Gestão democrática na rede pública de ensino do Distrito Federal em risco

Leia a nota publicada pelo Observatório da Educação Básica da Faculdade de Educação da UnB na última quarta-feira, 3, quando da exoneração da professora Luciana Paim do cargo de vice-diretora do CED 01 da Estrutural – uma das escolas militarizadas no DF.

As divergências entre os gestores vieram se aprofundando desde novembro último, até culminar com a exoneração. “Exoneração que confronta a Lei 4.751/2012 que prevê em seu artigo 43 que a exoneração do diretor ou do vice-diretor somente poderá ocorrer motivadamente após processo administrativo, nos termos da lei que dispõe sobre o regime jurídico dos servidores públicos, assegurado o contraditório e a ampla defesa”, afirma a nota.

>>> Leia também: MILITARIZAÇÃO DAS ESCOLAS AMEAÇA GESTÃO DEMOCRÁTICA

 

Gestão democrática na rede pública de ensino do Distrito Federal em risco

A gestão compartilhada entre gestores(as) eleitos(as) e militares em escolas da Secretaria de Educação tem se caracterizado pela disputa de poder e pelo enfraquecimento da Gestão Democrática na rede pública de ensino do Distrito Federal. As divergências entre os(as) gestores(as) do Centro Educacional 01 (CED 01), da Cidade Estrutural, culminou na exoneração da vice-diretora no dia em 03 de maio.  

A exoneração confronta a Lei 4.751/2012, que prevê, em seu artigo 43, que a exoneração do diretor ou do vice-diretor somente poderá ocorrer motivadamente após processo administrativo, nos termos da lei que dispõe sobre o regime jurídico dos(as) servidores(as) públicos(as), assegurado o contraditório e a ampla defesa. A militarização de escolas públicas do DF situa-se no movimento de ampliação desse tipo de escolas no Brasil. Na rede pública de ensino do DF, é regulamentado pela Portaria Conjunta 09/2019 e pelo Decreto nº 39.765/2019. 

O projeto de militarização implantado com os argumentos de que melhoraria a qualidade do ensino, medida por exames externos à escola, construiria estratégias voltadas ao policiamento comunitário e ao enfrentamento da violência no ambiente escolar, para promoção de uma cultura de paz e o pleno exercício da cidadania, na contramão do anunciado, tem se transformado em um verdadeiro desmonte da Gestão Democrática. A militarização, que resultou da reivindicação da comunidade, conforme divulgado pelos meios de comunicação, é agora questionada pelas famílias, gestores, educadores(as) e estudantes.

O confronto entre a mãe de um estudante, conduzido por desrespeito aos policiais, demonstra como as relações sociais no contexto escolar estão comprometidas e como a escola tem sido mediada por representações de um grupo que, ao estabelecer seu poder frente aos outros, se apropria do espaço, impondo seus códigos a despeito da natureza/função da escola pública. Desconsidera-se que a escola pública é responsável pela educação formal de crianças, adolescentes e jovens, e que com a militarização se transforma, de fato, em um território em permanente disputa de interesses, de poder, alvo das investidas de movimentos ultraconservadores, com o objetivo de controlar mentes e corpos e definir outra função social para a escola: vigiar e punir.

O confronto entre gestores(as) civis e gestores(as) de carreira militar afronta a autonomia da escola na gestão de seu projeto pedagógico, seus fundamentos políticos e socioculturais que embasam projetos democráticos e participativos. Ao mesmo tempo, reafirma o embate entre projetos antagônicos do ponto de vista conceitual e das práticas e a alienação dos(as) gestores(as) escolares na realização de suas atividades no interior da escola.  

Nesse contexto, o Observatório de Educação Básica da FE-UnB ratifica a defesa pela formação autônoma e emancipadora do ser humano, conforme estabelece a Constituição Cidadã de 1988, o que passa, necessariamente, pela superação de práticas conservadoras neoliberais e antidemocráticas de ensinar, aprender, avaliar, viver e conviver e reafirma a Gestão Democrática como concepção e prática inegociáveis.

Observatório da Educação Básica da FE-UnB

GDF derruba espaço de cultura para pessoas em vulnerabilidade social

O Governo do Distrito Federal determinou, nessa quarta-feira (4/5), a derrubada de parte do Centro Cultural Filhos do Quilombo, na Ceilândia. Um trator do DF Legal deu fim não só à estrutura física do espaço, como também instrumentos e outros materiais utilizados nos trabalhos realizados com a comunidade local e das redondezas.

