Vaquinha solidária para ajudar Dircimar Laurentino

Familiares e amigos estão realizando uma vaquinha solidária para ajudar Dircimar Laurentino, que está internado no Hospital Regional de Ceilândia para tratar sequelas relacionadas a infecção por Covid-19.

Em 30 de maio, Dircimar foi internado com falta de ar e pulmão comprometido, após ser diagnosticado com o novo Coronavírus. Após aproximadamente uma semana, ele foi intubado, tendo permanecido nessa condição por 30 dias. Além disso, lutou contra problemas renais, pulmonares, infecções e anemia. Foi submetido à traqueostomia, transfusão de sangue e outros procedimentos na tentativa de vencer o vírus e restabelecer sua saúde.

Em razão do longo tempo hospitalizado e deitado, adquiriu escaras (úlceras de pressão) em suas nádegas e calcanhares. As escaras comprometem a sua saúde, pois as dores são insuportáveis e, além disso, as feridas são portas abertas para a entrada de bactérias (está com KPC há mais de 2 meses).

As úlceras de pressão vêm sendo tratadas pela equipe médica do HRC com os equipamentos e medicamentos que a rede pública hospitalar do DF oferece. Porém, existem tratamentos mais eficazes, que trazem um resultado rápido e eficiente num curto prazo, que podem retirá-lo mais brevemente da condição em que se encontra (dor, que leva ao aumento de medicação, que leva ao comprometimento renal e à dificuldade de ficar desperto pelo uso de muitas drogas).

Nesse sentido, esta vaquinha tem o intuito de custear o tratamento a vácuo das escaras, altamente efetivo, cujo efeito é estimular o corpo a cicatrizar mais rapidamente as feridas e, com isso, eliminar os focos de bactéria. A primeira sessão custa, em média, R$ 7.500 mil + R$ 2.300 mil por semana. Para um bom resultado, devem ser realizadas por volta de três sessões.

Diante disto, pedimos a sua ajuda. Para participar, clique aqui.    

Da iniciação científica à pesquisa: projeto do Cemi torna-se bolsista na Universidade de Brasília

Um projeto desenvolvido por professores e estudantes do Cemi-Gama alcançou um feito notável: o estudante Flávio Eduardo, que atuou como bolsista CNPQ no ensino médio integrado à educação profissional do Cemi, foi contemplado com uma nova bolsa, desta vez, no ensino superior: Flávio será bolsista na Universidade de Brasília (UnB), dando sequência ao trabalho que desenvolve no projeto desde o nível médio.

O projeto em questão é o Diger-Bio, uma lixeira automatizada que produz biogás e biofertilizante a partir das sobras de alimentos. Dessa forma, a lixeira também reduz o descarte de lixo inorgânico e o reutiliza na própria cozinha escolar.

De acordo com a professora Marília Pinheiro, idealizadora do projeto, ele se enquadra na plataforma da Agenda 2030, proposta pela ONU com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, e se orienta pela Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS). Atualmente, a maior parte do lixo produzido no Brasil é de origem orgânica.

“O Diger-Bio se propõe a auxiliar na redução consciente de dejetos alimentares, aprimorando digestores rurais para uso em ambientes urbanos, como escolas públicas e restaurantes”, explica a professora Marília. “O projeto foi iniciado em 2019, e é uma releitura dos biodigestores rurais existentes, inovando na automatização, na eliminação do mau cheiro, na produção de biofertilizante de qualidade e de biogás”, completa.

As vantagens ambientais, econômicas e sociais apresentadas pelo Diger-Bio certamente foram decisivas na conquista de Flávio Eduardo, que, no Cemi, era orientando de Marília e do professor Alair Freire. Para a professora, o fato de o projeto ter continuidade na transição do nível médio para o superior é uma grande vitória. “Nosso projeto foi selecionado entre 5 mil outros para se tornar pesquisa científica, o que possibilitará que o estudante dê sequência ao seu trabalho”, ela conta.

Um novo grupo de estudantes foi formado para o projeto no Cemi, substituindo aqueles que foram para a graduação. A bolsa concedida a Flávio permite que ele se mantenha no projeto, cumprindo seus horários de bolsista junto ao novo grupo e aprimorando seus conhecimentos. “O estudante não começará no zero sua caminhada na universidade”, aponta Marília. “Essa conquista mostra a qualidade do trabalho realizado nas escolas públicas, e o potencial do nosso ensino médio público de desenvolver projetos com viés social bem fundamentado e desenho de pesquisa aprofundado”, comemora.

