Mostra promove troca de experiências e desenvolvimento profissional para professores de Salas de Recurso
Jornalista: Luis Ricardo
A Coordenação Regional de Ensino de Taguatinga reuniu professores(as) das salas de recursos no dia 06 de dezembro para realização da 1ª Mostra de Estratégias Pedagógicas utilizadas pelos professores das Salas de Recursos. O evento foi realizado no auditório do Centro de Ensino Especial 1 de Taguatinga e teve como objetivo proporcionar um espaço de compartilhamento e valorização das práticas pedagógicas inovadoras e eficazes utilizadas por educadores da área, promovendo a troca de experiências e o desenvolvimento profissional.
Os(as) professores(as) que atuam na sala de recursos desempenham papel crucial ao fornecer estratégias e ferramentas que auxiliam no desenvolvimento acadêmico e pessoal dos(as) estudantes com necessidades educacionais específicas, contribuindo para uma educação mais justa e equitativa. Desta forma, o Encontro Pedagógico Articulado (EAP) apresentou estratégias e materiais utilizados pelos profissionais das salas de recursos de Taguatinga, com trabalhos desenvolvidos pelos estudantes nos atendimentos realizados nas Salas de Recursos de cada Unidade Escolar.
Dentre os trabalhos apresentados estavam Projeto os Abacateiros, do CEM 05; O uso da IA como facilitador para atribuições do professor de AEE, do CEF 11; Projeto Interdisciplinar “Finanças para crianças”, da EC 54; Adequação Curricular para estudantes com Altas Habilidades e Super dotação, do CEF 15; e o Projeto Socioemocional: Cine Pipoca com o filme Divertidamente, realizado pelo CEM 03.
Creche Vovó Luzimar encerra projeto “Cultura Popular Fio da Navalha” com show e oficinas
Jornalista: Maria Carla
Neste sábado (14), a creche Vovó Luzimar, localizada no Setor de Chácaras Santa Luzia, na Cidade Estrutural, será palco de uma grande festa cultural para celebrar o encerramento do projeto “Cultura Popular – Fio da Navalha”. O evento, com entrada gratuita, começa a partir das 9h e terá apresentações musicais de Talíz, Seu Manolo e Dani Ribeiro, além de uma programação especial para a comunidade.
O projeto Cultura Popular – Fio da Navalha foi criado para promover, durante 5 meses, oficinas de Cavaquinho, Capoeira, Maculelê e Puxada de Rede, com o intuito de beneficiar as crianças e jovens da região. O projeto é uma realização do grupo de cultura popular Fio da Navalha, que, há 13 anos, atua na Cidade Estrutural, em Samambaia e no Sol Nascente com atividades de arte, educação e cidadania.
Com recursos da Lei Paulo Gustavo, o projeto busca ampliar o acesso da população à cultura e estimular a fruição de bens e serviços culturais, reconhecendo esses elementos como direitos constitucionais. A coordenadora do projeto, Cândida Rosa, a Miúda, conta que o projeto tem um impacto transformador e que a iniciativa contribui para elevar a autoestima, fortalecer o senso de pertencimento e incentivar o envolvimento com a rica cultura popular.
Ela ressalta importância da arte como ferramenta de aprendizado e expressão, especialmente em comunidades com baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), como é o caso da Cidade Estrutural e da comunidade Santa Luzia. “Nosso trabalho é voltado para um público que vive em uma das áreas com menor IDH do DF. A arte como ferramenta de transformação é essencial para abrir novos horizontes e proporcionar alternativas positivas. Muitos dos nossos artistas convidados, como Seu Manolo e Talíz, tiveram suas vidas transformadas por meio de projetos sociais como este”, afirmou Miúda.
O evento promete ser uma celebração de cultura, com música, dança e a apresentação dos talentos desenvolvidos ao longo dos meses de oficinas. Não perca a chance de participar dessa festa de encerramento, com muita arte e cultura para todos!
