Professora busca apoio para publicar livro sobre convivência com a fibromialgia

A luta contra a fibromialgia e um histórico de dores crônicas decorrentes da doença motivaram a professora da rede pública de ensino do Distrito Federal Vanessa Belo a escrever o livro Borboleta da asa quebrada – Um relato sobre quando viver dói. Para a publicação, a professora lançou campanha de financiamento coletivo do livro, e solicita solidariedade da categoria do magistério público.

Para participar, basta acessar o link www.catarse.me/asaquebrada. São aceitas doações de qualquer valor. Também é possível colaborar com o compartilhamento da campanha de financiamento coletivo do livro.

Além de apoiar uma causa importante, todos(as) que participarem da campanha ganharão uma cópia digital e/ou um exemplar físico do livro Borboleta da asa quebrada assim que ele for publicado.

 

Jornada de conscientização

Antes da aposentadoria por invalidez em 2019, Vanessa Belo trabalhou em uma unidade escolar de Planaltina e na Escola Classe 05 de Sobradinho como professora readaptada.

O histórico com a doença se transformou em matéria prima para a construção do livro, que trabalha o processo de conscientização sobre o problema. “A obra é um relato pessoal e emocionante sobre minha jornada com a fibromialgia e a dor crônica. É uma história de cotidiano, resiliência e esperança, que busca inspirar e apoiar outras pessoas que estão passando por experiências semelhantes”, ressalta Vanessa Belo.

Para a educadora, o objetivo da obra é inspirar outras pessoas a encontrar força e esperança em suas próprias jornadas, além de oferecer um recurso para aqueles(as) que estão procurando por apoio e compreensão.

Artigo científico sobre a Operação Brother Sam (1964)

Por ocasião do aniversário de mais um ano do golpe militar de 1964, o professor e pesquisador Carlos E. Musse acaba de lançar o artigo “A Operação Brother Sam revisitada”, trazendo novas luzes sobre a operação ultrassecreta conduzida pelo governo dos Estados Unidos em apoio ao golpe que depôs o presidente João Goulart. O estudo, fundamentado em documentos recentemente desclassificados, revisita e compara fontes primárias e secundárias, apresentando uma análise detalhada das manobras políticas e militares que cercaram a operação. A versão em inglês do artigo será publicada em abril.

Neste trabalho, Musse examina com profundidade os três principais componentes da operação: uma força-tarefa naval, um comboio aéreo e uma frota de petroleiros, todos prontos para prestar suporte logístico aos militares golpistas. O artigo também ressalta o papel estratégico desempenhado pelo embaixador dos EUA no Brasil, Lincoln Gordon, e pelo coronel Vernon Walters, que atuaram diretamente na articulação entre os EUA e as forças armadas brasileiras.

“Quando a movimentação de tropas em Minas Gerais foi iniciada no dia 31 de março de 1964, a embaixada dos Estados Unidos prontamente notificou Washington. Na manhã seguinte, houve uma reunião entre a cúpula militar, a CIA, os Secretários de Estado e de Defesa e o presidente Johnson, após a qual foi aprovada a Operação Brother Sam”, destaca o artigo. “A operação envolvia garantir o fornecimento de petróleo para os veículos blindados, enviar carabinas e gases de efeito moral, e ostentar a bandeira americana nas costas brasileiras como forma de dissuasão”, explica Musse.

“A força-tarefa era composta pelo porta-aviões USS Forrestal, acompanhado por seis destróieres e um navio-tanque. Além disso, a Força Aérea foi encarregada de enviar um carregamento de 250 carabinas, 110 toneladas de munição e gás lacrimogêneo. Para essa operação, foi designada uma flotilha composta por seis aviões C-135, seis caças, até oito aviões de reabastecimento, um avião de apoio de socorro aéreo, um avião de comunicações e um posto de comando aerotransportado. Quatro petroleiros também foram mobilizados para transportar petróleo, óleo e lubrificantes, garantindo o abastecimento de combustível para os blindados”.

“O sucesso do golpe, aliado à falta de reação popular, levou ao cancelamento da operação antes da chegada da frota ao Brasil, quando esta ainda navegava nas proximidades de Antigua e Barbuda”, afirma o autor.

