Trabalhadores e Trabalhadoras com Deficiência realizam encontro nacional
Jornalista: Vanessa Galassi
Nos dias 28 e 29 de maio será realizado o 5º Encontro do Coletivo Nacional de Trabalhadores e Trabalhadoras com Deficiência. A atividade será virtual, pela plataforma Zoom, das 19h às 21h no dia 28 e das 9h às 17h no dia 29. Interessadas/os deverão se inscrever até esta quarta-feira (26), pelo WhatsApp (61) 9944-3007 (falar com Clarice).
O Encontro é desdobramento do 13º Congresso Nacional da CUT (CONCUT) e tem como objetivo “a mobilização, participação e a organização dos trabalhadores e das trabalhadoras com deficiência a partir das bases sindicais”. Entre os pontos a serem debatidos, estão a situação das pessoas com deficiência em meio à pandemia; a atuação do Conselho Nacional do Direitos das Pessoas com Deficiência (CONADE); e a construção de Plano de Ação que inclua a realização de encontros estaduais em 2021. O 5º Encontro do Coletivo Nacional ainda elegerá a Coordenação Nacional do Coletivo Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras com Deficiência para o mandato 2021-2023.
Segundo o Regimento Interno do 5º Encontro Nacional de Trabalhadores e Trabalhadoras com Deficiência, só poderão concorrer à coordenação do Coletivo Nacional Sindical “os delegados e as delegadas devidamente credenciados/as e que assumam o compromisso de atuar pela organização dos trabalhadores e trabalhadoras com Deficiência em seu estado e no país”. Para ser delegado/a, de acordo com o documento, basta ser pessoa com deficiência da base sindical cutista ou ter comprovada atuação na área.
Programação
28 de maio
19h – Abertura com Análise da Conjuntura e o impacto nas pessoas com deficiência. (com transmissão no YouTube)
Participantes: Sérgio Nobre, Jandyra Uehara, Coordenação do Coletivo, Convidado.
29 de maio
9h – Dieese – análise da situação de trabalho das pessoas com deficiência na pandemia
10h30 – Atuação no CONADE (Conselho Nacional dos Direitos das Pessoas com Deficiência)
11h30 – Balanço da atuação do Coletivo e plano de ação 2021-2022
ASSOCIAÇÃO DE ESTUDANTES PROMOVEM EVENTO VIRTUAL EM SEMANA DA ÁFRICA. PARTICIPE
Jornalista: Leticia
Como forma de celebrar a Semana da África no Brasil, a Associação dos Estudantes Africanos- AEA da Universidade de Brasília-UnB, promove entre os dias 24 e 28 de maio, a edição 2021 da Semana da África.
Neste ano, o tema para debate será a “pluralidade de um continente único” . A iniciativa pretende trazer ao público palestras e debates sobre a temática. O evento acontecerá em formato remoto por meio do canal da Associação dos Estudantes Africanos no Youtube. Para acessar, basta clicar aqui.
Para o secretário geral da Associação dos Estudantes Africanos e estudante de Relações Internacionais Chouraqui Tiaboua, o evento é uma oportunidade de aproximar-se da comunidade acadêmica e proporcionar ainda mais a diversidade cultural como um todo. “Queremos nos aproximar cada vez mais da comunidade acadêmica da UnB. Nossa intenção é proporcionar a propagação da diversidade cultural e intelectual na Universidade, por meio dos estudantes africanos”, afirma Chouraqui Tiaboua.
O encontro conta com uma extensa programação para o público interessado(a). Confira toda programação.
Brincantes, brincadeiras e brinquedos populares: as infâncias resistem
(*) Por Aluízio Augusto Carvalho Santos
Nas memórias dos brinquedos e brincadeiras da infância dos anos 1970/80, em Belém (PA), há uma especial, a dos brinquedos de miriti com que nossa mãe nos presenteava quando retornava da procissão do Círio de Nazaré[1]. Encantava-me pela singeleza e possibilidades daqueles brinquedos, eram rói-róis, ratinhos, barcos, aviões, pássaros-na-comida e muitos outros que fizeram parte dos meus anos de infância.
Acho que o quintal onde a gente brincou é maior do que a cidade. A gente só descobre isso depois de grande. A gente descobre que o tamanho das coisas há de ser medido pela intimidade que temos com as coisas. Há de ser como acontece com o amor.
Assim, as pedrinhas do nosso quintal são sempre maiores do que as outras pedras do mundo. Justo pelo motivo da intimidade.
Mas o que eu queria dizer sobre o nosso quintal é outra coisa. Aquilo que a negra Pombada, remanescente de escravos do Recife, nos contava. Pombada contava aos meninos de Corumbá sobre achadouros. Que eram buracos que os holandeses, na fuga apressada do Brasil, faziam nos seus quintais para esconder suas moedas de ouro, dentro de baús de couro. Os baús ficavam cheios de moedas dentro daqueles buracos.