Serviço:
Encerramento do Projeto Cultura Popular – Fio da Navalha
Data: 14/12, sábado, a partir das 9h
Local: Creche Vovó Luzimar – Rua SL 49, quadra 59, lote 1ª, Santa Luzia – Estrutural
Entrada: Gratuita
Orientadora educacional lança livro antirracista no Espaço Infantil da BNB neste sábado (14)
Jornalista: Maria Carla
A orientadora educacional Jurema Almeida irá lançar o livro didático “Thor”, no Espaço Infantil (térreo) da Biblioteca Nacional de Brasília (BNB), neste sábado (14). O lançamento acontecerá entre 10h e 13h. A escritora também receberá as crianças e autografará livros o que também é uma forma de inserção cultural e representatividade por ser uma escritora preta.
A obra foi escrita com base na constatação da importância e dos benefícios da leitura como forma de aquisição de conhecimentos, bem como de entretenimento lúdico. O personagem Thor é uma criança negra e o livro aborda os temas da inclusão por meio de ilustrações diversas e contextualização. No final, apresenta textos extras sobre a importância da leitura e alerta sobre o bullying, além de ter contextualização da história e espaço para o(a) leitor(a) desenhar.
“Ler estimula a criatividade, por meio da leitura, crianças e adultos podem viajar para inúmeros lugares, reais ou fictícios; ler favorece a liberdade de pensamento, o leitores tem acesso a diversas formas de pensar e diferentes realidades; ler estimula o raciocínio, informação ajuda a pensar e unir ideias, estabelecendo novas conexões; melhora o vocabulário, quanto mais o hábito da leitura fizer parte da rotina, mais amplo será o vocabulário do leitor; não há contraindicações, ler é um remédio para a alma pois alivia o estresse e pode-se ler a vontade”, diz.
Ela explica também que a obra parte também da constatação de que a representação para a criança negra é tão importante como a de qualquer outra criança no processo de construção de sua identidade. “Sabemos a importância da representatividade do povo negro rumo a igualdade social e de direitos. É importante incluir, destacar e nos dar vozes em diversos setores da sociedade, como mídia, cultura, educação, negócios e outras áreas, adotando uma postura antirracista, que permite assim a desestruturação do racismo estruturado, que por sua vez atinge a população negra em todos os setores sociais, causando danos diversificados e muitas vezes irreversíveis”.
Além de orientadora educacional, Jurema é pedagoga, filósofa e palestrante. Na opinião dela, “é imprescindível, nas instituições, a utilização e a aquisição de elementos significativos referentes as diferentes etnias, para a autopercepção das crianças a respeito de sua autoimagem. Também sabemos da carência destes recursos tanto em meio social, familiar bem como no meio acadêmico escolar, em todo o mundo”.
Jurema conta que, com base nessas indagações, ela passou a ansiar a escritura de um livro ilustrado e intitulado “Thor”. “Isso vem com a proposta principal de promover estimular e fortalecer a cultura negra por meio da história do menino Thor, que é uma criança negra da periferia que desde os seus primeiros passos, passou a amar o basquete incentivado pelos pais. Thor desde pequeno vem aprendendo a importância da disciplina, da rotina saudável e do vínculo familiar, para um desenvolvimento integral e harmônico.
Lotada provisoriamente no Jardim de Infância 03 do Gama, a autora do livro se dispõe a realizar curso de formação para diversos públicos e ir às escolas de Educação Infantil e de Ensino Fundamental 1 para promover o livro e conversar sobre educação antirracista, literatura afro positiva, inclusão e diversidade e respeito às diferenças no contexto escolar e sua relação com bullying. Ela informa, ainda, que tem pleiteado desenvolver esse projeto nas escolas gratuitamente para estudantes, caso haja financiamento, ou que seja transformado em um projeto por meio do qual os(as) estudantes sejam oportunizados(as) de alguma maneira.