A pesquisa foi desenvolvida com base em uma metodologia qualitativa históricobibliográfica, tendo como referência autores que previamente estudaram o tema, como Parker, Corrêa, Fico, Napolitano, Gaspari, além de Kraensy e Petrilák. Foram também consultados arquivos virtuais, como os do U.S. Department of State, Office of the Historian, JBJ Presidential Library e National Security Agency Files. Além disso, foram feitas solicitações de desclassificação de documentos com base no Freedom of Information Act (FOIA) a entidades como a CIA, o U.S. Southern Command e o Naval History and Heritage Command (NHHC), resultando na desclassificação total ou parcial de alguns documentos. Entre os materiais obtidos estão o Relatório Anual do USS Forrestal e seu Diário de Bordo.

O artigo contribui para uma compreensão mais profunda do apoio estadunidense ao golpe de 1964, elucidando aspectos que permaneceram obscurecidos por décadas. A publicação busca fomentar o debate sobre a interferência estrangeira em momentos críticos da história do Brasil e reforça a relevância da desclassificação contínua de documentos para a construção de uma memória histórica mais precisa e justa. Musse observa que o golpe ocorreu no contexto da Guerra Fria, com conflitos de influência também no Brasil. De um lado, os Estados Unidos, por meio de órgãos como o USIS, investiam em propaganda, incluindo exibições de documentários, bolsas de estudo e programas de intercâmbio. Do outro, a União Soviética, por meio da StB (Státní bezpečnost), o Serviço de Inteligência Tchecoslovaco, apoiava o Partido Comunista e as Ligas Camponesas, além de facilitar o treinamento de grupos armados em Cuba.

 

Artigo: A Operação Brother Sam revisitada. In: Horizontes Contemporâneos: Abordagens e Desafios
em Pesquisas Atuais (p. 313–336). Arco Editores (Publicação: março 2025).
Autor: Carlos E. Musse é professor da SEDF e Licenciado em História e Letras.
Zap: (61) 985706368 E-mail: Prof.Carlos.Esp@gmail.com
https://lattes.cnpq.br/8210304849573383
https://orcid.org/0000-0001-9797-1468

Artigo completo disponível em: https://zenodo.org/records/14954702 

Projeto da UnB traz formação itinerante e gratuita para democratizar o acesso à pós-graduação no DF

 

A partir de abril, terá início mais uma edição do Pós-Populares – Democratização do Acesso à Universidade Pública pelo Chão da Pesquisa, programa que busca ampliar o ingresso da população na pós-graduação, em especial, professores, estudantes e agentes de comunidades. O acesso ao programa é livre e gratuito, e qualquer pessoa interessada pode participar dos encontros de formação, sem necessidade de inscrição prévia.

Os encontros ocorrem mensalmente, aos sábados à tarde, de forma presencial em diferentes localidades, além de encontros virtuais, permitindo a participação de interessados de qualquer região do país. Os encontros presenciais para esta edição estão programados para Ceilândia (DF), Paranoá (DF), Valparaíso (GO) e Pedregal – Novo Gama (GO).

Como contrapartida, caso seja aprovado na universidade, o participante deverá retornar aos encontros do Pós-Populares para contribuir com o acesso de outras pessoas e elaborar um projeto de pesquisa com potencial de intervenção social, visando melhorar a qualidade de vida da classe trabalhadora.

O coordenador do programa Pós-Populares, professor Erlando Rêses, conta que o projeto, além de receber premiações importantes, como a classificação na primeira fase do Prêmio LED de Educação (2024), o Prêmio Paulo Freire da Câmara Legislativa do DF (2024) e Prêmio Educação em Direitos Humanos Mireya Suárez, na categoria Educação Superior, da UnB (2024).  O Pós-populares foi replicado na Universidade Estadual de Goiás (UEG), no campus de Luziânia, com o nome “Gestão Acadêmica”. Outras universidades manifestaram interesse em adotar a metodologia.

Ele destaca que a perspectiva é levar o programa para novas localidades de forma presencial e virtual, permitindo que pessoas de diferentes estados acessem essa oportunidade. “Queremos que o programa ganhe vida própria em outros lugares, garantindo mais inclusão na pós-graduação”, afirma Rêses.

 

A proposta

O Pós-Populares – Democratização do Acesso à Universidade Pública pelo Chão da Pesquisa, criado em 2012 na Faculdade de Educação (FE) da Universidade de Brasília (UnB), parte do entendimento de que a presença da classe trabalhadora na academia é fundamental para produzir conhecimento enraizado nas realidades populares, contribuindo para a inclusão e a justiça social.

