CEM 02 de Ceilândia realiza ensaio do projeto “Crespas e Cacheadas” neste sábado (5)
Jornalista: Maria Carla
O Centro de Ensino Médio nº 02 de Ceilândia (CEM 02) dará continuidade ao projeto “Crespas e Cacheadas”, neste sábado (5), com um ensaio fotográfico que visa valorizar a estética afro de estudantes negros e negras. As imagens capturadas durante o evento serão exibidas em um mural da escola em novembro, em celebração ao Mês da Consciência Negra, e ficarão expostas por 1 ano.
O professor de sociologia e coordenador pedagógico da escola, Roberto Schiavini, explica que o projeto tem como principal objetivo promover a afirmação positiva da identidade étnico-racial por meio da fotografia. Além de combater o bullying e a discriminação, a iniciativa busca enfrentar o racismo estrutural, valorizando as relações étnicas e a ancestralidade dos jovens.
Recentemente, o CEM 03 de Taguatinga e o Centro Interescolar de Línguas do Recanto das Emas (CIL Recanto das Emas) também participaram do projeto, ampliando sua presença nas escolas públicas do Distrito Federal. O “Crespas e Cacheadas” já conquistou reconhecimento, recebendo um prêmio na 2ª edição do Prêmio Paulo Freire de Educação, promovido pela Câmara Legislativa do DF.
Histórico
Desde sua criação, em 2012, pela professora Regina Cotrin, o projeto evoluiu e agora inclui tanto alunas quanto alunos, focando na valorização da identidade de jovens negros da periferia. A atividade é parte do Projeto Político-Pedagógico da escola e promove uma construção pedagógica que incentiva a inclusão e a diversidade.
As três séries do Ensino Médio estão envolvidas, com inscrições abertas para todos os estudantes. O ensaio, seguido por uma exposição, ajuda a promover conscientização sobre questões raciais, impactando não apenas os participantes, mas também os demais alunos que transitam pelos corredores da instituição.
O caráter interdisciplinar do projeto é um de seus diferenciais, permitindo que professores de diversas disciplinas utilizem as fotografias como material didático para discussões sobre raça e identidade. A equipe atual da coordenação do projeto é composta por Roberto Schiavini, Gildenor de Araújo Sousa e Daniela Pessoa.
Antes do “Crespas e Cacheadas”, um projeto antirracista intitulado “Lápis cor da pele – Que cor?”, também iniciado pela professora Regina Cotrin, foi desenvolvido, refletindo sobre as percepções de cor e raça. A primeira exposição do projeto ocorreu em 2017 e, desde então, as atividades foram adaptadas, incluindo adaptações durante a pandemia.
O ensaio deste sábado representa mais um passo na luta pela valorização e visibilidade da beleza negra, reforçando a importância da arte como ferramenta de transformação social.
BIBLIOTECA DEMONSTRATIVA PROMOVE ARTE, DIVERSIDADE, INCLUSÃO E EDUCAÇÃO EM OUTUBRO
Jornalista: Letícia Sallorenzo
A Biblioteca Demonstrativa Maria da Conceição Moreira Salles (BDB), do Ministério da Cultura, inicia a primeira quinzena de outubro com uma programação cultural diversificada, que destaca a arte, a diversidade, a inclusão e a educação para todas as idades. As atividades incluem exposições, teatro, oficina e sessões de cinema, reforçando o compromisso da Biblioteca com a promoção do acesso à cultura e ao conhecimento. Abaixo, alguns destaques da programação.
Todas as atividades culturais da BDB são abertas ao público em geral e inteiramente gratuitas. Além desses eventos, a BDB oferece amplos espaços para estudo individual com acesso Wi-Fi gratuito e um telecentro para aqueles que não dispõem de um computador, bem como uma área infantil acolhedora, com Gibiteca e HQs para todas as idades.
Os livros podem ser emprestados à comunidade mediante cadastro no balcão da Biblioteca, levando documento de identificação e comprovante de residência. Cada pessoa pode levar até 3 livros por vez, por empréstimo, com devolução em até 15 dias, podendo renovar se não houver reserva de outro usuário.
