Diversidade e Cidadania é o tema do Programa Alternativo
Jornalista: Luis Ricardo
O Programa Alternativo deste sábado (01) mostra o projeto Diversidade e Cidadania, atividade realizada pelo Centro de Ensino Fundamental 102 Norte em comemoração ao Dia da Consciência Negra. Todos os anos é escolhido um personagem para que os(as) estudantes possam trabalhar, fazendo um paralelo sobre a condição do negro na sociedade.
Já foram homenageados Nelson Mandela, Martin Luther King Jr., Martinho da Vila, a merendeira Maria da Paz e Chiquinha Gonzaga. No último projeto foi trabalhada a biografia das famílias negras, contemplando toda diversidade e o grande valor para a comunidade escolar. É exatamente esta temática que o Programa Alternativo mostrará amanhã.
O Programa, apresentado pelo SBT, vai ao ar sempre aos sábados, às 12h30, e mostra entrevistas e matérias referentes à realidade da educação no Distrito Federal. Um dos objetivos é oferecer a oportunidade para que escolas e professores participem da discussão e enviem sugestões para os próximos programas. As pautas podem ser mandadas para o e-mail faleconoscoimprensa@sinprodf.org.br.
A convidada do TV Sinpro desta terça-feira (17), é a escritora e professora Dhara Cristiane de Souza Rodrigues. No encontro, que acontece logo mais, às 17h, Dhara falará um pouco sobre sua mais nova obra: Janjão Cabelo de Pipoca. O livro aborda o racismo nas escolas e, de forma divertida e poética, ensina as crianças a aceitarem as diferenças. O programa TV Sinpro poderá ser acompanhado pelo canal 12 na NET-DF e pelas fanpages do Sinpro e da TV Comunitária de Brasília.
A história de Janjão Cabelo de Pipoca está pronta desde 2015, mas somente agora foi publicada e será lançada no próximo sábado (1°/02), às 15h30, na livraria Leitura, no Terraço Shopping.
Trata-se da história de uma criança negra que sorri dos apelidos que dão aos seus cabelos, isso porque ela conhece sua ancestralidade, história e origem. De acordo com a autora, ao sorrir, Janjão transforma a realidade ao seu redor, pois consegue desconstruir conceitos e transformar discriminação em conhecimento.
“Muitas vezes, as pessoas nem tem ideia que usam expressões racistas, ou mesmo que tem atitudes racistas. Desde abolição da escravidão no Brasil, em 1888, tivemos, inclusive, políticas públicas para embranquecer nosso país. Em uma sociedade como a nossa, em que o padrão social é o pensamento racista, percebi que o conhecimento do que é racismo pode mudar nossa fala, nossa atitude e nosso pensar”, explica a autora.
Dhara conta que educar seu filho foi o maior laboratório de experiências pedagógicas que a auxiliaram na escrita do livro. Isso a fez querer compreender cada dia mais as questões de gênero e sexualidade, nas quais, hoje, é especialista. Para ela, o olhar mais interceccionalizado a fez perceber como as crianças são submetidas a uma domesticação de seus corpos.
A premissa de que corpos de cabelos lisos são melhores aceitos que os com cabelos crespos, pressiona para que as crianças estejam em consonância com o padrão social determinado. Segundo a autora, para corroborar a afirmativa basta olhar para a cabeça das crianças. Cabelos lisos ou levemente ondulados estão sempre soltos. Os cacheados são aceitos somente se forem “domados”. Já os cabelos crespos ou frisados estão, em sua maioria e na maior parte do tempo, presos ou cortados por máquinas 0 ou 1. Para Dhara, isso remete à reflexão sobre a institucionalização do racismo estruturante em toda sociedade e, especialmente, cobrado nas escolas públicas do DF e em toda Educação Básica.
“Para causar um pouco mais de impacto em nossas lembranças, gosto de usar a palavra tosado, pois as carequinhas de nossas crianças estão quase que massivamente em nossas escolas como “a melhor forma” de apresentação dos cabelos. Existe uma intenção por trás disso. Em um país racista como o nosso, não podemos dar liberdade ao que pode trazer empoderamento, identidade ou mesmo orgulho a um determinado grupo de pessoas. Janjão traz essa reflexão para sala de aula e abre portas para que o preconceito seja extinto”, concluiu Dhara.
Sobre a autora
Dhara Cristiane de Souza Rodrigues iniciou a carreira de professora em 1994, na educação infantil. Em 2005, entrou para a Secretaria de educação do Distrito Federal (SEEDF) e, desde então, atua como professora de atividades.