Outra estudante ligada ao Diger-Bio também teria sido selecionada para bolsista na universidade, não fosse o recente corte de bolsas promovido pelo MEC (Ministério da Educação) de Bolsonaro. Ela agora está na lista de espera para as próximas bolsas. O premiado projeto está em fase de prototipação e em breve deve ir a teste em lugares públicos.

Para Jairo Mendonça, diretor do Sinpro, trata-se de uma vitória de grande porte. “A escola pública é a única esperança para milhões de jovens”, pontua ele. “Termos uma escola como o Cemi, que propõe iniciação científica ainda no ensino médio, é fundamental para elevar as perspectivas dos estudantes da classe trabalhadora e para abrir-lhes as portas da universidade num contexto em que o ministro da educação afirma que ensino superior não é pra todo mundo”, conclui.

                                    

11º edição do Programa Descomplicando

Vai ao ar a 11º edição do Programa Descomplicando nesta quarta-feira (01/09), com Dão Real Pereira dos Santos, auditor fiscal, vice-presidente do IJF (Instituto Justiça Fiscal) e integrante do Coletivo Auditores Fiscais pela Democracia. Ele também faz parte da coordenação da Campanha Tributar os Super-Ricos.

A programação é exibida quinzenalmente, nas quartas feiras. A transmissão é feita pelo facebook da Campanha Tributar os Super-Ricos e na página oficial do Sinpro, ás 17h.

A iniciativa é uma parceria da Rede Soberania, Brasil de Fato RS, Instituto Justiça Fiscal, Democracia e Direitos Fundamentais e a Campanha Tributar os Super-Ricos, e conta com o apoio do Sinpro e entidades.

Vaquinha solidária para ajudar a professora Ana Lúcia

Amigos, familiares e colegas de trabalho estão promovendo uma vaquinha solidária para ajudar a professora Ana Lúcia. Desde o ano passado a educadora do Centro de Ensino Fundamental 316 de Santa Maria está travando uma luta contra o câncer e agora precisa tomar uma medicação que não é fornecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e tem o custo muito elevado.

Desde a descoberta de um Adenocarcinoma (neoplasia maligna de cólon com metástase – estadiamento 4), Ana iniciou o tratamento na rede pública de saúde do Distrito Federal, fez cirurgia, quimioterapia e este mês foi informada pelos médicos que os tratamentos não estavam fazendo efeito, e por esse motivo não dariam continuidade, pois o tumor inicialmente no cólon progrediu para o fígado e para os dois pulmões. A única alternativa hoje seria uma medicação chamada Regorafenibe, que é um tratamento de 3° linha para câncer metastático, que além de um custo elevado não é fornecido pelo SUS.

A meta da vaquinha é conseguir R$ 80 mil, valor que cobre parte do tratamento enquanto a família busca recursos para fazer o tratamento completo.

Neste momento difícil, toda ajuda é bem-vinda. Ajude com qualquer quantia e compartilhe esta mensagem com o maior número de pessoas. As contribuições podem ser feitas no link https://www.vakinha.com.br/r/2353256/1131918.

Professora aposentada lança livro de poemas

Quando o falar se torna difícil, o escrever se torna a melhor forma de exprimir os sentimentos e aliviar a alma. Pensado com o objetivo de atingir as emoções do(a) leitor(a), a professora aposentada Sirlene Maria da Silva lança o livro Poemas da Alma que se cala, uma auto publicação pela Artletas Editora.

Segundo Sirlene Maria, são poemas que retratam os mais profundos sentimentos da autora, escritos nos momentos em que era impossível falar, mas escrevê-los aliviava a sua alma. Devido à pandemia não haverá um lançamento presencial.

Mais informações e a como adquirir a obra podem ser obtidas pelo telefone (61) 99209-7782 ou pelo e-mail enelris.maria@gmail.com.

 

ciclo de debate Geopolítica internacional: o que muda com a emergência de novos atores globais?

Participe nesta terça-feira, 31, do ciclo de debate Geopolítica internacional: o que muda com a emergência de novos atores globais?. A live é tema da sétima aula do ciclo de debates formativos Desenvolvimento, novas desigualdades e Justiça Fiscal no Brasil, organizado pelo Instituto Lula, em parceria com o Instituto Justiça Fiscal e as entidades coordenadoras da campanha “Tributar os Super-Ricos”.

Os convidados são: Elias Jabour – Professor dos Programas de Pós-Graduação em Ciências Econômicas (PPGCE) e em Relações Internacionais (PPGRI) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). Neusa Bojikian – Doutora pelo Programa de Pós-Graduação em Relações Internacionais da Unesp-Unicamp-PUC-SP, pesquisadora e integrante da Coordenação do Instituto Nacional para Estudos sobre os Estados Unidos (INCT-Ineu). Teresa Maia – Integrante da Secretaria Nacional do Projeto Brasil Popular.

