“Outro lugar na Solidão” será lançado nesta 5ª-feira (2/6)

Da esquerda pra direita: Marcelo Linhares, Adriana Kortlandt e Marcelo Capucci

É nesta quinta-feira (02/06), no Sebinho (406 Norte), a partir das 17:30, o lançamento presencial de “Outro Lugar na Solidão”, romance de Marcos Linhares, Marcelo Capucci e Adriana Kortlandt. A obra é o quarto fruto desse trio de autores, que criou a Calidt Literária, um escritório de produção textual, uma ação de criação coletiva de obras para tv, cinema, streaming e impresso.

“Giacomo e Nonata vão viver uma história de amor nos tempos do Coronavírus, nos tempos do superfaturamento de equipamentos de proteção, corrupção endêmica no sistema de saúde local. O entrelaço de suas vidas acontecerá par e passo com descobertas que provocam loopings na vida de qualquer pessoa: O pai de Giaco é o prefeito e protagonista dos roubos e do uso da máquina pública para enriquecimento pessoal, a mãe de Giaco dedica sua vida a ocultar segredos de família, e para tal não há limites. Enquanto cada personagem lida com as consequências de escolhas passadas que moldam destinos como “canyons”, por onde eles descem de caiaque, o vírus se alastra e impõe medidas que colocam frente a frente duas características humanas: a solidariedade e a ganância.

Marcos Linhares explica que poder falar de amor na maturidade é algo fantástico. “Temos sempre que superar nossos medos e limitações e sempre é tempo para construirmos novos caminhos”, enfatiza o autor, que também é jornalista.

Marcelo Capucci não esconde a alegria de poder voltar a fazer lançamento de obras presencialmente. “Senti falta desse olhos nos olhos com os nossos leitores. Em tempos de ansiedade, tristeza, lançar um romance é algo que nos enche de satisfação e esperança”, afirma o escritor, que também é professor da SEEDF e baterista da banda Plebe Rude.

Adriana Kortlandt considera essa experiência de produção coletiva de textos muito significativa. E também não esconde a satisfação de poder autografar em Brasília, visto que fica dividida entre o Distrito Federal e a França, onde também possui residência. “É tudo tão surpreendente e novo que o arquivo de textos que estamos produzindo virou para mim uma caixinha de jóias”, comemora a autora que ganhou o International Latino Book Awards de 2018, com “A casa da vida” como “Melhor Livro de Não Ficção em Língua Portuguesa”.

 

A história

Marcos Linhares explica que a ideia do folhetim veio com a chegada da pandemia de COVID-19. “Resolvemos escrever um romance ambientado nessa turbulência, mas não queríamos que fosse um diário da tragédia, queríamos uma história de amor entre dois médicos com 64 anos, ainda na ativa, na linha de frente de hospitais de suas cidades, e tudo isso acontecendo ao mesmo tempo”, revela Linhares.

Marcelo Capucci recorda as primeiras discussões. “Pensamos em escrever essa saga de dois médicos idosos e viúvos que se apaixonam em meio ao colapso sanitário e hospitalar ocasionado pelo Coronavírus… A história ganhou personagens, contornos dramáticos, traição, assassinatos, enfim… Um thriller bem interessante. Depois disso, claro, juntamos tudo e agora lançaremos a obra impressa. Foi intenso o processo”, brinca Capucci, que tem que conciliar a literatura com a vice-direção do CED Casa Grande.

Adriana Kortlandt, que também é psicóloga, traz muitas memórias e experiência na construção da obra.”Minha avó me contava a história de que, durante a Gripe Espanhola, ela e seus vizinhos saíam para comprar o jornal e se reuniam para ler juntos os folhetins da época. Com a pandemia da covid-19, estamos de novo necessitados dessas pausas da literatura, de momentos como esse que nos ajudem também a refletir sobre o que estamos vivendo e a ultrapassar essas dificuldades. Espero que a história que contamos ajude a momentos como esse, sempre que necessário”, pontua a escritora.

