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A Biblioteca Braille Dorina Nowill, localizada em Taguatinga, realiza encontro na capital federal para a promoção da inclusão e valorização de pessoas cegas. Nos dias 12 e 13 de setembro, das 10h às 19h, professores(as), orientadores(as) educacionais, estudantes e a comunidade em geral poderão participar da IV Feira de Acessibilidade do Distrito Federal. O evento é gratuito e será no Alameda Shopping.
Nos dias da feira, que também contará com saraus e exposições, serão realizadas palestras sobre inclusão, direitos e educação; debates para discutir os desafios e avanços na vida da pessoa com deficiência na sociedade e a contínua promoção de inclusão cultural; empoderamento e valorização de artistas que fazem parte desse público.
A Feira de Acessibilidade do Distrito Federal começou em 2022 e se tornou referência. “Quando iniciei esse projeto, era algo acanhado. Chamamos algumas pessoas para mostrar trabalhos, divulgar iniciativas, fazer contatos. Hoje, a feira tomou uma proporção muito maior, com a apresentação de atividades culturais, como bandas e grupos artísticos formados por pessoas com deficiência, peças de teatro, trabalhos pedagógicos, divulgação de equipamentos e tecnologia e presença de todos os segmentos importantes neste campo. Teremos uma programação muito extensa”, ressalta a coordenadora da Biblioteca Braille, Eliane Ferreira.
Entre as participantes em 2025 estão a Biblioteca Nacional de Brasília, que trará a Mala do Livro; a Academia Taguatinense de Letras; o Centro de Ensino Especial para Deficientes Visuais (CEEDV); a Biblioteca Pública da União; a Coordenação de Ensino de Taguatinga e a Fundação Dorina Nowill, de São Paulo.
Serviço
4ª Feira de Acessibilidade do Distrito Federal
Data: 12 e 13 de setembro
Horário: das 10h às 19h
Local/Endereço: Alameda Shopping, CSB 02, Lotes 01/04 – Taguatinga
Entrada: gratuita
Mais informações: Instagram @bibliotecabrailledf

Atenção às datas do remanejamento! Nesta segunda-feira (25/8) serão divulgados os resultados dos recursos e casos especiais para o cômputo de pontos dos(as) servidores(as), bem como a pontuação final dos candidatos. Na próxima sexta-feira (29/8), a SEEDF abre às unidades escolares a lista de carências e a oferta no sistema para o início do processo de remanejamento interno e externo.
O procedimento anual é realizado para que professores(as) e orientadores(as) educacionais possam se movimentar de uma unidade de exercício para outra, caso queiram. O procedimento também regulariza a situação funcional de educadores(as) no âmbito da unidade escolar, uma vez que só poderão participar do procedimento de distribuição de carga 2025 aqueles(as) que estejam regularizados na unidade escolar.
Todas as movimentações são efetuadas via SEI e Sigep.

Carências do remanejamento interno – No dia 3 de setembro, serão apresentadas, de forma preliminar, as carências que disponibilizadas para o remanejamento interno. Caso haja divergência, o(a) servidor(a) poderá questionar a apresentação ou falta de apresentação de carências de 3 a 10 de setembro.
Envio da lista (remanejamento interno): De 30 de setembro a 7 de outubro, os(as) servidores(as) deverão enviar a lista de prioridades. A lista é o único momento em que o(a) servidor(a) manifestará interesse em possíveis locais de trabalho. Ela só pode ser enviada uma única vez. Deve ser anotada por ordem de prioridade e caso o(a) servidor(a) tenha interesse em uma unidade escolar que apresente mais de uma vaga, todas as vagas daquela unidade devem constar na sua lista de envio. Isso aumenta a chance de ser atendido(a).
Exemplo – A EC 01 possui quatro carências de Atividades. A professora Maria deseja trabalhar nessa escola. Ao montar a lista, a educadora deve colocar as quatro carências na sua lista, classificando-as em prioridades 1, 2, 3 e 4. Caso a professora Maria também tenha interesse como uma segunda opção a EC 02, com duas carências, deve colocar essas carências como prioridade 5 e 6.
O resultado final do remanejamento interno será divulgado no dia 5 de novembro.
Remanejamento externo
O processo de remanejamento externo começa no dia 6 de novembro, quando haverá a divulgação preliminar das carências e os(as) servidores(as) devem apresentar seus recursos. O envio das listas de interesse está previsto para o período de 13 a 17 de novembro.