Mas eu estava a pensar em achadouros de infâncias. Se a gente cavar um buraco ao pé da goiabeira do quintal, lá estará um guri ensaiando subir na goiabeira. Se a gente cavar um buraco ao pé do galinheiro, lá estará um guri tentando agarrar no rabo de uma lagartixa. Sou hoje um caçador de achadouros de infância.
Vou meio dementado e enxada às costas a cavar no meu quintal vestígios dos meninos que fomos. […] (BARROS, 2008, p. 9).
Ao escavar os vestígios da memória até os confins da infância, também reencontro o fazedor de brinquedos que nunca deixei de ser. Logo, precisamos compreender que no imaginário das crianças o brinquedo (objeto) e o brincar (ato) estão ligados. Assim a história, a cultura e as relações influenciam cada ciclo de desenvolvimento das nossas infâncias, mas se não entendermos a importância fundamental que o aspecto do brincar ocupa na vida das crianças e, principalmente, na educação infantil, fracassaremos em oportunizar tempos e territórios de profunda relação com suas situações imaginárias, como as que Manoel de Barros relata.
A responsabilidade de assegurar o direito ao brincar cabe às famílias, às(aos) educadoras/educadores, gestoras/gestores e à sociedade toda, inclusive no espaço escolar que, ainda, em alguns casos, deprecia o brincar, reduzindo a escola apenas ao tempo-espaço de transmissão de conteúdos. E não é difícil encontrar escolas privadas que comercializam a educação como um “pacote de conteúdos” a serem testados ao final do ensino médio.
A construção de uma nova perspectiva, teórica e prática, para a infância, faz parte de um processo histórico, o que possibilitou compreender o brincar como essencial nesse período da vida humana, onde o tempo é nosso aliado e a criação é nossa companheira constante. Mas se o brincar e os brinquedos são tão importantes, é só proporcionar os objetos, o espaço e o tempo?
Considerando a história do brinquedo em sua totalidade, o formato parece ter uma importância muito maior do que se poderia supor inicialmente. Com efeito, na segunda metade do século XIX, quando começa a acentuada decadência daquelas coisas, percebe-se como os brinquedos se tornam maiores, vão perdendo aos poucos o elemento discreto, minúsculo, sonhador. Será que somente então a criança ganha o próprio quarto de brinquedos, somente então uma estante na qual pode, por exemplo, guardar seus livros separados dos livros pertencentes aos pais? Não há dúvida: em seus pequenos formatos, os voluminhos mais antigos exigiam a presença da mãe de maneira muito mais íntima; os volumes in quarto mais recentes, em sua insípida e dilatada ternura, estão antes determinados a fazer vista grossa à ausência materna. Uma emancipação do brinquedo põe-se a caminho; quanto mais a industrialização avança, tanto mais decididamente o brinquedo se subtrai ao controle da família, tornando-se cada vez mais estranho não só às crianças, mas também aos pais. (BENJAMIN, 2009, p. 91-92)
Assim, constatamos que o avanço da modernidade resultou no afastamento do brincar e do brinquedo como um processo doméstico de criação e confecção, que unia adultos e crianças, sendo substituído pelo consumo, reforçando a solidão e o individualismo imposto pelo tempo mecânico e vazio das fábricas, indústrias e comércios; dessa maneira, alcançando “as coisas” das crianças, em suas formas, tamanhos e pesos, adequando-se ao estilo de vida dos grandes centros urbanos.
O documentário Brinquedo Popular do Nordeste[2] (1977, cor, 25 min. DF), do diretor Pedro Jorge de Castro – curiosamente o primeiro filme dirigido por um residente da capital federal a ganhar o Festival de Brasília do Cinema Brasileiro – registra de forma direta a relação dos brinquedos artesanais com a sociedade, filmando artífices em suas oficinas e as crianças se relacionando com esses brinquedos, e também registra como a massificação dos brinquedos se intensificou no Brasil a partir do final da década de 1970. Porém, ao direcionar o olhar da câmera fora dos eixos do racionalismo academicista e de teorias vazias, podemos acompanhar o percurso da experiência cultural em seu sentido amplo e profundo.
