Sinpro promove debate sobre assédio moral e sexual em escola classe do Paranoá

Projeto “Faça Bonito com o Sinpro” visita mais uma escola. /Foto: Joelma Bomfim

 

A Escola Classe Cora Coralina, localizada na área rural do Paranoá, recebeu o Sinpro nessa quarta (2/4), para a realização de importante debate sobre assédio moral e sexual no ambiente escolar. A iniciativa faz parte do projeto “Faça Bonito com o Sinpro”, que busca conscientizar e capacitar os profissionais da educação para enfrentar situações de violência e abuso no trabalho.

A roda de conversa foi conduzida pela diretora do Sinpro Mônica Caldeira, que destacou a necessidade de ampliar a compreensão sobre violência no ambiente escolar. “A Secretaria de Educação orienta a adoção de uma cultura de paz nas escolas, mas restringe a questão da violência às relações entre estudantes, ignorando que os profissionais da educação também são vítimas”, afirmou.

Durante o encontro, a diretora do Sinpro ressaltou a defasagem da legislação brasileira na proteção dos trabalhadores e trabalhadoras “A legislação atual data da década de 1940 e não acompanha as necessidades atuais dos trabalhadores. Precisamos buscar legislações internacionais, como a Convenção 190 da OIT, que estabelece o direito a um ambiente de trabalho livre de violência e assédio”, explicou.

Ela também destacou que o assédio no ambiente escolar ganhou proporções ainda mais preocupantes nos últimos anos, com projetos como o “Escola Sem Partido”, que incentivam a perseguição e criminalização de professores. Segundo Mônica, isso gerou uma cultura de desconfiança e exposição dos profissionais da educação a situações de assédio e violência.

 

Saúde mental em risco

Outro ponto de discussão tratado na roda de conversa foi o impacto do assédio e da violência na saúde mental dos(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais. Dados apresentados no encontro apontam que, de janeiro a abril de 2023, mais de 5,1 mil servidores da rede pública de ensino do Distrito Federal precisaram de atestado médico, sendo que 26% desses casos estavam relacionados a transtornos mentais gerados, inclusive, pelo assédio no trabalho.

 

“A gente precisa definir dentro e fora da sala de aula o que é intolerável”, afirmou a diretora do Sinpro durante a roda de conversa. /Foto: Joelma Bomfim.

 

A diretora do Sinpro Mônica Cadeira ressaltou que 80% das readaptações de professores no DF atualmente são motivadas por problemas de saúde mental. “O grande problema da saúde mental é a invisibilidade. Muitas vezes, as vítimas de assédio sequer têm consciência de que estão sofrendo violência”, alertou.

“Uma escola com professores e professoras, orientadores e orientadoras que sofrem com violência a assédio terá repercussões como queda da produtividade, rotatividade de pessoal, faltas, queda na qualidade de ensino, gastos com o tratamento de saúde, até gastos com excessos judiciais. Então, o que a gente tem que fazer é criar uma cultura organizacional de intolerância à violência. A gente precisa definir dentro e fora da sala de aula o que é intolerável”, completou a diretora do Sinpro. 

Ela destacou que, em todos os ambientes de trabalho, os profissionais enfrentam relações de poder desiguais, marcadas por vulnerabilidades relacionadas a gênero, raça, sexualidade e até mesmo à forma de contrato de trabalho.

“Pela primeira vez no mundo, uma convenção aponta que o trabalhador pode sofrer violência pela marca social que traz. E isso é um marco muito importante que a convenção 190 da OIT traz para a gente pensar em justiça e acabar com o assédio moral e a assédio sexual no ambiente de trabalho.”

 

Repercussão

Segundo a pedagoga Thais Oliveira, o debate é essencial para ampliar a compreensão sobre assédio e violência. “A falta de informação sobre o que é violento e o que não é acaba dificultando nossa reflexão sobre o tema. Precisamos conhecer melhor nossos direitos e formas de proteção”, afirmou.

A professora Márcia Abreu também reforçou a importância da ação. “Foi um dia de muita emoção e formação política. Esse debate é urgente e deveria ser ampliado para todas as escolas”, defendeu.

