Gestão Democrática, cultura organizacional na educação pública do DF é foco de pesquisa

Alisson Costa Rocha, professor da Escola Classe 55 de Ceilândia, pede a ajuda de professores(as) e orientadores(as) educacionais para preencher um formulário que se destina a uma pesquisa acadêmica. Trabalhando o tema Gestão Democrática, cultura organizacional na educação pública do DF, o educador utilizará as informações para a construção de um artigo científico.

Os dados do formulário serão utilizados somente para fins científicos, com a garantia do anonimato dos(as) entrevistados(as) e ética na condução das informações. A pesquisa demora aproximadamente 5 minutos para ser respondida. Clique aqui e responda o formulário.

Alisson Rocha é mestre em Educação pela Universidade de Brasília (UnB); membro do Grupo de Estudos e Pesquisas em Materialismo Histórico – Dialético e Educação, coordenado pelo professor Erlando da Silva Rêses; e pós-graduado lato sensu em Orientação Pedagógica pela Faculdade Apogeu.

Defesa de mestrado sobre educação pública e acesso às universidades nesta sexta (06)

O professor Bruno Borges defenderá seu mestrado nesta sexta-feira, 6 de dezembro, às 15h, na Sala de Atos – FE1 da Faculdade de Educação da UnB.

O tema da pesquisa é: “Entre a expansão e o declínio: a democratização do acesso ao ensino superior e a queda nas inscrições do Enem no período de 2017 a 2021”, um trabalho que busca refletir sobre questões relevantes para a educação pública e o acesso às universidades.

A participação é livre, e haverá link para assistir online: https://conferenciaweb.rnp.br/unb/grupo-consciencia.

Conheça “Nossas Palavras”, livro publicado pelo Cedlan dentro de projeto da Academia Francesa de Montpellier

Nossas Palavras é o livro que resultou de um belo trabalho liderado por Paulo Henrique Pinheiro de Souza, professor da biblioteca escolar do Cedlan, com toda uma equipe de professores e educadores sociais.

As professoras Mariana Viana e Tamara Maciel reuniram textos e poemas de seus estudantes, que têm entre 15 e 18 anos, das disciplinas eletivas Escrita Criativa, Poesia e Autorreflexão. As ilustrações foram produzidas pelos estudantes da oficina de Desenho e Pintura, sob orientação do professor Fernando Oliveira Santos.

Ao longo do projeto, as professoras Mariana e Tamara motivaram seus alunos a expressarem, por meio da escrita, diversas nuances das suas vivências. Cada página do livro é um convite para conhecer o cotidiano, os sentimentos, as angústias, as alegrias e as memórias desses jovens autores.

Ao transformar emoções e experiências em palavras, os estudantes não apenas compartilham suas histórias, mas também descobrem o poder da expressão escrita. Os textos e poemas estão publicados no livro em português e em francês.

Nossas Palavras é uma publicação do Cedlan que integra o projeto Florilège, da Academia Francesa de Montpellier. O Cedlan é parte do projeto piloto de escolas bilíngues da SEEDF, trabalhando com a língua francesa.

Para acessar o livro clique AQUI.

 

 

Nota de pesar | Cláudio Lopes Rodrigues

O Sinpro informa, com grande pesar, o falecimento do professor Cláudio Lopes Rodrigues, aos 52 anos, nessa segunda-feira (2/12), na UPA de Águas Lindas. O velório será realizado nesta terça-feira (3/12), a partir das 15h, na Capela 07, Centro Ecumênico do Cemitério Campo da Esperança de Taguatinga. O sepultamento será às 17h30.

Divorciado, o professor deixa duas filhas e quatro netos. Ele era da Coordenação Regional de Ensino de Ceilândia e dava aula na Escola Classe 31 (EC 31). O Sinpro presta toda solidariedade às(aos) familiares e amigas(os) neste momento de dor.

Obra literária conta a importância da cultura na transformação da realidade de uma comunidade

No dia 07 de dezembro a Livraria Sebinho (CLN 406) será palco do lançamento do livro Os Doze de Osasco: Uma história de fé, samba, suor e cinema, organizado pelo professor Daniel Monteiro. A obra aborda o impacto da falta de lazer e cultura em um bairro esquecido de Osasco da década de 1980, e como um grupo de jovens decidiu transformar essa realidade com o surgimento de um movimento cultural vibrante, liderado por doze amigos que, ao longo dos anos, fizeram história através de atividades culturais e esportivas.