Na generosidade de Mestras e Mestres brincantes da cultura popular, encontramos a resistência contra-hegemônica da qual a infância faz parte e foi muito bem exemplificada no discurso apresentado pela professora estadunidense Angela Davis na Conferência Internacional sobre Crianças, Repressão e Lei na África do Sul (1987):
À medida que esta conferência se desenrolava, conhecemos experiências vividas por crianças que são inimaginavelmente mais terríveis do que qualquer coisa que a maioria dos adultos possa vir a enfrentar em toda a vida. Jovens de dezesseis anos vivenciam a prisão e a tortura com choque elétrico. Ainda assim, o menino que descreveu esse suplício em detalhes vívidos concluiu seu depoimento expressando o desejo de voltar ao seu país a fim de retomar sua participação na luta pela libertação de seu povo. Existe uma evidência incontestável de que há entre as crianças um espírito que se recusa a ser subjugado. (DAVIS, 2017, p. 96. O grifo é nosso.)
Carrinhos de lata ou de garrafa PET, manés-gostosos, rói-róis, ratinhos, traca-tracas… brinquedos populares e tradicionais, em sua maioria construídos com os restos e sobras do consumo dos adultos, são exemplos de como o momento da construção do brinquedo pode ser um momento brincante de encontro entre famílias ou educadores, esses brinquedos ainda encantam por apontar caminhos necessários para resistirmos e construirmos uma sociedade saudável e sustentável, para criarmos paradigmas distintos dos que orientam nossa sociedade atualmente.
Cada ciclo e faixa etária de desenvolvimento tem seus brinquedos e brincadeiras, apropriados, exemplo, é a brincadeira de esconde-esconde, que começa ainda no 0 ano de idade, com os adultos escondendo-se atrás de um lençol, porta, parede, etc… e vai ficando mais complexo com o passar dos anos, ganhando novas regras e espaços. Outro exemplo é o teatro de bonecos, que também pode começar cedo com objetos como a meia até a construção de uma empanada[3] cruzando a sala ou o quarto.
Podemos ampliar nossos entendimentos e incluir as cantigas de roda nas possibilidades, como nas músicas que acompanham e orientam brincadeiras como a de pular corda, os versos de a canoa virou pode render horas infindáveis de uma doce repetição que um dia poderemos encontrar no nosso baú de memórias, sejam com nossos pais ou com nossos filhos. Quem nunca se desafiou a criar versos para lengas-lengas como a velha a fiar “Estava a véia em seu lugar/Veio a ______ lhe atentar”, exemplos e possibilidades podem encher muitos manuais de brinquedos, porém alguns indagamentos ajudam a nos lembrar do quão é essencial a brincadeira: “de quê brinquei hoje com meu filho ou estudante?” “quais brincadeiras/brinquedos eles gostam?” “o quanto sou brincante?”
José André dos Santos ou Mestre Zezito (1951-2006), iniciou a confecção e construção de brinquedos ainda muito cedo – com dez anos começou a produzir carrinhos com latas de sardinha – que foi se formando brincante e educador de tantas outras pessoas, e que também era artista circense, Palhaço Pilombeta, erguendo sua lona e formando a Companhia Circo, Boneco e Riso, que foi a escola e a casa de crianças, adolescentes e jovens em Águas Lindas de Goiás/GO, cidade periférica próxima a Brasília, e referência para artistas do Distrito Federal:
Os diferentes tipos de brinquedos fabricados pelo mestre Zezito e seus aprendizes eram confeccionados a partir de material recolhido em lixos ou doados por pequenos comerciantes, e posteriormente estes brinquedos eram comercializados por preços bem abaixo do valor de mercado. Com o desenvolvimento da cidade, crescia o número de crianças e adolescentes em situação de risco. (SOARES, 2012, p. 25)
Foi reconhecido como Mestre por sua comunidade, artistas e educadoras/educadores descobriu muito cedo o valor do brincar; somente com o primeiro ano do ensino primário, não precisou realizar estudos acadêmicos para aprofundar-se nos brinquedos e brincadeiras fundamentais para crianças, adolescentes e jovens. Compartilhou seus saberes e fazeres, desenvolvidos laboriosamente na sua oficina que mantinha nos lugares onde residiu, formando outras pessoas que transmitem seus ensinamentos atualmente.
Em 1997, no Distrito Federal, uma inovadora proposta aconteceu para aproximar o universo dos brinquedos populares e a educação. Mestre Zezito, em parceria com o Sindicato dos Professores do Distrito Federal (SINPRO/DF) organizou um curso de 80 horas intitulado “Confecção e Manipulação de Brinquedos Populares Tradicionais”, oferecido a professoras e professores da educação pública para auxiliá-las(os) a reconhecer a importância dos brinquedos populares como linguagem primordial das infâncias. Contudo, essa experiência que fomentou a criação e a produção de intervenções culturais e educativas entre educadoras/educadores é rara, tão rara quanto a inclusão do brincar nos planejamentos pedagógicos ou intencionalmente compartilhados em família.