A transmissão será às 19h30 ao vivo pelo YouTube ou pelo Facebook do Instituto Lula, do Instituto Justiça Fiscal e da Campanha Tributar os Super-Ricos com apoio do Sinpro e entidades. 

TWITTAÇO CONTRA A PEC 32 NESTA SEGUNDA-FEIRA, 30

 

Nesta segunda-feira (30), acontece mais um twittaço contra a proposta de reforma administrativa (PEC 32), que tramita no Congresso Nacional. O movimento começa às 19h, utilizando a hashtag #PEC32daDestruição. Participe!

Marque os(as) deputados(as), denuncie as armadilhas dessa proposta, que destruirá os serviços públicos ofertados ao povo e que prejudicará os servidores(as) de todo o País! Cobre deles(as) o posicionamento contra a PEC32.

Acesse o link do Educação Faz Pressão e pressione os(as) deputados(as) da Comissão Especial que estão analisando a PEC32 a arquivarem, definitivamente, esse ataque ao Estado nacional. Acesse o link: https://bit.ly/3AuCnWR.

Projeto Curatorial: I Concurso Fotográfico de Brazlândia/DF – 2021

Os(as) estudantes da rede pública de ensino de Brazlândia terão uma grande oportunidade de estreitarem os laços com a cultura. Com o objetivo de trabalhar os conteúdos de artes segundo a previsão de abordagem do Banco Nacional Comum Curricular (BNCC) e promover o circuito fotográfico em Brazlândia, o Projeto Curatorial realiza o I Concurso Fotográfico de Brazlândia/DF – 2021. Os(as) interessados(as) poderão se inscrever gratuitamente até o dia 22 de setembro pelo Instagram @ifotobraz (o link da inscrição está na Bio), e as três primeiras fotos escolhidas pelo júri especializado terão direito a uma premiação.

No projeto curatorial serão selecionadas fotografias realizadas por estudantes do ensino fundamental II e ensino médio da rede pública de ensino de Brazlândia-DF, bem como amantes da fotografia que residem na região administrativa. Segundo o artista visual Thiago Araújo Magalhães, curador do projeto, o I Concurso Fotográfico de Brazlândia pretende fomentar a cultura e a reflexão em torno dos efeitos da pandemia para os jovens que moram em Brazlândia. “A importância de um projeto voltado para estudantes das escolas de Brazlândia se justifica pela necessidade de criação de espaços em que a juventude possa, através da coleta e da exibição de imagens fotográficas, exercer a sua potencialidade criativa, expressiva, repensar espaços, ao mesmo tempo em que trabalha a leitura e a criação de imagens e o pensamento crítico”, salienta.

Participe!

Democratização da comunicação é tema de live, nesta quarta (25)

As origens do movimento em defesa de uma comunicação que permita que todos falem e sejam ouvidos será debatida virtualmente nesta quarta-feira (25). A live “As origens do FNDC e do movimento pela democratização da comunicação no Brasil” faz parte das atividades comemorativas dos 30 anos Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação. O Sinpro-DF retransmitirá ao vivo o debate, na página de Facebook. O início será às 19h.

 

Participação da live Murilo César Ramos, professor emérito da Faculdade de Comunicação da UnB e fundador e pesquisador sênior do Laboratório de Políticas de Comunicação (LaPCom); Teresa Cruvinel, jornalista, colunista e comentarista do Brasil247, fundadora e ex-presidente da EBC; e Marcos Dantas, professor titular da Escola de Comunicações da UFRJ. Pesquisa sobre economia política da internet e ambientes regulatórios nas comunicações.

Nos anos 1980, o movimento pela democratização da comunicação começou a se organizar efetivamente no país por meio da Frente Nacional por Políticas Democráticas de Comunicação (FNPDC). Esta Frente foi fundamental, na época, para impulsionar o debate político e teórico que resultou na finalização dos trabalhos da Assembleia Nacional Constituinte que preparava a nova Constituição Federal.

Ao final, foi instituído o capítulo V da Carta Magna, com artigos que tratam especificamente da Comunicação. Para manter um esforço permanente de mobilização e ação na busca de políticas que democratizassem de fato as comunicações, a Frente acabou dando origem, anos mais tarde, ao FNDC.