Orlando, o protagonista, narra em tom autobiográfico suas experiências e as de seus companheiros, descrevendo como enfrentaram as adversidades e trabalharam incansavelmente para promover a cultura, a educação e a participação comunitária. A história não apenas reflete a evolução cultural de Osasco, mas também serve de exemplo para tantas outras comunidades pelo Brasil. A narrativa é permeada por temas como fé, samba e cinema, que são simbolicamente representativos da identidade do grupo e das raízes afro-brasileiras presentes em suas atividades.

Os Doze de Osasco não é apenas uma homenagem a esses pioneiros da cultura local, mas um convite à reflexão sobre o papel da cultura como ferramenta de transformação social. O livro de Orlando da Silva serve como um tributo à resistência cultural e ao poder das pequenas iniciativas que, quando movidas pela paixão, podem deixar marcas profundas em uma comunidade. Prova disso estão no resgate de inúmeras fotos de cartazes do Cineclube Mazzaroppi do Novo Osasco e de outras diversas ações promovidas na época, que constam no livro.

 

SERVIÇO

Lançamento do livro: “Os Doze de Osasco: Uma história de fé, samba, suor e cinema

Data: 07/12 (sábado)

Horário:  17h às 20h

Local: Livraria Sebinho (CLN 406, Loja 44 – Asa Norte, Brasília – DF)

Projeto do CEF 13 de Ceilândia promove uma Sala de Recursos Adolescente

O Centro de Ensino Fundamental 13 de Ceilândia participou do Edital Realize 2024, proposta promovida pelo mandato do deputado distrital Fábio Felix, com um projeto que combate o capacitismo no ambiente escolar. De autoria da professora da Sala de Recursos do CEF 13, Érica Curado (@ericacurado), a Sala de Recursos Adolescente resgata a autoestima do(a) aluno(a) com algum tipo de deficiência, além de combater o capacitismo que tenta infantilizar estudantes com deficiências adolescentes.

A fim de democratizar o acesso às emendas parlamentares, o parlamentar, por meio do Edital Realize 2024, abriu seleção pública nas áreas de educação e de cultura com o objetivo de eleger iniciativas comunitárias que se destaquem pela relevância social. O projeto de Ceilândia foi um dos selecionados para concorrer ao prêmio.

Como parte do desenvolvimento do projeto, a Sala de Recursos foi reformada, ficando com uma identidade adolescente, além de ficar mais atraente e acolhedora para os(as) alunos(as). Os(as) estudantes com deficiência que faltavam ao atendimento começaram a frequentar mais a Sala de Recursos, aumentando as interações, quebrando o estigma do ambiente. As artes pintadas na sala foram feitas por William. JS (desenhista das ruas/grafite Soares_ Artes). 

Érica Curado ressalta que um dos problemas enfrentados por pessoas com deficiência é o capacitismo, que se evidencia nas escolas e na sociedade com a infantilização deste grupo. “Estudantes com deficiência muitas vezes são infantilizados, inclusive em ambientes como a sala de recursos. Quando saem das Escolas Classes e vão para os CEFs, encontram salas de recursos com jogos e livros infantis que não condizem mais com a sua idade. Muitos acabam se afastando do atendimento e um dos motivos é por não se sentirem pertencentes àquele espaço. Por isso o projeto Sala de Recursos Adolescente foi criado, pois combater o capacitismo nas escolas é também defender direitos humanos”, finaliza a professora.

Projeto do CEF 10 de Ceilândia enfoca as origens de nossa história

A importância da cultura negra e o foco sobre as origens de nossa história foram debatidos por professores(as) e estudantes do Centro de Ensino Fundamental 10 de Ceilândia. Parte do Projeto Político Pedagógico da unidade escolar, o Projeto Africanidades foi criado em 2016 com o objetivo de mostrar a luta e a resistência do povo negro desde o período da escravidão.

Diante desta premissa, a professora de História e Geografia do CEF, Rose Nogueira, desenvolveu o assunto em sala de aula, mostrando aos(às) alunos(as) uma realidade diferente do que muitos(as) conhecem sobre nossas origens, além de evidenciar toda importância da cultura negra para a história do Brasil e sua importância nos mais variados segmentos. Durante o projeto foram trabalhados contos africanos, vocabulário, danças, músicas, artes e personalidades, com a culminância sendo feita no dia 23 de novembro, com apresentação de músicas, grupos de danças, Tambor de Crioula do Seu Teodoro, capoeira, painéis e trabalhos manuais feitos pelos(as) estudantes.