Festival de Curtas do CEF 602 mostra ‘Tudo que nóis tem é nóis’
Jornalista: Luis Ricardo
O Centro de Ensino Fundamental 602 do Recanto das Emas tem oportunizado aos(às) alunos(as) o acesso ao conhecimento da linguagem audiovisual e auxiliado no desenvolvimento social do(a) estudante por meio de um projeto pedagógico pra lá de especial: o Festival de Curtas – Tudo que nóis tem é nóis. Nesta edição, o projeto trouxe as temáticas dos Direitos Humanos, Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) e Escola é Lugar de Ser Feliz, temas que obrigatoriamente tiveram que ser abordadas nas produções audiovisuais.
Já na sétima edição do Festival, estudantes do 6º, 7º, 8° e 9° anos produziram curtas-metragens coordenados pelos professores de Arte e de Geografia, com o resultado do trabalho desenvolvidos por eles apresentado em uma mostra de cinema, com premiação dos melhores trabalhos. As produções audiovisuais foram divididas por séries, com o 6° Ano responsável por um Documentário, o 7° Ano por Videoclipes de artistas brasileiros e 8° e 9° por Curta metragem.
Para a vice-diretora do CEF 602, Marília Luiz do Nascimento, os(as) estudantes ficaram responsáveis pela organização das funções e criação de roteiro, gravação e edição, supervisionados pelos professores Alan (Arte) e Analu (Geografia), com o auxílio dos professores conselheiros. “Nossos estudantes são de uma comunidade onde temas como violência, racismo e homofobia não são discutidos. Eles experienciam todos os dias essas dores sociais. O projeto lhes permite refletir sobre a própria realidade, seja externando seu olhar, seja buscando soluções para os problemas, e eles fazem isso com o entusiasmo de quem pode mostrar a todos o que muitas vezes é silenciado pelo dia a dia”, explica Marília, complementando que o projeto envolve a comunidade escolar nas filmagens e dão vida às histórias que querem contar. “A gente consegue envolver a disciplina de Arte, mas também desenvolve a escrita, a leitura de mundo, trabalha temas relevantes para a sociedade e acaba enriquecendo conteúdos que estão presentes em todas as disciplinas. Eles se tornam o que nós educadores mais buscamos em nosso trabalho, que é vê-los protagonistas do próprio conhecimento”.
Os trabalhos vencedores foram premiados no dia do Festival, que contou com a participação de alunos(as), professores(as), orientadores(as) educacionais e da comunidade escolar.
CEE 01 DE SANTA MARIA FORMA MAIS UMA TURMA DE EDUCAÇÃO PRECOCE
Jornalista: Letícia Sallorenzo
A Formatura da Educação Precoce do CEE 01 de Santa Maria, que este ano aconteceu no dia 7 de dezembro, é um evento significativo que marca um momento de celebração e reconhecimento do percurso de cada criança que, desde os primeiros minutos de vida, enfrenta desafios. A cerimônia é a culminância de um processo educativo que reflete a dedicação, o esforço e a superação de obstáculos que muitas vezes começam ainda nos primeiros dias de vida.
A Educação Precoce tem um papel fundamental na formação de crianças que nasceram prematuras, com deficiência, com atraso neuropsicomotor ou com diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA). No Centro de Ensino Especial 01 de Santa Maria, a formatura da educação precoce torna-se o reconhecimento da trajetória dessas crianças e de suas famílias, que superam desafios diários.
“O evento faz parte do Projeto Político-Pedagógico (PPP) da escola, que visa não apenas o desenvolvimento acadêmico das crianças, mas também o seu desenvolvimento biopsicossocial e o fortalecimento de suas potencialidades, considerando as particularidades de cada uma delas, sempre de forma a garantir o processos inclusivo”, conta a coordenadora da escola, Edmária Santos.
A formatura tem um valor simbólico profundo. Para as famílias, é um momento de celebração da vida e das vitórias cotidianas. Cada progresso, por menor que pareça, é uma conquista monumental que merece ser comemorada. “E para as crianças, a formatura representa a conclusão de uma etapa e a abertura de novos horizontes. Ela simboliza a superação dos primeiros desafios e o início de uma nova fase no desenvolvimento, marcada por novas oportunidades e descobertas.”