Contramestre Lagartixa é um dos fundadores do espaço que atende oito comunidades e cerca de 150 pessoas em vulnerabilidade social, grande parte em idade escolar. Há 12 anos no Centro Cultural Filhos do Quilombo, o Contramestre conta que não houve abertura para diálogo antes da derrubada.

“Chegaram sem avisar nada. Tinha o pessoal do DF Legal e um representante da Novacap. Achei estranho, pois eles não me apresentaram nenhum papel. Eu pedi explicação pro pessoal do DF Legal e eles diziam pra eu perguntar para o pessoal da Novacap. Eu ia pro pessoal da Novacap e eles jogavam para o DF Legal. Coloquei os dois juntos, e um ficou jogando pro outro. Aí derrubaram e foram embora”, conta o Contramestre Lagartixa.

Para tentar impedir a derrubada, integrantes do Centro Cultural Filhos do Quilombo fizeram uma manifestação com queima de pneus e roda de capoeira. “Ei, capoeira é educação, não é de bandido não”, cantavam em protesto enquanto praticavam a luta trazida para o Brasil pelos povos africanos.

Mas não adiantou. Além de parte da estrutura física do Centro Cultural Filhos do Quilombo, também foram destruídos berimbaus e tambores que entoam ritmos distintos daqueles tocados pela sirene da polícia quando o Estado não ampara quem não têm outra escolha senão o crime.

“Lamentamos profundamente a atitude truculenta do GDF. Ao invés de criminalizar e cercear o acesso a espaços de cultura, como foi visto no Centro Cultural Filho do Quilombo, o governo deveria investir nesses lugares, especialmente nas periferias”, critica a diretora do Sinpro-DF Márcia Gilda.

Segundo ela, a derrubada do Centro de Cultura é um exemplo de racismo institucional. “Quando instituições, públicas ou privadas, através de suas ações, promovem a segregação e o desrespeito a grupos historicamente oprimidos, como é o caso da população negra no Brasil, chamamos de racismo institucional. Sob pretexto de cumprir alguma legislação, o governo mascara a intolerância e o desrespeito infelizmente tão presentes no Brasil. Não vemos esse mesmo tratamento quando se trata de grupos não negros”, explica a dirigente que coordena a pasta de Assuntos de Raça e Sexualidade do Sinpro-DF.

“Má fé”

O Centro Cultural Filhos do Quilombo funciona na QNP 01/05 da Ceilândia. O espaço que existe há 15 anos agrupa seis lotes, onde são realizadas oficinas de capoeira, teatro, grafite. Segundo o Contramestre Lagartixa, um espaço cuidado pela comunidade.

Entretanto, ao Portal Metrópoles, a Secretaria DF Legal informou que, “após diversas reclamações da comunidade por meio da ouvidoria, a equipe foi ao local e constatou que trata-se de um cercamento de área pública, que é ilegal”.

O argumento é contestado pelo Contramestre Lagartixa. “A gente tem uma planta do espaço, feita pelo governo passado. Nessa planta, se liberava essa área que foi derrubada para a construção da Praça Filhos do Quilombo. Ficou de ser levantado o valor dessa planta para que, a partir de emenda parlamentar, pudéssemos construir esse espaço. Só que com a troca de governo, bagunçou tudo. E a resposta que veio foi essa”, conta.

O fundador do Centro Cultural Filhos do Quilombo ainda acredita que o argumento do GDF é de “má fé”. “A comunidade sempre esteve junto com a gente. Moro nessa comunidade desde os cinco anos de idade, sei quem é essa comunidade. E desde que o Centro existe, nunca houve reclamação. Por ser uma área de seis lotes, e valer dinheiro, sabemos que tem gente de olho. Isso é má fé. Eles querem procurar um motivo. Infelizmente, o motivo é marginalizar o negro da periferia”, rechaça o Contramestre Lagartixa.

Para ele, com a derrubada do Centro Cultural Filhos do Quilombo, quem perde é a sociedade. “A gente não vai ter espaço para trabalhar com a toda a garotata que trabalhávamos antes, e eles vão ficar ociosos. Com certeza, vai aumentar o índice de criminalidade na comunidade, coisa que a gente já tinha conseguido diminuir com o espaço”, lamenta.