“Outro lugar na solidão” conta uma história de amor na maturidade da vida de duas pessoas, Nonata e Giacomo. Exatamente quando pensam que sentimentos e sensações mais simples e básicos da vida não lhes afetam mais, eles irrompem. Giacomo e Nonata vivem uma história de amor nos tempos do Coronavírus, nos tempos do superfaturamento de equipamentos de proteção, corrupção endêmica no sistema de saúde local. O entrelaço de suas vidas acontecerá par e passo com descobertas que provocam loopings na vida de qualquer pessoa: O pai de Giaco é o prefeito e protagonista dos roubos e do uso da máquina pública para enriquecimento pessoal, a mãe de Giaco dedica sua vida a ocultar segredos de família, e para tal não há limites. Enquanto cada personagem lida com as consequências de escolhas passadas que moldam destinos como “canyons”, por onde eles descem de caiaque, o vírus se alastra e impõe medidas que colocam frente a frente duas características humanas: a solidariedade e a ganância.

 

Os autores

Marcos Linhares publicou obras de estilos diversos, com livros de poemas, crônicas, contos, jornalismo esportivo, jornalismo literário, jornalismo policial, jornalismo cultural e biografias. É autor de 12 livros e preside o Sindicato dos Escritores do Distrito Federal (Sindescritores) desde 2015. Está em fase de captação de recursos para o filme Fuga espetacular, baseado em um dos casos de seu livro Não existe crime perfeito, sobre investigações policiais em Brasília. Radicado em Brasília, dá palestras em unidades de internação para jovens que cumprem medidas sócioeducativas e em escolas rurais, levando a literatura como ferramenta de emancipação, de sonho, de esperança. Ganhou o International Latino Book Awards, em 2016, em Los Angeles, com o livro Faço, Separo, Transformo ( escrito em parceria com Marcelo Capucci). Em 2016, coordenou a 32ª Feira do Livro de Brasília. Atualmente, é o curador-geral da 36ª Feira do Livro de Brasília (FeLiB), vice-presidente do Sindescritores e coordenador-geral da programação cultural da Biblioteca Demonstrativa do Brasil Maria da Conceição Moreira Salles.

Adriana Kortlandt mora na França e, além de escritora, é também psicóloga. Começou a escrever anotando sonhos. Escreveu seu primeiro livro, Almagesto – contos anímicos , com algo desta atmosfera imaginosa. Depois vieram outros livros: Fios da Memória – um guia para escrever de si – livro sobre identidade feminina, escrito em parceria com Helena Silveira; Eu sou confiável? Reflexões sobre a autocorrupção, em parceria com Fauzi Mansur. Os artigos de opinião escritos ao longo dos anos em vários jornais brasileiros estão compilados no livro O refúgio das borboletas, e apresentam reflexões sobre temas do cotidiano, sempre pelo viés da psicologia, profissão que exerce há décadas. A casa da vida conta a história de uma mulher inacreditável, literalmente: Maria da Glória Nascimento de Lima, a Glorinha, que acolheu crianças abandonadas pelos pais e pelo Estado ao longo de uma vida. A parceria com Marcos Linhares e Marcelo Capucci surgiu com a série infanto-juvenil “Mayra”, cujo primeiro volume será lançado em breve.

Marcelo Capucci é pedagogo e especialista em Educação Ambiental, suas experiências como professor de escola pública o levaram à literatura. A arte das letras é outra faceta do músico e baterista da banda punk de Brasília Plebe Rude. Publicou seu primeiro livro Faço, Separo, Transformo… em parceria com Linhares em 2015. A obra ganhou o International Latino Book Awards, em 2016, na categoria melhor livro infantil em português. Também com Linhares e Adriana Kortlandt, escreveu a série infantojuvenil “Mayra” (ilustrada por Cerino), além de “O doce delírio de minhas idéias” e o intrigante Síndrome do (Não) Lugar no Mundo.