Ao brincar e construir brinquedos, a criança lida e interage com aspectos sociais importantes, que não podem somente ser verbalizados e que têm significados múltiplos. Forças ancestrais são conectadas e memórias são acessadas.
Criar uma maneira diferente de docência requer ir além dos limites castradores, que são valorizados nas instituições de ensino, e transmitidos nos espaços de formação de professoras e professores. É necessário que os quinze minutos disciplinares do recreio sejam extrapolados para uma aceitação de que brincar é potente em si mesmo, necessita-se de educadoras e educadores capazes de serem afetados pelo prazer criativo que as crianças encontram na brincadeira. (SANTOS, 2017, p. 5)
Provisão, proteção e participação são aspectos que encontram ligação na brincadeira, e que foram legitimados no Brasil pelo Estatuto da Criança e do Adolescente – (ECA) (BRASIL, 1990), logo, é um direito assegurado às crianças, aos adolescentes e aos jovens. Ao garantir o direito ao brincar estamos nos fortalecendo como sociedade e cumprindo nossas atribuições como educadoras/educadores e responsáveis. Portanto, a infância necessária para todos é a que tenha, além de casa, comida, carinho, saúde e educação, um tempo e um espaço de brincar garantidos. E cabe a cada um de nós, especialmente quando lidamos diariamente com as crianças, tentar romper com alguns paradoxos da infância, permitindo e favorecendo o brincar.
As mudanças necessárias à nossa sociedade não serão comercializadas em shoppings, grandes centros comerciais ou importadas de outros países, também não será a criação de mais teorias sobre o brincar atrás dos muros das universidades; provavelmente, para começarmos a trilhar o caminho dessas mudanças precisaremos olhar com mais empatia para as infâncias e para nossas Mestras e nossos Mestres da cultura popular, que ainda resistem com seus ensinamentos para verdadeiramente sermos uma Mátria mãe gentil!
Oficina de brinquedos e brincadeiras populares no Acampamento Marias da Terra, do MST (DF) em julho de 2019.
(*) Aluízio Augusto Carvalho Santos –Palhaço, pesquisador e professor. Foi iniciado nas artes e culturas populares por mestres como Ary Para-raios, Mestre Zezito e tantos outros por mais de 25 anos de experiências nas comunidades com as quais conviveu.
Formado em Pedagogia, desde 2018, pesquisa as áreas da arte, educação, saúde, cultura e produção simbólica, representações dos imaginários e aprendizagem criativa, investigando as expressões artísticas das narrativas das crianças, suas fantasias e seus artefatos, idealiza e realiza cursos, oficinas e projetos que investigam uma pedagogia social contida nos imaginários e linguagens das infâncias.
Atualmente é professor de 4º ano de uma escola do campo e mestrando do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade de Brasília (PPGE/UnB).
BARROS, M. de. Memórias Inventadas. As infâncias de Manoel de Barros. São Paulo: Editora Planeta do Brasil, 2008.
BENJAMIN, W. História cultural do brinquedo. In: Reflexões sobre a criança, o brinquedo e a educação. São Paulo: Editora 34, 2009.
BRASIL. Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990. Dispõe sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente e dá outras providências. Diário Oficial da União: seção 1, Brasília, DF, p. 13563, 16 jul. 1990. Disponível em:
DAVIS, A. Crianças primeiro: a campanha por uma África do Sul Livre. In: Mulheres, cultura e política. São Paulo: Boitempo, 2017.
SOARES, D. O. Associação Castelinho Cultura Ninho dos Artistas: uma referência do trabalho cultural e social em Águas Lindas de Goiás. 2012. 45 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Licenciatura em Teatro) – Instituto de Artes, Universidade de Brasília, Brasília, 2012.
SANTOS, A. A. C. Tempo de brincar: reflexões sobre a brincadeira no ambiente escolar. Brasília: PIBIC/UnB, 2017.
[1] Manifestação religiosa e cultural celebrada no segundo domingo de outubro na cidade de Belém, do Pará.
O QUE VOCÊ SABE SOBRE A PEC 32/2020 ? PARTICIPE DA PESQUISA REALIZADA PELA CNTE
Jornalista: Leticia
Uma das principais discussões no atual momento, ainda reúne muitas dúvidas e questionamentos entre todos(as). A proposta do governo federal apresenta uma série de mudanças desastrosas que inclui principalmente a precarização dos serviços públicos.
Afinal, o que você sabe sobre a Reforma Administrativa?
Com objetivo de compreender o que a sociedade pensa sobre a PEC 32/2020, a CNTE lança uma pesquisa para entender se as graves alterações causadas pela proposta da reforma administrativa estão sendo entendidas pelo público.
Os(as) interessados, deverão acessar o link e preencher o formulário digital de forma muito simples e prática.
