Festa da EC 64 reúne livros, escritas e musical antirracista
Jornalista: Letícia Sallorenzo
A Escola Classe 64 de Ceilândia realizou, no último dia 9, a Festa da Cultura. O evento celebra a importância da leitura, da escrita, apresenta trabalhos realizados pelas crianças no decorrer do ano , e neste ano contou com a apresentação do musical antirracista Tiarinha Vermelha e o Povo Mau, de autoria do professor Marcos Reis.
“Era uma vez uma linda menina chamada Tiarinha Vermelha. Na verdade, esse era um apelido que colocaram nela, pois adorava usar uma tiara vermelha que fazia ressaltar os seus belos cabelos crespos.” Assim começa a história Tiarinha Vermelha e o Povo Mau, que conta a história da discriminação sofrida pela menina em decorrência de seu cabelo afro.
A história foi escrita em 2012 pelo professor Marcos, ao ver a própria filha sofrendo discriminação por causa do cabelo aos três anos de idade. Em 2018, a história virou livro, que já está sendo preparado para segunda edição.
Dez anos depois de escrita, a história da Tiarinha Vermelha virou musical, e teve seu texto readaptado, com a inserção de novos personagens que não aparecem no livro. A produção foi apresentada na Escola Classe 64 de Ceilândia, onde Marcos é professor das séries iniciais.
Em 2022, a apresentação foi feita com as crianças da Escola Classe 05 do Cruzeiro, levada pela professora Simone Venâncio. Foi o início de uma parceria bem proveitosa: Simone convidou Marcos para a criação do grupo Histórias de Griô, que recebeu apoio do FAC.
O grupo História de Griô oferece oficinas de contação de histórias, de escrita de histórias afrodescendentes, além de outras oficinas. A culminância do projeto foi a re-encenação do musical da Tiarinha Vermelha na EC 64 de Ceilândia, três anos depois de seu lançamento. Desta vez, a verba do FAC permitiu uma produção mais detalhista, e o musical foi apresentado pelas crianças dos 5º anos matutino da escola, em meio a mostra de trabalhos, que destacou para as crianças a importância de ler, escrever e produzir arte.
“Vivo numa sociedade racista. Acredito que a educação antirracista deve começar nas séries iniciais, pois são as crianças que vão ajudar a transformar o Brasil num país melhor para se viver”, aponta Marcos.
É com grande pesar que o Sinpro informa o falecimento de Marize Aparecida Amaral Mehret. A professora aposentada lutava bravamente contra um câncer e faleceu nesta terça-feira (12), aos 61 anos de idade, em decorrência da doença.
Professora de Língua Portuguesa da Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF) por 19 anos, Marize era uma brava lutadora por melhores condições de trabalho e por uma educação pública de qualidade, referenciada para toda a população. Durante sua trajetória no magistério público trabalhou em escolas de Santa Maria e na Educação de Jovens e Adultos (EJA) da regional de ensino. Em razão do câncer, se aposentou no Centro de Ensino Médio 404 de Santa Maria e deixa um legado de amor pela educação e uma luta incessante pela valorização dos(as) educadores(as).
O velório será realizado das 15h às 17h desta quarta-feira (13) no Cemitério Crematório Jardim Metropolitano (BR 040 km 4,7 Área Especial S/N – Parque Araruama – Valparaíso de Goiás).
O Sinpro presta toda solidariedade aos familiares e amigos(as) neste momento de dor.
Projeto da EC 11 de Sobradinho engaja os alunos no mundo da leitura
Jornalista: Luis Ricardo
A leitura é uma das grandes pontes para o conhecimento, e é neste sentido que a Escola Classe 11 de Sobradinho vem apostando há mais de vinte anos. Por meio do projeto Livros Caindo N’Alma, estudantes do primeiro ao quinto ano são convidados a mergulhar no mundo da literatura.
Realizado durante todo o ano, o projeto tem três culminâncias: apresentação do projeto para as crianças feita pelos(as) professores(as) e pelo corpo de funcionários da escola; realização de um café literário no meio do ano, com a presença de alguns autores; e a escolha pelo(a) aluno(a) da obra que irá trabalhar. A partir daí eles fazem um jogral, uma peça ou um teatro para ilustrar o livro que escolheram.
Para a professora de anos iniciais do 1° ano, Rosana Lúcia Pereira de Morães, o projeto Livros Caindo N’Alma traz para os(as) alunos(as) um leque de possibilidades, desde aprimorar seus conhecimentos, engajar no mundo da leitura e buscar conhecer autores diversos que são apresentados aos estudantes ao longo de sua trajetória na escola. “Eles têm a possibilidade de conhecerem, no mínimo, quatro autores mais profundamente. Então isso é uma vantagem muito grande para as crianças, pois traz aprendizado além da auto avaliação, ajuda em seus processos de aquisição da leitura e da escrita, e aumenta o repertório das crianças. Também trabalha a questão das artes cênicas, porque permite que as crianças se desenvolvam”.