Com uma proposta itinerante, o Pós-Populares circula por diversas regiões do Distrito Federal e Entorno, como Ceilândia, Paranoá, Novo Gama e Valparaíso, promovendo formações gratuitas e acessíveis para preparar os participantes para processos seletivos de pós-graduação, mestrado e doutorado. Em 2025, o objetivo é expandir ainda mais essa metodologia, alcançando novas localidades e ampliando o impacto do projeto.

O programa já ajudou centenas de pessoas a ingressarem na pós-graduação, como é o caso de Lara Cardoso, mestre em Educação pela UnB. “Sou fruto do Pós-Populares. Através dele, criei minha proposta de mestrado e desenvolvi diretrizes para estudantes migrantes na Secretaria de Educação do DF. O programa trabalhou com minha perspectiva de vida social, minha autoestima e trabalha até hoje na minha formação”, relata.

O Pós-Populares oferece um espaço de estudo e troca de experiências, desmistificando o ingresso na pós-graduação e fortalecendo o protagonismo de quem historicamente tem menos acesso às universidades. A metodologia do programa de extensão ocorre com rodas de conversas, orientações sobre escrita acadêmica, metodologias de pesquisa e etapas de seleção da pós-graduação, preferencialmente, para acesso em instituição pública de ensino .

 

Confira o calendário:

Abril: 05/04 – Novo Gama/Valparaíso (14h30)

Maio: 10/05 – Ceilândia

Junho: 07/06 – Paranoá

Julho: 05/07 – Virtual

Agosto: 09/08 – Valparaíso

Setembro: 06/09 – Ceilândia

Outubro: 18/10 – Paranoá

Novembro: 08/11 – Virtual

Dezembro: a definir.

 

Endereços: 

  1. a) Novo Gama – Quadra 602 lote 02, Pedregal-GO (Sede do SERPAJUS – Serviço de Paz, Justiça e Não Violência), abaixo do CAIC/Novo Gama
  2. b) Ceilândia – CNN 01 Bloco E s/n. Polo de Extensão, Núcleo de Práticas Jurídicas (NPJ) da UnB, Ceilândia Centro (em frente à estação do metrô) – sede do CEPAFRE (Centro de Educação Paulo Freire)
  3. c) Paranoá – Quadra 09 Conjunto D, Área Especial 1 (Sede do CEDEP -Centro de Cultura e Desenvolvimento do Paranoá), ao lado da CAESB
  4. d) Valparaíso – local em discussão

Para maiores informações sobre os locais das atividades, acesse o Instagram @conscienciaunb ou entre em contato pelo e-mail: erlando@unb.br

Inscrições abertas para curso de aperfeiçoamento “Educação democrática e enfrentamento às violências”

Estão abertas as inscrições para o curso de aperfeiçoamento intitulado “Educação democrática e enfrentamento às violências”. Oferecido pela Universidade Federal Fluminense (UFF) em parceria com o Ministério da Educação (MEC), o curso tem carga horária de 210 horas e é 100% online, gratuito. O início das aulas será em abril, com término em setembro deste ano. Clique aqui para conhecer melhor a proposta e fazer a inscrição. Vagas limitadas.

O curso foi desenvolvido especialmente para profissionais da educação, para capacitar e inspirar mudanças significativas. Quem fizer o curso terá acesso a conteúdos aprofundados sobre direitos humanos, opressões estruturais, estratégias de enfrentamento às violências e estratégias para combater a discriminação e a violência no ambiente escolar. O curso também oferece certificado pelo MEC para profissionais da educação.

As aulas síncronas são realizadas às quartas-feiras, das 19h às 22h, complementadas por atividades assíncronas, garantindo mais flexibilidade aos participantes.

 

CED 02 do Paranoá atua pela promoção da cultura de paz

A escola, espaço que proporciona ensino e aprendizagem, posiciona-se também como instrumento de socialização e formação de cidadãos com valores éticos. Defensor dessa concepção educacional, o Centro Educacional 02 do Paranoá tornou-se referência na construção da cidadania e na promoção da cultura de paz.

