UECE oferece cursos de formação EAD gratuitos para professores da educação básica
Jornalista: Vanessa Galassi
Professores(as) da educação básica em exercício da docência têm até dia 26 de novembro para se inscreverem nos cursos de extensão: Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva e Formação para Docência e Gestão para a Educação das Relações Étnico-Raciais e Quilombolas. As formações, na modalidade a distância, são oferecidas pela Universidade Estadual do Ceará (UECE) e as inscrições são gratuitas. Inscreva-se em www.uece.br/sate
Para o curso de extensão Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva, são oferecidas 5 mil vagas, distribuídas para todo o Brasil. Já o curso de extensão Formação para Docência e Gestão para a Educação das Relações Étnico-Raciais e Quilombolas oferece 3.750 vagas, também distribuídas em nível nacional. A seleção dos(as) candidatos seguirá ordem cronológica (dia, hora e minuto) das inscrições.
Para se inscrever, além de preencher a ficha no site www.uece.br/sate, é preciso anexar fotocópia do Documento de Identidade (documento oficial com foto), do CPF e da comprovação de vinculação como professor da educação básica (contra-cheque dos meses de agosto, setembro ou outubro de 2024 ou declaração que comprove o vínculo).
Cada um dos cursos terá carga horária de 120 horas e abordará questões como currículo, tecnologias e práticas pedagógicas inclusivas, no caso da Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva, e educação antirracista na prática, no caso da formação para Docência e Gestão para a Educação das Relações Étnico-Raciais e Quilombolas.
“As formações contam para progressão e pontuação, pela Carreira do Magistério Público do DF. Isso sem falar no acúmulo de conhecimento, imprescindível para uma educação pública de qualidade”, afirma a diretora do Sinpro Letícia Montandon.
Inclusão de alunos com deficiência intelectual leve e moderada em escolas públicas é tema de doutorado de professor da rede
Jornalista: Luis Ricardo
A resistência por parte de alguns professores(as) em ter alunos(as) com deficiência intelectual nas salas de aula foi o desafio escolhido pelo professor Rogério Barbosa Silva para tratar em seu doutorado. Trabalhando com um tema tão delicado, o estudo justifica-se por contribuir para a implementação da Política de Educação Inclusiva com práticas ajustadas aos contextos culturais e situacionais, abordando uma lacuna pouco explorada ao oferecer entendimento para políticas educacionais mais competentes e fortalecer estratégias pedagógicas.
Para Rogério Barbosa, o estudo promove atitudes mais inclusivas, desmistifica estereótipos e aprimora o relacionamento entre professores(as) e alunos(as), além de tranquilizar famílias e incentivar a formação continuada com reflexão sobre valores, beneficiando tanto o equilíbrio emocional dos docentes quanto o bem-estar e a aprendizagem dos(as) estudantes. “Embora os professores afirmem apoiar a inclusão, na prática, demonstram preferências que revelam uma resistência em ter alunos com deficiência intelectual em suas classes. Essa atitude reflete preconceitos que dificultam a efetividade da educação inclusiva e responde aos valores dos professores. O desafio desta pesquisa é compreender as representações sociais que sustentam essas posturas e seu impacto na convivência escolar”, pondera.
O professor convida todos e todas a acompanharem a defesa pública de tese do doutorado, que será realizado no dia 04 de dezembro, às 9h, em formato remoto.
A atividade faz parte do “Mês da Consciência Negra Iphan” e é realizada por meio da parceria entre o Centro de Documentação do Patrimônio (CDP), em parceria com a Coordenação-Geral de Educação, Formação e Participação Social(Cogedu), que disponibilizam 20 vagas para a visita mediada ao CDP que dará acesso ao público ao acervo que trata da temática racial e história local e regional.
Com a integração das unidades e setores do CDP/Iphan-Cogedu, o CDP irá apresentar aos(às) visitantes as possibilidades de pesquisa do acervo histórico do Iphan, com foco em documentos de arquivos e livros, os quais têm o potencial de colaborar e subsidiar a promoção de diálogo e reflexão sobre a temática da igualdade racial e da representação dos(as) negros(as) em espaços de memória.
