Categoria avalia pedido de improbidade administrativa contra Rollemberg
Jornalista: sindicato
Em greve desde o dia 15 de outubro, professores(as) e orientadores(as) educacionais realizam nesta terça-feira (27) mais uma assembleia para definir os rumos do movimento. A atividade está prevista para iniciar às 9h30, em frente à Câmara Legislativa do DF.
Entre as propostas que serão avaliadas pela categoria está o protocolo, junto ao Tribunal de Justiça (TJDFT), de Ação Civil Pública de improbidade administrativa contra o governador e os secretários gestores pela falta de cumprimento da legislação em vigor. Esta ação será também subscrita por outras entidades sindicais.
Após a assembleia, os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais vão se juntar a profissionais de demais categorias do funcionalismo público, também em greve, para realizar uma manifestação na Praça do Buriti. De lá, por volta das 12h, dirigentes sindicais se dirigirão ao TJDFT para protocolar a Ação Civil Pública.
Falta de diálogo e de recursos prejudica futuro da Escola de Música de Brasília
Jornalista: sindicato
Professores e alunos da Escola de Música de Brasília manifestaram preocupação com a atual situação da instituição e criticaram a falta de diálogo com a atual direção e de investimentos por parte do governo do Distrito Federal. Os participantes debateram nesta segunda-feira (26) a atual situação da escola em audiência pública promovida pela Comissão de Cultura.
Audiência pública para debater a situação da Escola de Música de Brasília. Professor da Escola de Música de Brasília, Patrício De Lavenerè Bastos.
O professor Patrício Lavenère afirmou que a gestão atual da escola é antidemocrática. “Causa estranheza à boa administração da educação a maioria dos atos da atual direção serem feitas sem debate, sem discussão, sem qualquer construção coletiva. A educação não pode ser cristalizada, pois pressupõe o diálogo no qual todos interlocutores são ouvidos”, ressaltou. Entre as críticas levantadas por Lavenère estão a redistribuição de alunos em turmas coletivas e falas públicas do diretor atacando os docentes.
Mais contratações
O representante do Sindicato dos Professores do Distrito Federal, Polyelton de Oliveira Lima, disse que é necessário contratar mais professores e que, apesar da crise por que está passando a escola, ainda é uma instituição de excelência e de referência mundial. “O governo deve valorizar os seus servidores e ter gestores mais sensíveis, com mais investimento e debate, ouvindo aquilo que os professores estão dizendo”, afirmou.
A aluna da escola Valéria Fajardo criticou a imposição das decisões da direção. “Defendemos um ambiente favorável que nos permita enfrentar esse período de turbulência de maneira digna, sem impor regras”. Fajardo também criticou o governo distrital. “Será que existe alguém na estrutura governamental capaz de estabelecer, pelo menos, uma linha telefônica?”, provocou.
Audiência pública para debater a situação da Escola de Música de Brasília. Presidente do Conselho Escolar da Escola de Música de Brasília, Orlando dos Santos Oliveira
Orlando Santos: a falta de investimento aliada à inabilidade da direção resulta no sucateamento da escola.
O presidente do Conselho Escolar da Escola de Música de Brasília, Orlando Santos, afirmou que a falta de investimento aliada à inabilidade da direção resulta no sucateamento da escola. “Depois de mais de 50 anos, que formaram músicos eruditos e populares, vemos um futuro sombrio”, lamentou Santos.
Zona de conforto
O diretor da escola, Ayrton Macedo Pisco, rebateu as críticas e disse que os professores devem sair de sua zona de conforto. “A escola de música está falha. Nossa participação é igual a zero. Sempre acreditei que a educação musical não é algo acessório, mas uma questão de estratégia nacional, de formação de cidadania”, ponderou.
Segundo Pisco, o papel do gestor público é privilegiar o interesse do estudante “Quero que no DF, o analfabetismo musical seja zero nos próximos quatro anos”, afirmou. Ele acrescentou que, apesar das opiniões divergentes, ninguém pode acusá-lo de não defender a Escola de Música.
Patrimônio imaterial
A secretária-executiva da Secretaria de Cultura do DF, Nanan Catalão, lamentou o estado de degradação física da escola, mas afirmou que o governo distrital está trabalhando para resolver os problemas. Uma das soluções, segundo Catalão, é tombar a instituição e transformá-la em patrimônio imaterial.
A deputada Érika Kokay (PT-DF), que solicitou a audiência pública, afirmou que não existe educação sem democracia. “A Escola de Música de Brasília está na lógica de projeto de cidade, na qual a estética da vida rompe a barbárie, que destila intolerância e desigualdade”, acrescentou.
Kokay informou ainda que, por iniciativa do deputado Izalci (PSDB-DF), a bancada inteira do Distrito Federal vai destinar recursos de R$ 20 milhões, por meio de emenda de bancada, para a instituição e garantir obras em infraestrutura e compras de instrumentos e equipamentos.