A Biblioteca Demonstrativa Maria da Conceição Moreira Salles fica na entrequadra 506/507, na W3 Sul, e aceita agendamento de excursões escolares, com direito a transporte e lanche para as turmas.
As escolas e grupos interessados em participar da visita guiada à Biblioteca Demonstrativa, devem realizar o agendamento previamente pelo e-mail bdbcultural@cultura.gov.br ou pelo WhatsApp (61) 99513-2426.
Exposição de livros sobre a Infância
De 1º a 18 de outubro, das 8h às 18h, a BDB apresenta uma exposição de livros dedicados à infância, em homenagem ao Dia da Criança, comemorado em 12 de outubro. A mostra pretende incentivar a leitura de livros sobre aspectos relacionados à criança, desde a primeira idade, com uma seleção de títulos que exploram o universo infantil, muito interessante para as famílias, professores e demais interessados. Também há uma exposição de livros do projeto Literatura Acessível, em que as crianças têm acesso a obras com personagens da ampla diversidade humana, com disponibilização de livros físicos na BDB e virtuais, que podem ser acessados pelo link https://opac.bdb.koha.cultura.gov.br, gratuitamente.
Exposição de livros sobre os mestres da Educação: os professores
Também de 1º a 18 de outubro, os frequentadores da Biblioteca Demonstrativa vão encontrar uma seleção de obras que destacam o trabalho, os direitos e a produção literária de professores, numa homenagem ao Dia do Professor e da professora.
Exposição fotográfica “Maternidade na Diversidade”
Pra quem curte fotografia, a Biblioteca sedia de 1º a 11 de outubro a exposição fotográfica “Maternidade na Diversidade”. Com fotografias de Jayme Rocha, a mostra celebra o amor incondicional entre mães e filhos com deficiência, capturando momentos que destacam a beleza, a resiliência e a luta dessas mulheres. A iniciativa faz referência ao Dia Nacional da Pessoa com Deficiência Física, instituído pela Lei nº 2.795/1999, e visa conscientizar sobre a inclusão e a importância da acessibilidade.
Teatro adulto: “A Escritora e o Empalhador de Animais”
No dia 3 de outubro, às 20h, será encenada na Biblioteca a peça “A Escritora e o Empalhador de Animais”, dirigida por Ernandes Silva e escrita por Cícero Belmar. O monólogo, estrelado por Lilian França, aborda temas como violência doméstica e gaslighting, narrando a trajetória de Elvira, uma mulher que encontra refúgio na escrita após anos de um casamento abusivo. Com entrada gratuita e classificação indicativa de 12 anos, o espetáculo é reconhecido em diversos festivais nacionais e destaca a luta contra o machismo e a busca pela autoestima.
Oficina prática “Dinamização Cultural de Bibliotecas: do planejamento à execução”
Já nos dias 9 e 10 de outubro, das 19h às 21h, ocorrerá a oficina prática online “Dinamização Cultural de Bibliotecas: do planejamento à execução”, ministrada pela bibliotecária e gestora cultural Cleide Soares. É uma oficina voltada para quem trabalha em bibliotecas públicas e comunitárias em todo o país. Ela vai abordar aspectos relacionados à tomada de decisões sobre quais eventos são mais atrativos de públicos em bibliotecas, quais dialogam com a comunidade, como organizar, parcerias essenciais, elementos da produção cultural, divulgação e realização. É uma oficina esperada pelas bibliotecas, que pretende contribuir com a inclusão das diversas linguagens culturais no cotidiano das bibliotecas e das comunidades. As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas por meio do link disponível aqui. A atividade será transmitida ao vivo pelo canal oficial da @bdbcultural no YouTube.
Exposição virtual: Dia da Leitura
No dia 12 de outubro, a Biblioteca Demonstrativa apresenta uma exposição virtual com frases de renomados escritores e escritoras para celebrar o Dia da Leitura. A exposição pode ser conferida no acervo da BDB pelo link https://opac.bdb.koha.cultura.gov.br.
