Meninas do CEL e uma estudante de Salvador participam do Girls Takeover 2024
Jornalista: Letícia Sallorenzo
As alunas do Centro Educacional do Lago (CEL) voltaram a ocupar as embaixadas em Brasília. É o projeto Girls Takeover, criado pela organização Plan International como uma estratégia para buscar a transformação social e política, oferecendo oportunidades para meninas em espaços tradicionalmente dominados por homens, como a diplomacia, e de combater as barreiras que impedem seu acesso a papeis de liderança e influência.
Diversas iniciativas e releituras deste projeto são realizadas ao redor do mundo. A versão apresentada aqui é o resultado da parceria (que já dura 3 anos) entre as Embaixadas da Dinamarca, Finlândia, Noruega e Suécia com o Centro Educacional do Lago (CEL), escola pública de tempo integral, intercultural bilíngue em língua inglesa da rede pública de Brasília.
Neste ano de 2024, as embaixadas nórdicas e a da Irlanda receberam, no dia 25 de setembro, Amanda Caroline (Dinamarca), Thais Mendes (Irlanda), Bárbara Keller (Suécia) e Giovana Borba (Noruega), do CEL, e também a estudante Catarina Lorenzo, de uma escola de Salvador (BA), que foi para a embaixada da Finlândia.
O Girls Takeover é uma iniciativa alinhada com a celebração do Dia Internacional da Menina, em 11 de outubro, um momento global dedicado a reconhecer o poder das meninas e destacar os desafios que enfrentam devido à discriminação e desigualdade. A data, instituída pela ONU em 2011, é um marco importante para promover a visibilidade das questões enfrentadas pelas jovens e para chamar a atenção para a necessidade de mudança nas políticas e práticas que afetam seu desenvolvimento e oportunidades.
Nesta configuração do projeto, alunas do CEL assumem a liderança de uma embaixada por um dia. São acompanhadas por embaixadores e diplomatas em uma agenda intensa, e têm a oportunidade de vivenciar o ambiente diplomático e interagir com líderes de diferentes países. Essa experiência não só promove a compreensão das complexidades das relações internacionais, mas também reforça a confiança das meninas em suas habilidades de liderança e sua capacidade de influenciar mudanças significativas.
O dia 25 começou com reuniões nas respectivas embaixadas da agenda do dia e instruções, cada menina com sua equipe. A seguir, foram para o Itamaraty, onde tiveram reunião com representantes da AMDB e falaram sobre a representatividade da mulher na política e na diplomacia. Depois, almoço oferecido pela Embaixada da Noruega, na residência oficial, e receberam Secretários do GDF. A última agenda do dia incluía na representação da ONU em Brasília reunião com Ana Carolina Querino, representante da ONU Mulheres.
Seleção rigorosa
As alunas interessadas em participar passaram por um processo seletivo rigoroso para participar dessa atividade: “No CEL, temos vários editais para atividades bilíngues. Uma delas é o “Girls Takeover – Girls at the Nordic Embassies”, ou Garotas nas Embaixadas Nórdicas. Esses editais servem como preparação para se candidatarem a universidades estrangeiras”, explica o vice-diretor da escola, Vitor Rios Valdez.
As candidatas ao Girls Takeover precisaram comprovar proficiência em inglês com provas e entrevistas. Também foi feito um levantamento dos históricos escolares e rendimento acadêmico das candidatas. Pontuação extra é dada para as estudantes participantes do Programa de Alta Performance da escola, programa de incentivos e valorização de estudantes com boas notas e protagonismo juvenil. Quem apresentou currículo com atividades extracurriculares e carta de recomendação também marcou mais pontos no processo seletivo. Depois de todas essas etapas, as candidatas ainda fizeram uma redação sobre como ampliar o papel das mulheres na diplomacia brasileira.
