Desfile da Beleza Negra do CEF 11 de Ceilândia aconteceu dia 22
Jornalista: Alessandra Terribili
No último dia 22 de novembro, o CEF 11 de Ceilândia realizou mais uma edição do seu Desfile da Beleza Negra. Segundo a orientadora educacional Ana Freire, organizadora do desfile, o evento é fruto de um trabalho coletivo, inspirado pela riqueza das nossas raízes africanas, indígenas e afro-brasileiras.
“A beleza negra não é apenas exterior; ela carrega em si a força, a história e a resistência de um povo que, por séculos, vem construindo este país com seu suor, sabedoria e criatividade. Hoje, cada participante que entra nesta passarela é um símbolo vivo dessa herança, dessa força que nunca se apaga e que ilumina o futuro”, disse Ana.
O álbum de fotos completo está no facebook do Sinpro. Clique AQUI.
Abertas as inscrições para o Curso Técnico em Informática no CEMI do Cruzeiro
Jornalista: Luis Ricardo
O Centro de Ensino Médio Integrado (CEMI) do Cruzeiro está abrindo as inscrições para o Curso Técnico em Informática para Internet. Se você tem interesse em estudar na escola destaque do ENEM e Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) do GDF no Distrito Federal, esta é a chance. O período de inscrição vai do dia 27 de novembro a 06 de dezembro de 2024.
A divulgação dos resultados será feita no dia 30 de dezembro, a partir das 18h. As matrículas poderão ser feitas do dia 06 ao dia 10 de janeiro de 2025.
Mais informações pelo site www.educacao.df.gov.br, ou pelo telefone 3318-2640. Não perca esta chance de estudar na única escola técnica integral ao ensino médio do Plano Piloto.
Escola Zilda Arns atua pelo combate ao preconceito
Jornalista: Vanessa Galassi
A Semana da Diversidade, Cultura e Igualdade da Escola Zilda Arns no Itapoã foi marcada por palestras, debates e atividades culturais nesse 19 de novembro.
Com a participação de toda a comunidade escolar, foram abordadas questões como a história do povo afro-brasileiro e a história de Salvador; racismo estrutural; desafios do combate ao preconceito racial; educação inclusiva e capacitismo; gênero e preconceito linguístico.
A Diretora de Implantação e Acompanhamento de Políticas em Direitos Humanos da Secretaria de Estado de Justiça, Thais Dias, também participou do encontro com a palestra “Os desafios para o combate ao preconceito contra as mulheres”.
A atividade interdisciplinar da Escola Zilda Arns, que também engloba o Dia de Zumbi ainda realizou roda de capoeira, peça teatral e jantar com a culinária nordestina.
O Sinpro avalia que atividades como a realizada pela unidade escolar promovem a conscientização e se somam às iniciativas de construção para um mundo mais justo.
Acompanhe o debate “IA e Formação de Professores”, nesta quinta (28)
Jornalista: Alessandra Terribili
Nesta quinta-feira, 28 de novembro, acontece o debate “Inteligência Artificial na Formação de Professores”, promovido pelo Observatório da Educação Básica, da Faculdade de Educação da UnB. O evento começa às 18h30 e terá transmissão ao vivo pelo canal do Observatório no youtube.
Participam como debatedores os professores Carlos Lopes (UnB), Paulo Boa Sorte (UFS – Universidade Federal de Sergipe) e Gilda das Graças e Silva (SEEDF). A mediação será da professora Maria Abádia, do Observatório de Educação Básica da UnB.
Projeto “Saúde Sexual em Libras” será lançado na Biblioteca Demonstrativa
Jornalista: Maria Carla
A Biblioteca Demonstrativa Maria da Conceição Moreira Salles (BDB), situada na 506/507 Sul, em Brasília, será o palco, nesta sexta-feira (29), a partir das 19h, do lançamento oficial do projeto “Saúde Sexual em Libras”. A iniciativa é conduzida pelo Grupo Estruturação e com o apoio do Fundo Positivo, cujo objetivo é o de fornecer informações cruciais sobre saúde sexual para a comunidade surda, abordando prevenção ao HIV e outras doenças Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs).