Exposição “Sentidos além da visão”
De 14 de outubro a 1º de novembro, das 8h às 18h, o público poderá conferir a exposição “Sentidos além da visão”, da pedagoga, professora e escritora Arlene Muniz, na Galeria da Biblioteca. “Sentidos Além da Visão” é uma exposição inovadora que oferece a videntes e pessoas cegas a oportunidade de explorar a arte de forma única e sensorial. Através de obras bidimensionais em alto-relevo e esculturas tridimensionais, os visitantes são convidados a perceber a beleza não apenas pela visão, mas também pelo tato, olfato e audição. A mostra propõe uma experiência inclusiva, ampliando a acessibilidade e desafiando os sentidos ao permitir que o público cego vivencie a arte de maneira profunda e multissensorial.
Oficina Transferegov
No dia 14 de outubro, das 14h às 17h, a BDB oferece uma oficina gratuita sobre o Transferegov, plataforma de gestão de transferências de recursos da União. Conduzida pelo especialista Márcio Sousa, gestor de projetos sociais e educacionais, a atividade ocorrerá via Meet e tem vagas limitadas. Os participantes que preencherem a lista de presença receberão certificado de participação. As inscrições podem ser realizadas por meio do link disponível aqui até o dia 11/10.
A programação cultural da Biblioteca Demonstrativa Maria da Conceição Moreira Salles é realizada por meio do Termo de Colaboração nº 950548/2023, celebrado entre o Ministério da Cultura, por meio da Secretaria de Formação Cultural, Livro e Leitura (Sefli), e o Instituto Incluir, uma organização da sociedade civil. Fundada em 1970 e localizada em Brasília, Distrito Federal, essa instituição tem caráter público federal. Com a missão de ser uma biblioteca experimental que promove novos paradigmas de normatização e disseminação de boas práticas no campo das bibliotecas públicas, buscando sempre estar na vanguarda. Além disso, ela desempenha um papel fundamental na democratização do acesso à leitura, na formação de novos leitores, na promoção da literatura brasileira e na contribuição para o aprimoramento dos profissionais que atuam em todo o Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas.
Projeto Palhaçada no Cruzeiro leva espetáculos gratuitos para escolas públicas do Cruzeiro
Jornalista: Luis Ricardo
Durante o mês de outubro, dez escolas públicas dos Cruzeiros Novo e Velho receberão cinco espetáculos diferentes na linguagem milenar da palhaçaria, com mediação artística. Este é o novo projeto do grupo BR S.A. com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do DF, em parceria com a Cia Concertina e o Palhaço Seu Cocó.
Com espetáculos voltados para todos os públicos, desde crianças a adultos, o projeto Palhaçada no Cruzeiro tem o objetivo de atender a comunidade escolar da Região Administrativa do Cruzeiro. São eles: {Entre} Cravos & Lírios e Entrevista de Emprego, do BR S.A.; Inesperável público, da Cia Concertina; e O Violinista Mosca Morta e Seu Cocó e as Caixas-surpresa, do palhaço Seu Cocó.
{Entre} Cravos & Lírios, com Denis Camargo e Ana Vaz, traz à cena uma dupla de vagabundos excêntricos que vivem à margem da sociedade e um encontro inusitado entre eles promove situações tragicamente cômicas que retratam aspectos da miséria e da poética humana. Já Entrevista de Emprego, solo de Ana Vaz, é sobre uma mulher que tenta conseguir seu sonhado emprego de carteira assinada, e durante sua saga são apresentadas angústias e tentativas de manter o controle emocional, e aí é que a confusão e a graça começam.
Inesperável público resgata a essência do circo de maneira minimalista, com uma atenção especial para o seu caráter lúdico e fantástico, conduzido pelas palhaças Marinês e Hipotenusa, que reinventam números clássicos do mágico, do equilibrista e da bailarina. A Cia Concertina foi criada em 2013, pelas atrizes e palhaças Mariana Neiva e Ana Vaz, tendo como base para o desenvolvimento de seus espetáculos, as técnicas do palhaço e da comicidade física.
