CEF 13 de Ceilândia realiza a culminância do projeto Halloween-Cultura

O Centro de Ensino Fundamental nº 13 de Ceilândia (CEF 13 de Ceilândia) adotou o Halloween, uma das tradições mais antigas e populares do mundo, comemoradas no dia 31 de outubro, como projeto pedagógico multicultural. Trata-se do projeto pedagógico Halloween-Cultura: uma celebração multicultural, cuja culminância ocorreu no dia 8 de novembro, com várias apresentações. Confira as fotos nas redes digitais do Sinpro-DF,

Durante o evento, todos os segmentos da comunidade escolar pôde participar e apreciar exposições de trabalhos acadêmicos relacionados ao tema, como poemas, desenhos, pinturas, esculturas, culinária, murais e cartazes. O evento contou apresentações teatrais, musicais e dança, o que tornou a finalização do projeto Halloween-Cultura em um momento de grande confraternização.

Realizado desde 2022 com a proposta de transformar o Halloween em uma ponte cultural, o objetivo do projeto é desmistificar preconceitos relacionados a essa data e destacar sua importância como uma celebração multicultural. Assim, o CEF promoveu, este ano, um evento especial que não apenas celebrou as tradições do Halloween, mas também procurou integrar e resgatar as lendas e costumes de diversos povos e promover uma maior compreensão sobre as diferentes culturas do mundo, além de estabelecer uma conexão dessas tradições com o folclore brasileiro, como o Carnaval ou o São João, e outras comemorações nacionais de grande importância no Brasil.

O projeto, idealizado por Suyane Lanuze, professora de inglês, já integra o Projeto Político-Pedagógico (PPP) da escola e tem como principal objetivo a valorização da cultura, o incentivo à pesquisa e a promoção da interdisciplinaridade na escola. Segundo as organizadoras, o evento proporciona uma rica oportunidade para os(as) estudantes do 8º e 9º Anos, com idades entre 13 e 14 anos, e da EJA-Interventiva, de explorarem e aprofundarem seus conhecimentos sobre a tradição do Halloween e suas diversas origens.

“A data do Halloween não se resume apenas ao aprendizado de um idioma estrangeiro, como o inglês, mas também é uma chance de descobrir e compartilhar a rica cultura de diferentes países. O trabalho foi desenvolvido respeitando todas as religiões. O estudante está liberado para usar, ou não, a fantasia que desejar. O foco são as apresentações dos temas conectados com as matérias e exposições dos trabalhos realizados no decorrer das três semanas destinadas ao projeto. Para o dia, realizamos uma exposição e apresentação dos trabalhos, com um lanche e atividades especiais preparados com muito carinho para os estudantes”, afirma Jean Magali, coordenadora e professora do CEF 13.

Tradições e costumes do mundo

A coordenadora explica que a era digital tem facilitado o acesso dos(as) estudantes a informações culturais de diversos lugares do mundo, o que amplia o interesse por tradições e costumes de outros países e, consequentemente, permite a incorporação dessas culturas no cotidiano escolar e promover a interdisciplinaridade. Assim, o Halloween-Cultura é um projeto que abrange diversas disciplinas, com atividades específicas para cada área do conhecimento, refletindo a proposta de um trabalho integrado.

Ela cita alguns exemplos de atividades: “Português e inglês: leitura e interpretação de textos literários de fantasia, oficinas de contação de histórias, saraus e apresentações de lendas. Artes: produção de decorações, apresentações teatrais, maquiagem, confecção de fantasias e expressões artísticas relacionadas ao tema. Educação física: jogos e danças típicas, brincadeiras e atividades lúdicas com o clima de festa.Ciências: experimentos e demonstrações de ilusões de ótica e outras atividades científicas que poderiam ser relacionadas ao tema do Halloween. Matemática: uso de gráficos, origamis e outros jogos matemáticos para conectar o conteúdo com a festividade. Geografia e história: estudo das origens do Halloween, suas lendas e personagens míticos, comparando com outras celebrações em diferentes países.

