O universo fascinante dos personagens do cartunista Ziraldo chega a Brasília

Para homenagear o escritor e cartunista Ziraldo, o Centro Cultural Banco do Brasil Brasília estreia a exposição “Mundo Zira – Ziraldo Interativo”, a partir de 12 de outubro, na galeria 3 – pavilhão de vidro, com entrada gratuita e classificação livre. Inédita no país, a mostra sobre a obra do artista mineiro fica em cartaz até 18 de dezembro.

Adultos, jovens e crianças, fãs das histórias que compõem a literatura infanto-juvenil do cartunista, vão poder interagir com o universo fascinante de seus personagens. O percurso da exposição convida o(a) visitante a ações que estimulam a criatividade e o espírito lúdico. Com design exclusivo e estrutura composta de grandes painéis projetados com personagens e grafismos do artista, o(a) visitante irá vivenciar uma verdadeira imersão no – Mundo Zira – se tornando coautor de uma obra já consagrada por gerações.

Criação é uma das palavras chaves da exposição. Públicos diversos vão poder colocar a imaginação em prática com auxílio de tecnologias interativas que possibilitam colorir, montar personagens, escolher falas e se movimentar seguindo sons. Uma das atrações é a adaptação para o universo interativo do primeiro livro de Ziraldo, Flicts, editado em 1969 e ainda atual em suas mensagens sobre relacionamento, tolerância e acolhimento.

Escolas, grupos ou instituições podem agendar visitas guiadas às galerias e espaços expositivos durante a semana pelo e-mail: agendamento.df@ccbbeducativo.com.

 

Ficha técnica

Coordenação Geral: Nina Luz e Marcela Sá

Curadoria e Direção de Arte: Daniela Thomas e Adriana Lins

Tecnologia: 32 Bits

Cenografia: T+T

Design: Manifesto

Apoio: Instituto Ziraldo

Produção: Lumen Produções

Patrocínio:  BB Asset Management e banco BV

Realização: Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB)

O projeto tem apresentação do Ministério do Turismo, com patrocínios do BB Asset Management e do banco BV e apoio do Instituto Ziraldo.

 

SERVIÇO

Mundo Zira – Ziraldo Interativo 

Período: 12 de outubro a 18 de dezembro – De terça a domingo, das 9h às 21h –

Local: Galeria 3 – pavilhão de vidro | Centro Cultural Banco do Brasil Brasília

 Contato: (61) 3108 7600

Ingressos gratuitos: bb.com.br/cultura

Trocas de presidentes fazem parte do projeto para desgastar a imagem da Petrobrás

Caio Paes de Andrade é o quinto presidente da Petrobrás no governo Bolsonaro. Antes dele, teve José Mauro Coelho, general Joaquim Silva e Luna, economista Roberto Castello Branco. E o interino Fernando Borges
Caio Paes de Andrade é o quinto presidente da Petrobrás no governo Bolsonaro. Antes dele, teve José Mauro Coelho, general Joaquim Silva e Luna, economista Roberto Castello Branco. Teve também o interino Fernando Borges

 

As trocas sucessivas de presidentes e de conselheiros do Conselho de Administração da Petrobrás é mais uma ação deliberada do governo Jair Bolsonaro (PL) para tentar se eximir de sua responsabilidade na regulação dos preços de combustíveis no País, para difamar a imagem da Petrobrás e para manter a política de Preços de Paridade Importação (PPI) dos acionistas minoritários. Essa é uma das denúncias da Federação Única dos Petroleiros (FUP) sobre a gestão do governo na maior empresa nacional de energia.

A FUP explica que Bolsonaro não tem o interesse de modificar essa política de preços porque, se tivesse, já a teria mudado. Ele é a pessoa que tem o poder de indicar o presidente da Petrobrás porque está ocupando o cargo de Presidente da República, de representante máximo do Estado brasileiro, da União. A União tem o controle acionário da Petrobrás, ou seja, é ela a dona das ações que têm direito a voto na empresa. E é por esse mesmo motivo, ou seja, por estar ocupando o cargo de representante máximo do Estado nacional, que tem a maioria das ações ordinárias da empresa, que Bolsonaro tem o poder de indicar a maioria do Conselho de Administração da Petrobrás.