Segundo o Iphan, essa ação “se propõe, por meio de uma visita guiada ao CDP/IPHAN, apresentar o acervo que trata da temática história local e regional, apresentando aos(às) professores(as) da rede pública e privada do Distrito Federal e aos membros da comunidade, as possibilidades de pesquisa do acervo histórico do Iphan, em foco, apresentaremos documentos de arquivo e livros que tem o potencial de ajudar a promover o diálogo e reflexão sobre a temática da igualdade racial e da representação dos negros em espaços de memória”.
Projeto desenvolvido por alunos do CEM 03 de Ceilândia resulta em livro
Jornalista: Luis Ricardo
Há dois anos, o Centro de Ensino Médio 03 de Ceilândia tem trabalhado a Trilha de Aprendizagem do Novo Ensino Médio Leitura: uma janela para o mundo — e trilhou pelos caminhos de um projeto bastante ousado.
Em 2023, após muitas aulas de estímulo à leitura e à escrita, alunos(as) dos segundos e terceiros anos tiveram, dentro do projeto Vivendo a Vida, oficinas de escrita criativa, e o que se pode chamar de primeira etapa da trilha foi concluída com a confecção de marcadores de páginas de livros que traziam um poema e uma ilustração, tudo de autoria dos próprios estudantes. Essa atividade foi dirigida pelos professores César Fontana, de História, e José Carlos, de Artes, tendo contado, ainda, com o suporte de alguns dos professores de Língua Portuguesa.
Além disto, foi organizado um concurso de poesia, que premiou os três melhores poemas dos(as) estudantes, bem como foram montados murais, onde ficaram expostos vários poemas de alunos(as) e de professores(as) da escola. Em suma, foram diversas oportunidades para os(as) jovens estudantes exercitarem a expressão poética de tudo aquilo que estava dentro de cada um.
A continuidade desse trabalho, que teve por objetivo não apenas desenvolver a capacidade de leitura e de escrita, mas também promover a intervenção sócio-cultural no Novo Ensino Médio, resultou, de forma natural, no lançamento do livro “Palavras (o)usadas”, organizado pelos professores César Fontana e Laynaira Sércia. Leonardo de Moura Campos Neto, vice-diretor da escola, explica que o projeto trouxe muitos ganhos pedagógicos, já que os(as) alunos(as) desenvolveram trabalhos nas áreas da literatura, leitura e escrita criativa, que vão ajudar na redação do Enem, além do conhecimento em outras áreas. “Tudo isto foi muito bonito, muito marcante para a vida de cada um deles. Trouxe conhecimento e muitos descobriram talentos que estavam escondidos”, explica Leonardo, complementando que um sarau marcou o lançamento do livro, que contempla poemas autorais e conclui um projeto de dois anos no Centro de Ensino Médio 03 de Ceilândia.
Bailarinas do Projeto Pliê da EC 12 de Taguatinga apresentaram espetáculo de ballet
Jornalista: Maria Carla
Elas se apresentaram de collant, saia, meias e sapatilhas. Com esses trajes profissionais, as estudantes bailarinas da Escola Classe nº 12 de Taguatinga (EC 12 de Taguatinga) apresentaram o espetáculo de ballet “O Quebra-Nozes”, na noite de quinta-feira (5/11), no Teatro da Caesb, em Águas Claras. As estudantes participam do Projeto Pliê, desenvolvido na escola há 8 anos.
O projeto Pliê tem por objetivo promover o desenvolvimento integral das crianças e democratizar o acesso ao ballet, principalmente para crianças que não têm condições financeiras de arcar com os custos dessa modalidade de dança e para aquelas que têm necessidades educacionais específicas. No grupo, duas bailarinas cadeirantes participam das aulas.