Serviço
Live FNDC30 anos – As origens do FNDC e do movimento pela democratização da comunicação no Brasil
Data: quarta-feira, 25/08
Hora: 19h
Transmissão: Canal do FNDC no Youtube e Página do FNDC no Facebook | Retransmissão na página do Sinpro-DF no Facebook

Fonte: FNDC, com edição do Sinpro-DF

Artigo: As contribuições do SEAA para uma escola inclusiva e democrática, onde todos e todas podem aprender

A grandeza da Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal (SEEDF) pode ser mensurada por vários mirantes: pelo grande número de servidores e estudantes, pelo impacto na organização e funcionamento da sociedade local, pela contribuição essencial na educação formal que se estende da primeira infância até a velhice, pela ação intencional que objetiva a superação das desigualdades socioeconômicas e dos preconceitos e discriminações de qualquer ordem que persistem em nosso país.

E, no entanto, a história da Secretaria ainda é bastante desconhecida. Saudamos iniciativas como a do Museu da Educação do Distrito Federal, levada a efeito pela UnB, que se constitui com a missão de preservar, salvaguardar e difundir a memória da educação distrital, já que essa história, no interior da rede, encontra-se em migalhas ou em opacidade.

Provavelmente por esse motivo um Serviço que existe desde 1968 não seja compreendido por muitos na rede pública, sendo alvo de interpretações equivocadas acerca de suas atribuições. Estamos falando do Serviço Especializado de Apoio à Aprendizagem – SEAA, composto por profissionais com formação em Pedagogia e Psicologia que aspira oferecer suporte técnico pedagógico com vistas ao apoio educacional especializado às escolas públicas.

Para compor o SEAA, psicólogos escolares são admitidos por concurso público e pedagoga(o)s são professor(a)es efetivos que passam por processo seletivo interno. Articuladamente, pedagoga(o)s e psicóloga(o)s trabalham mapeando, assessorando e acompanhando o processo de ensino e aprendizagem, com vistas ao êxito escolar e, por conseguinte, almejando uma educação democrática, integral e humanizada.

Um Serviço Especializado deve colaborar decisivamente para uma educação melhor. A presença de especialistas estava entre as preocupações do grande educador Anísio Teixeira que já indagava em 1958: Por que especialistas de educação? O mestre anteviu que a necessária democratização da escola acarretaria a necessidade de novos profissionais porque quanto maior a abrangência, maiores os desafios para o processo de ensinar e aprender.

Afirmava que a educação escolar para uma minoria era baseada na seleção de professores e alunos e, portanto, exigiria uma reduzida capacidade de planejamento e administração. Continuava dizendo que uma escola onde todo(a)s pudessem frequentar e aprender demandaria dos seus profissionais um estudo das dificuldades e dos recursos para vencê-las, mediante “todo um trabalho de administração complexo, diversificado e difícil”. Justificava-se, assim, a atuação dos chamados especialistas em educação.

Nesse sentido, os especialistas são requisitados porque a escola é e precisa ser cada vez mais pública, democrática e inclusiva. Incorporar tal consciência evita os saudosismos eivados de opiniões acríticas ou repletas de ignorância ao evocar uma distante “escola pública de qualidade”, organizada para ser acessada por “poucos e bons”.

Provavelmente, tal modelo de escola excluiria até as autoras desse texto e boa parte de seus leitores e leitoras, advindos das classes populares.

Avançando no tempo, a luta coletiva gerou novas legislações e direitos. Assim, hoje todos os sistemas educacionais – desde a Educação Infantil até o Ensino Superior – devem cumprir e fazer cumprir os princípios da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional de 1996. Alguns são bastante explícitos em seu teor progressista:

Igualdade de condições para o acesso e permanência na escola;

Respeito à liberdade e apreço à tolerância;

Valorização do ambiente escolar;

Garantia do direito à educação e à aprendizagem ao longo da vida;

Garantia de padrão de qualidade.

Certamente, a materialização ou, pelo menos, a busca incessante e sistemática por tais princípios remete à democratização, qualidade social e inclusão lato sensu que precisam permear o chão da escola. Para tanto, a conscientização e a promoção do respeito às diversidades e a defesa do direito de aprendizagem de todo(a)s o(a)s estudantes norteiam e fundamentam legalmente o trabalho do SEAA.

Ainda andando na esteira da legislação, trazemos o atual Plano Nacional de Educação (PNE) 2014-2024. Com força de lei, o PNE estabelece 20 metas a serem atingidas no campo educacional no ínterim de 10 anos. O Distrito Federal, com base no PNE, elaborou seu plano decenal correspondente, o Plano Distrital de Educação (PDE) na lógica da qualidade da educação socialmente referenciada.