“Ele faz esse tipo de mudança [troca de presidentes] na empresa para tentar enganar a população dizendo que está tentando mudar a política de preços dos combustíveis. E fala isso desde 2018, quando ainda era candidato. Na época, apoiou a greve dos caminhoneiros e disse que era um absurdo essa política de preços que temos no Brasil porque somos autossuficientes em petróleo e por termos refinarias. Mas não fez nada quando assumiu a Presidência, não mudou o PPI, que é mantido ainda”, observa Deyvid Barcelar, coordenador-geral da FUP.

Nesta quinta matéria da série “Em defesa da Petrobrás”, o Sinpro-DF dá continuidade à entrevista com o dirigente sindical Deyvid Barcelar. Ele recorda que o PPI foi implantado em outubro de 2016, por orientação do político Michel Temer (MDB), após o golpe de Estado aplicado no Brasil naquele ano. O PPI foi adotado por Temer, que colocou Pedro Parente na presidência da Petrobrás e uma maioria de conselheiros no CA para ajudar na implantação do PPI sobre os combustíveis da Petrobrás.

“Portanto, da mesma forma que foi criado por orientação de um Presidente da República, a política de preços poderia também ser revisada, reformulada por Jair Bolsonaro. Mas ele não faz porque não tem interesse em mudar essa situação e porque tem compromissos assumidos com os acionistas minoritários, principalmente os acionistas minoritários de outros países, a partir de acordos feitos pelo ministro da Economia e rentista Paulo Guedes e pelo ex-presidente da Petrobrás Roberto Castello Branco”, afirma Barcelar.

 

Guedes: o compromisso de transferir R$ 30 bi da Petrobrás aos EUA anualmente

 

O sindicalista lembra que Paulo Guedes e Roberto Castello Branco garantiram aos acionistas minoritários e ao governo dos Estados Unidos da América (EUA) que iriam transferir para a Bolsa de Valores de Nova Iorque mais de R$ 30 bilhões por ano só da Petrobrás. “É isso que eles estão fazendo hoje: promovendo um verdadeiro Hobin Hood às avessas, tirando dos brasileiros, sobretudo da população pobre, que pagam pelos combustíveis preços abusivos e altíssimos por causa do PPI, e destinando essa riqueza petrolífera aos EUA, em vez de deixá-la no Brasil gerando riquezas para o nosso País, gerando renda e fazendo com que essa nossa nação assegure o seu desenvolvimento”, diz.

A Folha de S. Paulo mostrou, no sábado, 2 de julho, quem são os acionistas minoritários que investem na destruição da Petrobrás brasileira. A principal acionista minoritária que atua na pressão para a privatização da empresa brasileira é a Black Rock, com 5,01% das ações, e, em seguida, as seguintes empresas: Vanguard Group (2,41); Capital Group Gompanies (1,80); Goldman Sachs Group (1,43); Opportunity HDF Participações (0,86); Kapitalo Investimentos (0,78); Grupo Banco do Brasil (0,77); Dimensional Advisers (0,74); JP Morgan Chase (0,64); GQG Partners (0,60).

Para quem não sabe a Black Rock Inc. é o maior “fundo abutre” existente no mundo com investimentos superiores a US$ 8 trilhões, (quatro vezes o PIB brasileiro). Em 6 de dezembro de 2018, a Petrobrás divulgou “Fato Relevante” informando que a Black Rock Inc. havia adquirido ações preferenciais da companhia, em 4 de dezembro de 2018, passando a gerir mais de 5% das ações preferenciais de emissão da companhia. Confira mais informações sobre a Black Rock Inc. na matéria “Petrobrás: fatos relevantes e preocupantes”. https://bit.ly/3yDkOVw

“Infelizmente, temos essa situação muita estabelecidas hoje devido ao fato de o Presidente da República tentar se eximir o tempo todo. Da mesma forma que ele colocou a culpa na Petrobrás e nos seus presidentes, que ele usou como bode expiatório, tanto que já é o quarto presidente em menos de 4 anos, ele também tentou colocar essa culpa nos governadores, depois na guerra da Ucrânia, e, agora, como não tem mais a quem culpar, tirando sua própria culpa, está culpando a própria Petrobrás. Isso é um projeto. Isso que Bolsonaro está fazendo é um projeto calculado de desgaste perante a sociedade brasileira da imagem da maior empresa de energia do Brasil que, no governo Lula, chegou a ser a quinta maior do mundo”, afirma o coordenador-geral da FUP.