A diretora da Escola Classe Cora Coralina, Andréa Moura, destacou que formações como essa fortalecem a instituição pública de ensino. “Trazer informação e conscientização para o grupo é fundamental para garantir um ambiente de trabalho mais seguro e saudável”, afirmou.

Ao final da atividade, a dirigente sindical pontuou que “nos últimos anos, há uma vigilância diante do revisionismo histórico e extremo do conservadorismo confundindo educação formal cientificamente qualificada em educação informal fortemente influenciada por costumes e crenças”. “Esse cenário gera vulnerabilidade para o e a profissional do magistério. A escola precisa se fortalecer no cuidado e respeito mútuo pela defesa de cada um e da educação emancipadora ao mesmo tempo”, concluiu Mônica Caldeira.

 

 “Faça Bonito com o Sinpro”

A campanha “Faça Bonito – Proteja nossas crianças e adolescentes” foi oficializada em 2023 pelo Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda), com o objetivo de conscientizar sobre o abuso e exploração sexual infantil em todo o território nacional. A data oficial da luta é 18 de maio. 

Por entender a escola como uma aliada na detecção desses casos, o sindicato desenvolveu o projeto “Faça Bonito com o Sinpro”, em parceria com o Conselho Tutelar. Além de levar o debate sobre abuso e exploração sexual infantil para os estudantes, o projeto também promove rodas de conversa sobre assédio sexual e moral entre os profissionais da educação. A proposta é fortalecer a cultura de paz e garantir um ambiente de trabalho livre de todas as formas de violência dentro e fora do ambiente escolar, incluindo os trabalhadores e trabalhadoras da educação nessa proteção. 

CEF 10 Gama | Exposição Sátira provoca reflexões sobre tecnologia e sociedade

A Exposição Sátira, do Centro de Ensino Fundamental nº 10 do Gama (CEF 10 do Gama), chega à quarta edição com uma abordagem crítica sobre temas contemporâneos, como globalização, meio ambiente, indústria 4.0, consumismo e o uso excessivo da tecnologia. Realizada na biblioteca da escola, a instalação artística estará aberta até esta sexta-feira (4/4).

O evento faz parte do Projeto Político-Pedagógico (PPP) da unidade escolar e é interdisciplinar entre as disciplinas geografia e artes, porém, pode envolver outras disciplinas.

“A exposição acontece há quatro anos e tem um papel fundamental na formação crítica dos alunos. Trabalhamos com temas que impactam diretamente o cotidiano deles, como o uso excessivo da tecnologia e a influência da globalização. Este ano, os e as estudantes usaram a inteligência artificial para criar algumas imagens, o que adicionou um novo elemento à discussão”, afirma o professor de geografia Wellington Araújo, conhecido como Tom, um dos idealizadores do projeto.

Experiência imersiva

A Exposição Sátira foi organizada para proporcionar uma experiência imersiva. A biblioteca foi transformada com divisórias de TNT preto e vermelho, criando um ambiente visualmente impactante.

“Trabalhamos a ideia de que ‘uma imagem vale mais do que mil palavras’. A intenção é que as obras falem por si e provoquem questionamentos nos espectadores, trazendo um impacto maior do que apenas um texto explicativo”, explica a professora de artes, Eliane Santiago.

As obras expostas incluem esculturas, pinturas e fotomontagens inspiradas em artistas que, dentre outras temáticas, trabalharam os temas satíricos, como Pavel Kuczynski, Steve Cutts e Banksy. Os(as) estudantes do 9º Ano foram responsáveis pela produção das peças, tendo liberdade para buscar outras referências ou desenvolver criações próprias.

Além de produzir as obras, os(as) estudantes atuam como mediadores, apresentando os trabalhos aos(às) alunos(as)  do 6º e 7º Anos, quando explicam os conceitos por trás das obras. “Ontem, um estudante saiu daqui dizendo que quer ser professor. Ele ficou encantado com a experiência de ensinar, e isso mostra o impacto positivo desse projeto”, conta o professor Tom.

Nas telonas

A Exposição Sátira também serve como ponto de partida para o Cine 10, outro projeto da escola que envolve a produção de curtas-metragens produzidos pelos(as) estudantes. As temáticas exploradas na exposição podem ser transformadas em roteiros de filmes, a serem exibidos no Teatro do Sesc, dia 15 de agosto, o que amplia o debate e a reflexão para além da sala de aula.