Animes e educação – tudo a ver

A palestra do professor David Leonardo Teixeira no Anime Summit foi bem empolgante. Entusiasta de videogames e animes, ele demonstrou a relação entre as histórias dos animes e lições de educação, relação professor-aluno e uma série de valores éticos e morais que o professor pode trabalhar em sala de aula com os alunos.

“Os animes, como um todo, são sempre recheados de muitos valores, como determinação, disciplina, superação, resiliência. A partir desses valores, cria-se um vínculo entre pessoas de diferentes pontos de vista. Além disso, os animes trazem uma relação muito honrosa e de solidariedade entre professores e estudantes, e o impacto disso na vida desses atores. Então, é importante trazer os animes para dentro dos nossos processos de ensino aprendizado e para as nossas relações”, explicou o professor ao site do Sinpro.

Durante a palestra no Anime Summit, ocorrido no Parque da Cidade de Brasília na última sexta-feira (27/5), o professor lembrou de como os animes valorizam as escolas e o aprendizado. Contou de um personagem cujo superpoder é a ciência: “o Dr Stone, de Fantástico anime, é um cientista, e usa os conhecimentos científicos para resolver os casos”, conta David.

Para o professor, um dos lemas do Anime “Hero Academia” é uma ode à relação professor-aluno. A expressão “plus ultra” é latina, e significa “vá além”. “É tudo o que um professor espera de seu aluno: que ele vá além, que ele se supere, dê o melhor de si e consiga vencer na vida”.

David Leonardo Teixeira é professor de Educação Física e um apaixonado por jogos eletrônicos. Há pelo menos meia década ele desenvolve projetos da modalidade para estudantes das escolas públicas do DF. O professor atua na rede pública de ensino desde 2013, em regime de contratação temporária, e desde 2014 como efetivo.

Arraiá Cultural da Casa Ieda une festa junina ao acolhimento às mulheres vítimas de violência doméstica

Junho está chegando e com ele uma das festas populares mais amadas pelo brasileiro: a Festa Junina. E o que já é bom pode ficar ainda melhor com o Arraiá Cultural da Casa Ieda. Junto com a tradicional festa, o movimento social Olga Benário realiza a festa nesse sábado (04), às 16h, pedindo apoio à luta pela vida das mulheres vítimas de violência doméstica e pela organização da Casa de Referência da Mulher Ieda Santos Delgado. Os(as) convidados(as) terão comida típica, música boa e muita gente bonita e combativa em volta daquela fogueira que não pode faltar.

O Arraiá, que será realizado no CEDEP-Paranoá, contará com a presença de Martinha do Côco e várias outras atrações. A entrada será gratuita e o valor arrecadado através das barraquinhas vai para o financiamento da Casa Ieda.

Segundo a orientadora educacional aposentada Lúcia Santis, o objetivo é arrecadar fundos para montar a Casa Ieda Santos Delgado, casa de referência para mulheres vítimas de violência doméstica. “Temos observado que no atual governo a Casa da Mulher Brasileira, que era para ser um projeto de acolhimento, não teve seu funcionamento como foi previsto. O movimento Olga Benário identificou este problema e desde 2016 vem criando casas de referência pelo Brasil. Já temos dez casas”, comemora Lúcia, complementando que no momento que muitas mulheres ficam sabendo que existe um espaço de acolhimento, conseguem sair deste ambiente de violência mais rápido. “Nas casas tem um projeto de profissionalização das mulheres para colocação no mercado de trabalho e, sobretudo, além do acolhimento, uma politização no sentido de compreender o contexto político e a importância de, como trabalhadora, lutar para mudar este contexto de exploração do trabalhador”, ressalta.

Projeto Choro Brasileiro faz a alegria dos estudantes do CED 7 do Gama

Esta sexta-feira (26) foi a vez do Centro Educacional 07 do Gama receber o projeto O Choro Brasileiro: Tudo Novamente, de Fernando César Vasconcelos Mendes. O projeto começou a ser executado no CEF 10 de Ceilândia no dia 26 de abril e desde então já visitou o CEF 04 do Paranoá e o CEF Lobo Guará do Riacho Fundo II.