Entre, acesse e participe. Sua participação é fundamental para combater os desmontes dos serviços públicos.
É com muita tristeza que o Sindicato dos Professores no Distrito Federal -Sinpro-DF, vem a público noticiar o falecimento da nossa querida companheira de luta Carla Camargos, professora que desde 2005, fazia um belíssimo trabalho dentro da educação pública do Distrito Federal e atualmente estava como professora no Centro de Educação Infantil 01 de Ceilândia – CEI 01.
Após lutar incansavelmente pela vida com a mesma garra que lutava pela categoria magistério, Carla Camargos de 42 anos, faleceu hoje (21), sendo mais uma vítima da Covid-19. Além da perda, a professora deixará muitas saudades entre amigos, familiares e estudantes.
Mais do que nunca, é preciso urgência no calendário de vacinação para toda população do Distrito Federal. Desde que teve início, a pandemia da Covid-19 já interrompeu só no Distrito Federal mais de 8.422 óbitos.
O velório será hoje (21), a partir das 14h na capela 5 do Cemitério Campo da Esperança da Asa Sul. O sepultamento será às 16h30.
No mês da África, Live fala sobre cultura e ancestralidade
Jornalista: Luis Ricardo
Em comemoração ao Mês da África, a Embaixada da Angola no Brasil e a Casa da Angola na Bahia promovem encontros virtuais para falar sobre arte, cultura e cidadania na(s) diáspora(s), com convidados especiais que atuam em diversos segmentos da arte e da cultura. Dando continuidade às festividades, será realizado nesta quinta-feira (20), às 16h, o segundo encontro para falar sobre cultura africana e ancestralidade a partir de uma pesquisa de catalogação de imbondeiros em território brasileiro.
As árvores, que são símbolos culturais de África, fazem parte do projeto desenvolvido pelo professor André Lúcio Bento, especialista em cultura afro-brasileira e africana, e doutor em Linguística. O debate conta ainda com a participação do pesquisador e antropólogo angolano Filipe Vidal, professor de História das Artes e Antropologia no CEARTE/Luanda, Fundador e Presidente da ANKHGOLA KHEMETIC YOGA- ANKHYO, além de ser autor de vários artigos científicos.
O encontro será mediado pelo artista visual, curador e diretor da Casa da Angola na Bahia, Benjamim Sabby, Mestre em Estudos Artísticos, Estudos Museológicos e Curatoriais.
A Live será transmitida ao vivo pelo Facebook @casadeangolabahia.
População pode ficar sem serviços gratuitos com reforma Administrativa. Entenda
Jornalista: Luis Ricardo
A reforma Administrativa, ao contrário do que muitos pensam quando dizem ‘e eu com isso?’ não é um problema apenas do servidor público. Se a Proposta de Emenda à Constituição (PEC n° 32) for aprovada pelo Congresso Nacional do jeito que o governo de Jair Bolsonaro (ex-PSL) quer, quem mais vai perder é a população brasileira que será afetada diretamente no bolso ao perder direitos conquistados com muita luta.
O objetivo da reforma não é “modernização”, como diz o ministro da Economia, Paulo Guedes. A reforma Administrativa é o desmonte do serviço público para que, sem pressão da sociedade, o governo passe para a iniciativa privada tudo que hoje é gratuito, como a educação, a saúde, a previdência, a segurança, as estatais e os órgãos de controle que fiscalizam o próprio governo.
Os argumentos do governo são mais mentiras de Bolsonaro e sua equipe para enganar o povo e retirar, sem resistência, direitos que toda a população tem à educação e saúde de qualidade, sejam das classes A, B, C ou D/E.
Se a PEC 32 for aprovada, o serviço público vai atuar na “sobra do mercado”, ou seja, só vai ser público o que a iniciativa privada não quiser porque não dá lucro. Até a segurança pública pode ser entregue a entes privados e há “risco iminente de terceirização e extinção das guardas municipais em todo o País”, alertou a diretora jurídica da Federação Nacional de Sindicatos de Guardas Municipais do Brasil, Rejane Soldani Sobreiro, em audiência pública, segundo a Agência Câmara.
O governo Bolsonaro não quer acabar com os “marajás”, senão não aumentaria em até 69% os salários dele, do vice-presidente e de militares do primeiro escalão.
O que Bolsonaro e sua equipe querem é tirar a estabilidade do emprego para poder demitir quem fez concurso e tem garantia de investigar, multar e punir quem fizer ilegalidades e assim abrir espaço para abrigar os “apadrinhados” políticos, loteando as instituições que oferecerão cada vez mais serviços ruins. Com o desmonte, a própria população vai acabar achando que como não funcionam, não são necessários.