O Violinista Mosca Morta é um concerto musical atrapalhado de violino com a participação indesejada de uma mosca que surge no palco atrapalhando o músico palhaço com características excêntricas. Já Seu Cocó e as Caixas-surpresa é uma brincadeira com sons e palavras, que convida o público a conhecer um acervo de incertezas e descobertas, por meio de canções, poesias, trava-línguas, adivinhas e cantigas de roda. Ambos são interpretados por Pedro Caroca, que pesquisa a palhaçaria desde 2018.
O BR S.A. Coletivo de Artistas acumula 12 anos de trajetória. Sediado em Brasília, sua origem está ligada aos interesses de investigação de processos composicionais para cena, criação de novas dramaturgias, no diálogo das diferentes estéticas e gêneros teatrais, na qualificação de seus integrantes e, principalmente, no trabalho com processo colaborativo, sempre tendo o cômico como linguagem de pesquisa.
Além dos espetáculos, os estudantes terão uma mediação artística antes de cada apresentação para aproximar ainda mais o público das obras. Esta foi uma preocupação dos integrantes dos grupos para a formação de espectadores. Outro cuidado foi com a acessibilidade, e por isso os espetáculos terão audiodescrição para estudantes cegos e interpretação em Libras para estudantes surdos.
São Sebastião recebe 2ª edição do Festival Itinerante de Arte-Educação
Jornalista: Luis Ricardo
O Festival Itinerante de Arte-Educação (FIARTE) desembarca em São Sebastião para uma temporada de teatro e reflexões, de 4 a 11 de outubro. O projeto, que está em sua segunda edição, tem como proposta deslocar a circulação de espetáculos do centro de Brasília, levando a produção teatral para as regiões administrativas do Distrito Federal.
Em uma cidade em que a Cultura fervilha, apesar de não possuir um centro cultural como equipamento público, o 2º FIARTE busca o território da escola como espaço alternativo e de formação de novos espectadores. A programação ocupará auditórios e quadras de esporte de unidades de ensino da rede pública da cidade, integrando mais de 40 ações artístico-pedagógicas de mediação teatral e formação de espectadores.
O projeto atenderá estudantes da Educação Infantil e do Ensino Fundamental e Médio. “Seguimos acreditando na força transformadora que brota do chão da escola, como um importante território de conquista do direito de sonhar e imaginar outros futuros”, ressalta Wellington de Oliveira, diretor de produção e arte-educador do projeto.
Realizado com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC), da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal, o FIARTE articula parcerias com grupos teatrais, artistas, técnicos e produtores. A programação traz cinco produções artísticas do DF. A curadoria do projeto valorizou a diversidade de linguagens e a relevância temática dos espetáculos, na perspectiva de circular e incentivar importantes debates e reflexões sobre a sociedade atual.
Também serão realizadas ações de mediação teatral e formação de espectadores, ampliando os espaços de intercâmbio com a comunidade e as relações com o território. De acordo com Martha Moraes, arte-educadora e coordenadora pedagógica do projeto, “é preciso pensar que o acesso não se limita somente ao espaço físico do teatro ou a uma produção cultural. Temos que oferecer ações que potencializam o acesso aos códigos da linguagem teatral e a própria experiência de contato com as obras”.
Para garantir a inclusão de estudantes com deficiência, o projeto conta com uma equipe de arte-educadores capacitados para promover a acessibilidade atitudinal e tradução em LIBRAS em todos os espetáculos. Já a sessão de 15h, do espetáculo Pai Nosso, contará com audiodescrição.
SERVIÇO:
2º FIARTE – Festival Itinerante de Arte-Educação
Quando: de 04 a 11 de outubro
Onde: Escolas da rede pública de ensino de São Sebastião
Confira a programação:
Espetáculo: Pai Nosso
Local: Centro Educacional São Francisco
Dia:04/10/2024
Horário: 10h e 15h.
