Debate aborda relatos e propostas de atuação docente na perspectiva afrodiaspórica
Jornalista: Luis Ricardo
A Turma de Tópicos em Biologia da Universidade de Brasília (UnB) convida professores(as) e orientadores(as) educacionais da educação básica, ensino superior e docentes de diferentes etapas a participarem do debate Ensino numa perspectiva afrodiaspórica: relatos e propostas de atuação docente. O evento será realizado na próxima segunda-feira (02), das 19h às 22h30. As inscrições podem ser feitas pelo link https://forms.gle/p6gv7bXGQeej1qRS7.
O debate tem como objetivo aprofundar a discussão a respeito de propostas pedagógicas e outras contribuições para uma educação antirracista. A mesa de abertura trará como tema: Questões étnico-raciais e educação – espaços e relatos que contribuem para uma educação antirracista.
Mais informações com a professora Tatiane Alves pelo telefone 98176-7666.
É com grande tristeza e pesar que o Sinpro informa o falecimento do professor aposentado Élio Ferreira de Souza. O educador faleceu na última quarta-feira (27) deixando familiares, amigos(as) e companheiros(as) de magistério saudosos(as), mas cravou na história da educação pública do Distrito Federal um legado de lutas e conquistas.
Ao longo de sua trajetória na Secretaria de Educação do DF, Élio sempre se mostrou um entusiasta da educação, manifestando todo o amor e dedicação no repasse de informações e conhecimentos aos(às) seus alunos(as). Para ele, ser professor era compartilhar histórias, conteúdo e experiências.
O velório foi realizado na capela Templo Ecumênico do Cemitério do Gama, seguido pelo sepultamento do professor.
O sindicato presta toda solidariedade aos familiares e amigos neste momento de dor.
EC 106 Norte tem vagas para professor readaptado e matéria extinta
Jornalista: Luis Ricardo
A Escola Classe 106 Norte oferece seis vagas para professores(as) readaptados(as) ou matéria extinta. As oportunidades são para os turnos matutino e vespertino, para a Biblioteca, apoio de direção, apoio pedagógico e para o laboratório de informática.
Os interessados(as) podem procurar a diretora da EC 106, Lisete Inês Prediger, ou entrar em contato pelo telefone 98135-6081.
Observatório da Educação Básica da UnB fala sobre a importância de Avaliar para aprender, aprender para avaliar
Jornalista: Luis Ricardo
O Observatório da Educação Básica da Faculdade de Educação da Universidade de Brasília (ObsEB/UnB) aborda nessa quinta-feira (28), às 18h30, o tema: Avaliar para aprender, aprender para avaliar. O debate contará com a mediação da professora Rose Meire Oliveira (SEEDF/GEPA/Prodocência) e participação dos professores Lucas Silva (CEF 28 CRE Ceilândia), Enílvia Morato Soares (SEEDF/GEPA/Prodocência) e da professora Benigna Villas Boas, da Faculdade de Educação da Universidade de Brasília (UnB).
O Observatório de Educação Básica da FE-UnB é um espaço democrático de articulação com a sociedade que oportuniza o diálogo com profissionais da Educação Básica e Superior; pesquisadores(as) da Universidade de Brasília (UnB) e de outras instituições de educação superior; entidades representativas de estudantes e professores(as); Secretaria de Educação do DF/Escola de Aperfeiçoamento do Profissional da Educação; Fundação para o Desenvolvimento da Educação (FDE); Associações de pais, mães ou responsáveis; Sindicatos e Conselhos de Educação, e demais interessados em questões relacionadas à Educação básica.
Grupo de pesquisadores lança o livro “Diversidade e inclusão”
Jornalista: Maria Carla
Professores(as) do Círculo Vigotskiano – um Grupo de Estudos da Teoria Histórico-Cultural, da Universidade de Brasília (UnB) – lançaram e já disponibilizaram no Amazom.Com a obra “Diversidade e inclusão: o que a Teoria Histórico-Cultural tem a contribuir?”
A obra foi organizada pelo Círculo Vigotskiano, cujo grupo de estudos foi estruturado, em 2018, por estudantes da pós-graduação da UnB e por professores(as) da Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEE-DF).
A pandemia do novo coronavírus fez com que o grupo adotasse o uso de videoconferências, o que gerou uma ampliação do círculo, levando-o a contar com a colaboração de professores(as), pedagogos(as), psicólogos(as) e enfermeiros(as) de diferentes estados brasileiros.
Os estudos mantêm-se a distância com encontros semanais. Em nota à imprensa, o coletivo informa que “busca apoiar a prática escolar e clínica e os desafios dela decorrentes, de acordo com os pressupostos da Teoria Histórico-Cultural. Apresentam como objetivo o diálogo multidisciplinar sobre distintas formas de garantir ações para o desenvolvimento (típico ou atípico) das crianças e adolescentes em suas máximas possibilidades”.