Metodologia e culminância

O projeto foi planejado e desenvolvido por meio de pesquisas realizadas em grupo. Cada uma das 12 turma (seis turmas do 8º Ano e, seis, do 9º Ano) tiveram a missão de decorar suas salas de aula e preparar apresentações sobre o Halloween e suas diversas vertentes culturais. As atividades foram distribuídas de forma que todas as disciplinas estivessem representadas nas apresentações finais.

O trabalho, segundo a coordenadora, também traz a inovação e o engajamento como prática pedagógica e uma das atividades que favorecem esse tipo de prática é o Concurso de Fantasias, com diversas categorias, como a melhor fantasia criativa, melhor fantasia feminina e masculina, e até prêmios para as turmas que mais se destacaram na arrecadação de alimentos, brinquedos ou agasalhos para doação a instituições carentes. Outra iniciativa que estimula a inovação e o engajamento são as “Ações Solidárias”, que trazem um aspecto ainda mais significativo para a celebração e mostra que o Halloween também pode ser um momento de generosidade e aprendizado sobre o valor de ajudar ao próximo.

Avaliação e impacto educacional

Magali explica que, no fim do projeto, os(as) estudantes são avaliados com base em sua participação nas atividades e na organização dos trabalhos, considerando a dedicação e o envolvimento de cada turma. A avaliação, que contemplou todas as disciplinas envolvidas, foi realizada de forma integrada e levou em conta a criatividade, a pesquisa e a colaboração entre os estudantes.

Segundo ela, o Halloween-Cultura no CEF13 é uma experiência enriquecedora para todos(as) estudantes, professores(as) e toda a comunidade escolar. Além de proporcionar um dia de muita diversão e aprendizado, o projeto tem impacto positivo na formação cultural dos(as) estudantes ao promover a valorização das diversidades culturais e ao quebrar tabus sobre uma das celebrações mais populares do mundo.

O evento, na opinião da coordenadora, é uma excelente oportunidade para refletir sobre o papel das festas e das celebrações na construção da identidade cultural, demonstrando como o Halloween pode ser uma rica fonte de aprendizado, diversão e, sobretudo, de respeito às tradições de outros povos. Com a participação ativa dos(as) estudantes e o apoio dos(as) professores(as), o Halloween-Cultura no CEF13 se consolidou como um exemplo de como a educação pode unir cultura, solidariedade e conhecimento de forma criativa e envolvente.

Origem do Halloween

A origem do Halloween remonta a cerca de 2.500 anos, na Irlanda, e desde então se espalhou por diversos países, incluindo Estados Unidos da América (EUA), Inglaterra, Japão e até o Brasil. No Brasil, a data tem ganhado cada vez mais destaque, principalmente em escolas, cursinhos e festas organizadas por instituições públicas e privadas. No entanto, ao longo dos anos, o Halloween foi visto por alguns como uma festividade de conotação negativa, associada a ideias de “demonismo”, um conceito que muitos brasileiros passaram a questionar.

Menino de Lata ensina às crianças a importância da reciclagem

A professora Vany Lopes anuncia a publicação de seu segundo livro infantil. O Menino de Lata trata sobre a questão social e econômica e a tolerância a essas pessoas que retiram do lixão o seu sustento, de forma honesta.

Vany Lopes, professora da Escola Classe 502 de Samambaia, está vendendo pessoalmente os exemplares, que foram publicados pela editora Autografia. Quem se interessar pode fazer a encomenda pelo WhatsApp (61) 99167-5874. Com a autora, cada exemplar sai a R$ 28,99.

O livro conta a história de Esperança e Zé Sonhador, que vivem num lixão e tiram dali o seu sustento. Esperança não pode ter filhos, então usa objetos recicláveis para fazer um boneco, que trata como filho. A história nos remete à lembrança do Pinoquio e Gepeto

A professora da EC 502 também é autora de A Gotinha Gugu, que ensina sustentaqbilidade e cuidados com a água.

Estudo completo sobre os nomes dos brasileiros em lançamento em 21/11

Qual a origem do seu nome? Quantas pessoas no Brasil têm o nome igual ao seu? E em Portugal? Seu nome era “moda” quando você nasceu? Essas perguntas são respondidas por um ramo da Linguística, a antroponímia, que estuda os nomes próprios, e é o tema do livro Os brasileiros e seus nomes, escrito pela linguista Juliana Soledade, professora da UFBA e da UnB. A professora Juliana lança seu livro na próxima quinta-feira, dia 21, a partir das 18h no Capital Bistrô, que fica no Setor de Clubes trecho 02.