Mas o Contramestre Lagartixa diz que a reivindicação pelo espaço continuará. “A partir de agora, vamos cobrar a Novacap para que eles deem continuidade ao projeto que já havia começado. Esperamos durante todos esses anos, e agora seremos tratados como ‘nada’? A gente espera que as autoridades revejam o ato, e que possamos continuar o projeto que abraça tantas crianças”, diz com voz firme.

 

Moção de repúdio ao assédio moral no CED 01 da Estrutural

Pelas diversas experiências vividas no Distrito Federal, já estava explícito a incompatibilidade da Gestão Democrática entre profissionais da educação formados, com a gestão compartilhada que pressupõe uma hierarquização entre profissionais de regime civil e profissionais de regime militar. Dentre diversos pequenos e médios conflitos no dia-a-dia, gerados pelas diferentes concepções do processo de ensino e aprendizado entre civis e militares, já na ciência da Secretaria de Educação, em novembro de 2021, em um dos trabalhos da Consciência Negra da escola, um grupo de estudantes abordou a violência racial institucional presente no âmbito militar. A 2ª Conferência Distrital Popular de Educação Melquisedek Garcia aprovou vários textos e debateu temas importantes para a categoria magistério público, dentre eles sobre a Gestão Democrática, justamente devido à importância desta temática para a rede pública.

Quando a ordem arbitrária de retirada dos trabalhos em exposição feita pelos militares não foi obedecida pelos civis, começou um processo de assédio moral e difamação da vice-diretora Luciana Pain, profissional que sustentou o direito de professores e estudantes trabalharem sem censura e propôs que a crítica pudesse se transformar em uma ponte para que fosse feita a discussão democrática entre civis, professores(as), estudantes e militares sobre o racismo institucional.

A professora vem sendo intimidada, desrespeitada em sua função diretiva. Hoje, temos diversos(as) profissionais em adoecimento e de atestado.

Mentiras foram disseminadas no grupo de pais, sugerindo a associação da profissional com organizações criminosas, culminando com um “vazamento” de um áudio privado, sem autorização, portanto, de forma ilegal, para veículos de comunicação massiva no DF, no qual o profissional desabafava sobre a falta de diálogo e desrespeitos ao ECA, que estão presentes na escola.

Repudiamos toda e qualquer forma de censura nas escolas, falta de democracia, violência e assédio moral contra os(as) profissionais de Educação. E mais: é urgente o debate sobre o racismo institucional, para que no DF a premissa de direitos, liberdade e cidadania possa caminhar para englobar, de fato, as periferias.

 

 

 

NOTA DE PESAR | DANIELA ABREU DE SOUZA FERREIRA

Nesta triste quarta-feira, dia 4 de maio, a comunidade do CED 08 do Gama lamenta profundamente a perda da professora Daniela Abreu de Souza Ferreira, vítima de câncer.

Daniela lecionava Língua Portuguesa, e faleceu muito jovem, aos 45 anos, no hospital Santa Lúcia (Gama central).

A diretoria colegiada do Sinpro manifesta condolências a amigos(as), familiares, colegas e estudantes de Daniela. Em breve, esta nota será atualizada com informações sobre o velório da professora.

NOTA DE PESAR | SIRLEY MARIA ROSA

A comunidade do CEF do Bosque de São Sebastião está consternada pela perda repentina da professora Sirley Maria Rosa, vítima de dengue. Professora da sala de recurso da escola, Sirley era muito querida por todos.

A professora faleceu nesta quarta-feira, 04 de maio, por volta de 12h. O enterro será em Unaí nesta quinta, 05, às 15h.

Sirley era muito ativa na escola, onde desenvolvia muitos projetos e se relacionava bem com colegas e estudantes. Seus ensinamentos e sua alegria ficarão para sempre marcados no coração da comunidade do CEF do Bosque. A diretoria colegiada do Sinpro se solidariza com a dor de amigos(as), estudantes e familiares da professora.

 

INSCRIÇÕES ABERTAS PARA O XII CONCURSO DE REDAÇÃO E DESENHO DO SINPRO

“Semana de Arte Moderna: 100 anos depois – O 22 de agora é mais que eu, somos nós” é tema do XII Concurso de Redação e Desenho do Sinpro-DF. A atividade, direcionada a estudantes da rede pública de ensino, é gratuita. As inscrições já estão abertas pelo link  

https://sinpro25.sinprodf.org.br/xii-concurso-de-redacao-e-desenho-do-sinpro-df/

Nesta edição, é feita a reflexão de que o movimento artístico que rompeu com a formalidade e deu um grito por liberdade centrado no “eu” agora é contextualizado com o “nós”. O 22 de hoje traz a arte-resistência que transpõe a estética e se enraíza no social; realizada na periferia, pelo povo pobre, preto, marginalizado.