Ele também lembra que, “apesar de tudo isso, de todos os ataques que a empresa vem sofrendo em sua imagem desde 2014 com a Operação Lava Jato, que aparecia na Rede Globo, Estadão, Folha de S. Paulo e outros jornais neoliberais com a imagem de tubulações velhas jorrando dinheiro de manhã, de tarde e de noite, e isso era todos os dias nas TVs do nosso País, na última pesquisa a população demonstrou que é contrária a privatização da Petrobrás: 55% do povo brasileiro é contra a privatização da Petrobrás”.

Portanto, o que explica as trocas de presidentes da Petrobrás é o fato de Bolsonaro tentar se eximir de sua responsabilidade e também de desgastar a imagem da Petrobrás perante a população. Felizmente, nesse último ele não tem tido êxito nesse seu objetivo.

 

Ato público contra o fim do Fundo do Pré-Sal para a Educação dia 12 de julho

 

O Sinpro-DF e a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) convidam a categoria e toda a comunidade escolar para um ato público nacional em defesa do pré-sal para a educação a ser realizado no dia 12 de julho, às 14h, no Salão Verde da Câmara dos Deputados.

 

O ato será uma demonstração forte, explícita, grande e pública de que a comunidade escolar é contra o Projeto de Lei nº 1.583/2022 (PL 1583/22), de autoria do governo Jair Bolsonaro (PL), que acaba com as vinculações ao Fundo Social do Pré-Sal para as áreas de educação, saúde e outras, retirando, nesta única operação, quase R$ 200 bilhões das políticas sociais.

 

Confira outras matérias da série “Em defesa da Petrobrás” e acompanhe as próximas edições.

 

Em comemoração aos 69 anos da Petrobrás, Sinpro republica série de matérias

 

Preços elevados, CPI, troca de presidentes, difamação: tudo cena para privatizar a Petrobrás

Trocas de presidentes fazem parte do projeto para desgastar a imagem da Petrobrás

 

MATÉRIA EM LIBRAS

Ensino Médio é tema de apresentação pública de relatório pós-doutoral

O pesquisador Adilson César, do Instituto Federal de Goiás (IFG), faz apresentação pública do relatório de pesquisa pós-doutoral sobre as possíveis influências e consequências da adoção da reforma do ensino médio no contexto do projeto de ensino médio integrado dos Institutos Federais de Educação. A apresentação acontece no dia 13 de outubro, às 14h30, com transmissão pelo canal da EaD do IFG no Youtube.

 

Serviço

Apresentação Pública – Relatório de pesquisa pós-doutoral – Ensino Médio integrado ou Ensino Médio em migalhas: a reforma no contexto dos Institutos Federais de Educação.
Dia: 13/10
Horário: 14h30
Transmissão pelo canal da EaD do IFG no Youtube. Acesse abaixo:

 

Sinpro recebe exposição “A trajetória da EJA no Distrito Federal” nesta sexta

Amanhã (07/10), a professora Leila Maria de Jesus Oliveira apresenta no auditório do Sinpro, às 19h, os resultados da pesquisa de sua tese de doutoramento intitulada “Pegadas” Históricas: educação de pessoas trabalhadoras no Distrito Federal (1957 a 1998). A orientadora da pesquisa, professora Dra. Maria Margarida Machado (PPGE/UFG) também irá participar.

A tese de Leila Maria foi defendida no início de setembro. Leila vai apresentar os resultados de sua pesquisa que buscou identificar historicamente as iniciativas de atendimento à demanda para educação de pessoas jovens e adultas trabalhadoras, no Distrito Federal, refletindo sobre a garantia do direito à educação para este público. Para isso, em uma pesquisa historiográfica, reconstruiu os passos da Educação de Jovens e Adultos (EJA) no Distrito Federal no período de 1957 a 1998.