Durante dois períodos do dia os(as) alunos(as) do CED 07 puderam conhecer um pouco mais sobre a música brasileira com a apresentação do Choro Brasileiro, que conta com o apoio do FAC/Fundo de Apoio da Cultura da Secretaria de Cultura do Distrito Federal.

O projeto contempla atividades de formação de plateia, realizadas por mediadores e músicos, antes e depois dos shows, bem como a distribuição de uma cartilha educativa contendo informações sobre o Choro Brasileiro e sua instrumentação a qual os professores utilizaram para trabalhar com os estudantes em sala de aula de forma interdisciplinar. Durante as apresentações foram contemplados mais de mil alunos(as) do 6º, 7º, 8º e 9º anos do Ensino Fundamental.

O objetivo da apreciação musical desse estilo na escola é descobrir e sensibilizar os adolescentes, provocando alguma familiaridade com a linguagem musical e ampliar os sentidos para a experiência com a arte. A expectativa do violonista Fernando César é de provocar uma identificação de crianças e adolescentes com o choro, que, segundo ele, é o alicerce da música popular brasileira. “O choro certamente ocupa lugar de destaque na constituição da música brasileira, e os conjuntos regionais foram e são uma importante escola de formação de instrumentistas”, afirma César.

O projeto

Para cumprir o objetivo de difundir e valorizar o choro entre crianças e adolescentes, o espetáculo musical, a cartilha educativa, as atividades de formação de plateia e as oficinas para professores(as) buscaram dar visibilidade à importância desse gênero musical, bem como à influência do conjunto regional no desenvolvimento da música popular no Brasil, e sua importância para o cenário musical contemporâneo.

 

CEF do Bosque recebeu Gog em roda de conversa e música com estudantes

Na manhã da quarta-feira, 25, o CEF do Bosque, em São Sebastião, recebeu uma visita muito especial: o rapper Gog, grande artista do Distrito Federal, foi à escola para participar de uma roda de conversa com estudantes e profissionais de Educação.

A atividade teve apoio do Sinpro e foi uma iniciativa do projeto Rima no Bosque, idealizado pela supervisora da escola, professora Mariana Rodrigues, em conjunto com a orientadora educacional Cíntia Soares. A necessidade de trazer para a escola experiências virtuosas de cultura e de debates ficou latente, principalmente, após o triste episódio de violência acontecido em março último, quando uma estudante foi esfaqueada por um colega. “A criação do projeto se deu partir de vários acontecimentos, e sobretudo do contexto de uma escola na periferia”, conta Mariana.

O rapper Gog com estudantes do CEF do Bosque

Foram expostos painéis com letras de Gog, como “O amor venceu a guerra”. A presença do artista encantou os estudantes, que fizeram muitas perguntas e declamaram poemas. Alguns pediram para que ele gravasse mensagens de áudio para seus familiares. “O rap é da quebrada, é a nossa linguagem”, destaca Mariana. “Emociona porque revela o que já é existente, e ajuda a nos reerguer na nossa perspectiva, construindo o protagonismo do qual Paulo Freire falava”, completa ela.

O objetivo do projeto Rima no Bosque é de ressignificar a escola, impulsionando uma cultura de paz e resgatando a autoestima da comunidade: “Foi muito bonito porque, diante de uma realidade tão dura, vimos os alunos sorrindo novamente, professores cantando, pessoal da limpeza e da cozinha com a gente”, conta Mariana. Ao final da atividade, Gog almoçou na escola.