“A arte é uma das maneiras mais eficazes de denunciar a opressão, os interesses escusos de governos, as atrocidades feitas com um povo. Ao mesmo tempo, a arte também é uma das principais ferramentas de conscientização da população que, a partir do lúdico, pode compreender definitivamente a atuação das classes dominantes”, analisa a coordenadora de Imprensa e Divulgação do Sinpro-DF, Letícia Montandon.

Ela explica que o espaço da escola é determinante para que a arte-resistência seja valorizada e visibilizada. “A partir das redações e desenhos queremos despertar nos estudantes e nas estudantes da rede pública de ensino a importância da arte e da cultura na construção de uma sociedade justa, plural; democrática. No centenário da Semana de Arte Moderna, queremos ressaltar que o hoje quer a periferia em vez de elitismo, o protagonismo do povo preto em vez de racismo; as mulheres organizadas em vez de machismo, o povo indígena em vez de latifúndio, a comunidade LGBTQIA+ em vez de preconceito; a juventude afrontosa em vez de autoritarismo. E é a educação libertadora que traçará esse destino”, diz a sindicalista.

O Concurso de Redação e Desenho do Sinpro-DF integra a campanha “Quem bate na escola maltrata muita gente”.

Inscrições

Podem participar do XII Concurso de Redação e Desenho do Sinpro-DF “Semana de Arte Moderna: 100 anos depois – O 22 de agora é mais que eu, somos nós” os estudantes de escolas públicas do ensino regular, ensino especial, Altas Habilidades e EJA (Educação de Jovens e Adultos), incluindo estudantes do Sistema Socioeducativo ou do Sistema Prisional. As inscrições vão de 4 de abril a 10 de junho.

>> ACESSE AQUI O REGULAMENTO DO XII CONCURSO DE REDAÇÃO E DESENHO DO SINPRO-DF

Embora as inscrições só possam ser feitas pela internet, a entrega do trabalho poderá ser feita digital ou presencialmente, na sede ou em uma das subsedes do Sinpro-DF.

O trabalho deve ser entregue em folha específica disponível para download no site do Sindicato, junto com autorização para utilização do trabalho concorrente em qualquer peça de comunicação do Sinpro-DF. O modelo de autorização também está disponível no link da inscrição.

O regulamento do concurso divide a apresentação de trabalhos em sete categorias, nas modalidades redação/poesia e desenho. Para cada faixa etária/segmento há regras específicas, como, por exemplo, quantidade mínima e máxima de linhas para a redação.

Premiação
Nesta edição, serão premiados os três primeiros lugares de cada categoria. Em todas elas, o 1º lugar receberá um aparelho celular Samsung Galaxy A12 64GB; o 2º será premiado com um aparelho tablet Samsung Galaxy Tab A7 lite 32GB 4G; e o 3º lugar leva um aparelho celular Samsung Galaxy A02 32GB. Estudantes do Sistema Socioeducativo ou do Sistema Prisional poderão ter o prêmio convertido em dinheiro.

Também serão contemplados professores(as) ou orientadores(as) indicados(as) pelos(as) estudantes vencedores(as) de cada categoria, com premiações de R$ 1.200 para o 1º lugar, R$ 500,00 para o 2º lugar e R$ 300 para o 3º lugar.

 

Centro de Ensino Elefante Branco lança coletânea de textos de estudantes do ensino médio

O Centro de Ensino Médio Elefante Branco (CEMEB) lança o livro Cemeb-Temáticas, obra que reúne textos de estudantes de Ensino Médio, além de desenhos e gravuras de alunos(as) da Sala de Recursos de Altas Habilidades. O lançamento será realizado no dia 19 de maio, às 19h, no Auditório Cyro dos Anjos (SEPS 707/907, Bloco F, Ed. Escritor Almeida Fischer).