A reforma Administrativa é uma carta branca para Bolsonaro fazer o que bem entender, fechando autarquias, universidades, instituições, centros de pesquisas, como o Ibama, a Fiocruz, entre tantos outras, que a pandemia e as queimadas na Amazônia já demonstraram que são necessárias para proteger a nossa saúde e o meio ambiente.
O assessor jurídico do PT no Senado, Marcos Rogério de Souza, especialista em Direito Administrativo e Previdenciário, que vem acompanhando os debates sobre a reforma Administrativa, listou a pedido do Portal CUT, os itens mais prejudiciais para a população brasileira.
– permite que o governo privatize todo e qualquer serviço público
A reforma Administrativa permite privatizar todo e quaisquer serviços públicos, incluindo estatais.
“Quem tem dinheiro usufrui, que não tem dinheiro fica sem atendimento”, – Marcos Rogério de Souza
– permite privatizar o atendimento a saúde pública, o SUS, a saúde pública
A pandemia demonstrou a importância do SUS. A reforma pode acabar com o atendimento gratuito nos hospitais e postos de saúde.
– permite cobrar por vacinas
Ao privatizar a saúde pública, o governo Bolsonaro pode impedir que todos tenham acesso à vacina gratuita, seja a gripe, a Covid-19, sarampo e outras doenças, por exemplo.
– permite cobrar mensalidades e taxas na educação
Com o fim da obrigatoriedade de ter servidor concursado em escolas, a administração das unidades de educação passa para as mãos de sistemas de ensino particulares, que podem cobrar taxas e mensalidades dos estudantes. Isto pode ocorrer do ensino fundamental ao superior, afetando todo o sistema educacional do país.
“ A reforma prevê a privatização da gestão de equipamentos que hoje são geridas por um diretor ou assistente concursado. Essa gestão será privatizada e pode haver cobrança de serviços tanto da educação como de outras áreas.
– aumento de tempo na espera da aposentadoria e benefícios do INSS
A PEC prevê a redução de jornada de trabalho e dos salários dos servidores, o que vai diminuir o número de profissionais no atendimento à população.
“Se o INSS, por exemplo, tiver 10 mil servidores que trabalham oito horas diárias, a redução de jornada e salários em 25% vai diminuir este contingente para 7.500. Se já há uma lista de 1,5 milhão de pessoas esperando pela aposentadoria, ou por um benefício, esta espera irá ser muito maior, porque não terá servidor suficiente para atender a população”, alerta Marcos.
“A reforma prevê a redução drástica de servidores concursados e vai atingir todos os setores que atendem gratuitamente a população. As empresas do setor privado estão interessadas nesta reforma porque vão poder vender mais , vender o que hoje é de graça para todos” – Marcos Rogério de Souza
– permite acabar com autarquias e fundações
O Ibama, a Anvisa, o IBGE, a Fiocruz e até universidades federais poderão ser extintas como uma só canetada de Jair Bolsonaro. Além da perda de milhares de empregos num momento de crise econômica e sanitária, o país ficará à mercê de estudos estrangeiros, sem verbas para pesquisas científicas, deixando os brasileiros e brasileiras cada vez mais dependentes de remédios e insumos de outros países.
O fim do IBGE, por exemplo, significa o fim de pesquisas econômicas e sociais que norteiam as políticas públicas governamentais. O país ficará cego, sem saber que rumo tomar.
Desmonte do serviço público em andamento
Esta pauta privatista já começa a ser colocada em prática com a leitura do texto do relator da reforma Administrativa , o deputado Darci de Matos (PSD-SC), na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara, que protocolou seu parecer aprovando a proposta, com a retirada de apenas dois itens propostos pelo governo federal.
A leitura do seu parecer estava marcada para esta tarde de segunda-feira (17), mas após um pedido de vistas de um integrante da CCJ, a análise da proposta foi adiada por mais duas sessões.
O que se sabe até o momento é que o relator retirou dois itens da reforma, o que proíbe o servidor público ter outro trabalho, mesmo não remunerado, como músico, por exemplo, e o que autoriza Bolsonaro a fechar autarquias e fundações. Mas isto não quer dizer que durante a votação esses itens não possam ser recolocados por aliados do governo.
Como pressionar o Congresso pelo “Não à reforma Administrativa”
O site ‘Na Pressão” oferece de forma simples e organizada a lista dos parlamentares contrários, a favor e indecisos sobre a reforma Administrativa. De maneira simples e fácil, você pode enviar e-mails, telefonar ou enviar mensagens via whatsAPP, Facebook e Twitter para o parlamentar. É só seguir o passo a passo que está na página e pressionar o parlamentar para que ele diga não à reforma Administrativa.