Além de doutora em educação pela UFG e mestra, também em Educação pela UnB, Leila é pesquisadora especializada em EJA. Professora da SEE-DF desde 1989, ela atua também na educação popular, é membro do Centro de Cultura e Desenvolvimento do Paranoá e Itapoã (CEDEP) e do Grupo de Trabalho Pró-Alfabetização, Fórum de Educação de Jovens e Adultos do Distrito Federal (GTPA-Fórum EJA). Leila é também integrante do Centro de Memória Viva, Programa de Extensão da UnB que é referência em educação popular e EJA, um espaço que se destina a reconstruir a memória da educação popular e da Educação de Jovens, Adultos e Idosos Trabalhadores no DF.

A pesquisa de doutoramento de Leila reconstrói a trajetória da EJA no DF no período que abrange desde a construção da Capital da República até o final do século XX. A tese buscou na memória documental a organização da oferta da EJA para atender à demanda que chega ao DF com os primeiros candangos, que tinham como uma das características a baixa ou nenhuma escolarização. O trabalho apresenta também os passos da legislação, a conjuntura político-administrativa do DF e as ações desenvolvidas ao longo do tempo, no que diz respeito à EJA.

A autora analisou documentos que, por vezes, não permitiram delinear uma construção histórica fidedigna da educação para pessoas jovens e adultas trabalhadoras no DF ao longo do século XX. O cuidado do poder público com seus registros históricos deixou muito a desejar: faltavam documentos, arquivos sumiram. Mesmo com as dificuldades documentais, foi possível à professora concluir que a EJA se constitui como uma disputa entre sociedade civil e sociedade política, e não atende à demanda da educação do público-alvo desde a sua concepção. A oferta é precária na rede pública, e a sociedade civil, na tentativa de suprir o que o estado não oferece, comete alguns equívocos. Ao longo do período estudado o acesso, a permanência e a continuidade de uma educação plena para as pessoas trabalhadoras não foram asseguradas.

Estudantes do IFB fazem ato nesta quinta-feira

A Educação não está na lista de prioridade do governo federal para o povo brasileiro. Em mais uma rasteira, o atual presidente anunciou ontem novos cortes no Orçamento da União destinado ao MEC. O corte de recursos afetará as universidades, institutos federais e a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

Diante dessa decisão e do constante sucateamento da educação, o movimento estudantil do IFB, campus Brasília – L2 Norte, realiza hoje (06/10), às 13h30, o ato contra os cortes no orçamento e o atual governo. Estudantes relatam que a instituição vem enfrentando uma série de sucateamentos, dentre eles a falta de água nos bebedores.

Esse corte é muito prejudicial, atrapalha o seguimento de aulas e os recursos para bolsas de pesquisas. Apoie a luta a favor dos Institutos Federais! Participe e ajude a divulgar o ato a favor da Educação!

Bolsonaro esquarteja a Petrobrás e destrói a 5ª maior empresa de energia do mundo

“O petróleo não é uma mercadoria qualquer. A disputa é fortemente política e social. Não será apenas a troca do presidente da empresa ou isenções tributárias de curto prazo que resolverão o impasse. É preciso uma reformulação completa da política para o setor”. José Sergio Garielli de Azevedo, professor da UFBA e ex-presidente da Petrobrás

 

 

“Infelizmente, hoje, o Sistema Petrobrás vem sendo desmontado pelo governo Bolsonaro. Este presidente está fazendo um verdadeiro esquartejamento desta grande empresa brasileira”, denuncia Deyvid Souza Bacelar da Silva, coordenador-geral da Federação Única dos Petroleiros (FUP). Nesta quarta matéria da série intitulada “Em defesa da Petrobrás”, o Sinpro entrevista Deyvid Barcelar e mostra o esfacelamento do Sistema Petrobrás pelo governo Jair Bolsonaro para entregá-la à iniciativa privada e a empresários e países estrangeiros.

Antes de elencar o rol de privatizações, Barcelar lembra que a Petrobrás foi a quinta maior empresa de energia do mundo na gestão do José Sergio Garielli de Azevedo, professor aposentado da Universidade Federal da Bahia (UFBA), pesquisador do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis Zé Eduardo Dutra (Ineep) e ex-presidente da Petrobrás entre 2005 e 2012.