A Coletânea Interdisciplinar faz parte de um projeto político pedagógico que traz como preocupação a leitura e a escrita de seus estudantes, e faz parte do projeto Laboratório de Língua Portuguesa do Cemeb, que busca exercitar a expressão artística escrita e visual com o recurso da interdisciplinaridade. No projeto, os(as) estudantes tratam de assuntos como amor, bullying, guerra e violência, sempre sob a supervisão de professores(as) do CEM.

Para a professora de artes, Clara Rosa Cruz Gomes, a atividade trouxe muito aprendizado para os(as) estudantes. Na obra estão presentes oito gêneros textuais: contos, poemas, paródias, resenhas críticas, propostas de projetos de lei, dissertações, relatórios e peças teatrais. Devido à pandemia, esta será a primeira obra física, já que a primeira foi disponibilizada por e-book, que continua disponível no sites.google.com/edu.se.df.gov.br/cemeb.  

Compareça!

Sinpro e CBCE-DF promovem seminário sobre “Coletivo de Autores”

A obra seminal Metodologia do Ensino de Educação Física completa 30 anos de existência. Escrita por um coletivo de autores em 1992, o livro ousou questionar o paradigma da aptidão física e propor uma nova prática pedagógica, com a educação física escolar alinhada aos anseios democráticos e fomentadora de uma prática crítica e verdadeiramente libertadora.

Nos próximos dias 5 e 12 de maio o Sinpro promoverá, em parceria com o Colégio Brasileiro de Ciências do Esporte (CBCE), os debates sempre às 19h, e contarão com a presença do professor Castellani. Os eventos serão transmitidos pelo Canal do Sinpro no Youtube.

 

Confira a programação do evento:

Seminário: 30 anos do Coletivo de Autores

Quais os limites e possibilidades da concepção pedagógica crítico-superadora pensada a partir da experiência destes 30 anos de publicação do Coletivo de Autores? Quais os impactos no currículo escolar? A concepção pedagógica crítico-superadora se sustenta frente às reformas educacionais pós-golpe de 2016? Por onde deve caminhar tal perspectiva diante da implantação da BNCC?

Data Atividade
05 de maio Mesa 1 –

Educação Física escolar e a Concepção Crítico-superadora: um balanço de seus 30 anos

Mediação: Prof. Dr. Daniel Cantanhede Behmoiras (UnB)

Convidado: Prof. Dr. Marcílio Souza Júnior (UPE)

 

12 de maio Mesa 2

30 anos do Coletivo de Autores: revisitando a história e projetando o futuro

Mediação: Prof. Dr. Marcílio Souza Júnior (UPE)

Convidados:  Prof. Dra. Celi Taffarel (UFBA)

 Prof. Dr. Lino Castellani (UNICAMP)

 

 

 

 

Com o poema “Plural”, professor homenageia o Dia do Trabalhador

O professor aposentado, poeta e escritor Paulo Palmério Queiroz escreveu “Plural”, um poema que homenageia os (as) trabalhadores(as) e o 1º de Maio e fala dos sonhos e da turbulência na vida da classe operária.

 

O professor Paulo é sindicalizado há 44 anos e, após a aposentadoria na rede pública de ensino do Distrito Federal, ele se dedicou à arte da literatura e da poesia. “Plural”, inspirado pelo Dia do Trabalhador, foi publicado no livro “Poesias Acre-Doces”, lançado em 2018.

 

 

 

PLURAL

 

Havia

um sonhador

em meio à turbulência operária.

Ao ranger do dia,

vinha-lhe a poesia,

que se lhe acumulava na alma,

que se lhe brotava dentre os dedos

embrutecidos e ternos,

e jorrava aos borbotöes

a redesenhar a inexorável crença que o alimentava.

Especialistas afirmam

que o ser acossado

desanda a se superar,

e que o desespero o fortalece e renova.

Assim,

a cada centimetro de sua criação,

eclodia legitima e relevant questão

íntima, moral e social,

pronta a deflagrar uma revoluçao.

ls

Havia ali.

uma autêntica proposta

 

pela pluralidade,

pela expansão,

pela universalidade da luz,

do ar,

do essencial.

 

Confira no arquivo abaixo o poema na página do livro:

 

Projeto leva apresentações e debates sobre chorinho para escolas da rede pública no DF

Começou a circular em escolas da rede pública do DF o projeto “O Choro Brasileiro”, encabeçado pelo violonista Fernando César – músico de trajetória reconhecida no Distrito Federal e nacionalmente. O projeto interdisciplinar traz apresentações do grupo Fernando César e Regional, oficinas para professores(as) e debates com estudantes e professores(as), antes e depois dos shows.

