler poesia;

Os encantamentos e as astúcias do texto que “brinca com as palavras”: sonoridades, lirismo, visualidades, ludicidade, intertextualidade, fator surpresa;

Encontro 3 – 10/6/2025:

Sugestões e troca de experiências para rodas de mediação de poesia;

Experimentações: o poema diz ou me faz dizer?

O corpo-voz no poema falado.

Encontro 4 – 17/6/ 2025: 

Oficina de poesia Cecília Meireles: relato de experiência em dois momentos (2005 e 2023);

Apresentações de poemas falados pelos participantes.

 

Japão na Ceilândia: VIII Festival de Cultura Japonesa do CILC recebe mais de mil pessoas

Cerca de mil pessoas participaram do VIII Festival de Cultura Japonesa no Centro Interescolar de Línguas de Ceilândia (CILC). O evento, realizado no dia 17 de maio, foi idealizado pelo professor Edson Teixeira do Nascimento e tem sido, desde 2014, uma importante forma de divulgação do curso de japonês que é oferecido pela escola desde 2011.

A edição deste ano teve como tema principal os Vocaloids e a Inteligência Artificial. Durante os meses de abril e maio, os estudantes do CILC participaram de diversas atividades relacionadas aos Vocaloids e à cultura japonesa e que culminaram no VIII Festival de Cultura Japonesa.

Vocaloids são bancos de vozes sintetizadas que, por meio de um software, são combinadas letra e melodia, sendo então possível criar músicas inteiramente cantadas por essas vozes virtuais. Uma das mais conhecidas é a Hatsune Miku, uma cantora virtual com milhões de fãs ao redor do mundo.

O festival contou com uma programação variada, incluindo apresentações culturais, comidas típicas, oficinas, exposições, concursos de desenho e cosplay, sessões de cinema e jogos de videogame retrô.

A abertura oficial teve a presença do professor Edson Teixeira, da diretora Simone Lima, das professoras de japonês Maria Luiza e Samantha, além do professor Dr. Cacio José, da Universidade de Brasília (UnB). Também marcaram presença representantes do Departamento Cultural da Embaixada do Japão, bem como a cosplayer Nara Izumi, caracterizada como a Vocaloid Hatsune Miku (na foto, ao centro), encantando o público presente.

 

Oficinas com estudantes da UnB

Durante a manhã, os visitantes do festival puderam participar de diversas oficinas temáticas, como origami (dobraduras), shōgi (jogo de tabuleiro semelhante ao xadrez), shodō (caligrafia japonesa), katakana (aprendizado de como escrever o nome em japonês), história do mangá e vestimentas tradicionais. Nesta última, os participantes tiveram a oportunidade de vestir yukata (quimono leve de verão) e registrar o momento em fotos.

As oficinas foram realizadas em parceria com a área de japonês do Departamento de Línguas Estrangeiras e Tradução (LET) e contou com a participação dos professores Kyoko Sekino e Cacio José Ferreira, além de estudantes do Instituto de Letras da Universidade de Brasília (UnB).

 

Apresentações e cinema

Durante todo o festival, foi realizada uma Feira Geek, com produtos relacionados à cultura japonesa, como: bottons, livros, quadros, action figure, artigos colecionáveis e até algodão doce esculpido no formato de personagens de desenhos animados, um dos grandes sucessos entre o público. Também integrou a programação o Cine Manchete, com exibições dos primeiros tokusatsu e animes transmitidos no Brasil pela extinta TV Manchete.

À tarde, o público pôde assistir a diversas apresentações culturais, como a execução de shamisen (instrumento de três cordas semelhante a um banjo, tocado com uma grande espátula), o coral dos alunos do curso de japonês do CILC, a apresentação de taikô (tambores japoneses), demonstrações de kendô (espadas japonesas), karatê, danças tradicionais como o Bon Odori, além de apresentações dos alunos e professores do CILC.

O encerramento contou com a presença da Miss Nikkei Brasília 2022, Jennifer Yui, que já atuou como professora de japonês no CILC e participou como jurada no concurso de Cosplay. O festival foi concluído às 18h30, com o anúncio dos vencedores do concurso.

