Professor lança livro Sindicato, Crise e Revolução nesta sexta (12)

Nesta sexta-feira (12), o professor Luiz Carlos Galetti lança o livro Sindicato, Crise e Revolução em evento na Livraria Sebinho, de 17h a 19h30. A obra tem o subtítulo “Os sindicatos de trabalhadores da educação básica em Sergipe e a fragmentação sindical no Brasil contemporâneo”.

O fio condutor do livro é o dilema da superação do capitalismo pela revolução socialista. A publicação discute a grave crise do período contemporâneo. A atuação nos movimentos sindicais populares, combinada com reflexões teóricas e longa pesquisa de campo em Sergipe entre 2012 e 2015, detectaram imensa fragmentação nas organizações dos trabalhadores no Brasil. O livro aponta possíveis soluções para esses problemas.

A Livraria Sebinho fica na 406 norte, bloco C. Mais informações pelo telefone 3447-4444.

No dia do Sinpro nos cinemas do Liberty Mall, quem ganha é você!

Se você é sindicalizado(a) ao Sinpro, quinta-feira é o seu dia de ir ao cinema!

A partir da próxima quinta-feira 11 de agosto, no dia do Sinpro nos cinemas do Liberty Mall, você paga R$ 10,00 de entrada no cinema. E se você quiser levar um(a) acompanhante, ele(ela) também paga R$ 10,00!

Para aproveitar o Dia do Sinpro nos cinemas do Liberty Mall, você precisa ser sindicalizado(a), e deve apresentar a carteirinha válida, em versão física ou digital. Se esquecer a carteirinha, pode apresentar o último contracheque com o desconto da contribuição sindical.

“Esse projeto em forma de parceria busca fomentar e incentivar o acesso ao cinema e proporciona à categoria a reaproximação a essa tão importante fonte histórica de cultura e lazer, que foi tão dificultada em tempos de pandemia e de governos atuais que lutam para inviabilizá-la”, disse o diretor do Sinpro Bernardo Távora, coordenador da Secretaria de Assuntos Culturais do sindicato.

Toda quinta-feira, publicaremos os filmes que estarão em cartaz no Liberty Mall, para que você possa aproveitar e se programar logo cedo! Fique ligado(a)!

Confira a programação de 11 a 17 de agosto:

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Em livro, professor debate a luta dos pobres pela vida

A militância junto ao Movimento dos Sem Terra (MST) por um período de vinte anos, no nordeste brasileiro, e a luta social foram cruciais para o debate sobre a luta das populações mais pobres pela sobrevivência. Após anos estudando fora do Brasil, o professor Uverland Barros da Silva lança o livro Terra: Dom e conflito para os pobres, fruto da tese de doutorado. A obra física, assim como o e-Book, já está disponível para venda nos marketplaces e livrarias.

O objetivo do livro é fazer uma análise bíblico-teológico para compreender uma pastoral fundamentada em uma teologia da terra e do jubileu bíblico. Diante disto, o autor se propôs a investigar o significado de terra em duas dimensões: Terra: como dom e conflito para os pobres. Trata-se da teologia do jubileu bíblico, com suas profundas implicações em nível de transformação de mentalidade e de atitude.

Segundo o professor Uverland, acredita-se que tanto a teologia da Terra, bem como a teologia do Jubileu Bíblico se constituem em uma chave hermenêutica, entre outras, no esforço de superar uma mentalidade dualista e espiritualizante. É a partir de uma visão integral do ser humano e da missão holística da Igreja que desemboca, em atitudes históricas de transformações de uma realidade escapista e alienadora de anti-vida, para uma vida compromissada com a realidade histórica e a gestação de uma consciência crítica.

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Diretora do Sinpro defende a força e o poder das mulheres

Escrito pela coordenadora da secretaria de Assuntos e Políticas para Mulheres Educadoras do Sinpro, Mônica Caldeira, o artigo “A força e o poder das mulheresfoi publicado nesta semana em diversos sites da mídia progressista, mais alinhada com uma agenda que visa a incluir e dar voz e visibilidade a setores da sociedade silenciados e relegados a segundo plano.