Informa também que o livro inicia com o prefácio de Guillermo Árias Beatón, professor e presidente da Cátedra L.S. Vigotski da Faculdade de Psicologia da Universidade de Havana.
“Os autores, com um compromisso e uma grande consciência do que é necessário para melhorar a educação mostram que, à medida que melhor se empreguem as concepções e fundamentos sobre o desenvolvimento psíquico do ser humano e o papel dos processos sociais, os conteúdos e meios culturais, leis, princípios e categorias da teoria histórico-cultural pode-se garantir que a educação seja a via, como postulou Vigotski, de guiar, encontrar e promover os melhores aprendizados e com eles o correspondente desenvolvimento psíquico humano”. (Beatón, 2022, p. 18).
A obra apresenta também uma entrevista com a professora Elizabeth Tunes, pioneira nos estudos de Vigotski no Brasil, intitulada “A revolucionária concepção de deficiência da Teoria Histórico-Cultural de Vigotski” em que apresenta a origem e evolução dos estudos da defectologia, bem como apresenta um panorama de como esse trabalho foi sendo apropriado entre os estudiosos dessa teoria no Brasil.
Em continuidade está incluída a tradução inédita do texto, “Vigotski e os problemas da Educação Especial”, de Gita Vygodskaya, filha de Lev Vigotski. Artigo originalmente publicado em 1999. Traduzido por Ana Maria Pereira Dionísio, com revisão técnica por Elidia Maria de Novaes Souza e revisão técnico-científica e comentários da Prof. Dra. Débora Dainez (Universidade Federal de São Carlos).
Por fim, o livro apresenta uma coletânea com 18 textos de 28 autores que estudam o desenvolvimento humano e as relações sociais à luz dos pressupostos histórico-culturais na compreensão da deficiência, da diversidade e da inclusão escolar e social.
Referência: ABREU, Fabrício Santos Dias de; PAOLI, Joanna de; MIRANDA, Maria Auristela Barbosa Alves de; LIMA, Maria do Socorro Martins (Org.). Diversidade e inclusão: o que a Teoria Histórico-Cultural tem a contribuir?. Curitiba: CRV, 2022.
Confira, no quadro a seguir, todos os autores, organizadores e informações sobre o livro:
CUT realiza reunião dos coletivos da juventude, LGBTQIA+ e combate ao racismo
Jornalista: Luis Ricardo
A Central Única dos Trabalhadores do Distrito Federal (CUT-DF) realiza na próxima quinta-feira (28), às 19h, reunião presencial dos coletivos da Juventude, LGBTQIA+ e combate ao racismo, que acontecerá na sede da CUT DF (SDS Edifício Venâncio V LJS 4, 14 e 22 – Asa Sul). É de extrema importância a participação dos(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais para que possamos atuar de forma conjunta fortalecendo os Coletivos e a CUT para as mudanças que queremos para Brasília.
O processo de organização dos coletivos regionais e formação de lideranças foram resultados do Encontro do Coletivo Nacional LGBTQIA+, realizado em São Paulo, de 1º a 3 de abril, com representantes do movimento sindical de diversas partes do Brasil.
Lançamento do documentário “Ciência: Luta de Mulher” nesta terça (26)
Jornalista: Alessandra Terribili
Como uma mulher enfrenta a estrutura machista da sociedade brasileira para desenvolver com sucesso uma carreira de pesquisadora científica? O documentário “Ciência: Luta de Mulher”, que será lançado nesta terça-feira, 26, em Brasília, busca responder essa pergunta contando vivências de quatro pesquisadoras.
O filme foi produzido pelo Observatório do Conhecimento, que é uma rede de associações e sindicatos docentes de universidades públicas de diversos estados brasileiros, formada em 2019. O Observatório promove ações de comunicação, mobilização e advocacy em defesa da ciência, da pesquisa e contra os cortes no orçamento.
A produção dá voz a quatro personagens: Helena Padilha, professora aposentada da UFPE, Maria da Glória Teixeira, professora da UFBA, Isis Abel, professora da UFPA, e Nina da Hora, cientista da Computação e pesquisadora de temas ligados à segurança digital e hackativista. As quatro são de diferentes gerações, duas delas são mulheres negras, e todas têm em comum uma carreira bem-sucedida na produção de conhecimento.