Há 03 anos, o CED 02 realiza o Festival da Paz, atendendo ao anseio da comunidade escolar por espaços que unam lazer, cultura e reflexão. O projeto, realizado anualmente, consagrou-se como tradição institucional e ação permanente contra todas as formas de violência no ambiente educacional.

Na edição deste ano, foi dado foco ao combate à violência de gênero. “A violência perpassa a questão da criança, do adolescente, da mulher; e a escola é um ambiente favorável para a gente debater essas questões e, futuramente, termos uma sociedade mais tranquila”, comenta Nádia Lopes, diretora do CED 02 do Paranoá.

O projeto terá seu encerramento neste sábado (29/03), na sede da escola, quando serão divulgados os nomes dos estudantes aprovados no vestibular – conquista que reforça o compromisso da instituição com educação transformadora.

 

Como parte do Festival Cultura de Paz, estudantes participam de apresentação de capoeira na quadra do CED 02 

De Planaltina para Paris: Professor do CEF 01 expõe obras no Louvre  

O professor de Arte do CEF 01 de Planaltina Jean Fernando foi selecionado para expor obras no Salão Internacional de Arte Contemporânea do Carrousel du Louvre, em Paris, na França. A seleção foi feita pela Vivemos Arte, com assessoria de Lisandra Miguel. O evento será em outubro deste ano e deve reunir centenas de artistas de todo o mundo no museu mais visitado da Europa.

Para professor Jean, que atua em regime de contratação temporária, é um privilégio representar o Brasil na exposição. “Poder levar minha arte para um público internacional é algo maravilhoso. É a realização de um sonho. Estar nesse projeto é a confirmação de que cada obra, cada traço, cada criação, cada cor conta uma história que merece ser vista e sentida”, conta.

Com trabalhos marcados pela conexão entre a figuração e a natureza, com personagens de olhos expressivos, inseridos em cenários que celebram a fauna e flora brasileira, o professor-artista busca estabelecer um diálogo sensível entre o espectador e o universo representado.

O professor de Arte do CEF 01 de Planaltina Jean Fernando vai expor obras no Carrousel du Louvre, em Paris, na França

 

Arte e educação transformam vidas

A relação do professor Jean Fernando com a arte começou ainda na infância, mas foi aflorada em 1999, após o falecimento do seu pai, um ano antes. Naquele momento, ainda marcado pela perda, o professor começou a fazer desenhos diversos em seu caderno escolar.

Ali, na escola pública, foi descoberto por uma professora de Arte, que o motivou a aprimorar o seu talento. A partir daí, com o apoio incondicional de sua mãe, o docente deslanchou, aperfeiçoou seus conhecimentos e tem a arte como parceira de vida.

Hoje, artista e professor, Jean leva a arte para a escola e busca estimular nos estudantes o mesmo encanto que o deslumbrou e mudou sua trajetória.

“A relação que eu faço ao levar essa arte para a sala de aula é para provocar os alunos: provocar emoções e sensações que vão ficar gravadas na memória deles. Que eles possam realmente sentir e refletir sobre a realidade em que eles vivem e, assim, ter o processo de transformação, pois a arte tem esse poder, assim como a educação”, disse.

Edição: Vanessa Galassi

CEF Bonsucesso faz história com a I Caminhada Circuito das Águas

Os(as) estudantes do Centro de Ensino Fundamental (CEF) Bonsucesso, em Planaltina (DF), conheceram de perto o Rio Maranhão – um dos principais rios do Centro-Oeste –, e, com ele, a importância da água para tudo na vida. Em uma manhã de aprendizado prático, a equipe da escola inaugurou, nessa sexta-feira (21), a I Caminhada Circuito das Águas, projeto pedagógico criado para desenvolver a conscientização ambiental, aplicar o conhecimento das disciplinas e ser o pontapé inicial para todas as atividades pedagógicas da escola durante o ano letivo 2025.

 

Estudante do CEF Bonsucesso de Planaltina na I Caminhada Circuito das Águas | Foto: Deva Garcia

 

As 15 turmas da unidade escolar participaram da caminhada, que encerrou as atividades do calendário escolar sobre a Semana da Água e deu início ao projeto pedagógico da escola que, neste ano, terá como eixo temático a questão hídrica. Essa iniciativa articula educação ambiental com a preservação dos recursos hídricos.