O PDE, em sua Meta 2, indica a necessidade de ampliar o quadro de profissionais para atuarem no Serviço Especializado de Apoio à Aprendizagem, no espaço-tempo nível escola e na assessoria ao trabalho pedagógico, com o objetivo de contribuir para a superação das dificuldades apresentadas pelos estudantes, adotando a perspectiva da atuação institucional.

Desse modo, ancorado na lei e na legitimidade, o SEAA combate a estigmatização e a invisibilidade dos sujeitos, especialmente do(a)s estudantes, mas não somente. O Serviço rebate imagens, falas e práticas baseadas no senso comum ou em estereótipos sobre quaisquer seres humanos. Tais atitudes podem anular ou distorcer as suas demais características ou até mesmo podem invisibilizá-los no interior da instituição, impactando negativamente as aprendizagens discentes ou o desenvolvimento profissional pleno.

Ao mesmo tempo, o SEAA luta contra a exclusão socioeducacional, processo multifacetado e que afeta toda a vida social. A exclusão acumula camadas de interdependência econômica, social, de gênero, étnica, política, cultural, etc e a escola, de modo intencional ou não, pode reproduzir estratégias e/ou posturas que podem ampliar o fosso entre os sujeitos.

Retomando o título, é necessária a (re) apresentação do Serviço, visto que também ele padece de estigmas e desconhecimentos. Por isso, certas indagações e dúvidas são comuns no cotidiano da escola: “Não conheço esse serviço. Faz o quê mesmo?”; “O trabalho é fazer relatório e encaminhar?”; “Manda o estudante para a sala do Serviço pra ver se ele se acalma.”; “Como assim, a(o) psicóloga(o) não pode atender o estudante?”; “Como assim, a(o) pedagoga(o) não dá reforço?” São indagações que ainda refletem a necessidade de disseminar as funções e as características do SEAA.

Nesse sentido, ao entrelaçar história, informação e propósito, o SEAA vem a público não para dizer a que veio, mas sim para reafirmar sua importância diante de escolas cada vez mais desafiantes porque são cada vez mais inclusivas. Ainda bem! Enquanto alguns setores da Secretaria têm como atribuição garantir o acesso, o SEAA trabalha para que, junto aos demais profissionais, cada sujeito por trás de um número de matrícula aprenda e se desenvolva integralmente, conforme objetiva o Currículo em Movimento. Em tempos de pandemia – e antes dela – lutamos contra mais um vírus persistente, o vírus do fracasso escolar, como bem descreve Bernard Charlot.

Assim, ao tornar a apresentar o Serviço Especializado de Apoio à Aprendizagem, reitera-se nosso compromisso com uma escola inclusiva. Uma escola inclusiva opera cotidianamente por meio do interesse genuíno em compreender o desenvolvimento humano, considerando as interações e as relações como elementos fundantes do conhecimento e acolhendo as diversidades e as singularidades que enriquecem os ambientes coletivos. O foco se desloca das dificuldades e incapacidades para as potências e possibilidades de superação que os seres humanos, juntos, são capazes de edificar.

Evocamos outro mestre, Paulo Freire, que nos lembra: “Escola é sobretudo, gente Gente que trabalha, que estuda”. Sendo assim, o SEAA trabalha com gente, analisando, intervindo e conciliando um processo que comporta uma dimensão, que é necessariamente coletiva e institucional, e também uma dimensão particular e individual. Nessa escola, um sujeito não “atrapalha” outrem. Cada sujeito é um “recurso” para alavancar o crescimento coletivo.

É preciso considerar que as pessoas que fazem a escola cotidianamente não são seres abstratos, e sim seres essencialmente sociais, com suas identidades e histórias, imersos numa vida grupal na qual partilham uma cultura, (re)criando conhecimentos, valores e atitudes advindas dessas relações. Num processo que é, ao mesmo tempo, social e intersubjetivo, a atuação especializada do SEAA faz emergir, conduz e favorece o desenvolvimento das potencialidades de cada um(a) e a superação das fragilidades, na firme crença de que todo(a)s têm o direito de aprender. Isso porque a educação se constitui em direito humano fundamental e incondicional para cada um(a) e para todo(a)s.

Ao finalizar, imersos neste cenário concreto, desafiador e rico, consideramos urgente e indispensável expandir o SEAA para todas as escolas da Educação Básica, como preconiza o PDE, para que o “bem aprender” impulsione e sedimente o “bem viver”.

Edna Rodrigues Barroso – Professora aposentada, atuou como Pedagoga do SEAA
Valdirene Reis – Coordenadora Intermediária do SEAA em Ceilândia

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