“Este é um livro sobre os nomes próprios de pessoa, em especial nomes de bastimos (primeiro nome) dos brasileiros. Vamos conhecer como categorizamos os nomes aqui no Brasil, nomes de pobre X nomes de rico, nomes de velho X nomes de jovem. Vamos entender como e por quais motivos criamos nomes novos, como: Frenciele, Francinelscon, Francisvaldo, Advan, Adielson, Aderlan… etc.”, conta Juliana.

“Os Brasileiros e seus nomes” é resultado da tese apresentada por Soledade como pré-requisito para progressão ao nível de professora titular do Instituto de Letras na Universidade Federal da Bahia.

O texto traz explicações sobre as diferenças entre os tipos de nome que existem: apelido, nome de guerra, nome social, sinal de nome, nome alternativo. Traz também informações sobre como outras culturas usam nomes para identificar seus falantes, e como a história da formação sóciocultural do Brasil fez com que nosso conjunto de nomes seja hoje tão diferente do que é usado em Portugal.

Lançamento de “Domínio das Mentes” terá debate e sessão de autógrafos dia 27

Na quarta-feira, 27 de novembro, acontecerá, no Museu da República, um evento de lançamento do livro Domínio das Mentes: Do Golpe Militar à Guerra Cultural, de Aldo Arantes.

Às 18h30, haverá um debate com as participações do autor do livro e os convidados: Lélio Bentes (ministro do TST), Gleisi Hoffmann (deputada federal e presidenta nacional do PT) e o professor José Geraldo (ex-reitor da UnB).

Depois, às 20h, haverá sessão de autógrafos com coquetel.

 

Resumo do livro

A obra Domínio das Mentes, de Aldo Arantes, explora com profundidade a ascensão da extrema direita no Brasil e no mundo, inserida em um contexto de Guerra Cultural. Essa expressão é o ponto de partida para uma análise meticulosa das estratégias que visam fortalecer o neoliberalismo e os interesses das elites, revelando o poder ideológico por trás dessas manobras. Desde o início, o autor faz uso da hegemonia gramsciana, oferecendo uma perspectiva detalhada sobre como as elites moldam a visão de mundo por meio da mídia, think tanks e redes sociais.

Hegemonia e o poder da extrema direita
Arantes, ao invocar a teoria de Gramsci, demonstra como a hegemonia cultural é uma ferramenta poderosa da extrema direita. Enquanto o Estado exerce coerção, as elites dominam o campo das ideias, utilizando estratégias sofisticadas para manter seu controle. Um exemplo claro disso é o engenheiro Charles Koch, citado como figura central no processo de disseminação do neoliberalismo, transformando ideias em políticas públicas através de think tanks.

Fake news e a era da pós-verdade
O livro aborda a questão do lawfare e como as fake news, amplificadas pelas redes sociais, reforçam preconceitos e criam bolhas de opinião. Essas bolhas, isoladas do diálogo crítico, pavimentam o caminho para a desinformação, consolidando o poder emocional sobre a razão. Arantes identifica esse fenômeno como parte de uma era de pós-verdade, onde a verdade é constantemente manipulada.

A influência das Forças Armadas e o risco à democracia
Outro ponto relevante é a análise do papel das Forças Armadas, desde a Constituinte de 1988 até a atual influência política. Arantes argumenta que essa influência militar é uma ameaça à democracia e propõe uma reformulação do ensino militar, focada na proteção da soberania nacional e da democracia.

A ascensão das Big Techs e o controle invisível
Arantes também critica o capitalismo de plataforma, alertando para o controle invisível das grandes empresas de tecnologia, as Big Techs, sobre nossos dados e comportamentos. Ele destaca a urgência de uma regulamentação, que proteja a privacidade dos usuários e previna a manipulação política por algoritmos que priorizam o engajamento em vez da verdade.