O ballet como projeto pedagógico
As aulas de ballet ocorrem duas vezes por semana, no contraturno, na própria EC 12 de Taguatinga. “A aprendizagem vai além de passos e gestos. Desenvolve o autoconhecimento, o conhecimento do próprio corpo, das capacidades de resistência física e emocional, a disciplina, a autoestima e, sobretudo, estimula nas meninas o sonho de se tornarem bailarinas”, explicou a idealizadora do projeto e diretora da EC 12 de Taguatinga, Keith Alves.
Anualmente, as crianças matriculadas no projeto fazem duas ou três apresentações para o público. Neste ano, as apresentações ocorreram na Festa da Família e no espetáculo apresentado no dia 5/11. Para custear o traje das bailarinas, a gestão da escola realizou rifas e a ação “Adote uma Bailarina”. Em abril deste ano, duas estudantes do Projeto Pliê participaram de audição realizada pelo Ballet Bolshoi – uma das maiores escolas de dança do mundo.
Como tudo começou…
Uma criança diagnosticada com Transtorno do Espectro Autista (TEA) queria ser bailarina e, para tornar esse sonho possível, a diretora Keith idealizou o Projeto Pliê.
Confira fotos no álbum do Facebook do Sinpro no link a seguir:
Escola não é lugar de aprender apenas Português e Matemática. Na escola também se formam pessoas críticas, que saibam viver em coletividade e tenham interesse em construir um mundo mais justo e equânime. Na Escola Classe 415 Norte essa máxima é levada a sério e foi aplicada durante todo o ano letivo a partir do projeto pedagógico Aprender para a Diversidade.
O trabalho foi dividido em quatro eixos temáticos, um por bimestre. No primeiro, o tema foi “Eu e o outro”, onde foram trabalhadas questões como combate ao bullying e à intolerância religiosa e o respeito à diversidade.
No segundo bimestre, os estudantes trabalharam com o eixo “Corpo, mente e coração”. Durante os dois meses, foram realizadas ações que abordaram a saúde mental de professores e estudantes, partilha, interação, entre outros.
Já no terceiro bimestre, o eixo foi “Cultura popular”, com a abordagem da valorização de aspectos folclóricos, culturais e populares do DF e do Brasil, além dos aspectos da sociedade.
O eixo final deste ano letivo foi “Cidadania”, onde os(as) estudantes trabalharam com questões como respeito à democracia, sistema eleitoral brasileiro, respeito aos Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário.
O projeto culminou com mostra artística realizada no último 9 de novembro. Foram expostas centenas de pinturas, maquetes, textos, desenhos e uma série de outras expressões artísticas que exploraram a importância e a necessidade da diversidade.
Segundo o professor Pedro Henrique Peres dos Santos, o período de trabalho teve resultados positivos importantes. “Ao longo do desenvolvimento do projeto, vimos mudanças de comportamento e iniciativas que convergem com nossos objetivos de promoção da inclusão e da equidade, estímulo ao respeito e à tolerância, além do desenvolvimento de competências sociais e emocionais. E isso, tanto em estudantes como em professores e outros membros da comunidade escolar”, afirma.
Para a diretora do Sinpro Márcia Gilda, a iniciativa da Escola Classe 415 Norte é base para uma educação pública emancipadora. “Nós, professores, professoras, orientadores e orientadoras educacionais, também contribuímos para a formação dos adultos de amanhã. Se lutamos por um mundo de igualdade, de respeito, de tolerância, devemos levar isso para dentro das escolas. Lá formaremos e seremos formados a partir desses princípios”, afirma.
Biblioteca Demonstrativa comemora 54 anos com programação especial
Jornalista: Alessandra Terribili
Para marcar seu 54º aniversário e celebrar o Dia da Consciência Negra, ambos comemorados em 20 de novembro, a Biblioteca Demonstrativa Maria da Conceição Moreira Salles (BDB), do Ministério da Cultura, preparou uma programação especial para a segunda quinzena de novembro. Exposições, palestras, apresentações musicais e atividades educativas são destaques que reforçam o compromisso da BDB na valorização da cultura e na construção de uma comunidade inclusiva e diversa.