 

BR Distribuidora, Liquigás, gasodutos, refinarias, campos de petróleo, pólos petroquímicos e fábricas de fertilizantes: tudo devastado, privatizado, mercantilizado e entregue ao mercado financeiro 

 

“A Petrobrás foi a quinta maior empresa de energia do mundo durante o governo Lula. Hoje teve uma série de ativos que propiciava a ela ser uma empresa integrada privatizados. Esses ativos que iam desde o poço e não somente até o posto, mas até o poste, foram vendidos. Foram desintegrados pelo governo Bolsonaro. Estamos falando da Petrobrás Distribuidora, a BR Distribuidora. Por sinal, uma grande empresa de distribuição e de comercialização de combustíveis, que tinha mais de 30% do mercado brasileiro dissolvida na Bolsa de Valores pelas mãos do ministro da Economia, o rentista e dono de empresas offshore Paulo Guedes. Hoje, a Petrobrás não tem nenhuma ação da BR Distribuidora”, afirma.

Barcelar informa que quem ainda compra combustíveis na rede de postos da BR Distribuidora precisa saber que nenhum desses postos de combustíveis são da Petrobrás. Hoje eles pertencem a uma empresa privada denominada Vibra Energia S.A., que vende gasolina e diesel mais caros do que as outras distribuidoras estrangeiras que atuam no Brasil.

O governo Bolsonaro vendeu também a Liquigás, responsável pela distribuição e comercialização de gás de cozinha. Assim como a BR Distribuidora, a Liquigás era uma empresa nacional integrante da Petrobrás e detinha quase 40% do mercado nacional, distribuindo e vendendo botijões de 13 quilos com gás de cozinha em todo o Brasil com preços acessíveis.

Vendeu os gasodutos construídos pela própria Petrobrás nos governos Lula e Dilma, os quais integraram todo o sistema de gás natural, o gás que abastece as indústrias, as residências da classe média nas regiões litorâneas de todo o Brasil. Esses gasodutos públicos interligam o País desde o Sul até o Norte. Uma obra gigante, construída pelo Estado brasileiro. Esses gasodutos foram vendidos por R$ 36 bilhões e hoje a Petrobrás já pagou mais do que o dobro desse valor só de aluguel deles para conseguir transferir o gás natural Brasil afora. Ou seja, a Petrobrás aluga, de uma empresa privada, a rede de gasodutos que ela mesma construiu.

O governo Bolsonaro vendeu campos de petróleo em mar e em terra. Também vendeu e fechou fábricas estatais brasileiras de fertilizantes e nitrogenados do Sistema Petrobrás. Vendeu fábricas petroquímicas construídas pelo governo Lula. Dentre as empresas privatizadas, destaca-se o Polo Petroquímico de Suape, vendido para a estatal mexicana Pemex. Vendeu e continua a vender as refinarias.

No projeto do governo Bolsonaro, a previsão é vender oito das 13 refinarias brasileiras estatais. Já avançou para cima de quatro dessas oito. Apenas uma elas, a Refinaria Landulpho Alves (RLAM), na Bahia, teve seu processo de privatização concluído. Foi vendida para o fundo de investimentos Mubadala Capital, dos Emirados Árabes, que, hoje, vende, no Brasil, a gasolina, o diesel, o gás de cozinha, a nafta, o querosene de aviação e outros derivados do petróleo extraído do solo brasileiro mais caros do que todas as refinarias da Petrobrás. 

Governo reduz a Petrobrás a uma mera “petrosudeste”

“Vivemos um cenário de devastação, de destruição da nossa querida Petrobrás que sempre teve um caráter nacional, uma característica de empresa integrada e de energia atuando em todas as regiões do nosso País e que vem sendo reduzida a uma mera Petrosudeste, não mais uma Petrobrás – Petróleo Brasileiro S.A. – Petrosudeste porque, se depender de Bolsonaro, ela se restringirá ao eixo Rio–São Paulo e a mais nada porque a privatização sinalizada no planejamento estratégico da companhia neste governo e no Plano de Negócio e Gestão é de vender absolutamente tudo e ela se restringir apenas a operar no pré-sal brasileiro no eixo Rio–São Paulo e nas refinarias que estão nesses dois estados, que sempre foram muito beneficiados e privilegiados pelo desenvolvimento industrial do País nos governos anteriores ao do presidente Lula”, afirma Bacelar.