Foi coordenadora pedagógica, assessora pedagógica e no ano de 2012, assumiu a função de chefe do Núcleo de Atendimento à Diversidade de Gênero e Sexualidade da Subsecretaria de Educação Básica. Em 2017 entrou para o Centro de Referência para os Anos Iniciais (CRAI), e atuou com formadora de professores por dois anos na Coordenação Regional de Ensino (CRE) de Santa Maria.
Providências para o início do ano letivo é pauta com secretário de Educação
Jornalista: Luis Ricardo
A Comissão de Negociação do Sinpro se reuniu na tarde desta segunda-feira (27) com a Secretaria de Educação do Distrito Federal para tratar de pontos importantes da pauta de reivindicações da categoria. Além da pauta financeira, o sindicato cobrou as nomeações de professores(as) aprovados(as) no último concurso público; uma posição do governo em relação ao pagamento do Programa de Descentralização Financeira e Orçamentária (PDAF) às escolas; falou sobre a gratificação dos(as) coordenadores(as) e do reajuste dos(as) gestores(as); sobre a necessidade de reforma em várias escolas e de outros itens fundamentais na nossa busca por uma educação pública de qualidade para todos e todas e na valorização do magistério público.
Confira abaixo todos os itens abordados e o posicionamento do governo em relação a cada um deles:
Nomeação de professores(as)
Durante a reunião o Sinpro questionou o alto número de contratos temporários nos últimos anos, cerca de onze mil, e cobrou a nomeação dos(as) professores(as) aprovados(as) no concurso de 2016. A Secretaria de Educação explicou que tinha um processo de 1.212 mil nomeações em maio de 2019, foram feitas 200 nomeações em agosto, restando 1.012 mil para nomear em 2020. A SEE informou que o processo para novas nomeações foi encaminhado para a análise do setor financeiro do governo e a qualquer momento podem sair novas nomeações. Nossa cobrança é para zerar todo cadastro reserva, que hoje é de aproximadamente 1.300 mil concursados(as) aguardando as nomeações.
Cobramos também um novo edital para a seleção de professores(as) e a secretaria disse que está trabalhando para lançar um edital para um novo concurso público.
PDAF
O pagamento do Programa de Descentralização Financeira e Orçamentária (PDAF) às escolas públicas foi outro ponto abordado pelo Sinpro. Os(as) diretores(as) cobraram o pagamento da verba, uma vez que muitas escolas ainda não receberam a segunda parcela de 2019, e nenhuma unidade escolar recebeu a parcela de 2020.
Mesmo com as prestações de contas em dia, várias escolas não receberam o valor, fundamental para a realização de pequenas reformas e para a compra de material pedagógico. Várias escolas em várias regionais estão com as prestações de contas em dia, entregues no período correto, mas mesmo assim não receberam os valores; fato que não corresponde com o posicionamento do GDF, que afirma que as unidades não receberam por terem alguma coisa pendente.
O governo ficou de fazer um levantamento para saber quantas escolas ainda não receberam a segunda parcela do ano passado, para que possa ser regularizada a situação. Sobre 2020, o secretário de Educação disse que é preciso aguardar a liberação do orçamento da Secretaria de Fazenda.
Gratificação dos(as) coordenadores(as) e reajuste dos(as) gestores(as)
A SEE informou que já tem orçamento para a gratificação dos(as) coordenadores(as) e para o reajuste dos(as) gestores(as), e o Sinpro cobrou que isto seja efetivado com urgência, uma vez que foi uma promessa feita pelo governador Ibaneis Rocha no início de 2019.
Reforma das escolas
Em relação à reforma das escolas, deixamos claro que o governo vem fazendo propaganda de mais de 500 escolas reformadas ao longo do ano passado. Isto não é verdade.
Em várias unidades o governo fez pequenos reparos, como por exemplo a troca de um cano da caixa d’água, e o GDF coloca este reparo nas estatísticas como uma reforma. Hoje nós temos várias unidades escolares precisando passar por grandes reformas e outras com a necessidade de serem reconstruídas.
Mesmo se o PDAF estivesse em dia, em várias escolas esta verba seria insuficiente para fazer estas grandes reformas. É importante lembrar que o valor do PDAF é para pequenos reparos e para a compra de materiais pedagógicos básicos. Muitas escolas iniciarão o ano igual ou até mesmo pior do estado que finalizaram 2019.
Pauta financeira
Durante a reunião cobramos o pagamento da sexta parcela; o cumprimento da Meta 17 do PDE, que é a equiparação salarial com as demais carreiras de nível superior; e o retorno do grupo de trabalho, na qual faziam parte as secretarias de Educação e da Fazenda. É inadmissível que a categoria caminhe para o quinto ano consecutivo sem reajuste salarial, e vamos cobrar um retorno por parte do governo em relação a esta pauta.