Com uma breve caminhada de 600 metros na estrada de chão entre a escola e os sítios da região, a aula prática terminou dentro da Chácara São Joaquim e Santa Ana, às margens do Rio Maranhão. Lá, os(as) estudantes, professores(as), direção da escola, representantes da regional de ensino, da comunidade escolar e do Sinpro aprenderam sobre a importância da água e da conservação do bioma local.

Luciano Ribeiro, diretor do CEF Bonsucesso, explicou que o projeto Circuito das Águas foi inspirado em outro projeto da escola, o “Pequenos Guardiões do Cerrado”, premiado em 2024. A proposta do Circuito do Cerrado prevê que cada turma adote uma chácara vizinha ao Rio Maranhão para plantar mudas cultivadas pelos(as) próprios(as) estudantes. “É um projeto de anos, mas queremos deixar essa semente”, afirmou.

Adelina de Oliveira, coordenadora dos Anos Iniciais do CEF Bonsucesso, informa que o objetivo da I Caminhada Circuito das Águas foi o de levar os(as) estudantes para observar o Rio Maranhão, sua mata ciliar e a biodiversidade do Cerrado.

Crise no bioma Cerrado

A importância dessa conscientização e da preservação das águas estão a olhos vistos. O Cerrado é o bioma mais sacrificado pelo desmatamento. Estudo recente do MapBiomas Águas, divulgado no mesmo dia da I Caminhada Circuito das Águas, mostrou que, nos últimos 40 anos, 91% das bacias hidrográficas do Cerrado perderam água, principalmente em áreas de atividade agropecuária.

 

Parada para a foto antes do início da I Caminhada Circuito das Águas | Foto: Deva Garcia

 

Segundo o estudo, as cinco bacias situadas no Pantanal Matogrossense são as que mais perderam superfície hídrica localizadas no Planalto do Alto Rio Paraguai, na transição entre Cerrado e Pantanal. No geral, o Brasil perdeu 2% de sua superfície de água em comparação ao ano anterior, conforme explica Dhemerson Conciani, pesquisador do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam) e da rede MapBiomas.

Diante da crise climática e da destruição do Cerrado, o Sinpro alerta para a necessidade de a rede pública de ensino prestigiar, em seus projetos pedagógicos, a conscientização de que uma das principais causas da seca no bioma é o desmatamento. O Rio Maranhão, por exemplo, receptor das Águas Emendadas, no Distrito Federal, já diminuiu sua vazão e sua largura.

Conscientização desde cedo

Consuelita Oliveira, diretora do Sinpro, destacou o papel fundamental da educação na preservação ambiental. “Que manhã linda, que projeto maravilhoso. Vocês estão fazendo uma atividade fundamental: preservar os recursos hídricos e entender a importância da água na nossa vida”, afirmou.

A dirigente sindical ressaltou a necessidade de evitar o desperdício e proteger as matas ciliares, essenciais para a sustentabilidade dos rios. “A água pode acabar. Se cada um fizer sua parte, o planeta será melhor”, disse durante a aula prática realizada na I Caminhada Circuito das Águas.

Raissa Monteiro, representante da Coordenação Regional de Ensino (CRE) de Planaltina, enalteceu o privilégio dos(as) estudantes do CEF Bonsucesso de estarem em uma escola do campo com acesso a esse tipo de aula prática. “As crianças da cidade não têm essa riqueza: o contato direto com a natureza”, disse. Ela celebrou a iniciativa como um marco para a educação local e expressou confiança em sua continuidade.

 

Diretora do Sinpro, Consuelita Oliveira dialoga com os estudantes durante a I Caminhada Circuito das Águas | Foto: Deva Garcia

 

Um projeto de longo prazo
O projeto Circuito das Águas está alinhado ao tema anual do Circuito de Ciências da Secretaria de Educação do DF e se trata de um aprendizado que ultrapassa a sala de aula. Idealizadora do premiado projeto “Pequenos Guardiões do Cerrado”, a professora Rizomar Gonçalves contou que a iniciativa surgiu da curiosidade dos(as) estudantes sobre o Cerrado. “Saímos da sala para aprender na prática”, disse.