Espetáculo: Stupide – A história real de dois palhaços
Local: Centro de Ensino Médio 01
Dia:07/10/2024
Horário: 10h.
Espetáculo: Chapeuzinho Esfarrapado
Local: Escola Classe Cachoeirinha
Dia:07/10/2024
Horário: 15h30
Espetáculo: Inesperável Público
Local: Centro de Ensino Fundamental Jataí
Dia:10/10/2024
Horário: 10h15
Espetáculo: Circo Mulambo
Local: Centro de Ensino Fundamental Jataí
Dia:10/10/2024
Horário: 15h.
Este projeto é realizado com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal
Três projetos do CEF 14 de Taguatinga são homenageados pelo II Prêmio Paulo Freire de Educação
Jornalista: Maria Carla
Na quinta-feira (27/9), o Centro de Ensino Fundamental nº 14 de Taguatinga (CEF 14) foi reconhecido por seus esforços inovadores na educação, ao receber menção honrosa no II Prêmio Paulo Freire de Educação (2024), da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF). Entre os 264 projetos inscritos, três se destacaram por promoverem a transformação do ensino por meio da matemática, do esporte e do xadrez: “Geometria dos cristais e a evolução dos videogames”, “O esporte brasileiro tem história” e “Xeque-mate: o mundo do xadrez”.
Geometria dos cristais e a evolução dos videogames
Desenvolvido pela professora Estefany Alves, com formação em Geologia e Matemática, este projeto interdisciplinar explora a relação entre a geometria dos cristais e o design de videogames, abrangendo desde os anos 90 até o fenômeno Minecraft. Dividido em quatro etapas — pesquisa, elaboração de um trabalho escrito, criação de um jogo na plataforma Genially e apresentação — o projeto foi parte da feira cultural da escola, que abordou as décadas de 60 até os dias atuais. A proposta visa fazer com que os alunos do 6º ano compreendam como formas geométricas influenciam a experiência visual e a jogabilidade, contribuindo para uma avaliação mais ampla e engajadora.
O esporte brasileiro tem história
Elaborado e coordenado pela professora de educação física, Ana Paula Farias de Oliveira, o projeto tem como público 220 estudantes do 6º e 7º Anos, incluindo estudantes com necessidades educativas especiais. A proposta busca resgatar a história do esporte brasileiro, promovendo a reflexão sobre a importância de atletas e modalidades esportivas na formação da identidade nacional. Com um enfoque interdisciplinar, o projeto não só discute a história dos esportes, mas também integra conteúdos de cidadania e direitos humanos, valorizando o respeito, a superação e a ética no esporte. Com a apresentação de atletas icônicos e suas histórias, os estudantes são incentivados a desenvolver uma visão crítica e informada sobre o legado esportivo no Brasil.
Xeque-mate: o mundo do xadrez
O xadrez, um dos jogos mais antigos, é utilizado como ferramenta pedagógica no projeto criado e coordenado também pela professora Ana Paula. O objetivo é estimular o desenvolvimento cognitivo e comportamental dos estudantes por meio do aprendizado das regras, táticas e estratégias do jogo. A atividade inclui a construção de tabuleiros feitos pelos próprios alunos, fomentando a interação social e o respeito mútuo em competições saudáveis. A metodologia envolveu etapas práticas e lúdicas, garantindo que todos os estudantes, inclusive aqueles com necessidades especiais, tivessem acesso às atividades. Os torneios realizados durante as aulas de Educação Física promovem a inclusão e o engajamento de todos os participantes.
Os projetos do CEF 14 de Taguatinga exemplificam a busca pela inovação e inclusão no ensino, utilizando o esporte e o xadrez como meios de transformação educacional. Ao receberem menção honrosa no II Prêmio Paulo Freire de Educação, esses projetos reforçam a importância de práticas pedagógicas que promovam não apenas o conhecimento, mas também a formação de cidadãos críticos e respeitosos.