A ideia é combater a desinformação que cerca o tema das doenças sexualmente transmissíveis para reduzir estigmas negativos e preconceitos, que, muitas vezes, silenciam debates essenciais sobre a sexualidade. Durante o mês de dezembro, serão divulgados 15 vídeos produzidos, especificamente, para a comunidade surda. Todos abordarão temas como as Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) — incluindo sífilis, HPV e hepatites B e C — e tratarão de questões relacionadas aos estigmas comuns sobre o HIV, que, frequentemente, resultam em discriminação e impacto negativo na saúde mental daqueles que convivem com o vírus.
A iniciativa também se destaca pela representatividade: todas as etapas da produção contam com a participação ativa de pessoas surdas, especialmente, com membros do núcleo de surdos LGBTQIAPN+ do Grupo Estruturação. Além disso, o coordenador do projeto vive, abertamente, com HIV, reforçando a importância de uma comunicação inclusiva e transparente.
Entre os temas de destaque nos vídeos, destaque para os métodos de prevenção, como a Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) e a Profilaxia Pós-Exposição (PEP), que ainda são pouco conhecidos, até mesmo entre a população não-surda. A barreira linguística e a falta de atenção direcionada à comunidade surda têm contribuído para a falta de informação e o projeto “Saúde Sexual em Libras” surge, justamente, para preencher essa lacuna, promovendo educação e diálogo inclusivos.
O lançamento é parte da programação cultural da Biblioteca Demonstrativa, do Ministério da Cultura, que busca fortalecer a inclusão e a acessibilidade em diversos aspectos da vida cultural e informativa da sociedade.
Sobre a programação cultural da BDB
A programação cultural da Biblioteca Demonstrativa Maria da Conceição Moreira Salles é realizada por meio do Termo de Colaboração nº 950548/2023, celebrado entre o Ministério da Cultura, por meio da Secretaria de Formação Cultural, Livro e Leitura (Sefli), e o Instituto Incluir, uma organização da sociedade civil. Fundada em 1970, e localizada em Brasília, Distrito Federal, essa instituição tem caráter público federal.
Com a missão de ser uma biblioteca experimental que promove novos paradigmas de normatização e disseminação de boas práticas no campo das bibliotecas públicas, a BDB Maria da Conceição Moreira Salles busca sempre estar na vanguarda. Além disso, ela desempenha um papel fundamental na democratização do acesso à leitura, na formação de novos leitores, na promoção da literatura brasileira e na contribuição para o aprimoramento dos profissionais que atuam em todo o Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas (SNBP).
Texto de Paola Cunha – BDB Cultural com edição do Sinpro-DF
No último dia 21/11, o Centro Educacional do Lago realizou sua Feira Cultural. O evento representa a culminância dos trabalhos desenvolvidos durante o semestre dos itinerário formativos (eletivas e trilhas) e itinerários integradores (oficinas).
Na edição deste semestre, a Feira Cultural do CED Lago teve como tema o 20 de novembro – Dia da Consciência Negra.
Clique no botão abaixo para ver o álbum de fotos completo.
CEM 01 do Gama realiza a 2ª Noite de Premiação de Curtas
Jornalista: Luis Ricardo
Os dias 21 e 22 de novembro foram de festa no Centro de Ensino Médio 01 do Gama. Como parte da culminância do Festival de Curtas, a unidade escolar promoveu a 2ª Noite de Premiação Curtas, reunindo estudantes, professores(as), orientadores(as) educacionais e a comunidade escolar em geral para a entrega dos prêmios aos(às) melhores trabalhos.
Ao longo do mês de novembro o CEM 01 preparou atividades que contemplassem os três turnos e todas as séries da escola, desenvolvendo Feira de Conhecimento (1º anos); Festival de Curtas-metragens (2º anos) e Caleidoscópio (3º anos). Enquanto o Caleidoscópio se realiza em formato de teatro, que debateu a temática do racismo e da intolerância religiosa, a Feira do Conhecimento expôs os trabalhos realizados em formato de oficina, cartazes, apresentações, jogos e vídeos que davam voz aos incômodos vivenciados pelos jovens negros nas suas relações sociais. O Festival de Curtas foi estruturado com a gravação de pequenas produções de até 5 minutos, pelos próprios estudantes, e envolveu professores(as) de todas as disciplinas.
