Servidores da Funai realizam ato em protesto pelo assassinato de Bruno e Dom

Servidores(as) da Fundação Nacional do Índio (Funai) realizam um Ato Nacional de Greve nessa quinta-feira (23), a partir das 10h, nas unidades da Funai espalhadas por todos os estados brasileiros e no Distrito Federal (Funai Sede, CRs, CTLs, FPEs e MI). A atividade é um protesto pelo assassinato bárbaro do indigenista Bruno Pereira e do jornalista Dom Phillips.

Durante o ato será exigida a identificação e responsabilização de todos os culpados, além da saída imediata do Presidente da Funai, Marcelo Xavier, que vem promovendo uma gestão anti-indígena e anti-indigenista na instituição. “Nós, servidoras e servidores da Funai, mobilizados nacionalmente e representados por nossas entidades, convocamos a todas(os) para estarem conosco no Ato Nacional de Greve”, informou a fundação Indigenistas Associados (INA).

Na última segunda feira (13), em parceria com o Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc), a INA divulgou um dossiê onde acusa a Funai da implementação da política anti-indigenista, marcada pela não demarcação de territórios, sob o governo de Jair Bolsonaro (PL). Ainda de acordo com a fundação, a Funai promove perseguição a servidores e lideranças indígenas, militarizou os cargos estratégicos, promove o esvaziamento de quadros da entidade e do orçamento, além de assédio institucional, alinhamento com a agenda ruralista e omissões na esfera judicial.

Servidores(as) da Funai ouvidos sob condição de anonimato afirmaram que a falta de recursos é, hoje, um dos maiores obstáculos para a atuação do órgão, o que inclusive dificultou as operações de busca de Bruno Pereira e Dom Phillips.

Colabore com a vaquinha virtual de Jaqueline Almeida Paz para tratar um câncer

Jaqueline Almeida Paz é monitora de alunos com necessidades educacionais no CEF 5 de Sobradinho, e está em tratamento de um câncer de mama. O plano de saúde de Jaqueline está no período de carência e negou o pagamento do tratamento na rede particular.

Ela iniciou o tratamento no Hospital de Base e já teve a primeira sessão de quimio. Porém, ela também precisa de um cateter totalmente implantado por ser ex-paciente oncológica (Jaqueline teve Doença de Hodgking aos 21 anos), orçado em R$ 11.385,81. Também precisará tomar 4 vacinas de Granulokine após cada sessão de quimioterapia, para aumentar a imunidade, abreviar o tratamento e aumentar as chances de cura. Cada quatro ampolas desse medicamento custam R$1.230,28.

Jaqueline montou uma vaquinha virtual no site Vakinha.Com para arrecadar R$ 30 mil – que inclui os valores mencionados acima, referentes a medicamentos e procedimentos médicos, e custos processuais. Para colaborar e para saber mais sobre o tratamento de Jaqueline, clique AQUI!

Oficina de música para surdos e deficientes auditivos

Neste fim de semana (sábado e domingo, dias 18 e 19/6) às 16h, o público com surdez ou deficiência auditiva terá a oportunidade de viver a experiência de performances musicais, técnicas, dinâmicas e jogos musicais especialmente adaptados.

“Através da vibração sonora e de guias visuais, apreciaremos músicas, faremos músicas e jogos e dinâmicas musicais adaptadas para a comunidade surda ou deficiente auditiva”, conta Danilo Cabral, estudante de licenciatura em música da UnB e um dos idealizadores do evento.

O evento, gratuito, é um projeto da Funarte. Ocorre Na Cia Lábios da Lua, no Gama (Quadra 4, Lote 16 Lojas 1/2 Setor Sul), no sábado e no domingo, às 16h, e é acessível em Libras.

Confira o vídeo promocional do evento.

Escola vai ao Cinema: inscrições abertas

A Escola Vai Ao Cinema – Uma Aula de Cinema está com inscrições abertas para sua primeira edição. Até o dia 15 de julho, os coordenadores e diretores das escolas públicas do Distrito Federal podem se inscrever através no link disponível aqui. São 5 mil vagas para estudantes do ensino infantil, fundamental, médio e da Educação de Jovens e Adultos (EJA). As sessões acontecem nos três turnos, manhã, tarde e noite, no Cine Cultura Liberty Mall, a programação é dividida por faixa etária e inclui transporte, pipoca, suco, lanche e água para as turmas.

A ideia desse projeto é proporcionar aos estudantes de baixa renda o acesso à sétima arte. As escolas selecionadas devem formar grupos de 90 alunos da mesma faixa etária: de 4 a 6 anos, de 7 a 9 anos, de 10 a 12 anos e a partir de 13 anos. As sessões de cinema são para estudantes de todas a séries, incluindo as turmas da EJA.

As inscrições estão disponíveis para escolas de Águas Claras, Brazlândia, Candangolândia, Ceilândia, Cruzeiro, Gama, Guará I, Guará II, Itapoã, Jardim Botânico, Núcleo Bandeirante, Paranoá, Planaltina, Recanto das Emas, Riacho Fundo I, Riacho Fundo II, Samambaia, Santa Maria, São Sebastião, Sobradinho I, Sobradinho II, Taguatinga, Varjão, Vicente Pires, Sol Nascente, SCIA – Estrutural e Plano Piloto. Cada escola poderá inscrever-se somente uma vez. Parte das vagas são reservadas para escolas da área rural e de ensino especial.