CEF-PAB do Gama traz o Setembro Amarelo para o debate
Jornalista: Luis Ricardo
No mês de setembro, a Biblioteca em Ação, projeto do Centro de Ensino Fundamental Ponte Alta do Baixo, do Gama, coordenado pela professora Maria Bernadete Rozendo de Almeida, pela professora doutora Nadja Ramos de Avila, com apoio da gestão e demais colegas, desenvolveu mais uma ação com a temática Setembro Amarelo. A saúde mental de crianças e adolescentes é um aspecto fundamental ao considerar a natureza biológica, psicológica e social do processo de Aprendizagem. Desse modo, promover ações que estimulem a escuta e acolhida dos sentimentos e emoções dos estudantes, assim como valorizar suas experiências e vivências, faz toda diferença.
Nesse sentido, o projeto contou com duas ações: contação pela professora aposentada Rosemeyre Medeiros e encenação do livro Uma menina chamada flor, da autora e ilustradora Fabiana Salomão, pelos(as) estudantes da Educação Infantil ao 5º ano, cuja temática fala sobre as emoções; e uma roda de conversa com os estudantes de 4º ao 9º ano do ensino fundamental, com a temática: Saúde mental e adolescência. “Tais ações contribuíram para a formação de um espaço saudável para se trabalhar temas relevantes no intuito de fortalecer a autoestima, favorecer o respeito, autocuidado e o desenvolvimento da empatia”, ressaltam as educadoras.
Estudantes da EP 308 Sul usam tato para aprender artes visuais
Jornalista: Vanessa Galassi
Os mais de 700 estudantes da Escola Parque 308 Sul interagiram com exposição de artes visuais tátil que apresentou em relevos e texturas obras clássicas, como o Beijo, de Gustav Klimt, Medusa, de Caravaggio, e O Grito, de Edvard Munch. A atividade dialogou com o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, lembrado em 21 de setembro.
“Nenhum dos nossos estudantes tem deficiência visual. Nosso objetivo foi trabalhar o desenvolvimento sensorial e cognitivo, além de valores sociais, como inclusão e respeito à diversidade”, explica o professor doutor de Artes Visuais Cleber Cardoso Xavier, que teve a iniciativa de levar a exposição à Escola Parque.
Ele explica que, ao participar de uma exposição tátil, as crianças sem cegueira são “incentivadas a explorar o mundo de forma diferente” e, ao mesmo tempo, tendem a se tornarem pessoas com maior empatia e compreensão das necessidades e desafios enfrentados por quem tem cegueira.
Da direita para esquerda: Ana Bonina, diretora do Sinpro; Solange Buosi, diretora do Sinpro; Cleber Cardoso Xavier, prof. dr. de Artes Visuais da EP 308 Sul; Thérèse Hofmann, prof. dra. de Artes Visuais da UnB
As mais de 20 obras expostas foram desenvolvidas por estudantes de licenciatura em Artes Visuais da Universidade de Brasília (UnB), alunos e alunas da professora doutora Thérèse Hofmann.
“Vários estudantes de licenciatura em Artes Visuais da UnB, que serão futuros professores e professoras, estiveram presentes na exposição, conversando com as crianças, explicando o processo. Acaba sendo uma formação, essencial para que a educação seja, de fato, um instrumento de transformação da sociedade”, avalia a diretora do Sinpro Ana Bonina, que participou da exposição na Escola Parque da 308 Sul.
Já a diretora do Sindicato Solange Buosi analisa que iniciativas como a do professor Cleber Xavier devem ser reproduzidas em todas as unidades escolares da rede pública de ensino. “A promoção da inclusão envolve, necessariamente, pessoas sem deficiência. Isso porque, para que o mundo seja inclusivo, é necessário que haja uma mudança de mentalidade coletiva, e isso se faz também a partir da experiência, da troca de conhecimentos”, justifica.