Segundo a professora Rose Nogueira, o Projeto Africanidades engloba toda uma história de nossas origens, falando não só a respeito de questões escravagistas, mas de liberdade, de que todos temos uma origem africana. “Todos nós temos importância, e temos que lutar para fazer do nosso país um lugar melhor. Temos que ter condições de sermos, todos, o que quisermos”.

Desde o início do projeto, a educadora diz que observou impactos determinantes das atividades na vida dos(as) estudantes. “Eles entendem que são protagonistas da própria vida. A cultura negra permeia a cultura brasileira, culinária, o vocabulário e a herança cultural. A diversidade tem que ser valorizada”, finaliza.

Clique aqui e confira o álbum do Facebook.

Atividades culturais promovem o mês da Consciência Negra no CEM 111 do Recanto

A herança cultural religiosa e a questão da intolerância foram temas debatidos pelo Centro de Ensino Médio 111 do Recantos das Emas na última quarta-feira (27). Em referência ao mês da Consciência Negra, os(as) estudantes promoveram uma série de atividades culturais e acadêmicas, perpassando pela dança, palestras e exposições de obras de arte produzidas pelos próprios(as) alunos(as), além de stands com objetos relacionados à herança africana no Brasil e desfile temático.

No dia os(as) estudantes ainda tiveram um bate-papo com o professor e afro religioso Ricardo Gama, que teve a mediação do professor do CEM 111, Francisco Lima. Ricardo Gama respondeu às perguntas dos presentes, abordando questões relativas à diversidade, respeito, democracia, convivência pacífica e herança cultural africana, onde conclamou a todos(a) à construção de uma sociedade mais justa e igualitária. As atividades estão dentro das previsões normativas da área de educação, tanto no âmbito nacional como do Distrito Federal.

A educação é um dos grandes pilares da luta pela igualdade racial e com o objetivo de propor atividades de conscientização, as escolas promovem projetos no mês de novembro. Diante de trabalhos pedagógicos e debates, os(as) alunos(as) reconhecem riqueza da cultura negra, desconstroem estereótipos e refletem sobre a importância da contribuição da população negra para a construção da sociedade brasileira.

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Trabalhadores do Sinpro juntos no combate à violência contra as mulheres

Maria Cristina dos Santos trabalha no Sinpro há 28 anos, quase metade de toda a sua via. Defensora de um mundo onde as mulheres sejam respeitadas e valorizadas, Cris, como é conhecida, mobilizou os funcionários e as funcionárias da sede do Sinpro no dia 25 de novembro, Dia Internacional para a Eliminação da Violência Contra as Mulheres.

Ela passou de sala em sala, chamando homens e mulheres para uma foto com a camisa da campanha “Faça Bonito com o Sinpro”, que combate o abuso e a exploração sexual de crianças e adolescentes. “Não é porque é homem que não pode estar com a gente (as mulheres) na luta. Todo mundo tem que estar envolvido nessa”, afirma a funcionária.

Segundo dados da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP/DF), em 2023, das 711 vítimas de estupro de vulnerável, 80,5% tinham menos de 14 anos.

Para Maria Cristina dos Santos, o Sinpro não teria a força que tem se os funcionários não estivessem engajados na luta. “Eu faço questão de estar com os materiais do Sinpro em todo lugar. É importante a gente divulgar”, diz a trabalhadora que, literalmente, veste a camisa do Sindicato.

Para a diretora do Sinpro Mônica Caldeira, o sentimento é de “orgulho”. “Para nós, é definitivo ter funcionárias e funcionários que estão conectados com as nossas pautas. São elas e eles que, no dia a dia, recebem nossa categoria, que produzem tudo aquilo que a gente precisa para colocar a luta em prática”, avalia.

25 de novembro

O Dia Internacional para a Eliminação da Violência Contra as Mulheres, realizado em 25 de novembro, compõe o calendário dos 21 Dias de Ativismo Pelo Fim da Violência Contra as Mulheres. No Brasil, a campanha começa no Dia 20 de novembro (Dia de Zumbi, Dandara e da Consciência Negra), para marcar a dupla violência sofrida pelas mulheres negras, e vai até 10 de dezembro, Dia Internacional dos Direitos Humanos.

 

De feira a festival: como escolas no DF promovem ensino da história e cultura afro-brasileira e indígena

* Matéria publicada no portal Brasil de Fato dia 26/11/2024. Para ler no local original, clique AQUI.