Neoliberalismo e os direitos trabalhistas
Por fim, o autor aborda o desmonte dos direitos trabalhistas, exemplificado pela Reforma Trabalhista de 2017, que fragilizou a classe trabalhadora. Arantes mostra como a extrema direita usa o neoliberalismo como base para promover desigualdades sociais e autoritarismo, propondo, em contrapartida, um modelo de desenvolvimento social e justiça econômica.

Em resumo, Domínio das Mentes é uma leitura fundamental para quem deseja entender o cenário político atual. Aldo Arantes oferece uma análise crítica e profunda da ascensão da extrema direita e da crise democrática, propondo a educação política e a mobilização popular como soluções urgentes.

Planetário de Brasília terá palestras com o astrônomo Alexandre Cherman

O Planetário de Brasília Luiz Cruls receberá o astrônomo e escritor Alexandre Cherman para duas palestras, que ocorrerão neste sábado (16/11) e na terça-feira (19/11). As duas palestras serão realizadas na Cúpula do Planetário, iniciando-se às 19h com previsão de término para 20h30min. As 80 vagas, que correspondem à lotação máxima da Cúpula, serão preenchidas por ordem de chegada.

A primeira palestra vai tratar sobre a relação entre a astronomia e o calendário, tema do seu livro “O tempo que o tempo tem”. Já a segunda palestra terá como tema “A astronomia e a bandeira do Brasil”. Será uma ótima oportunidade para professores, estudantes e a comunidade conhecerem o trabalho de um dos maiores divulgadores de astronomia do país.

Alexandre Cherman possui graduação em Astronomia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, formado cum laude (1996), mestrado em Física pelo Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (1998) e doutorado em Física pelo Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (2012). Trabalhou por 22 anos na Fundação Planetário da Cidade do Rio de Janeiro, do qual foi Diretor entre 2017 e 2019. Tem experiência na área de Astronomia, Física e Matemática com ênfase em Astronomia Fundamental, Cronologia e Cosmologia, atuando principalmente nos seguintes temas: divulgação científica, cosmologia, educação, história da ciência, história da física e visualização científica. Atualmente é Cientista de Dados na Coordenadoria de Dados e Comportamento na Fundação João Goulart, da Prefeitura do Rio. Tem experiência em Ciências de Dados e Ciência Comportamental Aplicada, com ênfase em Experimentos Randomizados Controlados e Data Mining. Possui oito livros publicados. Desde 2017, integrante do programa Líderes Cariocas, da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, tendo recebido os prêmios de “Líder Inspirador”, “Líder Integrador” e “Líder Engajador” no ano de 2018, e “Líder Inspirador” em 2019.

EC 12 de Ceilândia realiza 3ª edição do Chocolate Literário: um encontro de leitura e cultura

A Escola Classe 12 de Ceilândia (EC 12 de Ceilândia) realizou a terceira edição do projeto “Chocolate Literário”, um projeto pedagógico que, desde sua criação, busca aproximar os(as) estudantes da literatura de maneira envolvente e significativa. Com foco na valorização da diversidade cultural, a iniciativa é uma celebração do conhecimento e da criatividade, estimulando a imaginação e o pensamento crítico dos(as) educandos(as).

Alessandra Lemes, diretora da EC 12 há 15 anos, psicóloga e escritora fascinada pela literatura, informa que o projeto Chocolate Literário tem o objetivo de destacar a literatura como ferramenta de expressão, reflexão e desenvolvimento de competências essenciais. “A atividade tem como objetivo a valorização da literatura como linguagem capaz de mobilizar sentimentos, emoções e valores, enaltecendo os estudantes como escritores e, também, como ouvintes, contribuindo para o desenvolvimento das habilidades de leitura e escrita bem como a estimulação e o interesse pela leitura, além do desenvolvimento do pensamento crítico”, afirma.

Ela explica que, durante o ano, diversos(as) autores(as) locais, brasilienses, com obras temáticas de grande relevância alinhadas ao currículo são convidados(as) a fazerem parte do projeto. Assim, as obras são apresentadas às(aos) professores(as), que selecionam a obra a seu critério. A partir da familiaridade dos(as) docentes com as obras e os textos, eles(as) são livres para definir as metodologias para trabalhar tanto a obra quanto a biografia do(a) autor(a), por exemplo, com recontos, atividades artísticas, rodas de conversa, produção de textos, escrita coletiva, dentre outros.