Hackaton: Ministério da Ciência e Tecnologia desafia estudantes a combater Fake News sobre mudanças climáticas
Jornalista: Letícia Sallorenzo
Estão abertas as inscrições para o Hackaton de Combate à Desinformação, evento que será realizado como parte da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia 2024 (SNCT), com foco especial em desinformação sobre mudanças climáticas. O hackaton, organizado pelo Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict), em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI); Secretaria de Políticas Digitais (SPDIGI) da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República; Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável (CDESS) e Ministério da Educação (MEC), é voltado para estudantes do 8º e 9º ano do Ensino Fundamental e do Ensino Médio de escolas públicas de todo o Brasil. O objetivo é engajar a juventude no combate às fake news e destacar o uso da informação como ferramenta de desenvolvimento.
O tema do evento é especialmente relevante em um cenário de eventos climáticos extremos, como as queimadas que têm afetado o Brasil. A iniciativa busca envolver os estudantes no desenvolvimento de soluções para combater a desinformação sobre mudanças climáticas, conforme destacado por Juana Nunes, diretora de Popularização da Ciência, Tecnologia e Educação Científica do MCTI. Para ela, o evento mobiliza a juventude a pensar em soluções práticas que fortaleçam a justiça climática e promovam uma sociedade mais informada e consciente.
Duas etapas
O hackaton será dividido em duas etapas. Na fase inicial, online, as equipes devem submeter até o dia 7 de outubro um plano de ação, em até cinco páginas, propondo soluções criativas para combater a desinformação climática por meio de mídias sociais. Cada região do país terá uma equipe selecionada para participar da fase presencial em Brasília, durante a SNCT, de 6 a 8 de novembro. Nessa segunda fase, as propostas serão aprimoradas com o auxílio de mentores de instituições como o Instituto Vero e o Instituto Alana.
Essas propostas serão desenvolvidas durante o evento, e haverá uma premiação simbólica na SNCT, além de uma cerimônia oficial em dezembro com representantes do governo. As propostas que não forem selecionadas para a fase presencial poderão integrar um livro publicado pela editora do Ibict, consolidando as melhores soluções apresentadas pelos estudantes.
Filha de professora, com doença rara, precisa de ajuda
Jornalista: Letícia Sallorenzo
A filha da professora Rosilene Andrade de Souza, Renata Carolina, pede ajuda. Após várias internações sem que conseguisse um diagnóstico, Renata foi diagnosticada no ano passado com uma doença genética rara, a Síndrome de Ehlers Danlos.
A síndrome de Ehlers-Danlos (SED) é um grupo de doenças hereditárias do tecido conjuntivo que se caracterizam por hipermobilidade articular (articulações que se deslocam com facilidade), pele muito elástica, tecidos frágeis. A síndrome é causada por um defeito em um dos genes que controlam a produção de colágeno.
Renata tem complicações em todo o corpo, sente dor em todas as articulações. Por conta da doença, trancou o curso de medicina da ESCS no terceiro ano, para se tratar. Vive em cadeira de rodas, pois pode desmaiar e, numa das ocorrências de desmaio, acabou lesionando a coluna – o que lhe rendeu ainda a Síndrome da dor complexa regional, que lhe causa dores constantes do lado esquerdo do corpo. Por conta da SED, Renata sofre com deslocamento de articulações quase toda a semana. Já teve deslocamento de mandíbula, joelho, ombro e tornozelo.
Por ter recebido o diagnóstico tardio, não há mais tratamento preventivo para Renata, que precisa fazer tratamento paliativo para suas dores crônicas, que são intensificadas com outras doenças diagnosticadas: ela tem fibromialgia, síndrome de ativação dos mastócitos, disautonomia e síndrome de distrofia simpática nas duas pernas e pés.
A terapia indicada para Renata é o bloqueio simpático venoso (BSV), que consiste na administração de anestésico por via venosa. Mas esse tratamento não é oferecido na rede pública por falta de médico especializado.
Na rede particular, cada sessão de BSV custa em média R$ 600,00. Renata precisa de sessões semanais de BSV.