A BDB fica localizada na EQS 506/507, Asa Sul, e funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h. Para mais informações, acesse as redes sociais da @bdbcultural no Instagram e no Facebook.
Exposição de livros: leituras de autores negros e autoras negras
De 18 a 29 de novembro, das 8h às 18h, a BDB apresenta uma exposição do seu acervo dedicada à literatura de autores e autoras negras, abordando temas de justiça social e representatividade. A seleção inclui obras de diversos gêneros literários, promovendo a inclusão e o reconhecimento da diversidade na literatura.
Música na BDB – Aniversário da Biblioteca
No dia 18 de novembro, às 18h30, o Grupo Choro Livre fará uma apresentação em comemoração ao aniversário da BDB. O evento será híbrido, com público presencial e transmissão ao vivo no canal da @bdbcultural no YouTube, permitindo que admiradores da música brasileira possam participar de qualquer lugar.
Palestra Letramento Antirracista com Rafa Rafuagi
Em continuidade às celebrações, no dia 19 de novembro, às 15h, o ativista cultural Rafa Rafuagi conduzirá a palestra online “Letramento Antirracista: Como Identificar e Combater o Racismo Estrutural”. O evento será transmitido pelo YouTube e fornecerá ferramentas práticas para o combate ao racismo, com certificado de participação aos participantes.
Música na BDB com Marcelo Café
Também no dia 19, às 18h30, a programação musical continua com a apresentação de Marcelo Café, cantor e compositor de samba e samba rock. A apresentação musical será presencial e transmitida ao vivo pelo canal da @bdbcultural no YouTube. A apresentação enfatiza a importância da música como veículo de expressão cultural, história e resistência.
Atividades do Dia da Consciência Negra
Em 21 de novembro, a BDB organiza duas visitas guiadas com lanche e atividades culturais para alunos de escola pública. A manhã, às 9h, será marcada pela exibição de curtas-metragens de “Sara e sua Turma”, seguidos de um bate-papo com a escritora Gisele Gama. E à tarde, às 14h, a peça infantil “Histórias do Velho Vento”, aborda sobre a diáspora Africana, apresentando temas de identidade e patrimônio cultural.
Quinta Sonora: apresentação musical com Bruno Patrício
No mesmo dia, às 18h30, a série Quinta Sonora trará o músico Bruno Patrício e seu grupo de choro para uma apresentação no Auditório da Biblioteca Demonstrativa e no canal do YouTube, destacando a riqueza do choro e promovendo o interesse pela música brasileira. Essa atividade é realizada em parceria com a Escola de Música de Brasília – EMB.
Roda de Conversa sobre Direitos Autorais e Arrecadação
Em 22 de novembro, às 15h, a roda de conversa sobre direitos autorais contará com o representante do Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (ECAD), Nereu Silveira, o músico Nelson Latif e a produtora cultural Tita Lyra, abordando os aspectos legais da arrecadação de direitos musicais. Este evento oferecerá um espaço de aprendizado e debate para músicos, gestores e interessados no tema. A atividade será realizada no Auditório da Biblioteca Demonstrativa, com transmissão no canal do YouTube da BDB. Os participantes receberão certificado.
Música na BDB com Canto das Pretas
Ainda no dia 22, às 18h30, o grupo Canto das Pretas apresentará um repertório de músicas que celebram a cultura afro-brasileira, com um repertório que explora história e identidade cultural. O evento será apresentado na Biblioteca Demonstrativa e transmitido ao vivo pelo YouTube da @bdbcultural.
Clube de Leitura: Contos Tradicionais da CPLP
Em 25 de novembro, das 18h30 às 20h, o Clube de Leitura discutirá a obra “Contos Tradicionais da CPLP”, reunindo histórias da tradição oral dos países de língua portuguesa. O evento será realizado presencialmente na BDB e online via plataforma Google Meet. As inscrições são gratuitas.