 

Comidas típicas

O cardápio à venda para os participantes do Festival de cultura Japonesa incluía sushi, sashimi, temaki, harumaki, yakisoba, kareraisu (arroz com carne temperada com curry), doces japoneses, e também galinhada, pastel e refrigerantes. “Um dos objetivos do Festival de Cultura Japonesa do CILC é propiciar que as pessoas participantes conheçam a cultura japonesa. A comida é parte da cultura japonesa e muitos dos nossos alunos e alunas não tinham experimentado nem mesmo sushi”, explica o professor Edson Teixeira, que implementou o curso de japonês no CILC em 2011 e que idealizou o Festival de Cultura Japonesa em 2014.

O CILC oferece o curso de japonês desde 2011. No entanto, até 2017, a Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal (SEEDF) ainda não disponibilizava a matrícula pelo site oficial. A divulgação do curso era feita principalmente por boca a boca e pelas redes sociais da escola. Foi em 2014 que surgiu a ideia de realizar o Festival de Cultura Japonesa, para promover e divulgar o curso de forma mais ampla, além de proporcionar aos alunos do CILC e à comunidade de Ceilândia uma experiência de imersão na cultura japonesa.

Mais de 600 estudantes do CEMEIT, CEF 14 e CEF 04 participam de caminhada do Maio Laranja

A ação Faça Bonito da campanha nacional Maio Laranja, que combate o abuso e a exploração sexual de crianças e adolescentes, mobilizou mais de 600 estudantes da rede pública em Taguatinga Norte. As escolas CEMEIT, CEF 14 e CEF 04  se uniram na primeira caminhada promovida pela Rede TAV – Rede de Proteção Local de Taguatinga, Águas Claras, Arniqueiras e Vicente Pires –, realizada na manhã de segunda-feira (19/5).

Com o tema “Faça Bonito – Proteja as crianças e adolescentes”, a atividade, organizada pelo Conselho Tutelar em parceria com as escolas e outras instituições, começou às 8h, com concentração em frente ao CEF 14. A caminhada seguiu pela Avenida Comercial até o CEMEIT, e contou também com a participação de estudantes da rede privada de ensino e representantes do Sistema de Garantia de Direitos, como CRAS, CREAS, PAV Azaleia, Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros, Detran, OAB, Centro Pop e Ministério Público.

No CEF 14, a mobilização para a caminhada começou na sexta-feira (16), com visita de conselheiros tutelares. Em parceria com a equipe pedagógica, foi realizado momento educativo com turmas dos turnos matutino e vespertino. Essa foi a primeira vez que a escola participou de uma caminhada com a temática da campanha.

“Em abril, a Coordenação Regional de Ensino de Taguatinga enviou um ofício convidando as escolas a participarem da caminhada, e o CEF 14 abraçou a ideia. Mobilizamos todas as turmas para confeccionar cartazes e debater o tema. O engajamento dos estudantes foi inspirador — muitos subiram no trio elétrico e falaram com propriedade sobre o assunto”, destaca Alessandra Ramalho de Araújo Batista, orientadora educacional e uma das organizadoras da ação na escola.

Campanha Maio Laranja

A caminhada integra as ações do Maio Laranja, realizadas, anualmente, para celebrar o 18 de Maio, Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. A campanha visa a mobilizar a sociedade contra esse tipo de violência, frequentemente silenciada.

Um dos pontos centrais da iniciativa é alertar a sociedade para o fato de que, em grande parte dos casos, os abusos ocorrem dentro do próprio ambiente familiar, o que dificulta denúncias e o acolhimento das vítimas. “Por isso, é essencial que todos saibam reconhecer os sinais e assumam o compromisso com a proteção da infância e da adolescência”, enfatiza a orientadora educacional Alessandra Ramalho de Araújo Batista.

A conscientização e o acesso à informação são as formas mais eficazes de prevenir esse tipo de crime. Crianças e adolescentes bem informados sobre seus direitos têm mais condições de identificar e denunciar situações abusivas. A escolha do 18 de maio como marco da campanha remete ao caso de Araceli Cabrera Sánchez Crespo, menina de 8 anos estuprada e assassinada em 1973. O crime permanece impune e a data se tornou símbolo nacional da luta contra a violência sexual infantil. Mais do que uma data isolada no calendário gregoriano, o Maio Laranja representa um compromisso contínuo com a proteção da infância.

É o momento em que o Conselho Tutelar reforça seu papel como órgão essencial na garantia de direitos, atuando sempre que há ameaça ou violação, aplicando medidas protetivas, requisitando serviços públicos e comunicando crimes ao Ministério Público.