A coordenadora complementa: “Este momento é, portanto, uma grande festa da vida, da persistência e da esperança. Cada criança que chega à formatura da Educação Precoce carrega em sua história o exemplo de que, com a intervenção profissional especializada e amor incondicional, é possível superar obstáculos e alcançar novos patamares.”
A cerimônia de formatura da Educação Precoce do CEE 01 de Santa Maria emociona e fortalece os laços entre a comunidade escolar e as famílias, destacando a importância do trabalho coletivo e do cuidado no desenvolvimento infantil. O momento é um marco de esperança e uma prova de que, por meio da dedicação e da inclusão, podemos construir um futuro mais justo e inclusivo.
CEF 418 de Santa Maria mostra que Cinema pode ser na Escola
Jornalista: Luis Ricardo
Quem diria que o incentivo à produção de uma simples redação com um tema aleatório se transformaria em um verdadeiro projeto cinematográfico. É justamente isto que o Centro de Ensino Fundamental 418 de Santa Maria tem conquistado com o projeto Cinema na Escola.
Iniciativa do professor Weslei Garcia, o projeto surgiu no ano de 2013, em Valparaíso de Goiás. Trabalhando apenas com uma máquina filmadora e contando com a ajuda do professor Eustáquio na edição e da professora Sara na direção, o projeto recebeu o prêmio “Cidadania Ativa” com o curta As aventuras do Senhor Inclusão, onde todas as crianças eram Estudantes com Necessidades Educacionais Especiais (ENEE) e o personagem principal um cadeirante. O filme ganhou repercussão na mídia, sendo matéria da TV Globo Luziânia à época. Anos mais tarde a ideia foi levada ao CEF 418 de Santa Maria, sendo executado desde 2019 por Weslei Garcia.
Com dezenas de filmes amadores já produzidos, o projeto passou a receber verba parlamentar do Deputado Distrital Fábio Félix em 2023, o que permitiu a aquisição de uma máquina filmadora, Chroma Key, iluminação, som, microfone e outros equipamentos de filmagem, o que melhorou significativamente a qualidade dos filmes. Weslei Garcia, coordenador pedagógico, ressalta que o projeto busca trabalhar leitura, escrita, expressão corporal, interação social e várias habilidades das crianças. “Por meio do cinema, do amor às artes, compreendemos que podemos tirar das crianças disciplina, organização e trabalho através de investimento na cultura, no teatro e na música. Não há necessidade da cultura do medo como, por exemplo, o processo de militarização de escolas. Acreditamos que por meio desse projeto, podemos trazer famílias para dentro da escola e trabalhamos também autoestima e o resgate social”, pondera.
Este ano o Festival teve a presença de ilustres convidados, que compuseram a mesa de jurados para a definição dos vencedores do ano. Dentre eles o deputado Fábio Félix, o deputado distrital Max Maciel, que prometeu a instalação de uma rádio para o próximo ano, além de Andressa Camilo, representando a CRE do Gama, e de Victor Tagore, proprietário da Editora Tagore.
Além de Wesley, participaram da elaboração e de todo processamento do projeto a professora Jeane, o professor Francisco, a professora Elísia, que ajudou na seleção dos textos, e contou com o apoio da diretora Gabriela.
Projeto “Pontes de Palito” no CEM 404: Integrando Teoria e Prática
Jornalista: Alessandra Terribili
No Centro de Ensino Médio 404 de Santa Maria, os alunos da 2ª série do ensino médio finalizaram o ano letivo com o inovador projeto “Pontes de Palito”. Desenvolvido nas aulas de matemática e física, o projeto teve como objetivo aplicar conceitos teóricos em situações práticas, abrangendo conteúdos como resistência dos materiais, leis de Newton, mecânica, equilíbrio, trigonometria no triângulo, leis dos senos e cossenos, e treliças.