Oficina “Saúde e Bem-estar de Quem Cuida”
Já no dia 26 de novembro, às 15h, a oficina “Saúde e Bem-estar de Quem Cuida” será ministrada em parceria com o Jardim de Infância 305 Sul, com práticas de autocuidado voltadas para cuidadores e educadores. O encontro ocorrerá presencialmente na Biblioteca Demonstrativa.
Espetáculo teatral: “Jip & Janneke, duas crianças da Holanda e o Lobo Guará”
No dia 27 de novembro, às 14h e às 17h30, a BDB apresenta o espetáculo “Jip & Janneke: duas crianças da Holanda e o Lobo Guará”, com teatro de animação e música original, promovendo uma experiência visual e sensorial para crianças. A peça é baseada na obra da ilustradora Fiep Westendorp. A apresentação tem apoio da BDB e é financiado pela Embaixada do Reino dos Países Baixos no Brasil, por meio da Chamada cultural “Open call cultural connections, Liveable Cities 2024”, com realização da Bella Rocha Planejamento e Produções.
Quinta Sonora com o Connection Trio
No dia 28 de novembro, às 18h30, o projeto Quinta Sonora recebe a última atração do mês de novembro, o Connection Trio, formado por músicos especializados em piano, flauta transversal e violão da Escola de Música de Brasília. A apresentação é ao vivo no Auditório da BDB com transmissão no YouTube.
Lançamento da Campanha da Luta Contra a AIDS
Para encerrar a programação, no dia 29 de novembro, às 19h, a Biblioteca, em parceria com o Centro de Defesa dos DH, realiza o lançamento da Campanha da Luta Contra a AIDS. O evento contará com a exibição de curtas-metragens temáticos que serão lançados em todo o mundo, além de apresentações artísticas. Também serão realizadas falas de deputados e realizadores, que abordarão a importância da prevenção, do acesso à informação e do combate ao estigma e discriminação associados ao HIV/AIDS.
Segundo o coordenador da Biblioteca Demonstrativa, Sebastião Lima Filho, a Biblioteca Demonstrativa é um espaço onde a cultura ganha vida e se transforma em um elo entre as pessoas e a educação. “Nosso compromisso é fortalecer essa conexão, promovendo a leitura, a arte e o aprendizado para todas as idades. A BDB é um lugar onde a comunidade pode encontrar inspiração e se expressar. Cada evento aqui é pensado para estreitar a relação das pessoas com a cultura e o conhecimento”, ressalta.
Funcionamento da Biblioteca Demonstrativa
Todas as atividades culturais da BDB são abertas ao público em geral e inteiramente gratuitas. Além desses eventos, a BDB oferece amplos espaços para estudo individual com acesso Wi-Fi gratuito e um telecentro para aqueles que não dispõem de um computador, bem como uma área infantil acolhedora, com Gibiteca e HQs para todas as idades.
Os livros podem ser emprestados à comunidade mediante cadastro no balcão da Biblioteca, levando documento de identificação e comprovante de residência. Cada pessoa pode levar até 3 livros por vez, por empréstimo, com devolução em até 15 dias, podendo renovar se não houver reserva de outro usuário.
Lançamento do livro “Arte contemporânea em Brasília para crianças” nesta sexta (22)
Jornalista: Alessandra Terribili
No dia 22 de novembro (sexta-feira), a partir das 19h, o Vilarejo 21 – Espaço de Arte, Criatividade e Cultura lança o livro Arte contemporânea em Brasília para crianças, com textos de Lelia Lofego e ilustrações de Sofia Rodrigues Barbosa. O livro é voltado para crianças, mas também para jovens e adultos. A publicação de 56 páginas será vendida ao público por R$ 21,00.
A publicação é um dicionário onde as letras do alfabeto que iniciam os nomes dos artistas são desenhos inspirados nas obras, e os textos contam a trajetória dos artistas que produzem artes visuais no Distrito Federal. São citados no livro artistas visuais que em algum momento de suas trajetórias se relacionam com Brasília, moram, produzem ou nasceram e se formaram artistas na capital federal. A seleção dos nomes que participam da publicação buscou incluir artistas com diversidade de técnicas, estilos, linguagens e assuntos. Também formaram parte dos critérios de seleção questões relacionadas a gênero, geração, formação e etnia.