Aberta seleção para supervisão de Pibid para docentes do magistério público
Jornalista: Letícia Sallorenzo
Seguem até o dia22 de outubro (próxima terça-feira) as inscrições do processo seletivo para a seleção de professores(as) supervisores(as) que irão compor o Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (Pibid/UnB). Há 90 bolsas para professores(as) supervisores(as) e 121 vagas para cadastro reserva, disponíveis para docentes em regência de classe na rede pública de ensino.
Os(as) professores(as) efetivos(as) em regência de classe na rede pública de ensino que forem selecionados receberão bolsa de R$ 1.100,00 por 24 meses, para a supervisão dos nossos estudantes de graduação de cursos de licenciatura da UnB.
A distribuição das cotas de bolsas e das vagas para cadastro reserva seguirá os requisitos gerais explicitados no edital e critérios específicos estabelecidos por cada subprojeto.
Há vagas para docentes de artes visuais, ciências biológicas, naturais e sociais, computação, educação do campo, educação física, filosofia, física, geografia, história, letras (inglês e português / literatura), matemática, música, pedagogia, química e teatro.
Os detalhes e o link para inscrição estão disponíveis no Edital, que pode ser acessado abaixo
Para atuar como professor(a) supervisor(a), é necessário ser aprovado(a) no processo seletivo, ter diploma de licenciatura em área do conhecimento correspondente à área do subprojeto, experiência mínima de 2 (dois) anos no magistério da educação básica, ser docente efetivo(a) na Escola Parceira que abrigará o núcleo e/ou subprojeto, disponibilidade de tempo para se dedicar às atividades relacionadas à sua função no PIBID e atender ao requisito específico do subprojeto para o qual se inscreve quanto à região administrativa da escola parceira em que atua, etapa e modalidade de ensino.
Quem for selecionado ficará encarregado de acompanhar, supervisionar e avaliar as atividades de estudantes bolsistas de iniciação à docência na Escola Parceira, orientar, juntamente com o(a) coordenador(a) de área, a elaboração de relatórios, relatos de experiência ou outros registros de atividades dos bolsistas de iniciação à docência, auxiliar na elaboração de materiais didático-pedagógicos a serem utilizados no desenvolvimento das atividades do subprojeto, informar ao(à) coordenador(a) de área a frequência e a participação dos(as) estudantes bolsistas de iniciação à docência nas atividades desenvolvidas na Escola Parceira, reunir-se periodicamente com os(as) bolsistas de iniciação à docência e com o(a) coordenador(a) de área do seu NID, para planejamento, estudo, socialização de conhecimentos e compartilhamento de experiências, dentre outras atribuições.
Galera do DNIT: educação para o trânsito nas proximidades de rodovias
Jornalista: Letícia Sallorenzo
O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), responsável pelas fiscalização do trânsito nas rodovias federais, oferece às escolas localizadas próximo a rodovias o projeto Galera do DNIT, que tem como principal objetivo transmitir noções básicas de educação para o trânsito a estudantes do Ensino Fundamental em situação de risco e vulnerabilidade por morarem ou estudarem perto de rodovias com altos índices de sinistralidade.
O Galera do DNIT nasceu a partir de experiências realizadas pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes em 2016, nas escolas públicas localizadas nas proximidades das rodovias federais sob responsabilidade do DNIT em Goiás e no Distrito Federal.
As ações educativas do Galera contemplam palestras, simulações, jogos, vídeos e brincadeiras sobre conceitos inerentes ao trânsito, que buscam envolver emocionalmente os participantes no processo e torná-los sujeitos ativos, construtores de seu conhecimento, facilitando, assim, a aprendizagem, a valorização da coletividade e o respeito ao outro.
Diversas escolas do DF e entorno já receberam o projeto, como o CEF Santos Dumont, de Santa Maria, o Centro Educacional Gesner Teixeira, do Gama, a Escola Classe 07 de Brazlândia e o CEF 17 de Taguatinga. Em novembro, o Galera do DNIT chega ao CED Casa Grande, do Gama.
Segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), a Educação para o Trânsito é um dos principais fatores na prevenção de lesões causadas pelo trânsito e instrumento da promoção da cultura da paz e da segurança viária que precisa ser acessível à sociedade e efetivada por meio de programas permanentes.
Como realizar ação do Galera na minha escola?
Há duas formas de as escolas serem contempladas pelo Projeto Galera do DNIT.
A primeira forma é baseada no engajamento dos professores inseridos no Programa Nacional de Educação para o Trânsito – Conexão DNIT. Nesta abordagem, a ação funciona como uma culminância, servindo para fortalecer a prática da educação continuada e transversal, ofertada conforme engajamento dos professores ao Conexão DNIT.
A outra possibilidade é a realização das ações educativas do Projeto segundo um ranking baseado nos índices de sinistros ocorridos nas proximidades das escolas. O processo de priorização das escolas ocorre mediante classificação de vulnerabilidade, sendo baseado nos seguintes critérios:
a) Identificação da escola localizada em município cortado por rodovia federal de responsabilidade do DNIT, a partir do Censo Escolar do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP);
b) Verificação da distância entre a escola e a rodovia federal do DNIT;
c) Levantamento dos sinistros ocorridos no entorno da escola, utilizando dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF).
Ao longo dos anos, o DNIT já realizou 411 ações educativas em 131 instituições de ensino. Participaram das ações 47.325 estudantes, em 98 municípios das 27 Unidades da Federação.
Colegas fazem vakinha para o tratamento de câncer de professora do CEF 10 de Ceilândia
Jornalista: Letícia Sallorenzo
A professora Paôla Tameirão de Oliveira, que leciona matemática e, até recentemente, estava à frente da coordenação pedagógica do CEF 10 de Ceilândia, descobriu um câncer de colo de útero, em estágio avançado, no último mês de setembro.
Paôla não tem plano de saúde. Ela se afastou de suas funções na Secretaria para tratamento de saúde, e voltou para Montes Claros (MG), sua cidade natal, para fazer o tratamento na rede privada, junto da família.
Paôla precisa realizar inicialmente um tratamento combinado de radio e quimioterapia, para reduzir o tumor, e então será avaliada a possibilidade / necessidade de realização de uma cirurgia. Como o tratamento será feito na rede particular, a professora precisa da solidariedade de todos e todas.
Para isso, as colegas do CEF 10 de Ceilândia abriram uma Vakinha online, com meta de R$ 30.000,00. Quem puder, também pode fazer PIX, usando a chave 5142310@vakinha.com.br.
Referência Galeria de Arte inaugura duas mostras embasadas em pesquisas poéticas
Jornalista: Luis Ricardo
Nesta sexta-feira (18), das 17h às 21h, a Referência Galeria de Arte inaugura duas mostras que têm a palavra e a multiplicidade de suportes como eixos de suas pesquisas poéticas. Na Sala Principal, Leo Tavares apresenta Romance, em que se aprofunda na polissemia da palavra para explorar o discurso amoroso e o luto das relações. A curadoria é de Marco Antônio Vieira. Na Sala Acervo, Carlos Lin traz para a galeria a mostra Pra você (o mistério enunciado pela palavra/texto perdido na ponta da língua), com curadoria de Renata Azambuja. Nela, o artista aborda os meandros da enunciação.
As mostras ficam em cartaz até o dia 16 de novembro, com visitação de segunda a sexta, das 10h às 19h, e sábado, das 10h às 15h. A entrada é gratuita e livre para todos os públicos. A Referência fica na 202 Norte Bloco B Loja 11, Subsolo, Asa Norte, Brasília. Mais informações pelos telefones (61) 3963-3501 e WhatsApp (61) 98162-3111. No Instagram, @referenciagaleria.
