É com grande tristeza que o Sinpro informa o falecimento de Claudete dos Reis Rossi, vice-diretora da Escola Classe 01 do Incra 08, em Brazlândia. A professora, infelizmente, é mais uma guerreira que perde a luta contra a Covid-19.
Para institutos de pesquisa e órgãos governamentais, a morte de Claudete significa um número, mas para a rede pública de ensino, sua morte tão prematura representa uma perda inestimável à educação pública. Apaixonada pelo magistério, ela tinha na educação a ponte necessária para uma ascensão social, intelectual e comportamental do ser humano. Aos 49 anos, a professora de Atividades deixa amigos, colegas, familiares e estudantes órfãos de uma pessoa que sempre lutou por uma vida mais justa e por uma educação cada vez de mais qualidade.
Devido à morte por Covid, o corpo não será velado. O sepultamento será no Cemitério de Taguatinga, às 16h30 dessa segunda-feira (10).
O Sinpro-DF lamenta profundamente e se solidariza com os amigos e familiares neste momento de tanta dor.
Consternada pela tão triste notícia, a diretoria colegiada do Sinpro-DF informa o falecimento da nossa querida colega Ana Carla Cardoso de Lima, ocorrido nesta sexta-feira, 7 de maio, no Hospital Regional do Gama.
Ana Carla tinha apenas 44 anos e foi mais uma vítima da Covid-19 no Distrito Federal. Era professora de Atividades na Escola Classe 09 do Gama, onde estão inconsoláveis seus amigos, estudantes e colegas. Alegre e muito querida na escola, Ana Carla deixa irreparáveis saudades, e muita indignação pela sua tão precoce partida.
Um cortejo sai da EC 09 em direção ao Cemitério do Gama ao meio-dia deste sábado, 8, para acompanhar o velório da professora, que começa nesse mesmo horário. O sepultamento está marcado para 14h30min.
O Sinpro-DF lamenta profundamente e se solidariza com os amigos e familiares de Ana Carla.
Educadores de todo o Brasil se solidarizam com a luta travada pelo povo colombiano que combate o neoliberalismo nas ruas
Jornalista: Luis Ricardo
Foto: divulgação – site Prensa Latina
Desde o último dia 28 de abril, milhares de colombianos e colombianas ocupam as ruas do país em uma greve geral que mobiliza a atenção de todos os países da região. Tendo como mote inicial o anúncio de uma proposta de reforma tributária apresentada por seu governo – já retirada pelo presidente Iván Duque no último dia 02 de maio em decorrência das enormes mobilizações sociais -, o que começou como um movimento de paralisação das atividades laborais de seus trabalhadores e trabalhadoras ganha, agora, contornos de uma verdadeira e legítima revolta social.
Diante de um verdadeiro massacre protagonizado por suas forças de segurança contra o seu povo em luta, com assassinatos de lideranças sociais e perseguição estatal explícita, as ruas das principais cidades do país continuam tomadas. As cenas acintosas de violência policial em Cali, terceira maior cidade do país, refletem o fracasso do projeto neoliberal na Colômbia, um dos poucos países da região que, desde a década de 1990, é submetido ininterruptamente a governos tiranos que impõem a lógica do capital sobre a vida. Diferente da maioria dos seus vizinhos da América do Sul, o país andino não vivenciou nenhum período, por mais curto que fosse, de alguma experiência de projetos populares e democráticos no poder.
O resultado dessas sucessivas experiências de governos neoliberais se agrava quando colocado em perspectiva: o país que vive a experiência de conflitos internos mais longevos do continente, a Colômbia é a segunda nação mais desigual da América Latina e o sétimo a nível global. Marcado fortemente por uma política paramilitar respaldada por décadas por sua elite governamental, os esquadrões da morte dos muitos exércitos privados que existem no país transformaram a Colômbia em um enorme campo de fossas comuns para enterrar seu povo assassinado pelo poder econômico e político. Tudo isso dá-se em consonância com o fato de o país ter em seu território o maior número de bases militares dos Estados Unidos, sendo a Colômbia o maior destino de recursos financeiros e militares desse país do norte, e segundo do mundo, só perdendo para Israel. É justamente todo esse aparato militar que hoje mata o povo colombiano.