O projeto tem sido o carro-chefe da escola e um dos grandes diferenciais para que os(as) estudantes adquiram a paixão pela leitura.
Terminam nesta quarta-feira (13) as inscrições para programas de mestrado profissional em história; as de sociologia encerram dia 20
Jornalista: Maria Carla
Professores(as) de história e sociologia da rede pública de ensino do Distrito Federal que precisam ou desejam fazer um mestrado profissional tem uma oportunidade. O Ministério da Educação (MEC) está com inscrições abertas para os mestrados PROFHISTORIA e PROFSOCIO, programas gratuitos voltados para professores(as) de história e sociologia.
O processo seletivo para o PROFHISTORIA do MEC inclui provas objetivas e discursivas, com uma taxa de inscrição de R$ 130,00. As inscrições terminam nesta quarta-feira (13). Confira aqui os editais:
O processo seletivo do PROFSOCIO é um pouco diferente, pois envolve a avaliação de uma carta de intenções e uma defesa virtual da proposta de pesquisa, com uma taxa de inscrição de R$ 100,00. As inscrições devem ser realizadas até 20 de novembro de 2024.
Essa nova oportunidade está aberta para professores(as) brasileiros(as) que buscam enriquecer suas carreiras acadêmicas e, ao mesmo tempo, melhorar a qualidade da educação no País. As inscrições estão abertas desde outubro, quando o MEC, em parceria com a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), lançou os editais para dois renomados programas de mestrado profissional: o PROFHISTORIA, voltado para docentes de história, e o PROFSOCIO, voltado para professores de sociologia.
Esses programas oferecem formação acadêmica gratuita e prometem uma combinação valiosa entre teoria e prática sem exigir dos(as) docentes a interrupção de suas atividades na sala de aula. São mais de 900 vagas distribuídas em universidades por todas as regiões do Brasil, facilitando o acesso dos(as) profissionais de diferentes contextos e promovendo uma capacitação diversificada.
Como participar do programa do MEC
Para participar do PROFHISTORIA, os(as) interessados(as) devem estar atentos(as) aos requisitos e ao prazo de inscrição. Esse programa, que disponibiliza 605 vagas em mais de trinta instituições de ensino e foi projetado para aperfeiçoar as práticas pedagógicas em história e aprofundar o conhecimento na área, capacitando os(as) profissionais para lidar com os desafios contemporâneos da educação.
O processo seletivo para o PROFHISTORIA do MEC inclui provas objetivas e discursivas, com uma taxa de inscrição de R$ 130,00. As inscrições podem ser realizadas até o dia 13 de novembro de 2024. Mais detalhes sobre o curso, incluindo o edital completo e a organizadora do processo seletivo, estão disponíveis nos seguintes links:
Para o programa PROFSOCIO, que atende a professores de sociologia do ensino fundamental e médio, estão sendo oferecidas 308 vagas em 25 instituições. O objetivo principal do mestrado é proporcionar uma formação que estimule o pensamento crítico e a intervenção social, características fundamentais para professores dessa área.
O processo seletivo do PROFSOCIO é um pouco diferente, pois envolve a avaliação de uma carta de intenções e uma defesa virtual da proposta de pesquisa, com uma taxa de inscrição de R$ 100,00. As inscrições devem ser realizadas até 20 de novembro de 2024. Confira o edital e as instruções detalhadas no site do PROFSOCIO nos links a seguir:
A seleção para esses programas é altamente rigorosa, com critérios de classificação que avaliam o conhecimento dos candidatos e sua capacidade de aplicar o que aprendem na prática. Para o PROFHISTORIA, o processo seletivo é composto por provas objetivas e discursivas, enquanto no PROFSOCIO, a avaliação se baseia na análise da carta de intenções e na defesa virtual do projeto de pesquisa.
Os candidatos aprovados terão uma oportunidade única de aprimorar suas habilidades e conhecimentos de maneira prática e teórica, mantendo suas atividades profissionais. A formação oferecida por esses programas é reconhecida e respeitada nacionalmente, oferecendo aos professores uma qualificação que pode abrir portas para novas oportunidades no meio acadêmico e contribuir para uma educação mais robusta.
Prazos e distribuição das vagas
A distribuição de vagas para ambos os programas foi cuidadosamente planejada para garantir acesso a professores de todo o Brasil, independentemente da região. Essa estrutura ampla é essencial para promover a inclusão de profissionais de várias realidades e enriquecer o ambiente acadêmico com perspectivas diversas. É importante ficar atento aos prazos de inscrição para garantir a participação:
PROFHISTORIA: inscrições até 13 de novembro de 2024
PROFSOCIO: inscrições até 20 de novembro de 2024
Os programas têm uma cobertura nacional, com vagas distribuídas por diversas instituições de ensino, de norte a sul do país.
Motivos para participar
Para professores interessados em evoluir academicamente e contribuir com a qualidade da educação, essa é uma chance de grande valor.Participar de um mestrado profissional reconhecido pelo MEC e pela CAPES não só oferece formação de alto nível, mas também permite que os docentes apliquem o conhecimento adquirido diretamente em suas práticas diárias.