 

Lélia Gonzalez, Maria Carolina de Jesus, Benedita da Silva, Maju Coutinho, Vini Júnior, Elza Soares, Mano Brown e Djonga. Essas são algumas das personalidades negras que os estudantes do 9º ano do Centro Educacional (CED) 1 do Guará, região administrativa do Distrito Federal, escolheram para representar os movimentos de resistência negra no Brasil. Com muita criatividade, arte e engajamento, os alunos contaram a trajetória de luta antirracista no país, dos movimentos abolicionistas ao Hip-Hop.

A exposição fez parte da feira da Consciência Negra da escola, que envolveu estudantes do 6º ao 9º ano, professores e pais no dia 23 de novembro. “O Brasil teve muitas personalidades de resistência negra. A gente quis mostrar para a escola e para quem fosse visitar a nossa sala qual a importância e o impacto que essas pessoas trouxeram, e que reverberam até hoje”, explicou Natália Oliveira de Santana, 15 anos, aluna do 9º ano do CED 1.

Além de narrar diferentes momentos da história do movimento negro no país, os estudantes provocaram os visitantes com perguntas que estimulam a reflexão. As respostas de questões como “na sua opinião, qual a importância do Dia da Consciência Negra?” ou “qual é a importância da música na cultura afro-brasileira?” podiam ser registradas em papel e passaram a fazer parte da exposição.

“A maior parte da população vê o Dia da Consciência Negra, mas realmente não entende o significado. Eu acho muito interessante a gente ensinar e mostrar de onde veio a nossa cultura. Eu acho importante a gente trazer essa pauta para a escola desde cedo, porque o preconceito se cria desde bem pequeno, por exemplo, através da família”, avaliou Natália.

As salas de aula de cada ano escolar foram ornamentadas para narrar diferentes momentos da história e cultura afro-brasileira, tudo feito pelas mãos dos alunos, que deram seu próprio tom à história dos Reinos e Impérios Africanos, como o Império do Mali, do tráfico negreiro, da resistência cultural negra e das religiões de matriz africana.

Nailson Veras, de 13 anos, faz parte da turma do 7º ano que apresentou a cronologia e as consequências do tráfico negreiro no Brasil, destacando aspectos como as classes envolvidas, a organização do mercado e o lucro dos traficantes. Segundo o estudante, um dos pontos desse triste passado que o deixou mais chocado foi a “ideologia portuguesa” que afirmava que os africanos não tinham alma e, por isso, poderiam ser escravizados: “É muita maldade”, lamentou.

“Nós como brasileiros temos que saber a importância da nossa história. Não só a gente, mas o mundo inteiro. E a nossa história veio da África. E do Brasil também, com os indígenas. Então, é muito importante a gente saber todos esses tema: a cultura, a religião, a culinária, qualquer coisa sobre os africanos, porque eles que formaram a coluna para a gente ser o que a gente é hoje”, defendeu Nailson.

 

 

Lei 10.639 na prática

Criada a partir de mobilização do movimento negro, a lei nº 10.639, que institui a obrigatoriedade do ensino da história e da cultura afro-brasileiras nas escolas, completou 20 anos. O projeto realizado pelo CED 1 do Guará representa a concretização da norma, que ainda está longe de ser aplicada em todas as instituições de ensino.

A feira apresentada pelos alunos é a culminância de um trabalho realizado ao longo de todo o ano escolar. Thaísa Magalhães, professora de história do Ensino Fundamental 1 da instituição, explicou que todos as séries estudam algum aspecto da história da África.

O 6º ano explora a história dos reinos da África Antiga. No ano seguinte, os alunos são instigados a se aprofundar no processo de formação dos grandes impérios, como o império de Mali, e estudam a interferência de portugueses e espanhóis no continente, que culmina na escravização de africanos e nos processos de resistência no Brasil.

Já os alunos do 8º ano mergulham no movimento abolicionista da luta negra no século 19, e terminam o ano estudando a segunda invasão européia à África. No último ano do Ensino Fundamental 1, os estudantes se aprofundam em toda a trajetória da luta de resistência negra no Brasil, como o Movimento Negro Unificado (MNU).

“Acho que não é um tarefa tão extraordinária, porque a história da África faz parte do cotidiano da escola. Então, organizar isso numa feira, acho que é uma coisa que todas as escolas precisam experienciar”, afirmou Thaísa, professora responsável por encabeçar o projeto.