Leilão de precatórios: prazo para apresentar proposta de acordo vai até 2/5

A Procuradoria-Geral do Distrito Federal (PGDF) iniciou nesta quarta-feira (2/4) a 16ª Rodada de Acordo Direto para pagamento de até R$ 300 milhões em precatórios comuns e alimentares expedidos pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT). Professores(as) e orientadores(as) educacionais interessado(as) devem apresentar a proposta de acordo até o dia 2 de maio. Diferentemente dos anos anteriores, o protocolo do requerimento deve ser feito por um advogado, no site www.acordoprecatorio.pg.df.gov.br.

Podem participar os titulares de precatórios expedidos até 1º de abril de 2025, contra o Distrito Federal, suas autarquias, fundações ou entidades da administração indireta, como o Metrô DF e a Companhia Ambiental de Saneamento do Distrito Federal (Caesb).

O Sinpro lembra que a adesão ao processo não é feita pelo departamento jurídico do sindicato, cabendo a cada professor(a) e orientador(a) educacional credor(a) a iniciativa. Além disso, diante do alto número de golpes aplicados, o Sinpro orienta cautela no desenrolar do processo.

 

DESÁGIO

A antecipação do pagamento do precatório impõe um deságio de 40% sobre o valor devido, além de 10% de honorários advocatícios. Com isso, o pagamento final, caso aprovado o leilão, é de metade do que o credor tem a receber.

Têm prioridade para o recebimento dos valores pessoas com doenças graves (reconhecida pelo órgão competente), maiores de 60 anos e pessoas com deficiência. Os dois últimos critérios são: ordem crescente de valores e ordem alfabética do nome do credor.

 

TRÂMITE

Após o pedido de antecipação dos precatórios ser apresentado, o processo passará por análise, que leva em consideração, entre outros fatores, a anexação dos documentos requeridos e a classificação. Depois disso, a Coordenação de Conciliação de Precatórios do TJDFT (COORPRE) realizará a atualização de valores do precatório devido (já com o deságio de 40% e os 10% de honorários). Em seguida será feita a intimação do credor. Ela será feita pelo WhatsApp, pela COORPRE, para ciência do valor a ser recebido, devolução de certidão de crédito que eventualmente tenha sido solicitada e outras providências necessárias para a formalização final do ajuste.

Plataforma online oferece acesso gratuito a eventos culturais para estudantes da rede pública

A plataforma Conecta está com inscrições abertas para turmas da rede pública de ensino do Distrito Federal que queiram visitar mostras culturais e programações artísticas. O acesso e o transporte até os espaços são gratuitos (consulte disponibilidade). A meta é atender a pelo menos 9 mil estudantes.

A ideia é promover a formação de novos públicos em idade escolar, ampliar o repertório cultural de estudantes e professores(as) e também fortalecer a educação patrimonial. A iniciativa garante transporte gratuito (regional) não só para escolas públicas, como também a associações e grupos em situação de vulnerabilidade social, além de oferecer acessibilidade com intérpretes de Libras e atividades voltadas para pessoas com deficiência.

Na plataforma, é possível fazer o agendamento simplificado de visitas e solicitar o transporte e os recursos de acessibilidade. Cada evento tem abrangência limitada do transporte. Também é possível agendar a visita se a escola tiver transporte próprio.

“A plataforma Conecta atende a estudantes e professores(as) do ensino regular e grupos de vulnerabilidade como idosos, ou ainda grupos da sociedade como escoteiros. Temos também eventos noturnos para atender às turmas de EJA. E, especificamente para professores e professoras, oferecemos visitas mediadas no MAB, em que apresentamos jogos com conteúdos que eles podem levar para a sala de aula”, explica Arlene von Sohsten, coordenadora do projeto.

Como funciona

Na plataforma Conecta, podem ser feitas buscas por atividades de acordo com o perfil dos alunos. Na descrição de cada evento cultural na plataforma, é possível verificar para quais regiões do DF o transporte gratuito está disponível. Os eventos voltados para professores(as) oferecem acervo de materiais pedagógicos digitais, o que possibilita aos(às) docentes integrar a experiência cultural ao conteúdo didático da sala de aula.