Segundo a escritora Lelia Lofego, os textos foram pensados para aproximar a criança da arte contemporânea, que em sua essência questiona o mundo ao redor, com temas que se relacionam às questões da sociedade e à própria arte.
O Vilarejo 21 – Espaço Arte, Criatividade e Cultura fica no Altiplano Leste, Rua 7, Chácara 21, Brasília. Após o lançamento, o livro estará à venda no Vilarejo 21 e pelo site https://www.vilarejo21.com.br/loja.
Exemplares para escolas públicas
A publicação Arte contemporânea em Brasília para crianças tem o patrocínio do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC-DF). Foram reservados 500 exemplares do livro para distribuição gratuita às escolas públicas. Os representantes de escolas públicas interessadas no livro devem preencher o formulário eletrônico https://forms.gle/MzkHiGGzKWWHMNVWA, e eles podem ser retirados no dia do lançamento. O livro vem acompanhado de uma cartilha de arte educação que explora texto e imagens de forma lúdica e poética. Trata-se de uma ferramenta útil tanto para professores que desejam trabalhar em sala de aula como para os pais que querem ler com as crianças.
Sarau Literário reforça valores no Núcleo de Ensino da Unidade de Internação Feminina do Gama
Jornalista: Luis Ricardo
Na última segunda-feira (11) o Núcleo de Ensino da Unidade de Internação Feminina do Gama foi palco de um Sarau Literário, que reuniu jovens estudantes em torno de uma atividade educativa especial. O evento teve a presença da promotora de justiça do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), Dra. Luciana Asper, e celebrou o encerramento do projeto “NaMoral”, um programa voltado para a formação de valores e desenvolvimento pessoal.
A culminância do projeto girou em torno da história da heroína Uifgênia, criada pelas estudantes, uma personagem simbólica que passou por um percurso de autodescoberta e evolução. Durante sua trajetória, a heroína encontrou quatro fadas especiais que representavam valores essenciais para seu crescimento: educação, solidariedade, empatia e determinação. Cada fada, com suas características próprias, contribuiu para o desenvolvimento da heroína, inspirando as jovens participantes a refletirem sobre a importância desses princípios em suas próprias vidas.
O ponto alto do evento foi uma apresentação de dança, na qual as alunas encenaram o encontro entre Uifgênia e as fadas, trazendo ao público uma representação visual e sensível da história. Além disso, as estudantes apresentaram o “RAP das 4 fadas”, uma criação coletiva que trouxe para o ritmo do rap à narrativa dos valores trabalhados ao longo do projeto.
A promotora Luciana Asper parabenizou a iniciativa e reforçou a importância de atividades educativas como essa para a construção de uma perspectiva de vida positiva para as jovens. “Esse é um espaço de ressignificação e oportunidades. Com projetos como o ‘NaMoral’, elas estão sendo incentivadas a cultivar habilidades e valores que podem fazer a diferença em suas vidas e na sociedade”, destacou a promotora.
O sarau literário evidenciou o potencial da arte e da educação como ferramentas para transformação e proporcionou às estudantes uma experiência de protagonismo e reflexão sobre seu próprio caminho, incentivando-as a traçar uma jornada com mais empatia, solidariedade e determinação.
Para a supervisora pedagógica do Núcleo de Ensino da Unidade de Internação Feminina do Gama, Fabiana Angélica Costa, investir em projetos como o NaMoral, que focam no resgate de valores, princípios, ética e honestidade, ajudam estudantes a refletir sobre mudanças de comportamento, desde pequenos hábitos até grandes decisões, e isso é fundamental para construir uma sociedade mais íntegra, justa, ciente de seus direitos e deveres e mais responsável. “Para nós do Núcleo de Ensino da Unidade de Internação Feminina do Gama, foi uma experiência muito gratificante ver o envolvimento das estudantes nas missões e o resultado do esforço da engajada equipe pedagógica se transformando em grandes reflexões e lindos trabalhos”.