“Na culminância, temos a participação de toda a comunidade escolar. A escola é decorada e organizada para uma exposição., cada sala de aula se transforma em um grande stand de amostras das obras dos autores homenageados.  Os estudantes encenam histórias, declamar poesias, confeccionam painéis e varais literários, demonstrar protagonismo como leitores, escritores e artistas, prestar  homenagem aos autores do Distrito Federal, além de se deliciar com o universo da literatura e degustar um delicioso chocolate quente”, informa.

Nesta edição, os(as) autores(as) locais homenageados foram Marcos Reis, com as obras Lápis cor de pele; Gira mundo, roda pião; Quem pegou a peruca do rei?; Alessandra Alexandria, com Dr. Falador – O palhaço que semeia amor; Francisco de Assis Assley Faos, com as obras Uma história de medo, Alfabeto em rimas, Minha pele cor de pele; Regina Ferreira com a obra Encontro de Cristal; Neuza com as obras A princesa negra e Pedrinho e Simão; Lair França, com Mariela quer ser modelo e Lentes mágicas.

A diretora afirma que, por meio de uma série de atividades, o projeto busca incentivar o prazer pela leitura, com obras de autores locais que ressoem com os interesses e vivências dos(as) estudantes; desenvolver habilidades de leitura e escrita, melhorando a compreensão de diferentes textos e ampliando o vocabulário dos estudantes; estimular o pensamento crítico, promovendo debates, rodas de conversa e discussões sobre temas presentes nas obras literárias; e  fortalecer a identidade e a expressão criativa dos(as) estudantes, incentivando a produção de textos, a interpretação de obras e a criação de projetos artísticos.

“As obras escolhidas foram alinhadas ao tema central do projeto, “Eu sou porque nós somos”, e proporcionam aos alunos uma rica reflexão sobre suas próprias vivências e a valorização das diferenças culturais”, informa.

Metodologia e atividades

Ao longo do ano letivo, diversos(as) autores(as) locais são convidados(as) a participarem do projeto. Eles e elas levam para a sala de aula livros com temáticas relevantes, alinhadas ao currículo escolar. Os(as) professores(as), com base nas obras, escolhem as metodologias mais adequadas para trabalhar tanto o conteúdo literário quanto a biografia dos(as) autores(as), por meio de atividades interativas como, recontos e resumos de obras; produção de textos individuais e coletivos; atividades artísticas, como painéis e varais literários; encenações de histórias e declamação de poesias; e rodas de conversa e debates sobre os temas abordados nos livros. Segundo a diretora, os(as) estudantes também são incentivados(as) a refletir sobre suas próprias experiências, criando narrativas e textos baseados nas leituras realizadas.

Culminância 

A culminância do Chocolate Literário é um evento de grande importância para a comunidade escolar. No dia, toda a escola é transformada em um espaço literário, com exposições, apresentações e atividades culturais. A programação inclui exposição de trabalhos, com painéis, varais literários e produções artísticas realizadas pelos(as) estudantes; apresentações culturais, com encenações de histórias e declamações de poesias, demonstrando o protagonismo dos estudantes como leitores e artistas.

A programação também apresenta homenagem aos(às) autores(as) locais, em que os(as) estudantes prestam tributo aos(às) escritores do Distrito Federal, destacando a importância da literatura regional. Realiza também a  “Manhã de autógrafos”, com a presença de autores(as)  convidados(as), proporcionando uma troca de saberes entre escritores(as) e estudantes. E, por fim, degustação de chocolate quente, criando um ambiente acolhedor e festivo, em que a literatura se encontra com o prazer da convivência.

O projeto segue também um cronograma de ações que envolve a comunidade escolar em diversas etapas. Confira as principais datas. Este ano, entre os dias 2 de outubro e 9 de novembro, uma série de atividades foi realizada como parte do projeto: apresentação dos(as) autores(as) e obras; análise e escolha das obras pelos(as) professores(as); período de desenvolvimento das atividades com os(as) estudantes; convite para a comunidade escolar participar do evento; organização das salas e espaços para o evento de culminância; no dia 9/11, realizada a culminância do projeto, das 9h às 11h30.