Os estudantes tiveram duas semanas para construir suas pontes utilizando apenas palitos de picolé e cola quente. No dia 29 de novembro, as pontes foram apresentadas e submetidas a testes de carga. A ponte mais resistente suportou impressionantes 146 kg.
O regulamento do projeto estipulava que cada grupo, composto por até oito alunos, poderia apresentar somente uma ponte. Uma comissão de fiscalização foi responsável por avaliar os trabalhos e verificar a conformidade com as normas estabelecidas, como dimensões e materiais permitidos.
Durante a construção, os alunos aplicaram conhecimentos de trigonometria, força, equilíbrio e leis de Newton, além de desenvolverem habilidades de trabalho em equipe e criatividade. O projeto não só reforçou o aprendizado teórico, mas também inspirou os alunos a explorarem novas áreas do conhecimento.
O grupo vencedor era composto por mulheres. A premiação incluiu pizzas para os vencedores, celebrando o esforço e a dedicação dos participantes. “Além da vitória das meninas, que merecem todo o reconhecimento, a parte mais legal foi ver o impacto desse projeto na vida de uma das alunas. Ela revelou que o projeto a inspirou a seguir carreira em engenharia!”, comemorou o professor de matemática Elias Júnior.
O projeto “Pontes de Palito” exemplifica como a educação pode conectar o presente ao futuro, inspirando novos caminhos e mostrando a magia do aprendizado prático!
Ivan Lins e Joyce se apresentam em Brasília – e o Sinpro tem ingressos para você
Jornalista: Letícia Sallorenzo
No próximo sábado, dia 14, às 21:30, Ivan Lins e Joyce (“Clara, Ana e quem mais chegar…”) fazem show único em Brasília, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, e o Sinpro está disponibilizando 100 ingressos para professores(as) e Orientadores(as) educacionais filiados(as) ao sindicato. Os(as) interessados(as) deverão ligar para o telefone 99978-2804 (Administração do Sinpro) e passar nome e CPF até as 16h de sexta-feira (13) ou enquanto durarem os ingressos.
Ivan e Joyce encerram o Festival Estilo Brasil, evento que reúne grandes nomes da música para celebrar a brasilidade de nossos ritmos.
O compositor e multi-instrumentalista irá apresentar sucessos da carreira em um show repleto de canções que marcaram gerações, como “Vieste”, “Vitoriosa“, “Lembra de mim“ e “Iluminados”.
A abertura do show fica a cargo de Joyce, que estourou nas rádios com a música Clareana, e tem mais de 400 canções gravadas, muitas delas interpretadas ícones do país, como Elis Regina, Maria Bethânia, Gal Costa, Milton Nascimento, Ney Matogrosso, Edu Lobo, Emilio Santiago, Zizi Possi, entre outros.
Corra e garanta seu ingresso para esta apresentação imperdível!
Quando: 14.dezembro.2024 às 21:30
Onde: Ulysses Centro de Convenções, em Brasília
Natal Radical em Samambaia: Papai Noel visita CAIC Ayrton Senna de moto
Jornalista: Letícia Sallorenzo
Neste ano de 2024, o CAIC Ayrton Senna, em Samambaia, recebeu no último dia 7 de dezembro a visita de um Papai Noel muito radical, que chegou de moto. A visita é a conclusão do projeto Natal Radical, que entra em sua décima edição.
O projeto, organizado por voluntários, dentre os quais a professora aposentada Suely Lucena do Brasil e vários motoclubes da Capital Federal, realiza ações de apadrinhamento de cartinhas e festas de final de ano para crianças em situação de vulnerabilidade. Neste ano, cerca de 750 crianças foram assistidas.