Acesse aqui a Plataforma Conecta

Confira a seguir algumas agendas abertas a escolas. Em cada link, há informações sobre o transporte disponível.

Exposição
MAB Educativo (Museu de Arte de Brasília)
Data: Até 29 de agosto
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Cinema

Cine Ad – 2ª Edição (Cine Brasília | Quadra EQS 106/107)
Data: De 10 de maio a 26 de julho
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Teatro

Espetáculo Sangue (CCBB)
Data: 04 de abril
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A Morte nas Mãos de Quem? (Teatro Paulo Autran – SESC Taguatinga Norte)
Data: 09 de maio
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Espetáculo Entre Quartos (Teatro Paulo Autran – SESC Taguatinga)
Data: De 27 a 30 de maio
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Escolas no Teatro – Os Saltimbancos (Complexo Cultural de Planaltina)
Data: 26 de agosto
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Música

Visitas Musicadas- Ensaio da Banda Sinfônica (Teatro Levino de Alcântara – Quadra SES 803)
Data: De 23 de abril a 27 de junho
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Visitas Musicadas- Ensaio do Coral Madrigal (Teatro Levino de Alcântara – Quadra SES 803)
Data: De 24 de abril a 26 de junho
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Visitas Musicadas- Ensaio da Big Band (Teatro Carlos Galvão – Quadra SES 803)
Data: De 24 de abril a 26 de junho
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Visitas Musicadas- Ensaio do Conjunto de Cordas Infantojuvenil (Teatro Levino de Alcântara – Quadra SES 803)
Data: De 25 de abril a 27 de junho
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Escola do Incra 8 faz história com caminhada pela vida das mulheres

A manhã do dia 29 de março começou de forma incomum na Escola Classe 01 do Incra 8 de Brazlândia. Em vez de alunos sentados em cadeiras enfileiradas na sala de aula, a troca de saberes aconteceu do lado de fora. Na lição do dia, a conscientização da comunidade escolar e vizinhança sobre as violências sofridas pelas mulheres diariamente.

Estudantes, pais, mães e movimentos organizados da região realizaram a Caminhada da Mulher e, com cartazes, balões lilases e faixas, protestaram pelo fim a todas as violências contra as mulheres.

“Diante da necessidade de debater o tema, surgiu o questionamento: como a gente dinamiza uma situação que, ao mesmo tempo, informe e promova a reflexão? Foi aí que decidimos convidar a comunidade para a escola e realizar essas atividades de conscientização. Seguiremos levantando esse debate até que consigamos construir uma sociedade em que as mulheres sejam livres da violência e opressão”, disse o professor João Macedo, que leciona na EC 01 do Incra 8.

EC 01 do Incra 8 realiza Caminhada da Mulher, para conscientizar comunidade escolar e vizinha sobre a violência contra a mulher

 

Para a diretora do Sinpro Márcia Gilda, “a mulher não nasceu para ficar na invisibilidade. Ela tem que poder ocupar os espaços que quiser”.  “A questão de gênero não determina o espaço que uma mulher deve ocupar”, disse a sindicalista, que participou da caminhada.

“A escola é o equipamento mais poderoso do Estado, porque tem a oportunidade de mudar a sociedade. Quando uma escola se compromete e faz uma atividade como essa, ela diz para a comunidade que está preparando uma sociedade com mais equidade, que respeita diversidade de gênero e a mulher”, afirma Márcia Gilda.

A caminhada foi apenas uma das ações da EC 01 do Incra 8, no dia 29 de março. O evento contou com café da manhã, atividades físicas, falas políticas e sorteios de brindes para a comunidade escolar.

Segundo o professor João Macedo, as iniciativas do dia foram a culminância de uma série de trabalhos desenvolvidos ao longo do ano com o objetivo de sensibilizar alunos(as), pais, mães e demais integrantes da comunidade escolar sobre a importância de combater a violência contra as mulheres.