Desde a leitura do roteiro com os(as) professores(as) de português até a produção de banners de divulgação, passando pela gravação, edição e apresentação dos filmes, os estudantes debateram as diversas faces da discriminação e a força do racismo estrutural entre si e com a comunidade, pois vários foram os cenários utilizados. A culminância do projeto se deu em uma noite de gala, em que os estudantes foram premiados por jurados que promovem a educação antirracista e a equidade em suas atividades diárias, e contou com a participação de alunos, pais, professores de diversas escolas do Gama, representantes da CRE Gama e teve o apoio do Sinpro-DF.
Para a supervisora pedagógica da escola Rebeca Cavalcanti Costa, o projeto carrega importantes funções, que são “debater a força do racismo estrutural nas relações dos estudantes com a comunidade; o debate de forma civilizada e a apresentação de opiniões de formas diferentes do habitual”.
O 2º ano W foi o grande campeão do vespertino, levando os prêmios de melhor direção, melhor ator/atriz e melhor filme, entre outros. Já no matutino, a turma do 2º ano E se destacou em todas as categorias, levando os prêmios de melhor ator e melhor filme.
Clique aqui e confira o álbum de fotos do Facebook.
CEMAB realiza culminância da Mostra Africanidades e Povos Originários
Jornalista: Maria Carla
O Centro de Ensino Médio Ave Branca (Cemab) de Taguatinga Sul realizou, nos dias 11, 13, 19 e 21 de novembro, a culminância da edição 2024 do projeto Africanidades e Povos Originários. A mostra faz parte do Projeto Político-Pedagógico (PPP) da escola há alguns anos, tendo sempre o dia 20 de novembro, Dia da Consciência Negra, como data de culminância. O tema deste ano foi “Raízes e ressonâncias: celebrando culturas e histórias conectadas”. Clique no link no final desta matéria e confira o álbum de fotografias no Facebook do Sinpro-DF.
“Na semana passada, nossa escola realizou a Mostra de Africanidades e Povos Originários, um evento que celebrou a riqueza cultural e histórica das culturas africanas e indígenas e suas profundas influências na formação da sociedade brasileira. A atividade foi um marco na promoção da diversidade e do respeito, envolvendo a comunidade escolar em apresentações artísticas, exposições interativas e debates”, afirma Ingrid Duarte, professora de física e supervisora pedagógica da escola.
Ela conta que os(as) estudantes se destacaram pela criatividade e dedicação, trazendo reflexões sobre identidade, ancestralidade e o combate ao preconceito. Professores(as) e colaboradores(as) contribuíram com projetos inovadores e oficinas dinâmicas, tornando a experiência enriquecedora para todos os participantes. “O evento evidenciou a importância de práticas pedagógicas inclusivas e multiculturais, reafirmando o papel da escola como espaço de valorização das diferentes identidades que compõem nosso País”, disse.
O projeto é uma atividade acadêmica com o propósito de pôr em curso a temática das africanidades, segundo o que determina a Lei nº 10.639/2003, e a dos povos originários, conforme recomenda a Lei nº 11.645/2008. Ambas as leis tornaram obrigatório o estudo da história e cultura indígena e afro-brasileira nos estabelecimentos de Ensino Fundamental e Médio do País. Antônio Ahmad, professor de história do Cemab e participante como coordenador da Turma do 2º MA, diz que, com o projeto Africanidades e Povos Originários, a escola aplica em todas as turmas as duas leis e os trabalhos envolvem os temas da afrodescendência e dos povos originários que permeiam toda a sociedade brasileira.
“A pegada pedagógica do projeto é justamente trabalhar as leis, as africanidades, a educação antirracista, relações humanas, as questões afrodescendentes, o respeito e o não ao preconceito sobre todas as formas, principalmente, ligada às questões afro e indígenas, restabelecendo as relações humanas e sociais”, explica o professor.
O Africanidades e Povos Originários é realizado todo ano e faz parte do Projeto Político-Pedagógico da escola. Como é feito todo ano, ele é desenvolvido nas salas de aula. Cada uma das 56 turmas, sendo 28 vespertinas e, 28, matutinas, aborda uma temática ligada às africanidades e dos povos originários. Em todas as atividades, há participação de todos(as) os(as) estudantes, professores(as) orientadores(as) e professores(as) avaliadores(as) e da direção da escola. Parte da nota é dada pelos(as) professores(as) orientadores(as) e, parte, pelos(as) professores(as) avaliadores(as).