Os organizadores do Natal Radical buscam escolas de periferia, com crianças carentes e em situação de vulnerabilidade social, ainda no início do ano. As escolas são escolhidas a partir de dois critérios: atender o máximo de crianças carentes e ter estrutura para comportar o evento no final do ano: “Sempre verificamos se a direção é receptiva e se a comunidade aceita a ideia. Depois disso, convidamos as crianças a escreverem as cartinhas com pedidos que possam ser atendidos pelos padrinhos.”
A festa do Natal Radical inclui também brinquedos infláveis, futebol de sabão, lanches à vontade, pipoca, algodão doce, oficinas de pintura de rosto, cabelo legal e bichinhos de balão. “Um dia de alegria completa para a criançada, que se diverte à vontade”, conta orgulhosa a professora Suely, que diz ainda que a criançada fica em êxtase ao ver Papai Noel chegando de moto: “Quando as motos chegam, a alegria das crianças é contagiante. É um momento muito especial para todos.”
Os motoclubes do Distrito Federal têm participação ativa no projeto, desde a adoção das cartinhas até a organização do evento. E neste ano, mais dois clubes se juntaram à festa, inclusive um composto apenas por mulheres. A participação dos motoclubes não se restringe ao natal, conforme explica a professora Suely: “Eles também nos convidam para participar de outras ações sociais ao longo do ano. Essa parceria tem sido essencial”.
O Natal Radical tem sido realizado de forma independente, com a equipe organizando rifas e contribuindo mensalmente para cobrir custos como brinquedos e infraestrutura. “Acreditamos que, em meio a um clima tão hostil, levar alegria para essas crianças é algo transformador. Por isso, fazemos questão de manter a tradição”, explica a professora.
Mais informações sobre estão disponíveis nas redes sociais do projeto: @natalradical.
CEMI do Cruzeiro: 60 anos de tradição e inovação no ensino público de qualidade
Jornalista: Maria Carla
O Centro de Ensino Médio Integrado (CEMI) do Cruzeiro, uma das instituições de ensino mais antigas, tradicionais e inovadoras do Distrito Federal, dedicou o ano de 2024 às comemorações dos seus 60 anos. A escola traz, em seu currículo, um histórico de premiações e de trabalhos significativos. Este ano, por exemplo, repetiu sua trajetória de sucessos acadêmicos: foi uma das escolas que se sobressaíram no Ideb e foi a única do DF a apresentar trabalhos na 4ª Semana Nacional da Educação Profissional e Tecnológica, um evento do Ministério da Educação (MEC) que está em curso.
A professora Ana Maria Faquineli informa que desde o início do ano letivo, a escola comemora seus 60 anos, completados no dia 20 de janeiro. Foram realizadas várias ações para reconstruir e resgatar a história da instituição desde a inauguração até os dias atuais, mostrando que passou por diversas modulações e estruturas. A “Culminância” das comemorações aconteceu no dia 13 de novembro, com uma grande celebração, apresentação da peça de teatro “Entre Caixas”, que abordou o tema das memórias – peça dirigida pela professora Letícia Cunha –, além de um bailinho dos anos 60 e ainda muitas homenagens e contação de histórias vividas aqui.
“Tivemos vários convidados ilustres entre eles: ex-professores(as), ex-alunos(as), ex-diretores(as), representantes da Secretaria de Estado de Educação do DF (SEE-DF), representante do Sinpro, diretora Regina Célia Pinheiro, além do Administrador Regional do Cruzeiro, Administrador Regional do Sudoeste, grupo do Coral da 3ª Idade, amigos e pessoas da comunidade da Região Administrativa do Cruzeiro”, informa a professora.
Ela diz que todas as atividades realizadas durante o ano letivo teve como objetivo valorizar a educação, o trabalho desenvolvido por todos os profissionais e estudantes que passaram pela escola, romper esquecimentos e silêncios, promover um novo olhar sobre a importância da escola para as novas gerações e desenvolver um sentimento de pertencimento para que os(as) estudantes e professores(as) atuais se sintam participantes, integrantes e pertencentes à história do CEMI Cruzeiro.