O projeto seguirá com outras ações, buscando sempre gerar empoderamento, pertencimento, autocompreensão. Para isso, trabalhar com poemas e músicas é um trunfo. Entre as atividades previstas, está a realização de encontros para batalhas de rimas, inclusive com outras escolas da cidade. Como diz Gog: “Escapei, estou aqui e só pra concluir/Relatos como o meu, são milhares por aí/Faço parte de uma história que nunca se encerra/E até aqui, o amor venceu a guerra”.

Gog e a professora Mariana Rodrigues

Tem uma história bonita para contar, um projeto encorajador para nos inspirar? Mande para o Sinpro pelo e-mail imprensa@sinprodf.org.br.

 

Livro ajuda no ensino de química do Novo Ensino Médio

A professora Samantha Faria, do CED 03 do Guará, acaba de lançar pela Editora Dialética o livro Clube de Ciências: uma aventura científica na escola. A obra é resultado de sua dissertação de mestrado, quando foi buscar formas de fazer os alunos se interessarem pelo conteúdo científico.

“Eu conseguia a atenção dos alunos, mas não conseguia fazer com que eles gostassem de química. No mestrado, Tive leitura, conhecimento e como melhorar e tornar o ensino de química mais crítico. Descobri também que se o professor se limitar a despejar conteúdo, vai sair perdendo, pois conteúdo tem aos montes no youtube, em aulas excelentes. Na sala de aula, o professor tem que ensinar o aluno a ser crítico.  

Na pós-graduação, Samantha analisou a implementação de um Clube de Ciências e levou a ideia para a escola. “Tivemos muitas dificuldades, superadas com diálogo, pesquisa e criatividade. Ao final do ano letivo, observamos que a implementação do Clube de Ciências resultou num ensino mais prazeroso e com resultados significativos.

A organização e as atividades do Clube de Ciências Hawking permitiram um espaço de encontros, com oportunidade de estudos, experimentação, debates que estimularam a curiosidade e o espírito de investigação dos participantes, como pode ser visto ao longo do livro. Dessa experiência, ficou o desejo de efetiva utilização do Clube de Ciências como estratégia pedagógica no ambiente escolar. “Além da vontade de compartilhar com nossos pares essa experiência exitosa que agora também podemos divulgar no formato de livro, para que essas ideias tenham um alcance maior e possam colaborar nessa área tão nobre e árdua que é o ensino de Ciências.”

O livro traz um passo a passo sobre como se construir um clube de ciências, e a dica da professora Samantha: “Isso ajuda bastante os professores do ensino médio, pois temos que montar os itinerários formativos do NEM.”

O livro Clube de ciências: uma aventura científica na escola pode ser adquirido no site da editora Dialética por R$ 54,90.

 

Campanha pela aprovação da Lei de Marco Legal Empresas e Direitos Humanos

A Central Única dos Trabalhadores (CUT) convida os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais a participarem do lançamento da Campanha pela aprovação da Lei de Marco Legal Empresas e Direitos Humanos. O lançamento será realizado na próxima terça-feira (31) de forma presencial, às 17h, na sede da CUT Brasília (SDS -Edifício Venâncio V Subsolo, Loja 14 Asa Sul – Brasília -DF).

A aprovação do Marco Nacional é um importante passo para o combate às violações dos direitos humanos no mundo do trabalho. A proposta deixa expressa a obrigação das empresas, inclusive transnacionais, e do Estado de respeitarem os direitos humanos em toda a cadeia produtiva, estabelecendo a responsabilidade solidária pelas violações de direitos humanos.

Clique aqui e confira o Projeto de Lei (PL) 572/2022, que estabelece a Lei Marco Nacional sobre Direitos Humanos e Empresas e diretrizes para a promoção de políticas públicas no tema.

Cesas promove desfile de peças de jeans reciclado

Na próxima terça-feira (31/5), o Cesas, Escola de Jovens Adultos da Asa Sul, promove um desfile de moda com peças elaboradas a partir de jeans reciclado. A professora de educação artística Hélia Cristina Xavier, que oferece o curso de corte e costura, é a responsável pelo evento.