O projeto é interdisciplinar e transversal, que vale um ponto na nota do turno matutino e, dois pontos, no turno vespertino, para todas as disciplinas no quarto bimestre. “Ele conta com uma ampla interdisciplinaridade do conteúdo, do trabalho feito, cuja culminância é a exposição na sala de aula”, conta Ahmad. Ele informa que “a participação de toda a escola movimenta o projeto. Todos(as) dos(as) professores(as) orientadores(as) e avaliadores(as) também participam, além de todos(as) os(as) estudantes, demais professores(as), que visitam os estandes e valorizam as apresentações”.
As apresentações ocorrem depois de os(as) estudantes realizarem, durante 30 dias, a preparação da mostra. Esse conteúdo é produzido sob a orientação dos(as) professores(as) com a abordagem dos temas. Na opinião do professor Ahmad, esse projeto é positivo porque, uma das qualidades, é reunir estudantes, professores(as) e toda escola em torno de um tema vibrante e necessário que são as africanidades e os povos originários.
“Além disso, ele vale nota para todas as disciplinas tanto no vespertino como no matutino. São 28 turmas de manhã e, 28, à tarde. Há um ganho pedagógico, há uma valorização e há uma discussão do tema com relação aos alunos, que passam a enxergar o projeto como uma questão importante da data, do Dia da Consciência Negra, o dia 20 de novembro, ou seja estabelecer a conexão do projeto enquanto trabalho e que tem perspectivas para ir melhorando. Cada ano criando novidades, inovações. Tudo isso é importante dentro dessa característica.
Histórico
A mostra Africanidades e Povos Indígenas faz parte do PPP da escola há alguns anos. No início, ele aborda estritamente o 20 de Novembro, Dia da Consciência Negra, mas foi tomando corpo e acabou se tornando uma mostra cultural envolvendo a temática de africanidades. Nos últimos anos, segundo o professor Ahmad, ela vem sendo aplicada com essa relação desse projeto transversal que estrutura explicitamente essa proposta pedagógica envolvendo o tema da africanidades.
CEF Polivalente é campeão da 7ª Olimpíada de Matemática do DF
Jornalista: Maria Carla
O Centro de Ensino Fundamental Polivalente (CEF Polivalente) de Brasília foi campeão na Olimpíada de Matemática do Distrito Federal. A escola recebeu a distinção no dia 9 de novembro, no Auditório do Museu da República, durante a 21ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (21SNTC), principal evento de divulgação científica do Brasil, realizado pelo Ministério da Ciência e Tecnologia e Inovação (MCTI), que aconteceu em Brasília, entre os dias 5 e 10 de novembro. Confira as fotos da premiação nas redes digitais do Sinpro-DF. Acesse o link do álbum no final deste texto.
Aurea Satomi Sone, professora de ciências da natureza e diretora da escola, informou que toda a equipe da escola recebeu a notícia com imensa honra, alegria e satisfação. Ela disse que, este ano, a escola recebeu 20 medalhas na Olimpíada de Matemática do Distrito Federal (OMDF), sendo três de ouro; cinco, prata; 12, bronze. Desde 2019, Aurea é a professora representante das Olimpíadas de Ciências da escola e, este ano, assumiu as Olimpíadas de Matemática.
Ela conta que, além das medalhas na OMDF, a escola também foi premiada na Olimpíada Nacional de Ciências (ONC), na qual recebeu seis medalhas de ouro; uma, de prata; e, sete, de bronze. Desde o início do ano letivo de 2024, os(as) estudantes foram motivados(as) pelos(as) professores(as) a participarem das Olimpíadas do Conhecimento/Científicas. Este ano, participamos da Olimpíada de Matemática do DF (OMDF), da Olimpíada Nacional de Ciências (ONC), da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA), da Olimpíada Nacional de Eficiência Energética (ONEE) e da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP). Esta última ainda está em andamento”.
Ela explica que durante o ano, cada professor(a) desenvolve o seu trabalho de motivação e estudo com a resolução de provas das olimpíadas nos anos anteriores para colocar os(as) estudantes em contato com o estilo e complexidades das provas do torneio. O CEF Polivalente tem um histórico de vitórias nessas competições. “Já recebeu outras premiações da OMDF, em 2023 e 2022, e tem uma história de destaque nas olimpíadas de Ciências e Matemática com conquista de medalhas e premiações”, afirma Aurea.