“Além do tratamento indicado de BSV, os gastos com as medicações de uso contínuo também são muito altos”, conta a professora Rosilene. “Esses gastos chegam a R$ 2 mil por mês”, completa Renata.
Elas pedem a ajuda para custear o tratamento. Quem quiser e puder contribuir pode fazer um PIX para o CPF 051.924.521-04, em nome de Renata Carolina de Andrade Souza Silva (NuBank). Toda ajuda é bem-vinda e fará a diferença!
Festa solidária
Amanhã, sábado (28/09), a partir das 18h, o professor Luciano Vieira, que também é músico e parceiro de inúmeros eventos solidários, vai comemorar seu aniversário e fazer uma ação beneficente em prol de Renata. A festa acontece no Rei do Caldo do Setor Residencial Leste, Quadra 1, em Planaltina.
A festa será embalada pelas apresentações de Grupo Ava, Cida Avelar, Jesse Maia, Renan Gonçalves, Siny Carvalho, Banda Deep Space, Camila Castro e Joana D’arc.
“Recomende seu livro!” é um dos projetos homenageados no 2º Prêmio Paulo Freire de Educação
Jornalista: Maria Carla
O projeto “Recomende seu livro!”, da professora de língua portuguesa Leda Barros, do Centro de Ensino Fundamental 04 de Sobradinho (CEF04), que destaca a importância da leitura e da sustentabilidade em Sobradinho, foi homenageado com uma medalha e uma Moção de Louvor da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), nessa quinta-feira (26). A premiação foi parte da sessão solene de entrega do 2º Prêmio Paulo Freire de Educação, cujo objetivo é reconhecer o valor de projetos inovadores na educação pública do DF.
O projeto “Recomende seu livro!”, desenvolvido nas turmas de 7º Ano, tem como principal objetivo promover a leitura e a compreensão textual entre os(as) estudantes, além de incentivar a apropriação da língua portuguesa. A iniciativa se alinha aos princípios do Currículo em Movimento da Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEE-DF) e busca incorporar práticas sustentáveis no ambiente escolar.
Com o intuito de evidenciar a importância da leitura, o projeto estimula os(as) estudantes a reconhecerem a leitura como uma ferramenta essencial para compreender o mundo ao seu redor. Leda Barros promove um ciclo de doação e empréstimo de livros, incentivando práticas de consumo consciente e preservação ambiental. Essa abordagem não só enriquece o conhecimento dos estudantes, mas também promove uma consciência ecológica, uma vez que a reutilização de livros contribui para a redução do desperdício e o repensar dos hábitos de consumo.
“Ler, doar, emprestar e recomendar livros é uma excelente maneira de promover a sustentabilidade e a conexão com a natureza. Ao reutilizar livros, o estudante contribui para a redução do descarte de materiais e repensa os hábitos de consumo para promover um estilo de vida mais sustentável e equilibrado”, afirma a professora.
As culminâncias do projeto foram momentos marcantes. A primeira ocorreu em maio, com uma exposição de livros literários disponíveis para empréstimo. A segunda, realizada no início de setembro, foi um intervalo cultural que contou com a premiação dos principais leitores, além de apresentações culturais e uma nova exposição de livros arrecadados para doação.
O projeto “Recomende seu livro!” tem gerado um grande envolvimento entre os alunos, que se tornam agentes ativos na promoção do consumo consciente. Ao recomendarem e emprestarem livros uns aos outros, os estudantes criam um ciclo de troca de saberes, estimulando a curiosidade e o desenvolvimento de novos olhares sobre a literatura.
A moção de louvor recebida pela professora Leda Barros simboliza não apenas o reconhecimento de um projeto educacional, mas também a valorização do papel transformador da leitura e da educação na formação de cidadãos mais conscientes e comprometidos com a sustentabilidade e o bem-estar social. Com iniciativas como essa, a educação pública de Sobradinho se destaca como um espaço de inovação e reflexão, moldando o futuro de seus estudantes de forma responsável e sustentável.