O resultado final geral do processo de remanejamento está previsto para o dia 2 de dezembro, e o comprovante de bloqueio deverá ser efetuado de 3 a 8 de dezembro.
O Sinpro acompanhará todas as etapas de desenvolvimento e execução do remanejamento. Todos(as) devem ficar atentos a mudanças no cronograma do remanejamento, uma vez que a distribuição de turma está prevista para ocorrer no dia 16 de dezembro.
O tarifaço de Donald Trump sobre o Brasil e outras exigências bizarras feitas pelo presidente norte-americano trouxeram à tona o debate sobre soberania nacional. Longe de ser um tema restrito ao eixo da economia do país, a autonomia para ter controle exclusivo do próprio território, população e instituições está inevitavelmente ligada à educação.
O professor do Departamento de Economia da Universidade de Brasília (UnB) José Luís Oreiro afirma que um país soberano, que quer se desenvolver ao longo do tempo, deve investir na educação pública e gratuita e na formação da população.
Entretanto, o processo de transformação do ensino em mercadoria tem se mostrado um empecilho para colocar a educação como essencial para a construção de um projeto nacional. A estratégia, cada vez mais comum no Brasil e no mundo, atende a interesses externos e alinhados ao mercado e traz uma série de prejuízos ao desenvolvimento integral dos(as) estudantes.
“O problema de uma educação mercantilizada é que ela não forma cidadãos, ela forma consumidores; e isso tem efeito muito ruim para o processo democrático, além de ser um mecanismo que torna as pessoas mais burras, mesmo que tenham algum tipo de conhecimento técnico”, afirma Oreiro.
Segundo Vera Maria Vidal Peroni e Maria Raquel Caeteno no artigo “O público e o privado na educação – Projetos em disputa?(2016)”, a Base Nacional Comum Curricular — referência obrigatória para elaboração de currículos escolares — se tornou um campo de disputas na educação brasileira.
“A disputa pelo currículo torna-se importante, pois nele pode ser impresso o conteúdo e a direção a ser dada à educação e à escola. Com esse objetivo, sujeitos individuais e coletivos organizados em instituições públicas e privadas vêm se articulando por meio de seminários, debates e relatos de experiências internacionais”, afirma trecho do texto.
O embate pelos caminhos que devem ser percorridos pela educação ocorre também na formulação e implementação de legislações voltadas ao setor. Exemplo disso foi a aprovação antipopular da reforma do Ensino Médio (Lei 13.415/2017), que contou com influência de agentes privados e submeteu a formação de jovens a uma lógica exclusivamente tecnicista.
Vendida com um discurso falacioso de flexibilização e modernização do currículo escolar, a medida ampliou as desigualdades de ensino na rede pública e se mostrou um modelo de ensino excludente ao não considerar em sua essência as diversas condições socioeconômicas das juventudes brasileiras.
“A Reforma do Ensino Médio, ao priorizar itinerários formativos fragmentados e flexibilizados, distancia os jovens de uma formação crítica e integral. Em vez de ampliar oportunidades, ela reforça desigualdades, subordinando o aprendizado às demandas do mercado e deixando de lado a função social da escola: formar cidadãos conscientes e capazes de atuar de forma autônoma na sociedade”, afirma a diretora do Sinpro, Márcia Gilda.
Novos rumos
Para a diretora do Sinpro e da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) Berenice D’arc, apesar dos avanços nas ações e diretrizes que regem o ensino no Brasil, são necessárias reformulações nas políticas públicas educacionais. Isso possibilitará que a educação exerça papel estratégico para a formação de uma consciência coletiva em que o país e a soberania nacional estejam acima de qualquer interesse.
“A nossa Base Nacional Curricular Comum, o nosso Plano Nacional de Educação e outras normativas não têm condições de dar apontamentos para uma educação que possa transformar essa realidade e trazer esse sentimento patriótico, no sentido de defesa do nosso país e não no sentido de valorizar pessoas”, disse.
A sindicalista explica que, para alcançar esse ideal, a educação precisa transcender os saberes formais e, por meio de um ensino interdisciplinar, abordar temas como a importância de um Estado democrático e soberano, a pluralidade de povos, as diversidades culturais, a histórias daqueles e daquelas que construíram o país; assuntos que fortaleçam a identidade nacional e o compromisso social.