A celebração resgatou a memória que a escola construiu ao longo dos anos passando por grandes transformações. Esta escola que já foi chamada de Ginásio do Cruzeiro, Centro de Ensino Médio 01 do Cruzeiro, Centro Educacional 01 do Cruzeiro e hoje CEMI Cruzeiro já passou por cursos do Ensino Fundamental, Segundo Grau, Ensino Profissionalizante, Educação de Jovens e Adultos ( EJA) e até abrigou estudantes do CAJE.
Hoje, a escola se chama CEMI do Cruzeiro com o curso do Ensino Médio Regular integrado ao Ensino Profissionalizante em Tecnologia da Informação para Internet. Esse curso abriga vários projetos da Escola de Ensino Médio em Tempo Integral (EMTI), custeados pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) do governo federal.
Segundo levantamento do professor de física e supervisor pedagógico do 1º Ano, Antônio Marcos dos Santos Trevisoli, já passaram pelo CEMI do Cruzeiro mais de 12 mil estudantes e mais de 1 mil professores(as) – efetivos(as) e de contrato temporário. Segundo ele, chegar aos 60 anos não foi fácil. E chegar a esta idade bem, é mais difícil ainda.
“Aos 60 anos o Cemi é uma escola que apresenta boa fachada, conforto para os alunos , oferta educação em tempo integral juntamente com um curso técnico, ou seja, tem um currículo moderno e, a cada ano, vem melhorando seus índices tanto no Inep quanto na nota do Enem e também em quantidade de aprovados em universidades públicas. Em razão do perfil atual, o CEMI ultrapassou os “muros” do Cruzeiro e, atualmente, atende a estudantes de todo Distrito Federal e também do Entorno. Tudo isso é graças a uma comunidade escolar atuante e que acredita na proposta pedagógica da nossa escola”, disse.
Durante as comemorações, houve sarau temático, camiseta comemorativa, disponibilizaram uma televisão que está exibindo, o tempo todo, mais de duas mil fotos da trajetória da instituição. “Por fim, tivemos o bolo dos 60 anos acompanhado de um baile cujo temos foi ‘Anos 60′”, conta o supervisor. Uma das pessoas homenageadas foi o professor de química e orientador, Marco Antônio, 75 anos, conta que, atualmente, é professor-orientador e colaborador mais experiente da escola e que ninguém melhor do que o público-alvo para falar sobre a importância da escola.
Para isso, ele convidou a estudante Julie Dourado Guerra, 17 anos, e do 3º A, atualmente supervisora de feira: “A nossa escola permite que a gente realize várias coisas, dentre elas, vários projetos. Isso propicia adquirir conhecimento e características importantes para o mercado de trabalho, como, por exemplo, liderança, trabalhar em equipe, saber resolver problemas, como pesquisar, como desenvolver projetos e, além disso, a gente tem, na escola, a parte técnica. Ela é uma excelente escola preparatória”, disse.
Regina Célia Pinheiro, diretora do Sinpro-DF, diz que, ao receber o vídeo do convite para o aniversário do nosso CEMI Cruzeiro, no qual o diretor Getúlio diz “ser um tributo ao passado mirando o futuro”, ela percebeu o quanto essa frase é significativa e fala do perfil dessa escola.
“Muito já foi dito sobre o trabalho de equipe dessa escola de excelência, este sindicato não pode deixar de destacar o quanto é inspiradora a criticidade, a resistência e o acolhimento das lutas que encontra no grupo de colegas de trabalho CEMI: sempre prontos a contribuir com os movimentos da nossa categoria, organizados para as lutas e entendedores da necessidade de fazê-las. É a Pedagogia da Autonomia posta em prática diariamente, com muita competência e isso não tem como dar errado. Viva o CEMI do Cruzeiro!”
Histórico
Getúlio Sousa Cruz, diretor da escola, arte-educador e ator, conta que ela foi fundada em 20 de janeiro de 1964 como o Ginásio do Cruzeiro. “A escola passou por várias transformações, adaptando-se às demandas educacionais e mantendo-se relevante para as novas gerações. Hoje, o CEMI é referência em Ensino Médio e profissionalizante, destacando-se pelo seu compromisso com a formação integral dos e das estudantes”, afirma.