Este ano, a equipe gestora anunciou a vitória pelas redes sociais, com um texto de elogio e agradecimento a toda a comunidade escolar. “Querida comunidade escolar, é com imenso orgulho e alegria que anunciamos a conquista dos nossos alunos na Olimpíada Nacional de Ciências (ONC)! O talento, a dedicação e o empenho dos nossos estudantes brilharam intensamente, resultando em um verdadeiro espetáculo de conquistas: seis medalhas de ouro, uma, de prata; e, sete, de bronze! Cada medalha é um símbolo de esforço, dedicação e superação”.
No texto, a equipe agradece a todas as pessoas que contribuíram para esse sucesso: “À professora Jamile, juntamente com os professores Vinícius, Carla, Ana Virgínia e Karina, formaram uma equipe comprometida que inspirou e orientou nossos estudantes ao longo dessa jornada. Seu apoio e dedicação foram essenciais para o desenvolvimento e a confiança dos estudantes na competição […] Essas conquistas reafirmam nosso compromisso com uma educação de qualidade e nos enchem de alegria. Parabéns aos nossos medalhistas e a todos os envolvidos! Que essas vitórias sejam apenas o início de uma trajetória brilhante”.
Na mensagem à comunidade escolar, a equipe gestora do CEF Polivalente informou, ainda, que, “como instituição pública, abraçamos a diversidade e nos dedicamos a reduzir as desigualdades que desafiam o aprendizado. De portas sempre abertas, acolhemos nossos estudantes e os incentivamos a perseguir seus sonhos. Além de promover uma educação integral, encorajamos a participação em olimpíadas do conhecimento, proporcionando experiências acadêmicas enriquecedoras”, informa o texto da equipe gestora da escola e mensagem divulgada nas redes sociais.
E completou elogiando a atuação dos(as) educadores(as) e as famílias dos(as) estudantes: “Hoje, celebramos essa conquista, e devemos essa honra aos nossos educadores, que, incansavelmente, buscam diariamente formas de inspirar nossos alunos e promover uma educação pública, gratuita e de qualidade. Agradecemos também às famílias dos estudantes que estão engajadas em motivá-los e mostram o caminho de valorização dos estudos como possibilidade de mudança social”.
Homenagem ao Mestre Antônio Modesto Neves da Cunha
Na ocasião, a OMDF homenageou o professor e mestre Antônio Modesto Neves da Cunha pelas conquistas de medalhas para o CEF Polivalente. Ele é professor de matemática dos 6º Anos. No texto em homenagem a ele, a equipe gestora o agradeceu e reconheceu seu trabalho na escola.
“Ao nosso mestre Antônio, que há muitos anos se dedica com amor e competência ao CEF Polivalente. Sua paciência e profissionalismo são exemplos inspiradores para toda a comunidade docente. E reconhece que o professor tem uma trajetória toda marcada “por um compromisso inabalável com a educação pública de qualidade. Seu carinho e dedicação aos estudantes refletem-se no sucesso e na formação integral de cada um. Nos sentimos honrados em trabalhar ao lado de quem enriquece nossa escola, e seu legado é motivo de orgulho para todos nós. Agradecemos por cada ensinamento e por ser uma fonte constante de inspiração. Equipe Gestora do CEF Polivalente”.
Artigo | Metafísica, ciência, laicidade e suas interfaces no ambiente escolar
Jornalista: sindicato
Leia artigo do professor Alisson Costa Rocha, publicado no portal da Revista Xapuri. No texto, o professor debate metafísica, ciência, laicidade e suas interfaces no ambiente escolar.
Alisson é mestre em Educação pela UnB; membro do Grupo de Estudos e Pesquisas em Materialismo Histórico – Dialético e Educação, coordenado pelo professor Erlando da Silva Rêses; e pós-graduado lato sensu em Orientação Pedagógica pela Faculdade Apogeu.
Para ler no portal da Revista Xapuri, clique AQUI.
Metafísica, ciência, laicidade e suas interfaces no ambiente escolar
Por Alisson Costa Rocha *
Para Michel Varret, em sua clássica obra “Os marxistas e a religião”, o debate estabelecido entre metafisica e ciência, a partir do século XIX, no mundo ocidental, prevaleceu diante de uma celeuma de contradições.