Edição: Vanessa Galassi

Estudantes relacionam problemas de infraestrutura escolar à falta de investimento do GDF na educação

O movimento estudantil do Centro Educacional Gisno promoveu ato para reivindicar a construção de cobertura na quadra poliesportiva da unidade escolar. Liderada pelo Grêmio Estudantil Jovens Ativistas, a manifestação relacionou o déficit na estrutura do Gisno à falta de investimento do governo Ibaneis-Celina na educação pública, e reafirmou que educação pública de qualidade exige infraestrutura adequada.

A falta de quadra coberta prejudica diversas atividades pedagógicas e esportivas no CED Gisno. Devido ao sol intenso e às chuvas, os(as) estudantes não podem utilizar o espaço de forma contínua.

A data da manifestação, realizada no último dia 28 de março, coincidiu com o Dia da Juventude Combatente, em memória de Edson Luís, estudante secundarista assassinado pela ditadura militar em 1968.

“Mais do que um simples encontro, foi uma demonstração de união e resistência. Estar ali, junto com tantos colegas, mostrou que não estamos sozinhos na luta por melhorias e pelo que acreditamos. Esse tipo de mobilização é importante porque dá visibilidade às nossas demandas e pressiona as autoridades por mudanças reais. Quando ocupamos espaços e nos fazemos ouvir, mostramos que os estudantes têm força e que nossa participação na escola e na sociedade é fundamental”, afirma a vice coordenadora geral do Grêmio Jovens Ativistas, Ana Clara Soares.

A luta pela infraestrutura adequada para as escolas públicas também é do Sinpro. O ponto está na Pauta de Reivindicações da categoria do magistério público, aprovada em assembleia em 2024, e compõe de forma transversal a atual campanha salarial.

Para o sindicato, investir em infraestrutura escolar vai além da obra física: evita a evasão escolar, facilita o trabalho docente, estimula as atividades extracurriculares e leva a comunidade para dentro das escolas, proporciona a aprendizagem prática e interdisciplinar, entre outras justificativas.

 

Edição: Vanessa Galassi

Em marcha do CED Agrourbano, Sinpro fala do papel da educação no combate à violência contra as mulheres

CED Agrourbano Ipê realiza a terceira marcha contra o feminicídio. /Foto: Joelma Bomfim.

 

O Centro Educacional Agrourbano Ipê, no CAUB I, realizou no sábado (29) a terceira marcha contra o feminicídio e a violência de gênero. A mobilização, em memória da ex-aluna Rayane Ferreira de Jesus Lima, vítima de feminicídio em 2023, reuniu estudantes, professores e a comunidade escolar em um ato em defesa da vida de mulheres e meninas.

A coordenadora pedagógica do CED Agrourbano Ipê, Shênia Bastos, destacou que a marcha nasceu como uma resposta ao impacto do assassinato de Rayane na comunidade escolar.  Ela conta que os alunos ficaram profundamente abalados e sentiram que a violência atingia a todos. “Desde então, realizamos essa marcha anualmente, não apenas para lembrar da Rayane, mas para reafirmar que precisamos resistir e lutar contra a violência de gênero”, afirmou.

A diretora do Sinpro, Mônica Caldeira, enfatizou que esta foi a segunda participação da Secretaria de Mulheres do sindicato na marcha organizada pela escola. Os participantes se reúnem na escola e caminham até a casa onde Rayane vivia.

 

Diretoras do Sinpro promovem roda de conversa por meio do projeto “Faça Bonito com o Sinpro”. /Foto: Joelma Bonfim.

 

Além da marcha, a escola recebeu uma roda de conversa para debater formas de identificar relacionamentos tóxicos, os mecanismos de proteção da Lei Maria da Penha e a importância da representatividade feminina na história. A atividade foi promovida pelo Sindicato, por meio do projeto “Faça Bonito com o Sinpro”, que realiza ações educativas nas escolas.

“Precisamos garantir que as meninas possam se emancipar por meio da educação. Essa luta vai além da nossa categoria e alcança toda a comunidade escolar, fortalecendo a construção de uma sociedade mais justa e segura para mulheres e meninas. A roda de conversa traz a importância da educação contra o machismo e contra o feminicídio”, afirmou a diretora do Sinpro Mônica Caldeira.