Com isso, é possível aumentar a eficácia e a inovação nas abordagens pedagógicas, ajudando a formar alunos mais críticos e informados.Este investimento na educação continuada do MEC é um passo estratégico para melhorar o ambiente de ensino em todo o Brasil, e o retorno para o professor se reflete tanto na qualidade da sua atuação quanto em seu desenvolvimento profissional.
Inscrições no MEC
Para se inscrever nos programas de mestrado PROFHISTORIA ou PROFSOCIO, os candidatos devem acessar os links fornecidos e seguir as orientações dos editais:
Ambos os programas oferecem a possibilidade de inscrição gratuita, porém, a taxa de participação pode ser paga conforme o processo descrito nos editais. Essa é uma chance que não só beneficia o professor, mas também impacta positivamente a qualidade da educação no Brasil. Será que essa oportunidade pode impulsionar uma nova era na educação brasileira? Deixe seu comentário abaixo e compartilhe suas expectativas.
Entrevista | Levando memes e “fake news” para a sala de aula: conheça a pesquisa da professora Gilda
Jornalista: Alessandra Terribili
A professora Gilda das Graças e Silva tornou-se notícia na imprensa do DF porque uma pesquisa sua foi tema de uma questão do Enem. O estudo é bastante atual e de muita relevância: a interpretação de memes, os discursos ali contidos, a multiplicidade de linguagens que os compõe e as fake news.
Produto de seu mestrado em Letras na Universidade Federal de Uberlândia, a pesquisa teve diversos momentos e também incluiu os pais ou responsáveis dos estudantes. “Em muitos momentos, as pessoas compartilham um meme porque acham engraçadinho ou bonitinho; mas como há essa questão da rapidez, uma atitude impensada pode trazer diversas complicações”, aponta Gilda. “Essa prática não é só dos alunos do ensino fundamental, mas é uma prática também da sociedade contemporânea”, destaca ela.
Mineira de nascimento, da cidade de Coromandel, Gilda é filha de pais que não puderam concluir o ensino fundamental, mas dedicaram todos os seus esforços para que os filhos estudassem. Ela também teve professores que mudaram sua vida, e decidiu se dedicar à educação, área em que atua há 28 anos. Está na Secretaria de Educação desde 2004, e hoje leciona no CEF Vila Areal e no CEF 6, ambas em Taguatinga.
A ideia surgiu em 2016, quando já havia um burburinho em relação ao uso do celular, que, por vezes, tornava os estudantes dispersos. Ao mesmo tempo, eu notava que atividades usando o livro didático já estavam um pouco desmotivantes, porque apresentavam, quase sempre, textos verbais. Logo, eram poucos os textos usando a linguagem não verbal, e, nesse caso, quase sempre os mesmos gêneros: histórias em quadrinhos, tirinhas, charges… às vezes, propagandas ou campanhas comunitárias.
Era preciso trazer para a sala de aula gêneros presentes no dia a dia do estudante, textos multissemióticos, que despertassem o olhar investigativo e crítico dos alunos. Considerando, assim, as redes sociais e aplicativos, defini que a proposta seria um trabalho com a leitura crítica dos memes, gênero discursivo conhecido por muitos apenas com o discurso humorístico. No entanto, era preocupante perceber memes que têm a criança como participante incentivando a adultização, a erotização, a intolerância, textos divulgando inverdades.
Esses textos circulam com muita velocidade, são replicados, podem se tornar famosos, sobreviverem ou não, uma vez que a comunicação acontece de maneira ágil. Assim, surgiu uma proposta de trabalho, que se voltava para o ensino da leitura e análise crítica por meio de textos compostos por linguagens diversas e o uso de Tecnologias da Informação e da Comunicação.
Vale ressaltar que os diálogos com minha orientadora, Dra. Maria Aparecida Ottoni Resende, foram essenciais nessas definições que eu tomava e, principalmente, no estudo mais aprofundado das bases teóricas dessa pesquisa: a Análise de Discurso Crítica, a Pedagogia dos Multiletramentos e a Gramática do Design Visual.
E então você passou a analisar o impacto da prática de curtir e compartilhar memes nas redes sociais com a representação da criança?
Sim. A prática de curtir e compartilhar não demandava reflexão, atenção, um olhar atento, mais apurado do leitor. Então, por esse motivo, muitos compartilhamentos divulgavam discursos que traziam inverdades – as fake news -, discursos que traziam a adultização da criança, a erotização, a exposição da criança, o preconceito, vários discursos produzidos por meio das linguagens, que nem sempre são perceptíveis. Dessa forma, era preciso ampliar o conhecimento, o olhar para a estrutura do texto, para os elementos que o compunham.
Essa desatenção não é uma prática só dos alunos do ensino fundamental, mas é uma prática também da sociedade contemporânea, que curte e compartilha diversos textos porque acha engraçadinho ou bonitinho. Isso pode ser uma atitude impensada e produzir diversas complicações: estresse, ansiedade , que foram questões trazidas por muitos estudantes durante as discussões. Então, eu percebia que, por meio da escola, por meio de um trabalho de formação e instrução, seria possível minimizar alguns problemas, orientar não só os estudantes, mas também seus pais, a comunidade escolar, em relação a essa prática.