Festival de Teatro e Educação para a Infância começa domingo, 23
Jornalista: Alessandra Terribili
O 1° Festival de Teatro e Educação para a Infância do DF (Festae) é o primeiro festival com foco na infância produzido em Samambaia, e contemplará em sua programação o teatro e a arte-educação. As atividades formativas do Festival são dirigidas a professoras e professores da rede pública da região de Samambaia, para que possam levar para a sala de aula novas opções pedagógicas de ensino e aprendizagem por meio da arte.
Com a situação de pandemia, o projeto, que seria prioritariamente presencial, precisou se adaptar ao formato híbrido. Através da ocupação do Complexo Cultural Samambaia (CCS), será possível transmitir ao público diferentes atrações através do canal do CCS no Youtube. Cada espetáculo ficará disponível por 24 horas.
O público-alvo das apresentações são crianças, jovens e educadores da rede pública do DF, e as transmissões serão realizadas através de parceria com as instituições. Já as oficinas são oferecidas para os profissionais da educação a partir de convite direto às escolas, e será aberta também a outros interessados no tema. Todas as oficinas são gratuitas e terão 2 horas de duração, criando acessibilidade aos educadores e educadoras interessados, e serão oferecidas pela plataforma de videoconferência Google Meet.
A abertura do festival terá palestra de Lydia Hortélio, artista de Salvador com trabalho e pesquisa expressivos no estado da Bahia. Seu trabalho enfatiza a importância daquilo que é lúdico e pertencente ao povo. Ao lado de mestres e mestras, Lydia registrou histórias de tantas manhãs, cantorias de belezas genuínas e um elemento essencial: o saber ver. A palestra de abertura será transmitida ao vivo também pelo canal do CCS no youtube, acompanhada de interpretação em libras.
O festival é produzido por atrizes e atores da cena brasiliense, que também são educadores e produtores de cultura. Na criação do Festae, a V4 Cultural, que tem à frente o ator, produtor e gestor cultural Pedro Caroca, é parceira da Cia Rainha de Copas, representada pela atriz e educadora Marília Cunha e pela atriz e produtora Nadja Dulci. O projeto é realizado com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC). Veja a programação abaixo.
PROGRAMAÇÃO FESTAE
23/05 (DOMINGO) – Abertura do Festival com palestra “De onde vem aquela menina”, com Lydia Hotélio (Salvador/ BA).
Horário: 16h
24/05 (SEGUNDA) – Exibição do espetáculo “João, Joãozinho, Joãozito”, da Cia Rainha de Copas. O espetáculo é baseado na obra homônima de Claudio Fragata e conta a história do menino introspectivo que vive no interior das Minas Gerais, que ama os livros e veio a se tornar um dos mais célebres escritores brasileiros João Guimarães Rosa.
Horário: 10h e 15h (disponível no canal por 24h). O bate papo com artistas será às 19h.
25/05 (TERÇA) – Exibição do espetáculo “A História do Balão Vermelho” do Grupo de Teatro Celeiro das Antas. A obra, com técnicas de palhaçaria, conta a aventura de um balão vermelho, inseguro e inquieto, que desconhece que pode voar. Com toda sua pureza e ingenuidade, parte em busca da realização de um sonho e faz com que sua própria história aconteça.
Horário: 10h e 15h (disponível no canal por 24h). O bate papo com artistas será às 19h.
26/06 (QUARTA) – Exibição do espetáculo “Brasília, Brinquedo de Ler”, da Duo Brinquedo. A obra mistura teatro, poesia, designer e arquitetura, convidando o público a conhecer tudo que pensamos sobre a cidade de Brasília para nos despertar a imaginar um pouco mais. Inspirado no projeto arquitetônico de Lúcio Costa, na história da construção da capital e o cenário atual.
Horário: 10h e 15h (disponível no canal por 24h). O bate papo com artistas será às 19h.
27/05 (QUINTA) – Exibição do espetáculo “Benedito, Abençoado e Benzido”, do Mamulengo Fuzuê. Enfrentando os desmandos do Capitão João Redondo, que tudo quer comprar e dominar com seu dinheiro e poder, Rosinha, Benedito e o Boizinho Fuzarca lançam mão de muita esperteza para fugir de perigos representados pela fantástica Cobra Anaconda.
Horário: 10h e 15h (disponível no canal por 24h). O bate papo com artistas será às 19h.
28/05 (SEXTA) – Exibição do espetáculo “Bendita Dica”, da Cia Burlesca. O espetáculo com atores e bonecos em cena utiliza entre as manipulações a técnica japonesa Bunrako. Ela narra liricamente a história de Benedita Cipriano Gomes, mais conhecida como Santa Dica, uma mulher guerreira que construiu uma sociedade baseada nos princípios da coletividade e solidariedade na cidade de Lagolândia/GO, entre as décadas de 20 e 30.
