Sinpro disponibiliza ingressos para shows de Silva e Anelis Assumpção
Jornalista: Luis Ricardo
O Sinpro-DF está disponibilizando convites para os shows de Silva e Anelis Assumpção para professores(as) e orientadores(as) educacionais sindicalizados(as). O espetáculo acontece neste sábado (07), a partir das 21h30, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães. Os(as) interessados(as) deverão ligar para o telefone 99978-2804 (Administração do Sinpro) e passar seu nome e CPF até as 12h de sexta-feira (06). Os primeiros nomes da lista deverão retirar os ingressos no dia 07, entre 17h e 19h, na bilheteria do Ulysses Guimarães.
A paulista Anelis Assumpção abre a noite com um show pontuado por musicalidade que mistura dub, reggae, afrobeat, samba e bossa nova. Filha do músico Itamar Assumpção, a artista tem quatro álbuns independentes gravados e promete surpreender o público. O cantor e compositor Silva sobe ao palco em seguida mostrando seu lado multi-instrumentista no show “Encantado”, que o artista apresenta no Festival “Estilo Brasil”. “Participar de um festival que enaltece a música brasileira é uma alegria. Acredito em eventos assim. Nossa cultura é diversa, é nosso maior patrimônio”, agradece.
IFB de Samambaia promove solenidade de encerramento do percurso formativo do Alfaletrando
Jornalista: Luis Ricardo
A Coordenação Regional de Samambaia concluiu a segunda etapa do percurso formativo do Programa de Alfabetização e Letramento do Distrito Federal (Alfaletrando), que teve início em março de 2024. O programa faz parte do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada, aderido pela capital federal.
Para promover o encerramento do programa foi realizado um encontro no dia 28 de novembro com a apresentação das Práticas Reflexivas das Atividades Desenvolvidas (PRAD’S), compartilhamento de práticas na educação fundamental para promover o aprimoramento contínuo dos processos de ensino e aprendizagem. Essa troca de experiências entre educadores(as) possibilita a disseminação de metodologias eficazes, inovações pedagógicas e estratégias que têm se mostrado exitosas em diferentes contextos. Além disso, o compartilhamento fortalece a colaboração entre profissionais, criando uma comunidade de aprendizagem que enriquece a formação docente.
O Compromisso Nacional Criança Alfabetizada tem como finalidade garantir o direito à alfabetização das crianças brasileiras até o final do 2º ano do ensino fundamental. Se coloca como um compromisso baseado na colaboração entre os entes federativos para garantir a alfabetização de todas as crianças do Brasil, oferecendo um Curso de Formação para alfabetizadores(as) intitulado Alfaletrando. O programa teve início em 2024 e em 2025 será realizado o segundo ano de execução.
Podem participar professores(as) regentes das turmas de 1º e 2º anos e coordenadores(as) pedagógicos(as) de todas as regionais de ensino. Samambaia conta com seis articuladoras locais: Alana Moreira, Ana Lima, Elaine Amancio, Herica Gomes, Luciana Costa e Luzia Coelho e duas articuladoras regionais: Aline Coelho e Andreia Ferreira.
Para a Chefe da UNIEB de Samambaia, Michelle Camargo, esse programa propõe ações concretas para subsidiar a prática pedagógica dos(as) profissionais de educação que atuam com crianças dos anos iniciais do ensino fundamental, de forma que, ao final do 2º ano, a criança, alfabetizada na perspectiva do letramento, tenha condições de continuar a vida acadêmica com autonomia. “As ações do Alfaletrando vislumbram definir os primeiros passos em prol de uma política de alfabetização alinhada às necessidades e às peculiaridades educacionais do Distrito Federal. Essa abordagem pedagógica, que enfatiza a importância da reflexão crítica no processo de aprendizagem, visa promover uma construção de conhecimento mais significativa, onde o aprendiz não apenas absorve informações, mas também analisa, questiona e contextualiza o que aprende”, ressalta.
Após a conclusão do curso, professores(as) receberão certificados relativos a 120h fornecido pela Escola de Formação Continuada dos Profissionais da Educação de Brasília (EAPE).
Mulher negra, artesã e militante contra o racismo e em defesa dos direitos humanos, Marlene Nascimento se despediu de familiares e amigos nessa terça-feira (3/12), aos 74 anos. Ela deixa saudades, mas sobretudo lições de luta e sabedoria.