Lembrando os 16 anos da Lei Maria da Penha, completados neste domingo (7/8), a diretora do Sinpro lembra que uma das formas de se combater a violência contra a mulher é cuidar para que as elas tenham consciência da relevância feminina no Brasil. E, em ano eleitoral, convém lembrar que as mulheres são maioria do eleitorado nacional desde o ano 2000 e, desde 2016, são maioria do eleitorado também em cada uma das unidades da federação.

O artigo de Mônica foi publicado pela Revista Fórum e pelos jornais Brasil Popular, Brasil de Fato e Jornal GGN, e também pode ser lido na íntegra aqui no site do Sinpro.

No artigo, Mônica conclui que “quem quiser voto da maioria do eleitorado tem que priorizar a pauta feminina, que é também uma pauta em defesa da família: creches para nossos filhos e filhas; educação de qualidade, laica e socialmente referenciada para nossas crianças e jovens; direito à alimentação saudável, moradia e segurança: e, por tudo isso, equiparação salarial com os trabalhadores homens, que historicamente ganham mais do que as mulheres. Além de garantias de direitos específicos para as necessidades da trabalhadora que dedica sua força para o trabalho formal, informal e o não remunerado trabalho doméstico e cuidados.”

Juntas, somos fortes!

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Sinpro é um dos signatários de Manifesto em Defesa da Democracia e da Justiça

O Sindicato dos Professores no Distrito Federal é um dos signatários do “Manifesto em Defesa da Democracia e da Justiça”, assinado por entidades dos mais variados espectros ideológicos da sociedade civil, que se soma à “Carta às Brasileiras e aos Brasileiros em defesa do Estado Democrático de Direito”, documento elaborado em 26 de julho por professores da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, cuja quantidade total de adesões já chegava perto de 800 mil nesta sexta-feira, 5 de agosto. O objetivo dos textos (o Manifesto e a Carta) é marcarem oposição aos ataques contra o processo eleitoral brasileiro e defender a segurança e a eficácia das urnas eletrônicas, que há 25 anos vêm garantindo eleições limpas e transparentes e resultados de apuração poucas horas após o término da votação.

O Manifesto foi publicado nesta sexta-feira, 5 de agosto, nos jornais de maior circulação do Brasil (Folha e Estado de S.Paulo, O Globo e Valor Econômico). Além do Sinpro, subscrevem o texto mais de cem entidades como CUT, Anistia Internacional, USP, Unesp, Unicamp, Greenpeace, Febraban e Fiesp, dentre outras.

O documento informa que as entidades que o assinam “destacam o papel do Judiciário brasileiro, em especial do Supremo Tribunal Federal, guardião último da Constituição, e do Tribunal Superior Eleitoral, que tem conduzido com plena segurança, eficiência e integridade nossas eleições respeitadas internacionalmente, e a todos os magistrados, reconhecendo o seu inestimável papel, ao longo de nossa história, como poder pacificador de desacordos e instância de proteção dos direitos fundamentais”, e conclui: “Todos os que subscrevem este ato reiteram seu compromisso inabalável com as instituições e as regras basilares do Estado Democrático de Direito, constitutivas da própria soberania do povo brasileiro que, na data simbólica da fundação dos cursos jurídicos no Brasil, estamos a celebrar.”

“Esses textos são mais um gesto que o povo brasileiro, novamente, anseia pela conquista de um Estado Democrático e Soberano. É a materialização do quanto o Brasil, mesmo sangrado por uma política facista, não perdeu a esperança por dias melhores e que credita no processo democrático eleitoral, o marco para o fortalecimento e respeito às nossas instituições”, diz Luciana Custódio, diretora do Sinpro-DF. “Exercitar a democracia após tantos ataques contra o nosso povo, é a esperança de ter um Brasil feliz de novo!” completa.

Os dois textos serão lidos na faculdade do Largo de São Francisco, em São Paulo, no dia 11 de agosto, uma data bem cara à instituição de ensino paulistana.