“Romance” é a primeira individual de Leo Tavares, artista visual e escritor que pensa a palavra como imagem e a imagem como escritura. E é a partir da polissemia da palavra que dá nome a esta exposição que surge um conjunto de trabalhos em papel, madeira, metal, tecidos e alfinetes que podem ser um ou vários, que podem ser uma instalação ou fragmentos de um pensamento estético construído de forma constelar, sem hierarquias, mas ao mesmo tempo interdependentes e autônomos.
A ‘cena de uma escritura’, nos limites de Romance, aglutina em si visualidade e textualidade, sem que se as segreguem de modo separatista e hierarquizado e impacta sobre aquilo que este texto busca capturar.
Marco Antônio Vieira, curador
“O processo de criação desta exposição se deu guiado pelo pensamento de um corpo de trabalho, isto é, a exposição pensada como obra”, diz o artista. E continua: “Cada trabalho, nesse sentido, reverbera como fragmento dentro de um corpo maior, daí o sentido de constelação em lugar de uma estrutura linear. O constelar é o aspecto fundamental da escritura não-hierárquica entre a palavra e a imagem, e promove muito mais evocações a partir de fios narrativos do que busca impor uma ordenação de leitura.”
“Nesta exposição, a um só tempo se reconhecem as sobrevivências fantasmais de uma história das relações e tensões entre palavra e imagem, incansavelmente problematizadas ao longo da história”, afirma o curador. “É um verdadeiro ‘trabalho’ das imagens e, no caso específico da poética de Leo Tavares, o ‘trabalho dos trabalhos’”. Com seus objetos que são quase oratórios, quase relicários, o artista leva para a poesia visual a textualidade e a visualidade. As micronarrativas nos fazem repensar o significado de ler texto e ler imagem”, diz Marco Antônio Vieira.
“Para além da raiz romance, distintiva das línguas oriundas do latim, o espírito do romantismo aqui se pretende evocado o tempo todo; é igualmente cara para mim uma abordagem mais coloquial do romance como affair amoroso. Nesse aspecto, os trabalhos falam de um ansiar pelo romance, pela vivência amorosa, com suas turbulências e efusões constantes”, ressalta o artista. É uma abordagem da convulsão, do frêmito, da intensidade das paixões, mas também da melancolia do arrefecimento delas, e, sobretudo, do luto das relações, do desapego dos corpos”, conclui o artista.
Sobre o artista
Leo Tavares nasceu em São Gabriel, no Rio Grande do Sul, vive e trabalha no Distrito Federal. É Doutor em Artes Visuais pela Universidade de Brasília. Pesquisa a relação entre a palavra e a imagem. Participou de mostras coletivas no Brasil, em Portugal e na Espanha, e realizou as exposições individuais Não só com as imagens (Aliança Francesa, Brasília, 2018), Jogo de Evocação (Espaço Sala de Estar, Cidade do Porto, 2017) e Narrativas Fronteiriças (Galeria de Bolso da Casa da Cultura da América Latina, Brasília, 2016). É autor dos livros de contos O Congresso da Melancolia (Urutau, 2021), Ruibarbo do deserto (Patuá, 2019) e Os Doentes em Torno da Caixa de Mesmer (Modelo de Nuvem, 2014), prêmio Contista Estreante, pela FestiPoa Literária, de Porto Alegre. Está se preparando para lançar seu primeiro romance.
Sobre o curador
Marco Antônio Vieira é Doutor em Arte, na linha de Teoria e História da Arte, pelo PPG em Artes Visuais, do Instituto de Artes da UnB. Atua como curador independente desde 2007, tendo assinado curadorias de mostras individuais e coletivas com obras de artistas como Rubem Valentim, Athos Bulcão e Vik Muniz. Trabalhou junto a instituições como a Casa Fiat de Cultura (BH) e o Paço das Artes, em São Paulo. Desde 2019, desenvolve projetos curatoriais para espaços independentes no Centro-Oeste, em que investiga, junto aos artistas com quem trabalha, a noção de ‘exposição como obra’ e a espacialização significante que encerra o evento expositivo como montagem alegórica. É autor de textos críticos, curatoriais e acadêmicos, publicados no Brasil e no exterior. Desde agosto de 2022, é professor colaborador do Programa de Licenciatura em Artes Visuais, na área de teoria e história das artes visuais e processos poéticos no ensino de artes visuais, do Departamento de Artes, da UEPG (Universidade Estadual de Ponta Grossa), Paraná.