Avaliação

A avaliação do Chocolate Literário ocorre de forma contínua e reflexiva, com o objetivo de medir a eficácia das atividades propostas e os impactos na formação dos(as) estudantes. Aspectos como o uso adequado dos recursos, o alcance dos objetivos pedagógicos, o feedback (retorno) dos(as) participantes e a continuidade dos resultados após o término do projeto serão analisados para aperfeiçoar futuras edições.

O Chocolate Literário faz parte do Projeto Político-Pedagógico (PPP)da escola e, além de valorizar a autoria Local, promove a inclusão  cultural. Este ano, o projeto contou com obras de de autores locais que abordam temas como identidade, diversidade e pertencimento. A ideia é que cada turma trabalhe com uma obra específica, com imersão profunda na literatura local. Entre os autores convidados estão: Marcos Reis com “Lápis cor de pele” (2ºP “B” e 2ºP “D”); Alessandra Alexandria com “Dr. Falador – O palhaço que semeia amor” (3ºA e 3ºB); Francisco Assley Faos com “Uma história de Medo” (1ºB e 2ºB); Regina Ferreira com “Encontro de Cristal” (1ºP “C” e 1ºP “D”); Neuza Maria com “A princesa negra” (1ºP “B”) e “Pedrinho e Simão” (5ºA); Lair França com a obra “Lentes mágicas” (5ºA).

Para Alessandra Lemes, o projeto Chocolate Literário é muito mais do que uma simples atividade escolar. “Trata-se de um espaço de encontro, reflexão e expressão, onde a literatura se torna uma poderosa ferramenta para o desenvolvimento humano e cultural dos estudantes. Ao celebrar a diversidade, os alunos não apenas ampliam seus horizontes literários, mas também se conectam com sua própria identidade e com as riquezas culturais de sua comunidade. Este projeto reafirma a importância de iniciativas que promovem a leitura e a escrita como instrumentos de transformação, fomentando o protagonismo e a criatividade dos alunos, e fortalecendo o vínculo da escola com a comunidade”, finaliza.

Mostra Literária da Escola Classe 13 de Ceilândia debate uma Educação Antirracista

11A Escola Classe 13 de Ceilândia trouxe para o debate a educação antirracista durante sua Mostra Literária. Trabalhando a temática Numa Sociedade Racista, não basta não ser Racista, é necessário ser Antirracista, o assunto foi discutido durante todo o ano nas salas de aula, culminando com a apresentação e com a exposição de trabalhos pelos(as) estudantes no último sábado (09).

Os(as) alunos(as) ainda participaram da FEIRAFRO e do Festival de Música AFRO, realizados em Ceilândia. Durante o ano os(as) estudantes exploraram vários livros sobre o tema, participaram de contação de histórias e tiveram aulas de capoeira em cooperação com a ONG Instituto Mãe África. Já os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais da escola participaram do Curso de Formação do Sinpro com a diretora Márcia Gilda.

Elaine Amaral Silva, diretora da EC 13 ressalta que ao trabalhar a educação antirracista a escola busca combater toda e qualquer expressão de preconceito dentro e fora da escola, além de valorizar a contribuição histórica africana para o nosso país. “Dessa forma os alunos negros se identificam e se sentem representados e valorizados, enquanto todos aprendem sobre respeito, igualdade de direitos e sua importância na construção de um mundo menos cruel, onde eles precisam ser, sobretudo, antirracistas”.