Redução de 20%
Outro ponto cobrado foi a redução de 20% de descanso de voz que os(as) professores(as) com 20 anos na regência têm direito. Para isto o governo precisa encaminhar contratos temporários para fazer cumprir a lei.
Cobramos a convocação destes(as) professores(as) temporários(as) para que aqueles(as) que têm direito a esta redução de 20% possam usufrui-la.
Educação social/voluntária
Em relação à educação social/voluntária o Sinpro deixou claro que isto é uma precarização do serviço público e que o governo deveria se empenhar em fazer a nomeação dos monitores, uma vez que estes(as) profissionais são de fundamental importância dentro da escola. O governo falou que está trabalhando em um processo para a nomeação de alguns monitores.
Ao final da reunião o Sinpro cobrou um calendário para mesa permanente de negociação. Continuaremos reivindicando o respeito a todos os pontos tratados hoje com o governo, assim como o cumprimento dos itens contidos na nossa pauta de reivindicações.
Estudante da rede pública é aprovado em Medicina na UnB
Jornalista: Luis Ricardo
Nem mesmo as dificuldades atrapalharam um estudante da rede pública de ensino do Distrito Federal a realizar um grande sonho. Morador do Sol Nascente e matriculado no Centro de Ensino Médio Ave Branca, em Taguatinga Sul, Lucas Carvalho superou uma série de problemas e foi aprovado em segundo lugar pelo sistema de cotas para o curso de medicina na Universidade de Brasília (UnB).
Tudo começou em 2016, quando, por uma fatalidade, o estudante quebrou o braço. Após passar toda a madrugada em um hospital público juntamente com a mãe, Lucas prometeu que cursaria medicina para ajudar pessoas como ele. “Quebrei o braço e quando entrei no hospital eu falei: estas pessoas precisam de um médico que conheça a realidade delas. Tive de passar a madrugada inteira sentado em uma cadeira e minha mãe em pé. Ver esta realidade e muitas pessoas morrendo na fila é muito triste”, explica o estudante.
Lucas é apenas um de milhares de estudantes da rede pública que anualmente são aprovados em vestibulares nas melhores universidades do país. Apesar da falta de investimento do Governo do Distrito Federal na educação pública, exemplos como o dele mostram que os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais lutam para disponibilizar uma educação de qualidade para os(as) estudantes.
Para a diretora do Sinpro Letícia Montandon, o alto índice de estudantes aprovados em diversas disciplinas das instituições públicas pelo PAS evidencia o comprometimento dos(as) educadores(as), associado às políticas afirmativas, fato que tem gerado mudanças nas universidades. “Hoje, a periferia, o filho do trabalhador, os negros e os índios estão ocupando cursos que até então eram vistos como cursos da elite. Isto prova que mesmo com tetos caindo, com a falta de investimento do governo, sem os educadores terem reajuste salarial há cinco anos, os professores têm se comprometido em dar uma educação de qualidade. Estamos vendo os resultados”, ressalta Letícia.
Um projeto realizado pelo Sinpro será o destaque do Programa Alternativo deste sábado (25). Com o objetivo de trabalhar os 21 dias de ativismo pelo fim da violência contra a mulher, o sindicato, por meio das secretarias de Raça e Sexualidade, realiza o projeto Vozes da Democracia.
O projeto tem uma programação vasta, com apresentações musicais, palestras e teatro, tudo para discutir temas da atualidade, relevantes e pertinentes ao dia a dia dos estudantes, professores e assistentes. Os assuntos são abordados por meio do Teatro do Oprimido, do dramaturgo, diretor e teórico de teatro Augusto Pinto Boal.
O Programa, apresentado pelo SBT, vai ao ar sempre aos sábados, às 12h30, e mostra entrevistas e matérias referentes à realidade da educação no Distrito Federal. Um dos objetivos é oferecer a oportunidade para que escolas e professores participem da discussão e enviem sugestões para os próximos programas. As pautas podem ser mandadas para o e-mail faleconoscoimprensa@sinprodf.org.br.
Confira a convocação para o Contrato Temporário 2020
Jornalista: Luis Ricardo
Nesta quinta-feira (23) será disponibilizado o cronograma de entrega de documentação para a apresentação dos(as) candidatos(as) que participaram do último certame, conforme sua classificação. O cronograma com o dia e o horário para a apresentação dos candidatos está disponível no site da SEEDF a partir de hoje.