Pequeno jardim no fundo do açude seco – 2024 – Adobe, flores secas, farinha de osso, pó de rocha e vergalhão – 50cm X 90cm X 10cm – Carlos Lin
Pra você (o mistério enunciado pela palavra/texto perdido na ponta da língua)
De | Carlos Lin
Curadoria | Renata Azambuja
Sala Acervo
Artista visual, curador, pesquisador e historiador da arte, Carlos Lin apresenta uma exposição que trata de sua produção ao longo dos últimos anos. Em Pra você (o mistério enunciado pela palavra/texto perdido na ponta da língua), Lin investiga sua própria pesquisa recentes em múltiplas linguagens das artes visuais, como a fotografia, o desenho, a vídeo arte, o texto, a cestaria, os objetos e a instalação. “São obras produzidas a partir da organização de séries dedicadas a pessoas importantes para mim”, diz o artista. A mostra apresenta um apanhado geral das séries a partir do recorte e da seleção propostos pela curadoria, sob a curadoria de Renata Azambuja.
A mostra se articula a partir de uma ideia de excesso relacionada ao gabinete de curiosidades e à prolífica produção do artista, que se volta para os seus interesses pela linguagem, a busca pelo entendimento dos “meandros da enunciação”, como ele afirmou em entrevista recente à curadora. “Sempre me interessei por arte e história, entre outras coisas. Isso vem do meu interesse pela linguagem, por tentar entender os meandros da enunciação, tanto pela via da palavra (escrita ou falada) quanto pelo texto (verbal ou imagético) quanto pela imagem (seja qual for)”, ressalta Carlos Lin.
“Sou, antes de tudo, artista. Inscrevi-me nesse modo de ser logo cedo, fazendo garatujas e me especializando nisso. Logo em seguida, desenvolvi desenhos sobre diversas superfícies, como papel, vidro, madeira ou produzindo sulcos na areia fina que cobria o quintal da casa dos meus pais ou na rua em frente à casa, que ligava aquela casa ao mundo, de maneira direta. Eu gostava mais de caminhar pelo mato do que pela rua. O mato apresentava-me deslumbramentos diferentes e eu gosto ainda hoje disso”, afirma Lin. Hoje, o artista mora na zona rural de Brasília. Passeia no meio do mato com seus cachorros e, durante essas caminhadas, faz fotografias de coisas variadas, entre elas, de flores.
Renata Azambuja reforça a percepção do caráter interior da produção do artista ao afirmar que em muitas das conversas que tiveram para a construção da exposição ele se autodenomina um sujeito do interior, um caipira. “É uma percepção que se dá pela sua procedência, Barretos (SP), que se confirma ao vermos uma produção que surge a partir do início dos anos 1980, com um olhar atento ao meio ambiente, aprofundando-se em várias de suas facetas.
O “mato” é um destino almejado e alcançado. E esse ambiente, tanto naquele em que foi criado como no que nele se interiorizou, está presente em sua obra. “O meio me fornece os elementos para a construção de minha obra, em termos de materialidade e de imagem. Ao mesmo tempo que comecei a usar o grafite, o lápis para desenhar figuras, também usava carvão, e usava a argila para modelar. Nas colagens, era comum usar fibras naturais para produzir papel artesanal seguido de múltiplos usos. Na fotografia, com frequência o elemento fotografado são flores do ao redor. Nos últimos anos, pesquiso o uso da fibra pura de palmeira e do barro de açude seco, minha pesquisa mais recente. Mas, o uso de materiais naturais acontece em paralelo à construção de obras com outras linguagens e tecnologias, como a fotografia e a vídeo arte”, completa o artista.