Data emblemática

O 11 de agosto marca os 195 anos da fundação dos cursos jurídicos no Brasil. Foi também num 11 de agosto, no ano de 1977, que o professor de direito Goffredo da Silva Telles Junior leu uma carta de autoria própria em oposição ao governo da ditadura militar, no mesmo local. Das pessoas que assinaram esse documento em 1977, 17 delas também são signatárias da nova carta elaborada pela Faculdade de Direito da USP.

 

Quase 800 mil signatários da carta, e mais de 100 signatários do Manifesto

Além dos signatários da carta de 1977, a nova Carta em defesa do estado de direito já ultrapassava as 760 mil assinaturas na tarde desta sexta-feira 4 de agosto. Seus organizadores acreditam que esse número alcance um milhão até o dia 11 de agosto. Foi assinada por diversos membros da sociedade civil, incluindo docentes da USP e de outras instituições, ex-ministros do STF, artistas, jornalistas, empresários e personalidades religiosas.

Segundo o site G1, subscrevem o documento nomes tão díspares como Chico Buarque, Roberto Setúbal, Ellen Gracie e Luiz Gonzaga Beluzzo. “O movimento recebeu nas últimas horas um engajamento de nomes como o da escritora e presidente interina da ABL Nélida Piñon, da atriz e imortal Fernanda Montenegro, (…) dos cantores Gal Costa, Zélia Duncan, Maria Bethânia e Frejat, dos atores Antonio Calloni e Bruno Gagliasso, do cineasta Fernando Meirelles, dos escritores Luís Fernando Veríssimo, Martha Medeiros e Djamila Ribeiro, dos historiadores Eduardo Bueno e Lilia Schwarcz, entre outros”, segundo o site, que ainda relata que 12 ex-ministros do STF assinaram a carta.

Em 28 de julho, o Manifesto recebeu a assinatura das principais centrais sindicais brasileiras. CUT, Força Sindical, UGT, NCST, CSB, Pública, Intersindical Central da Classe Trabalhadora decidiram, de forma unânime, assinar o documento e orientar seus entes de base e militância a assinarem o documento. O Sinpro assinou o manifesto na terça-feira, 1º de agosto. As Centrais Sindicais também convocam e orientam suas bases a mobilizar e participar do ato do dia 11 de agosto, data em que será lançada a “Carta aos Brasileiros”. 

O presidente nacional da CUT, Sérgio Nobre, afirmou que, neste momento e diante dos ataques com viés golpista do presidente Jair Bolsonaro ao sistema eleitoral, às instituições democráticas e à democracia, “não há nada mais importante do que defender a democracia e as eleições livres”.

“A CUT vai apoiar todas as iniciativas, manifestos, ações feitas em defesa da democracia, do sistema eleitoral, das urnas eletrônicas, independentemente de onde se originaram”, afirmou o sindicalista.

Clique aqui para assinar você também a Carta em defesa do Estado Democrático de Direito 

Clique aqui para ver quem já assinou a carta  

 

Confira a íntegra do

Manifesto em Defesa da Democracia e da Justiça

No ano do bicentenário da Independência, reiteramos nosso compromisso inarredável com a soberania do povo brasileiro expressa pelo voto e exercida em conformidade com a Constituição.

Quando do transcurso do centenário, os modernistas lançaram, com a Semana de 22, um movimento cultural que, apontando caminhos para uma arte com características brasileiras, ajudou a moldar uma identidade genuinamente nacional.

Hoje, mais uma vez, somos instigados a identificar caminhos que consolidem nossa jornada em direção à vontade de nossa gente, que é a independência suprema que uma nação pode alcançar. A estabilidade democrática, o respeito ao Estado de Direito e o desenvolvimento são condições indispensáveis para o Brasil superar os seus principais desafios. Esse é o sentido maior do Sete de Setembro neste ano.

Nossa democracia tem dado provas seguidas de robustez. Em menos de quatro décadas, enfrentou crises profundas, tanto econômicas, com períodos de recessão e hiperinflação, quanto políticas, superando essas mazelas pela força de nossas instituições.