25 anos de mobilização

As ações relacionadas ao 18 de Maio completam 25 anos em 2025. A data foi oficializada pela Lei Federal nº 9.970/00, que instituiu o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes.

A campanha Maio Laranja, por sua vez, foi estabelecida pela Lei nº 14.432/2022 para promover, durante o mês de maio, ações de enfrentamento a esse tipo de violência em todo o país. O objetivo é fortalecer e ampliar as iniciativas realizadas no 18 de maio e as redes de proteção.

A mobilização “Faça Bonito” é uma das principais ações dentro do Maio Laranja, convocada pelo Comitê Nacional de Enfrentamento à Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes, em parceria com a Rede Ecpat Brasil e outras entidades. Em sinal de adesão à campanha, diversos órgãos públicos iluminam prédios com a cor laranja.

“Na Trilha das Emoções”: CEF 03 do Gama lança livro com textos de estudantes

O livro “Na Trilha das Emoções”, que reúne textos de estudantes e ex-estudantes do CEF 03 do Gama, foi lançado no último sábado, dia 17, em evento celebrativo na escola. O tema da publicação são as emoções humanas.

Para compor o livro, três fases de seleção foram realizadas: por professores conselheiros; professores de língua portuguesa; e pela banca especializada de Literatura da UnB. Os desenhos da capa e do interior da publicação foram escolhidos em concurso interno à escola.

“Com esse projeto, trabalhamos as temáticas levantadas no projeto pedagógico em alinhamento com os gêneros textuais poema e crônica”, explica a professora Jaqueline, coordenadora da escola. “Para as famílias, o evento foi muito emocionante, e para nós enquanto Unidade de Ensino é um reconhecimento da dedicação dos nossos alunos”, completa ela.

Veja o álbum completo no facebook.

Evento no CEF 03 do Gama celebrou lançamento de livro. Foto: Joelma Bomfim.

Nota de pesar | Maria Geralda Cordeiro

É com profundo pesar que o Sinpro comunica o falecimento da professora Maria Geralda Cordeiro Valadares, aos 84 anos, por causas naturais.

Educadora aposentada e apaixonada pelo magistério, Maria Geralda teve uma trajetória marcada pelo amor à educação. Ela deixa um legado de luta pela democratização do ensino à população do Distrito Federal e por uma educação pública de qualidade para todos e todas.

O Sinpro presta toda solidariedade aos familiares e amigos(as) neste momento de dor.

Maria Geralda Cordeiro, presente!

Caseb 65 anos | Uma trajetória de compromisso com a educação 

O Centro de Ensino Fundamental (CEF) Caseb, primeira escola construída no DF, completou 65 anos nessa sexta (16/5). Construída para receber os filhos dos pioneiros de Brasília, a unidade escolar carrega uma trajetória de resistência pela construção de uma educação pública de qualidade.

O Caseb nasceu junto com os sonhos de milhares de trabalhadores(as) que chegavam a Brasília em busca de uma vida melhor. Ao longo dos anos, a unidade escolar superou desafios diversos e se tornou referência de ensino na capital federal, como destacou a diretora da escola, Elaine da Silva Neves, em sessão solene nessa sexta (16/5), na Câmara Legislativa do DF.

“Vocês estão numa escola de excelência, com professores comprometidos com a educação. Eu acredito numa educação com amorosidade, isso faz a diferença”, declarou a diretora aos alunos que lotaram a galeria do Plenário da Casa.

 

Sessão Solene na CLDF em homenagem aos 65 anos do CEF Caseb

 

O deputado distrital Gabriel Magno (PT), propositor da solenidade, refletiu sobre o papel da escola. Para ele, o ambiente escolar é mais do que um espaço onde ocorre a troca de saberes.

“É um lugar de acolhimento, de cuidado. E tem setores aqui dentro da política brasileira que acham que a escola não deve ser feita para isso. Que acham que a escola é só para matemática e português, e pronto. Mas não é. A escola é lugar de ser feliz, de democracia, de diversidade, de liberdade”, disse o parlamentar.

A deputada federal Erika Kokay (PT-DF) também participou da atividade e destacou que a escola é lugar de construção da cidadania.

“É na escola que se forma a cidadania e que se tem consciência de nação. É na escola que a gente desenvolve todas as nossas inteligências, não só a inteligência cognitiva, mas a inteligência emocional, a inteligência lúdica e tantas inteligências que carregamos nessa aventura de sermos seres humanos”, afirmou. 

 

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