Horário: 10h e 15h (disponível no canal por 24h). O bate papo com artistas será às 19h.
29/05 (SÁBADO) – Oficinas Artísticas
10h às 12h – Inaugurando um novo olhar Celeiro das Antas – O do Grupo de Teatro Celeiro das Antas propõe a Oficina Inaugurando um Novo Olhar, com enfoque sobre a construção de bonecos a partir de objetos cotidianos resultado do processo de montagem do espetáculo “A História do Balão Vermelho”.
14h às 16h – O Brinquedo e Brincadeira Mamulengo Fuzuê – Mamulengo Fuzuê fará a Oficina O Brinquedo e a Brincadeira. A oficina pretende ser um lugar de troca e aprendizado sobre o folguedo da Cultura Popular Brasileira, o universo do Teatro de Mamulengo abordando um pouco da história do teatro de bonecos no Brasil e a estrutura da Brincadeira de Mamulengo no que diz respeito a musicalidade e personagens tradicionais.
17h às 19h – Brinquedos Poéticos/ Duo Brinquedo – Na oficina, Duo Brinquedo desdobra as poéticas do espetáculo “Brasília, brinquedo de ler” em um novo convite: reprojetar Brasília numa brincadeira de bagunçar as estruturas da cidade com os próprios objetos, fúrias e paixões. Os oficineiros são os artistas Gabriel Guirá e Ana Flavia Garcia.
30/05 (DOMINGO) – Oficinas Artísticas
10h às 12h – Brincadeiras Tradicionais/ Cia Rainha de Copas – A Cia Rainha de Copas oferecerá a Oficina Brincando com João, que tem como objetivo juntar a brincadeira tradicional que de alguma forma já faz parte do repertório da criança, com a Pedagogia Griô com a intenção de privilegiar os saberes e fazeres tradicionais já existentes no imaginário do educador.
14h às 16h – Contação de Histórias/ Cia Burlesca – A Cia Burlesca irá ministrar a Oficina de Contação de Histórias. Nela serão abordados conteúdos como valores contidos nas histórias, técnicas de narrativa, interpretação, elementos para narração, preparação e apresentação de histórias e recursos artísticos.
FICHA TÉCNICA: Coordenação Geral: Marilia Cunha, Nadja Dulci e Pedro Caroca Coordenação Pedagógica: Marilia Cunha Coordenação de Produção: Nadja Dulci Gestão Cultural: Pedro Caroca – V4 Cultural Produção: Julie Wetzel Artista gráfico e Gestão de Mídias sociais: Gabriel Guirá Assessoria de Imprensa: Josuel Junior Agradecimentos: Suellen Sousa
Webinário debaterá contribuições do feedback para as aprendizagens, nesta terça (18)
Jornalista: Alessandra Terribili
A Coordenação de Integração das Licenciaturas (CIL) da Diretoria de Planejamento e Acompanhamento Pedagógico das Licenciaturas (DAPLI/DEG) da Universidade de Brasília convida para Terças – Formação Docente na UnB. O evento contará com a participação do Prof. Dr. Cleyton Gontijo, do Departamento de Matemática – MAT/UnB, no webinário Avaliação: contribuições do feedback para as aprendizagens, o caso da Matemática, no dia 18 de maio de 2021, das 17h às 18h, pelo Canal UnB+Educação no youtube.
Na ocasião, será colocado em debate o papel das avaliações na promoção do sucesso de todos os estudantes. Para isso, serão discutidos os desafios, as limitações e os benefícios que acompanham a avaliação formativa em sala de aula, com um olhar particular para o feedback, problematizando princípios, objetivos, tradições, instrumentos e procedimentos da avaliação, tendo a matemática como um campo de exemplificação.
Com muita tristeza, o Sinpro-DF informa o falecimento do professor Roberto Neanes Lima Caribé Pinho. O professor faleceu no domingo, 16 de maio, no hospital Home em decorrência de uma sepse, que lhe ficou como consequência da Covid-19.
Roberto era professor de Matemática no CEF Caseb, na Asa Sul. Mais uma vítima da pandemia que matou mais de 8.300 brasilienses, ele ainda poderia estar entre nós caso o processo de imunização, que anda a passos lentos, o tivesse alcançado a tempo. Roberto tinha 59 anos. A perda de vidas tão valiosas causa indignação em toda a categoria.
O velório será nesta terça-feira, 18, às 13h, na capela 8 do cemitério Boa Esperança. O sepultamento acontece na sequência, às 15h.
A diretoria colegiada do Sinpro se solidariza com a família e os amigos neste momento de profunda dor.