“Ao observarmos as investidas dos EUA contra o nosso país, percebemos que parte da população aceita e concorda com esses ataques. Por isso, é fundamental superarmos essa postura, para que, no futuro, nenhum cidadão considere aceitável que um presidente — de qualquer país — interfira no nosso Estado ou influencie a nossa forma de atuação política”, afirmou a diretora do Sinpro e da CNTE Berenice D’arc.
Valorização profissional
A valorização dos profissionais do magistério, que atuam diretamente no processo de troca de saberes, é essencial para garantir a educação como instrumento de transformação e formação de cidadãos conscientes, inclusive sobre a importância da soberania para o Brasil.
O cenário, entretanto, não é promissor. No DF, por exemplo, o Plano Distrital de Educação é desconsiderado ao ser imposto à carreira do magistério público a menor remuneração das carreiras do GDF de mesma escolaridade. Pela meta 17 do PDE, a remuneração do magistério deve ser equivalente à média salarial das demais carreiras de mesma escolaridade do funcionalismo distrital.
A desvalorização da categoria do magistério público, um fenômeno nacional, poderá acarretar prejuízos imensuráveis à educação nos próximos anos. Projeções do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) mostram que, até 2040, o Brasil corre o risco de ter uma carência de 235 mil professores(as) de educação básica. Isso porque a carreira deixou de ser atrativa a novos profissionais, que buscam melhores condições de trabalho e remuneração justa.
“Os problemas vão além da questão salarial. Há um conjunto de fatores que impacta diretamente a atratividade e a permanência na carreira. São condições de trabalho precárias, salas de aula superlotadas, sobrecarga de trabalho e outros. Somente com uma educação pública robusta e inclusiva e com a valorização docente e currículo interdisciplinar será possível formar cidadãos conscientes e fortalecer a soberania nacional”, disse a diretora do Sinpro Márcia Gilda. Para ela, educação precisa ser, de fato, “um direito fundamental, e não uma mercadoria”.
Em evento gratuito e aberto ao público, a escritora Tati Calais lança no dia 27 de agosto, às 19h, seu mais novo romance, Não, Não Mais, na Biblioteca Demonstrativa Maria da Conceição Moreira Salles (BDB), localizada na 506/507 da W3 Sul.
Com enredo impactante e profundamente humano, Não, Não Mais é uma obra de ficção que aborda, com sensibilidade e contundência, temas como violência doméstica, abuso de vulnerável e as complexas amarras de relações abusivas. A protagonista, Isadora, é uma mulher sonhadora que deixa o sertão alagoano em busca de uma vida melhor na capital federal. Em Brasília, envolve-se com Jorge, um homem rico e influente, cujo charme inicial esconde um comportamento controlador e violento.
Ao descobrir que se casou com um abusador, Isadora já se encontra fragilizada e sem forças para reagir. A história ganha novos contornos com a entrada da advogada Isabela, figura central para o desfecho da trama, que representa a coragem, a empatia e a luta pela liberdade feminina.
Ambientado em Brasília, o romance costura a narrativa pessoal de Isadora à paisagem da cidade – marcada por suas avenidas largas, pela beleza dos ipês e pela presença imponente do poder político. A capital é cenário e símbolo de uma sociedade que, muitas vezes, silencia as dores femininas.
A obra de Tati Calais não entrega ao leitor soluções fáceis. Pelo contrário, convida à reflexão profunda sobre a violência estrutural que atinge mulheres em diferentes contextos. Nas palavras da orelha do livro, Não, Não Mais carrega uma esperança vívida, que ecoa na força do grito contido no título e nas últimas cenas de Morte e Vida Severina, de João Cabral de Melo Neto – “a beleza de um sim numa sala negativa”.
Durante o evento de lançamento, o público poderá adquirir o livro e participar de sessão de autógrafos com Tati Calais. Segundo a autora, em um tempo em que o debate sobre a proteção às mulheres e os direitos humanos são mais urgentes do que nunca, o lançamento de Não, Não Mais propõe uma escuta ativa e necessária. “Afinal, a Biblioteca Demonstrativa, reconhecida por sua atuação plural e acolhedora, se torna palco ideal para esse diálogo literário e social”, destaca.
O país está diante de uma oportunidade histórica. Até 7 de setembro, os(as) brasileiros(as) terão a chance de influenciarem nas regras do jogo da tributação federal. O Plebiscito Popular 2025 coloca em pauta questões fundamentais que podem alterar substancialmente a realidade da classe trabalhadora quanto à carga tributária e à jornada de trabalho.