Marlene sempre foi resistência. Nascida em São Paulo, em uma família com grandes dificuldades financeiras, veio para Brasília já crescida, trazendo na bagagem os conhecimentos da militância no Movimento Negro de Mulheres.
Aqui, fundou o Movimento de Mulheres Negras Empreendedoras. E, como artesã, Marlene Nascimento expunha em suas peças de cerâmica e acessórios de beleza a preservação da cultura negra, uma forma de reconhecer o protagonismo do povo preto na história, dando voz e visibilidade para negras e negros.
Nos últimos anos, morou em Olhos D’agua, vilarejo de Goiás, que reúne artesãos de todas as partes do Brasil. Lá, fez amizades para a vida e inspirou muita gente a se manter firme diante as adversidades.
“Apesar de todo o sofrimento da pessoa negra neste país, Marlene tinha a sabedoria de conviver e de fazer das dificuldades a luta. Ela trazia para nós uma serenidade única. A indignação, ela mostrava na militância, na atuação, na troca”, afirma a professora aposentada Iolanda Rocha, ex-diretora do Sinpro-DF, que conviveu com Marlene e deixou eternizada sua admiração em um poema (veja abaixo).
“Que este momento seja de reconhecimento pela sua altivez, coragem, enfrentamento ao racismo, ao machismo, ao sexismo. Este é o exemplo que ela nos deixa”, traduz a integrante do Movimento Negro Unificado Jacira da Silva.
O Sinpro lamenta a perda de Marlene Nascimento, mas reconhece e enaltece sua contribuição social enquanto pessoa política. Nos solidarizamos com familiares e amigos, e desejamos que a saudade impulsione todas e todos que aprenderam com Marlene a compartilharem seus ensinamentos.
*O velório de Marlene Nascimento será realizado nesta quinta-feira (5/12), a partir das 11h, no salão da prefeitura de Olhos D’água. O sepultamento será no cemitério da cidade.
RAINHA MARLENE
Por Iolanda Rocha
Marlene, Rainha, teu nome ecoa, Nos ventos que vêm das terras distantes. Coroa de ouro, mas é a pele que brilha, Cintilando a força de todas as gigantes.
Nos teus passos, a história caminha, Pés firmes no chão de quem sempre lutou. Filha de Dandara, irmã de Marielle, Ancestrais que o tempo jamais apagou.
És rainha de trono invisível, Feito de sonhos, raízes, e fé. Cada fio de cabelo um rio de memória, Cada sorriso, um templo de Axé.
Carregas nos ombros mil vozes caladas, Mulheres que o mundo tentou silenciar, Mas tua presença é resistência, E o teu olhar, um novo despertar.
Na dança do tempo, teu nome persiste, Marlene, a negra que os Olhos do mundo, A ver como musa, a ver como guia, Rainha ancestral que jamais se desvia.
Levanta teu cetro, ergue a bandeira, De pele escura e alma inteira, E lembra ao mundo, com força e coragem, Que as rainhas negras escrevem a viagem.
Que a tua existência seja sempre a vitória, Gravada em cantos, guardada em memória, Porque, Marlene, és a continuação, De um legado imenso, de uma revolução.
Das mulheres pretas para Marlene Nascimento, nossa musa ancestral
“Da África ao Quilombo Mesquita” foi tema da Mostra Cultural Africana e Afro-Brasileira da EC 116 de Santa Maria
Jornalista: Alessandra Terribili
Em espaço de coordenação pedagógica coletiva, a Escola Classe 116 de Santa Maria realizou uma formação de professores sobre quilombos no Brasil, com ênfase no Quilombo Mesquita, localizado a 45 km de Brasília. A formação contou com a participação da professora Flávia Costa e Silva, que pertence àquela comunidade e destacou como a história desse quilombo está profundamente entrelaçada com a construção da capital federal, uma vez que os quilombolas da comunidade foram pioneiros entre os trabalhadores que ergueram Brasília.
Ainda nessa coletiva, que aconteceu no último dia 30 de outubro, foram discutidas e planejadas as ações que seriam desenvolvidas ao longo do mês de novembro. A direção da escola e os professores decidiram que o tema da Mostra Cultural Africana e Afro-Brasileira seria “Da África ao Quilombo Mesquita”. A partir dessa definição, os professores iniciaram uma pesquisa com os estudantes sobre a história, a cultura e a ancestralidade dessa comunidade quilombola.