Sobre o artista
Carlos Lin vive e trabalha em Brasília. Nasceu e cresceu no interior rural de Barretos (SP). É artista visual, professor de artes, curador independente, pesquisador, teórico e crítico do circuito das artes em Brasília. Lecionou na UnB e na FADM. Coordenou o Programa Educativo do CCBB. Organiza o “Deriva” (Grupo de Estudos em Arte Contemporânea). Participa regularmente de exposições individuais e coletivas. Atua na interface entre arte, educação, filosofia e psicanálise. Sua produção se iniciou nos anos de 1980 e aborda questões sobre o tempo e a efemeridade, além de focar na qualidade intrínseca dos materiais empregados nas obras, sejam naturais ou culturais, com usos diretos ou mediados pela tecnologia.
Sobre a curadora
Renata Azambuja é historiadora da arte, curadora e arte-educadora. Licenciada em Artes Plásticas pela UnB, Mestre em Teoria e História da Arte Moderna e Contemporânea pelo City College/City University of New York e doutora em Teoria e História da Arte pela UnB, realizando uma pesquisa em torno dos modos de produção de conhecimento da curadoria, tendo a residência como foco. É professora da SEEDF desenvolvendo, atualmente, ações sobre Educação Patrimonial nos Territórios Culturais.
Serviço:
Romance| De Leo Tavares
Curadoria | Marco Antônio Vieira
Sala Principal | Referência Galeria de Arte
Pra você (o mistério enunciado pela palavra/texto perdido na ponta da língua)| De Carlos Lin
Curadoria | Renata Azambuja
Sala Acervo | Referência Galeria de Arte
Abertura | 18/10, das 17h às 21h
Visitação | Até 18/11
De segunda a sexta, das 10h às 19h
Sábado, das 10h às 15h
Entrada | Gratuita
Classificação indicativa | Livre para todos os públicos
Donas do Dom cantam Maria Bethânia dia 25 no Clube do Choro
Jornalista: Alessandra Terribili
Dia 25 de outubro, sexta-feira, às 20h30, o Clube do Choro recebe o grupo Donas do Dom. O show se chama “Estado de Poesia” e traz poemas e canções do repertório de Maria Bethânia interpretado pelas vozes de Nanci Araújo, Rejane Pitanga, Lina Renhem, Jane Ferreira e Josiane Araújo.
A apresentação é única e encerra a turnê do grupo, e os ingressos estão à venda na bilheteria do Clube do Choro e online, pela Bilheteria Digital.
Show “Estado de Poesia”, com grupo Donas do Dom Poemas: Jirlene Pascoal Participação especial: Dani da Silva Violões: Magoo Vale Rio e De Sá Viana Percussão: Bento Baixo: Eudimar Carvalho Produção: Júlio Barros – 61 992321674 (WhatsApp)
Professora lança livro sobre diversidade e inclusão no auditório do Sinpro
Jornalista: Maria Carla
Na noite do dia 4 de outubro, a professora de Atividades do CAIC JK do Núcleo Bandeirante, Rafaela Farias, lançou seu livro “Uma Estrada Colorida” no Auditório Paulo Freire, na sede do Sinpro-DF, localizada no Setor de Indústrias Gráficas (SIG). Durante o evento, as convidadas e os convidados puderam adquirir obras autografadas pela autora, apreciar uma apresentação de um grupo de percussão formado por mulheres e desfrutar de um coquetel.
Apresentada ao público pela diretora do Sinpro-DF, Ana Cristina Machado, a obra aborda a inclusão, um dos temas mais relevantes do currículo escolar e uma preocupação constante nas comunidades educacionais. No sistema público de ensino do Distrito Federal, o respeito à diversidade e a pedagogia da inclusão são práticas diárias que visam transformar a sociedade, garantindo justiça social, cidadania e dignidade para todos.
