CEF 13 de Ceilândia realiza a culminância do projeto Halloween-Cultura
O Centro de Ensino Fundamental nº 13 de Ceilândia (CEF 13 de Ceilândia) adotou o Halloween, uma das tradições mais antigas e populares do mundo, comemoradas no dia 31 de outubro, como projeto pedagógico multicultural. Trata-se do projeto pedagógico Halloween-Cultura: uma celebração multicultural, cuja culminância ocorreu no dia 8 de novembro, com várias apresentações. Confira as fotos nas redes digitais do Sinpro-DF,
Durante o evento, todos os segmentos da comunidade escolar pôde participar e apreciar exposições de trabalhos acadêmicos relacionados ao tema, como poemas, desenhos, pinturas, esculturas, culinária, murais e cartazes. O evento contou apresentações teatrais, musicais e dança, o que tornou a finalização do projeto Halloween-Cultura em um momento de grande confraternização.
Realizado desde 2022 com a proposta de transformar o Halloween em uma ponte cultural, o objetivo do projeto é desmistificar preconceitos relacionados a essa data e destacar sua importância como uma celebração multicultural. Assim, o CEF promoveu, este ano, um evento especial que não apenas celebrou as tradições do Halloween, mas também procurou integrar e resgatar as lendas e costumes de diversos povos e promover uma maior compreensão sobre as diferentes culturas do mundo, além de estabelecer uma conexão dessas tradições com o folclore brasileiro, como o Carnaval ou o São João, e outras comemorações nacionais de grande importância no Brasil.
O projeto, idealizado por Suyane Lanuze, professora de inglês, já integra o Projeto Político-Pedagógico (PPP) da escola e tem como principal objetivo a valorização da cultura, o incentivo à pesquisa e a promoção da interdisciplinaridade na escola. Segundo as organizadoras, o evento proporciona uma rica oportunidade para os(as) estudantes do 8º e 9º Anos, com idades entre 13 e 14 anos, e da EJA-Interventiva, de explorarem e aprofundarem seus conhecimentos sobre a tradição do Halloween e suas diversas origens.
“A data do Halloween não se resume apenas ao aprendizado de um idioma estrangeiro, como o inglês, mas também é uma chance de descobrir e compartilhar a rica cultura de diferentes países. O trabalho foi desenvolvido respeitando todas as religiões. O estudante está liberado para usar, ou não, a fantasia que desejar. O foco são as apresentações dos temas conectados com as matérias e exposições dos trabalhos realizados no decorrer das três semanas destinadas ao projeto. Para o dia, realizamos uma exposição e apresentação dos trabalhos, com um lanche e atividades especiais preparados com muito carinho para os estudantes”, afirma Jean Magali, coordenadora e professora do CEF 13.
Tradições e costumes do mundo
A coordenadora explica que a era digital tem facilitado o acesso dos(as) estudantes a informações culturais de diversos lugares do mundo, o que amplia o interesse por tradições e costumes de outros países e, consequentemente, permite a incorporação dessas culturas no cotidiano escolar e promover a interdisciplinaridade. Assim, o Halloween-Cultura é um projeto que abrange diversas disciplinas, com atividades específicas para cada área do conhecimento, refletindo a proposta de um trabalho integrado.
Ela cita alguns exemplos de atividades: “Português e inglês: leitura e interpretação de textos literários de fantasia, oficinas de contação de histórias, saraus e apresentações de lendas. Artes: produção de decorações, apresentações teatrais, maquiagem, confecção de fantasias e expressões artísticas relacionadas ao tema. Educação física: jogos e danças típicas, brincadeiras e atividades lúdicas com o clima de festa.Ciências: experimentos e demonstrações de ilusões de ótica e outras atividades científicas que poderiam ser relacionadas ao tema do Halloween. Matemática: uso de gráficos, origamis e outros jogos matemáticos para conectar o conteúdo com a festividade. Geografia e história: estudo das origens do Halloween, suas lendas e personagens míticos, comparando com outras celebrações em diferentes países.
Metodologia e culminância
O projeto foi planejado e desenvolvido por meio de pesquisas realizadas em grupo. Cada uma das 12 turma (seis turmas do 8º Ano e, seis, do 9º Ano) tiveram a missão de decorar suas salas de aula e preparar apresentações sobre o Halloween e suas diversas vertentes culturais. As atividades foram distribuídas de forma que todas as disciplinas estivessem representadas nas apresentações finais.
O trabalho, segundo a coordenadora, também traz a inovação e o engajamento como prática pedagógica e uma das atividades que favorecem esse tipo de prática é o Concurso de Fantasias, com diversas categorias, como a melhor fantasia criativa, melhor fantasia feminina e masculina, e até prêmios para as turmas que mais se destacaram na arrecadação de alimentos, brinquedos ou agasalhos para doação a instituições carentes. Outra iniciativa que estimula a inovação e o engajamento são as “Ações Solidárias”, que trazem um aspecto ainda mais significativo para a celebração e mostra que o Halloween também pode ser um momento de generosidade e aprendizado sobre o valor de ajudar ao próximo.
Avaliação e impacto educacional
Magali explica que, no fim do projeto, os(as) estudantes são avaliados com base em sua participação nas atividades e na organização dos trabalhos, considerando a dedicação e o envolvimento de cada turma. A avaliação, que contemplou todas as disciplinas envolvidas, foi realizada de forma integrada e levou em conta a criatividade, a pesquisa e a colaboração entre os estudantes.
Segundo ela, o Halloween-Cultura no CEF13 é uma experiência enriquecedora para todos(as) estudantes, professores(as) e toda a comunidade escolar. Além de proporcionar um dia de muita diversão e aprendizado, o projeto tem impacto positivo na formação cultural dos(as) estudantes ao promover a valorização das diversidades culturais e ao quebrar tabus sobre uma das celebrações mais populares do mundo.
O evento, na opinião da coordenadora, é uma excelente oportunidade para refletir sobre o papel das festas e das celebrações na construção da identidade cultural, demonstrando como o Halloween pode ser uma rica fonte de aprendizado, diversão e, sobretudo, de respeito às tradições de outros povos. Com a participação ativa dos(as) estudantes e o apoio dos(as) professores(as), o Halloween-Cultura no CEF13 se consolidou como um exemplo de como a educação pode unir cultura, solidariedade e conhecimento de forma criativa e envolvente.
Origem do Halloween
A origem do Halloween remonta a cerca de 2.500 anos, na Irlanda, e desde então se espalhou por diversos países, incluindo Estados Unidos da América (EUA), Inglaterra, Japão e até o Brasil. No Brasil, a data tem ganhado cada vez mais destaque, principalmente em escolas, cursinhos e festas organizadas por instituições públicas e privadas. No entanto, ao longo dos anos, o Halloween foi visto por alguns como uma festividade de conotação negativa, associada a ideias de “demonismo”, um conceito que muitos brasileiros passaram a questionar.


Os alunos dos quintos anos da Escola Classe 318 de Samambaia realizaram uma homenagem ao artista Valdério Costa, xilogravurista, cordelista e professor da Secretaria de Educação do Distrito Federal, no encerramento do projeto pedagógico “De lá pra cá, de cá pra lá, nosso Brasil vamos desvendar”. Este projeto tem como objetivo explorar e valorizar as regiões do Brasil. O quinto ano dedicou-se especialmente à rica cultura do Nordeste.