Diante de um governo déspota que não sabe lidar com o descontentamento de sua população, as ruas se transformaram no palco de luta e resistência de seu povo. Em cartaz empunhado por manifestantes nas ruas, diante do contexto trágico da pandemia no país que já ceifou a vida de mais de 75 mil colombianos, o recado é claro: “Se um povo protesta e marcha em meio a uma pandemia, é porque seu governo é mais perigoso que o vírus”. Toda solidariedade à luta do povo colombiano, que luta por sua própria dignidade e, com seu exemplo, inspira a todos/as!
O Programa Maria da Penha Vai à Escola vem com mais ações neste mês de maio. A semana Prevenção e combate à violência sexual, será realizada entre os dias 17 e 28 de maio, com webinário e oficinas virtuais para comunidade escolar. As inscrições devem ser feitas no link, de 3 a 10 de maio.
As atividades estão sendo desenvolvidas por meio da parceria entre a Secretaria de educação do DF (SEEDF) e o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT). As ações ocorrerão por ocasião do Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, fixado no dia 18 de maio pela Lei 9.970/2000.
As palestras englobam dois temas e as vagas são limitadas. O Acolhimento e encaminhamento das situações de violência sexual contra crianças e adolescentes permite que até 100 profissionais da educação participem do momento.
Já a palestra Prevenção à violência sexual contra crianças e adolescentes é destinada a estudantes, familiares e responsáveis e tem apenas 50 vagas.
A confirmação da inscrição será feita por e-mail, entre os dias 11 e 14 de maio, com as informações de contatos dos palestrantes e as informações para geração do link no Google Meet.
Webnário
O Webinário com a temática sobre Prevenção e combate à violência sexual será transmitido no canal do Youtube do EducaDF, no dia 20 de maio, às 14h.
Mais sobre o 18 de maio
A data foi instituída em homenagem à menina Araceli Crespo que, em 18 de maio de 1973, com 8 anos de idade, foi sequestrada, violentada e assassinada. A situação motivou o Comitê Nacional de Enfrentamento à Violência Sexual de Crianças e Adolescentes a incentivar ações no Brasil acerca da necessidade de combate e prevenção da violência sexual contra crianças e adolescentes.
Informações
Dúvidas e sugestões podem ser enviadas para os contatos: 3103-2027/2101 (12h às 19h) ou nap.njm@tjdft.jus.br.
No dia 11 de maio, às 19h30, o Grupo de Pesquisa em Gestão, Assessoria, Secretariado e Sociedade (GAEXS) realizará o seminário virtual “Práticas Pedagógicas de Resistência”. A transmissão será pelo Youtube, no link https://bit.ly/3b43Xze, e as inscrições poderão ser realizadas pelo link https://bit.ly/3urY3zn.
O tema do seminário compõe o livro homônimo, que será discutido pelos autores e autoras na atividade. De acordo com as/os organizadores/as, a justificativa da ação tem como respaldo o ataque às pautas progressistas na educação. “As investidas antidemocráticas e conservadoras contra pautas progressistas na educação fazem com que temas relativos à diversidade venham sofrendo ataques políticos disseminados de maneira tendenciosa por diferentes meios. É nesse contexto que realizamos esse encontro que parte das ideias de um livro composto por experiências de professoras/es engajadas/os com um trabalho na e para a diversidade”, explicam.
A ideia é de que o seminário seja uma ação inicial, que desembocará em um curso de extensão com a mesma abordagem. Participantes do seminário, desde que inscritos, receberão declaração de participação.
Seminário de Educação da UBES: Precisamos falar de educação na pandemia
Jornalista: Luis Ricardo
A União Brasileira dos Estudantes Secundaristas convoca um Seminário de Educação neste momento grave, de aumento da evasão escolar, dos problemas de saúde mental e da desnutrição alimentar. A programação será online e acontece entre os dias 7 e 9 de maio.
“Mais uma vez nós precisamos ser mais responsáveis que o governo Bolsonaro, que mesmo após um ano, fecha os olhos para os problemas da educação”, afirma Rozana Barroso, presidenta da UBES.
A ideia é debater junto com ativistas e especialistas em educação para apontar caminhos neste momento grave, a partir das necessidades estudantis. Estão em pauta projetos em tramitação atualmente, como o de ensino domiciliar – também chamado de “homeschooling” -, defendido pelo governo Bolsonaro. E quais as maiores demandas dos estudantes.
“Precisamos falar sobre a falta de conectividade, de merenda, de condições para estudar na pandemia, enquanto o governo Bolsonaro nega o conhecimento e aposta em prioridades equivocadas”, convoca Herbert Coelho, diretor de Políticas Educacionais da UBES.