O projeto começou a ser executado no CEF 10 de Ceilândia na última terça-feira, 26. Outras três escolas o receberão: CEF 04 do Paranoá, CEF Lobo Guará do Riacho Fundo II e CED 07 do Gama. Realizado com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do DF (FAC), o projeto foi aprovado contemplando especificamente essas quatro escolas.

Segundo a professora Flávia Hamid, diretora do CEF 10 de Ceilândia, a visita dos músicos foi muito proveitosa: “O projeto é maravilhoso, pois permite aos alunos conhecer um estilo de música que não faz parte do seu cotidiano”, contou ela. “Que venham mais projetos que possam proporcionar aos alunos conhecer outras realidades”, disse Flávia.

A expectativa do violonista Fernando César, proponente do projeto, é de provocar uma identificação de crianças e adolescentes com o choro, que, segundo ele, é o alicerce da música popular brasileira. “O choro certamente ocupa lugar de destaque na constituição da música brasileira, e os conjuntos regionais foram e são uma importante escola de formação de instrumentistas”, afirma César.

O músico lembra que, nos primeiros anos de Brasília, personagens fundamentais da história do choro viveram na cidade. É o caso do bandolinista Jacob do Bandolim e do cavaquinista Waldir Azevedo. “Brasília tem muita relevância para a valorização e divulgação do choro no cenário nacional, pois ele nos remete à história da cidade, desde sua construção”, completa.

O projeto

Para cumprir o objetivo de difundir e valorizar o choro entre crianças e adolescentes, o espetáculo musical, a cartilha educativa, as atividades de formação de plateia e as oficinas para professores(as) buscarão dar visibilidade à importância desse gênero musical, bem com à influência do conjunto regional no desenvolvimento da música popular no Brasil, e sua importância para o cenário musical contemporâneo.

As oficinas dirigidas a professores e professoras visam a sugerir atividades e abordagens a serem desenvolvidas com os e as estudantes para incentivar a escuta do choro, inclusive como recurso paradidático.

As ações de formação de plateia residem em um trabalho de mediação, aproveitando o momento que antecede e o que sucede a experiência de assistir ao espetáculo musical. Serão realizadas mediações pré (sensibilização) e pós-espetáculo (desdobramento) com estudantes, artistas e professores(as) nas apresentações que serão realizadas nas escolas.

Músico Tiago Tunes com estudantes do CEF 10 de Ceilândia após apresentação do grupo Fernando César e Regional.

Fernando César e Regional

Fernando César é filho da geração de chorões que chegou a Brasília ainda no período da construção da cidade. Sua carreira é formada em completa imbricação à cena do choro brasiliense. Ainda criança, ele e seu irmão, o bandolinista Hamilton de Holanda, formaram o Dois de Ouro. O grupo gravou três discos e se apresentou em diversos países.

César também lançou discos com os grupos Choro e Cia e AQuattro, além do seu trabalho solo nos álbuns “3 por 4” e “Tudo Novamente”, este, com seu regional, com quem ele desenvolve o projeto “O Choro Brasileiro”. O regional é composto por grandes músicos de Brasília, referências em seus instrumentos: Pedro Vasconcellos (cavaquinho), Thanise Silva (flauta), Tiago Tunes (bandolim) e Valério Xavier (pandeiro).

Agenda do projeto

📍CEF 10 da Ceilândia Norte

26/04 (terça-feira):
10:00 – Oficina com professores (on-line)

28/04 (quinta-feira):
10:00 – Show, palestra e mediação
14:00 – Show, palestra e mediação

📍CEF 04 do Paranoá

11/05 (quarta-feira):
10:00 – Oficina com professores (on-line)

12/05 (quinta-feira):
11:30 – Show, palestra e mediação
14:00 – Show, palestra e mediação

📍CEF Lobo Guará do Riacho Fundo II

17/05 (terça-feira):
14:00 – Oficina com professores (on-line)

19/05 (quinta-feira):
08:30 – Show, palestra e mediação
10:30 – Show, palestra e mediação

📍CED 07 do Gama

23/05 (segunda-feira):
15:30 -Oficina com professores (on-line)

26/05 (quinta-feira):
10:30 – Show, palestra e mediação
14:30 – Show, palestra e mediação

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