Elas foram sólidas o suficiente para garantir a execução de governos de diferentes espectros políticos. Sem se abalarem com as litanias dos que ultrapassam os limites razoáveis das críticas construtivas, são as nossas instituições que continuam garantindo o avanço civilizatório da sociedade brasileira.

É importante que os Poderes da República – Executivo, Legislativo e Judiciário – promovam, de forma independente e harmônica, as mudanças essenciais para o desenvolvimento do Brasil.

As entidades da sociedade civil e os cidadãos que subscrevem este ato destacam o papel do Judiciário brasileiro, em especial do Supremo Tribunal Federal, guardião último da Constituição, e do Tribunal Superior Eleitoral, que tem conduzido com plena segurança, eficiência e integridade nossas eleições respeitadas internacionalmente, e a todos os magistrados, reconhecendo o seu inestimável papel, ao longo de nossa história, como poder pacificador de desacordos e instância de proteção dos direitos fundamentais.

A todos que exercem a nobre função jurisdicional no país, prestamos nossas homenagens neste momento em que o destino nos cobra equilíbrio, tolerância, civilidade e visão de futuro.

Queremos um país próspero, justo e solidário, guiado pelos princípios republicanos expressos na Constituição, à qual todos nos curvarmos, confiantes na vontade superior da democracia. Ela se fortalece com união, reformando o que exige reparos, não destruindo; somando as esperanças por um Brasil altivo e pacífico, não subtraindo-as com slogans e divisionismos que ameaçam a paz e o desenvolvimento almejados.

Todos os que subscrevem este ato reiteram seu compromisso inabalável com as instituições e as regras basilares do Estado Democrático de Direito, constitutivas da própria soberania do povo brasileiro que, na data simbólica da fundação dos cursos jurídicos no Brasil, estamos a celebrar.

Brasil, 11 de agosto de 2022

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NOTA DE PESAR | MARIA LEONIDIA RODRIGUES DA COSTA E LIMA

Com muito pesar, a diretoria colegiada do Sinpro informa que a professora aposentada Maria Leonidia Rodrigues da Costa e Lima faleceu na madrugada desta quinta-feira, 4 de agosto, aos 69 anos, em decorrência de consequências da Esclerose Lateral Amiotrófica, doença degenerativa que ela vinha enfrentando há alguns anos.

Maria Leonidia foi professora no CEF 01 do Cruzeiro Velho, onde lecionou Português e Inglês e também foi gestora. Na escola, deixou saudades em colegas e estudantes, pelo comprometimento e carinho com que sempre exerceu sua profissão.

O velório da professora Maria Leonidia acontecerá nesta sexta-feira, 05, de 13h a 15h, na Capela 5 do Cemitério Campo da Esperança. O sepultamento está marcado para 15h30.

A diretoria colegiada do Sinpro lamenta muito a perda de Maria Leonidia, e manifesta suas condolências a toda a sua família e amigos(as). Que as boas lembranças sejam o conforto de todos que a amaram.

Vem aí o XII Seminário Regional Centro-Oeste – ANPAE

A Associação Nacional de Política e Administração da Educação (ANPAE) realiza, nos dias 13 e 14 de setembro, o XII Seminário Regional da ANPAE Centro-Oeste. O evento tem como objetivo contribuir com reflexões e críticas sobre os múltiplos desafios na proposição e materialização das políticas educacionais após um longo período de desfinanciamento, ataques e precarização da área. Neste sentido, reúne em torno do debate acadêmico e científico os docentes e dirigentes de educação superior; docentes, dirigentes e técnicos dos sistemas educacionais; professores(as) e diretores(as) de educação básica e de instituições congêneres; representantes de movimentos sociais de raça, diversidade de gênero, etnia e território; estudantes de cursos de graduação e pós-graduação; além de profissionais de outras áreas do conhecimento que tenham interfaces com as políticas intersetoriais da educação. As inscrições podem ser feitas até o dia 11 de setembro, clicando aqui.