FUP chama população para impedir aprovação do PL 1583 e a venda da PPSA 

Apesar de o governo Bolsonaro ter esfacelado quase todo o Sistema Petrobrás e de tê-la reduzido de quinta empresa mundial de energia a quase nada na economia mundial, a empresa ainda preserva ativos importantes. Um deles são as termelétricas a gás sob controle da Petrobrás: são ativos estatais na mira da sanha privatista do governo Bolsonaro. Outro ativo valiosíssimo é a Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA).

Bolsonaro incluiu, no seu projeto de demolição da soberania energética do Brasil, a empresa que administra a riqueza mineral e energética brasileira denominada pré-sal. Em maio, ele publicou o Decreto 11.085/2022 que autorizou a inclusão da PPSA na lista de estudos para uma possível privatização. O decreto foi publicado no dia 27 de maio, na edição extra do Diário Oficial da União (DOU).

Mal deu tempo de analisá-lo e nem sequer de a população tomar conhecimento da proposta, apenas 12 dias depois de publicado o decreto no DOU, apressadamente, Bolsonaro enviou ao Congresso Nacional o Projeto de Lei nº 1.583/2022 (PL 1583/22), que privatiza os recursos excedentes do pré-sal destinados à União, o que irá prejudicar profunda e definitivamente a educação, a saúde e várias outras áreas públicas. Tudo isso ele faz no fim do seu mandato no Palácio do Planalto e com 57% de rejeição nas pesquisas encomendadas pelo banco BTG Pacutal, o banco fundando pelo ministro da Economia, Paulo Guedes.

Na proposta, que veio a público na quinta-feira (9), Guedes incluiu a desvinculação da receita da venda do óleo fino, que era destinada ao Fundo Social do Pré-Sal para investimentos nas áreas de educação, saúde e outras áreas sociais e da economia nacional. Ou seja, o PL autoriza a venda do óleo extraído pelos contratos de partilha comercializados pela PPSA.

“Não podemos permitir que esses ativos sejam privatizados. Esses ativos não estão somente nas mãos da Petrobrás, mas também nas mãos de outra empresa estatal criada no governo Lula, a PPSA, que está sendo vendida agora pelo governo”, afirma Barcelar.

E não é só isso, a própria estatal também é alvo do apetite privatista do governo federal. Esse PL vende o excedente de óleo do pré-sal acumulado ao longo não somente dos leilões, mas também das operações que já ocorrem nessas áreas do pré-sal. “Temos uma série de ativos que ainda estão sob o controle do Estado e que precisam ser defendidos em nome da soberania do Brasil”, conclama o coordenador-geral da FUP.

Barcelar diz que, além desses campos de pré-sal de propriedade da Petrobrás, há também as refinarias que o povo brasileiro, por meio dos movimentos sindical, social e popular, conseguiu impedir a privatização. Das refinarias que constavam da lista de privatização do banqueiro e proprietário de empresa offshore, Paulo Guedes, apenas uma, a RLAM foi privatizada. Outras quatro não foram vendidas ainda, mas tiveram o contrato de venda assinado e, as demais, não tiveram o contrato de venda assinado.

Fábricas de fertilizantes fechadas pelo governo Bolsonaro/Paulo Guedes

Sem nenhuma justificativa, o governo Bolsonaro impede a Petrobrás de fabricar fertilizantes nitrogenados com a riqueza mineral petrolífera pertencente ao País. Das duas fábricas de fertilizantes estatais brasileiras, uma está hibernada e, outra, está com sua obra paralisada sem nenhum tipo de intervenção.

Essa obra está avançada em 83% e já poderia ter sido concluída para diminuir a dependência do Brasil de importação de fertilizantes nitrogenados. Uma dessas fábricas é a Unidade de Fertilizantes Nitrogenados da Petrobrás (UFN3), em Três Lagoas, Mato Grosso do Sul. A outra, é a Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados no Paraná (Fafen-PR), fechada em 2020.

População impediu a privatização da Petrobrás Biocombustíveis

Mas o Brasil também ainda é dono da Petrobrás Biocombustíveis que, apesar de o governo Bolsonaro/Guedes ter colocado à venda, o povo brasileiro organizado em sindicatos e movimentos populares conseguiu barrar a privatização com uma grande greve que parou a produção e duas plantas no Brasil, na Bahia e em Minas Gerais, e por meio de ações judiciais.