De iniciativa de movimentos sociais, centrais sindicais, juventudes, artistas, entidades de fé e partidos progressistas, o Plebiscito Popular 2025 traz duas perguntas:
1 – “Você é a favor da redução da jornada de trabalho sem redução salarial e do fim da escala 6×1?”.
2 – “Você é a favor de que quem ganhe mais de 50 mil por mês pague mais imposto de renda para que quem recebe até 5 mil por mês não pague?”.
Para a diretora do Sinpro Márcia Gilda, “estamos diante da oportunidade de atuar para corrigir distorções que perpetuam a desigualdade social”. “No Brasil, não existe justiça tributária. Lucros e dividendos são isentos de imposto de renda. Bancos pagam alíquota média de imposto de renda de 14%. A classe média de trabalhadores, 27,5%. As bets faturam bilhões no Brasil, adoecem milhões de brasileiros e não são taxadas. Não podemos aceitar essa situação”, afirma.

Ela explica ainda que justiça tributária repercute em educação pública valorizada. “Quando quem ganha mais paga mais, são gerados recursos para educação, além de outras áreas sociais essenciais para o progresso do país, como saúde; infraestrutura em regiões negligenciadas, além de orçamento para programas sociais. Isso sem falar que faz a economia girar e o Brasil ir para frente, já que alivia a carga tributária sobre a classe trabalhadora e viabiliza consumo”, explica.
Em março deste ano, o governo federal enviou ao Congresso Nacional projeto de lei que aumenta o limite de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil por mês a partir de 2026. A proposta é compensar a isenção taxando mais quem ganha acima de R$ 600 mil por ano. Segundo o Ministério da Fazenda, a medida atingirá 0,13% dos contribuintes, que hoje pagam, em média, apenas 2,54% de Imposto de Renda.
Dados levantados pela organização do Plebiscito Popular 2025 mostram que 1% da população brasileira concentra 63% da riqueza, e pagam menos imposto do que a classe trabalhadora.
Jornada justa
O fim da escala de trabalho 6 x 1 – seis dias de trabalho e um de folga – está em discussão com a apresentação de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) na Câmara dos Deputados.
Para a secretária nacional de Saúde do Trabalhador da CUT (Central Única dos Trabalhadores), Josivânia Souza, a escala 6×1 é exaustiva, especialmente para as mulheres, ao não permitir vida social e cuidado com a saúde.
Países considerados desenvolvidos, como Alemanha, Nova Zelândia, Bélgica, vêm adotando a escala 4 x 3 ou outros modelos de redução de jornada. Mas no Brasil, a proposta enfrenta resistência no Congresso. A justificativa, não comprovada, é de que a redução da carga horária pode prejudicar a economia e aumentar o desemprego.
Pesquisa divulgada pelo Instituto Quaest revelou que 70% dos deputados federais são contra o fim da escala 6×1, apenas 22% apoiam o fim da escala 6×1 e 8% não souberam ou preferiram não responder.
Em debate no início deste mês no Fundacentro, a diretora técnica do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), Adriana Marcolino, ressaltou os impactos do trabalho em diversas dimensões da vida, particularmente na saúde e segurança dos trabalhadores e trabalhadoras. “É fundamental que consigamos estabelecer um novo regramento em relação à jornada de trabalho, tanto no que diz respeito a sua duração, reduzindo a jornada de trabalho, mas também a sua distribuição”, afirmou.

Sinpro na luta
Para fortalecer a luta por justiça tributária, o Sinpro disponibiliza urna de votação virtual e fixa para que a categoria do magistério e toda a população do DF possa participar do Plebiscito Popular 2025. Para votar, basta informar nome completo, telefone pessoal e e-mail.
Tanto na votação virtual como na presencial, após inserir os dados, é preciso responder às duas perguntas (“Você é a favor da redução da jornada de trabalho sem redução salarial e do fim da escala 6×1?” / “Você é a favor de que quem ganhe mais de 50 mil por mês pague mais imposto de renda para que quem recebe até 5 mil por mês não pague?”). Caso você concorde, vote “sim” e clique em “enviar”.
Para votar virtualmente, CLIQUE AQUI ou acesse o QR Code.