Como foi a aplicação do projeto na escola?
Inicialmente, conversei com os gestores, que marcaram uma reunião com os estudantes participantes e seus responsáveis para apresentar a proposta. Para a elaboração da proposta, foram selecionados treze memes coletados nas redes sociais e aplicativos. Após esse momento de conhecimento do trabalho, apliquei um questionário e fiz uma entrevista gravada com os estudantes e também com seus pais ou responsáveis.
A partir desses dados, empenhei-me em compreender como os alunos e seus pais estavam utilizando essas tecnologias. Mesmo já tendo uma avaliação prévia, identifiquei com qual frequência eles usavam as redes, se compartilhavam os memes indicados e por quê, quais eram os objetivos deles ao utilizarem as tecnologias e as redes sociais. Esses diversos tópicos foram essenciais para definir os participantes da pesquisa e o que eles já traziam de bagagem em relação ao acesso à tecnologia, às redes sociais e aplicativos, e às leituras que já faziam desses textos.
Após essa etapa, criamos um portfólio, exploramos conhecimentos, analisamos memes, comentamos e realizamos vários momentos de compartilhamento de aprendizagens e fui registrando as impressões durante todo o processo. Juntamente com a publicação da minha dissertação, apresento esse trabalho, definido como protótipo, pois pode ser utilizado por professores e estudantes de Língua Portuguesa e de áreas afins, bem como adaptado para qualquer nível de ensino.
E como eram estruturados os encontros?
Nos encontros, observávamos os memes, suas especificidades e o fato de serem repercutidos rapidamente por meio de redes sociais e aplicativos. É um texto que utiliza uma imagem dinâmica, com movimento, às vezes com áudio. Avaliamos o participante principal dos memes, como estava representado, quais as semioses [termo da semiótica e da semiologia, utilizado para designar o processo de significação] presentes. Avaliamos a relação do texto com o contexto, refletimos sobre discursos implícitos e explícitos, se havia informações incoerentes e inverídicas, fake news e o objetivo de induzir o leitor ao consumismo, por exemplo.
Tivemos muitos momentos de interação, os alunos faziam leituras e apresentavam memes selecionados por eles conectando e compreendendo o gênero. A partir daí, comecei a fazer uma avaliação do desenvolvimento da pesquisa por meio de todos esses registros. Foi um trabalho criterioso, interessante, e eu ouvia dos participantes que conhecer mais do gênero discursivo trouxe mais cuidado para compartilhar, curtir.
Há, sobre esses estudantes, um impacto das fake news na formação da opinião e até de personalidade/identidade?
Sim, com certeza! As fake news, inverdades produzidas e muitas vezes realimentadas pelas bolhas sociais, podem impactar a formação de ideias e a personalidade dos jovens. Logo, a importância da formação de leitores críticos e conscientes, que compreendam os diversos discursos e as vozes que os constituem. Promover o conhecimento dos gêneros discursivos, perceber suas características, as informações implícitas e explícitas são maneiras de levar os estudantes a não agirem sem refletirem. O impacto de uma atitude impensada pode trazer diversas consequências tanto para quem curte ou compartilha quanto para quem é o participante da mensagem. Importante levar o leitor a refletir que, ao divulgar textos que tenham discurso de ódio, inverdades, você estará afetando outras pessoas. Por que essa ação? O que isso trará de positivo para quem promove a ação e quem a recebe?
Durante as discussões e as entrevistas, ouvi de alguns participantes: “ah se fosse num grupo mais restrito eu até mandava ou curtia, mas em um grupo mais ampliado, aí não”. E aí vem outra reflexão: por que algumas pessoas podem brincar com esse discurso, achar graça? Quais argumentos tenho para publicar textos em um grupo, rir e divertir-se com a mensagem, e, em outro grupo, jamais publicar e ainda avaliar como postura inadequada? Através dessa análise, foi possível perceber que por trás de um discurso de inverdades há diversas intenções. Logo, é importante socializar o conhecimento, promover discussões, mostrar esses riscos.
Qual foi a proposta para lidar com fake news em sala de aula? Quais foram os efeitos observados?
A pesquisa foi motivada por um problema que não era só um problema escolar, mas da sociedade contemporânea. Posso afirmar que um trabalho de socialização de ideias e observação dos elementos na composição de um texto é capaz de minimizar os efeitos dessa ação de curtir ou compartilhar textos com discursos de ódio, inverdades, adultização, preconceito.
Percebi, no decorrer do desenvolvimento da proposta, que os participantes perceberam os efeitos negativos dessa atitude e passaram a ter um olhar mais apurado para leitura e interpretação, um cuidado em observar as fontes dos textos para identificar se as informações são confiáveis, o entendimento de que um recurso tecnológico pode tanto trazer pontos positivos quanto negativos, pode promover o bem quanto promover o mal, tornar alguém famoso ou anular uma pessoa. Por meio desse trabalho, acredito que os participantes terão um cuidado maior ao curtir e compartilhar textos nas redes sociais e aplicativos bem como poderão replicar esse conhecimento em seu meio social.