Durante a caminhada, Maria Isis, estudante do 3º Ano do Ensino Fundamental, compartilhou entusiasmada as descobertas. ” No ano passado, a gente fez o projeto Pequenos Guardiões do Cerrado. Aprendi sobre as plantas e os animais e passeamos na Estação de Águas Emendadas. Aprendi que a casa do cupim pode ser a casa de outros animais e que quando se coloca fogo nela, ela não queima. Também aprendi que as árvores mais perto das águas não têm casaca grossas e as que estão longe têm a casaca mais grossa para se protegerem. Aprendi a economizar água em casa e que o lobo-guará usa a lobeira como remédio”, contou.

“A caminhada foi importante para que a gente conhecesse melhor a natureza e tivesse um amor maior por ela”, avalia o estudante Eduardo Vieira de Olivera, do 9º ano A. Segundo ele, a partir da atividade, é possível “desenvolver projetos sustentáveis, que ajudem a natureza”. “Podemos adotar práticas tanto na escola como em casa, como a diminuição do uso de água, menor uso de objetos de plástico e tendo maior cuidado para que a natureza continue com a gente.”

Com atividades planejadas até o fim do ano, o CEF Bonsucesso reforça seu compromisso com a educação ambiental, mostrando que cuidar da água e do Cerrado é também cuidar do futuro.

 

Confira o álbum do Facebook:

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Edição: Vanessa Galassi

 

Nota de pesar | Shirlei Silva de Oliveira

É com profundo pesar que o Sinpro informa o falecimento da professora Shirlei Silva de Oliveira, aos 44 anos, nesta segunda (24/3). O velório será nesta terça (25/3), de 10h às 12h, na Capela 01 do cemitério Jardim Metropolitano, de Valparaíso, Goiás.

Shirlei, que era professora de Atividade na Escola Classe 303 de São Sebastião, deixa dois filhos.  Com uma trajetória pelo amor à educação, a docente deixa também ensinamentos de esperança, solidariedade, compromisso e dedicação com a prática educativa.

O Sinpro presta toda solidariedade aos(às) familiares e amigos(as) da docente.

Professora Shirlei Silva de Oliveira, presente!

Sinpro se solidariza com vereador Hígor Lins e repudia ataques ao seu mandato

O Coletivo de Juventude do Sinpro se solidariza e manifesta total apoio ao mandato do vereador Hígor Lins (@higorlins), que vem sendo alvo de perseguições políticas na cidade de Cuité, na Paraíba.

Professor e dirigente do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras em Educação do Estado da Paraíba (SINTEP-PB), o parlamentar tem feito um mandato combativo e comprometido com as pautas da classe trabalhadora. Isso tem incomodado parlamentares avessos aos direitos humanos, que financiam fake news nas redes sociais e outros meios de comunicação, na tentativa deslegitimar a atuação do vereador: estratégia imoral e ilegal, que visa cassar seu mandato.

Crítico do descaso do poder público diante de pautas sociais da população paraibana, o vereador também tem defendido a ética no serviço público e a luta pela inclusão e a garantia de direitos para mulheres, pessoas negras, população LGBTQIAPN+, pessoas com deficiência e demais grupos historicamente marginalizados.

Hígor Lins tem gestão marcada também pelo compromisso com a ampliação de oportunidades para a juventude, pela defesa dos direitos humanos e pela construção de uma sociedade com justiça social.

O Sinpro se coloca, mais uma vez, na luta em defesa da democracia e da soberania popular, e repudia todo ataque ao mandato popular do vereador Hígor Lins, que tem trazido uma nova era para a cidade de Cuité e sua população.

A escolha popular, representada pelo voto, jamais deve ser substituída por interesses de grupos políticos e econômicos que buscam se perpetuar no poder por meio da utilização de manobras e subterfúgios antidemocráticos.

Edição: Vanessa Galassi

Nota de pesar: Marilu Sampaio Perna

O Sinpro comunica com imenso pesar o falecimento da professora Marilu Sampaio Perna de Oliveira, de 76 anos, ocorrido no domingo (23/3), no Hospital Brasília. O velório ocorre nesta segunda-feira (24), a partir das 14h, na Igreja de São Vicente de Paula, em Taguatinga Sul. Após a missa, o corpo seguirá para o cemitério de Valparaíso, onde será cremado.

A professora Marilu lecionou na Escola Normal de Taguatinga. Deixa marido, dois filhos e dois netos.

O Sinpro se solidariza com a família, amigos(as) e colegas neste momento de dor.

 

 

 

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