A programação prioriza filmes que podem ser trabalhados junto com o conteúdo ensinado em sala de aula. Todas as obras são brasileiras para, além de valorizar o cinema nacional, criar uma identificação entre o público e o que é visto na telona.

As crianças de 4 a 6 anos vão se divertir com “Peixonauta – O Filme”, e “Gemini 8”; para a garotada de 7 a 9 anos, vai ter o filme escolhido é “Tainá – A Origem”; os estudantes de 10 a 12 anos vão ver “Turma da Monica – Laços” e a animação “Tito e os Pássaros”. Finalmente, os adolescentes poderão conferir “Pureza”, “O Outro Lado do Paraíso” e “Cora Coralina – Todas as Vidas”.

O projeto A Escola Vai Ao Cinema é realizado pelo Cine Cultura com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal e o apoio da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal.

Carta aberta pela revogação do Novo Ensino Médio

O novo Ensino Médio, que começa a ser implementado em todas as escolas brasileiras a partir deste ano para os(as) alunos(as) que concluíram o ensino fundamental e até 2024 se estenderá a todas as turmas, é a menos conhecida e a mais perversa das reformas já feitas a partir do golpe de 2016. Para os defensores do modelo, como Michel Temer, seu então ministro da Educação, Mendonça Filho, fundações e empresários do setor, o objetivo é acabar com a “escola chata”, dar ao estudante a possibilidade de escolha para que ele opte por uma formação profissionalizante. E mais do que isso: entregar um certificado do ensino médio regular e técnico profissionalizante ao final do curso.

No entanto, o(a) estudante terá sua formação básica ainda mais esvaziada. Para se ter uma ideia, história do Brasil não aparece no currículo repleto de menções ao marketing e empreendedorismo. E a profissional ficará muito aquém daquela mantida pela rede pública de ensino.

Em carta aberta, associações, centrais, confederações, federações, fóruns, redes de ensino, sindicatos e sociedades ligadas à educação pedem a revogação do Novo Ensino Médio. Clique aqui e confira a carta na íntegra:

 

 

DF: Feriado é dia de 4ª dose contra Covid para maiores de 40 anos

Se você tem mais de 40 anos, a partir de amanhã (16/6, feriado de Corpus Christi) pode ir aos locais de vacinação (clique aqui) tomar sua quarta dose de vacina contra a Covid (você já tomou as três, não é?).

Para poder tomar a quarta dose, a pessoa não pode estar com Covid, e deve ter tomado a terceira dose há pelo menos quatro meses.

Quem tomou o imunizante da Janssen mais o reforço da Janssen – e também tem mais de 40 anos – também deve procurar essa segunda dose de reforço após quatro meses.

O anúncio foi feito na tarde desta quarta-feira pelo governador em suas redes sociais.

Não vacile, se vacine!

 

Nota de pesar – Maria Lúcia Pires

É com grande tristeza e pesar que o Sinpro informa o falecimento da professora aposentada Maria Lúcia Pires de Morais. A educadora de Português faleceu nesta terça-feira (14), aos 61 anos, vítima de câncer, deixando marido, dois filhos, familiares, amigos(as) e companheiros(as) de magistério saudosos(as).

Nas escolas de Planaltina onde trabalhou, nunca se furtou a mostrar a luta por uma educação pública de qualidade e acessível a todos(as), plantando como legado uma história de muita força, amor e conquistas. Maria Lúcia era prima da diretora do Sinpro Elbia Pires.

O velório será realizado nessa quarta-feira (15), no Cemitério de Planaltina, de 14h às 16h, seguindo para o crematório de Formosa-GO, onde será cremada.

O sindicato presta toda solidariedade aos familiares e amigos neste momento de dor.

Maria Lúcia Pires, Presente!

Projetos de sucesso em destaque no TV Sinpro desta quarta-feira

No programa TV Sinpro desta quarta-feira (15/06), que vai ao ar na TV Comunitária às 19h, vamos mostrar que existem alternativas que se provam muito bem-sucedidas no trabalho pedagógico da agressividade, excitação e ansiedade das crianças e adolescentes da rede pública do DF.

Na Escola Classe 415 norte, os alunos fazem meditação para se acalmarem da volta do recreio. O projeto “Plena Atenção” tem funcionado tão bem que as crianças estão se concentrando mais nas aulas, e até professoras, antes céticas quanto à meditação, resolveram incorporar a ação no dia a dia

O mural contra o bullying na EC 10 do Gama, feito por todos os alunos, professores e orientador educacional, é outro projeto de muito sucesso, uma ação de conscientização contra o bullying e para a paz. Essa atividade vem contribuindo para a redução dessa prática condenável, dia após dia, e dá lugar ao respeito e à paz.