Para votar presencialmente, compareça à sede ou qualquer subsede do Sinpro. Veja abaixo os endereços:
SIG
SIG Quadra 6 Lote 2260 – Setor Gráfico
Taguatinga
CNB 04 Lote 03 Loja 01
Gama
Área Especial 20/21 Salas 43 e 45. Ed. Alternativo Center – Setor Central
Planaltina
Av. Independência Quadra 05 Lote 18 – Vila Vicentina
Outros locais de votação presencial:
CUT-DF: SDS – Setor de Diversões Sul – Ed. Venâncio V, bloco R, subsolo, lojas 4, 14 e 20 – Asa Sul
Rodoviária do Plano Piloto – Asa Sul
Campus Darcy Ribeiro UnB (Ceubinho) – Asa Norte
Feira de Ceilândia – St. M CNM 2 – Ceilândia Centro

Plebiscito
Os resultados do Plebiscito serão entregues ao presidente Lula, ao Congresso Nacional e ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Embora não tenham efeito jurídico direto, plebiscitos populares podem ter um impacto político e social exponencial – especialmente quando mobiliza grandes setores da sociedade, como o magistério público. Além disso, os resultados obtidos podem se tornar instrumento de pressão sobre o Congresso Nacional.
O plebiscito é um instrumento de democracia direta e consiste em uma consulta direta ao povo para decidir sobre questões importantes antes que uma lei seja criada. Em 2022, 10 milhões de pessoas de todo o Brasil disseram “não” à Área de Livre Comércio das Américas (ALCA). Em 1999, o tema em discussão foi a dívida externa.
MATÉRIAS EM LIBRAS
Dar voz às adolescentes, para que elas falem, perguntem e se expressem sobre seus próprios corpos. A partir dessa ideia, a professora arte-educadora Luciellen Castro produziu e dirigiu o documentário “#Respeitenossofluxo”, que traz conversas sobre pobreza menstrual com dezenas de estudantes dos CED 01 e 02 do Riacho Fundo I.
“Mais do que falar sobre menstruação, queremos falar sobre escuta, silenciamento, autonomia e o direito de existir com dignidade. O cinema, nesse contexto, é uma ferramenta pedagógica potente. Ele permite uma escuta ativa, sensível, e abre espaço para que as estudantes se reconheçam como produtoras de saber e transformação social”, explica a professora e cineasta.
Calcula-se que, no Distrito Federal, mais de 271 mil mulheres vivam em situação de pobreza menstrual, o que equivale a 17,3% das mulheres da capital federal. Muitas dessas mulheres são adolescentes da rede pública, que, ao menstruarem, enfrentam não apenas o desafio de cuidar do próprio corpo com dignidade, mas também a vergonha, a evasão escolar e a invisibilidade.
Levantamento realizado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e pelo Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) em 2021 revela que uma em cada quatro meninas já deixou de ir à escola durante o período menstrual. Mais de 4 milhões de alunas frequentam escolas sem banheiros com sabão, lixeiras ou estrutura mínima para higiene. No DF, mesmo com a sanção de uma lei, em 2021, que garante a distribuição gratuita de absorventes em escolas e unidades básicas de saúde, a política pública segue sem implementação efetiva.
Escuta como prática pedagógica
O projeto nasceu em 2023, a partir de uma roda de conversa promovida com estudantes no Dia Internacional das Mulheres. A ação partiu da pergunta: o que realmente faz sentido discutir com as estudantes nesse dia? A resposta foi construída coletivamente.
Entre as meninas, surgiu o desejo de falar sobre o corpo, sobre medo e vergonha. Por que a menstruação ainda é um tabu? Por que é motivo de constrangimento ou exclusão? Por que fomos ensinadas a esconder nosso sangue? No final da roda, Luciellen perguntou às meninas: ‘Como você gostaria de ser tratada pelos meninos dessa escola?’. Para os meninos, a provocação foi: ‘Eu fui machista quando…’. As respostas, segundo ela, indicaram um campo sensível de escuta que não encontra espaço no dia a dia escolar. A partir dali, nasceu o desejo de registrar essas falas e aprofundar o debate.
“Existe um fio para a condução da conversa, que é falar sobre pobreza menstrual, a dignidade menstrual, a puberdade, mas também o desdobramento das questões, como as relações das meninas com os meninos na escola, o machismo que permeia o tabu e o silenciamento dos corpos das mulheres, que desde cedo são silenciadas, e abrir o espaço de escuta de entender o que é necessário trabalhar com os estudantes, se eles entendem o que é a menstruação e como funciona”, conta Luciellen.