Tomando o campo das políticas educacionais como um campo disputado por diferentes agentes com projetos e interesses distintos, o seminário traz como tema Políticas Educacionais: resistência e retomada da democracia e do estado, a partir de três categorias centrais: resistência, democracia e estado. O que está em pauta neste tema é a retomada por debates críticos pela reconstrução ao direito à Educação. As conquistas obtidas durante duros embates nas últimas quatro décadas e consagrados em diferentes legislações, como a Constituição de 1988, a LDB de 1996 e as regulamentações posteriores por meio de pareceres e diretrizes, estão sendo confrontados por um conjunto de decisões políticas, econômicas e legais neoliberais e neoconservadoras com vistas a destruir o estado para ataque do sistema financeiro ao fundo público.

Para Natália Duarte, diretora da ANPAE-DF, neste cenário, depois de vilipendiados os princípios democráticos e de liberdade de expressão e intensa resistência dos movimentos sociais, científicos e da comunidade educacional – trabalhadores da educação, mães, pais, responsáveis e estudantes –, está em curso a desestruturação das políticas educacionais democráticas e a implantação de novas propostas que evidenciam o compromisso político do governo com setores empresariais e conservadores que atuam no campo da educação. “A educação brasileira sempre vive entre perspectivas distintas e contraditórias: uma republicana e outra privatista e mercadológica. No contraponto dessa agenda encontra-se a defesa de projetos e propostas educacionais que atentem para os pressupostos políticos e pedagógicos de uma educação laica, popular, emancipadora, humana, cidadã, decolonial que reconhece e valoriza nossa diversidade. Neste sentido, o tema deste Seminário deve ser apreendido no campo da educação enquanto direito social, sua universalização e a materialização”, ressalta.

Brasileiros assinam a carta em defesa do Estado Democrático de Direito

Você já assinou a Carta às Brasileiras e aos Brasileiros da Faculdade de Direito da USP? A instituição de ensino lidera um importante movimento em defesa da democracia brasileira. A Carta às Brasileiras e aos Brasileiros em defesa do Estado Democrático de Direito foi elaborada na última terça-feira (26/7) pela Faculdade do Largo de São Francisco (SP), e tem como objetivo se opor aos ataques contra o processo eleitoral brasileiro e defender a segurança e a eficácia das urnas eletrônicas, que há 25 anos vêm garantindo eleições limpas e transparentes e resultados de apuração poucas horas após o término da votação.

A carta será lida na faculdade do Largo de São Francisco, em São Paulo, no dia 11 de agosto, uma data bem cara à instituição de ensino paulistana. Até as 19 horas do dia 1/8, o site que hospeda a Carta já havia colhido mais de 647 mil assinaturas de cidadãos e cidadãs comuns.

Na qualidade de entidade civil, o Sinpro será um dos signatários do Manifesto em Defesa da Democracia e da Justiça, ao qual também aderiram outras entidades dos mais diversos espectros ideológicos e atividades na sociedade civil, como CUT, UNE, Fiesp e Febraban. Esse manifesto também será lido no Salão Nobre da Faculdade de Direito no dia 11 de agosto.

“A Carta e o Manifesto são mais um gesto que o povo brasileiro, novamente, anseia pela conquista de um Estado Democrático e Soberano. É a materialização do quanto o Brasil, mesmo sangrado por uma política fascista, não perdeu a esperança por dias melhores e que credita no processo democrático eleitoral, o marco para o fortalecimento e respeito às nossas instituições”, diz Luciana Custódio, diretora do Sinpro-DF. “Exercitar a democracia após tantos ataques contra o nosso povo, é a esperança de ter um Brasil feliz de novo! Por isso, convidamos toda a categoria a também assinar a Carta às Brasileiras e aos Brasileiros, tão importante para a nossa democracia”, completa.

 

Data emblemática

O 11 de agosto marca os 195 anos da fundação dos cursos jurídicos no Brasil. Foi também num 11 de agosto, no ano de 1977, que o professor de direito Goffredo da Silva Telles Junior leu uma carta de autoria própria em oposição ao governo da ditadura militar, no mesmo local. Das pessoas que assinaram esse documento em 1977, 17 delas também são signatárias da nova carta elaborada pela Faculdade de Direito da USP.