Para Rithyele Dantas, diretora do filme, a trajetória dessas mulheres não é utópica, mas sim, pode servir de referência para todas as demais mulheres que querem trilhar esse caminho. “Observei como existe de fato uma sensibilidade, uma garra na mulher que está na Ciência. Sem romantizar isso. Ela enfrenta os desafios particulares daquele espaço e da sociedade”, contou. “Dirigir esse documentário fortaleceu minha vontade de defender o que é público. As universidades públicas têm um papel fundamental no desenvolvimento humano, do país e do mundo. E nós temos visto o que elas têm passado aqui no Brasil”, destacou Rithyele.
Isis Abel, professora da UFPA, onde coordena o Laboratório de Epidemiologia e Geoprocessamento do Instituto de Medicina Veterinária, contou que revisitar sua própria história para conceder as entrevistas a fez perceber dificuldades que estavam camufladas, como a ausência de mulheres em cargos de referência nos espaços que frequentava. Sua expectativa é de que sua história possa servir de inspiração e motivação para outras mulheres, especialmente as jovens. “Eu fico imaginando que outras mulheres podem olhar para a minha história e acreditar que podem”, disse Isis à imprensa da ADUFRJ. “Espero que as meninas que estão no processo de conhecer, ou que estejam se sentindo impotentes ou incapazes, vejam que é possível, porque as mulheres negras precisam dessa inspiração”.
O lançamento de “Ciência: Luta de Mulher” em Brasília será nesta terça-feira, 26, a partir de 19h30min, no Hotel San Marco (SHS Quadra 05 Bloco C). O evento oferecerá um coquetel de confraternização após a exibição do filme. Entrada franca.
Nota de pesar | Professor Benvolio Evangelista da Silva
Jornalista: Maria Carla
Com imenso sentimento de pesar, a diretoria colegiada do Sinpro-DF recebeu, na noite desta quarta-feira (20), a notícia do falecimento do professor de filosofia Benvolio Evangelista da Silva. Atualmente, ele lecionava no Centro de Ensino Médio 414, de Samambaia (CEM 414).
O velório será realizado na manhã desta quinta-feira (21/4), na Capela 06, do Cemitério Campo da Esperança, na Asa Sul, entre 8h e 10h. O sepultamento será às 10h30.
O professor Benvolio sofreu uma parada cardíaca enquanto dormia e não resistiu, vindo a falecer nessa terça-feira (19). Ele deixa a esposa e dois filhos. Além de familiares e colegas inconformados(as) com sua partida, o professor deixa ainda uma multidão de estudantes órfãos de um grande militante do magistério e das lutas da categoria.
Seu filho Dhili conta que ele era uma pessoa superalegre, dedicado à família e à filosofia e que trabalhou em várias escolas da Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal (SEE-DF) desde 2003. Faleceu aos 62 anos. Professor Benvolio estava sempre presente nas lutas do Sinpro-DF.
A diretoria do sindicato presta toda a solidariedade aos familiares, amigos e colegas.
A Lei 8.313, em vigor desde 23 de dezembro de 1991, mais conhecida como Lei Rouanet, é a mais importante ferramenta de estímulo à cultura no país. Graças a essa lei, que existe há 31 anos, artistas e empresas podem captar patrocínios e doações para produções culturais.
A ideia da Lei Rouanet é incentivar a cultura não com subsídios e patrocínios do governo, mas com busca desses financiamentos diretamente com empresas, que poderão descontar os valores patrocinados em imposto de renda.
Por entender a finalidade e a importância da lei Rouanet para a classe artística, o Sinpro repudia a tentativa de uso de membros do atual governo, incentivando o uso de recursos da Secretaria de Cultura para projetos que estimulem a compra de armas por cidadãos comuns.
A coordenadora de secretaria de cultura do Sinpro, Eliceuda França, lembra que o que transforma um país não é o porte de armas. “Quem transforma um país é o incentivo à educação, à ciência, à tecnologia, e às artes e cultura. Arma destrói, cultura e educação constroem”, enfatiza.
O Sinpro repudia com veemência tamanha distorção do uso de uma lei de fomento à cultura nacional, e o incentivo à barbárie humana como forma de “debate”.
Exposição traz instalações de artista brasiliense a partir da experiência em sala de aula
Jornalista: Luis Ricardo
O público de Brasília tem até esse domingo (24) para conferir a mostra com instalações inéditas e interativas do artista brasiliense Luiz Olivieri a partir da experiência em sala de aula, na vivência com os(as) alunos(as) da educação básica e no trabalho em rede. A mostra Extraclasse, em exibição na Galeria 4 do Centro Cultural Banco do Brasil, já recebeu mais de 16 grupos de estudantes universitários de Brasília e de Goiânia, além de alunos(as) do ensino fundamental do Distrito Federal.