 

Conscientização 

A coordenadora pedagógica enfatiza a importância do papel da escola na conscientização sobre a proteção das mulheres. “Promovemos debates e campanhas educativas ao longo do ano, abordando igualdade de gênero, respeito e direitos humanos. Além disso, criamos um espaço seguro para que meninas possam relatar situações de vulnerabilidade sem medo ou culpa”, explicou.

 

Estudantes, professores e a comunidade escolar atentos ao debate sobre violência de gênero. /Foto: Joelma Bonfim.

 

Ela reforça ainda que o sindicato atua como um agente de mobilização, garantindo que a pauta da proteção feminina seja debatida em diferentes espaços. “A roda de conversa promovida pelo Sinpro foi essencial, pois abordou, de maneira acessível e dinâmica, tanto o que os meninos não devem fazer quanto o que as meninas não devem tolerar em um relacionamento”, concluiu.

Revista Com Censo Jovem recebe trabalhos de professores e estudantes

A Revista Com Censo Jovem (RCCJ), periódico com ISSN 2764-8419, está com inscrições abertas para receber publicação de trabalho científico de professores(as) e estudantes da rede pública de ensino. Os trabalhos irão compor a quinta edição do periódico. O prazo para a submissão vai até 10 de maio, e a previsão para a publicação desta edição é outubro de 2025.

Poderão participar professores e estudantes de todas as etapas e modalidades da educação básica, desde a educação infantil até o ensino médio. O foco é promover o protagonismo estudantil e fortalecer as iniciativas de pesquisa no ambiente escolar, com a orientação dos(as) professores(as).

Interessados(as) poderão submeter para publicação artigos, relatos de experiência e trabalhos de iniciação científica. Quanto à temática, é possível abordar temáticas de qualquer área do conhecimento, com prioridade para conteúdos vinculados ao currículo da educação básica e que promovam o letramento científico.

Para participar, basta acessar as normas de publicação no link https://periodicos.se.df.gov.br/rccj/normas  e enviar o trabalho para rccjovem@se.df.gov.br.

SERVIÇO

Prazo para envio: dia 10 de maio de 2025
Leia as normas de publicação em: periodicos.se.df.gov.br/rccj/normas
Data da publicação: outubro de 2025.
E-mail: rccjovem@se.df.gov.br

 

 

 

 

Nota de pesar | Rosini Guido

 

Com grande tristeza, o Sinpro informa o falecimento da professora aposentada Rosini Guido. Ela faleceu, aos 72 anos, nessa segunda-feira (31/3), no HRAN, após uma luta agurrida contra uma pneumonia. Por muitos anos ela lecionou e pôs em prática sua formação acadêmica em psicopedagogia na Escola de Meninos e Meninas do Parque, onde se aposentou há cerca de 5 anos.

Rosini era mineira de Caratinga. Formou-se em pedagogia em Belo Horizonte, lecionou por muitos anos no Rio de Janeiro e, na década de 1980, mudou-se para o Distrito Federal, onde fez mestrado em psicopedagogia e lecionou na rede pública de ensino.

Concomitantemente à trajetória na Secretaria de Estado de Educação do DF (SEEDF), ela sempre atuou e marcou presença nas lutas do Sinpro. Engajada politicamente no campo da esquerda, era defensora da educação pública, gratuita e de qualidade.

O velório ocorre nesta terça-feira (1º/4), a partir das 10h, na Capela Especial nº 1, no Campo da Esperança da Asa Sul. Não haverá sepultamento. A família informa que, após o velório, o corpo seguirá para o crematório Jardim Metropolitano.

O Sinpro expressa suas sinceras condolências e solidariedade com os(as) familiares e amigos(as).

Colóquio destaca protagonismo feminino e importância da equidade de gênero

O protagonismo das mulheres na ciência é repleto de paradoxos. De um lado, essa participação é um desafio cotidiano e, de outro, uma conquista diária que requer insistência das mulheres e meninas e apoio institucional. Estimulada pelo atual governo, a inclusão de meninas e mulheres nas ciências é uma das propostas do Centro de Ensino Médio nº 111 do Recanto das Emas (CEM 111 do Recanto das Emas).