Cenário atual
Uma nota técnica extensa e detalhada publicada pela UBES em março mostra um cenário atual bastante crítico: evasão e abandono escolar, insegurança alimentar, problemas sociais e de saúde mental entre estudantes. Faltam planejamento, orientações, ações e investimentos do governo federal no enfrentamento à pandemia. A verba do MEC diminui ano a ano no governo Bolsonaro.
No último mês, a UBES uniu a sociedade num grito por “pão, vida, vacina e educação”. Agora, o momento é de formular as políticas que podem construir esta outra realidade que tanto defendemos.
É com grande tristeza que o Sinpro informa o falecimento da professora Suely Santos Pessoa, de 56 anos. Apaixonada pela educação, Suely transformava a prática do ensinar em um grande prazer, sentimento que seus alunos(as) e a comunidade escolar dos locais onde trabalhou passaram a compartilhar.
Em 37 anos de Secretaria de Educação do DF, Suely trabalhou na Escola Normal de Taguatinga Sul e no Centro de Ensino Médio de Taguatinga Norte. Durante este período acumulou ensinamentos, alegrias, realizações e o conquista diária de luta por uma educação de qualidade.
Lutando contra uma leucemia, a educadora faleceu nessa quarta-feira (05) e será cremada às 11h desta quinta (06), no Crematório de Valparaíso.
O sindicato presta toda solidariedade aos familiares e amigos neste momento de dor.
A pandemia da covid-19 exige solidariedade entre nós e a prática cotidiana de medidas de proteção e segurança sanitária, de modo a garantir que, nesse momento, o essencial é a nossa vida. A palavra essencial foi, nesses últimos dias, apropriada e mal usada no Congresso Nacional na apresentação de um projeto de lei que, para enganar a população, tem o objetivo de qualificar a educação como atividade considerada essencial. Mas isso foi feito com qual objetivo?
Essencial se diz sobre o que é crucial, de extrema importância, fundamental ou imprescindível. E, de fato, concordamos que a educação se enquadra nos significados do que seja essencial. Mas, no Congresso Nacional, o entendimento não é o mesmo.
Nessa última semana aprovaram na Câmara um projeto de lei que coloca a educação como atividade essencial, não para investir mais em nossas redes de ensino, porque nos últimos anos, todos/as sabemos, o Governo Federal deixou de repassar mais de R$ 80 bilhões que deveriam ser aplicados na educação básica nos Estados e Municípios. A intenção desse PL é, sim, impor o retorno das aulas presenciais em plena pandemia da covid-19, desconsiderando a não aplicação das medidas de segurança sanitária, que são fundamentais para proteger a vida.
Além disso, os que votaram neste projeto de lei e defendem sua aprovação no Senado Federal, desejam atacar os sindicatos dos/as trabalhadores/as da educação. Aproveitando-se dessa situação, querem limitar o direito à greve na educação para facilitar o caminho da privatização da escola pública. Eles e elas utilizam o termo essencial, de forma equivocada ou intencional, para tentar enganar o povo brasileiro. As legislações já definem quais atividades são consideradas essenciais. Vejamos isso mais de perto.
As leis 7.783 de 1989 e a 13.979 de 2020 indicam que as atividades inadiáveis, também consideradas atividades essenciais, “são aquelas que, não atendidas, coloquem em perigo a sobrevivência, a saúde ou a segurança da população”. Vamos pensar, no contexto de pandemia: o que é mais seguro para as nossas vidas? Manter a escola e as universidades fechadas ou colocar mais de 60 milhões de pessoas em movimento e circulação nas cidades brasileiras, sendo obrigadas a voltarem às aulas presenciais? Será que a utilização do transporte coletivo por milhões de estudantes e profissionais da educação, sem as condições de garantia mínima em sua segurança sanitária, traz realmente segurança à sociedade?
Precisamos juntar forças para alterar os rumos do Brasil, estancar os absurdos de um governo negacionista e privatista. Um governo que nega a ciência e nega a aplicação de medidas necessárias para salvar vidas. Um governo cujas lideranças na Câmara ataca os/as Professores/as diuturnamente. É possível acreditar nas palavras de um governo que tem uma bancada de parlamentares que se preocupam apenas em proteger esse projeto cretino e criminoso que temos hoje no país? Será possível acreditar em um governo que apresenta rotineiramente projetos de leis para destruir a educação pública e o papel da escola pública?