EC 26 de Ceilândia: educação antirracista é o ano inteiro
Jornalista: Letícia Sallorenzo
A culminância foi no último dia 9 de novembro, mas na EC 26 de Ceilândia Educação antirracista é o ano inteiro e tem nome: Projeto Conhecer-se. O projeto começou em 2021, e desde sua origem tem como uma das metas não ficar apenas na pedagogia do evento do mês da consciência negra.
O Projeto Conhecer-se é fruto de uma característica da comunidade escolar atendida pela EC 26: “nossa escola fica na Ceilândia Norte. As crianças da comunidade são em sua grande maioria negras, e percebemos que elas não estavam representadas nos livros didáticos, nas contações de histórias, salas de aulas, muros da escola. A partir dessa necessidade de atendimento à comunidade escolar, começamos a desenvolver o projeto”, conta a orientadora educacional da escola, Eliane Maria dos Santos Gomes.
A pedagoga explica que o projeto é diário e dura o ano todo, a começar pela formação dos professores na Semana Pedagógica. “O projeto tem dois grandes braços, a identidade étnico-racial e o conhecer-se, que trata da gestão das emoções das crianças. Então, trabalhamos não só a educação antirracista como buscamos nomear com as crianças as emoções que elas sentem, o que fazer quando elas estão com raiva, acolher as emoções”, explica Eliane.
Educação antirracista nos mínimos detalhes do dia-a-dia
O Projeto Conhecer-se é o fio condutor da EC 26. A educação antirracista se faz presente nos mínimos detalhes do cotidiano da escola: livros didáticos e literários trazem representatividade de pessoas negras e de autores negros, que são trabalhados ao longo do ano. “Toda sexta-feira, da forma que o professor e a professora quiser, o projeto é trabalhado: com um trabalho de arte, produção de texto, nas aulas de matemática e português, ou qualquer outra atividade à escolha dos professores e das professoras”, conta a orientadora, que completa: “contamos a verdadeira história da África, que os negros brasileiros são descendentes de reis e rainhas”.
A pintura dos muros da escola foi toda mudada. Agora, todas as paredes trazem pessoas negras ou indígenas. “Mudamos o nome da biblioteca da escola para “Biblioteca André Lucio Bento”, que é um professor da rede pública, negro e intelectual. Pintamos o desenho dele na parede da biblioteca”, conta Eliane.
A participação do professor André Bento não se restringiu à biblioteca: “nós o chamamos para plantar um baobá na escola no dia da árvore. As crianças do 5º ano foram ver o Baobá da Asa Norte, o exemplar mais antigo no DF”.
Representatividade e protagonismo profissional de pessoas negras? Também tem: “convidei duas amigas minhas, cientistas, para conversarem com as crianças sobre o dia do trabalhador e da trabalhadora, sobre suas profissões; no dia da mulher, trabalhamos a biografia da professora Gina Vieira Ponte”, detalha Eliane.
Autoestima na prática
As características de pessoas negras são apresentadas às crianças como motivo de orgulho, de forma a estimular a autoestima: são trabalhadas as características físicas das crianças: os cabelos crespos, lábios grossos, a cor de pele… Os lápis cor de pele são assunto especial nesse quesito, e são vários os lápis para representar os diferentes tons de pele. “Assim trabalhamos a aceitação e o orgulho.”, explica a pedagoga.
O trabalho com a autoestima das crianças se estende à família: Jaqueline Óliver, do salão Cachos Brasil, deu uma palestra para ensinar os responsáveis a cuidar dos cabelos das crianças “e aproveitamos para excluir do vocabulário expressões pejorativas como ‘cabelo ruim’”, conta Eliane.
Na culminância do projeto, são expostos todos os trabalhos das crianças, executados ao longo do ano. “E já temos várias ideias para o ano que vem”, conclui Eliane.