Rafaela Farias destacou que “a obra aborda, de forma sensível, a importância da diversidade e inclusão em nossa sociedade. Por meio da história de Yane, uma criança que nasceu com pé torto congênito, o livro convida todos a refletir sobre as diferenças que tornam cada um de nós únicos e especiais”.
A professora, que atualmente atua em Classe Especial, explicou que o objetivo do livro é inspirar e sensibilizar os leitores sobre a importância de promover um mundo mais inclusivo e acolhedor. Ela acredita na necessidade de construir uma sociedade mais justa, onde cada indivíduo seja valorizado por quem realmente é. A narrativa de Yane, filha da autora, surgiu da percepção diária da diversidade na escola e dos desafios ainda existentes para a inclusão. “Como atuo em Classe Especial, percebo muitos obstáculos para a inclusão efetiva e a urgência de abordar cada vez mais esse tema”, afirmou Rafaela.
“Espero que este livro possa inspirar e sensibilizar leitores sobre a importância de um mundo mais inclusivo. Juntos, podemos percorrer essa estrada colorida rumo a um futuro mais brilhante e diverso “, disse.
Projeto Interafricanidades une cultura e esporte no CEM 04 de Ceilândia
Jornalista: Maria Carla
No início de outubro, o Centro de Ensino Médio nº 04 de Ceilândia (CEM 04) lançou a primeira edição do Projeto Interafricanidades – Interclasse 2024. A iniciativa visa a integrar a temática das africanidades com o tradicional evento de interclasse, antecipando os objetivos de aprendizagem para o mês, a semana e o dia da Consciência Negra.
Organizado por Marcos Borzuk da Fonseca Júnior, Valdenice Hack, Daniel Carvalho Silva (equipe de coordenação), Sheila da Silva Machado e José Nivaldo Evangelista da Costa (professores de educação física do colégio e coordenadores gerais), Francisco das Chagas Silva (professor de sociologia e Idealizador da logística de painéis e apresentação), o corpo de professores do turno matutino da escola e a estudante Emanuela Pereira Leite (organizadora geral), implantaram o projeto que integra o Projeto Político-Pedagógico (PPP) da escola e envolve a participação de 18 turmas, que, necessariamente, apresentaram trabalhos acadêmicos sobre diversos aspectos do continente africano.
O Projeto Interafricanidades tem três objetivos principais: permitir aos(às) estudantes realizarem pesquisas sobre países africanos; promover um aprendizado que una o conhecimento intelectual e o desenvolvimento físico-esportivo; e fortalecer os laços entre estudantes e professores(as) por meio do trabalho em equipe. Segundo Borzuk, cada turma é responsável pela elaboração de painéis que serão apresentados ao longo do evento, incorporando elementos sociais, culturais, políticos e econômicos dos países que representam, mediante a orientação do respectivo professor orientador.
As atividades do projeto ocorreram de 30 de setembro a 4 de outubro de 2024, abrangendo diversas disciplinas e culminando em um evento esportivo que incluiu modalidades como futsal, vôlei e queimada. As regras estabelecidas para as competições foram rigorosas, com penalizações para estudantes que não cumprissem os requisitos de participação ou se desentendessem durante os jogos, reforçando a importância do respeito e da convivência pacífica.
Durante o desfile de abertura, que ocorreu no primeiro dia do evento, cada equipe se apresentou com vestimentas e manifestações culturais representando países africanos, garantindo uma imersão na diversidade do continente. Para os alunos, essa atividade não apenas buscou a pontuação no interclasse, mas também promoveu uma experiência enriquecedora, ligando o aprendizado teórico ao cultural e ao esportivo.
Os(as) estudantes foram avaliados em suas participações tanto nas atividades acadêmicas quanto nos jogos, com a pontuação sendo computada nas disciplinas correspondentes. A participação ativa em pelo menos uma modalidade esportiva era essencial para garantir a nota, incentivando a colaboração e o espírito de equipe entre os estudantes. Além disso, a premiação para as equipes vencedoras inclui medalhas e troféus, além de um dia de diversão em uma chácara.