Segundo o site G1, subscrevem o documento nomes tão díspares como Chico Buarque, Roberto Setúbal, Ellen Gracie e Luiz Gonzaga Beluzzo. “O movimento recebeu nas últimas horas um engajamento de nomes como o da escritora e presidente interina da ABL Nélida Piñon, da atriz e imortal Fernanda Montenegro, (…) dos cantores Gal Costa, Zélia Duncan, Maria Bethânia e Frejat, dos atores Antonio Calloni e Bruno Gagliasso, do cineasta Fernando Meirelles, dos escritores Luís Fernando Veríssimo, Martha Medeiros e Djamila Ribeiro, dos historiadores Eduardo Bueno e Lilia Schwarcz, entre outros”, segundo o site, que ainda relata que 12 ex-ministros do STF assinaram a carta.

Clique aqui para assinar você também a Carta em defesa do Estado Democrático de Direito https://www.estadodedireitosempre.com/

Clique aqui para ver quem já assinou a carta https://www.estadodedireitosempre.com/adesoes

 

Confira a íntegra da Carta às Brasileiras e aos Brasileiros em defesa do Estado Democrático de Direito.

 

“Em agosto de 1977, em meio às comemorações do sesquicentenário de fundação dos Cursos Jurídicos no País, o professor Goffredo da Silva Telles Junior, mestre de todos nós, no território livre do Largo de São Francisco, leu a Carta aos Brasileiros, na qual denunciava a ilegitimidade do então governo militar e o estado de exceção em que vivíamos. Conclamava também o restabelecimento do estado de direito e a convocação de uma Assembleia Nacional Constituinte.

A semente plantada rendeu frutos. O Brasil superou a ditadura militar. A Assembleia Nacional Constituinte resgatou a legitimidade de nossas instituições, restabelecendo o estado democrático de direito com a prevalência do respeito aos direitos fundamentais.

Temos os poderes da República, o Executivo, o Legislativo e o Judiciário, todos independentes, autônomos e com o compromisso de respeitar e zelar pela observância do pacto maior, a Constituição Federal.

Sob o manto da Constituição Federal de 1988, prestes a completar seu 34º aniversário, passamos por eleições livres e periódicas, nas quais o debate político sobre os projetos para país sempre foi democrático, cabendo a decisão final à soberania popular.

A lição de Goffredo está estampada em nossa Constituição “Todo poder emana do povo, que o exerce por meio de seus representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição”.

Nossas eleições com o processo eletrônico de apuração têm servido de exemplo no mundo. Tivemos várias alternâncias de poder com respeito aos resultados das urnas e transição republicana de governo. As urnas eletrônicas revelaram-se seguras e confiáveis, assim como a Justiça Eleitoral.

Nossa democracia cresceu e amadureceu, mas muito ainda há de ser feito. Vivemos em país de profundas desigualdades sociais, com carências em serviços públicos essenciais, como saúde, educação, habitação e segurança pública. Temos muito a caminhar no desenvolvimento das nossas potencialidades econômicas de forma sustentável. O Estado apresenta-se ineficiente diante dos seus inúmeros desafios. Pleitos por maior respeito e igualdade de condições em matéria de raça, gênero e orientação sexual ainda estão longe de ser atendidos com a devida plenitude.

Nos próximos dias, em meio a estes desafios, teremos o início da campanha eleitoral para a renovação dos mandatos dos legislativos e executivos estaduais e federais. Neste momento, deveríamos ter o ápice da democracia com a disputa entre os vários projetos políticos visando convencer o eleitorado da melhor proposta para os rumos do país nos próximos anos.

Ao invés de uma festa cívica, estamos passando por momento de imenso perigo para a normalidade democrática, risco às instituições da República e insinuações de desacato ao resultado das eleições.

Ataques infundados e desacompanhados de provas questionam a lisura do processo eleitoral e o estado democrático de direito tão duramente conquistado pela sociedade brasileira. São intoleráveis as ameaças aos demais poderes e setores da sociedade civil e a incitação à violência e à ruptura da ordem constitucional.