FUP convoca o povo a defender a Transpetros e o Gasoduto Brasil–Bolívia

A Petrobrás ainda atua em outros setores, como na Petrobrás Transporte S.A., a Transpetros. Também é dona do Gasoduto Brasil–Bolívia, que é controlado pela TBG, da qual a Petrobrás tem 100% das ações.

Há ainda outras empresas sob o controle da estatal que ainda não foram  privatizadas e que, para evitar a privatização delas e assegurar a reversão do que já foi destruído pelo governo Bolsonaro é necessário não só derrotar Bolsonaro nas urnas e eleger Lula e Alckmin para o Poder Executivo, cujo programa de governo prevê a recompra dos ativos vendidos e da utilização da Petrobrás como grande empresa estatal.

“Além de eleger Lula para a Presidência da República, é necessário e urgente renovar o Congresso Nacional, elegendo deputados federais e senadores nacionalistas, bem como governadores e deputados estaduais antiprivatistas, que estejam fora do circuito dos partidos do centrão, dos esquemas fundamentalistas neoliberais, ligados ao agronegócio e às milícias privatistas entre outros. Somente assim poderemos assegurar a reconstrução do nosso Brasil”, afirma o coordenador-geral da FUP.

Ato público contra o fim do Fundo do Pré-Sal para a Educação

O Sinpro-DF e a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) convidam a categoria e toda a comunidade escolar para um ato público nacional em defesa do pré-sal para a educação a ser realizado no dia 12 de julho, às 14h, no Salão Verde da Câmara dos Deputados.

O ato será uma demonstração forte, explícita, grande e pública de que a comunidade escolar é contra o Projeto de Lei nº 1.583/2022 (PL 1583/22), de autoria do governo Jair Bolsonaro (PL), que acaba com as vinculações ao Fundo Social do Pré-Sal para as áreas de educação, saúde e outras, retirando, nesta única operação, quase R$ 200 bilhões das políticas sociais.

Confira outras matérias da série “Em defesa da Petrobrás” e acompanhe as próximas edições.

Governo privatiza os pilares da energia nacional e sacrifica soberania e cidadania brasileiras

Preços elevados, CPI, troca de presidentes, difamação: tudo cena para privatizar a Petrobrás

 

MATÉRIA EM LIBRAS

Professor Jaílson Sousa é ouro no Meeting Paralímpico 2022

O professor Jailson Kalludo, filiado ao Sinpro há mais de 30 anos, ganhou duas medalhas de ouro no Meeting Paralímpico Loterias da Caixa 2022, que aconteceu no último fim de semana, no Distrito Federal. Ele conquistou o ouro no lançamento de peso, com a marca de 2.77 metros e, não satisfeito, levou também o ouro nos 400m categoria T45.

Jailson, delegado sindical por oito mandatos, é professor na EJA do CED 06 de Taguatinga. O professor atleta, de 54 anos, tem agenesia congênita nos dois braços e é treinado pelo professor aposentado, Gastão. Para ele, toda a rotina de treinos e competições são frutos de muita dedicação e superação. Sua próxima competição será a Paracapoeira, que acontecerá de 16 a 20 de novembro, em Salvador, pela Associação Brasileira de Professores de Capoeira (ABPC), onde irá representar Brasília e a capoeira do Mestre Paulão.

O Sinpro se enche de orgulho e felicidade, ao ver em seus quadros, mais um professor que supera limites e adversidades em busca daquilo que sonha e acredita.

Parabéns, professor Jaílson, por mais essa conquista!

Foto interna: Ale Cabral/ Comitê Paralímpico Brasileiro

Inscrições abertas para o programa Futuras Cientistas

Estão abertas as inscrições para o Futuras Cientistas, um programa que incentiva a participação de meninas da rede pública de ensino nas áreas de Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática, estimulando a equidade de gênero. O programa promove o acesso e permanência das estudantes do ensino médio público nos espaços científicos por meio de quatro frentes de ação:

Imersão Científica – alunas do 2° ano do ensino médio da rede pública de ensino;
Banca de Estudos – alunas do 3° ano do ensino médio da rede pública de ensino;
Mentoria e Estágios – todas as meninas que participaram do Futuras Cientistas.