O projeto #Respeitenossofluxo foi realizado com recursos da Lei Paulo Gustavo. Prevê cinco rodas de conversa com estudantes, cinco exibições públicas com cine debates mediados e a produção de um material pedagógico voltado a professores da rede pública. Todos os produtos serão acessíveis, com legendas, audiodescrição, janela em Libras e linguagem simples.
O documentário de 15 minutos está em fase de edição. As gravações foram realizadas durante este mês de agosto. A ideia é finalizar a edição até novembro e exibi-lo nos dois CEDs do Riacho Fundo onde ocorreram a gravação e outras três escolas, para promover debates. Em seguida, Luciellen pretende inscrever o material em um festival de cinema.
A equipe do projeto é formada majoritariamente por mulheres: educadoras, comunicadoras, produtoras culturais e especialistas em acessibilidade. Entre elas está a professora Ravenna Silva, mulher negra, candomblecista, bióloga, mestra em educação em ciências e pesquisadora das relações étnico-raciais no ensino. Atuante nas redes pública e privada do DF, Ravenna será responsável por conduzir as rodas de conversa com os estudantes.
“Menstruar em um país desigual como o nosso é lidar com a falta de acesso ao básico: água, absorventes, estrutura escolar. A menstruação ainda é um tabu, marcada por machismo, vergonha e silenciamento. Meninas cochicham para pedir um absorvente, sentem-se constrangidas, muitas faltam à escola e até reprovam por não terem como lidar com o ciclo menstrual. É urgente que a sociedade compreenda que essa pauta não diz respeito apenas à saúde, mas ao direito à educação, à dignidade, à permanência escolar e à equidade”, afirma a professora.
O espetáculo “O Menino e o Tempo” está de volta à capital federal para uma curta temporada no Sesc 504 Sul. Com sessões marcadas para os dias 29, 30 e 31 de agosto, a montagem promete emocionar o público com uma história sensível e poética sobre o tempo, o crescimento e o autoconhecimento.
Dirigida pela cearense Luciellen Castro, a peça convida crianças e adultos a embarcarem em uma jornada lúdica e reflexiva, por meio do olhar de um menino que revisita sua infância em busca de respostas para perguntas que o acompanham desde então. Combinando poesia, música e linguagem cênica acessível, o espetáculo se destaca pela delicadeza da narrativa e pelo apelo universal de seus temas.
A montagem também reforça seu compromisso com a inclusão: todas as apresentações contarão com tradução simultânea em Libras, realizada pela traduatriz Thalita Araújo, garantindo o acesso ao público surdo.
Serviço
Evento: Espetáculo “O Menino e o Tempo”
Local: Sesc 504 Sul, Brasília (DF)
Datas e horários:
29/8 (sexta-feira), às 19h
30/08 (sábado), às 17h
31/08 (domingo), às 17h
Ingressos: R$ 15,00 (meia-entrada)
Vendas: Sympla https://www.sympla.com.br/evento/o-menino-e-o-tempo/3083293
Instagram: @omeninoeotempo
https://www.instagram.com/omeninoeotempo?igsh=MXdpc203OG1vYTd3eg==>
Ficha Técnica
Direção, dramaturgia e produção: Luciellen Castro
Elenco: Jemima Tavares, Jéssica Laranja, Vick Albali e Caléo
Músicos: Filipe Campos, Rai Santana e Jorge Bruno
Traduatriz de Libras: Thalita Araújo
Iluminação: Raíssa Frazão
O Arraiá do Sinpro vem aí, sô! Já reserva a data: dia 30 de agosto, a festa começa às 19h na Chácara do Sinpro (acesse a localização no final desta matéria).
Neste ano, nossa festa vai ter forró da melhor qualidade, com Santanna, O Cantador e o Trio Balançado! Também curtiremos juntos a dança country do grupo Comanches Country Show e a alegria da Quadrilha Sanfona Lascada. Animação pra ninguém botar defeito!
Arraiá que é arraiá tem comidas típica, sim sinhô! Vai ter canjica, churrasquinho, cachorro quente, bolo de milho, quentão e muitas outras delícias… E mais: fogueira, barraquinhas de brincadeiras e brinquedos infláveis para a criançada!