No CED Agrourbano Ipê, do Riacho Fundo II, o Projeto Equilíbrio, iniciativa do professor Leonardo Hatano, coordenador pedagógico da escola, em parceria com a orientadora educacional Hellen Rejane, mereceu o reconhecimento do embaixador do Japão, Teiji Hayashi. Ele participou da oficina de sumi-ê que a artista e arteterapeuta Hiromi Takano ministrou para estudantes da escola, que é parte desse projeto.

Essas são apenas três de várias histórias de projetos de sucesso desenvolvidos na rede pública do Distrito Federal. São experiências pedagógicas, possibilidades pensadas e planejadas por educadores(as), com resultados eficientes. O TV Sinpro vai ao ar na próxima quarta-feira, 15 de junho, às 19h, na TV Comunitária, no Youtube e no Facebook do Sinpro. Não perca!

Prosseguem as inscrições para o VIII Encontro de Mulheres Educadoras

Continuam abertas as inscrições para o VIII Encontro de Mulheres Educadoras. O encontro será realizado no dia 25 de junho, das 8 às 18:30, no espaço Chico Mendes da Chácara do Sinpro.

Este ano, a homenageada será a professora e jornalista Antonieta de Barros, uma das primeiras mulheres eleitas no Brasil – a primeira negra. Elegeu-se deputada estadual por Santa Catarina em 1934. Antonieta era professora por formação, e também cronista e jornalista. Filha de uma ex-escravizada, ela teve papel fundamental na luta pela igualdade racial e pelos direitos das mulheres. Uma das principais bandeiras de seu mandato como deputada estadual foi a concessão de bolsas de estudo para alunos carentes. Antonieta nunca deixou de exercer o magistério. Ela dirigiu a escola que levava seu nome até morrer, em 1952.

As professoras e orientadoras educacionais sindicalizadas poderão participar de 4 rodas de conversa que vão debater 1° a conjuntura, 2° a necessidade de uma educação feminista antirracista antlgbtfóbica e anticapacitista.

À tarde haverá uma roda para debater qual projeto de sociedade queremos e, finalmente, haverá aprovação de uma resolução para o nosso XII Congresso

As vagas para o VIII Encontro de Mulheres Educadoras são limitadas, e oferece creche para as educadoras que quiserem levar crianças de até 7 anos de idade.

 

Clique aqui e faça sua inscrição

 

NOTA DE REPÚDIO| Respeito às servidoras e aos servidores de Valparaíso

A diretoria do Sinpro responde com repúdio às declarações feitas pelo jornalista Fred Linhares, que utilizou seu programa de rádio para atacar os(as) servidores(as) de Valparaíso. Além de tratar com desrespeito aqueles(as) que lutam pela educação da população e por um futuro melhor para o Brasil, Linhares desconhece a importância que os(as) educadores têm. Não fosse um(a) professor(a), o jornalista não teria adquirido o conhecimento necessário para chegar a um curso superior e chegar onde chegou.    

Na manhã da última segunda-feira (13), Fred Linhares utilizou seu espaço no programa de rádio “Na polícia e nas ruas”, de grande audiência no entorno do DF, para atacar os servidores municipais do Valparaíso e incitar o ódio contra a categoria. O motivo para tamanhas investidas contra as trabalhadoras e trabalhadores, seria o registro de “excessivos” de atestados médicos apresentados.

Amparado por supostos dados da secretária municipal de Educação do município, Rudilene Nobre, o apresentador chegou a se referir às professoras e aos professores da cidade como “desgracentos”, por precisarem de afastamento médico. Entretanto, Linhares não levou em consideração o cenário de precarização e de péssimas condições de trabalho imposto à categoria.

“Ninguém está de atestado médico porque quer, eles são por conta de doenças laborais. O servidor aqui está sobrecarregado, não tem concurso para monitoras e monitores, não tem concurso para merendeira, elas estão sobrecarregadas de trabalho assim como serventes, agentes e assistentes. É um absurdo essa atitude desse jornalista e da Secretária de Educação, que passa essas informações dizendo que o servidor entrega atestado médico em Valparaíso e não entrega no Distrito Federal por exemplo. A Secretária precisa provar de onde ela tirou esses dados. Esse ataque ao trabalhador nós não vamos aceitar calados”, afirmou o  presidente do Sindsepem/Val -sindicato que representa a categoria-, Marcilon Duarte.

De acordo com a entidade sindical, as escolas do município estão sucateadas e sem estrutura mínima para funcionamento, principalmente, durante a pandemia. Faltam itens básicos de higiene para os estudantes e Equipamentos de Proteção Individual (EPI) para os servidores.

O SINPRO-DF se solidariza com as servidoras públicas e servidores públicos de Valparaíso de Goiás e exige respeito à categoria. A liberdade de imprensa deve, sim, ser exercida, mas com respeito e responsabilidade, o que não foi o caso das alegações feitas pelo jornalista Fred Linhares.

Em um contexto de constantes ataques aos servidores e aos serviços públicos, o comunicador presta um desserviço à comunidade e a toda classe trabalhadora, ao contestar o direito ao afastamento por doença, sobretudo em um momento em que, além do adoecimento por excesso de trabalho, a população do DF e do entorno padece novamente com o aumento dos casos de Covid.

 

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