Com curadoria de Renata Azambuja, as cinco obras inéditas, sendo uma criada em colaboração com alunos do artista, são parte do projeto de pesquisa de Olivieri, que estabelece interseções entre o som e a palavra-texto com os componentes do sistema educacional brasileiro – o ambiente escolar, alunos, professores e currículos acadêmicos -. Cada obra tem uma forma específica de interação com o público. A visitação é de terça a domingo, das 9h às 20h30. A classificação é livre para todos os públicos e a entrada é gratuita com retirada de ingressos na Bilheteria do CCBB Brasília e pelo site bb.com.br/cultura.
Professor e artista sonoro-visual, Luiz Olivieri materializa a experiência da sala de aula e a interação com os alunos nas instalações sonoras e objetos presentes na exposição. Olivieri se propôs a ouvir os sons escolares em suas diferentes materialidades: conversas, conteúdos, ruídos, músicas, cacofonias, linhas cruzadas da linguagem e utopias. “Ouvir os sons da escola também significou ser atravessado pelos sons dos ambientes de vivência pessoal das alunas e dos alunos e demais membros da comunidade escolar. A exposição é resultado desses processos, da interação corporal e da vivência humana dos espaços, e apresenta a escola como um espaço acústico e plurissonoro”, afirma a curadora.
Historiadora da arte e professora da Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal (SEEDF), Renata Azambuja explica que explorar o som como forma de manifestação artística não é ação exclusiva do campo das Artes Visuais. “É uma vertente artística própria, que é comumente denominada de Arte Sonora, onde o som é acompanhado de variáveis como o tempo e o espaço, em diálogo com aparatos tecnológicos que Olivieri, sendo também um artista visual, constrói para dar corpo e uma nova sonoridade que se origina de sua escuta fina”.
Para a mostra, que já recebeu visitas organizadas pela produção da mostra de mais de 320 alunos da Universidade de Brasília (UnB), da Universidade Federal de Goiás (UFG) e estudantes da rede de ensino público do Distrito Federal, Olivieri utilizou materiais presentes no ambiente escolar como carteiras, lousas, projetor e a palavra escrita. A série Extraclasse, obra que empresta o nome para a exposição, é fruto de um exercício proposto a 12 alunos do ensino médio para que escrevessem listas de sons presentes em suas casas por um período de 48 horas. Dessa experiência, surgiram relatos sonoros (paisagens sonoras) que impressionam pela poesia cotidiana. “Este trabalho fala de uma outra relação entre professores e alunos, sobre a criação de redes entre pessoas para se ouvir mais”, ressalta Olivieri. “Esta é uma obra coletiva sob todos os aspectos, por isso, o meu cachê foi dividido entre os alunos. E no caso da venda da série, o valor será dividido entre as autoras e autores”, explica.
Em Cacofonias, o artista utiliza carteiras escolares, com frequências sonoras gravadas a laser em seus tampos, que são lidas em tempo real por uma agulha de toca-discos de vinil. Topofonia é uma instalação inspirada em uma sala de aula com diversas pranchetas de carteiras escolares e alto-falantes embutidos, posicionados em alturas diferentes que emitem sons à medida em que são atravessados por um leitor óptico. Em Lousa, enunciados e sentenças escutadas em diversas situações pelo artista são reproduzidas textualmente sobre um quadro verde. As palavras na obra são repetidas inúmeras vezes e se misturam e criam uma mancha visual que beira a ilegibilidade.
Eletrocardiograma, uma videoinstalação, “fala sobre o coração da educação”. Nele, o artista reuniu micro e macro dados da educação no Brasil, desde 1988, quando foi aprovada a mais recente Constituição brasileira. “Sonifiquei 12 macro e microdados da educação brasileira desde a aprovação da Constituição de 1988. Os seis macrodados são curvas desde a redemocratização brasileira até 2020. Tive que fazer um levantamento para construir as curvas desses 32 anos. O dinheiro mudou, as bases de dados não têm a curva completa. Pesquisei em várias fontes, todas presentes nos créditos finais do vídeo. Os seis microdados são percepções minhas, como professor-artista, em 32 semanas de um ano letivo. Nele constam coisas que não entram nas macroestatísticas, mas estão diretamente relacionadas: O tamanho da fila da cantina em função do cardápio, o conteúdo indígena na escola, a quantidade de vezes que me emocionei com os meus alunos”, revela. “Os microdados muitas vezes não se tornam evidentes, pois são difíceis de serem mensurados. Porém, referem-se a micro espaço de sutilezas onde se dá o processo de ensino e aprendizagem”, completa.
Serviço:
Extraclasse – PRORROGADA
De Luiz Olivieri
Instalações sonoras
Galeria 4 do CCBB Brasília
Curadoria | Renata Azambuja
Visitação | até 24 de abril
De terça a domingo, das 9h às 20h30
Classificação indicativa | Livre para todos os públicos