Com o Projeto Interafricanidades, o CEM 04 de Ceilândia não apenas celebra a diversidade cultural africana, mas também promove o desenvolvimento integral do seu corpo discente (os/as estudantes), unindo conhecimento, esporte e valores fundamentais, como respeito e solidariedade. O sucesso desta primeira edição abre portas para futuras iniciativas que continuarão a integrar cultura e educação de forma inovadora.
Sinpro promove 35ª turma de Formação Sindical para Aposentados(as)
Jornalista: Luis Ricardo
O Sinpro, por meio da Secretaria para Assuntos dos Aposentados, está abrindo as inscrições para a 35ª Turma de Formação Sindical para Aposentados(as), que acontecerá de 28 a 31 de outubro, em Caldas Novas-GO. Maiores informações e as inscrições podem ser feitas pelos telefones 3343-4235 e 99994-6258 (Elieuza), de 8h às 13h e das 14h às 17h. As vagas são limitadas e sua presença é fundamental para nossa luta. Caso as vagas se esgotem, abre-se uma lista de espera.
Desde 2009 o Sinpro-DF oferece este curso especificamente aos(às) aposentados(as) da categoria com o objetivo de mostrar a necessidade de continuar na luta para garantir os seus direitos, entendendo que aposentamos das atividades pedagógicas, mas jamais devemos nos aposentar da luta. O curso de Formação Sindical é uma parceria entre a Secretaria para Assuntos dos Aposentados e a Escola Centro-Oeste de Formação da CUT Apolônio de Carvalho (ECOCUT). Esta é a 35ª turma de aposentados que o sindicato forma. A Primeira e a Segunda Etapas são realizadas em Caldas Novas.
Esta é a primeira etapa do curso, que acontece em duas etapas. “Este é um curso de formação para aposentados e aposentadas em um momento em que paramos para entender um pouco mais sobre a nossa entidade, fazer estudos e reflexões acerca do contexto que nós estamos vivendo. Neste período debatemos temáticas do nosso interesse e do momento atual. A participação deste segmento da categoria é de grande importância”, salienta a coordenadora da Secretaria de Assuntos dos Aposentados Elineide Rodrigues.
Escola Classe 416 Sul implanta projeto de estímulo à leitura
Jornalista: Luis Ricardo
A Escola Classe 416 Sul tem apostado no estímulo à leitura e à criatividade entre os(as) alunos(as), e na última quarta-feira (09) promoveu o Voo de Aventuras no Mundo da Imaginação. Além do estímulo à literatura, o projeto integra atividades lúdicas com uma reflexão profunda sobre o legado que deixamos para os(as) outros(as).
O ponto alto da atividade foi um passeio ciclístico e caminhada, onde os(as) estudantes puderam vivenciar simbolicamente uma “viagem” pela imaginação. Durante o evento, todos(as) foram convidados(as) a pensar sobre a importância de guardar memórias significativas e positivas para o futuro, comemorando também o dia da família.
Segundo a professora da biblioteca, Dani Brisa, o projeto é essencial para os(as) alunos(as), pois oferece uma oportunidade única de unir aprendizado, diversão e reflexão. “O passeio ciclístico, em particular, não só incentiva a prática de atividades físicas, mas também oferece um momento de reflexão sobre a importância de criar e guardar memórias. Os alunos aprendem que as experiências que vivemos, as amizades que construímos e as boas ações que praticamos são parte de um legado que deixamos para os outros. Dessa forma, o evento fortalece o senso de comunidade, responsabilidade e o prazer pela leitura, ao mesmo tempo em que cria memórias que todos levarão para a vida toda”, salienta.
O projeto começou a ser desenvolvido em 2024 como uma iniciativa pioneira na biblioteca voltada para os alunos de todas as classes, inclusive as classes especiais. Participam todos os funcionários da escola, professores, pais e outros membros da comunidade escolar.