São 470 vagas espalhadas do Oiapoque ao Chuí. Experiências em laboratórios de pesquisa, desenvolvimento de projetos científicos, workshops interativos, modalidades remotas e híbridas e muito mais. As inscrições vão até 10 de outubro e podem ser realizadas acessando o link https://bit.ly/3EgQTpn.

Confira o edital em https://linktr.ee/futurascientistas

 

Cia de Teatro Elefante Branco faz apresentações em outubro

A Cia de Teatro Elefante Branco retorna às suas atividades a todo vapor. A companhia realiza, de 10 a 14 de outubro, o 5º Festival de Teatro. O projeto, que foi finalista nacional no Prêmio Arte na Escola Cidadã (2021) e que subiu ao pódio do Prêmio Web de Teatro do DF (2020), retorna após os dois anos da pandemia e se concretiza em sua quinta edição.

Serão apresentados quatro espetáculos, um a cada dia, nos turnos matutino e vespertino, no auditório do CEMEB, com sessões às 9h40, 11h30, 14h e 15h05. Organizados por turmas, os estudantes de Ensino Médio perpassaram por processos criativos de construção de personagens, criação de movimentação cênica e elaboração de expressão corporal, para levar ao palco peças de teatro autorais e também textos teatrais consagrados.

 

OS ESPETÁCULOS

 10/10 – As preciosas ridículas – De Jean-Baptiste Molière (Comédia)

A peça critica a sociedade das aparências e a ostentação de um padrão de vida que desprivilegia algumas pessoas em detrimento do luxo de outras. A peça, encenada ao estilo comédia dell’arte, faz rir do humor escrachado, ao mesmo tempo em que traz uma reflexão sobre o pedantismo e o preciosismo.

11/10 – Bang-Bang: você morreu – De William Mastrosimoni (Drama)

 “Esta peça deve ser feita pelos adolescentes, para os adolescentes”. Valendo-se do lema do dramaturgo norte americano, Bang-Bang é uma peça-campanha antiarmas, anti-bullying, antiviolência e anti-suicidio. A partir do naturalismo, o espetáculo aborda a importância do combate à violência nos ambientes familiar e escolar.

13/10 – A aurora da minha vida – De Naum Alves de Souza. (Tragicomédia)

Um dos clássicos da dramaturgia nacional, a peça retrata os ambientes escolares do Brasil no período pós-ditadura militar nos anos 70. Diversas situações mostradas são um retrato de uma educação muitas vezes opressora e antidemocrática.

14/10 – No mundo da lua – De K7 (Infantil)

Cinco jovens recebem um chamado misterioso para um encontro em que se faz urgente solucionar um enigma. Esses personagens que aspiram, no futuro, trabalhar em áreas importantes como Astronomia, Física, Química, Medicina e Computação, se encontram e começam uma jornada em direção ao entendimento da importância de suas vocações.

 

As escolas que tiverem interesse em participar do projeto, assistindo aos espetáculos, basta entrar em contato com o professor Marcello D’ Lucas pelo e-mail marcellodlucas@gmail.com. Os espetáculos estarão disponíveis para agendamento até o mês de dezembro.

 

Comissão do MNPEF prorroga inscrições para mestrado em Ensino de Física

A Comissão de Pós-Graduação do Mestrado Nacional Profissional em Ensino de Física (MNPEF), da Sociedade Brasileira de Física (SBF), prorrogou as inscrições para o processo seletivo de ingresso no curso de Mestrado Nacional Profissional em Ensino de Física. Os(as) interessados(as) têm até o dia 05 de outubro para fazer a inscrição pelo site sbfisica.org.br/mnpef.

O Mestrado Nacional Profissional em Ensino de Física (MNPEF) é um curso de pós-graduação stricto sensu de Física (SBF), ofertado em polos de diferentes Instituições de Ensino Superior do país e é exclusivo para professores em efetivo exercício de docência em Física na educação básica ou em ciências no nível fundamental, com graduação em Física (Licenciatura ou Bacharelado) ou áreas afins, em cursos reconhecidos pelo Ministério da Educação e para estudantes do último período desses cursos.

Clique aqui e baixe o edital.

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