Assistimos recentemente a desvarios autoritários que puseram em risco a secular democracia norte-americana. Lá as tentativas de desestabilizar a democracia e a confiança do povo na lisura das eleições não tiveram êxito, aqui também não terão.

Nossa consciência cívica é muito maior do que imaginam os adversários da democracia. Sabemos deixar ao lado divergências menores em prol de algo muito maior, a defesa da ordem democrática.

Imbuídos do espírito cívico que lastreou a Carta aos Brasileiros de 1977 e reunidos no mesmo território livre do Largo de São Francisco, independentemente da preferência eleitoral ou partidária de cada um, clamamos as brasileiras e brasileiros a ficarem alertas na defesa da democracia e do respeito ao resultado das eleições.

No Brasil atual não há mais espaço para retrocessos autoritários. Ditadura e tortura pertencem ao passado. A solução dos imensos desafios da sociedade brasileira passa necessariamente pelo respeito ao resultado das eleições.

Em vigília cívica contra as tentativas de rupturas, bradamos de forma uníssona:

Estado Democrático de Direito Sempre!!!!”

 

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Gama recebe próxima edição da Feira Cultural dos(as) Aposentados(as)

Está confirmada para o próximo dia 12 de agosto, na praça Cine Itapuã, no Gama, a V Feira Cultural das Aposentadas e Aposentados, que ocorre das 9 às 17h. O evento é realizado pela Secretaria para Assuntos dos Aposentados(as) do sindicato.

Quem estiver interessado em expor seus trabalhos deve entrar em contato até o dia 10 de agosto, com a Secretaria de Aposentados e Aposentadas do sindicato, pelos telefones 3343-4235 ou 99994-6258. Para se inscrever, é necessário ser filiado(a), e os trabalhos devem ser feitos pelo próprio expositor, sendo vedada a revenda de qualquer peça.

“A Feira Cultural é um espaço para nossas aposentadas e aposentados mostrarem seus trabalhos e ainda é um momento de encontro e interação. O Sinpro valoriza esses momentos e a categoria aposentada mostra que permanece ativa”, diz Elineide Rodrigues, coordenadora da Secretaria de Aposentados do Sinpro.

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Livro conta a história do CIEM, o antigo CAp da UnB

Entre os anos de 1964 e 1971, a cidade de Brasília teve uma das escolas de ensino secundário cujo projeto se mantém inovador e vanguardista até os dias de hoje. Vinculado à recém-fundada Universidade de Brasília, O Centro Integrado de Ensino Médio (CIEM) funcionou entre 1964 e 1971. Oferecia ensino público e integral.

O livro Ciem: Uma escola para a vida teve seu lançamento realizado durante a 74ª Convenção da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). Escrito pelo historiador e pesquisador Antonio de Pádua Gurgel, o livro conta a história daquela escola que, nas palavras de Darcy Ribeiro, “foi a melhor experiência em educação secundária no Brasil”. Muito da Base Nacional Comum Curricular, aprovada em 2017, teve inspiração no método de ensino do CIEM.  

 

Liberdade com Responsabilidade

Naquela escola, além de aprenderem as disciplinas do ensino convencional, os estudantes eram estimulados a enfrentar desafios e procurar ser conscientes dos seus sentimentos. Precisavam optar por uma atividade artística ou cultura, além de uma prática esportiva. Havia também práticas educativas vocacionais, cujo objetivo era contribuir para a escolha consciente de um caminho profissional.

Os alunos eram desafiados a escolher um tema histórico e escrever uma monografia sobre o assunto, formulando ideias consistentes e fundamentadas.

O projeto pedagógico foi idealizado por Darcy Ribeiro e Anísio Teixeira, fundadores da UnB. Mesmo tendo funcionado por menos de uma década (1964-1970), ainda hoje o Centro é lembrado por sua proposta inovadora de educação.

O ingresso era bastante disputado, com exame de seleção. Grande parte dos alunos era formada por filhos de parlamentares, profissionais liberais e funcionários do governo.

O livro pode ser adquirido neste lkink aqui, ao custo de R$ 50,00.

 

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