Chá literário da EC 203 de Santa Maria e os leitores do futuro

A Escola Classe 203 de Santa Maria realizou no último dia 9 de novembro seu Chá Literário. O evento é a culminância do projeto Leitor do Futuro, que foi desenvolvido ao longo do ano.
“O Leitor do Futuro é um projeto amplo, desenvolvido durante todo o ano letivo, com ação das sacolas literárias, onde as crianças levam para casa e com a participação das famílias, realizam as atividades propostas.” conta a diretora da escola, Ariane Mayara de Oliveira.
O projeto ainda prevê trabalhos de reconto de histórias na sala de aula, visita à sala de leitura com empréstimo de livros, e trabalham diversos gêneros textuais abordando vários autores, conforme a idade e o ano das crianças.
Durante o Chá Literário, as turmas da escola fazem as apresentações e exposições dos trabalhos de leitura, interpretação e escrita desenvolvidos durante o ano. “Tivemos divulgação de livros produzidos pelas turmas, exposição de artes, apresentações de músicas, poemas e contação de histórias. Tudo com o objetivo de desenvolver, desde cedo, o incentivo à leitura”, explica a diretora.

VEJA O ÁLBUM

Com o enredo Colcha de Retalhos, EPAT realiza Festival de Ginástica Rítmica

Mantendo a tradição, a Escola Parque Anísio Teixeira de Ceilândia (EPAT) realizou o Festival de Ginástica Rítmica, que este ano homenageou os dez anos de inauguração da unidade escolar. O tema norteador foi trabalhado com os(as) alunos(as) durante todo o semestre e marcou o encerramento das competições da Copa EPAT, atividade que compõe o Projeto Político Pedagógico da escola e contou com a participação de aproximadamente 210 estudantes da Oficina.

Com o enredo “Colcha de Retalhos”, as coreografias foram pensadas de forma que cada apresentação fizesse referência às oficinas ofertadas na EPAT, que a exemplo de uma colcha, se entrelaçam e, costuradas, simbolizam a consolidação de conhecimentos, laços e histórias que há 10 anos estão sendo contadas. A proposta foi idealizada e desenvolvida pelas alunas e pelas professoras Fabíola, Gisele e Paula, com Coordenação da professora Adelaine.

O Festival contou ainda com um cenário que remetia a uma Colcha, confeccionado na própria escola pelo professor Luciano Lopes e seus alunos da oficina de Artes Visuais. “O projeto é de suma importância para as alunas participantes, visto que oportuniza a elas uma possibilidade de apresentar à comunidade escolar as experiências vivenciadas em sala de aula. Aos pais é a oportunidade de vislumbrar o que, na prática, é trabalhado na oficina de Ginástica”, explica a supervisora pedagógica, Alessandra Venuto.

Clique aqui e confira o álbum do Facebook.

Estudantes da EC 318 de Samambaia homenageiam Valdério Costa, professor e xilogravurista

Os alunos dos quintos anos da Escola Classe 318 de Samambaia realizaram uma homenagem ao artista Valdério Costa, xilogravurista, cordelista e professor da Secretaria de Educação do Distrito Federal, no encerramento do projeto pedagógico “De lá pra cá, de cá pra lá, nosso Brasil vamos desvendar”. Este projeto tem como objetivo explorar e valorizar as regiões do Brasil. O quinto ano dedicou-se especialmente à rica cultura do Nordeste.

A culminância do projeto contou com a presença do próprio professor Valdério, natural de Natal (RN), um artista premiado e mestre em técnicas tradicionais nordestinas como a xilogravura e a literatura de cordel. Durante sua visita, ele realizou uma oficina com os alunos, onde compartilhou suas experiências, apresentou a técnica da xilogravura e orientou os estudantes na criação de suas próprias obras.

Sob a orientação dos professores Ana Juventina, Weliton e Janaína, os alunos mergulharam na cultura nordestina, inspirando-se em figuras históricas, ritmos e tradições da região para criar cordéis e xilogravuras que expressam o que aprenderam. “Foi incrível ver o entusiasmo das crianças ao esculpir e imprimir suas próprias gravuras. É uma alegria poder transmitir a cultura do Nordeste e manter viva essa arte tão única,” comentou Valdério.

A atividade foi uma experiência enriquecedora, promovendo o contato direto com o universo artístico da xilogravura e fortalecendo o interesse pela cultura popular. A Escola Classe 318 encerra o projeto com um sentimento de missão cumprida e orgulho de ter incentivado, através da arte, a valorização do patrimônio cultural nordestino em cada um dos estudantes.

VEJA O ÁLBUM

Acessar o conteúdo