Todos(as) os(as) convocados(as) deverão comparecer à sua regional do dia 27 a 31 de janeiro para a entrega dos documentos. Cada regional ficará responsável pela organização e recebimento dos documentos de acordo com cada lista.
De acordo com a Secretaria de Educação do Distrito Federal, a lotação dos(as) professores(as) temporários(as) acontecerá a partir do dia 5 de fevereiro.
Palestra debate a saúde mental no ambiente de trabalho
Jornalista: Luis Ricardo
Como parte da Campanha Janeiro Branco, a Defensoria Pública do Distrito Federal (DPDF), com o apoio do Sinpro, realiza a palestra Saúde Mental: perspectivas sociais e acolhimento. O evento será realizado no dia 30 de janeiro, a partir das 19h, no auditório do sindicato (SIG Quadra 6 Lote 2260).
Conheça a campanha
O objetivo do Janeiro Branco é colocar em evidência a importância da saúde mental e promover ações de prevenção ao adoecimento emocional da população. A campanha incentiva as pessoas a investirem e garantirem saúde mental e emocional em seus relacionamentos interpessoais, trazendo uma visão transdisciplinar, humanista e moderna que engloba o combate a transtornos como a depressão, ansiedade generalizada, a esquizofrenia bipolaridade, bem como a capacidade de o indivíduo reagir frente à pressão no trabalho, os desencontros amorosos, as cobranças da sociedade, as oportunidades da infância, as responsabilidades da vida adulta, as questões da senilidade e tantas outras.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o número de pessoas com depressão aumentou 18,4% — hoje, isso corresponde a 322 milhões de indivíduos, ou 4,4% da população da Terra. O Brasil também é campeão mundial no índice de ansiedade: 9,3% da população manifesta o quadro. Ainda de acordo com a OMS, o Brasil é o país com maior prevalência de depressão da América Latina e o segundo com maior prevalência nas Américas, ficando atrás somente dos Estados Unidos, que têm 5,9% de depressivos.
Entre os educadores o índice também assusta, sendo a maior causa de afastamento do trabalho. Uma pesquisa da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) apontou que 71% dos 762 profissionais de educação da rede pública de vários estados entrevistados no início de 2017 ficaram afastados da sala de aula após episódios que desencadearam problemas psicológicos e psiquiátricos nos últimos cinco anos. O estresse, muitas vezes provocado por situações de insegurança, teve a maior incidência, com 501 ocorrências (65,7%).
De acordo com a Secretária de Assuntos de Saúde do Trabalhadores do Sinpro-DF, Gilza Camilo, o alto número de afastamentos estão ligados às questões do ambiente de trabalho, à organização, às condições de trabalho, às oportunidades, ao balanço entre trabalho e vida fora dele, ao envelhecimento da população ativa, à precarização e à insegurança no emprego, são, hoje em dia, consideradas fontes de riscos psicossociais, que ameaçam a saúde mental dos trabalhadores.
A diretora ressalta que para combater o problema o Sinpro-DF desenvolveu uma pesquisa qualitativa com a categoria. Foram escutados professores afastados do trabalho por sofrimento psíquico e em processo de readaptação ou readaptados. O objetivo era compreender os efeitos subjetivos e a busca de simbolizações decorrentes da reinserção e integração social no contexto de trabalho. Além disso, foram visitadas s 57 Escolas da Rede Pública de Ensino do Distrito Federal para tratar de assuntos como, democracia, relações socioprofissionais, violência no trabalho, ensino integral, ideações suicidas de alunos e professores entre outros. “É preciso suavizar o sofrimento num véu discursivo e diminuir os tons violentos de condições precárias de trabalho com inclusão. A categoria não deve se apequenar e nem se auto implodir por não poder esclarecer o que acontece. Há relatos de sentimentos de ansiedade, angústia, tristeza, cansaço e impotência diante dos atos violentos cometidos no ambiente escolar pela direção, por colegas de trabalho, pais e alunos. A saúde mental dos docentes está em perigo e a prevenção deve iniciar com uma leitura da realidade do cotidiano nas escolas. É preciso fortalecer o eu e reconhecer limites, se preparando para enfrentar o caminho e resolver os conflitos internos”, concluiu a diretora.
Professores sindicalizados têm desconto em curso de formação em Psicanálise Clínica
Jornalista: Luis Ricardo
O Instituto Kalile e a Escola de Psicanálise de Brasília, em parceria com o Sinpro, oferecem aos(às) professores(as) e orientadores(as) educacionais sindicalizados(as) um curso de formação em Psicanálise Clínica, com especialização em Saúde Mental ou em Teoria Psicanalítica. Os(as) interessados(as) terão desconto de 35% no curso e na terapia individual.