Posto isso, deve ser levado em conta que o pensamento científico, ao passo que propôs o pensamento racional, não pode se comprometer com demandas estruturais em torno da verdade.
Obviamente que a construção das lentes em torno da produção científica surge em um caldeirão cultural milenar, permeado de valores e de historicidade no contexto do jeito de agir, de sentir e de pensar em uma estrutura acostumada a explicar o mundo a partir da relação indivíduo natureza e das teorias universais da filosofia.
Corroborando com o debate, o pensador brasileiro Paulo Freire em seu livro “Educação como prática de liberdade” afirma que inexiste formação fora da humanidade porque os seres humanos não estão no limbo, mas no contexto social a partir de um processo dialético mediado por contradições.
Nesse cenário, o locus fenomenológico surge, sobretudo, com o propósito de superar o pensamento filosófico e metafísico segundo os princípios fenomenológicos que explicam as demandas que permeiam a humanidade nas suas questões contextuais.
Além disso, o grande desafio do pensamento científico se deu com uma proposta de colocar os pés da humanidade no chão, tendo como ponto de partida uma perspectiva materialista para construção do conhecimento em uma escola com uma proposta de laicidade, a partir dos documentos oficiais.
Entretanto, nos dias atuais, se apresenta, na educação básica, uma cultura católica ainda predominante e, ainda, com um aumento também da influência neopentecostal.
É importante mencionar que o pensamento científico se comprometeu com os fenômenos específicos diante da incapacidade humana de explicar a imensidão de coisas que existem no mundo, algo que filósofos como Sócrates e Pitágoras já tinham percebido há pelo menos dois milênios.
Nesse sentido, o grande papel das ciências humanas se dá no campo da reflexão e na produção de conhecimento diante dos dilemas que existem no contexto social sob a perspectiva da lente do materialismo histórico e dialético e da fenomenologia, por exemplo.
Outrossim, o debate da laicidade, na escola pública do Distrito Federal, emerge em um imaginário sociológico de grande influência da religião cristã. Para Luiz Antônio Cunha na obra “Educação e religiões: a descolonização religiosa da escola pública”, a população brasileira assumiu a crença do colonizador.
O autor argumenta que até a Constituição de 1891, após a Proclamação da República, confundia-se o Estado e a igreja no sistema de padroado e, atualmente, mesmo com uma proposta de um estado laico, sem uma religião definida, no ambiente educacional, aparecem as ambiguidades que levam as determinações religiosas a definirem até mesmo as questões disciplinares.
Sob essa mesma perspectiva, Cunha esclarece que a proposta de um estado laico foi base da inspiração republicana no Brasil inserido dentro da concepção das liberdades individuais. Assim, ainda segundo esse autor, a Constituição, no Período Republicano, não negou a fé cristã, porém definiu as questões estatais colocando a religião no âmbito íntimo e privado e não mais sobre as responsabilidades do Estado brasileiro.
Desse modo, nos espaços sepulcrais passou a ser permitido ritos de outras crenças e o Brasil começou a gozar de certa liberdade religiosa. Destarte, o grande desafio atual pode passar pela superação de uma moral construída a partir de uma cultura hegemônica religiosa europeia em prol de uma proposta que privilegie o pensamento ético em favor do oferecimento de uma educação laica como está proposto nos documentos institucionais.
É válido frisar que o documento que funciona como uma diretriz para as escolas do Distrito Federal, sob a alcunha de “Currículo em Movimento”, do ano de 2014 e atualizado no ano 2018, da Secretaria do Estado de Educação do Distrito Federal, (SEEDF), afirma que a religião, no processo de formação educacional, tem que aparecer como proposta pedagógica a partir da compreensão e da reflexão histórica, filosófica e sociológica e não como súplicas ou profissão de fé.
Assim, o Currículo da SEEDF define o que já foi acordado com o fim do padroado na Constituição Brasileira de 1891: o espaço da escola e do templo, sendo a escola o espaço de produção e de reflexão a partir do preparo para o saber científico.