Este ano, inspirado pela temática do Dia Internacional das Mulheres, a escola realizou, no dia 25 de março, o 2º Colóquio “Mulheres que adoram ciências”. A atividade reuniu, no Cine do CEM 111 do Recanto das Emas, pesquisadoras e estudantes para debater desafios e conquistas das mulheres na ciência.

O evento buscou valorizar o papel das mulheres e meninas na ciência, abordando desafios, como a representatividade feminina, os estereótipos de gênero e o acesso à educação e oportunidades. Além disso, foram discutidas políticas públicas voltadas para a equidade de gênero na ciência, em consonância com a Lei nº 5.806/2017, que incentiva o debate sobre valorização da mulher e combate ao machismo nas escolas do DF.

Geldo Ferreira de Araújo, professor de matemática, idealizador e coordenador do projeto Clube de Ciências CEM 111 do Recanto das Emas, informa que, na edição deste ano, a programação do colóquio foi dividido em dois turnos, para que mais estudantes e profissionais participem das discussões.

Ele explica que o colóquio é uma das atividades do Clube de Ciências, “criado a partir da vontade de ex-alunos e ex-alunas em manter parceria ou intercâmbio na área de ciências com os projetos desenvolvidos durante o ano letivo”.

O professor afirma que “os clubes de ciências são espaços importantes para a iniciação cientifica e para popularizar as ciências, num percurso que se inicia no ambiente da sala de aula e termina, quem sabe, nas estrelas”.

Nesta edição, a diretora do Sinpro Regina Célia foi uma das convidadas para palestrante. Ela afirma que a “o colóquio, que é parte das atividades do Clube de Ciências, foi um momento necessário para trazer maior significância ao estudo das Ciências”. “É, também, uma maneira didática de trazer a pauta para mais perto da vida cotidiana de nossos alunos e nossas alunas, popularizando- a, mostrando o que pode tornar possível a realização dos desejos de serem profissionais da área científica.”

“Ver a curiosidade e o interesse dessa juventude também me fez esperançar na construção de uma sociedade que valorize cada vez mais as pesquisas científicas, seus estudos, descobertas, com maior participação de nossos e nossas jovens, que trazem consigo a ideia de modernizar cada vez mais essas tarefas. Portanto falar de mulheres e meninas na Ciência é parte essencial dessa valorização, é trabalhar com um olhar detalhista e que coloca em destaque as necessidades da maior parte da população brasileira. Foi uma atividade de excelência, que demonstrou o quanto é preciso mais políticas públicas voltadas para esse meio, bem como a continuidade da valorização das já existentes e sobretudo a qualidade de ensino em nossas escolas. Viva a Educação! Viva a Ciência!”, afirma Regina Célia.

O colóquio contou ainda com palestras de especialistas renomadas, como a doutoranda em Ecologia Ângela Dutra e a editora-chefe da Revista COM CENSO, Raquel Oliveira Moreira. Entre as convidadas, estavam também as pesquisadoras do projeto “Meninas.Comp” e representantes da Diretoria de Popularização da Ciência, Tecnologia e Educação Científica (DEPEC), do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

Clube de Ciências CEM 111

O Clube de Ciências CEM 111 é um projeto educacional voltado para a promoção do conhecimento científico entre os(as) estudantes. Criado por professores(as), universitários(as) e ex-alunos(as), o clube tem o intuito de integrar a ciência ao cotidiano da escola de forma interdisciplinar para estimular a inovação e a curiosidade científica.

O projeto nasceu em 2023, com o objetivo de incentivar a formação de novos cientistas e fomentar a realização de feiras de ciências, palestras e eventos científicos. Os(as) estudantes do clube participam de competições científicas, tais como Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica, Febrace e Jornada de Foguetes no Rio de Janeiro.  Essa participação e eventos científicos tem colocado o CEM 111 do Recanto em destaque no mundo das competições científicas.

Os resultados do clube já se destacam nas competições. Foi finalista na 27ª Ciência Jovem, em Pernambuco, e na Febrace, a maior feira de ciências da América Latina. Também foi a equipe qualificada para a 33ª Jornada de Foguetes, no Rio de Janeiro, além de ter participado de encontros como o com Anne Fischer, primeira mãe astronauta da Nasa, promovido pela Agência Espacial Brasileira (AEB).

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