Reportagem – Luiz Gustavo Xavier
Edição – Regina Céli Assumpção
O Sinpro informa que devido a uma pane na central telefônica do Sindicato na manhã desta segunda-feira (26), todos os telefones/ramais estão desligados.
Técnicos já foram acionados para sanar o problema, entretanto não há previsão imediata da volta do serviço.
O Sinpro-DF pede desculpas à categoria pelo transtorno.
Professores(as) e servidores da carreira Assistência à Educação fecham a sede da Secretaria de Educação
Jornalista: sindicato
Durante a manhã desta segunda-feira (26) a sede da Secretaria de Educação do Distrito Federal (607 Norte) foi fechada por piquetes de professores e de servidores da carreira assistência à educação. A ação é fruto da greve dos professores e dos servidores da carreira assistência.
Por volta das 10h40 os piquetes liberaram o prédio, já que a grande maioria dos funcionários já tinham ido embora. Após deixar o local o movimento se dirigiu a outras escolas onde realizou outros piquetes de convencimento.
A diretoria colegiada do Sinpro-DF comunica com pesar e lamenta o falecimento de dona Maria Costa, mãe da professora Ana Cláudia Costa, de Ceilândia. Em razão da doença da mãe, Ana Cláudia não compareceu à nossa luta. Ana Cláudia é professora é do CEF 24, noturno, e do CEF 16, de Taguatinga, diurno. A diretoria deseja à Ana Cláudia muita força e serenidade para prosseguir na luta.
Os professores e professoras deram a resposta para o descaso e o desrespeito do governador Rodrigo Rollemberg. Durante assembleia geral realizada nesta sexta-feira (23), na Praça do Buriti, a categoria votou, por unanimidade, pela continuidade da greve. O resultado da assembleia é uma resposta direta à proposta feita por Rollemberg. Em uma coletiva realizada às 8h, à imprensa, o governador anunciou um cronograma de pagamento dos reajustes para outubro de 2016, sem retroativo. A proposta foi recusada pela esmagadora maioria dos(as) professores(as) e orientadores(as) presentes na assembleia.
No mesmo momento que os professores realizavam a assembleia a Comissão de Negociação do Sinpro se reuniu com o secretário de Educação, Júlio Gregório, para tratar da pauta de reivindicações da categoria. Finalizada a reunião os integrantes da comissão repassaram os pontos para a categoria, que declarou insuficiente a proposta do secretário.
Segundo a diretora Rosilene Correa, o cronograma apresentado pelo governo mostra um claro sinal de desrespeito com os professores. “O governo desrespeita o processo de negociação e a legitimidade da instituição que representa esta categoria. Um governador apresentar uma proposta para a imprensa e não para o sindicato é, no mínimo, uma provocação. Temos buscado a negociação, mas a postura do governo é de continuar na ilegalidade e desrespeitar a lei”, sinaliza a diretora do Sinpro.
Já o diretor Cleber Soares comenta que o Sinpro, em nenhum momento, recebeu uma proposta de cronograma. “O que o governador fez hoje foi provocar esta categoria. Desde o início de seu governo Rollemberg tem subtraído os direitos dos professores e a nossa reposta para isto é a luta. Não aceitaremos em hipótese alguma a perda de direitos trabalhistas e o desrespeito com esta categoria”, afirmou Cleber.
Além da continuidade da greve, a categoria também aprovou outros pontos:
– Não acatar a decisão da Justiça em considerar a greve ilegal;
– Rejeição à proposta de cronograma para outubro de 2016;
– Afirmação de que as propostas são insuficientes;
– Ato unificado para entrar com pedido de improbidade do governador Rollemberg.
Também foi aprovado o calendário de luta:
– 24 e 25 de outubro: Intensificar carros de som nas cidades
– 26 de outubro: Piquetes de convencimento (calendário sujeito a alterações)
Festa do Professor será neste sábado (24). Participe!
Jornalista: sindicato
“Há que se endurecer, mas sem perder a ternura jamais”. Inspirada nessa frase do revolucionário Che Guevara, a diretoria colegiada do Sinpro-DF traça um paralelo entre a luta do momento contra a retirada de direitos e o congelamento de salário e a comemoração do Dia do Professor: apesar da luta, tem a festa.
Nesses 36 anos de existência do Sinpro-DF, a categoria docente não só construiu suas vitórias na luta, mas também na festa. Sem alegria e memória não há como construir vitórias. A comemoração do Dia do Professor, neste sábado (24), é o momento de renovarmos energias, reencontrar pessoas e restaurarmos a alegria.
Na festa retrô deste ano, teremos um momento raro de revivermos o passado recente, de quando, ao ingressarmos na carreira, adentramos nessa luta incondicional de construir a nossa carreira e a unidade da categoria.