Ele informa que o CEMI começou modestamente em um galpão de madeira, funcionando apenas no período noturno e oferecendo aulas para a primeira série do ensino ginasial. Em 1965, a escola ganhou um novo prédio e passou a atender no turno diurno. Em 1977, o nome da instituição foi alterado para Centro Educacional 01 do Cruzeiro, e, após algumas modificações, foi finalmente rebatizada como CEMI em 2018. A modernização foi acompanhada de uma ampliação curricular, com a introdução do curso técnico em Informática para a Internet, com a formação das primeiras turmas ao final de 2018.
Em sua trajetória, o CEMI se destacou por suas várias iniciativas extracurriculares e pelos excelentes resultados acadêmicos. Em 2024, a escola conquistou o 4º lugar no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) entre as escolas do Distrito Federal e o 1º lugar nas escolas do Plano Piloto. A escola também teve grande destaque no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), consolidando-se como uma das melhores do DF. “Somos a melhor escola do Plano Piloto, e isso é fruto de um trabalho sério, com foco na excelência educacional”, afirmou Getúlio Cruz, diretor da instituição.
A qualidade do ensino no CEMI vai além das aulas tradicionais. A escola oferece aos(às) estudantes a oportunidade de participar de diversos projetos, como robótica, orquestra sinfônica, teatro, basquete e iniciativas de mídias sociais. “Os alunos têm a chance de desenvolver projetos variados, que envolvem desde a reciclagem até o cultivo de plantas medicinais. Estamos preparando nossos estudantes não apenas para o mercado de trabalho, mas para a vida”, explicou Cruz.
O CEMI também é reconhecido por sua contribuição para o desenvolvimento de talentos locais. O diretor Getúlio Cruz, que está à frente da escola desde 2004, contou que a instituição já formou profissionais que se destacam nas artes e na produção cultural. “Criamos o primeiro grupo de teatro da escola, o ‘Cutucart’, que se tornou uma referência no Distrito Federal. Muitos dos nossos ex-alunos hoje são empreendedores e profissionais reconhecidos na área artística”, lembrou Cruz, que também tem uma vasta carreira no teatro e cinema.
Entre os muitos projetos e iniciativas que o CEMI oferece aos seus alunos, o curso técnico integrado ao ensino médio em Tecnologia da Informação para Internet tem sido um grande diferencial. Oferecendo um ensino em tempo integral, o curso integra teoria e prática, com os estudantes desenvolvendo habilidades para enfrentar os desafios do mercado de trabalho. A escola valoriza a educação de qualidade, o aprendizado contínuo e a formação de bons profissionais.
Em termos de infraestrutura, o CEMI do Cruzeiro se destaca. Os(as) estudantes têm acesso a um ambiente acolhedor, com boas acomodações e alimentação completa durante o dia. “O ambiente é organizado, e a equipe de professores é altamente qualificada. Queremos garantir que nossos alunos se sintam apoiados em todos os aspectos da sua vida escolar”, afirmou Cruz. Essa infraestrutura de excelência tem sido um dos fatores que contribuíram para o sucesso da escola, tanto no cenário local quanto nacional.
O legado de 60 anos do CEMI é uma verdadeira inspiração para a comunidade educacional do Distrito Federal. Com uma história rica e uma visão voltada para o futuro, a escola continua a preparar seus(as) estudantes para o mercado de trabalho e para a cidadania. “Celebrar essas seis décadas é reconhecer uma história feita de dedicação e esperança. O CEMI Cruzeiro nos lembra que uma escola é mais do que paredes; é o coração vivo de uma comunidade. Que essa jornada continue inspirando novas gerações a acreditar no poder transformador da educação”, finaliza Humbertânio Hilário da Silva, vice-diretor do CEMI.