As peças do desfile foram todas confeccionadas pelas alunas da oficina. “O curso é aberto a qualquer membro da comunidade escolar. Recebemos aqui mães que estão esperando os filhos saírem das aulas, alunas que estão com horário vago, pessoas com depressão, estamos abertos a toda a comunidade. Essas aulas são uma terapia para muitas alunas”, conta a professora.

Hélia oferece esse curso há seis anos. Mais de 150 pessoas já passaram por sua sala de aula. A turma atual conta com 30 alunas, que assistem às aulas em ambiente híbrido (presencial ou remoto). As aulas são de segunda a quarta-feira, das 19 às 22h.

A cada ano, a professora ensina um tema diferente de costura. Desta vez, o assunto é reciclagem de calças jeans. “Desmanchamos uma calça jeans e a transformamos em bermuda, cropped, saia. Uso um método simples para a aula”. Dentre as peças produzidas pelas alunas, um cropped igual ao modelo Prada, que custa cerca de R$ 4.000 nas boutiques badaladas do DF e do mundo.

Uma das alunas mais assíduas dessa oficina é Selma Maria Machado. Ela chegou à sala de aula de Hélia em depressão profunda, há seis anos, e não saiu mais. “Fui muito bem recebida, e encontrei um motivo a mais para seguir em frente, dar valor à vida. A professora me acolheu, melhor até que muito médico que me atendeu à época”, lembra.

Selma já faz roupas para os netos e para a bisnetinha, desde shorts para a escola, passando por vestidos de adulto e vestidos de bebê. “É um orgulho muito grande pra mim, meus netos me pedem as roupas!”, conta a aluna.

O desfile do Cesas ocorre na próxima terça-feira, 31 de maio, às 19h. O Cesas fica no plano piloto, na 602 Sul.

Professora pede ajuda no tratamento contra o câncer

Desidélia Honório da Silva é professora há 25 anos, e há 17 anos leciona no CEF 403 de Santa Maria. Ela está com câncer de mama, com metástase no cérebro e nas glândulas suprarrenais.

A professora Desidélia enfrenta sessões de radioterapia, quimioterapia e imunoterapia. Ela pede ajuda pois, embora o tratamento esteja sendo feito no Hospital de Base, ela faz exames e consultas particulares para acelerar o diagnóstico, além de medicações e combustível para o deslocamento para exames, consultas e terapias.

Sua filha Silvânia da Silva Raposa, que também é professora do CEF 403 de Santa Maria, pede que as doações sejam feitas pelo Pix 02080313169 (CPF).

Em caso de dúvidas, o celular de Silvânia é (61) 99286-1378.

O Sinpro deseja à professora Desidélia o pronto restabelecimento, e que o tratamento seja concluído com sucesso!

Pressão faz GDF oferecer abrigo noturno à população em situação de rua

Movimento da População de Rua, Defensoria Pública do DF e a deputada distrital Arlete Sampaio (PT-DF) pressionaram e garantiram que o Governo do Distrito Federal abrisse alojamento provisório para proteger pessoas em situação de rua do frio. O abrigo, que oferece 100 vagas, funcionará no ginásio do CIEF da 907 Sul, das 21h às 8h.

Embora seja uma conquista, a parlamentar avalia que o número de vagas ofertado pelo governo está longe de ser o adequado para a demanda. “Nossa cidade tem mais de 2 mil pessoas em situação de rua e o GDF abriu apenas 100 vagas imediatas. Vamos continuar lutando para garantir o direito de todas e de todos”, diz a deputada Arlete Sampaio em publicação nas redes sociais.

Na semana passada, o Conselho Nacional de Direitos Humanos (CNDH) emitiu recomendação para que governos estaduais e municipais adotassem medidas para acolher pessoas em situação de vulnerabilidade, especialmente em situação de rua.

Regiões do DF registram temperaturas recordes nesse período de frio. Na estação meteorológica do Gama, foi registrado 1,4 graus Celsius (ºC) no último dia 19.

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