Além disso, Wayne Morrison, autor da “filosofia do direito”, mirando os movimentos norte-americanos conhecidos como Critical legal studies, na década de 60 e 70, em um contexto crítico em que o pensamento jurídico estava sendo analisado como uma justificativa de se manter o pensamento hegemônico, na sociedade, diante das reivindicações das minorias, observou que o mundo contemporâneo não é uma embarcação navegando em um mar calmo carregado de valores éticos racionais, conduzido por navegantes com lentes que permitam enxergar para além de uma ótica nublada.
Assim sendo, para o autor, o tecido social é costurado por influências de uma sociedade metafisica com certezas medianas.
Por outro lado, os alemães Karl Marx e Ludwig Feuerbach apontam que, por meio da visão de mundo proposta pela religião, as pessoas enxergam as coisas não como de fato são, mas por uma lente que inverte a realidade, o que a filósofa Marilena Chauí atualmente conceitua como uma ocultação da realidade.
Assim, se abusarmos, nesse texto, da análise freiriana poderíamos refletir no sentido de que a problematização acontece em um terreno carregado de emoções, de historicidades, de valores diante de uma estrutura social constituída.
Destarte, a pergunta a ser feita é se a escola, diante das questões hegemônicas postas, vai conseguir cumprir o seu papel. Algo também a ser perguntado é: qual papel a escola pública vai assumir diante do cenário posto: a ciência ou o senso comum?
Além disso, o professor Dermeval Saviani, que embasa o “Currículo em Movimento da SEEDF”, elucida em seu trabalho “Pedagogia Histórico Crítica” que os professores precisam olhar o campo para receber as experiências acumuladas historicamente pelos estudantes, na comunidade em prol de problematizá-las para produzir a catarse, a reflexão, a problematização com o intuito de obter o conhecimento sistematizado.
Desse modo, o conhecimento sensível e a ciência se complementam no sentido de que a inquietação surge a partir do objeto real, concreto e no meio social. Por isso Freire em “Cartas aos professores” aponta que a reflexão que surge, no meio popular, não se antagoniza com o saber científico porque o campo é que vai dar substância à análise e à pesquisa.
Assim, diante do reconhecimento do seu papel, a escola poderá oferecer os impulsos e os estímulos adequados por meio das dinâmicas, da acolhida dos estudantes, dos ensinamentos, dos debates e das reflexões cotidianas para que as crianças, os adolescentes, os jovens, os adultos e os idosos, os trabalhadores típicos, os atípicos, os neurodivergentes possam viver bem, no ambiente escolar, de forma harmônica em um ambiente de profissionais preparados para a diversidade e para a antecipação de crises e de conflitos comuns à comunidade escolar.
Ademais, a partir dos estudos realizados e das experiências educacionais vivenciadas, nos últimos séculos, se espera da escola uma perspectiva intelectual para debater temas como o meio ambiente, a diversidade, o ciclo da água, o corpo humano e seus sistemas, as várias crenças existentes problematizando e resolvendo questões inerentes às demandas sociais que emergem do contexto vivenciado.
Sobretudo, é papel da escola a análise dos objetos de estudo que permeiam o campo e dos temas universais existentes na humanidade.
Desse modo, o Filósofo alemão Inmanuel Kant na sua obra “Crítica à razão pura” explica que” os objetos têm que ser analisados como fenômenos e não como coisa em si”.
Outrossim, o pesquisador Luiz Antônio Cunha escreveu um livro “Educação e religiões: a descolonização religiosa da escola pública” que aponta a importância de desconstruir a hegemonia religiosa na escola pública.
O autor apresenta, em seus estudos, reflexões que afirmam que a cultura religiosa, nas instituições de ensino, tem dado conta de orientar a rotina escolar, o padrão de comportamento, o projeto disciplinar, a partir de parâmetros morais permeados por crenças e até mesmo mediados por súplicas e orações.
Obviamente que, no contexto medieval, comprometido com as relações metafísicas determinadas pela Igreja Cristã, historicamente se compreende, porém tais reflexões levam a crer que os valores ocidentais advindos da Idade Média ainda exercem poder na hora de ensinar.
Para além, Cunha reforça que o debate do Estado laico não nega as crenças e a religião, mas, na verdade, aponta para uma sociedade democrática de garantias dos direitos individuais e coletivos.