Outro aspecto necessário é levá-los a perceber que acreditar apenas num grupo que tem determinados valores, ideias, gostos, hábitos pode ser perigoso. É necessário saber ouvir outras ideias, conhecer outras culturas e, a partir dessa socialização, não ficar condicionado apenas a uma ideia porque isso pode afetar a vida da pessoa. Ela pode não enxergar o que é realmente verdade. Esse fenômeno está presente no nosso dia a dia e diversos são os riscos: extremos, conflitos, hostilidades, violência, radicalização. Isso nos afeta no campo mental, no campo emocional, no campo das informações, do conhecimento, das atitudes. Então, eu não posso confiar em qualquer publicação, não posso confiar em qualquer manifestação. Preciso duvidar, preciso avaliar, preciso comprovar por meio de diversas fontes confiáveis.
Para além das questões da tecnologia e das linguagens, havia também o componente das relações humanas, certo?
Foi muito importante considerar em tudo isso o trato com o outro, nessa relação de formação e de informação. Saber ouvir, saber falar. Essa perspectiva aparecia nos nossos encontros: a importância de escutar o ponto de vista do outro, considerar o ponto de vista do outro, mesmo não sendo um ponto de vista igual. Dar lugar a outras opiniões ajuda a repensar. Será que eu não posso aproveitar um pouquinho disso aqui e melhorar ou diversificar a minha ideia, meu ponto de vista? Socializar o conhecimento, promover discussões, criar laços é essencial para a qualidade de vida emocional, construção de relacionamentos saudáveis e significativos.
Continua desenvolvendo pesquisas como essa?
Sim, acredito que a pesquisa faz parte da sala de aula, espaço ideal para análise, discussão, inovação, criação de projetos. Dessa forma, integro a minha proposta de leitura e análise crítica de textos multissemióticos ao meu planejamento, visto que é preciso trabalhar textos do dia a dia dos estudantes, discutir temas contemporâneos, prepará-los para avaliações e para os desafios que o mundo fora da escola exige.
UnB recebe Encontro Nacional sobre o Ensino de Língua Portuguesa
Jornalista: Letícia Sallorenzo
O Grupo de Pesquisa “Novas Perspectivas para a Língua Portuguesa na Sala de Aula”, do Programa de Pós-Graduação em Linguística do Instituto de Letras da Universidade de Brasília (PPGL-CNPq) realiza nos dias 13 e 14 de dezembro o Enelp, V Encontro Nacional sobre ensino de Língua Portuguesa – Aprendizagem Linguística Ativa, desafios e possibilidades, em paralelo à II Mostra de Projetos – Aprendizagem Linguística Ativa.
O Enelp teve início em 2017. Contou com a participação de estudantes de graduação, professores da educação básica e pesquisadores de várias universidades brasileiras.
Esta edição do evento é realizada e organizada pelo Grupo de Pesquisa Novas Perspectivas para a Língua Portuguesa na sala de aula (UnB-CNPq). O objetivo deste V Encontro é apresentar pesquisas teóricas e implementações práticas no âmbito da Aprendizagem Linguística Ativa, discutindo desafios e possibilidades.
Revista Com Censo realiza o Seminário sobre Letramento Científico na Educação Básica
Jornalista: Letícia Sallorenzo
Na próxima quarta-feira (13/11), das 8:30 às 17h, a Eape recebe o Seminário Letramento Científico e Difusão das Ciências na Educação Básica e na Formação Continuada. O evento é uma iniciativa da Unidade-Escola de Formação Continuada dos Profissionais da Educação (EAPE) e da Revista Com Censo: Estudos Educacionais do DF, no âmbito da Secretaria de Estado de Educação do DF e da Subsecretaria de Educação Básica (SUBEB). Haverá emissão de declaração para os participantes.
A ideia do seminário é estimular o debate sobre o papel do periódico científico na Educação Básica e os desafios do letramento científico e da formação de leitores no mundo contemporâneo.
O seminário é um dos eventos comemorativos dos 10 anos da Revista Com Censo (RCC), destacando a evolução do periódico e seus principais atributos para a Educação Básica, para o letramento científico, a pesquisa e a formação continuada.
Será um espaço de debate e reflexões com testemunhos dos primeiros autores da revista, professores, estudantes, formadores, pesquisadores dos Grupos de Pesquisa/EAPE (GPs/EAPE), parceiros, gestores e palestrantes convidados, além das representantes da CRES/UNIEBS e Instituições de pesquisa.
Participam do Seminário Danilo Maia (SEEDF), um dos fundadores da RCC, além de Juana Nunes, do MCTI, e Renato Carvalheira, da Capes. Veja as mesas redondas
É com imenso pesar que o Sinpro informa o falecimento de Lília Márcia Talamonti. A professora aposentada faleceu na última semana, aos 51 anos de idade.