Para aprofundar o conhecimento sobre o Quilombo Mesquita, a escola, em parceria com a professora Flávia, organizou uma vivência. Durante a visita, os professores exploraram pontos históricos e turísticos, conversaram com moradores, conheceram o tradicional cultivo de marmelos e tiveram a oportunidade de saborear a famosa marmelada. Além disso, visitaram a horta do senhor Gaita e o projeto “Plantas Africanas”, finalizando a experiência com um delicioso almoço típico no restaurante Canto da Mata, localizado no Quilombo.
Após a vivência, os professores levaram para as salas de aula essas experiências, transformando-as em um trabalho enriquecedor com os estudantes. As atividades desenvolvidas incluíram releituras de imagens, estudos sobre as principais plantas cultivadas na comunidade, explorações sobre as festas culturais e o papel das mulheres quilombolas. Professores relataram o quanto a vivência mudou a forma de abordarem a temática das relações Étnico Raciais.
Os estudantes também trabalharam com mapas e cartografia do território, pesquisaram personalidades marcantes da comunidade, discutiram temas relacionados à proteção ambiental e aprenderam sobre a tradição da marmelada. Um dos destaques foi a troca de correspondências com estudantes do Quilombo Mesquita, que promoveu um diálogo direto e significativo entre essas duas realidades.
Essas atividades culminaram na Mostra Cultural Africana e Afro-Brasileira, intitulada “Da África ao Quilombo Mesquita”, realizada no dia 23 de novembro. O evento contou com apresentações culturais das crianças, incluindo desfile afro, demonstrações de capoeira e performances musicais. Além disso, os trabalhos realizados pelos estudantes durante o projeto foram expostos, destacando a riqueza da pesquisa e o envolvimento de todos na valorização da história e cultura afro-brasileira e quilombola.
No mês em que as escolas da rede pública do Distrito Federal apresentam as culminâncias dos seus projetos pedagógicos desenvolvidos durante o ano letivo, o Centro de Ensino Fundamental número 02 do Arapoanga (CEF 02 do Arapoanga) encerrou seu projeto pedagógico com a 2ª Feira Cultural. A atividade faz parte do Projeto Político-Pedagógico (PPP).
A proposta, segundo a professora de matemática Ana Paula Dias Scarcela Sousa, é ter um trabalho diversificado para os(as) estudantes. “Este ano não tivemos um tema único. Cada professor e cada professora teve a liberdade de elaborar um projeto com os alunos e as alunas, cada conselheiro e cada conselheira escolheu algo relacionado as suas aulas e trabalhou com a sua turma de Anos Finais para apresentar e, nos Anos Iniciais, as professoras e os professores regentes trabalharam os temas com seus estudantes”, explica.
Ela conta que toda a escola se envolveu. “Tanto os Anos Finais quanto os Iniciais, cada um fez a sua exposição em seu turno. Para a melhor organização da escola, pois assim, foi possível receber os pais. O projeto é feito ao longo do fim do terceiro e início do quarto bimestre. Alguns professores e algumas professoras trabalham de forma interdisciplinar, quando ‘casa’ com o projeto”, explica.
A segunda edição da Feira Cultura ocorreu no dia 22/11. “Começou com a apresentação, no pátio, da coordenadora, depois foram abertas as salas de aula, em que estavam as exposições. Os estudantes e as estudantes, bem como os pais, as mães e responsáveis puderam visitar as salas e interagirem com os colegas e as colegas. E, para o encerramento, tivemos um desfile de diversidade, não somente, contemplando a cultura negra, mas todas as “diversidades” dos nossos alunos e nossas alunas, que quiseram trazer o samba, pagode, sertanejo, para o desfile. A tarde, da mesma forma, tivemos a abertura e as salas foram abertas para visitação dos alunos e alunas e de seu pais, mães e responsáveis”, contou a professora.
Ana Paula também disse que, a ideia principal do projeto é motivar os estudantes e as estudantes a trabalharem o que não é possível em sala. “Temos vários e várias estudantes que fazem desenho, trabalham com áudio visual e eletrônica, cantam, escrevem e apresentam peças, então, valorizamos esse e outras ações até para descobrimos muitos talentos durante o processo”, finaliza.