As aulas serão realizadas nas unidades da Asa Norte, Taguatinga e do Gama. A matrícula será de R$ 100 e a mensalidade de R$ 399. Com o desconto para os(as) sindicalizados(as), os valores serão de R$ 280 caso o pagamento seja feito até o dia 10 de cada mês.
Confira outras informações:
– Turmas de final de semana: 1 sábado por mês, de 8h às 16h.
– Turmas no noturno: Duas primeiras quartas-feiras de cada mês, de 19h às 21h40.
– Ao longo do mês haverá várias atividades formativas, como seminários, palestras, filmes com discussão e encontros temáticos.
– Complemento em Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA).
Aposentados realizam ato em defesa dos direitos e dos serviços públicos nesta sexta (24)
Jornalista: Leticia
No Dia do Aposentado, celebrado na próxima sexta-feira (24), aposentados e aposentadas dos quatro cantos do país comemorarão a data em um ato unificado convocado por diversas entidades sindicais. Em Brasília, a atividade começa às 9h30, no Espaço do Servidor, na Esplanada dos Ministérios (entre os Blocos C e D).
A mobilização contará com ato cultural, palestra sobre direitos dos(as) servidores(as) aposentados(as) e a entrega de um documento em defesa dos serviços públicos, no Ministério da Economia. O ato do Dia dos Aposentados faz parte de um calendário de lutas que culminará com o dia nacional de lutas e paralisações de atividades em todo o Brasil, no dia 18 de março.
Além da luta em defesa dos serviços públicos, também faz parte da pauta do ato, a discussão sobre os prejuízos da aplicação das novas regras da reforma da Previdência para os(as) aposentados(as) e pensionistas do setor público. O aumento do percentual da contribuição previdenciária, por exemplo, é apenas um dos inúmeros pontos da reforma que colocam o segmento na mira do retrocesso.
O Sindicato dos Professores no Distrito Federal (Sinpro-DF), convida os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais aposentados(as) e da ativa a engrossarem a mobilização. Para Silvia Canabrava, coordenadora da Secretaria para Assuntos dos Aposentados do Sinpro-DF, diante dos desafios impostos pelo atual governo, é fundamental comemorar o Dia do Aposentado com muita luta e unidade. “A aprovação da reforma da Previdência lançou incertezas sobre o futuro da categoria magistério e deixou o sonho da aposentadoria de milhões de brasileiros e brasileiras mais distante. Vivemos um período de desmonte visível e, se não reagirmos, veremos a retirada de mais direitos. A luta incansável do Sinpro é para garantir que todos e todas tenham acesso ao direito irrevogável à aposentadoria digna, por isso, conclamamos todos a participarem deste importante ato”, concluiu.
Servidores definem calendário de luta contra desmonte do serviço público
Jornalista: Maria Carla
Em Brasília, mobilização contra sucateamento começa na sexta-feira (24/1), Dia do Aposentado, rumo à greve geral em 18 de março. “Esse processo de desmonte só tem um objetivo, é fragilizar o Estado brasileiro”, afirma Cleber Soares, do Sinpro-DF
São Paulo – A CUT em Brasília realizou uma plenária nesta sexta-feira (18) para definir um calendário de ações em defesa do serviço público. Segundo reportagem de Camila Piacesi para o Seu Jornal, da TVT, entidades sindicais locais e federais que representam o funcionalismo público vão realizar atividades que envolvem ações na rua, mobilizações e debate no Congresso Nacional.
A próxima sexta-feira (24) é o Dia do Aposentado. “Nós queremos fazer um ato partir das 10 da manhã, e no dia 12 de fevereiro será lançada a campanha salarial em defesa do serviço público na audiência pública lá no auditório Nereu Ramos (no Congresso Nacional), rumo à greve geral no dia 18 de março”, afirma Oton Neves, presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Federais (Sindsep-DF).
O sucateamento do serviço público e a desvalorização dos servidores é um cenário que já foi vivido em 1990, mas o que o governo não diz é que a ausência do serviço público vai significar para a população mais carente o não atendimento do que é essencial, como educação e saúde.
“Esse processo de desmonte só tem um objetivo, é fragilizar o estado brasileiro, empobrecer mais ainda a nossa população, precarizar o atendimento público ao nosso povo, sobretudo a parcela mais empobrecida da população e entregar para a iniciativa privada e para as instituições internacionais”, diz Cléber Soares, diretor do Sindicato dos Professores (Sinpro-DF).