Apaixonada pelo magistério, Lília era professora de Educação Física e readaptação, e trabalhou na Escola Classe 18 e Escola Classe 06 de Taguatinga, e na Associação Pestalozzi de Brasília. Sua trajetória sempre foi marcada pelo amor à educação, ao ensinar e deixa um legado de luta pelo repasse do conhecimento à população do Distrito Federal e por uma educação pública de qualidade para todos.
A missa de sétimo dia será realizada nesta segunda-feira (11), às 19h, na Paróquia São José, em Taguatinga Norte (Setor QND – Praça do Bicalho).
O Sinpro presta toda solidariedade aos familiares e amigos(as) neste momento de dor.
16ª edição do Lobo Fest – Festival Internacional de Filmes – acontece no IFB Riacho Fundo
Jornalista: Maria Carla
O Instituto Federal Brasília (IFB) Campus Riacho Fundo recebe a 16ª edição do Lobo Fest – Festival Internacional de Filmes, que começa nesta segunda-feira (11/11) e prossegue até sexta-feira (15). Com mostra competitiva, voto popular, oficinas de cinema e 53 curtas-metragens inéditos de 30 países, incluindo produções brasileiras realizadas entre 2023 e 2024, as sessões acontecem de segunda a sexta, a partir das 10h, no Auditório do IFB Riacho Fundo, com entrada gratuita, filmes para os públicos adulto, jovem e infantil.
Tanto a programação de filmes como a classificação indicativa das sessões deve ser consultada na página do festival www.lobofest.com.br ou nas redes sociais @lobofestbsb. Como parte da programação do Festival acontecem oficinas gratuitas de produção de documentário e roteiro de filmes silenciosos com vagas limitadas. Este projeto é realizado pela Tabata Filmes com o patrocínio do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC-DF). O IFB Campus Riacho Fundo fica na Av. Cedro, AE 15, QS 16 – Riacho Fundo I, ao lado do Centro Olímpico.
As sessões foram batizadas com os títulos de algumas músicas dos álbuns. A mostra está organizada em sessões de aproximadamente uma hora de duração, com filmes agrupados por temática, linguagem e faixa etária do público. Nesta edição, o festival homenageia os álbuns Clube da Esquina (1970) e Clube da Esquina 2 (1972). “É uma oportunidade única de ver alguns dos filmes que mais impactaram os festivais internacionais e que agora estarão no IFB do Riacho Fundo”, afirma Ulisses de Freitas, que junto com Bruno Carmelo e Josiane Osorio, assina a curadoria do Lobo Fest.
São destaques desta edição do Lobo Fest as produções de cineastas de países que estão começando a se destacar no cenário internacional como o costarriquenho “Solo la Luna Comprenderá”, de Kim Torres, e o palestino “An Orange From Jaffa”, de Mohammed Almughanni. Há também produções de países com tradição como “Preparar vela” Jo-Ti Lee, de Taiwan, China, “Reviravolta”, de Mahin Sadri, Irã, e “Juro por tudo de mais sagrado”, de Sam Manacsa, Filipinas. Entre os brasileiros, o destaque fica para “Amarela”, de André Hayato Saito, e “Minha mãe é uma vaca”, de Moara Passoni, “Júpiter”, de Carlos Segundo, “Pássaro Memória”, de Leonardo Martinelli, e “O Terno da Cigarra”, do brasiliense David Alves Mattos (2023).
Link para o trailer do curta brasiliense “O terno da Cigarra”, de David Alves Motta
Premiação
Os filmes brasileiros apresentados nas etapas do Cine Brasília e do IFB Campus Riacho Fundo participam da mostra competitiva, que terá premiação pela escolha da audiência e do júri especializado formado por Fábio Krispin, Mônica Gaspar e Tiago Aragão. O mais votado em cada categoria receberá um prêmio no valor de R$ 1.500,00 (um mil e quinhentos reais) cada, e o melhor filme nacional escolhido pelo júri receberá também um prêmio da DOT Cine para a pós-produção de um filme de curta-metragem.
Quem é quem no júri da mostra competitiva
Fábio Krispin é mestre em Teoria Literária pela Universidade de Brasília e licenciado em Letras (UnB) e História (UPIS). Atuou como professor em diversas instituições de Ensino Superior como Universidade Estadual de Goiás (Letras) e IESB (Publicidade e Jornalismo). Foi coordenador do curso de Produção Audiovisual na Faculdade UNICESP. Atuou também como tradutor de filmes e lançador de legendas eletrônicas em diversos festivais de cinema como a Mostra Internacional de Filmes de São Paulo, o Festival Internacional do Rio e diversos outros festivais e mostras independentes. Atualmente atua como produtor musical com ênfase na composição de trilhas sonoras.