“A lei precisa ser implementada transversalmente no dia a dia da escola”, avaliou. “Esse projeto também concretiza um outro propósito da escola, que é a formação de cidadania. O racismo ainda é um dos piores problemas no Brasil. Trabalhar a ideia de valorizar a cultura afro-brasileira, combater o racismo, explicar como ele funciona, se perpetua na sociedade e como pode ser combatido, é um processo que precisa se feito pela escola também”, destacou a professora.

Para Natália, a feira aconteceu em um momento ideal: o primeiro ano em que o Dia da Consciência Negra foi celebrado como um feriado nacional. Segundo a estudante do 9º ano, a produção da feira, além de proporcionar conhecimento e senso crítico, foi um momento de união da turma, que se engajou na confecção dos painéis.

“Muitos dos meus colegas que geralmente não tinham interesse, passaram a ter, eles começaram a compreender mais. Eles aprenderam a escutar mais. Então, eu achei que além de ser um projeto para a gente criar uma opinião e ter mais conhecimento, foi um projeto que uniu a gente, que transformou a minha turma, que fez com que a gente tivesse mais interesse e começasse a refletir mais”, contou a estudante.

“Esse projeto traz para nós um ensinamento: desde pequenos, nós temos que ter um senso crítico sobre tudo. Essas questões de racismo e desigualdade social também vão ser muito importantes pra gente lá na frente. A gente vai ser cobrado ao longo da vida, a gente vai precisar se posicionar em relação a isso”, destacou Natália.

 

 

Festival Cazumbá

Outra experiência de celebração da história e cultura afro-brasileira será o Festival Cazumbá, realizado pela Escola da Árvore, localizada no Lago Norte, a partir desta quarta-feira (27).

O Festival nasce dentro do objetivo da escola de celebrar propostas pedagógicas partindo da literatura de autorias negras e indígenas, das manifestações de brinquedos e brincadeiras populares do vasto repertório da Cultura Popular Regional Brasileira, do cinema, da musicalidade e de tantas outras potencialidades produzidas por pessoas negras e indígenas em múltiplas linguagens e que estão inseridas no cotidiano das salas de aula.

“Estou em sala de aula há mais de 20 anos e como educadora negra, como artivista negra dentro de vários movimentos sociais aqui no DF, percebo que sempre existiu uma reticência, uma ressalva de educadores em colocar em prática o processo educacional que valorizassem essas manifestações. A história sempre colocou pessoas negras num lugar muito desumanizado, então a ideia do festival, e do que temos construído dentro da Escola é valorizar a cultura afro-brasileira e indígena, e trazer narrativas potencializadoras”, destaca Ana Paula Coutinho, professora e coordenadora de projetos de educação étnico-racial da Escola da Árvore.

Nesta primeira edição do Festival, a homenageada será a professora, contadora de histórias, orientadora educacional e escritora Sônia Rosa. “A escolha por homenageá-la parte de seu vasto trabalho com a literatura negroafetiva, que valoriza e localiza crianças e adultos negras e negros em situações cotidianas de muita ludicidade e diversidade, sendo amplamente lido e apreciado, principalmente, pelas crianças pequenas”, informa a Escola.

“O Festival vem num lugar de celebração. E a Sônia Rosa fala de famílias negras, e diversos outros assuntos num lugar de afetividade, em seus livros, pessoas negras não estão somente reagindo, isso é muito importante”, destaca Ana Paula Coutinho.

Além disso, o Festival, que será entre os dias 27, 28 e 29 de novembro, contará com apresentação de maracatu, teatro, capoeira, exposição fotográfica, roda de conversa e mostra de cinema. Dentre os destaques da programação, está a participação do grupo Sambadeiras de Roda e de adolescentes e crianças da Batalha de Rima do Paranoá.

Nos dias de atividades, a escola receberá alunos do Centro de Ensino Fundamental Zilda Arns, localizado no Paranoá, região administrativa do DF. Na escola pública também são realizados projetos que valorizam a cultura afro-brasileira, como a Semana da Diversidade, Cultura e Igualdade, realizada em 19 de novembro. Na sexta-feira (29), participarão os alunos da Escola Classe 115 Norte.

“Estamos construindo aqui na Escola da Árvore e tem outras escolas construindo outras ações importantes também, e é fantástico quando temos essas trocas, pois juntamos conhecimentos diversos desses projetos que celebram e valorizam as as potencialidades negras e indígenas”, finaliza Ana Paula.

 

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Veja o álbum completo da Feira da Consciência Negra do CED 1 do Guará no facebook do Sinpro, clicando AQUI.

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