Ainda mais, Tatiane Lionço , Debora Diniz e Vanessa Carrião, em sua obra “Laicidade e ensino religioso no Brasil” afirmam que é possível uma educação democrática no país em um cenário em que as pessoas possam conviver no ambiente escolar por meio do respeito e também da diversidade.
Além das autoras ora referidas, Luiz Antônio Cunha aponta que na educação pública brasileira permeia uma ambiguidade diante de uma Constituição Federal que garante o Estado laico e uma escola que, em alguma medida, se comporta de forma confessional.
Diante do debate proposto, é importante refletir ao ponto de a escola descobrir e de se afirmar frente aos objetos e aos fenômenos, por meio da análise científica ou poderá perder a razão de ser, diante das propostas que permeiam o senso comum.
Como a militarização do espaço escolar, em uma confusão da rotina escolar dos estudantes com a realidade disciplinar dos soldados nos quartéis, do apelo às súplicas religiosas e do moralismo cotidiano comum à sociedade, importantes, entretanto, objetos de análise na educação.
Assim, pode ser necessário que o simplismo, apontado no texto a partir de Morrison, dê lugar ao pensamento crítico, no sentido de que a escola leve o estudante à percepção das contradições sociais dando lugar de destaque para o debate científico em prol da emancipação discente.
Nesse sentido, Paulo Freire, patrono da educação brasileira em seu livro “Ação cultural para a liberdade”, explica que a apropriação cultural para estudantes e professores tem que estar a serviço da reflexão e da emancipação em prol da construção de sujeitos cognoscentes.
Além disso, para Freire, a proposta educacional tem que ser simples, de modo que os temas sejam apresentados na condição de manter uma relação com a realidade dos educandos em prol da transformação das informações que se apresentam no campo para construção do conhecimento como objetivo a emancipação humana e jamais simplista ou na condição de reproduzir o que o campo oferece sem a problematização que se exige no universo escolar, educacional ou acadêmico.
Ademais, o autor pernambucano não nega a realidade, porém problematiza-a ao passo que afirma em “Educação com prática de liberdade” que “não existe educação fora das sociedades humanas e que não existe pessoas no vazio”.
Portanto, a partir deste debate, pode se perguntar se o papel da escola não é o de levar uma lente que permita enxergar as contradições nas verdades produzidas e nos rótulos estabelecidos? Será que se a escola se comprometer com o campo sem problematizá-lo perderá a razão de ser?
Essas são perguntas a serem feitas diante do currículo em movimento com uma proposta que sugere à comunidade escolar a autonomia necessária como uma embarcação que se permita a escolha do melhor caminho para chegar ao porto, porém, no caso da escola, sem abandonar o processo democrático mediado pelo conceito de alteridade que está sempre no olhar no outro.
* Alisson Costa Rocha é Mestre em Educação pela Universidade de Brasília, membro do programa de extensão da UnB Pós – Populares, coordenado pelo professor Erlando da Silva Rêses. Integra o Grupo de Estudos e Pesquisas em Materialismo Histórico – Dialético e Educação, coordenado pelo professor Erlando da Silva Rêses.
Possui graduação em Estudos Sociais pela União Pioneira de Integração Social (2011), com ênfase em História; É graduado em Pedagogia pelo Instituto Superior Albert Einstein em 2014; É pós-graduado lato sensu em Orientação Pedagógica pela Faculdade Apogeu.
Tem curso de formação continuada de trabalhadores, com abordagem Sociológica na Educação pela Instituição: (Centro de Educação Profissional de Ceilândia.); Possui curso de Formação de Alfabetizadores Populares. Instituição: CEPAFRE – Centro de Educação Paulo Freire.
É professor no INSTITUTO DE EDUCACAO E CULTURA ÁGUAS LINDAS S/S LTDA – FILOS com atuação nas disciplinas de Filosofia do Direito, Base Psicológica de Educação e Recursos Humanos. Também é professor na SEEDF em regime temporário, desde 2012, com atuação nas disciplinas de História, Ensino Especial e Atividades.
É coordenador regional em Ceilândia do Programa de extensão Pós-Populares: Democratização do acesso à universidade, nos anos de 2023 e 2024, coordenado pelo professor Elando Rêses da Faculdade de Educação da Universidade de Brasília.
Foi Professor e Coordenador voluntário no pré-vestibular da Associação Comunitária da expansão do Setor “O”, nos anos de 2011 a 2015.