CEM 804 do Recanto das Emas realiza culminância do Voz na Escola
Jornalista: Maria Carla
O Centro de Ensino Médio número 804 do Recanto das Emas (CEM 804 do Recanto das Emas) mobilizou a escola para a realização, na quinta-feira (21/11), do projeto “Voz na Escola” – um duelo de rimas entre estudantes que já são MCs com outros(as) MCs da comunidade. Idealizado por Juliana Soares, professor de história da escola, o projeto promove reflexões e debates com os(as) estudantes por meio de batalhas de rima.
O evento do dia 21/11 contou com a participação de MCs do Distrito Federal e estudantes da comunidade, além de artistas reconhecidos no cenário brasiliense e nacional, como MC Raika, Milhouse, Keize, Guilherme GP, J. Cardoso, entre outros. Também foram realizadas oficinas de grafite, desenho e outras atividades artísticas.
“Esse projeto foi possível graças ao envolvimento dos e das estudantes, das professoras e professores do CEM 804, das coordenadoras e coordenadores, supervisoras e da direção da escola, representada por Luiz e Everton Lira”, informa a professora Juliana Soares. Ela diz que o CEM 804, em parceria com o Voz na Escola, ofereceu também certificação de participação no projeto às(aos) estudantes e MCs como forma de contribuição e valorização da cultura local e nacional.
O Voz na Escola
Desde 2022, o projeto “Voz na Escola” está circulando escolas e na comunidade. “Foi realizado em diversas escolas do Recanto das Emas, comunidade local, e, atualmente, no CEM 804, vem sendo realizado na escola o ano todo, com a culminância no Mês da Consciência Negra. “No Novembro Negro buscamos dar visibilidade aos artistas com foco no hip hop e nas batalhas de rima da escola e da comunidade. Este ano, estudantes e batalhas de rimas do Recanto das Emas foram convidados e foi proveitoso discutir sobre a temática e educação antirracista a partir do hip hop, batalhas de rimas e rap”, afirma Juliana.
Na avaliação dela, “o projeto cresceu e vem contribuindo na vida dos jovens e estudantes da comunidade, pois é uma forma de aprender sobre diversos temas como racismo, violência contra a mulher, LGBTQIAPN+fobia, sexismo, dentre outros, a partir da música. O projeto tem sido abraçado pela comunidade e os estudantes têm apresentado cada vez mais interesse pelo movimento hip hop, rap e batalha de rimas”, finaliza.
Super 8 BSB leva a magia do cinema analógico ao SESI Lab
Jornalista: Luis Ricardo
Brasília se prepara para uma viagem no tempo com a Mostra de Filmes do projeto Super 8 BSB, que será realizada nesta sexta-feira (08), no túnel do SESI Lab, a partir das 14h30. A programação reúne a energia criativa de produções feitas por participantes das oficinas gratuitas, promovidas em outubro pelo oBarco Estúdio e Coletivo Mundo em Foco (SP), e disponibiliza ainda espaço para o público levar o seu filme caseiro, gravado no icônico formato Super 8, para ser exibido em uma sessão especial. A entrada é gratuita e promete encantar amantes do cinema, nostálgicos e curiosos de todas as idades.
O projeto é uma celebração da estética e do charme da película analógica, e tem como objetivo resgatar a produção de filmes realizados em tomadas únicas, que são a essência do cinema artesanal. O evento também contará com palestra de Lila Foster, presidente da Associação Brasileira de Preservação Audiovisual (ABPA). “Estamos animados em compartilhar essa experiência com a comunidade. O Super 8 não é apenas um meio de registro, mas um símbolo de memória afetiva e de criatividade”, comenta Ádon Bicalho, idealizador do Super 8 BSB e fundador do oBarco Estúdio.
Acervos familiares: A mostra de filmes caseiros é uma ótima oportunidade para quem não tem acesso a projetores poder revisitar as gravações que estão guardadas, mas trazem raridades e momentos históricos e íntimos. “Muitas vezes, são gravações feitas por parentes, que a pessoa não consegue acessar por falta de equipamento adequado. Então, o público está convidado a levar os cartuchos que tem em casa, pois iremos disponibilizar o projetor para essa sessão nostálgica, no dia 08 de dezembro. A ideia é proporcionar uma viagem emocional por meio das imagens granuladas e das cores características desse formato”, destaca Bicalho.