E tem mais: a Feira Cultural das Aposentadas e Aposentados do Sinpro acontece, mais uma vez, no nosso Arraiá! Depois do sucesso da edição passada, a 10ª Feira chega ainda mais potente! “É com muita satisfação que a Secretaria dos Aposentados retoma sua agenda após o processo eleitoral e a greve, com essa atividade tão importante”, destaca a coordenadora da Secretaria de Aposentados do Sinpro, Elineide Rodrigues. “A Feira Cultural valoriza a cultura a partir da produção dos aposentados, e a participação de cada ume cada uma engrandece o arraiá, promove belos encontros e, é claro, as vendas dos produtos”, completa ela. Para participar como expositora ou expositor, é necessário inscrever-se com Elieuza, pelo número (61) 99994-6258. As vagas são limitadas.
Para participar da festança, basta apresentar sua carteirinha do Sinpro, que dá direito à sua entrada e à de sua família.

Alegre tradição
Um dos momentos mais esperados do ano, o Arraiá do Sinpro chega, em 2025, à 21ª edição. A festa já é tradicional na agenda do magistério público do DF.
“O Arraiá do Sinpro faz parte da história da categoria, um misto de luta, conquistas, vitórias, mas também de muito lazer e cultura, bora participar sô!”, convida o coordenador da Secretaria de Cultura do Sinpro, Levi Porto. “Na Chácara do Sinpro, o arraiá é incrível e o espaço é acolhedor para nossa categoria e suas famílias curtirem essa festa popular”, completa Alberto Ribeiro, também diretor da secretaria.
A Chácara do Sinpro está localizada no Núcleo Rural Alexandre Gusmão, Chácara 02 Lote 125 – Brazlândia/DF. O telefone é (61) 3500-0586. Clique AQUI e acesse o localizador.
MATÉRIAS EM LIBRAS
A pedagoga e professora de ciências naturais Mirian Alves Lins da Escola Classe 305 (EC 305 Sul) lançou a segunda edição do projeto “Livro da Turma”, com a obra “Aventuras pelo Centro-Oeste”. O livro é produzido pelos estudantes do 4º Ano D, com idades entre 9 e 10 anos. O lançamento foi realizado no dia 21 de agosto.
A iniciativa faz parte do projeto piloto da escola “Conhecendo Meu Povo, Meu País”, e tem o objetivo de desenvolver competências socioemocionais, incentivar a escrita e ensinar sobre a importância do local onde vivem.
Ao todo, 18 estudantes participaram da produção do livro, que reúne conteúdos das disciplinas de língua portuguesa, ciências da natureza e ciências humanas. A narrativa acompanha uma turma que viaja pela Região Centro-Oeste do Brasil, vivenciando na prática o que aprenderam nas aulas. Durante o percurso, os personagens descobrem curiosidades sobre os estados visitados e interagem com colegas com deficiência, promovendo o respeito à diversidade.
Um dos destaques do livro, segundo a professora Mirian, são as informações sobre a Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno (RIDE-DF). “As crianças estão aprendendo desde cedo sobre um tema tão importante para nossa realidade local”, destaca a docente, que atua como professora de Atividades.
Embora a obra não tenha sido publicada por uma editora, o Sinpro imprimiu um exemplar para cada estudante, como forma de valorizar a produção pedagógica e o protagonismo estudantil.
Professora Miriam também disponibilizou a versão em PDF para venda simbólica entre familiares e amigos. O valor arrecadado foi revertido em um piquenique no Parque da Cidade, com direito a sorvetes da sorveteria mencionada na história, além de kits de lanches e materiais escolares.
“A ideia de vender o livro surgiu porque estamos trabalhando atualmente o ‘Projeto Aprender Valor”, voltado à educação financeira. Assim, os estudantes vivenciaram na prática o que estão aprendendo”, explica a professora. Ela ainda pretende transformar a obra em uma peça teatral para apresentar a história para outros estudantes.
Essa foi a “segunda edição do projeto ‘Livro da Turma'”. Em 2024, a professora Mirian apresentou a obra “Marina vai ao Cerrado”, escrita pelos estudantes Guilherme Blasi e Ayla Camily e ilustrada por alunos da turma do ano passado, durante o 13º Circuito de Ciências, realizado no CEMI Cruzeiro.
Iniciativas como essa mostram o poder da educação pública em transformar conhecimento em experiências significativas e formativas para a vida.
Clique aqui para ver o álbum de fotos.