Mônica Gaspar é doutoranda em Literatura e outras artes (UnB – 2023) e mestra em Artes Cênicas (UnB-2020). É atriz, escritora e diretora teatral com foco em teatro e acessibilidade, além de questões ligadas ao universo feminino e feminista. Livros publicados com outros autores: “Poeira e Batom 50 mulheres no Planalto Central” (2010), “Diversos dias” (2016) e “Projeto Pés – teatro-dança com pessoas com deficiência” (2024). Dirigiu os espetáculos acessíveis: “Diversos dias” (2013), “O improvável amor de Luh Malagueta e MC Limonada” (2016-2019), “Somos como somos e não cromossomos” (2021) e “Conversa de Drags” (2023 e 2024).
Tiago de Aragão dirigiu os curtas-metragens “Da Maior Importância” (2011), “Curió” (2014), “Entre Parentes”(2018) e “Luta Pela Terra” (2022). Seus últimos filmes circularam por festivais nacionais e internacionais. Em 2023, estreou o seu primeiro longa-metragem, “A Câmara”, no Festival Doclisboa. No momento, dirige o longa-metragem “Missão Pankararu”, em codireção com Camilla Shinoda
Oficinas gratuitas
Como parte da programação da 16ª edição do Lobo Fest – Festival Internacional de Filmes, acontecem duas oficinas gratuitas para pessoas com mais de 16 anos.
De 11 a 13 de novembro, acontece a oficina “Produção de documentário”, com o cineasta, diretor e produtor executivo Rodrigo Campos. Publicitário com mais de 15 anos de atuação, tem Formação em Cine/TV pelo CAV – Centro de Audiovisual São Bernardo do Campo, SP.; pós-graduação em Criação Visual e Multimídia, pela Universidade São Judas, SP e há 13 anos dedica-se à produção de projetos audiovisuais, trabalhando em dezenas de obras cinematográficas.
Podem se inscrever na oficina adultos e jovens a partir de 16 anos. “Produção de documentário” tem como objetivo introduzir o aluno na realização de filmes documentários experimentais, respeitando as etapas de pré-produção, produção e pós-produção. Explorar as linguagens audiovisuais e compreender as especificidades de cada função para a realização de uma obra audiovisual. É uma boa oportunidade para aprender um pouco mais sobre vídeo e cinema, sobre como realizar uma produção audiovisual e, mais do que isso, uma experiência de novas perspectivas e olhares sobre temas relevantes. As pessoas interessadas devem se inscrever pelo formulário eletrônico https://www.lobofest.com.br/oficinas
Nos dias 13 e 14 de novembro, acontece a oficina “Roteiro de cinema para filmes silenciosos”, com Ciro Inácio Marcondes, professor, crítico e pesquisador nas áreas de Histórias em Quadrinhos e Cinema. Leciona no curso de Comunicação e no Mestrado Profissional Inovação em Comunicação e Economia Criativa da Universidade Católica de Brasília. Podem se inscrever na oficina pessoas com mais de 18 anos.
A partir da experiência com o curta-metragem turco Kabuk (Concha), a oficina propõe um exercício com a linguagem de cinemas silenciosos, partindo de seus sentidos, propostas de linguagem e construções fílmicas. Será discutido como elaborar emoções, histórias e personagens sem a circunstância dos diálogos, além da exposição de um breve histórico da linguagem silenciosa no cinema. A ideia é entender o silêncio como linguagem, e pensar outros tipos de funções sonoras que não sejam falas. Depois disso, a turma vai se juntar em grupos a partir de temas pré-definidos para elaborar um argumento e possível escaleta para um curta-metragem silencioso. Os alunos deverão levar caderno e caneta, ou se possível, laptop ou tablet. As pessoas interessadas devem se inscrever pelo formulário eletrônico https://www.lobofest.com.br/oficinas
Sobre os curadores
Bruno Carmelo é crítico de cinema desde 2004, membro da ABRACCINE (Associação Brasileira de Críticos de Cinema) e da FIPRESCI (Federação Internacional de Críticos de Cinema). Mestre em teoria de cinema pela Universidade Sorbonne Nouvelle — Paris III. Passagem por veículos como AdoroCinema, Papo de Cinema e Le Monde Diplomatique Brasil. Professor de cursos sobre o audiovisual e autor de artigos sobre o cinema.
Josiane Osorio é cineasta, presidente do Fórum Nacional dos Festivais, curadora e programadora de mostras e festivais e comissária do audiovisual na CNIC biênio 2023/2025.
Rodrigo Campos é cineasta, diretor e produtor executivo. Publicitário com mais de 15 anos de atuação. Formação em Cine / TV pelo CAV – Centro de Audiovisual São Bernardo do Campo, SP. Pós-graduado em Criação Visual e Multimídia, pela Universidade São Judas, SP. Há 13 anos dedica-se à produção de projetos audiovisuais, trabalhando em dezenas de obras cinematográficas. Diretor dos filmes “Amabile” (2020), “Nunca Estarei Lá” (2022), “Chaer: Pirata Contemporâneo” (2024). Participou da produção das Séries documentais como “Histórias secretas do pop brasileiro” (2019), do diretor André Barcinski, e “Sullivan & Massadas: retratos e canções “(2024), coproduzida pelo Globoplay e dirigida por André Barcinski e Pedro Bial.