A recepção dos filmes caseiros começa às 14hs. A equipe fará uma avaliação do estado de conservação e os preparativos de limpeza para projeção
CED São Francisco participa de oficina
O Super 8 BSB promoveu oficinas para o público em geral e para estudantes do CED São Francisco, em São Sebastião. Ao todo, foram produzidos sete curtas-metragens, sendo dois de estudantes da rede pública de ensino do Distrito Federal, que serão exibidos durante a Mostra. As aulas proporcionaram uma imersão nos processos cinematográficos de produções realizadas em película, abordando conteúdos como referências criativas, processo fotoquímico, história da sétima arte e da película Super 8, além de operação de câmera.
Super 8: Formato que já foi considerado amador e que não participava do circuito audiovisual profissional com películas 35mm e 16mm, o Super 8 também trouxe subversão e experimentação para a sétima arte nacional e teve maior alcance entre integrantes do movimento cinematográfico independente. Segundo Bicalho, a ideia é fomentar a produção com esse suporte da película Super 8 na Capital Federal, na esperança de criar em Brasília um polo de realizadores que utilizam esta linguagem, como existe em outros lugares do país.
“A gente quer desmistificar essa complexidade, essa dificuldade de filmar em película hoje em dia. Se a gente tiver acesso à forma de processar quimicamente, e tiver acesso às câmeras para poder filmar, existem meios muito práticos de realizar”, conclui Bicalho.
SERVIÇO:
Festival Super 8 BSB – Mostra de curtas e de filmes caseiros
Quando: 08/12. Sexta-feira, a partir das 14h30
Onde: Túnel do SESI Lab – SCTS Lote 1, Brasília
Quanto: entrada franca
Classificação indicativa: livre
PROGRAMAÇÃO:
14h: Abertura do recebimento de filmes Super 8
14h30: Curtas-metragens produzidos durante as oficinas do projeto
16h: Sessão de filmes caseiros em Super 8 – Traga o seu filme e compartilhe suas lembranças
Abertura com Lila Foster, da Associação Brasileira de Preservação Audiovisual (ABPA)
Este projeto é financiado pela Lei Paulo Gustavo
Realização: oBarco Estúdio, Desvio Produções e Mundo em Foco
Apoio: SESI Lab
Fomento: Ministério da Cultura e Governo do Brasil
CEF 504 de Samambaia mostra o Orgulho da Minha Origem, da Minha Cor e da Minha Beleza
Jornalista: Luis Ricardo
Em decorrência ao Dia da Consciência Negra, comemorado em novembro, o Centro de Ensino Fundamental 504 de Samambaia promoveu, no dia 27 de novembro, a culminância do projeto Orgulho da Minha Origem, da Minha Cor e da Minha Beleza. Durante o mês de novembro os(as) professores(as) convidaram os(as) alunos(as) e demais colaboradores(as) da escola, negros e pardos, para serem modelos de um ensaio fotográfico que exaltou a beleza afro.
O ensaio foi feito por Anna Beatryz Felix, aluna do 8º ano, que além de talento mostrou criatividade para encontrar cenários na própria escola e indicar poses para os “modelos”. As fotos foram expostas no pátio do CEF 504, onde estudantes, professores(as), orientadores(as) educacionais e a comunidade escolar puderam apreciar o resultado do projeto.
Debater a consciência negra nas escolas é valorizar a cultura, a história e as contribuições dos povos africanos e afrodescendentes para a formação da sociedade brasileira. O ensino da consciência negra possibilita, também, que os estudantes tenham uma compreensão mais ampla e inclusiva da história do Brasil, promovendo a diversidade e o respeito à pluralidade étnico-racial. Isto contribui para o combate ao racismo, para a promoção da igualdade racial e para a desconstrução de estereótipos e preconceitos.
Inscrições para Jogos Escolares Eletrônicos do DF vão até 6 de dezembro
Jornalista: Alessandra Terribili
A 4ª Edição dos Jogos Escolares Eletrônicos do Distrito Federal (JEEDF), um evento que combina o universo dos esportes eletrônicos com educação e inclusão, acontece entre 9 e 18 de dezembro. As competições terão transmissões ao vivo, e serão disputadas em quatro modalidades: Free Fire, Valorant, League of Legends e CS2 (Counter-Strike 2).