As trabalhadoras e os trabalhadores da educação pública e privada nunca se negaram a trabalhar. Ao contrário! A pandemia nos trouxe grandes dificuldades e estamos enfrentando, em muitos casos sem apoio algum dos governos, enormes desafios para manter o vínculo do processo de ensino e aprendizagem, em condições precárias, sem equipamentos, pagando com nosso salário a conexão com a internet e ajudando de várias formas os/as nossos/as estudantes a manter seus estudos.
Queremos retornar às nossas atividades presenciais, mas vacinados e vacinadas, com testagem em massa no país e rastreamento dos casos de infecção pelo coronavírus! É fundamental que nesse processo tenhamos a participação dos/as trabalhadores/as da educação, estudantes, pais, mães e responsáveis pelos estudantes na elaboração, aplicação e controle social dos protocolos de segurança sanitária em nossas escolas.
Estamos certos que todos/as já entendemos o que está acontecendo no Congresso Nacional e, agora, conhecendo o posicionamento dos/as educadores/as, convido você a somar conosco na mobilização para impedir a aprovação no Senado Federal deste projeto de lei nefasto e perverso para as nossas vidas e para a educação brasileira, que está previsto ainda para essa semana. Veja na página eletrônica e nas redes sociais da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) os materiais de mobilizações para serem enviados aos Senadores/as. “Vamos precisar de todo mundo para banir do mundo a opressão”, porque essencial mesmo, todos/as sabemos, é a vida!
Documentário que mostra genocídio indígena por Covid sofre processo do governo federal
Jornalista: Luis Ricardo
A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) vem sofrendo uma série de processos e retaliações desde a produção de um documentário. Dividido em oito episódios, a webserie intitulada Maracá aponta violações de direitos dos povos indígenas pelo governo federal durante a pandemia da Covid-19. De acordo com a entidade, o governo promove “genocídio indígena”.
Em nota, a Apib afirma que a intimação foi uma forma de “criminalizar o movimento indígena”. “O governo busca intimidar os povos indígenas em uma nítida tentativa de cercear nossa liberdade de expressão, que é a ferramenta mais importante para denunciar as violações de direitos humanos. Atualmente, mais da metade dos povos indígenas foram diretamente atingidos pela Covid-19, com mais de 53 mil casos confirmados e 1.059 mortos”, ressalta a nota da entidade.
Coordenadora da Apib, a líder indígena Sonia Guajajara afirma que a perseguição desse governo é inaceitável e absurda. “Eles não nos calarão”, complementa Guajajara.
Confira o documentário clicando neste link e compartilhe para que outras pessoas tomem conhecimento do processo de genocídio neste momento de Covid-19.
Inscrições abertas para a oficina de formação de leitores, com o grupo teatral Racumim Racutia
Jornalista: Luis Ricardo
A Associação de Bibliotecários e Profissionais da Ciência da Informação do Distrito Federal (ABDF) abre as inscrições para a II BIBLIOFEST, uma oficina de formação de leitores. A oficina ocorrerá de 7 a 16 de maio e está aberta a estudantes das escolas públicas do DF. A inscrição pode ser feita aqui.
O II BIBLIOFEST será realizado com o grupo teatral Racumim Racutia. Em dois encontros, haverá a apresentação teatral da peça Deu Rato na Biblioteca, baseado no livro homônimo das autoras Maria Célia Madureira e Raquel Gonçalves; além de jogos; brincadeiras; jogos folclóricos; interação com as crianças e contação de histórias. Todo o evento será transmitido no canal do Youtube da ABDF.
Não perca!
1º encontro:
– Apresentação teatral – DEU RATO NA BIBLIOTECA – Baseado no livro homônimo das autoras Maria Célia Madureira e Raquel Gonçalves.
– Jogos e brincadeiras envolvendo o livro e as histórias
2º encontro:
– Contação de histórias
– Jogos folclóricos e brincadeiras envolvendo o livro e a leitura
-Interação com as crianças respondendo questionamentos e alimentando o interesse pelo livro.
Sobre a obra
Racumim e Racutia são dois ratinhos que moram na biblioteca. O esperto ratinho Racumim, roendo os livros, acabou aprendendo a ler e amar as histórias. O desafio então passa a ser convencer sua mãe, Racutia, de que ler é mais valioso que manter a tradição familiar de roer livros.