Assim, nada melhor do que a tradicional Festa do Professor do Sinpro-DF para investirmos na autoestima de uma categoria que, como de costume, é alvo de ataques de governantes que atuam para privatizar a educação pública e gratuita. Entendemos que a vitória se constrói na luta, mas a luta só se ergue com a alegria da participação.
Não é a primeira vez que comemoramos o Dia do Professor em greve. Assim, a diretoria colegiada do Sinpro-DF convida a todos (as) os (as) professores (as) e orientadores (as) educacionais para, apesar da luta, ir à festa para extravasar a angústia, recarregar as forças, renovar energias, reencontrar colegas e amigos e brindar a nossa história de lutas. A festa ajuda a fortalecer os laços.
Este ano, a Festa do Professor resgata a história musical da nossa vida. Ela é temática e resgata o cenário musical dos anos 1960, 70, 80 e 90. Com as velhas músicas de tempos passados, pretendemos trazer a memória de nossa vida, resgatar a história de quatro décadas de luta, vitórias e da boa música.
No salão principal do Net Live, antigo Marina Hall, a partir das 21h, teremos o show de um dos mais famosos roqueiros dos anos 80. Kid Vinil vai nos levar a uma viagem no tempo. Com sua música, ele mostrava a luta de classe e retratava as condições precárias dos trabalhadores na década de 1980. Basta ouvir um de seus maiores sucessos, a música Sou Boy. Esse rock mostra a situação precária dos escriturários daquela década.
O salão principal estará decorado de forma a nos remeter a essas décadas recém-passadas, nas quais boa parte de nossa categoria combateu os ataques neoliberais e o choque de gestão. Lá fora, uma Tenda Eletrônica irá contemplar os anos 2000 e a cultura musical dos tempos atuais.
Professor, professora, orientador e orientadora educacional, venha curtir a sua festa. Traga sua família! A Festa do Professor deste ano será um reencontro com as delícias do nosso passado!
Diretoria convoca categoria para assembleia nesta sexta (23)
Jornalista: sindicato
A diretoria colegiada do Sinpro convoca a categoria para assembleia geral nesta sexta-feira (23), às 9h30, na Praça do Buriti. Na assembleia geral realizada nesta terça-feira (20), professores (as) e orientadores (as) educacionais demonstraram disposição de luta, ao deliberar, quase que por unanimidade, a continuidade da greve. A categoria demonstrou, durante a assembleia desta terça, determinação pela defesa intransigente do Plano de Carreira (Lei nº 5.105/13) conquistado na greve de 52 em 2012. E, para isso, conta com o apoio de várias categorias e, sobretudo, dos (as) estudantes. A greve alcança hoje 70% das escolas.
Durante a assembleia, um grupo de mais de 70 professores ocuparam a Presidência da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF). Outro grupo de servidores (as) públicos (as), da Saúde, ocupou o Plenário. Ambos estão dispostos a ficarem na ocupação até as autoridades públicas do DF iniciarem uma negociação séria com as categorias em greve, e sair dali uma solução.
Ao exigir o cumprimento da legislação trabalhista do Distrito Federal, a categoria docente reivindica o imediato pagamento da tabela salarial vigente, afinal, com o descumprimento da lei, o governo Rollemberg reduziu, inconstitucionalmente, o salário de todos e todas.
Exige também que ele suspenda as tentativas de retirar direitos previstos em leis, como a supressão da licença-prêmio para transformá-la em licença-capacitação, a retirada de auxílio transporte de professores (as) que residem no Entorno, e várias leis apresentadas este ano na CLDF que visam a modificar aposentadoria dos (as) servidores (as). A categoria luta também pelo pagamento imediato dos (as) recém-aposentados (as) e em processo de aposentadoria da pecúnia da licença-prêmio não gozada.
Na avaliação da diretoria colegiada do Sinpro-DF, o governo Rollemberg decidiu imprimir no Distrito Federal a marca da ilegalidade. Ele não está respeitando nenhuma lei e, dentre elas, a lei que estabeleceu o reajuste anual do auxílio-alimentação que, desde maio, não foi pago. Os (as) professores (as) e orientadores (as) educacionais entendem que o governador Rollemberg tem de mudar seu comportamento relativamente à legislação trabalhista do DF.
Confira a agenda da semana AGENDA 20/10
09h30 – Assembleia geral;
14h – Denuncia junto ao Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT) pelo não cumprimento as leis; improbidade administrativa. PROPOSTAS DO COMANDO DE GREVE 20/10 – Terça-feira
19h – Sessão Solene/Dia do Professor(a) – usar a camiseta “Calote Não”.
21/10 – Quarta-feira
Piquetes e ações nas cidades (panfletagens e outros atos), de acordo com os encaminhamentos das assembleias regionais.
22/10 – Quinta-feira
Manhã – Piquetes nas cidades;
14h – Ato no TJDFT, com movimento unificado (ação de improbidade);
18h – Reunião do Comando de Greve.
23/10 – Sexta-feira
09h30 – Assembleia Geral, na Praça do Buriti.