As inscrições estão abertas até 06 de dezembro de 2024, e são voltadas para estudantes das redes pública e privada de ensino. Para se inscrever, é necessário preencher alguns formulários, conforme orientação abaixo:
1- formulário específico de cada modalidade; 2 – preenchimento de Anexo 1 por professor(a) da escola com dados dos estudantes; 3 – preenchimento de Anexo 2 com autorização de responsável pelo estudante.
O evento é uma realização Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF), em parceria com a Secretaria de Esporte e Lazer do DF (SELDF), e destaca o crescente impacto do cenário gamer no desenvolvimento dos jovens e na descoberta de novos talentos.
Os Jogos Escolares Eletrônicos fazem parte do calendário oficial de eventos do DF e têm como objetivo desenvolver o intercâmbio social e esportivo eletrônico, entre os estudantes da rede de ensino pública e particular e identificar novos valores no panorama do desporto eletrônico do DF. Além disso, eles reforçam a importância dos esportes eletrônicos como ferramentas educacionais e culturais, promovendo habilidades como trabalho em equipe, pensamento estratégico e inclusão digital.
CIL do Recanto das Emas leva artista cubana a 1º Festival da Consciência Negra
Jornalista: Maria Carla
O Centro Interescolar de Línguas do Recanto das Emas (CIL Recanto das Emas) realizou, no sábado (23/11), a culminância do projeto “Por uma educação linguística antirracista”. A culminância, que começou no dia 8 de novembro, contou com a participação internacional da artista cubana Dya Valdes. O avô da artista foi um dos fundadores da famosa banda “Buena Vista Social Club”, grupo renomado da música cubana.
A proposta é promover o debate racial durante todo o ano letivo em sala de aula. A culminância desta primeira edição começou no dia 8 de novembro, com um evento denominado Novembro Negro, com a participação especial da artista cubana Dya Valdes. Idealizadora do projeto, a professora de espanhol Amanda de Paula conta que a culminância foi realizada em parceria com o CEF 306, o qual expôs trabalhos de seus estudantes enquanto, o CIL, organizou a programação com oficinas, palestras, shows e workshops.
Amanda conta que “a equipe da direção, professoras Karol Fortes, Cristiane Akemi e Graziele apoiaram o projeto e todas as professoras e professores da escola abraçaram a causa”, afirma. Durante o semestre, houve coordenações pedagógicas temáticas. Os(as) estudantes desenvolveram trabalhos artísticos e, dentre eles, destacam-se os do estudante e artista Anjelo Art, que fez uma sala de exposições de sua arte e trabalho.
O evento também contou com as personalidades MC Hate, rapper do Recanto das Emas, as cantoras Débora Sasb e Luana Viana, acompanhadas do músico Felipe. Houve ainda aula de dança Charme, com o grupo In the hood CIA. Também houve o Fit Hit, com a professora e instrutora Lene Launé. Além dessas atividades artístico-culturais, foram realizadas rodas de conversa em francês, com o grupo Afrikanus; em espanhol, com a professora-doutora Janaína Soares, da Universidade de Brasília (UnB); e em inglês, com o professor-doutor em linguística Francisco Amorim.
Compareceram também ao evento as Empreendedoras do P Norte, grupo de mulheres que buscam a emancipação financeira e econômica de pessoas em vulnerabilidade. As empreendedoras Marina e Milena, conhecidas como Afro Hermanas, realizaram uma oficina de tranças. A artista e professora Lidi Leão fez a oficina de abayomi. A professora Waneska Gomes elaborou a oficina de turbantes. O artista e professor Lucas Ramalho fez uma oficina de percussão e, ao fim, foi realizado um minishow com os estudantes.
O professor de inglês do CIL, Lúcio, fez uma exposição do trabalho de seus estudantes, desenvolvido durante o semestre. A poetisa artista e professora Lilian realizou também a oficina de poesia, na qual os(as) estudantes expressaram muito bem arte e escrita. “O evento foi marcado por muito debate e histórias sobre o povo negro. A educação antirracista precisa chegar para os centros de línguas, é uma necessidade urgente”, finaliza a professora Amanda.