Há mais de 20 anos, Ulisses de Freitas desenvolve atividades voltadas à crítica, difusão e divulgação do audiovisual. Participou como curador e jurado em mostras e compõe a comissão de seleção dos festivais Lobo Fest – Festival Internacional de Filmes e FIC Fantástico – Festival Internacional de Cinema Fantástico de Brasília. É responsável, também, por seleções de filmes infanto-juvenis e para crianças do espectro autista. Já integrou a comissão de seleção da Mostra Brasília do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. Participa frequentemente como mediador de debates e palestras como as do BIFF – Brazilian International Film Festival, Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, Mostra Francis Ford Copola, Mostra do Novo Cinema Indiano, Mostra do Novo Cinema Dominicano e da programação do Cinefórum, promovido pelo Instituto Cervantes. Ministrou, também, a disciplina História do Cinema Brasileiro na Escola de Cinema Darcy Ribeiro (Rio de Janeiro) e integrou a equipe de professores do curso História do Cinema Mundial. Proferiu palestras sobre análise de filmes para professores e estudantes da rede pública do DF, bem como do curso de audiovisual do Instituto Federal de Brasília. Foi programador do Cine Bangüê, da Fundação Espaço Cultural da Paraíba entre 1992 a 1995.
Sobre a Tábata Filmes
Projetos itinerantes, inclusivos e focados em temas importantes para nós e para a sociedade fazem parte do histórico da Tábata Filmes. Trouxemos para o DF um cinema de fora do circuito comercial, que encanta por sua diversidade e representatividade: tudo isso para lutar por culturas que todos possam conhecer e com as quais possamos nos identificar. Assim nos aproximamos uns dos outros e do mundo que nos cerca. Em 2014, a Tábata Filmes realizou a sétima edição do Festival Internacional de Filmes Curtíssimos, com uma circulação de aproximadamente 3 mil pessoas durante os três dias de evento e uma mostra competitiva que reuniu cerca de 90 filmes (45 nacionais). Desde então, realiza inúmeros festivais e atividades formativas para ampliar o interesse do público pelo cinema e a cadeia produtiva do cinema.
Sobre o Lobo Fest – Festival Internacional de Filmes
Nascido em Brasília, o Lobo Fest– Festival Internacional de Filmes comemora sua 16ª edição este ano, e é considerado o primeiro festival internacional de Brasília dedicado aos filmes de curtas-metragens. O Lobo Fest tem apresentado um rico panorama mundial de curtas do cinema do presente. A mascote do festival é o lobo-guará, animal típico do Cerrado, conhecido por espalhar sementes em suas andanças, que aqui se torna um símbolo de disseminação e circulação de conteúdo.
Serviço:
16ª edição do Lobo Fest – Festival Internacional de Filmes
Etapa IFB Campus Riacho Fundo | 53 filmes de curta-metragem
45 internacionais e 8 brasileiros
Quando | de 11 a 15 de novembro
Horários das Sessões | A partir das 10h
Endereço | IFB Riacho Fundo (ao lado do centro olímpico). Av. Cedro, AE 15, QS 16 – Riacho Fundo I
Entrada | Gratuita
Classificação indicativa |verificar na programação do festival
Mostra do CEMAB aborda Africanidades e Povos Originários
Jornalista: Luis Ricardo
O Centro de Ensino Médio Ave Branca (CEMAB) promove nos dias 11 e 13 (vespertino) e 19 e 21 (matutino) o projeto Africanidades e Povos Originários, que este ano traz como tema: Raízes e ressonâncias – Celebrando culturas e histórias conectadas. O projeto tem como objetivo promover o conhecimento e a valorização das culturas africanas e dos povos originários do Brasil, destacando suas influências na formação da sociedade brasileira, combatendo preconceitos e promovendo o respeito à diversidade étnico-cultural.
Durante os dias de projeto serão debatidos vários pontos, como Mulheres Negras e Indígenas na história do Brasil: lideranças; A preservação das línguas indígenas e africanas no Brasil: desafios e importância; Racismo estrutural e discriminação contra negros e indígenas no Brasil contemporâneo; Políticas de cotas para negros e indígenas nas universidades: avanços e desafios; Questões da mestiçagem: identidade, apagamento e preconceito; Beleza e estética afro-brasileira: a indústria da moda e da beleza marginaliza padrões de beleza afro-brasileiros?, dentre vários outros temas.
Antônio Ahmad, professor de História do CEMAB, explica que o projeto envolve todos os conteúdos, todas as turmas participam e traz a importância de se debater a consciência negra e suas principais características. “Isso traz à tona o debate de uma educação antirracista, que não seja sexista, uma educação que privilegie a inclusão de todos, com a ampla participação de toda a comunidade. É importante mostrar a riqueza negra e lutar pela igualdade de todos, independente de raça, questão social e cunho religioso, e a escola tem papel fundamental neste debate”, ressalta o professor.